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sábado, 20 de junho de 2026

O limão que guarda o suco em pequenas pérolas e pode valer até R$ 1,2 mil o quilo


Conhecido como limão caviar, fruto valorizado pela alta gastronomia ganha versão brasileira desenvolvida por pesquisadores paulistas

 

Você já imaginou um limão que não tem gomos como os tradicionais e guarda o suco em pequenas “pérolas” que estouram na boca? Essa é a principal característica do limão caviar, uma fruta exótica originária da Austrália que vem conquistando espaço na alta gastronomia e despertando o interesse de produtores rurais. Valorizado por chefs e restaurantes, o fruto pode alcançar preços entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo. 

“Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco, por isso sua destinação à alta gastronomia para finalização de receitas. Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e quando consumidas estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido. As cores da casca e da polpa podem variar em tonalidades entre marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado”, explica a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Marinês Bastianel. 

O ingrediente que conquistou os chefs, já faz parte do menu do sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase. Para ele, o limão caviar vai muito além de um ingrediente exótico e se tornou uma ferramenta criativa para a construção de experiências gastronômicas. 

“A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão. Como no omakase, que ele pode ser mais do que um acabamento bonito, torna-se um elemento de linguagem. Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.” 

Segundo Allan, o limão caviar amplia o repertório técnico e sensorial dos chefs, permitindo finalizações mais refinadas e composições contemporâneas. O crescente interesse de restaurantes pelo fruto reflete uma gastronomia cada vez mais conectada à experiência do cliente e à busca por ingredientes capazes de unir sabor, textura e apresentação.
 

Da alta gastronomia para o campo 

De olho no potencial desse mercado, o Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), selecionou a primeira variedade de limão caviar registrada no País. Chamada Faustrime, a cultivar foi registrada em 2023 e segue como a única variedade desse tipo presente no Registro Nacional de Cultivares (RNC). A expectativa é que ela chegue ao mercado ainda este ano.

Trata-se de um material que atende a nichos de mercado e, por conta desse perfil, abre novas oportunidades aos citricultores brasileiros, já que a variedade do IAC tem potencial para a produção nacional do fruto. Sua comercialização tem foco nas capitais brasileiras. No exterior, é consumido na União Europeia, Estados Unidos e Japão. 

Ele também é chamado Finger lime, como é conhecido fora do Brasil. A tradução é lima de dedo, por conta do formato alongado. A variedade Faustrime pertence à espécie Microcitrus australasica, mesma família das frutas cítricas tradicionais, como laranjas, limões e tangerinas. O Siciliano e o Tahiti pertencem ao gênero Citrus. 

Por trás da seleção da variedade Faustrime está um patrimônio genético único. O Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis, mantém o maior Banco de Germoplasma de citros do mundo, com cerca de 1.700 materiais genéticos trazidos de diferentes países. É essa diversidade que permite aos pesquisadores desenvolver e selecionar novas variedades, como o limão caviar, fruta originária da Austrália. Apesar do nome, ele pertence a uma espécie diferente dos limões mais conhecidos pelos consumidores, como o Siciliano e o Tahiti, embora faça parte da mesma família das frutas cítricas.

Este tipo de limão tem produção precoce e pode ser colhido a partir do segundo ano de plantio, mas a maior produtividade é obtida a partir de quatro anos do ciclo. “As características das árvores são bem diferentes de outros citros e apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. A plantas possuem, ao longo do ano, múltiplas floradas resultando nos frutos”, relata a pesquisadora.

 

Ganhos para a saúde dos citros 

Mundialmente, cientistas vêm trabalhando com Microcitrus nos Programas de Melhoramento Genético, principalmente de porta-enxertos, porque o limão caviar tem mostrado uma tolerância maior ao Greening, doença que afeta a citricultura. 

“Vimos vários estudos em países que estão produzindo novas combinações de porta-enxerto que tenham tolerância ao HBL (greening). Nesse caso, o ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e a copa da planta tolerantes à doença”, acrescenta Bastianel.

Além da pesquisa desenvolvida pelo instituto, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento também atua para garantir a conformidade fitossanitária da cultura. Por meio da Defesa Agropecuária, são realizados os procedimentos relacionados à certificação fitossanitária e ao controle do trânsito vegetal, contribuindo para a segurança da produção e para o acesso dos produtores aos mercados nacional e internacional.


