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quarta-feira, 3 de junho de 2026

ASCO 2026: medicamento para emagrecer pode reduzir o risco de morte por câncer colorretal, sugerem estudos

Em pacientes com a doença avançada que usaram o medicamento,
a queda do risco de morte foi de 32%
Os antagonistas de GLP-1, que se popularizaram com o uso das canetas emagrecedores, podem trazer benefícios para pessoas com esse tipo de tumor, como mostram estudos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clìnica (Asco) 

 

Indicados para o tratamento da diabete tipo 2, os agonistas de GLP-1 caíram no gosto popular por facilitar o emagrecimento. Ao simular os hormônios intestinais, eles controlam os níveis da glicemia, retardam o esvaziamento gástrico e o aumenta a saciedade. Dois estudos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, em inglês) revelam que este medicamento, popularizado com a disseminação das chamadas “canetas emagrecedoras”, pode reduzir o risco de morte pacientes com câncer colorretal, tanto em estágio inicial como avançado. O congresso terminou ontem (2) em Chicago, nos Estados Unidos. 

A médica especializada em câncer no trato gastrointestinal, Maria Ignez Braghiroli, da Oncologia D’Or, afirma que é cada vez mais frequente a combinação de um indivíduo, que fez tratamento oncológico, com essa classe terapêutica. “Cabe a nós, entender a segurança dessa combinação e explorar, com mais dados, se há vantagem em controle de peso com esse tipo de medicamento no tratamento oncológico e na incidência de câncer, o que parece ter um papel positivo, declara a especialista. 

Em um estudo com pacientes com câncer colorretal metastático, pesquisadores do The New York Medical College, nos Estados Unidos observaram uma redução de 32% dos riscos de morte naqueles indivíduos que receberam GLP-1. Já outra pesquisa, realizada pelo Atrium Health Levine Cancer, também nos Estados Unidos, apontou que o uso deste medicamento aumentou o tempo de vida de pacientes com câncer colorretal submetidos à quimioterapia padrão de primeira linha.


Câncer e excesso de peso

Há muito tempo, a obesidade e o sedentarismo são associados a um risco aumentado de câncer. Alguns estudos já demostraram a importância das mudanças no estilo de vida como fator benéfico no desfecho dos pacientes oncológicos. 

“Estes dois estudos, alinhados com esta proposta de mudança de hábitos de vida, demonstraram que o controle da obesidade e do estado inflamatório associado a ela, devem fazer parte da estratégia global da assistência aos pacientes com câncer. Os inibidores de GLP-1, se apresentam como mais uma importante ferramenta no tratamento oncológico”, pondera o médico especializado em câncer gastrointestinal Alexandre Palladino, da Oncologia D’Or.

Obesidade e sedentarismo são fatores de risco para o câncer.

O câncer colorretal é o segundo tumor mais comum em homens e mulheres, principalmente a partir dos 50 anos. Na última década, sua incidência cresceu 35% no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Em 2016, eram 34.280 casos. Em 2026, deverão ser 53.810 mil.

 

Estudo do New York Medical College

Neste trabalho, os pesquisadores partiram do princípio que o estado metabólico e a inflamação prejudicam o desempenho de medicamentos que inibem as proteínas usadas pelos tumores para impedir o funcionamento do sistema imunológico. Por isso, testaram o uso dos antagonistas GPL-1 (receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon), que são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. 

Os 276 pacientes com câncer colorretal metastático foram divididos em dois grupos, dos quais os participantes de apenas um deles recebeu o antagonista GLP-1. Em um ano de estudo, os indivíduos que receberam a medicação tiveram queda do risco de morte de 32% em comparação ao outro grupo. Essa associação persistiu em três anos e cinco anos. A maior probabilidade de sobrevida foi observada após passaram-se cinco anos do início da pesquisa.
 

Estudo do Atrium Health Levine Cancer

Este trabalho envolveu 4.824 pacientes com câncer colorretal submetidos à quimioterapia padrão de primeira linha. Metade recebeu GLP-1 RA 90 dias antes ou depois do início da quimioterapia. O restante não tomou a medicação. 

Após um acompanhamento médio de 24,6 meses, os pesquisadores observaram que o medicamento GLP-1 aumentou o tempo de vida dos pacientes e reduziu o risco de morte em 18%. Eles acreditam que o estudo sugere um potencial papel terapêutico adjuvante para os agonistas do receptor de GLP-1 durante o tratamento ativo do câncer, possivelmente mediado pela estabilização metabólica, redução da inflamação sistêmica e melhora da tolerância ao tratamento.
 

