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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Dia do Sanduíche: Tirolez reúne três receitas para fazer em casa


Hoje é Dia do Sanduíche, e a Tirolez, marca nº 1 em queijos no Brasil, aproveita a data para trazer três ideias de receitas para quem gosta de variar o lanche do dia a dia.

As sugestões vão de opções mais elaboradas a combinações clássicas. O Sanduíche de Almôndegas com Queijo Estepe leva um recheio quentinho e saboroso, enquanto o Sanduíche de Salmão Defumado com Queijo Cottage é uma alternativa para quem prefere um lanche frio. Já o Sanduíche de Queijo Quente Tirolez combina os queijos Minas Padrão e Suíço em uma versão cremosa desse clássico.

Confira o passo a passo das receitas!

 

Sanduíche de Almôndegas com Queijo Estepe:



Ingredientes:

  • 4 pães de hot dog
  • 200 g de Queijo Estepe Tirolez ralado grosso
  • 500 g de carne moída
  • 1 ovo
  • Azeite de oliva extravirgem a gosto
  • 2 colheres (sopa) de Queijo Parmesão Tirolez ralado
  • 2 fatias de pão de forma umedecidas no leite
  • 1 colher de sopa de cebola picada
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto


Para o molho:

  • 500 ml de passata de tomate
  • 2 colheres (sopa) de Manteiga Com Sal Tirolez
  • Cebolinha picada a gosto


Modo de preparo:

  1. Pré-aqueça o forno 180 °C.
  2. Em uma tigela, misture a carne moída com o ovo, o pão umedecido, o Queijo Parmesão Tirolez, a cebola e tempere com azeite, sal e pimenta-do-reino. Misture bem até incorporar todos os ingredientes.
  3. Faça bolinhas e coloque em uma assadeira untada com azeite. Leve para assar por, aproximadamente, 20 minutos.
  4. Em uma panela, coloque a passata de tomates com 1 xícara de água e a Manteiga Com Sal Tirolez.
  5. Espere ferver e acrescente as almôndegas já assadas. Deixe cozinhar por 10 minutos em fogo baixo. Desligue o fogo e acerte os temperos.
  6. Para montar os sanduíches, corte os pães no meio na vertical e recheie com as almôndegas no molho.
  7. Cubra com o Queijo Estepe Tirolez e leve ao forno para derreter por aproximadamente 5 minutos.
  8. Sirva imediatamente!

Tempo de preparo: 1 hora

Rendimento: 4 porções

 

Sanduíche de salmão defumado com Queijo Cottage:

 


Ingredientes:

  • 4 pães multigrãos
  • 150 g de salmão defumado
  • 200 g de Queijo Cottage Tirolez
  • ½ maço de dill
  • 2 colheres (sopa) de relish de pepino japonês
  • Raspas de 1 limão-siciliano
  • Azeite de oliva extravirgem a gosto
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de preparo:

  1. Em uma tigela, misture o Queijo Cottage Tirolez com o dill e as raspas de limão.
  2. Tempere com azeite, sal e pimenta. Reserve.
  3. Corte os pães ao meio.
  4. Espalhe o creme temperado e, em seguida, recheie com o salmão defumado e o relish de pepino.
  5. Feche o sanduíche e sirva.

Tempo de preparo: 15 minutos

Rendimento: 4 porções

 

 

Sanduíche de Queijo Quente Tirolez:

 



Ingredientes:

  • 2 fatias de pão de brioche
  • 100g de Queijo Minas Padrão Tirolez
  • 100g de Queijo Gruyère Tirolez
  • 1 colher de chá de Manteiga sem sal Tirolez


Modo de preparo:

  1. Aqueça bem uma frigideira antiaderente. Enquanto isso, passe manteiga em um dos lados do pão.
  2. Em seguida, coloque os queijos para derreter. Preencha o pão com o queijo derretido.
  3. Volte o sanduíche para a frigideira com o lado da manteiga para baixo, dando assim, uma leve tostada no pão.

 

Exercício intenso sem preparo pode elevar em até 4,6 vezes o risco de infarto em sedentários

Esforço físico vigoroso e esporádico funciona como gatilho de eventos cardiovasculares em pessoas com fatores de risco; cardiologista orienta início gradual e avaliação médica prévia



Atividades físicas intensas realizadas sem condicionamento adequado podem aumentar temporariamente o risco de infarto agudo do miocárdio entre 3,45 e 4,6 vezes, durante ou logo após o esforço, segundo estudos científicos. O risco é maior entre pessoas sedentárias e portadoras de doenças cardíacas silenciosas, que muitas vezes desconhecem a própria condição.