Estudo brasileiro revela que o açaí pode ajudar a proteger o cérebro de adolescentes

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Pesquisa identifica efeitos neuroprotetores, antioxidantes e potencial ação contra sintomas de ansiedade e depressão durante a fase de desenvolvimento cerebral


O açaí, fruta símbolo da Amazônia brasileira, acaba de ganhar mais um respaldo científico. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e publicado recentemente, revelou que compostos bioativos presentes no fruto podem exercer efeitos neuroprotetores importantes durante a adolescência, uma das fases mais sensíveis do desenvolvimento cerebral.

A pesquisa observou que o consumo de suco clarificado de açaí, rico em compostos fenólicos e antocianinas, foi capaz de reduzir marcadores de estresse oxidativo em áreas do cérebro relacionadas às emoções, à tomada de decisões e à memória. Os resultados também indicaram efeitos semelhantes aos de agentes ansiolíticos e antidepressivos em modelos experimentais, reforçando o potencial funcional da fruta amazônica.

Segundo os pesquisadores, a adolescência é marcada por intensa remodelação neural e elevada plasticidade cerebral, tornando o cérebro mais vulnerável a fatores externos, e alimentos ricos em antioxidantes podem desempenhar papel relevante na proteção das células nervosas e na manutenção da saúde cognitiva.

“O açaí deixou de ser apenas um alimento energético para se consolidar como um produto associado ao bem-estar e à qualidade de vida. Estudos como esse reforçam aquilo que o consumidor já percebe no dia a dia, de que estamos diante de um alimento com propriedades funcionais cada vez mais reconhecidas pela ciência”, afirma Rodrigo Santana, diretor de expansão da rede de franquias Açaí Formosa.

Para a nutricionista Monica Magalhães, da Seed Nutrição e Gastronomia, os benefícios estão diretamente ligados à composição nutricional da fruta. “O açaí é uma das maiores fontes naturais de antocianinas, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres e a reduzir processos inflamatórios. Quando inserido em uma alimentação equilibrada, pode contribuir para a saúde cerebral, especialmente em períodos de intenso desenvolvimento cognitivo, como a adolescência.”

Os cientistas destacam que os resultados ainda estão em fase pré-clínica e que novos estudos em humanos serão necessários para aprofundar a compreensão dos mecanismos envolvidos. Ainda assim, as evidências fortalecem o crescente interesse da comunidade científica pelo potencial do açaí como alimento funcional e nutracêutico.

“Além da ação antioxidante e neuroprotetora, pesquisas anteriores já relacionaram o consumo do açaí a efeitos anti-inflamatórios, cardioprotetores e de proteção celular, atributos associados à elevada concentração de compostos fenólicos presentes na fruta”, finaliza a nutricionista.


A história pouco conhecida do pão de mel e sua evolução até se tornar um dos doces mais populares do país


Produzido pela Barion desde 1978 ,
pão de mel é o carro-chefe da empresa.

Produzido pela Barion desde 1978 , produto se consolidou como o carro-chefe da empresa e ajudou a transformar uma receita centenária em um clássico da memória afetiva dos brasileiros


Muito antes de ganhar cobertura de chocolate e se tornar presença constante nas gôndolas brasileiras, o pão de mel já cruzava fronteiras e atravessava gerações. Nascido das receitas aromáticas preparadas com mel e especiarias na Europa medieval, o doce resistiu ao tempo, incorporou novos ingredientes e encontrou no Brasil um de seus maiores palcos, transformando-se em um dos sabores mais conhecidos e afetivos do país. 

Por aqui, a combinação da massa macia com a cobertura de chocolate ajudou a consolidar sua popularidade. Com o passar dos anos, a receita deixou de estar restrita às confeitarias e produções artesanais para conquistar espaço no dia a dia dos consumidores, associando-se a momentos de celebração,conforto e lembranças da infância.

Parte importante dessa história é escrita pela Barion. A indústria paranaense produz pão de mel desde 1978 e contribuiu para levar o produto a diferentes regiões do país. Inspirada em uma receita familiar transmitida entre gerações, a empresa transformou o doce em um dos principais ícones de seu portfólio. Atualmente, são produzidas cerca de 1 mil toneladas de pães de mel por ano, volume responsável por aproximadamente 25% do faturamento da companhia 


Uma receita que atravessou séculos 

A origem do pão de mel remonta a séculos atrás, quando confeiteiros europeus utilizavam o mel como principal adoçante em receitas preparadas para festividades religiosas e celebrações especiais. Com o avanço das rotas comerciais, especiarias como canela, cravo e noz-moscada passaram a fazer parte da composição do doce, conferindo o aroma e sabor característicos que permanecem até hoje.

