A médica endoscopista
Denise Peixoto Guimarães explica sobre o segundo tumor que mais incide entre
homens e mulheres no Brasil
No Março Marinho, mês de conscientização do câncer
colorretal – do cólon ou do reto, o Hospital de Amor faz um alerta sobre a
prevenção da doença, visto que os dados de pessoas com o tumor têm aumentado no
Brasil.
Segundo pesquisa lançada este ano pelo Instituto
Nacional de Câncer, para o triênio 2020-2022, o câncer colorretal ocupa o
segundo lugar no ranking dos 10 tipos de tumor mais incidentes entre homens e
mulheres. No Brasil, são 40 mil novos casos registrados por ano. A médica
endoscopista Denise Peixoto Guimarães, do Hospital de Amor, alerta para o
aumento de casos entre a população masculina nos últimos anos.
Denise explica que essa é uma doença silenciosa, e
somente se manifesta no estado avançado quando o tratamento curativo é mais
difícil. “Os principais sintomas são sangramento retal (nas fezes), dor
abdominal, alteração do hábito intestinal, anemia e perda de peso”.
No entanto, a boa notícia é que este câncer é
altamente prevenível. “Conseguimos fazer a precaução de duas maneiras:
primeiro, por meio da mudança de hábitos alimentares ou de vida, com práticas
regulares de atividade física, evitando assim, consumo de álcool, cigarro e
alimentos ultraprocessados e embutidos, e, segundo, de forma mais eficaz, pelo
rastreamento”, diz.
Exame
O Hospital de Amor orienta a fazer o teste de
rastreamento do câncer colorretal homens e mulheres a partir dos 50 anos ou
aqueles que têm histórico familiar de câncer colorretal, de pólipos
adenomatosos e de doença inflamatória intestinal.
Há três grupos de riscos:
• Risco médio, a idade é o único fator. Tanto o
teste de sangue oculto nas fezes quanto a colonoscopia estão indicados.
• Risco aumentado, é maior pela presença de
histórico familiar ou pessoal de câncer colorretal e de pólipos adenomatosos ou
de histórico pessoal de doença inflamatória intestinal. Nesses casos, a
colonoscopia é o teste indicado.
• Alto risco, inclui as pessoas que tem síndromes
hereditárias associadas ao câncer colorretal. Para esses indivíduos, deve-se
realizar o exame de colonoscopia.
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