A médica cardiologista Fernanda Douradinho, orienta sobre os cuidados necessários para quem pratica exercícios de forma concentrada nos fins de semana ou está saindo do sedentarismo.

O esforço físico vigoroso provoca aumento transitório da frequência cardíaca, da pressão arterial e da demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Em pessoas predispostas, esse conjunto de alterações pode desencadear infarto e arritmias. “Os grupos mais vulneráveis são os que apresentam hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, doença coronariana conhecida ou histórico familiar de doença cardíaca precoce”, alerta.

Fernanda explica que a prática concentrada em um ou dois dias da semana, no entanto, não é necessariamente prejudicial. Estudos indicam que esse padrão também pode trazer benefícios cardiovasculares, desde que volume e intensidade sejam compatíveis com a condição física de cada pessoa. “O ponto de maior risco está na transição repentina do sedentarismo para atividades desgastantes”.

Alguns sintomas durante ou após o exercício exigem interrupção imediata da atividade e busca por atendimento de urgência: dor, pressão ou aperto no peito, com ou sem irradiação para braços, costas, mandíbula ou pescoço; falta de ar desproporcional ao esforço; tontura intensa ou desmaio; palpitações acompanhadas de mal-estar; e sudorese fria com náuseas. Esses sinais podem indicar isquemia miocárdica, arritmias ou outras condições graves.

A avaliação cardiológica prévia é recomendada a pessoas com sintomas sugestivos de doença cardiovascular, doença cardíaca conhecida ou fatores de risco relevantes. Também deve ser considerada por quem pretende iniciar atividades de alta intensidade, como corridas de longa distância, futebol competitivo ou ciclismo intenso, após muitos anos sem se exercitar.

Fernanda recomenda que para quem está começando, o ideal é iniciar com caminhadas leves de 10 a 15 minutos, ampliando tempo e intensidade de forma progressiva. A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.

"O problema não é exercitar-se apenas no fim de semana, e sim sair do sedentarismo diretamente para uma atividade extenuante, sem preparo e sem saber como está a saúde do coração. Essa meta de 150 minutos semanais não precisa ser atingida logo no início, porque pequenas quantidades de exercício já trazem benefícios. Regularidade, progressão gradual, hidratação e atenção aos sinais do corpo são o que tornam a prática segura. O coração se beneficia muito mais de uma rotina sustentável do que de esforços exagerados e esporádicos", afirma Fernanda Douradinho, médica cardiologista.

 


Fernanda Douradinho da Rocha Silva - médica cardiologista, formada em 2007 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Universitário Lusíadas). Realizou residência em Clínica Médica (2008–2010) e Cardiologia (2010–2012) no Hospital Ana Costa, em Santos. Possui título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 2013. Atualmente, atua como médica diarista nas Unidades de Terapia Intensiva de Cardiologia do Hospital Guilherme Álvaro, e também coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Guilherme Álvaro, professora da disciplina de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UNAERP e mantém seu consultório de cardiologia na Av. Ana Costa, em Santos.

 

Saúde do cérebro também passa pelo metabolismo

 

Novas diretrizes da OMS reforçam que pressão alta diabetes e inatividade física ajudam a compor o risco de demência ao longo da vida 

 

A prevenção do declínio cognitivo começa muito antes dos primeiros sinais de perda de memória. Novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde, publicadas em julho de 2026, indicam que até 45% do risco de demência pode estar associado a fatores modificáveis, como hipertensão, diabetes, inatividade física, tabagismo e consumo nocivo de álcool. O dado reforça a relação entre saúde cerebral e cuidados metabólicos mantidos ao longo da vida.

Alexandre Duarte, médico, professor, referência em fisiologia metabólica e hormonal e fundador do  Instituto Avantgarde, centro especializado em medicina metabólica e hormonal voltado à prevenção, explica que essa compreensão muda a forma de observar o envelhecimento. 

“Quando se pensa em saúde cerebral, é comum olhar primeiro para a memória. Na prática, é preciso observar também o que está acontecendo com o organismo ao longo dos anos, porque o cérebro depende de circulação adequada, oferta de energia e equilíbrio de diferentes funções fisiológicas”, afirma.

Mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, segundo a OMS, e a doença de Alzheimer representa entre 60% e 70% dos casos. No Brasil, o Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Saúde, estima que mais de 1,8 milhão de pessoas convivam com a condição.

Parte dessa discussão passa pela saúde vascular. Hipertensão, colesterol elevado e diabetes podem comprometer os vasos sanguíneos ao longo do tempo, enquanto alterações na circulação cerebral estão relacionadas ao risco de demência vascular. Por isso, o controle de condições cardiometabólicas aparece entre as estratégias de redução de risco recomendadas pela OMS.

Outra frente de pesquisa investiga como alterações na utilização da glicose e na sinalização da insulina podem afetar o funcionamento do sistema nervoso. A relação é estudada especialmente em pessoas com resistência à insulina e diabetes tipo 2, mas as evidências não permitem afirmar que essas condições, isoladamente, provoquem Alzheimer.

“É importante não transformar uma associação em diagnóstico ou promessa de prevenção. Uma pessoa com resistência à insulina não necessariamente terá Alzheimer, assim como manter a glicemia controlada não significa estar imune à doença. O que podemos fazer é reduzir fatores sobre os quais existe possibilidade de intervenção”, ressalta Duarte.

A atividade física também aparece nesse conjunto de cuidados. Além de contribuir para a regulação da glicose, manutenção da massa muscular e saúde cardiovascular, a prática regular faz parte das recomendações da OMS para redução do risco de declínio cognitivo. Alimentação equilibrada, abandono do tabagismo e redução do consumo nocivo de álcool completam as principais medidas modificáveis.

Para Duarte, um dos pontos mais importantes é antecipar esse cuidado. “A prevenção não começa aos 70 anos. Muitas alterações que vão cobrar um preço mais tarde são construídas durante décadas. A melhor estratégia é não esperar uma doença aparecer para começar a acompanhar os marcadores que podem ser modificados”, aponta.

Isso não significa que o Alzheimer possa ser evitado apenas com mudanças de estilo de vida. Idade, genética, histórico familiar e outros mecanismos biológicos também participam do desenvolvimento da doença.

“A mensagem não é que existe uma fórmula para impedir uma doença neurodegenerativa. É que cuidar do organismo durante a vida também oferece uma oportunidade de proteger funções que serão importantes no envelhecimento. Saúde cerebral não deve começar a ser discutida apenas quando a memória falha”, conclui Duarte.

 


Dr. Alexandre Duarte - médico, professor e palestrante, referência em fisiologia metabólica e hormonal no Brasil. Graduado em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), aprofundou sua formação durante 12 anos nos Estados Unidos, onde concluiu o Fellowship in Metabolic and Nutritional Medicine pela MMI/USA. Fundador do Grupo Avantgarde, Alexandre Duarte acumula mais de duas décadas de atuação clínica e acadêmica. Ao longo de sua trajetória, contribuiu para a recuperação da saúde de aproximadamente 20 mil pacientes e para a formação de mais de 3 mil médicos em áreas ligadas à fisiologia metabólica, modulação hormonal e medicina personalizada. Defensor da chamada medicina da saúde, baseada na investigação das causas dos desequilíbrios metabólicos e hormonais, atua na difusão de uma abordagem voltada à prevenção, personalização do tratamento e reversão de doenças crônicas associadas ao metabolismo, consolidando-se como uma das principais vozes do segmento no país.
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Instituto Avantgarde
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Depois da caneta, vem a segunda conta: por que usuários de GLP-1 estão gastando centenas com suplementos

Proteína, fibras, colágeno, eletrólitos e vitaminas viraram um novo mercado entre quem usa medicamentos para emagrecer. Para especialistas, a tendência revela uma questão maior: perder peso não basta se o tratamento deixa para trás força, músculo e qualidade nutricional
 

A revolução das canetas para emagrecer criou um fenômeno inesperado.

Depois de pagar pelo medicamento, muitos pacientes passaram a gastar novamente, agora tentando corrigir aquilo que aparece durante o emagrecimento. 

Proteína em pó, fibras, creatina, colágeno, eletrólitos, vitaminas, probióticos e produtos prometendo combater queda de cabelo, fraqueza e constipação formam uma nova categoria de consumo criada ao redor dos medicamentos GLP-1. 