Ao chegar ao Brasil, a receita ganhou novas interpretações. A cobertura de chocolate, que se tornaria uma das marcas registradas do produto no país, ajudou a ampliar sua popularidade e a criar uma identidade própria para o doce. O resultado foi a consolidação de um produto capaz de unir tradição, sabor e afeto em uma única experiência.

“O pão de mel faz parte da história da Barion e também da história de muitas famílias brasileiras. Ao longo dos anos, ele passou a se tornar uma lembrança afetiva presente em diferentes momentos da vida dos consumidores. É um doce que atravessa gerações mantendo sua essência e seu significado”, afirma Leonardo Barion, diretor comercial da empresa.


Memória afetiva

Essa relação emocional ajuda a explicar por que o pão de mel permanece relevante mesmo em um mercado cada vez mais dinâmico e marcado por constantes lançamentos. Um estudo publicado na revista Cognition and Emotion concluiu que os alimentos são poderosos gatilhos de nostalgia e estão associados a emoções positivas, sensação de pertencimento, conexão social e bem-estar, o que tende a gerar maior valor entre os consumidores.

Na Barion, essa tradição continua sendo um dos pilares da marca. Ao longo de quase cinco décadas, o pão de mel acompanhou mudanças de hábitos, novas tendências de consumo e transformações do mercado, sem perder as características que o tornaram popular. “A permanência do nosso produto por tantos anos demonstra a força de uma receita que se adapta aos novos tempos e continua especial para os consumidores”, destaca Leonardo.


5 dicas de nutrição para potencializar sua prática de yoga


Herbalife
Divulgação

No Dia Internacional do Yoga, celebrado em 21 de junho, nutricionista orienta como a alimentação pode influenciar a energia, a concentração e o conforto durante a prática 

 

Muito além da flexibilidade e da respiração, a prática de yoga também exige atenção à alimentação. O que você come antes e depois da aula pode influenciar na energia e na concentração para realizar as posturas e até na recuperação muscular. Isso vale tanto para modalidades mais leves e meditativas quanto para versões mais intensas, como vinyasa, power yoga e hot yoga. 

Segundo a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife, manter uma alimentação equilibrada e adequada ao tipo de prática ajuda o corpo a responder melhor aos exercícios e contribui para uma experiência mais confortável e prazerosa no mat. “Não precisa ser uma dieta restritiva nem complexa. O mais importante é construir uma rotina equilibrada, respeitando os sinais do corpo e as necessidades individuais de cada prática”, fala Fabiana.
 

Confira as dicas da expert:
 

Evite refeições pesadas antes da prática

Torções, inversões e movimentos que comprimem o abdômen podem causar desconforto quando a prática acontece logo após refeições volumosas ou com muita gordura. O ideal é priorizar alimentos leves e de fácil digestão cerca de uma hora antes da aula. 

Pequenas porções de frutas, iogurte, vitaminas, torradas integrais ou de aveia costumam ser opções mais confortáveis para a digestão. “Ingerir um volume maior de alimento antes da prática pode prejudicar a mobilidade, a respiração e a sensação de bem-estar durante os exercícios”, explica a nutricionista.
 

Inclua carboidrato

Algumas modalidades da ioga exigem força, equilíbrio e bastante resistência muscular. Nesse contexto, os carboidratos têm papel importante ao fornecer energia para o corpo e para o cérebro, uma vez que ele se transforma em glicose, que é uma das principais fontes de energia utilizadas pelo sistema nervoso central, influenciando atenção e concentração. 

Aposte em frutas, pão integral, aveia e mel para ajudar a sustentar a disposição durante a prática.
 

Proteína também faz diferença

Quem pratica yoga com frequência, especialmente modalidades mais intensas, também precisa olhar para a ingestão de proteínas. O nutriente participa da recuperação muscular e da manutenção da massa magra, além de apoiar a saúde muscular ao longo do envelhecimento. 

O consumo pode incluir ovos, iogurtes e queijos magros, leguminosas, shakes proteicos e whey protein.
 