Oncologia D'Or

 

Saúde mental impulsiona relação dos brasileiros com a atividade física

Academias passam a ocupar um novo papel na rotina dos brasileiros: o de espaços de desaceleração, autocuidado e recuperação mental 

 

Em meio a jornadas aceleradas, excesso de telas, notificações constantes e uma rotina marcada por estímulos o tempo todo, o cansaço mental tem se tornado cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Essa sensação já não termina apenas no corpo. Em uma rotina atravessada por excesso de informações, hiperconectividade, pressão por produtividade e dificuldade de desconexão, cresce o número de pessoas que convivem diariamente com uma sensação persistente de esgotamento cognitivo, que afeta foco, memória, disposição e até a capacidade de tomar decisões simples ao longo do dia. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos relacionados à ansiedade e ao estresse seguem em crescimento globalmente, enquanto a rotina contemporânea tem ampliado sintomas associados à sobrecarga emocional e mental. 

Com isso, especialistas observam um movimento importante: cada vez mais pessoas têm recorrido ao exercício físico não apenas por questões estéticas ou de condicionamento, mas como estratégia para recuperar energia mental e equilíbrio emocional. Indo além de uma percepção subjetiva, a ciência já começa a explicar esse fenômeno. 

Um estudo publicado pelo British Journal of Sports Medicine apontou que a prática regular de atividade física está associada à melhora significativa da saúde cognitiva e emocional, reduzindo sintomas de ansiedade, estresse e fadiga mental. A revisão analisou diferentes faixas etárias e modalidades de treino, reforçando que o benefício não está necessariamente ligado à intensidade extrema, mas à consistência.  

Na prática, isso acontece porque o exercício promove alterações fisiológicas importantes no organismo. Durante a atividade física, o corpo aumenta a liberação de substâncias como endorfina, dopamina e serotonina, que são neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar, prazer e regulação do humor. Além disso, há melhora da circulação sanguínea e da oxigenação cerebral, fatores diretamente relacionados à atenção e à capacidade cognitiva. 

Para Leandro Twin, da BlueFit, o exercício funciona como uma espécie de “reinicialização” mental dentro da rotina. 

“Muita gente acredita que precisa ter energia para treinar, mas, na verdade, o treino muitas vezes devolve essa energia. O exercício ajuda o corpo a sair do estado constante de tensão e melhora não só o condicionamento físico, mas também a clareza mental e a disposição no dia a dia. A atividade física pode gerar benefícios cognitivos que se estendem por horas após o treino, favorecendo a memória, aprendizado e capacidade de concentração”, afirma. 

Nesse contexto, as academias passam a ocupar um papel que vai além da performance física: tornam-se espaços de desaceleração, autocuidado e recuperação mental em meio à correria da rotina. Essa mudança de percepção também ajuda a explicar transformações no comportamento do consumidor fitness nos últimos anos, já que a academia deixa de ser vista apenas como um espaço voltado à estética ou alta performance e passa a ocupar um papel mais amplo na rotina das pessoas, funcionando também como ambiente de autocuidado, desaceleração e recuperação emocional. 

 Essa mudança de percepção é acompanhada de evidências científicas. Uma revisão sistemática publicada na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação apontou que a prática regular de atividade física está diretamente associada à redução do estresse, ansiedade e sintomas depressivos, além da melhora do bem-estar emocional e da qualidade de vida. Outro estudo, publicado na Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, identificou níveis significativamente menores de estresse entre praticantes regulares de exercícios quando comparados a pessoas sedentárias. 

Com modalidades que vão da musculação às aulas coletivas, dança, funcional e bike indoor, a BlueFit observa um público que enxerga o treino também como um momento de pausa, foco e recuperação mental ao longo do dia, especialmente entre profissionais que conciliam jornadas intensas de trabalho, estudos e vida pessoal. 

Segundo Twin, o impacto positivo não está necessariamente ligado a treinos extremos ou de alta performance. Modalidades aeróbicas, musculação, aulas coletivas e até atividades mais leves podem contribuir para reduzir a sensação de esgotamento quando praticadas com regularidade. 

“O cérebro também sofre com excesso de estímulo e rotina acelerada. Quando a pessoa se movimenta, ela cria um momento de pausa ativa. Isso ajuda na regulação do estresse, melhora o humor e pode até aumentar a produtividade ao longo do dia”, completa. 


