Com maior conscientização sobre os riscos do VSR, famílias procuram alternativas para proteger bebês sem sair de casa
A
prevenção contra a bronquiolite tem avançado no Brasil e já mostra grandes
impactos na saúde infantil. O país atingiu a marca de 1 milhão de gestantes
vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da
doença em bebês. Os resultados já aparecem nos indicadores: até 18 de abril de
2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo
período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também
registraram redução de 63%, de 72 para 27 mortes.
Com
o avanço da imunização e maior conscientização sobre os riscos do VSR, cresce
também a busca por alternativas mais práticas de proteção, como a vacinação
domiciliar. Na Nina Saúde, plataforma
especializada em vacinação domiciliar, a procura por vacinação voltada a bebês
e gestantes vem aumentando nos últimos meses.
“A
percepção sobre a bronquiolite mudou muito. Hoje falamos de uma doença em que a
prevenção é possível e cada vez mais acessível, seja pela vacinação materna,
seja por estratégias de proteção direta dos bebês. Isso faz com que muitas
famílias busquem se antecipar ao período de maior circulação do vírus”, explica
o infectologista Dr. Bil Randerson Bassetti, cofundador da Nina Saúde.
Além
da vacinação de gestantes, o Ministério da Saúde também iniciou a oferta no SUS
do nirsevimabe, anticorpo monoclonal que garante proteção imediata contra o
VSR, mas a campanha é voltada a recém-nascidos prematuros e crianças de até 23
meses com comorbidades, grupos com maior risco de complicações.
Vacina domiciliar cresce entre as famílias
Embora
a imunização pelo SUS seja para esses públicos prioritários, nem todos os bebês
se enquadram nos critérios da rede pública. Por isso, parte das famílias têm
buscado alternativas na rede privada para ampliar a proteção nos primeiros
meses de vida. Nesse cenário, a vacinação domiciliar ganha espaço por permitir
que a imunização seja feita em casa, com mais conforto e menor exposição a
ambientes com circulação de vírus respiratórios.
Não
à toa, que nos últimos meses, a Nina Saúde registrou um aumento de 50% na procura por vacinação domiciliar relacionada
a prevenção da bronquiolite. Apenas em 2025, a healtech aplicou mais de 1.500
doses voltadas a proteção contra o VSR em bebês e gestantes. Para o inverno de
2026, a expectativa é de crescimento de 70% na demanda pelo imunizante,
relacionado pela conscientização das famílias sobre os riscos da doença e a
importância da prevenção precoce.
“A
vacinação domiciliar facilita o acesso e reduz a exposição desnecessária dos
bebês, especialmente em uma fase em que qualquer contato com vírus
respiratórios pode representar risco maior. Para muitas famílias, isso traz
mais segurança e tranquilidade. Além disso, a rotina corrida e as mudanças da
maternidade transformam bastante o dia a dia das famílias. O conforto de estar
em casa também contribui para um ambiente mais calmo para o bebê”, afirma Dr.
Bil.
E,
diante do aumento da conscientização sobre a bronquiolite e da ampliação das
estratégias de prevenção contra o VSR, o especialista reforça que o cuidado nos
primeiros meses de vida tem sido cada vez mais baseado na antecipação e no
acesso facilitado a proteção. Pois, a bronquiolite pode começar de forma leve,
com sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, tosse e febre, mas
evoluir rapidamente para quadros mais graves, como dificuldade para respirar,
chiado no peito e queda na oxigenação, especialmente em bebês pequenos.
Além
disso, medidas preventivas simples seguem sendo indispensáveis para reduzir
riscos, como higienização frequente das mãos, evitar contato de bebês com
pessoas gripadas, manter ambientes ventilados e redobrar a atenção a sinais de
agravamento clínico. Para saber mais sobre a vacinação domiciliar da
bronquiolite, acesse: Link

Nenhum comentário:
Postar um comentário