Hidratação é essencial

A perda de líquidos acontece mesmo em práticas consideradas leves, e pode ser ainda maior em ambientes aquecidos, como o da hot yoga. Quando a hidratação não é adequada, podem surgir sintomas como fadiga, tontura, dor de cabeça e queda de rendimento, e até mesmo impactar as funções cognitivas, o humor e o desempenho físico. “O ideal é manter o consumo de água ao longo do dia e reforçar a atenção antes e depois das aulas, considerando 35 ml por quilo de peso ao dia”, ensina a nutricionista.
 

Aposte em nutrientes que apoiam o relaxamento e a recuperação

Magnésio, ômega-3 e alimentos fontes de triptofano podem contribuir para a recuperação e o bem-estar geral de quem pratica yoga regularmente. 

O magnésio participa da função muscular e neurológica, enquanto o ômega-3 está associado à modulação inflamatória. Já o triptofano é um aminoácido envolvido na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e à sensação de relaxamento.

Oleaginosas, sementes, peixes, cacau, banana e aveia são alguns exemplos de alimentos que podem fazer parte dessa estratégia alimentar.



Herbalife
www.Herbalife.com



5 dicas de como aproveitar a festa junina sem exagerar

Nutricionista ensina que moderação é o segredo para curtir essa época do ano sem prejudicar a saúde e evitar excessos
 

Pamonha, canjica, paçoca, quentão, bolo de milho. Basta chegar junho que o cheiro de comida típica invade ruas, escolas e arraiais. As festas juninas fazem parte da cultura brasileira e também despertam aquela memória afetiva poderosa. O problema é que muitas dessas delícias são ricas em açúcar, gordura e calorias, especialmente quando consumidas em grandes quantidades.

Mas isso não significa que você precise evitar a festa. O segredo está no equilíbrio e em fazer escolhas mais conscientes. Em muitos casos, o “perigo” não está apenas em um alimento isolado, mas na soma de pequenas porções ao longo da festa. Pensando nisso, Camilla Darwich, nutricionista do dr.consulta, te explica como ter momentos proveitosos, sem exagerar.



As comidas típicas são sempre “vilãs”?

Não. Muitos ingredientes presentes nas festas juninas têm valor nutricional interessante, especialmente:

  • Milho;
  • Amendoim;
  • Coco;
  • Mandioca;
  • Gengibre;
  • Especiarias.

O problema costuma aparecer quando essas receitas recebem grandes quantidades de açúcar, leite condensado, creme e gordura. O milho, por exemplo, pode ser uma boa fonte de fibras e energia. Já o amendoim possui gorduras boas e proteínas. Ou seja: o contexto e a quantidade fazem diferença.


Como aproveitar a festa junina sem exagerar?

Algumas estratégias simples já ajudam bastante

1. Evite “beliscar sem perceber”

Experimentar tudo em pequenas quantidades parece inocente, mas pode gerar um consumo calórico muito alto no final da noite.

2. Priorize porções menores

Muitas vezes meia porção já mata a vontade sem causar desconforto.

3. Cuidado com as bebidas

Quentão, vinho quente, refrigerante e drinks podem somar muito açúcar rapidamente.

4. Coma devagar

Festa junina é experiência, conversa, música e ambiente. Não precisa virar competição de barraca.

5. Não vá em jejum

Ficar horas sem comer para “compensar” geralmente aumenta a chance de exagerar depois.


Existe alguma opção mais leve?

Sim. Algumas alternativas costumam ser menos pesadas:

  • Milho cozido;
  • Pipoca sem excesso de manteiga;
  • Mandioca cozida;
  • Espetinhos simples;
  • Caldos leves.

Também é possível adaptar receitas tradicionais com menos açúcar e gordura.


Quem precisa ter mais atenção?

Algumas pessoas devem redobrar os cuidados com exageros alimentares:

  • Pessoas com diabetes;
  • Quem tem obesidade;
  • Pacientes bariátricos;
  • Pessoas com gastrite ou refluxo;
  • Quem possui triglicerídeos elevados;
  • Pacientes com doenças hepáticas.

Nesses casos, excessos podem causar mal-estar, alterações glicêmicas e desconfortos importantes.


Dá para comer bem e ainda aproveitar a festa?

Com certeza. A alimentação saudável não precisa excluir momentos culturais e sociais. A ideia não é sentir culpa por comer uma paçoca ou uma fatia de bolo de milho, mas evitar que uma única noite vire um festival de exageros consecutivos. Festa junina combina com equilíbrio: um pouco de fogueira, um pouco de quadrilha e um pouco de bom senso no prato.


Quando procurar ajuda médica?

