Pesquisar no Blog

terça-feira, 5 de maio de 2015

07/05 - Dia Nacional da Saúde Ocular: Cães sofrem de glaucoma




A doença também afeta os pets, é importante que o tutor reconheça o mal para evitar a perda da visão nos dois olhos, alerta veterinária do Pet Center Marginal/Petz
Um das principais causas de cegueira em cães é o glaucoma, doença oftalmológica que se caracteriza por uma neuropatia óptica progressiva com o aumento da pressão intra ocular. Mais comum em determinadas raças (Cocker Spaniel, Basset Hound, Beagle, Shitzu, Husky Siberiano e Chow Chow) , mas sendo também resultado de traumatismos, inflamações e câncer, a doença exige atenção especial do tutor, alerta a médica veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia, da rede Pet Center Marginal/Petz.
Diferentemente do que acontece com os humanos,o glaucoma costuma ser diagnosticado em estágios avançados no animal, quando parte da visão já foi perdida. Segundo a veterinária, isso não significa, no entanto, que a doença não exija cuidados. "Pelo contrário, como provoca dor intensa, ela deve ser tratada para evitar que o animal sofra e para monitorar o olho que ainda não tem a doença”, informa a especialista.
Olhos avermelhados, mais fechados, pupilas dilatadas e opacidade de córnea são alguns dos sinais mais evidentes e comuns da doença que podem ser identificados pelo tutor.
A melhor maneira de preveni-la é com as visitas anuais do cão ao veterinário que consegue identificar o glaucoma em estágio inicial com o exame de fundo de olho e com o tonômetro - nome do aparelho que consegue medir a pressão dos olhos dos animais. Feito no próprio consultório, o teste não dura mais do que 50 segundos.
"Com colírio anestésico encostamos bem de leve o aparelho na córnea do paciente. Se diagnosticado precocemente, evitamos algumas das sequelas do glaucoma", avisa.
O olho do animal é formado por um líquido chamado de humor aquoso que está sempre sendo produzido e eliminado. Quando, por alguma causa, isso não ocorre, há aumento na pressão interna do olho, causando danos a uma série de estruturas oculares internas.
Os veterinários classificam o glaucoma em dois tipos: primário e secundário.  O primário é mais frequente em determinadas raças. Já o secundário acontece quando algo impede a drenagem desse líquido, como inflamações, traumas oculares e até tumores.

Confrontos na região da Cracolândia tendem a piorar




Enquanto a questão das drogas não for discutida sob uma perspectiva político-econômica, confrontos violentos na região da Cracolândia, São Paulo, tendem ser cada vez mais frequentes. O alerta é da assistente social e diretora do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP) Adriana Brito.
“Políticas parciais como o programa De Braços Abertos, que oferece alimentação diária, vagas em hotéis na região e remuneração de R$ 15 por dia para a realização de atividades de zeladoria, são estratégias paliativas insuficientes para resolver o problema das drogas. Tratar de uma parcela pequena dos usuários, sem discutir a legalização dessas substâncias, não pode trazer resultados realmente efetivos”, comenta.
Desamparo e violência
A diretora do CRESS-SP explica que o programa da Prefeitura de São Paulo, por mais que tente, não atende a todas as demandas dos usuários, como tratamento odontológico e acompanhamento psicológico adequado. O próprio incentivo dado para aqueles que trabalham apresenta problemas, já que as pessoas em situação de dependência química nem sempre têm condições físicas e mentais de assumirem compromissos e regras relacionadas ao trabalho, como carga horária e produtividade.
A situação é complexa e exige a ação não só da saúde, mas também de outras políticas setoriais como assistência social, trabalho, habitação e educação. Como essas pessoas têm o acesso a serviços básicos cada vez mais dificultado, elas acabam sem amparo do Estado ou perspectiva de melhora.
“Tudo se desdobra em ações de higienização social, quando a polícia intervém de forma truculenta para ‘limpar’ a região. Temos então um governo que viola não só os direitos humanos, mas a vida em si. Nessa lógica nefasta, essas pessoas são vistas e tratadas como não humanos, uma espécie de praga social sem solução além da dispersão ou extermínio”, ressalta Adriana.
Enfrentando o problema
Para a assistente social, a questão das drogas não tem como avançar sem uma efetiva legalização e enfrentamento político-econômico do tráfico. Essa discussão, explica ela, pode estar ainda mais distante por conta do Congresso conservador escolhido pela população nas últimas eleições.
“Estamos fugindo desse debate e nos refugiando em ações sem efetividade, focadas apenas na saúde dos usuários. Enquanto evitarmos uma discussão ampla sobre legalizar e enfrentar a questão das drogas de frente, os confrontos como aqueles vistos na Cracolândia só tendem a piorar”, finaliza.
Sobre o CRESS
O Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP) tem como competências orientar, disciplinar, fiscalizar e defender a profissão de serviço social, zelando pelo livre exercício, dignidade e autonomia dos assistentes sociais.
O CRESS integra o conjunto CFESS/CRESS, criado quando a profissão de assistente social foi regulamentada pelas Leis nos 3.252/57 e 8.662/93, uma exigência constitucional para todas as atividades profissionais regulamentadas por lei