Reportagem publicada pela Reuters nesta semana mostrou que quase metade dos usuários pesquisados passou a tomar novos suplementos depois de iniciar essas medicações. Há pacientes gastando entre US$ 110 e US$ 300 adicionais por mês, enquanto marcas e influenciadores transformam os efeitos e preocupações do tratamento em um novo mercado. 

Mas a pergunta médica mais importante talvez não seja qual suplemento comprar. É por que aquele paciente chegou ao ponto de sentir que precisa deles. 

“Quando a pessoa perde muito peso e começa a apresentar fraqueza, queda importante na ingestão de alimentos, redução de desempenho ou outros sintomas, simplesmente acrescentar vários suplementos pode mascarar a questão principal. Precisamos avaliar como esse emagrecimento está acontecendo”, explica o Dr. Gustavo de Oliveira Lima, especialista em emagrecimento e performance.

 

Quando comer menos também significa nutrir menos

Medicamentos como semaglutida e tirzepatida reduzem o apetite de maneira muito eficaz. 

Para quem conviveu durante anos com fome excessiva ou dificuldade para controlar a alimentação, isso pode representar uma mudança enorme.

Mas existe uma consequência bastante lógica: quando a quantidade de comida diminui muito, cai também a oportunidade de ingerir proteínas, fibras, vitaminas e minerais. 

Uma orientação conjunta publicada por quatro importantes sociedades médicas e nutricionais colocou justamente esse ponto entre as prioridades do acompanhamento de pacientes em GLP-1. O documento recomenda avaliar alimentação, força, composição corporal, atividade física e possíveis deficiências nutricionais durante o tratamento. 

“Não basta o paciente dizer que está comendo pouco e concluir que isso é ótimo porque está emagrecendo”, afirma Dr. Gustavo. “Precisamos perguntar o que ainda está cabendo nesse pouco.” 

Um paciente que passa a fazer refeições muito pequenas pode continuar ingerindo alimentos pobres em nutrientes. A balança cai. A qualidade da alimentação nem sempre melhora junto.


O músculo entra nessa conta

Outra preocupação ganhou destaque conforme os medicamentos passaram a produzir perdas cada vez maiores de peso: o que exatamente está sendo perdido? 

Em uma análise de composição corporal do estudo SURMOUNT-1, com tirzepatida, aproximadamente três quartos da redução de peso corresponderam à gordura e cerca de um quarto à massa magra. 

Massa magra não significa exclusivamente músculo, inclui também água e outros tecidos, mas o resultado reforçou a necessidade de acompanhar força e composição corporal durante grandes perdas de peso. 

O músculo participa do metabolismo da glicose, da capacidade física, da autonomia e da proteção contra fragilidade ao envelhecer. 

Por isso, perder peso e ficar progressivamente mais fraco não deveria ser considerado o resultado ideal de um tratamento. 

“Se o paciente está 20 quilos mais leve, mas perdeu força, interrompeu exercícios porque se sente cansado e passou a consumir proteína insuficiente, existe um problema que a balança sozinha não consegue mostrar”, diz Dr. Gustavo de Oliveira Lima. 

A orientação atual para preservar massa muscular combina alimentação adequada com treinamento de resistência. Apenas aumentar proteína sem estímulo muscular não resolve toda a equação.

 

Constipação, náusea e fadiga não devem virar uma coleção automática de potes

Náusea, vômitos, constipação, dor abdominal e fadiga estão entre os efeitos adversos descritos para medicamentos como a semaglutida. É justamente nessa área que o mercado de suplementos encontrou espaço.

Fibras para o intestino. Eletrólitos para fraqueza. Magnésio para diferentes sintomas. Colágeno para pele e cabelo. Probióticos para desconfortos digestivos. O problema é transformar todos os pacientes em candidatos ao mesmo pacote. 

Constipação, por exemplo, pode exigir ajustes na ingestão de água, fibras, alimentação e atividade física, mas sintomas persistentes ou intensos também podem exigir avaliação médica. 

Fadiga pode estar relacionada a ingestão calórica muito baixa, deficiência nutricional, desidratação, redução abrupta da alimentação ou outros problemas que não serão necessariamente resolvidos por uma vitamina comprada nas redes sociais. 

“Suplemento deve responder a uma necessidade. Não deveria ser uma taxa obrigatória cobrada de todo mundo que usa GLP-1”, afirma o especialista.