Se você percebe:

  • Dificuldade para controlar o peso
  • Episódios frequentes de compulsão alimentar
  • Ganho de peso acelerado
  • Sintomas relacionados à alimentação
  • Alterações de glicemia
  • Desconfortos digestivos frequentes

Com equilíbrio e orientação profissional, é possível cuidar da alimentação sem abrir mão dos momentos especiais.


Festas juninas "fit": saiba como curtir o arraiá sem furar a dieta

Especialista do CEUB ensina como escolher os pratos típicos das festas juninas, equilibrar as porções e aproveitar o arraiá sem abrir mão da alimentação saudável

 

Pamonha, canjica, curau, pé de moleque, paçoca, bolo de milho e pastel. Com tantas tentações à mesa, as festas juninas desafiam quem busca manter uma alimentação equilibrada. A boa notícia é que não é preciso abrir mão das tradições para cuidar da saúde. Com escolhas conscientes e moderação nas porções, é possível aproveitar o melhor do arraiá sem comprometer os resultados conquistados ao longo do ano. 

Segundo a professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Pollyana Ayub, o segredo está no equilíbrio. "As preparações típicas das festas juninas não são proibidas. O importante é fazer escolhas ao longo da festa e evitar o consumo exagerado de vários alimentos calóricos ao mesmo tempo", orienta.

 

Os vilões da quermesse

Entre os alimentos que merecem maior atenção estão aqueles que concentram grandes quantidades de açúcar e gordura. É o caso do pé de moleque, da paçoca, do arroz-doce preparado com leite condensado, dos bolos tradicionais e de outras sobremesas típicas. Os fritos, como o pastel, também entram na lista. "Muitos desses alimentos possuem alta densidade calórica e baixo valor nutricional quando consumidos em excesso. Isso não significa que devam ser eliminados da alimentação, mas consumidos com moderação e dentro de um contexto de equilíbrio", explica a nutricionista.


O que pode entrar no cardápio sem culpa

Nem tudo nas festas juninas representa um desafio para a dieta. Diversos pratos típicos fazem parte de alimentação saudável, sobretudo quando preparados com ingredientes mais naturais e menos processados. Entre as opções recomendadas estão milho cozido, pipoca simples, caldos preparados sem excesso de embutidos e espetinhos de carnes magras. 

"O milho cozido é uma excelente opção por ser fonte de fibras e proporcionar saciedade. Também vale apostar em espetinhos de frango ou carne magra acompanhados de vinagrete, além de caldos mais leves, como canja ou caldo de milho sem linguiça", destaca a docente do CEUB.


Como montar um prato junino mais saudável?

Para quem quer saborear as delícias da época sem exageros, a especialista sugere uma combinação simples: escolher um alimento típico, uma fonte de proteína e apenas uma sobremesa. 

Algumas sugestões são:

  • Milho cozido + espetinho de frango + vinagrete + pequena porção de canjica;
  • Caldo simples + milho cozido ou pipoca + uma paçoca pequena;
  • Pamonha pequena sem recheio + espetinho de carne magra + uma sobremesa em porção reduzida.

"O problema geralmente não está em um alimento específico, mas na soma de várias preparações ricas em açúcar, gordura e frituras consumidas na mesma refeição", ressalta a nutricionista.



Pequenas atitudes fazem diferença

Além da escolha dos alimentos, alguns hábitos ajudam a evitar exageros durante as comemorações. A principal recomendação é não chegar à festa com muita fome. "Fazer uma refeição leve antes de sair, como fruta com iogurte ou salada, reduz a chance de consumir grandes quantidades de alimentos mais calóricos por impulso", afirma. 

A nutricionista também recomenda:

  • Escolher um ou dois pratos preferidos da festa;
  • Dar preferência a porções menores;
  • Evitar preparações com excesso de leite condensado, bacon e frituras;
  • Reduzir o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas;
  • Manter uma boa hidratação ao longo do evento.
Segundo Pollyana, não há necessidade de compensações radicais após uma noite de excessos. "No dia seguinte, basta retomar a rotina alimentar normalmente, priorizando frutas, verduras, água e proteínas magras. A alimentação saudável também inclui momentos de celebração e convivência. O segredo está no equilíbrio, não na restrição excessiva", conclui a docente do CEUB.


