Pesquisar no Blog

Mostrando postagens classificadas por data para a consulta CORRIMENTO COM SANGUE. Classificar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta CORRIMENTO COM SANGUE. Classificar por relevância Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de março de 2021

Câncer de colo do útero: Diagnóstico precoce pode evitar em 80% dos casos os riscos de metástases e outras complicações

 A cada ano 16 mil mulheres no Brasil são diagnosticadas com a doença; Vacinação contra o vírus HPV é medida preventiva essencial no combate à doença, que tem sintomas silenciosos e em 35% dos casos acaba sendo letal


De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo do útero atinge mais de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina. A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos casos acaba levando à morte. A preocupação acerca dos crescentes índices da doença aumenta quando analisado o principal causador da condição: o contágio pelo chamado papilomavírus humano - conhecido como HPV.

Mais comum tipo de infecção sexualmente transmissível em todo o mundo, o vírus HPV atinge de forma massiva as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irá desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos, uma taxa que preocupa os especialistas.

"A cada ano, mais de 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo uterino no mundo. Cerca de 300 mil óbitos ao ano são atribuídos a essa doença, o que configura um desafio na saúde mundial, apesar de se tratar de uma doença prevenível. Aproximadamente 90% dos casos ocorrem em países pobres ou emergentes, sobretudo por estratégias de implementação vacinal e programas de rastreio populacional inadequados. A mortalidade nesses países é cerca de 18 vezes maior que em países desenvolvidos. No Brasil, a taxa de mortalidade ajustada para a população mundial de 4,70 óbitos para cada 100 mil mulheres", revela Michelle Samora, oncologista do CPO Oncoclínicas.

Segundo a médica, esse tipo de infecção genital é muito frequente, o que pode ocasionar alterações celulares no corpo da mulher, evoluindo para um tumor maligno. "O processo de oncogênese do HPV consiste em algumas etapas principais: infecção pelo HPV de alto risco oncogênico, acesso do vírus ao epitélio metaplásico na zona de transformação do colo uterino, persistência da infecção com integração do genoma viral ao DNA da célula hospedeira. A partir daí, o vírus passa a expressar suas proteínas relacionadas ao câncer, promovendo a imortalização celular. Como conseqüência, a depender da condição de cada indivíduo, ocorrerá o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo o câncer", explica.

Para a Dra. Michelle, a prevenção é um dos principais aliados no combate ao câncer de colo do útero. "A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. Ela resulta numa resposta imune 10 vezes mais eficiente que a viral e está disponível contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos oncogênicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconversão próximas a 100%. A duração total do proteção ainda é incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; porém, estudos matemáticos indicam alta concentração de anticorpos por no mínimo 20 anos".

Em complemento à prevenção primária, a médica destaca os exames periódicos para detecção da doença.
"Quando diagnosticado precocemente, é possível que haja uma redução de até 80% de mortalidade por este câncer. Considerando que o tumor de colo do útero é uma doença com sintomas silenciosos, muitas vezes as mulheres perdem a chance de descobrir a condição ainda na fase inicial. Sempre aconselho as mulheres a realizarem os exames como o Papanicolau periodicamente, para que aumentem as chances da doença ser diagnosticada precocemente", explica Dra. Michelle.

Apesar dos exames ginecológicos serem essenciais para a identificação precoce de possíveis sinais de alerta para a doença, o Ministério da Saúde estima que apenas 16% das mulheres de 25 a 65 anos passam por avaliações de rotina no Brasil - e essa já era a realidade antes da pandemia. Esse número está muito aquém das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) como metas para frear os índices de letalidade pelo câncer de colo de útero.



Fique atento aos primeiros sinais

O tumor ocorre quando as células que compõem o colo uterino sofrem agressões causadas pelo HPV. Os primeiros sinais aparecem por meio de sangramento vaginal, seguido de corrimento e dor na pelve.

Quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado, a mulher pode apresentar um quadro de anemia devido à perda de sangue, além de dores nas pernas, nas costas, problemas urinários ou intestinais e até perda de peso sem intenção. "Os sangramentos podem ocorrer durante a relação sexual, fora do período menstrual e em mulheres que já estão no período da menopausa", diz a oncologista.

