Análise dos 122 cases finalistas do Prêmio ABEMD 2026 mostra
que ESG deixa de ser uma categoria para se tornar um novo critério de qualidade
das estratégias; associação também aponta avanços em IA, dados e experiência do
cliente e faz um alerta sobre a ausência de projetos de acessibilidade
O marketing de dados brasileiro vive uma
mudança de paradigma. Se nos últimos anos a discussão girava em torno da adoção
de inteligência artificial, automação e análise de dados, agora um novo
elemento passa a orientar as estratégias das empresas: o ESG. Essa é a
principal conclusão da Associação Brasileira de Marketing de Dados (ABEMD) após
analisar os 122 cases finalistas do Prêmio ABEMD 2026, que será realizado em
setembro.
Mais do que indicar quem poderá conquistar os
principais troféus da premiação, os projetos inscritos oferecem um retrato da
evolução do setor e mostram como tecnologia, criatividade e responsabilidade
passaram a caminhar juntas. Para a ABEMD, o conjunto dos cases finalistas
funciona como um termômetro do mercado, antecipando os movimentos que devem
ganhar força este ano.
"O setor entrou em uma nova fase. Os
dados continuam sendo o centro das estratégias, mas o diferencial competitivo
passa a ser a forma como eles são utilizados para gerar experiências melhores,
inteligência para os negócios e impacto positivo para a sociedade. É isso que
os cases deste ano mostram", afirma a presidente da ABEMD, Claudia Campos.
Cinco
movimentos que já estão transformando o marketing de dados
A análise da associação identificou cinco
tendências que aparecem entre os projetos finalistas e que ajudam a compreender
para onde o mercado está caminhando.
1.
ESG deixa de ser uma categoria e passa a atravessar todo o marketing de dados
Embora a categoria ESG tenha registrado cinco
inscrições neste ano, contra nove em 2025, a ABEMD avalia que o dado representa
justamente o amadurecimento do tema. Sustentabilidade, diversidade, governança
e impacto social deixaram de aparecer apenas em projetos específicos e passaram
a integrar iniciativas de CRM, experiência do cliente, inovação, inteligência
artificial e transformação digital. "O ESG amadureceu. Hoje ele não está
restrito a uma categoria específica. Ele aparece na maneira como as empresas
utilizam dados, treinam inteligência artificial, desenvolvem experiências mais
inclusivas e tomam decisões que geram valor para pessoas, negócios e sociedade.
O ESG passou a ser um critério de qualidade das estratégias deste
mercado", afirma Claudia Campos.
2.
Dados passam a orientar decisões, não apenas medir resultados
Outra tendência observada pela associação é o
crescimento dos projetos voltados ao uso estratégico de dados. A categoria CRM |
Data Driven foi a que mais avançou na edição de 2026, passando de
18 inscrições para 29, um crescimento superior a 60%. Para a ABEMD, isso mostra
que o mercado deixou de utilizar dados apenas para mensurar campanhas e passou
a empregá-los como elemento central da tomada de decisão, da personalização e
da construção de relacionamento com consumidores.
3.
Inteligência artificial acelera a necessidade de governança
Nos projetos analisados, a inteligência
artificial deixa de aparecer como uma inovação isolada para impulsionar
estratégias de CRM, personalização, automação e experiência do cliente. Para a
ABEMD, esse avanço amplia a responsabilidade das empresas sobre a coleta, o
tratamento e o uso dos dados, tornando transparência, ética e governança
requisitos indispensáveis. Nesse contexto, inteligência artificial e ESG passam
a caminhar juntos.
4.
Inovação deixa de ser laboratório para se tornar estratégia
Os cases também mostram um avanço importante
das iniciativas voltadas à inovação. A categoria Innovation
cresceu de 13 para 21 projetos, enquanto Digital passou de 19 para 24 inscrições.
Segundo a associação, esse movimento demonstra que inovação deixou de ser um
departamento isolado para integrar a estratégia de negócios das empresas.
"Há muito tempo o setor deixou de falar
apenas de CRM. Hoje ele reúne inteligência artificial, criatividade, inovação,
experiência do cliente, ESG e transformação digital. A versatilidade da
premiação acompanha a versatilidade do próprio mercado", destaca Claudia
Campos.
5. A
ausência de cases de acessibilidade acende um sinal de alerta
Entre todas as tendências observadas, uma
delas chamou atenção da entidade justamente pela ausência. Nenhum projeto foi
selecionado como finalista na categoria Acessibilidade. Para a ABEMD, o dado
levanta uma provocação relevante para toda o setor. "Não acreditamos que
as empresas não estejam realizando iniciativas nessa área. A pergunta é outra:
por que essas ações ainda não são reconhecidas como projetos estratégicos dentro
do setor de marketing de dados? A inclusão precisa deixar de ser exceção para
se tornar parte da inovação", reflete.
Segundo a entidade, o cenário evidencia que
ainda existe espaço para ampliar a compreensão sobre diversidade e
acessibilidade dentro das estratégias do setor.
Um
prêmio que acompanha a transformação do mercado - As
mudanças observadas nos cases deste ano também aparecem na evolução do próprio
Prêmio ABEMD. A edição de 2026 reúne 122 finalistas, crescimento de
aproximadamente 31% em relação ao ano passado, registra o dobro de
patrocinadores, quatro apoiadores institucionais e um número recorde de
empresas estreando na competição.
Na avaliação da ABEMD, esse crescimento é
resultado do reposicionamento realizado nos últimos anos, da ampliação das
categorias dentro da premiação e da consolidação do prêmio como uma plataforma
que acompanha a evolução deste mercado no Brasil. Outro diferencial mantido
pela ABEMD é o processo de avaliação. Em um momento em que diferentes
premiações adotam formatos híbridos, todos os cases continuam sendo julgados
presencialmente por especialistas do mercado, preservando o debate técnico e a
troca de experiências entre os jurados.
ESG
também precisa ser praticado - Para a ABEMD, discutir ESG
significa também incorporar esses princípios à organização da premiação. A
edição deste ano adotará práticas voltadas à sustentabilidade durante o evento.
"Não basta incentivar a transformação do mercado. É preciso praticá-la. O
prêmio reflete aquilo que defendemos diariamente: inovação, responsabilidade e
impacto positivo precisam caminhar juntos", conclui.
Mais do
que antecipar os vencedores do Prêmio ABEMD, os 122 cases finalistas ajudam a
compreender como o marketing de dados brasileiro está evoluindo. Para a ABEMD,
o futuro continuará sendo orientado por dados, mas será definido pela
capacidade das marcas de combinar inteligência artificial, criatividade,
responsabilidade e impacto positivo em estratégias cada vez mais centradas nas
pessoas.
32º Prêmio ABEMD –
A edição 2026 de uma das maiores celebrações do marketing de dados no Brasil
acontece em setembro. Para mais informações, acesse @abemdmktdados
ABEMD – Associação Brasileira de Marketing de Dados informações, abemd.org.br ou @abemdmktdados.