Milho ou amendoim? Nutricionista explica qual é a melhor escolha nas festas juninas

Especialista destaca que os dois alimentos oferecem benefícios, mas alerta que o excesso de açúcar nas receitas típicas pode comprometer as vantagens nutricionais

 

Com a chegada das festas juninas, uma dúvida costuma surgir entre os amantes das delícias típicas da temporada, afinal, entre milho e amendoim, qual é a opção mais saudável? Presentes em receitas tradicionais que vão da pamonha à paçoca, os dois alimentos são protagonistas dos arraiais brasileiros, mas possuem características nutricionais bem diferentes. 

Segundo Paula Macedo, nutricionista e docente do curso de Graduação em Nutrição da Faculdade Santa Marcelina, a comparação exige uma análise cuidadosa, já que milho e amendoim pertencem a grupos alimentares diferentes. Enquanto o milho é um cereal rico em carboidratos complexos, o amendoim é uma leguminosa oleaginosa, da mesma família dos feijões, reconhecida pelo elevado teor de proteínas, gorduras boas e compostos antioxidantes. 

“O amendoim apresenta uma densidade nutricional muito elevada, com proteínas de qualidade, gorduras-mono e poli-insaturadas, vitamina E e resveratrol, substâncias associadas à proteção cardiovascular e à ação antioxidante. Já o milho se destaca pelo fornecimento de energia, pelas fibras que auxiliam no funcionamento intestinal e pelos carotenoides importantes para a saúde ocular”, explica a nutricionista, que ressalta ainda que a melhor escolha depende dos objetivos individuais. Para pessoas que buscam ganho de massa muscular ou seguem estratégias alimentares com menor consumo de carboidratos, o amendoim pode ser mais vantajoso devido ao seu perfil proteico e lipídico. Por outro lado, o milho pode ser uma excelente alternativa para quem necessita de energia para atividades físicas ou busca maior saciedade com menor densidade calórica. 

Apesar dos benefícios nutricionais dos dois alimentos, a profissional destaca que a forma de consumo durante as festas juninas merece atenção. Isso porque, na prática, o milho costuma aparecer com mais frequência em preparações próximas de sua forma natural, como a espiga cozida, enquanto o amendoim geralmente é incorporado a receitas com grandes quantidades de açúcar, como pé de moleque e paçoca. “Do ponto de vista do comportamento alimentar, o milho leva certa vantagem porque é consumido com mais frequência em sua forma in natura. Já o amendoim costuma estar associado a preparações muito açucaradas. No entanto, quando o milho é utilizado em receitas como curau, canjica, bolos e pudins, a diferença entre eles diminui bastante”, afirma. 

A docente da Faculdade Santa Marcelina alerta ainda que a adição de ingredientes como açúcar refinado, leite condensado e manteiga modifica significativamente o perfil nutricional das receitas. Embora o amendoim preserve suas gorduras boas e o milho mantenha parte das fibras, esses benefícios não são suficientes para neutralizar os impactos metabólicos provocados pelo excesso de açúcar e gordura. 

“Esses ingredientes transformam preparações naturalmente nutritivas em alimentos altamente palatáveis, que estimulam o consumo excessivo. As fibras e os compostos bioativos ajudam a reduzir um pouco a velocidade de absorção dos açúcares, mas o resultado continua sendo uma receita com elevada carga calórica e glicêmica quando consumida em excesso”, explica. 

Para quem deseja aproveitar as festividades sem abrir mão do equilíbrio alimentar, a nutricionista recomenda priorizar preparações mais simples. Entre as opções à base de amendoim, o torrado é considerado a melhor escolha, por manter suas propriedades nutricionais sem adição de açúcar. A paçoca artesanal, preparada com menor quantidade de ingredientes industrializados, também pode ser uma alternativa mais equilibrada. Já entre os derivados do milho, a espiga cozida continua sendo a opção mais nutritiva, enquanto a pamonha salgada pode funcionar como uma refeição intermediária com menor impacto glicêmico em comparação às versões doces. 

De acordo com a profissional, o principal segredo para manter uma alimentação saudável durante o período junino está na moderação. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e não devem ser encaradas com restrições excessivas. O mais importante é fazer escolhas conscientes, priorizando alimentos menos processados e equilibrando o consumo das sobremesas típicas. Dessa forma, é possível aproveitar o melhor da tradição sem comprometer a saúde”, conclui. 