Quando detectado, os procedimentos para o tratamento do câncer são cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. "A cirurgia pode consistir na retirada do tumor ou na retirada do útero, o que pode impossibilitar a mulher de engravidar. Para os estágios mais avançados da doença, são recomendados os tratamentos de radioterapia e quimioterapia", finaliza a Dra. Michelle Samora.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Saúde íntima: descubra o que significa a cor da secreção vaginal

Pexels

Especialista destaca que secreção é comum; mudança de cor, consistência e odor desse corrimento, por sua vez, podem ser sinais de alerta

 

 

De vez em quando, a secreção vaginal aparece sorrateira na calcinha, mas ela, por si só, não é motivo para pânico algum. Então, tranquilize-se! Muita gente não sabe, mas ter secreção é super comum. 

 

Essa secreção de líquidos é natural e mantém a vagina limpa e lubrificada, além de evitar infecções provocadas pelo desequilíbrio da flora vaginal. 

 

O fluido geralmente é transparente, esbranquiçado, com aparência leitosa e não tem cheiro forte, mas vale lembrar que nem sempre esse líquido é igual. Segundo Mariana Betioli, obstetriz e fundadora da marca de coletores menstruais Inciclo, o corrimento pode mudar de aspecto em alguns contextos específicos, como, por exemplo, durante as diversas fases do ciclo menstrual. 

 

"Em certos dias do mês, a secreção aumenta. Isso acontece porque a produção do líquido é estimulada pelo estrogênio, um hormônio que está presente em maior volume perto da ocorrência da ovulação e também durante a gravidez", explica. 

 

Além da menstruação, o uso de absorvente interno, medicamentos, chegada da menopausa, hábitos de higiene e outras situações também influenciam na natureza da secreção vaginal. 

 

Cores de secreção


Por outro lado, é necessário prestar atenção na cor da secreção e alguns outros sintomas para poder identificar quando algo não vai bem, como a mudança na consistência e odor do fluido. Saiba o que possivelmente significa a cor do seu corrimento, de acordo com a obstetriz:

 

Branco: é bem provável que seja um corrimento normal, porém, se há mau odor e aparenta ter placas brancas ou acinzentadas (como a textura de queijo cottage), pode ser sinal de vaginose bacteriana. Se for uma secreção branca acompanhada de ardência, coceira ou vermelhidão, pode ser candidíase.

 

Marrom: costuma indicar a presença de sangue. Pode ser restinho de sangue coagulado da menstruação, irritação no canal vaginal após a penetração ou uso de duchas vaginais, mas também pode ser sinal de infecção. A secreção marrom também pode sugerir implantação do embrião nos primeiros dias de gravidez e, muito menos frequente, ser um sintoma de gravidez ectópica.

 

Amarelo: corrimento levemente amarelado e sem cheiro pode ser normal. Mas se for acompanhado de mau cheiro e aparência purulenta, com aspecto de pus, pode ser sinal de inflamação, devido a infecções, como por exemplo clamídia ou gonorréia.

 

Amarelo-esverdeado: corrimentos com essa coloração e odor bem desagradável costumam indicar tricomoníase.

 

Cinza: corrimento acinzentado com cheiro forte, espesso, que se agrupa em placas como queijo cottage, costuma ser sinal de vaginose bacteriana.

 

É importante ficar de olho no corrimento e notar se está acompanhado de irritação, coceira, vermelhidão, ferida ou ardência. "Consultar um profissional de saúde para avaliar o seu quadro é fundamental, já que alguns sinais podem indicar infecções, alergias ou até mesmo algumas doenças", alerta a especialista. 

 

Dicas de como evitar infecções e manter a saúde íntima


Sabendo dos sintomas e o que significa cada aspecto do corrimento, fica mais fácil entender como cuidar da região íntima do jeito certo. Betioli reuniu algumas dicas que podem ser aplicadas no dia a dia para a prevenção de doenças nesta região. Confira!

