O calor, a luz solar intensa e outros
estímulos ambientais tornam o verão um período especialmente propenso a
desencadear crises em quem convive com a enxaqueca1,2
Divulgação
A enxaqueca, ou migrânea, é uma condição neurológica caracterizada
principalmente por dores de cabeça intensas e pulsáteis, que são influenciadas
por diversos fatores, como alimentos desencadeadores e flutuações hormonais,
estresse e estímulos do ambiente.1,2 “As altas temperaturas e a
exposição prolongada à luz intensa podem favorecer o aparecimento de crises em
pessoas predispostas.¹ Embora os mecanismos não sejam totalmente compreendidos,
sabe-se que o calor pode contribuir para desidratação,² vasodilatação e maior
sensibilidade das vias trigeminovasculares, aumentando a probabilidade de novos
episódios¹”, explica o neurologista e especialista da Libbs Farmacêutica, Luiz
Betting.
No verão, fatores como a maior exposição ao sol, ambientes quentes
e luminosidade intensa estão entre os gatilhos que podem intensificar as crises
em alguns pacientes.1,2 “Há evidências de que substâncias envolvidas
na fisiopatologia da enxaqueca, como a serotonina (5-hidroxitriptamina) e o
óxido nítrico, desempenham papéis importantes na modulação da dor.1 Ainda
que a relação exata entre calor e alterações dessas moléculas não seja
totalmente estabelecida, sabe-se que estímulos luminosos fortes podem ativar
vias neurais sensíveis e favorecer o desencadeamento das crises.”, detalha
Betting. Além disso, alguns estudos indicam que a enxaqueca afeta
aproximadamente 15% da população brasileira,3 mas que muitos
pacientes podem levar até 17 anos para receber um diagnóstico correto, seja
pela variabilidade dos sintomas, seja pela falta de reconhecimento da doença
como uma condição neurológica definida. Esse atraso impacta diretamente a qualidade
de vida e o acesso às terapias adequadas.4
Diante da possibilidade de agravamento das crises no verão1
e do frequente atraso no diagnóstico,4 é fundamental que o paciente
procure avaliação médica para orientação adequada. “A automedicação pode mascarar
sintomas, levar à piora das crises e até provocar cefaleia por uso excessivo de
medicação. Hoje, existem tratamentos modernos e específicos tanto para o manejo
agudo da crise (tratamento específico da enxaqueca, e não analgésicos comuns)
quanto para a prevenção, capazes de reduzir a frequência, a intensidade e o
impacto funcional da enxaqueca. Muitas pessoas ainda desconhecem essas opções
e, por isso, a orientação especializada é essencial”, detalha Betting.
Prevenção
As crises frequentes de enxaqueca podem ser
incapacitantes, o que reforça a importância de evitar fatores precipitantes,
especialmente nos dias mais quentes, quando o calor e a luminosidade intensa
podem aumentar o risco de novos episódios. Para quem percebe maior
sensibilidade às altas temperaturas, algumas estratégias simples podem ajudar a
reduzir o desconforto. O ideal é evitar atividades prolongadas em locais muito
ensolarados. Caso seja necessária a exposição ao sol, recomenda-se utilizar
proteção, como chapéu ou boné. O uso de óculos escuros também é indicado,
sobretudo para pessoas com fotossensibilidade, pois a luz intensa pode atuar
como gatilho para crises.1
Libbs
Mais informações no site www.libbs.com.br
Referências
1. Tekatas A, Mungen B. Migraine headache triggered specifically by sunlight: report of 16 cases. Eur Neurol. 2013;70(5-6):263-6.
2. Liaquat A, Sheikh WA, Yousaf I, Mumtaz H, Zafar M, Khan Sherwani AH. Frequency of migraine and its associated triggers and relievers among medical students of Lahore: a cross-sectional study. Ann Med Surg (Lond). 2023;86(1):103-108.
3. Melhado EM, Santos PSF, Kaup AO, Costa ATNMD, Roesler CAP, Piovesan ÉJ, et al. Consensus of the Brazilian Headache Society (SBCe) for the Prophylactic Treatment of Episodic Migraine: part I. Arq Neuropsiquiatr. 2022;80(8):845-861. 4. Peres MFP, Swerts DB, de Oliveira AB, Silva-Neto RP. Migraine patients' journey until a tertiary headache center: an observational study. J Headache Pain. 2019;20(1):88.
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