 

E a queda de cabelo?

Esse é outro sintoma que alimentou uma grande quantidade de produtos direcionados aos usuários das canetas. 

Queda de cabelo apareceu em estudos com medicamentos para perda de peso, mas o mecanismo não está totalmente estabelecido. 

Uma das explicações possíveis é o chamado eflúvio telógeno, queda temporária que pode acontecer após grandes perdas de peso, dietas muito restritivas, doenças ou outros estresses fisiológicos. 

Ou seja, em alguns casos, o problema pode estar menos relacionado a uma ação direta do medicamento sobre o cabelo e mais à velocidade da mudança corporal e à redução da ingestão nutricional. Isso muda a abordagem. 

Antes de comprar biotina, colágeno ou qualquer fórmula prometendo recuperar os fios, o paciente pode precisar investigar ferro, alimentação, proteínas, tireoide e outras possíveis causas.

 

O erro de tratar cada sintoma separadamente

É aqui que a nova indústria dos suplementos revela algo maior sobre o tratamento moderno da obesidade. O paciente emagrece. Surge fraqueza: compra um produto. O intestino trava: compra outro. O cabelo cai: acrescenta outro. A energia diminui: procura uma vitamina.

De repente, o tratamento que começou com uma caneta termina acompanhado por seis potes diferentes. 

Para Dr. Gustavo de Oliveira Lima, esse cenário mostra por que a medicina do emagrecimento precisa ir além da prescrição. “O acompanhamento deve perguntar se o paciente está perdendo gordura, preservando músculo, comendo adequadamente, treinando, dormindo bem e mantendo disposição. Quando avaliamos tudo isso em conjunto, conseguimos tratar a causa de muitos problemas antes de criar uma lista enorme de correções.”

  

Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 -  Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo

 

Visão e liberdade após os 50 vão muito além de não usar óculos

Especialista em troca do cristalino e cirurgia de catarata explica como tecnologia, qualidade visual e planejamento personalizado podem ajudar a preservar a autonomia de pessoas com uma rotina ativa 

 

Aos 50, 60 ou 70 anos, muitas pessoas continuam trabalhando, viajando, dirigindo e praticando esportes. Manter essa rotina exige mais do que conseguir ler letras durante uma consulta oftalmológica. Dificuldades para distinguir detalhes em ambientes pouco iluminados, acompanhar informações em telas ou realizar tarefas que exigem precisão podem comprometer atividades cotidianas, mesmo quando os exames indicam uma acuidade visual aparentemente satisfatória.

Segundo o Dr. Arthur van den Berg, médico oftalmologista, especialista em troca do cristalino e cirurgia de catarata, a avaliação precisa considerar como cada pessoa utiliza a visão. “Enxergar bem não significa apenas conseguir ler as letras de uma tabela. Precisamos entender como aquela pessoa enxerga nas situações reais da vida. Dirigir à noite, trabalhar no computador, praticar esportes e realizar atividades que exigem precisão visual são exemplos de necessidades que devem fazer parte da avaliação”, explica.


Qualidade visual é mais do que enxergar 100%

Na oftalmologia, a acuidade visual é um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a capacidade de enxergar detalhes. Entretanto, esse indicador não representa, isoladamente, toda a experiência do paciente. Sensibilidade ao contraste, percepção de objetos, desempenho em ambientes com pouca iluminação e presença de fenômenos luminosos também influenciam a qualidade da visão.

Esses aspectos ganham importância com o envelhecimento ocular, especialmente quando surgem alterações no cristalino, a lente natural do olho. Por isso, alguém pode conseguir ler letras pequenas durante um exame e, ainda assim, enfrentar dificuldades para dirigir à noite ou identificar objetos em determinadas condições de luz.

“A qualidade da visão é tão importante quanto a quantidade de visão. Não basta alcançar uma boa medida de acuidade visual se o paciente continua enfrentando dificuldades nas atividades que fazem parte da sua rotina”, destaca o especialista.


Estilo de vida influencia a escolha do tratamento

A evolução das tecnologias utilizadas na troca do cristalino e na cirurgia de catarata ampliou as possibilidades de personalização. Atualmente, o planejamento pode considerar, além das características anatômicas dos olhos, a profissão, os hábitos e as prioridades de cada pessoa.