 

Ventilação em primeiro lugar:


“A melhor alternativa é usar roupas que deixem a região genital mais ventilada", indica. “Evite calças jeans e outras peças mais justas e apertadas para dar preferência a saias, vestidos e shorts mais folgados, além do uso de calcinhas de algodão, para ajudar na transpiração da vagina”.

 

Durma sem calcinha:


O ideal, inclusive, é dormir sem roupa íntima para deixar a vulva “respirar”, de acordo com a especialista. “A dica é deixar que a região íntima ‘respire’ livremente em pelo menos alguns momentos do dia”, afirma Mariana. 

 

Evite roupas molhadas: 


“Evite ficar muito tempo com as roupas molhadas, como biquínis e maiôs, pois a umidade facilita a proliferação de fungos e bactérias e pode resultar em outras infecções”, ressalta.

 

Para quem costuma deixar as peças íntimas secando no banheiro, muita atenção. “Não tem nada de errado em lavar a calcinha no banho usando um sabonete neutro. O problema é deixar a calcinha secando no box”, diz a especialista. 

 

“O banheiro é uma região úmida; lá, sua calcinha vai demorar mais para secar e ter mais chance de atrair fungos e bactérias. Se você lava suas peças íntimas no banho, coloque suas calcinhas para secar no varal, que é um ambiente seco e arejado.”

 

Lave a região íntima do jeito certo:


Algo fundamental para ajudar na saúde íntima é deixar a região limpinha. Só que há um porém: a limpeza não deve ser feita na parte interna, a vagina. A pessoa precisa lavar somente a vulva, que é a área externa.  

 

“A vagina é autolimpante, então pode esquecer ducha, sabonete ou qualquer outro tipo de limpeza interna. Já a vulva, só com água morna e os dedos, a pessoa consegue higienizar aqueles espaços entre os lábios internos e externos, para tirar uma eventual secreção”, recomenda.

 

“Se quiser, dá para usar um pouquinho de sabonete neutro na vulva e na parte do monte de vênus, onde nascem os pêlos. Após a limpeza, é só secar direitinho”, acrescenta Mariana.

 

Sexo com camisinha:


Não pense que a camisinha durante a relação sexual evita apenas a gravidez. “A proteção no momento do sexo também diminui as chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis e infecções”, ressalta a obstetriz.

 

Cuidado extra durante a menstruação:


Além disso, segundo Mariana, o coletor e o disco menstrual são opções mais saudáveis para a região íntima. 


“Os modelos mais comuns do mercado – os absorventes descartáveis externo e interno – não são os mais indicados. O absorvente externo abafa essa região e o sangue que fica em contato com a vulva começa a entrar em decomposição, o que também aumenta o risco de problemas”, aponta.  


“Já os absorventes internos, quando inseridos no canal vaginal, acabam sugando não só o sangue, mas também toda a umidade da vagina, desregulando o pH e favorecendo a proliferação de fungos e bactérias indesejadas.”

 

Para ela, o ideal é evitar produtos químicos em contato com a região genital. “Como o coletor e o disco menstrual da Inciclo são feitos de silicone hipoalergênico, um material sem corante e substâncias químicas, preservam a saúde da vagina e ainda deixam a vulva arejada. Uma outra alternativa são as calcinhas absorventes, que tem um tecido com tratamento antimicrobiano que diminui o risco de infecção”, garante a CEO da Inciclo.

 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Também é preciso manter a saúde em dia durante a pandemia

Dentro das possibilidades permitidas pelas autoridades e pelos serviços de saúde, a mulher deve manter sua rotina de consultas e exames


Bem sabemos que a pandemia em curso de Covid-19 atrapalhou um pouco a programação das pessoas para os cuidados com a saúde. Entretanto, a restrição de alguns serviços de diagnóstico por parte das autoridades não deve impedir o acesso às consultas e exames de rotina.

A falta de informação sobre a importância do autocuidado ainda é um desafio a ser superado. A oportunidade de um ato médico prevenir e promover saúde dependem também dessa autorresponsabilidade em conjunto das pacientes.

