Recurso poderá ser
utilizado pelo Ministério da Saúde para reforçar as ações na Atenção Primária e
Hospitalar. Nesta quarta-feira (11), 52 casos de coronavírus foram confirmados
no país
Em participação de
audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o ministro da Saúde, Luiz
Henrique Mandetta, informou sobre a negociação com o Legislativo para liberação
de até R$ 5 bilhões para ações de enfrentamento ao coronavírus. O recurso,
oriundo de emendas da relatoria da casa, será utilizado na Atenção Primária e
hospitalar para reforçar as ações contra o vírus. O anúncio, feito nesta
quarta-feira (11), contou com a participação do presidente da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia, que afirmou que o parlamento está à disposição da
sociedade para discutir não só leis, mas também questões orçamentárias.
“Nossa intenção é de
ajudar com recursos alocados pelos parlamentares para que possamos dar a
sustentação necessária aos municípios e estados e ao trabalho do Ministério da
Saúde no combate ao coronavírus. Esta é uma agenda emergencial de curto prazo e
é a mais importante, que é a agenda do impacto do coronavírus na saúde dos
brasileiros. Essa deve ser sempre a prioridade de todos nós”, informou o
presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
Durante os
esclarecimentos aos parlamentares sobre a situação da doença no país, o
ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que vai convidar um membro
do Legislativo para compor um comitê das despesas para conter o vírus.
Ele destacou
que a intenção é dar celeridade aos aportes no orçamento.
"É muito ruim
tomar essas decisões de gastos inesperados de uma maneira autocrática",
disse. Ele destacou ainda que a liberação de parte de emendas do relator do
Orçamento para ações de saúde, cerca de R$ 5 bilhões, serão repassadas aos
estados proporcionalmente ao número de habitantes e necessidades apontadas
pelas autoridades de saúde estaduais. "Com esse montante de recursos me
parece que a gente consegue atravessar essa situação e, se necessitar de mais
recursos, a gente volta a dialogar", afirmou o ministro da Saúde.
O ministro ratificou
a importância de ampliação do orçamento da pasta. Como exemplo, ele citou o
programa Saúde na Hora, que visa aumentar de 1,5 mil postos de saúde para 6,7
mil, além de garantir horário estendido para atendimento nos postos de saúde. A
ampliação do horário de atendimento depende da adesão de municípios. O cálculo
do Ministério da Saúde é que as implementações do programa custem até R$ 900
milhões.
PANDEMIA
A Organização Mundial
da Saúde (OMS) declarou, nesta quarta-feira (11), pandemia de coronavírus. De
acordo com a organização, o número de pessoas infectadas, de mortes e de países
atingidos deve aumentar nos próximos dias e semanas. Apesar disso, as
autoridades da OMS ressaltaram que a declaração não muda os procedimentos
adotados, e que os países devem manter o foco na contenção da circulação do
vírus.
O ministro da Saúde,
Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Brasil já vinha se preparando para a
declaração de pandemia pela OMS. “Lá atrás, nós já tínhamos decretado
Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A cada etapa de
comportamento do vírus no Brasil nós temos medidas adicionais que vão sendo
adotadas ao que já estamos fazendo”, esclareceu o ministro da Saúde.
Com a caracterização
de pandemia pela OMS, qualquer pessoa que tenha vindo do exterior e tiver febre
e sintomas respiratórios passará a ser considerada como caso suspeito. Além
disso, o Brasil mantém permanente vigilância em relação ao comportamento do
vírus.
O ministro destacou
ainda que o foco das ações da pasta está em proteger idosos e pessoas com saúde
debilitada, principais grupos de risco do coronavírus. “O maior grupo de risco
são os nossos idosos. Esse é o grupo que queremos proteger. Quanto menos
pessoas idosas tiverem a doença, menos utilizaremos os serviços hospitalares“,
afirmou o ministro da Saúde.
ATUALIZAÇÃO
DOS CASOS
Subiu para 52 o
número de casos confirmados de coronavírus no Brasil de acordo com as
informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde até 16h45 desta
quarta-feira (11). Do total de casos confirmados, 7 são por transmissão local,
quando é possível relacionar o doente a um caso confirmado e 45 casos são
importados, ou seja, de pessoas que viajaram ao exterior. Atualmente, são
monitorados 907 casos suspeitos e outros 935 já foram descartados.
Os casos confirmados
no Brasil estão divididos em oito estados: Alagoas (1), Bahia (2), Minas Gerais
(1), Espírito Santo (1), Rio de Janeiro (13), São Paulo (30), Rio Grande do Sul
(2) e Distrito Federal (2).
Para manter a
população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde
atualiza diariamente, os dados na Plataforma
IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das
definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a
situação epidemiológica.
MEDIDAS
DE PREVENÇÃO
Para evitar a
proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de
higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para
higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou
tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos
estejam limpas.
Amanda Mendes
Agência Saúde
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