Diretor Médico da Funcional destaca importância da imunização diante do aumento de internações
O cenário da saúde respiratória no Brasil em 2026 tem acendido um sinal de alerta entre especialistas. A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada em 21 de maio, aponta que a maioria das unidades federativas do país apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. Com tendência de piora nas próximas semanas, o avanço preocupa ainda mais porque a temporada de gripe começou antes do esperado neste ano.
De acordo com a Fundação, a circulação da influenza A foi antecipada, elevando o número de internações e pressionando o sistema de saúde antes do período tradicional de maior incidência. Até o momento, o país já registrou mais de 63 mil casos de SRAG em 2026, com quase 2 mil óbitos notificados. A mortalidade segue mais elevada entre idosos, enquanto a incidência é maior entre crianças, refletindo o impacto dos vírus respiratórios nos extremos de idade.
Para o Dr. Ricardo Moraes, Diretor Médico da Funcional, pioneira e líder em programas de acesso e adesão no Brasil, o momento exige uma mudança de postura, especialmente no ambiente corporativo. “Quando a sazonalidade se altera, como estamos vendo agora, a resposta também precisa ser antecipada. Esperar o pico da doença para agir aumenta o risco de complicações e amplia os impactos tanto para a saúde das pessoas quanto para a operação das empresas”, afirma.
Segundo o especialista, o aumento da visibilidade do tema neste período deve ser aproveitado como uma oportunidade para reforçar a importância da vacinação. Ele destaca que a imunização segue sendo uma das estratégias mais eficazes para conter o avanço dos vírus respiratórios e reduzir desfechos graves.
“No caso da influenza, a eficácia das vacinas varia, em média, entre 40% e 60% na prevenção da doença, podendo ser ainda maior quando há boa correspondência entre as cepas circulantes e as incluídas na vacina. Mais importante, a imunização reduz de forma consistente os desfechos graves, especialmente em grupos de maior risco. Além da gripe, o cenário atual é marcado pela ampliação do arsenal preventivo com a incorporação de novas vacinas respiratórias. As vacinas contra o vírus sincicial respiratório, por exemplo, demonstram eficácia superior a 80% na prevenção de doença do trato respiratório inferior em idosos, um avanço relevante na proteção dessa população”, aponta o especialista.
Diante desse contexto, a Funcional antecipou sua campanha de vacinação contra a gripe e tem incentivado empresas a adotarem uma postura mais proativa na proteção de seus colaboradores. Por meio do Benefício Farmácia, modelo no qual as companhias podem subsidiar parcial ou totalmente medicamentos e vacinações, é possível ampliar o acesso à vacina tetravalente 2026, atualizada para proteção contra as cepas mais recentes do vírus, incluindo H1N1, H3N2 e duas linhagens do tipo B. A iniciativa se torna ainda mais relevante em um momento em que o acesso público pode ser limitado.
“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A prevenção de doenças respiratórias deixa de ser pontual e passa a ser uma estratégia integrada, baseada em diferentes vacinas e direcionada à redução da carga global de doença”, explica o Dr. Ricardo.
Na avaliação do especialista, empresas que adotarem uma abordagem estruturada de vacinação, integrada a dados de saúde e programas de adesão, terão benefícios diretos. “Investir em prevenção não é apenas uma decisão clínica, mas também uma estratégia de gestão, com impacto em absenteísmo, produtividade e custo assistencial”, completa.
Com um cenário em que os vírus respiratórios circulam mais cedo e com maior intensidade, a vacinação antecipada se consolida como uma medida essencial para proteger vidas, reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e garantir maior segurança no ambiente corporativo.
Funcional
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