 

Faculdade Santa Marcelina


Copa do mundo 2026: especialista da UNIASSELVI dá dicas de como combater os excessos durante a maratona de jogos

Fritura, excesso de álcool e o estresse gerados durante as partidas podem ser nocivos para o coração. Escolhas inteligentes podem salvar o dia seguinte dos torcedores


Com a proximidade da Copa do Mundo está aberta a temporada de excessos e, com eles, os alimentos considerados queridinhos para curtir os jogos: o churrasco, frituras, petiscos, salgadinhos e, claro, as bebidas alcoólicas. Sobretudo em excesso, essa mistura pode ser tornar vilã da saúde. Embora o evento esportivo seja sinônimo de reuniões entre amigos, para desfrutar da maratona de 104 jogos com bem-estar, é fundamental adotar uma boa alimentação e manter a hidratação em dia.

"Embora muita gente associe esse tipo de ocasião apenas ao dia do exagero, a forma como você se alimenta antes do evento pode influenciar bastante na saciedade, controle do apetite, disposição e até na forma como o organismo lida com o álcool e com refeições muito gordurosas", explica a a professora de Nutrição da UNIASSELVI, Bianca Mendes.

Essa receita fornece energia de forma gradual ao organismo, com o consumo de uma refeição completa e equilibrada antes dos eventos, que seja rica em carboidratos complexos (como alimentos integrais) e proteínas magras (como frango, ovos, iogurte e carnes magras).

Além de apontar os esses erros comuns, a especialista desmente também um mito antigo: intercalar água com bebidas alcóolicas antes dos jogos não é suficiente para impedir a ressaca no dia seguinte. Para reduzir os desconfortos do dia seguinte, algumas estratégias simples podem ser adotadas durante as confraternizações:

  • Alternar frituras com opções assadas;
  • Incluir proteínas, frutas ou petiscos menos gordurosos no menu;
  • Moderar o consumo de alimentos ricos em sódio;
  • Priorizar a hidratação constante.

Embora intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água ao longo da noite ajude a minimizar a desidratação, a dor de cabeça e a fadiga matinal, a professora da UNIASSELVI alerta que a prática não anula completamente os danos causados pelo álcool. "A água ajuda a diminuir parte dos efeitos relacionados à perda de líquidos, porém não impede a sobrecarga causada pelo álcool no fígado, nem evita totalmente os prejuízos associados ao consumo excessivo", esclarece Bianca.

 

Cuidado com o sistema digestivo e cardiovascular neste período

A especialista comenta que substituir uma refeição completa, como o jantar, por petiscos e bebidas alcoólicas, especialmente em jogos noturnos, é um hábito perigoso. “Esses alimentos são altamente calóricos, mas pobres em fibras, vitaminas, minerais e proteínas de qualidade, o que resulta em baixa saciedade e prejuízos nutricionais”.

A tensão natural de uma partida de futebol pode sobrecarregar o corpo de diferentes maneiras:

  • No sistema digestivo: refeições muito gordurosas retardam o esvaziamento gástrico, provocando sintomas como estufamento, azia, refluxo, má digestão e sonolência. Além disso, alimentos ricos em sódio, gordura e aditivos químicos potencializam os desconfortos gastrointestinais.
  • No sistema cardiovascular: o estresse emocional do jogo estimula a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, elevando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Quando esse cenário se soma ao consumo excessivo de sal, álcool e gorduras saturadas, a sobrecarga cardíaca é ainda maior.

 

O equilibrio é o segredo para o bem-estar durante a temporada de jogos

As frituras não precisam ser banidas da rotina. Elas podem fazer parte do momento, desde que consumidas em menor quantidade e que não sejam a única opção disponível. “O problema costuma estar no excesso e na frequência, não necessariamente em um alimento isolado. Na prática, quando existem opções mais equilibradas disponíveis, as pessoas tendem a comer de forma mais variada e o impacto da confraternização acaba sendo menor”, afirma Mendes.

É possível ter uma mesa temática e equilibrada, sem abrir mão do sabor:

  • Carboidratos complexos: inclua sanduíches com pão integral, batata rústica assada, pipoca, torradas integrais, milho e mandioca.
  • Proteínas magras: opte por frango desfiado, atum, ovos, queijos magros, iogurte com pastinhas e espetinhos.
  • As frituras não precisam ser totalmente proibidas. Elas podem fazer parte do momento, mas em menor quantidade e sem serem a única opção disponível na mesa.

Com essas orientações, é possível celebrar cada lance da Copa do Mundo aliando saúde, sabor e bem-estar, garantindo que a paixão pelo futebol ande de mãos dadas com a qualidade de vida.