Para as mulheres, a consulta com o ginecologista não deve ser agendada apenas quando se apresenta sintomas. “Um diferencial do nosso trabalho é periodicamente investigar sinais de doenças em fases silenciosas ou pouco sintomáticas, e uma vez detectadas, poder serem tratadas com maior chance de cura e sucesso terapêutico”, destaca a médica Marcella Marinho.

Ela ressalta que, apesar do recurso da telemedicina ter funcionado bem para as especialidades médicas clínicas, na ginecologia não foi possível manter um atendimento de excelência, pela óbvia impossibilidade de realizar o exame físico das pacientes.

Dra. Marcella esclarece que na sua clínica foram promovidas adaptações para receber as pacientes com segurança, mantendo o mesmo conforto como o ajuste dos horários de marcação mais esparsados, álcool em gel em todos os ambientes, higienização da sala seguindo os protocolos de segurança entre os atendimentos, uso de máscara por todos os profissionais, retirada do autosserviço de cafés e substituição por serviço individual.

Segundo a ginecologista, as mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), também precisam manter o calendário de consultas e exames sempre em dia. “Exame não previne doença, mas a oportunidade de um diagnóstico precoce salva vidas”, salienta.

No sistema público, o atendimento realizado por especialistas precisa ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS), e a depender da região, esse número costuma ser limitado, gerando espera e algumas barreiras.

A médica ainda ressalta que a maioria dos exames periódicos tem o intervalo de um ano, justamente para aumentar as chances de detectar alterações precursoras de neoplasias ou câncer em estágio inicial. “São exemplos desses exames o Papanicolau, a mamografia e o ultrassom transvaginal”, aponta. Outros exames como histeroscopia, colposcopia, ressonância nuclear magnética, marcadores tumorais, pesquisa do DNA-HPV podem fazer parte desse acompanhamento a depender do risco e da avaliação individual de cada mulher realizada pelo especialista.

Dra. Marcella cita como exemplo de diagnóstico precoce o caso da apresentadora Fátima Bernardes. Segundo a ginecologista, o câncer de endométrio, ao qual a jornalista foi acometida, costuma apresentar poucos sintomas na fase inicial. “O principal deles é o sangramento vaginal após a menopausa, com ou sem dor e corrimento vaginal”, explica.

O exame inicial para investigação desse tipo de tumor é o ultrassom transvaginal, que já faz parte da rotina. Dra. Marcella presume que a avaliação médica direcionou a apresentadora aos exames subsequentes: a histeroscopia, na qual é observada a camada interna do útero com uma câmera, a curetagem uterina e a biópsia dessa camada, chamada endométrio.


Mulher de fases

Dra. Marcella Marinho ainda destaca que em cada fase da vida da mulher o foco do cuidado com a saúde muda. Na adolescência, o foco é a orientação, os cuidados pessoais, esclarecer dúvidas sobre o ciclo menstrual, sexualidade e contracepção. Além do exame físico completo, o médico pode solicitar exames complementares, como ultrassom, coleta de secreção vaginal e dosagens hormonais. “Considero muito importante passar em consulta ginecológica em dois momentos: quando iniciar os ciclos menstruais e ao iniciar sua vida sexual. São consultas de extrema importância, pois trata-se de oportunidade para oferecer informação de qualidade, desmistificar seus medos e fazer com que as jovens se sintam seguras a tirar suas dúvidas sem julgamentos ou vergonha, de modo a prepará-las à maneira correta de como se cuidar e se proteger”, esclarece Dra. Marcella.

A ginecologista adverte para queixas e sinais de alerta que devem fazer uma jovem a procurar o ginecologista, como cólicas ou dores pélvicas, corrimentos, lesões na genitália, nódulos ou dor nas mamas, além de irregularidades do ciclo menstrual.

Na fase dos 25 aos 45 anos, são realizados os exames periódicos e tratadas as queixas específicas. “Nessa fase é muito comum realizar consultas para eleger métodos contraceptivos, tratar as patologias mais comuns, como tensão pré-menstrual, miomatose uterina, dor pélvica, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, cirurgias para estética íntima que estão ficando cada vez mais solicitadas, além das consultas pré-concepcionais e durante o acompanhamento do pré-natal”, enumera Dra. Marcella.