Dia Mundial da Corrida reforça benefícios da prática para mente e corpo

Freepik
Psicóloga destaca efeitos positivos da prática na redução do estresse e na sensação de pertencimento 


O Dia Mundial da Corrida, celebrado em 4 de junho, reforça um movimento que cresce cada vez mais no Brasil: a busca pela prática esportiva como aliada da saúde física e emocional. O estudo “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, aponta que o país ganhou mais 2 milhões de corredores em 2025. Com isso, o número de brasileiros que correm ao menos uma vez por semana saltou de 13 para 15 milhões. 

Além do condicionamento físico, a saúde mental aparece como um dos principais motivos que levam as pessoas a começarem, e permanecerem, na corrida. Segundo o levantamento, 40% dos praticantes relatam melhora na saúde mental após adotarem o hábito, além de benefícios relacionados ao sono, autoestima e disposição no dia a dia.
 

Corrida vai além do exercício físico

Para Ana Cristina Vasconcellos, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o crescimento da corrida está diretamente ligado à necessidade das pessoas em encontrar mecanismos saudáveis para lidar com o estresse e a sobrecarga emocional da rotina moderna. 

“A corrida atua como uma importante ferramenta de regulação emocional. Durante a prática física, ocorre a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina, substâncias associadas à sensação de prazer, bem-estar e redução da ansiedade”, explica. 

Segundo a especialista, além dos efeitos biológicos, o esporte também contribui para o fortalecimento emocional e social dos praticantes. “Muitas pessoas encontram na corrida um momento de autocuidado, de pausa mental e até de conexão consigo mesmas. Ao mesmo tempo, os grupos de corrida criam vínculos sociais importantes, que ajudam no sentimento de pertencimento e diminuem sensações de isolamento”, destaca. 

Ana Cristina ressalta ainda que a corrida pode funcionar como importante aliada na prevenção de transtornos emocionais, desde que seja praticada com equilíbrio. “A atividade física regular ajuda na redução dos níveis de estresse, melhora a qualidade do sono, favorece a autoestima e aumenta a sensação de capacidade pessoal. Tudo isso contribui para uma saúde mental mais estável”, afirma. 

Apesar dos benefícios, a psicóloga alerta para a importância de evitar excessos e comparações, especialmente em um cenário de exposição constante nas redes sociais. “A corrida precisa estar associada ao bem-estar e não à cobrança excessiva por performance. Cada pessoa possui limites físicos e emocionais diferentes, e respeitar esse processo é fundamental para que a prática continue sendo saudável”, conclui a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera.  



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

 

Você sabia que o Teste do Pezinho funciona de forma diferente para bebês prematuros?


Enquanto nos bebês nascidos a termo a triagem costuma se concentrar na coleta realizada entre 48 horas de vida e o 5º dia, nos prematuros são necessárias coletas adicionais e acompanhamento contínuo. Isso porque a imaturidade do organismo, o baixo peso, a alimentação ainda em adaptação, o uso de nutrição parenteral e transfusões de sangue podem interferir nos resultados e dificultar a identificação precoce de algumas doenças.

Por isso, a triagem em prematuros geralmente envolve uma sequência de coletas: a primeira entre 48 horas e o 5º dia de vida; a segunda entre o 7º e o 10º dia; a terceira aos 28 dias ou na alta hospitalar, o que ocorrer primeiro; e uma nova coleta por volta dos 120 dias, conforme protocolo e orientação médica. 

A ONG Prematuridade.com alerta que as recoletas são essenciais para garantir o diagnóstico precoce de doenças em bebês prematuros. A entidade está disponível para comentar o tema.


Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com

 

COPA DO MUNDO: Sarampo ameaça a visão

Magnific

. Sarampo pode se tornar epidêmico na COPA.

. A condição provoca intensa resposta inflamatória que está intimamente associada à  5  doenças oculares. 

 

Os três países que sediam a competição, EUA, Canadá e México, enfrentam surtos de sarampo.   Dados do CDC mostram que até 28 de maio do ano os EUA registraram 1983 casos ante 2288 em 2025. Pior, o CDC informa que nos EUA até os locais com boa cobertura vacinal podem ter pessoas não vacinadas que coloquem os turistas sem proteção vacinal em risco. No Brasil a doença está erradicada, mas o aumento da circulação internacional do vírus associado à Copa do Mundo exige vigilância redobrada. 

