O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, é uma das datas mais importantes para o comércio, especialmente para os segmentos de brinquedos, eletrônicos, vestuário e lazer. Em 2026, a data coincide com o feriado de Nossa Senhora Aparecida, que cairá em uma segunda-feira e, portanto, permitirá um fim de semana prolongado com potencial ampliação do consumo das famílias.
Essa conjuntura torna ainda
mais relevante acompanhar a inflação dos produtos tradicionalmente associados à
data na cidade de São Paulo, avaliando como a evolução dos preços pode
influenciar o orçamento dos consumidores e as vendas do varejo.
O Centro de Estudos em
Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado
(FECAP) analisa a inflação dos itens consumidos na data
comemorativa.
Variação dos preços
Com base no Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro, divulgado pelo IBGE no
final do mês, é possível observar o comportamento dos preços dos principais
produtos associados ao Dia das Crianças no acumulado dos últimos 12 meses.
A inflação da “cesta de
presentes” do Dia das Crianças na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi
de 5,70% em 2026, um resultado superior à inflação geral observada, de 4,77%.
No entanto, o aumento dos preços da cesta foi inferior ao observado em 2025, de
8,04%.
Para a média do País, o
aumento dos preços da cesta em 2026 foi de 4,38%, um pouco menor que a inflação
geral observada, de 4,47%. Vale mencionar que não é adequado comparar esse
valor com o registrado na RMSP, dado que a composição da cesta de bens é
diferente, pois alguns produtos não possuem variação de preços registrada para
São Paulo.
Entre os 18 produtos
considerados, 10 apresentaram variação de preços inferior à inflação observada
na RMSP.
Brinquedos e
eletrônicos: o preço dos brinquedos subiu 7,73%, enquanto o
da bicicleta caiu 1,54%, resultados piores que os observados na média do
Brasil. O preço do videogame (console) subiu 13,52% no Brasil.
Guloseimas: o
preço do chocolate em barra e bombom aumentou 13,97%, enquanto o do sorvete
aumentou 4,08%, valores superiores aos registrados no País. O preço das balas
subiu 7,98% no Brasil.
Livros não didáticos: o
preço do livro não didático subiu 5,07%, mais do que o observado na média
nacional.
Vestuários e calçados: o
preço da calça comprida infantil subiu 2,23%, enquanto o da bermuda/short
infantil aumentou 2,58%. Já o preço da camisa/camiseta infantil caiu 1,04%,
enquanto o do conjunto infantil caiu 0,38%.
Além dos presentes, vale
considerar a variação dos preços das atividades fora de casa e das despesas
relacionadas a viagens, especialmente em razão do feriado prolongado deste ano.
Lazer: o
preço da alimentação fora do domicílio aumentou 6,85%, enquanto o preço do
cinema, teatro e concertos aumentou 0,71%.
Viagem: o
preço da hospedagem subiu 6,38%, em contraste com a diminuição de 3,30% no
pacote turístico.
Em comparação com o mesmo
período de 2025, dos 18 produtos analisados, 8 apresentaram uma variação de
preços maior no acumulado de 12 meses em 2026.
Entre esses produtos, a maior
variação foi observada no agasalho infantil, cujo preço passou de uma redução
de 4,72% em 2025 para um aumento de 8,13% em 2026, diferença de +12,85 pontos
percentuais (p.p.). Também se destacaram o videogame (+7,87 p.p.) e o sorvete (+7,06
p.p.).
Por outro lado, entre os
produtos que apresentaram comportamento mais favorável dos preços em 2026,
destacou-se o pacote turístico, que passou de um aumento de 10,42% em 2025 para
uma redução de 3,30% em 2026, diferença de -13,72 p.p. Também se destacaram
cinema, teatro e concertos (-12,70 p.p.) e chocolate em barra e bombom (-10,57
p.p.).
Cabe ressaltar que os preços
podem variar significativamente conforme a marca, a loja e o modelo do produto.
Expediente CECON
Coordenação – Allexandro
Mori Coelho
Equipe Econômica – Jobson Monteiro de Souza, Sarah Mendieta Pereira e Pedro Henrique Cassemiro Florencio


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