Segundo pesquisa publicada em janeiro pelo Jornal Nutrients, há
uma melhora significativa nos sintomas de endometriose como dores e fluxo
intenso, a partir da redução de alimentos que contém Níquel na dieta.
O estudo ainda revela que o metal também interfere na atividade
estrogênica, afetando a mucosa intestinal, o que contribui para piorar o quadro
de disbiose (desequilíbrio da flora bacteriana intestinal, que reduz a
capacidade de absorção dos nutrientes e causa carência de vitaminas,
desencadeando sintomas de náuseas, gases, diarreia ou prisão de ventre).
A principal fonte de Ni para seres humanos está nos alimentos,
entre eles, destacam-se tomate, cacau, alcaçuz, feijão, cogumelos, trigo
integral, farinha soja, cebola, alho marisco, nozes, conservas. Além disso,
outros alimentos podem ter contaminação do metal por conta dos fertilizantes.
Durante o estudo, 84 mulheres com endometriose sintomáticas para
distúrbios gastrointestinais foram submetidas a uma dieta baixa em Ni por um
período de três meses. Como resposta, após a administração da dieta, as
pacientes obtiveram uma melhora significativa de todos os sintomas intestinais,
extra-intestinais e ginecológicos, incluindo os típicos da endometriose (dor
pélvica crônica, dismenorreia e dispareunia).
Dra.
Luanna Caramalac Munaro - nutricionista
pela Uniderp, pós graduada em nutrição clínica funcional, pela VP – Centro de
Nutrição Funcional, pós graduanda em adequação nutricional e manutenção da
homeostase, pós graduanda em nutrição comportamental pela IPGS, formação em
modulação intestinal.
Atua na área integrativa com foco em prevenção e
tratamentos de doenças crônicas degenerativas e emagrecimento saudável.
Fontes do estudo:
Departamento de Medicina Translacional e de Precisão e Departamento de
Ginecologia, Obstetrícia e Urologia da Sapienza University, Roma, Itália.
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