O principal motivo
é a reprovação da camisinha por 2 em cada 5 mulheres.
O coito interrompido é um método que não requer
muito estudo para entender como funciona. Nada mais é do que o ato de o homem
retirar o pênis da vagina antes de ejacular, limitando as chances de o esperma
atingir o óvulo. Trata-se de uma ação que deve ser pensada antes de ser
praticada devido aos riscos que envolve, como doenças e até mesmo uma gravidez
indesejada.
Além disso, essa prática não é 100% segura, tendo
em vista que nem todo o esperma é liberado na hora do clímax. Uma pesquisa
feita pela Universidade de Princeton nos Estados Unidos alerta que, para evitar
uma gravidez indesejada e a transmissão de doenças, o melhor é não usar essa
técnica. Pois o coito interrompido pode sim engravidar! Mesmo assim, um estudo
feito pelo portal Trocando
Fraldas, descobriu que 33% das mulheres não sabem que o líquido seminal que
sai antes da ejaculação pode engravidar.
Conforme aponta a
pesquisa, o Acre é o estado campeão de mulheres que ficaram grávidas ao
realizar essa técnica, com 42% das entrevistadas. Já o Rio de Janeiro lidera os
rankings quando o assunto é a prática do coito interrompido, e 73% das mulheres
já a executaram. Em São Paulo, mesmo com um alto percentual de praticantes,
somente 23% das participantes ficou grávida após realizar este método.
Alguns médicos vêem o coito interrompido como um
método ineficiente para o controle de natalidade, além de não indicarem essa
prática, tendo em vista que ela pode levar a distúrbios tanto no homem como na
mulher. Porém mesmo tendo consciência dessas informações, homens e mulheres
continuam a praticar o coito interrompido. Conforme comprovado pela pesquisa, 2
em cada 3 entrevistadas já praticou essa técnica como método contraceptivo.
Além disso, 1 em cada 4 mulheres já chegou a engravidar após um ciclo em que
praticou o coito interrompido.
Mesmo sendo uma prática tão comum, 5 em cada 8
mulheres tem medo de engravidar ao adotar o coito interrompido. Esse medo
independe da idade das entrevistadas e é bem maior nas mulheres que não querem
ter filhos, 83%.
O principal motivo para a execução dessa prática é
o fato de que 41% das entrevistadas não gostam de usar camisinha. Em 1 de cada
6 casos, o parceiro impõe a sua vontade por não gostar da camisinha. Além
disso, a rejeição da camisinha é mais comum entre as faixas etárias mais novas.
Outro motivo, é que 7% acreditam que não poderão engravidar realizando esse
método.

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