 

UNIASSELVI

 

Cinco alimentos das festas juninas para consumir com cuidado e evitar problemas nos dentes

Dentistas alertam que doces duros, alimentos pegajosos e bebidas açucaradas podem favorecer cáries, fraturas dentárias e danos a restaurações e aparelhos ortodônticos 

 

As festas juninas são um dos períodos mais aguardados do ano pelos brasileiros. Além das quadrilhas, das fogueiras e das brincadeiras tradicionais, a época também é marcada por uma grande variedade de comidas típicas. No entanto, alguns dos alimentos mais consumidos durante as celebrações exigem atenção especial quando o assunto é saúde bucal. 

Doces muito duros, alimentos pegajosos e produtos ricos em açúcar podem aumentar o risco de cáries, favorecer o desgaste dos dentes e até provocar danos em restaurações, próteses e aparelhos ortodônticos. Para ajudar quem quer aproveitar as festas sem abrir mão do sorriso saudável, os cirurgiões-dentistas Gustavo Delmondes e Cristiane Delmondes, da Benve Odontologia, listam cinco alimentos que merecem consumo moderado e alguns cuidados extras.
 

Pé de moleque

Tradicional nas festas juninas, o pé de moleque está entre os alimentos que mais preocupam os dentistas devido à sua consistência rígida. “O pé de moleque pode exigir muita força durante a mastigação. Dependendo da condição dos dentes, ele pode provocar trincas, fraturas e até deslocar restaurações antigas. Quem possui próteses ou aparelhos ortodônticos deve ter atenção redobrada”, explica Gustavo Delmondes.
 

Maçã do amor

A combinação da fruta com a camada endurecida de caramelo torna a maçã do amor uma das campeãs em riscos para os dentes. “A casquinha caramelizada costuma ser bastante dura e aderente. Morder diretamente pode causar danos a restaurações, facetas e componentes ortodônticos. O ideal é cortar a maçã em pedaços menores antes de consumir”, orienta Cristiane Delmondes.
 

Cocada e doces pegajosos

Cocadas, caramelos, maria-mole e outros doces típicos possuem uma característica em comum: aderem facilmente à superfície dos dentes. “Quando o alimento permanece por muito tempo em contato com os dentes, aumenta a exposição ao açúcar e favorece a proliferação de bactérias responsáveis pelas cáries. Por isso, a higiene bucal após o consumo é fundamental”, destaca Cristiane.
 

Paçoca

Apesar de parecer menos agressiva do que outros doces juninos, a paçoca também merece atenção, principalmente quando consumida em excesso.

“A paçoca contém grande quantidade de açúcar e costuma se fragmentar facilmente, ficando acumulada entre os dentes e na gengiva. Sem uma higiene adequada, isso pode contribuir para o surgimento de cáries e inflamações gengivais”, afirma Gustavo.
 

Milho na espiga

Símbolo das festas juninas, o milho cozido é uma opção nutritiva, mas pode representar dificuldades para algumas pessoas. “Quem utiliza aparelho ortodôntico deve evitar morder o milho diretamente na espiga, pois isso pode deslocar bráquetes e outros componentes. O mais indicado é retirar os grãos e consumi-los separadamente”, recomenda Cristiane.
 

Atenção também às bebidas açucaradas

Além dos alimentos, os especialistas alertam para o consumo frequente de refrigerantes, sucos industrializados e outras bebidas ricas em açúcar, comuns em festas e eventos.

“O excesso de açúcar favorece o desenvolvimento de cáries e pode contribuir para a desmineralização do esmalte dentário. A recomendação é alternar essas bebidas com água e manter uma boa rotina de higiene bucal”, ressalta Gustavo.
 

Como aproveitar as festas sem prejudicar os dentes

Segundo os dentistas, não é necessário evitar completamente as comidas típicas. O segredo está no equilíbrio e nos cuidados após as refeições. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e podem ser aproveitadas sem culpa. O importante é consumir os alimentos com moderação, evitar excessos e manter a escovação e o uso do fio dental em dia”, orienta Cristiane. 

Gustavo acrescenta que consultas odontológicas regulares também ajudam a prevenir problemas. “Muitas vezes existem restaurações desgastadas ou dentes fragilizados que passam despercebidos. A avaliação preventiva permite identificar essas situações antes que elas se transformem em uma emergência durante um momento de lazer”, conclui.


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