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| Desde 2024, Tabela SUS Paulista possibilitou a realização de mais de 3,5 milhões cirurgias eletivas Freepik |
Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) avalia ação como avanço para o sistema público de saúde; 100 hospitais em 77 municípios serão contemplados
Criada inicialmente para recompor o subfinanciamento dos hospitais filantrópicos, a Tabela SUS Paulista passa agora por um novo avanço com a inclusão dos hospitais públicos municipais. A medida estima cerca de R$ 760 milhões em repasses anuais e deve beneficiar cerca de 100 hospitais municipais em 77 cidades paulistas. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, no dia 14 de maio, durante a abertura da Caravana 3D, na região do Grande ABC.
Desde 2024, o Estado complementa, com recursos do Tesouro Estadual, os valores pagos pela tabela nacional do SUS, garantindo remuneração de até cinco vezes maior do que a federal. O repasse é feito pela Secretaria de Estado da Saúde, de acordo com a produção registrada e validada no SUS, mediante a assinatura de termo de adesão pelos municípios.
O programa já pagou R$ 9,7 bilhões e atende cerca de 800 Santas Casas e instituições filantrópicas em todo o estado. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, a Tabela SUS Paulista permitiu a abertura e reativação de mais de 8 mil leitos em todo o estado, além de possibilitar a realização de mais de 3,5 milhões cirurgias eletivas.
Para o
diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do
Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, a ampliação da Tabela SUS Paulista
representa a consolidação de uma política pública estruturante, com impacto
direto na sustentabilidade dos prestadores e na assistência à população.
“A Tabela SUS Paulista nasceu para enfrentar um problema histórico, que é o subfinanciamento do SUS, especialmente nos hospitais filantrópicos, responsáveis por grande parte dos atendimentos de média e alta complexidade. O fato de o Estado estender esse modelo aos hospitais municipais mostra que a política se consolidou, ganhou maturidade e passou a ser entendida como um instrumento permanente de fortalecimento do sistema”, afirma.
Segundo Rogatti, manter os mesmos critérios, valores e forma de pagamento, independentemente do perfil do prestador, é essencial para garantir equilíbrio e transparência. “Quando todos recebem com base na produção aprovada e com valores mais próximos da realidade dos custos, o hospital consegue planejar melhor, investir em estrutura, equipes e ampliar a oferta de serviços. Isso se reflete diretamente na redução de filas, na ampliação do acesso e na melhoria da qualidade do atendimento”, destaca.
Para o presidente da Fehosp, o impacto da política vai além do aspecto financeiro. “Estamos falando de uma iniciativa que fortalece o SUS como rede. Quando o financiamento é adequado, o sistema funciona melhor, os hospitais ganham fôlego para atender e a população é a principal beneficiada. É um avanço que precisa ser preservado e continuamente aperfeiçoado”, conclui.
Federação
das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo - Fehosp

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