GASTO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE COM AÇÕES JUDICIAIS CRESCE 129% EM TRÊS ANOS




Entre 2012 e 2014, o Governo Federal pagou R$ 1,76 bilhão na compra de medicamentos para pacientes que cobraram tratamento pela Justiça

As despesas do Ministério da Saúde geradas por ações judiciais vêm crescendo em ritmo cada vez maior. Nos últimos três anos, o valor pago na chamada “judicialização da saúde” saltou de R$ 367 milhões em 2012 para R$ 844 milhões em 2014; um aumento de 129%. O acumulado desse período é de R$ 1,76 bilhão.
As ações judiciais são motivadas pela falta de acesso a tratamentos no SUS, seja por falta de disponibilidade dos medicamentos ou porque eles não forma incorporados (não fazem parte da lista de tratamentos da rede pública). Em outro levantamento recente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), foi verificado que o Governo Federal recebeu 225 pedidos para incorporação de novos medicamentos ao SUS nos últimos três anos e, até agora, avaliou apenas 171. Desse total, mais da metade foi negada (55%).
“A judicialização é um instrumento de defesa da sociedade diante do país que determina, pela Constituição, que todos tenham acesso, mas acaba não oferecendo esse acesso a tratamentos e medicamentos”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma. Ele explica que a população está bem informada e, apoiada por médicos com boa qualificação, vale-se da Constituição para assegurar tratamentos que já estão ao alcance em diversos países.

Duas modalidades
Ao ser acionado pela Justiça, o Ministério da Saúde pode realizar os pagamentos de duas formas. A mais frequente é a modalidade “Compra”, representava 83,32% dos gastos em 2014, enquanto a modalidade “Depósito em conta judicial” representa apenas 16,68%. Veja o quadro abaixo:  
1) Gastos do Ministério da Saúde com judicialização entre 2012 e 2014 (milhões de R$)
Modalidade de pagamento
2012
% 2012
2013
% 2013
2014
% 2014
Var. 2014/ 2012
Acum. 2012 a 2014
% Acum. 2012 a 2014
Compra (DELOG)
324,45
88,19%
438,82
79,37%
703,39
83,32%
116,80%
1.466,67
83,10%
Depósito em conta judicial (FNS)
43,44
11,81%
114,05
20,63%
140,82
16,68%
224,18%
298,31
16,90%
Total
367,89
100,00%
552,87
100,00%
844,21
100,00%
129,47%
1.764,98
100,00%
Variação anual


50,28%

52,70%




Fonte: Comprasnet e Fundo Nacional de Saúde. Elaboração: Interfarma
Vale lembrar que os gastos por depósito em conta judicial são proporcionalmente superiores aos da modalidade compras. Isso acontece porque, em qualquer aquisição pública por judicialização, deve ser observada a aplicação do CAP (Coeficiente de Adequação de Preços) sobre o preço fábrica dos medicamentos; ou seja, o medicamento é adquirido com descontos. Já no caso de depósito em conta, o paciente pagará o preço máximo ao consumidor (PMC), o que representa uma perda financeira aos cofres públicos.
2) Gastos do Ministério da Saúde com judicialização nas diferentes modalidades (R$)
Período
Dispensa de Licitação (1)
Inexigibilidade de Licitação (2)
Subtotal Compras DELOG (1+2)
Subtotal Depósito em conta judicial
Totais
2012
191.651.854
132.802.071
324.453.925
43.442.024
367.895.949
2012 (%)
52,09%
36,10%
88,19%
11,81%
100,00%
2013
435.804.141
3.018.626
438.822.767
114.054.087
552.876.854
2013 (%)
78,82%
0,55%
79,37%
20,63%
100,00%
2014
628.573.684
74.818.979
703.392.663
140.822.280
844.214.943
2014 (%)
74,46%
8,86%
83,32%
16,68%
100,00%
Var. 2014/2012
227,98%
-43,66%
116,79%
224,16%
129,47%
Acum. 2012 a 2014
1.256.029.679
210.639.676
1.466.669.355
298.318.391
1.764.987.746
Acum. 2012 a 2014 (%)
71,16%
11,93%
83,10%
16,90%
100,00%
Fonte: Comprasnet e Fundo Nacional de Saúde. Elaboração: Interfarma
 “O crescimento da judicialização nos mostra que precisamos discutir mais o problema do acesso. O mesmo Brasil bem-sucedido em oferecer tratamento para as doenças básicas, que o SUS responde muitíssimo bem, tem encontrado dificuldade no atendimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e problemas mais complexos, como o câncer”, avalia Britto. “A saúde é como um prédio, em que o térreo abriga as doenças transmissíveis que o SUS atende, mas faltam soluções no segundo, no terceiro, no quarto e no quinto andar de um edifício que não para de subir”, compara o presidente-executivo da Interfarma.

Posts mais acessados