Quem passa várias horas diante do computador pode ter necessidades diferentes de alguém que pratica ciclismo, corrida ou tênis. Da mesma forma, motoristas frequentes no período noturno podem valorizar aspectos distintos daqueles que realizam atividades detalhadas de perto.

Entre as opções disponíveis estão as lentes intraoculares trifocais, capazes de proporcionar independência dos óculos para longe, intermediário e perto em pacientes selecionados. Existem ainda modelos de profundidade de foco estendida, que ampliam a faixa de visão nítida, além de outras tecnologias com características ópticas específicas.

“Não existe uma tecnologia ideal para todas as pessoas. O planejamento deve considerar como o paciente utiliza a visão e quais são suas prioridades. Nosso objetivo é encontrar a melhor combinação entre independência dos óculos, qualidade visual e segurança”, explica Dr. Arthur.


O resultado começa antes da cirurgia

Os avanços nos procedimentos do cristalino não se limitam às lentes artificiais. Equipamentos modernos permitem analisar com precisão as características da córnea, as dimensões do olho, o astigmatismo e outras estruturas que influenciam os resultados.

Exames como tomografia da córnea, biometria óptica, aberrometria e avaliação detalhada da retina ajudam a identificar alterações e definir quais tecnologias são mais adequadas para cada caso. Essas informações orientam a estratégia cirúrgica e permitem reconhecer situações em que determinadas opções podem não ser recomendadas.

Com mais de 20 mil cirurgias realizadas, Dr. Arthur van den Berg desenvolveu o PROTOCOLO VDB®, um modelo de planejamento personalizado que integra exames de alta precisão, análise da saúde ocular e necessidades visuais do paciente.

“O resultado cirúrgico começa muito antes de entrar no centro cirúrgico. Cada detalhe do planejamento importa, desde a análise da córnea até a escolha da lente intraocular. Quanto mais conhecemos as características daquele olho e as expectativas do paciente, melhores são as condições para definir a estratégia mais adequada”, afirma.


Independência dos óculos também significa praticidade

Para quem mantém uma vida ativa após os 50 anos, a necessidade constante de correção visual pode representar um incômodo. Durante a prática esportiva, por exemplo, alternar o foco entre diferentes distâncias pode dificultar a leitura de um relógio ou de um computador de bicicleta.

No trabalho, a alternância entre documentos, telas e conversas presenciais também pode exigir o uso frequente dos óculos, especialmente quando há dificuldades para enxergar de perto.

As lentes intraoculares modernas permitem, em pacientes adequadamente selecionados, buscar maior independência em todas as distâncias. Essa possibilidade, entretanto, não significa que a mesma solução seja indicada para todos. A escolha deve respeitar as condições de cada olho, as limitações das tecnologias e a relação entre benefícios e riscos.


O futuro da cirurgia está na personalização

A cirurgia do cristalino evoluiu de um procedimento voltado principalmente à recuperação da transparência visual para uma abordagem que também permite planejar diferentes objetivos refrativos, relacionados à correção do grau e à redução da dependência dos óculos.

Novas tecnologias, métodos de cálculo e equipamentos de diagnóstico contribuíram para tornar essa escolha mais individualizada. Para van den Berg, a principal mudança está em considerar não apenas a condição ocular, mas também o resultado que faz sentido para a vida do paciente.

“Não tratamos apenas um grau ou uma catarata. Tratamos pessoas que têm hábitos, profissões e expectativas diferentes. O planejamento precisa acompanhar essas diferenças. Nosso objetivo é proporcionar máxima liberdade visual, preservando a qualidade da visão e respeitando as particularidades de cada paciente”, conclui.   



Dr. Arthur van den Berg - CRM-PR 31365 | RQE 19497 - médico oftalmologista, especialista em cirurgia de catarata e troca do cristalino, com mais de 20 mil cirurgias realizadas. Possui formação pela Santa Casa de São Paulo, atuação acadêmica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), aperfeiçoamento em segmento anterior no Storm Eye Institute, da Medical University of South Carolina (MUSC), nos Estados Unidos, e pós-graduação em Surgical Leadership pela Harvard Medical School. É criador do PROTOCOLO VDB®, voltado ao planejamento personalizado para independência dos óculos.
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Zumbido: quando o sintoma pode ser sinal de alerta?