Os exames periódicos fundamentais são o exame físico completo, inclusive das mamas, a coleta do Papanicolau e a ultrassonografia pélvica. Os demais exames, inclusive o ultrassom de mamas e exames de sangue, serão elegíveis pelo médico especialista individualmente para cada paciente conforme a queixa, fatores de risco e se houver alguma suspeita clínica.

Segundo a ginecologista, a perimenopausa e a menopausa são fases da vida em que os riscos de câncer aumentam. Nesse período também ocorrem os declínios hormonais que causam muitos sintomas como ondas de calor, sudorese, secura vaginal, libido diminuída, incontinência urinária, irritabilidade e até ganho de peso. Portanto, a realização de exames como a mamografia, por exemplo, torna-se imprescindível, além do foco em melhorar a qualidade de vida tratando os sintomas climatéricos.

 

 


Dra. Marcella Marinho - A médica Marcella Marinho é especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É pós graduada em Laparoscopia e Histeroscopia pelo Hospital do Servidor Estadual (IAMSPE), em Sexualidade Humana pela USP e em Ciências da Longevidade Humana – Grupo Longevidade Saudável. Realiza acompanhamento preventivo de mulheres, priorizando o atendimento integral em todas as fases da vida, da adolescência até a menopausa. Como obstetra, dedica-se em estar junto a gestante para acompanhar a evolução da gestação e do trabalho de parto. Para mais informações, acesse o perfil do Instagram @dramarcellamarinho,  por e-mail dra.marcellamarinho@gmail.com ou pelo telefone (11) 93429-0805.

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. “São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta a Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO. Para que você entenda o risco de não se prevenir, a Dra. Karina lista as DSTs e os danos causados à saúde: HIV É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Sífilis Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte. Gonorreia Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino). Tricomoníase É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens. Clamídia Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte. Condiloma acuminado É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas. Herpes simples Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas. Cancro mole Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo. Mycoplasma genitalium É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente. Hepatite B e hepatite C São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão. HTLV (Vírus Linfotrópico T humano) Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido. “A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, reforça Karina Tafner.


Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta a Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, a Dra. Karina lista as DSTs e os danos causados à saúde:

HIV
É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.


Sífilis
Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.


Gonorreia
Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino).


Tricomoníase
É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.


Clamídia
Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.


Condiloma acuminado
É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.


Herpes simples
Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.


Cancro mole
Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.


Mycoplasma genitalium
É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.


Hepatite B e hepatite C
São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.


HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)
Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

“A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, reforça Karina Tafner.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Carnaval: diversão tem que combinar com prevenção


Uso de preservativos, vacinas e exames diagnósticos são fundamentais para a saúde


Dizem que amor de Carnaval é fantasia e dura poucos dias, mas se o ditado é realidade para a maioria ou não, o fundamental é que o feriado não seja motivo de transtornos futuros. A diversão do momento, embalada por festas, maior oportunidade de relacionamentos e uso de bebidas alcoólicas, faz com que homens e mulheres sejam menos cuidadosos durante as relações sexuais e, consequentemente, aumente a disseminação de doenças e infecções sexualmente transmissíveis (IST).

“O uso de preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais e a redução do número de parceiros ainda é a melhor forma de prevenir as IST”, comenta a professora livre docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Silvana Quintana. A médica destaca ainda outras formas de prevenção, como vacinas para o HPV (Papiloma Vírus Humano) e hepatite B, e exames diagnósticos. “Mesmo com a vacinação, o uso de preservativos não deve ser descartado, pois previne outras infecções. A detecção precoce dos agentes causadores de IST também é uma forma de prevenir, pois interrompe a cadeia de transmissão. Sem falar que tratamentos têm melhores resultados quanto antes forem iniciados”, completa.
A possibilidade de realizar a profilaxia pós-exposição ao vírus HIV tem sido apontada por especialistas como um dos motivos para a queda da prevenção entre jovens e adultos. A Aids é uma das doenças que mais assusta, porém, outras IST também podem causar sérios danos à saúde, principalmente por serem assintomáticas e receberem diagnósticos tardios.

Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, a clamídia é a IST mais comum no mundo. Corrimento amarelado e espesso, dor abdominal e queimação ao urinar são alguns dos sinais. No entanto, a doença é assintomática para cerca de 80% das mulheres. O risco está na grande probabilidade de propagação e na possibilidade de parto prematuro, complicações e até morte do bebê durante a gestação. Já a sífilis apresenta três estágios, com agravamento do risco conforme evolução. No início, costuma apresentar lesões como caroços rosados que geralmente desaparecem em algumas semanas. A infecção, no entanto, permanece latente e pode voltar a se manifestar e agravar a qualquer momento.

O herpes genital pode se tornar uma herança para a vida toda: não tem cura, apenas tratamento para as crises, geralmente desencadeadas por diminuição da imunidade ou estresse. Também da família herpes e catapora, o citomegalovírus (CMV) é um vírus que pode ser contraído por meio da relação sexual. A doença apresenta grandes riscos para o feto cuja mãe foi infectada na gravidez, pacientes imunossuprimidos e transplantados.

A hepatite B também é uma IST porque o vírus está presente no sangue e esperma. Afeta principalmente o fígado e os sintomas podem demorar até seis meses para aparecer. A boa notícia é que a doença pode ser prevenida com vacina. Outra infecção de transmissão sexual bastante frequente em todo o mundo é o Papiloma vírus humano (HPV) e a forma mais eficaz de prevenção também é a vacinação, que protege contra os principais tipos do vírus e deve ser administrada, preferencialmente, antes do início da atividade sexual.

O perigo também pode estar num simples beijo. O contato direto com uma saliva contaminada pode transmitir o vírus Epstein-Barr (EBV) e causar a mononucleose, também conhecida como a doença do beijo. Ela causa mal-estar, febre, dores de cabeça e garganta, ínguas e hepatite leve. Em pacientes imunossuprimidos ou transplantados, pode gerar graves complicações.


Exames como agentes de prevenção

“Se o paciente tiver se exposto ao risco, o ideal é que procure um médico imediatamente para realizar exames diagnósticos e receber acompanhamento. Hoje em dia, podemos contar com testes moleculares que apresentam resultados mais rápidos e mais precisos”, alerta a ginecologista.

Exames moleculares conseguem detectar patógenos em amostras de locais onde nem sempre o agente infeccioso é percebido com facilidade, o que confere maior precisão nos resultados e avaliação de uma ampla gama de agentes infecciosos em uma única amostra. “Testes baseados na tecnologia de PCR em tempo real podem detectar, em alguns casos, o DNA do agente patológico mesmo que a pessoa não tenha desenvolvido a doença. Além disso, os resultados costumam ficar prontos em algumas horas”, revela o responsável pelo laboratório da Mobius Life Science, Lucas França. Resultados rápidos garantem tratamento precoce e ajudam a impedir que a doença seja transmitida para outros parceiros.

A ginecologista também alerta para a eficácia dos exames moleculares na detecção precoce do HPV, o que consequentemente ajuda a prevenir a doença pré-câncer de colo uterino: “Vale ressaltar que no início da vida sexual da mulher a infecção por HPV é muito frequente, porém sua incidência reduz significativamente após os 30 anos. O ideal é realizar os testes de biologia molecular apenas em mulheres mais velhas, evitando assim resultados positivos e intervenções desnecessárias antes do recomendado”, comenta Dra. Silvana.




Mobius Life Science

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Carnaval vem aí: entenda os riscos de não se prevenir sexualmente



Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta a Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, a Dra. Karina lista as DSTs e os danos causados à saúde:

HIV
É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

Sífilis
Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.

Gonorreia
Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino).

Tricomoníase
É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.

Clamídia
Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.

Condiloma acuminado
É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.

Herpes simples
Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.

Cancro mole
Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Mycoplasma genitalium
É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.

Hepatite B e hepatite C
São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.

HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)
Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

“A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, reforça Karina Tafner.

Posts mais acessados