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, o cenário é preocupante. “O sarampo é considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do planeta. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para outras 18, afirma. Isso explica a estimativa OMS (Organização Mundial da Saúde) de 95 mil mortes/ano no mundo, a maioria de crianças com até cinco anos, que poderiam ser evitadas com a vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola.

 

Grupos de risco

Nem todos os infectados pelo sarampo apresentam o mesmo risco de perder a visão. Enquanto a maioria desenvolve apenas conjuntivite e sensibilidade à luz, outros sofrer complicações que atingem estruturas nobres do olho, como córnea, retina e nervo óptico. Os principais grupos de risco são: quem não é vacinado, crianças, idosos, imunossuprimidos, desnutridos, gestantes e pessoas com deficiência de vitamina A

 

Sintomas e como evitar a disseminação.

“O vírus do sarampo tem elevada afinidade com vias respiratórias, olhos e pele. Os primeiros sinais que denunciam a infecção são vermelhidão nos olhos e manchas brancas na mucosa bucal”, afirma.

Para evitar a disseminação do vírus, Queiroz Neto ensina observar se a criança fecha os olhos sob o sol e examinar a boca.  Caso apresente pequenos pontos brancos na mucosa das bochechas indicam sarampo. Para evitar a disseminação do vírus são necessárias medidas de isolamento: Interrupção temporária das aulas, atividades em grupo e separar todos os objetos de uso pessoal.  “As manchas vermelhas no rosto que se espalham pelo corpo só aparecem depois de 3 a 5 dias”, pontua.

 

Transmissão e riscos na gravidez

O sarampo é transmitido por gotículas de saliva durante a fala, espirro, respiração e tosse. O especialista que é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) recomenda às gestantes evitarem as aglomerações da Copa. Isso porque, o sarampo na gestação, pode cursar com aborto espontâneo e parto prematuro, condições perigosas à vida da mãe e do bebê. “Uma das consequências para a visão da criança é a retinopatia da prematuridade, doença que afeta os vasos da retina e pode levar a perda da visão”, pontua.  A prematuridade também interfere no desenvolvimento do olho, aumentando o risco de estrabismo ou olhos desviados, alta miopia e ambliopia ou olho preguiçoso, maior causa de cegueira monocular na infância, salienta o oftalmologista.

 

Outras doenças oculares

As principais doenças oculares decorrentes do sarampo, sintomas e riscos elencadas pelo oftalmologista são:

Conjuntivite: Surge no início do sarampo da maioria das pessoas e geralmente desaparece espontaneamente. Queiroz Neto recomenda usar óculos escuros no sol para reduzir o desconforto e passar por consulta para uma recomendação personalizada. Afinal, cada olho é único.

Ceratite é uma infecção da córnea.  Os sintomas incluem dor, vermelhidão, lacrimejamento, sensibilidade à luz visão turva temporária, mas pode levar à formação de cicatrizes e diminuição permanente da visão. Exige acompanhamento oftalmológico.

Cicatrizes na córnea ou úlceras são feridas abertas que podem aparecer como pontos brancos na parte frontal do olho e geralmente são tratadas com colírios antivirais ou antibióticos. Quando cicatrizam podem prejudicar a visão e causar cegueira.

Retinopatia embora rara, há casos em que o vírus do sarampo destrói a retina, parte posterior do olho que converte a luz em impulsos elétricos que vão para o cérebro. Pode causar perda de visão temporária e, em alguns casos, permanente. Em casos raros se desenvolve anos após a infecção por sarampo.

Neurite Óptica: Inflamação que afeta o nervo óptico onde são enviados sinais da parte posterior do olho para o cérebro. É relativamente rara, mas pode ocorrer em pacientes com sarampo que também desenvolvem encefalite, ou inchaço cerebral. Os casos agudos podem ser tratados com corticosteroides. A perda de visão causada pela neurite óptica pode ser temporária ou permanente.

 

Quem deve tomar a vacina

A recomendação do Ministério da Saúde é que todos os torcedores que têm viagem, programada aos países que sediam a Copa devem ser vacinados. Não devem tomar a vacina bebês com menos de 6 meses e adultos com mais de 50 anos.

Queiroz Neto ressalta que os olhos podem ser os primeiros a denunciar o sarampo e em muitos casos as últimas a se recuperar.

Por isso, a vacinação e o diagnóstico precoce continuam sendo as medidas mais eficazes para proteger não apenas seus olhos, mas a saúde coletiva, conclui.