 Embora seja frequentemente associado à perda auditiva, o zumbido também pode ter outras causas. Otorrinolaringologista explica quando procurar atendimento e quais tratamentos podem ajudar a reduzir o incômodo 

 

Apito, chiado, campainha ou um ruído semelhante ao de uma panela de pressão. Para quem tem zumbido, esses sons podem surgir mesmo quando não existe nenhuma fonte sonora externa. Embora muitas vezes seja associado a alterações auditivas, o sintoma também pode estar relacionado a outras condições de saúde e, em determinadas situações, exige avaliação médica rápida. 

Uma revisão sistemática com metanálise publicada na revista científica JAMA Neurology, em 2022, estimou que 14,4% dos adultos apresentam algum tipo de zumbido, o equivalente a aproximadamente 749 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é global e não representa especificamente a população brasileira. 

Segundo a Dra. Milena Quadros, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, uma das causas mais comuns do zumbido é a perda auditiva, relacionada ao envelhecimento, à exposição a ruídos intensos ou a doenças do ouvido. O sintoma também pode estar associado ao excesso de cerume, a infecções, a alterações metabólicas e circulatórias, a determinados medicamentos e a problemas na articulação temporomandibular (ATM) ou na musculatura da face e do pescoço.

 

Quando procurar atendimento? 

Nem todo episódio de zumbido indica uma condição grave, mas alguns sinais merecem atenção especial. Um deles é o aparecimento do sintoma acompanhado de perda auditiva súbita, especialmente quando a pessoa percebe que deixou de ouvir bem de um ouvido de uma hora para outra. Nessa situação, a avaliação otorrinolaringológica deve ser realizada com urgência, idealmente em até 24 horas. 

“Essa situação pode indicar uma surdez súbita, uma condição em que o tempo até o início do tratamento pode influenciar o prognóstico”, alerta a especialista. 

O zumbido persistente em apenas um ouvido também deve ser investigado, sobretudo quando há diferença de audição entre os lados. Já o ruído que acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos, conhecido como zumbido pulsátil, precisa de avaliação para investigar possíveis causas vasculares ou outras alterações. Se houver tontura intensa e repentina, dificuldade para caminhar, alteração da fala, visão dupla ou fraqueza em um lado do corpo, é necessário procurar atendimento de emergência. 

A sensação de ouvido tampado também merece atenção quando surge repentinamente junto com o zumbido e a redução da audição. Nesses casos, não se deve presumir que o problema seja apenas acúmulo de cerume ou obstrução do ouvido.

 

Estresse e noites mal dormidas podem intensificar o incômodo 

A percepção do zumbido não depende apenas de alterações no sistema auditivo. Estresse, ansiedade e privação de sono podem aumentar a atenção direcionada ao ruído e intensificar o desconforto provocado por ele. O sono também pode entrar em um ciclo prejudicial: o zumbido dificulta o descanso, enquanto dormir mal pode tornar o sintoma mais incômodo no dia seguinte. 

“A exposição a sons muito intensos, principalmente quando frequente ou sem proteção adequada, pode provocar lesões nas estruturas do ouvido interno e contribuir para o aparecimento de zumbido e perda auditiva”, explica a Dra. Milena. 

Manter horários regulares de sono, praticar atividade física, adotar estratégias de controle do estresse e proteger a audição contra sons intensos são medidas que podem ajudar. Para algumas pessoas, sons ambientes suaves, como chuva ou música em volume confortável, também contribuem para reduzir o incômodo, especialmente na hora de dormir.

 

Há tratamento para o zumbido? 

A investigação começa com uma consulta ao otorrinolaringologista. O exame clínico e a avaliação auditiva, geralmente com audiometria, ajudam a identificar possíveis causas; outros exames podem ser indicados conforme cada caso. 

O tratamento depende da causa identificada e do grau de incômodo. Quando existe uma condição tratável, a abordagem é direcionada ao problema. Nos pacientes com perda auditiva associada, aparelhos auditivos podem melhorar a comunicação e também reduzir o incômodo em alguns casos. Entre as estratégias terapêuticas com respaldo científico está a terapia cognitivo-comportamental. Outras intervenções podem ser consideradas conforme as necessidades de cada paciente e a avaliação dos profissionais responsáveis. 

“Mesmo quando não é possível eliminar completamente o som, existem tratamentos capazes de reduzir significativamente o sofrimento provocado pelo zumbido e melhorar a qualidade de vida”, afirma a especialista. 

A automedicação e o uso indiscriminado de vitaminas, suplementos ou produtos anunciados como soluções para o zumbido devem ser evitados. Também não se deve suspender medicamentos prescritos por conta própria: qualquer suspeita de relação com o sintoma precisa ser discutida com o médico responsável.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Intervenção precoce e fonoaudiologia: o impacto no desenvolvimento e autonomia no autismo

 

A identificação precoce dos sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o início oportuno do acompanhamento especializado podem contribuir significativamente para a comunicação, a interação social e a autonomia.

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por particularidades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamento, interesses e necessidades sensoriais específicos. Cada pessoa apresenta características próprias, o que torna fundamental uma abordagem individualizada e respeitosa.

“Quanto mais cedo identificamos as necessidades da criança e iniciamos as intervenções adequadas, maiores são as oportunidades de favorecer suas habilidades comunicativas e sociais. É fundamental respeitar o ritmo, as potencialidades e as diferentes formas de expressão de cada indivíduo”, explica a fonoaudióloga Fabrícia Umeoka (CRFa 2-20713), conselheira do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 2ª Região (CREFONO2).

A fonoaudiologia desempenha um papel fundamental no acompanhamento de pessoas com TEA, desde a primeira infância até a vida adulta. Sua atuação vai além da estimulação da fala, abrangendo a compreensão da linguagem, a comunicação verbal e não verbal e as habilidades necessárias para as interações cotidianas.

As estratégias terapêuticas são planejadas de acordo com as necessidades, os interesses e as potencialidades de cada paciente.

“Nosso objetivo não é apenas estimular a fala, mas favorecer uma comunicação funcional e significativa, permitindo que a pessoa expresse seus desejos, necessidades, sentimentos e interesses, seja por meio da fala, dos gestos ou de recursos de comunicação alternativa”, destaca Fabrícia Umeoka.

A especialista ressalta que o acompanhamento deve ser reavaliado e adaptado às diferentes fases da vida. A atuação integrada com profissionais de outras áreas, como terapia ocupacional e psicologia, também pode ampliar os benefícios das intervenções.


Família – A participação da família é essencial para que as habilidades trabalhadas durante as sessões sejam utilizadas em diferentes situações do cotidiano. A orientação aos pais e responsáveis permite transformar momentos simples da rotina, como brincar, alimentar-se e realizar atividades diárias, em oportunidades naturais de comunicação e aprendizagem.

“A família é uma grande parceira no processo terapêutico. Quando os responsáveis compreendem as necessidades da criança e aprendem estratégias para favorecer a comunicação no dia a dia, conseguimos ampliar os resultados para além do ambiente clínico”, explica a fonoaudióloga.

Essa parceria também deve envolver a escola e os demais ambientes frequentados pela pessoa com TEA, promovendo acolhimento, inclusão e respeito às suas particularidades.


Sinais de atenção na comunicação infantil

Alguns comportamentos podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada, especialmente quando persistentes ou associados a outras diferenças no desenvolvimento:

· Contato visual reduzido ou diferente do esperado durante as interações;

· Atraso ou diferenças no balbucio e nos primeiros gestos comunicativos;

· Dificuldade em responder ao próprio nome;

· Pouca iniciativa para compartilhar interesses e experiências;

· Atraso na aquisição da fala e da linguagem;

· Repetição de palavras ou frases ouvidas, conhecida como ecolalia, que pode apresentar diferentes funções comunicativas;

· Perda de habilidades comunicativas anteriormente adquiridas;

· Dificuldades na atenção compartilhada e na reciprocidade comunicativa.

É importante destacar que a presença isolada de um desses sinais não confirma o diagnóstico de TEA. A avaliação deve considerar o quadro global da criança e ser realizada por profissionais qualificados.


Intervir precocemente é ampliar oportunidades

A identificação precoce e o acompanhamento individualizado permitem compreender as necessidades de cada criança e oferecer estratégias que favoreçam sua participação nas atividades diárias.

Mais do que estimular habilidades específicas, a fonoaudiologia busca ampliar as possibilidades de comunicação, fortalecer vínculos e contribuir para a autonomia, a inclusão e a qualidade de vida.

“Cada conquista tem seu valor. Nosso papel é reconhecer as potencialidades de cada pessoa, respeitar seu tempo e oferecer caminhos para que ela possa se comunicar e participar do mundo de maneira cada vez mais significativa”.

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