Outono e inverno começam com alta de doenças respiratórias e maior risco para crianças

Médicos alertam para a rápida evolução dos quadros respiratórios infantis e dão orientações para reduzir riscos

 

 

A chegada do outono e do inverno costuma ser acompanhada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Neste ano, porém, o avanço dessas infecções começou antes do esperado. Dados divulgados em abril pelo boletim InfoGripe, da Fiocruz, já apontavam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país ainda nos primeiros meses de 2026. Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças, que tendem a sofrer mais com a circulação intensa de vírus respiratórios nesse período.


Segundo a Dra. Isabela Pires, médica e professora da pós-graduação em Pediatria da Afya Brasília, isso acontece porque as crianças ainda possuem o sistema imunológico em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, estão mais expostas em ambientes como escolas e creches. “Por estarem em contato com outras crianças por períodos maiores que quatro horas no mesmo ambiente e com menor circulação de ar nas salas durante o frio, as crianças acabam tendo uma sensibilidade maior aos vírus, principalmente aquelas com imunidade mais baixa”, explica.


A especialista alerta que sintomas aparentemente leves também merecem atenção, já que podem evoluir rapidamente nas crianças. “Coriza, tosse leve e cansaço podem passar de um quadro leve para moderado em questão de 12 a 24 horas, podendo sair de um tratamento domiciliar para a necessidade de internação e monitoramento hospitalar”, afirma. A médica destaca que sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, sonolência excessiva e recusa alimentar exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças menores ou com histórico de alergias e doenças respiratórias.


O Dr. Alexandre Martins, médico e professor de otorrinolaringologia na  Afya Centro Universitário Itaperuna, destaca que o clima frio e seco cria condições ainda mais favoráveis para a circulação dos vírus respiratórios. “No frio e na baixa umidade, os vírus sobrevivem mais tempo no ar e se espalham com mais facilidade. As partículas virais permanecem suspensas por mais tempo, aumentando o risco de transmissão, principalmente entre as crianças”, afirma.


Segundo o especialista, o ressecamento das vias respiratórias também reduz as defesas naturais do organismo. “O ar frio e seco resseca a mucosa do nariz e da garganta, que funciona como a primeira barreira de defesa do corpo. Com essa proteção reduzida, os vírus entram com mais facilidade. Em ambientes fechados e mal ventilados, o risco é ainda maior”, complementa.


O otorrinolaringologista acrescenta que hábitos simples dentro de casa podem fazer diferença na redução da transmissão. “Ventilar os ambientes, higienizar o nariz com soro fisiológico, evitar exposição ao cigarro e manter uma boa hidratação ajudam diretamente na saúde respiratória infantil”, orienta.


Além da atenção aos sintomas, os especialistas reforçam a importância da prevenção. Para a Dra. Isabela, manter a vacinação atualizada é uma das principais formas de proteção. “A prevenção envolve manter a vacinação em dia, tanto para doenças virais quanto bacterianas. As consultas regulares com o pediatra também são importantes para avaliar a necessidade de vitaminas ou outras medidas que possam ajudar na saúde da criança”, destaca.

 


7 cuidados importantes com crianças no outono e inverno para prevenir doenças respiratórias, segundo especialistas

  1. Mantenha a vacinação em dia, especialmente a vacina contra a gripe, quando indicada.
  2. Incentive a hidratação, oferecendo água ao longo do dia, mesmo sem a criança sentir sede.
  3. Ensine e reforce a higiene das mãos, principalmente após brincar, tossir ou antes das refeições.
  4. Ventile os ambientes diariamente, abrindo janelas mesmo nos dias frios, e evite locais fechados e sem circulação de ar.
  5. Higienize o nariz com soro fisiológico para ajudar a proteger e limpar as vias respiratórias.
  6. Cuide da alimentação, priorizando frutas, legumes e alimentos ricos em vitaminas para fortalecer a imunidade.
  7. Fique atento a sinais de alerta, como febre alta persistente, chiado no peito, dor de ouvido, dificuldade para respirar, cansaço excessivo ou prostração, buscando avaliação médica rapidamente.


Afya
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Greve geral em Portugal afeta voos entre Brasil e Lisboa

Especialista em Direito Aéreo Luiza Costa Russo explica que Código de Defesa do Consumidor é uma das ferramentas de respaldo ao passageiro brasileiro


Uma greve geral convocada para esta quarta-feira (3) em Portugal já impacta brasileiros que viajam entre o Brasil e o país europeu desde terça-feira (2).

Até o momento, quatro voos da companhia aérea Latam entre o Aeroporto de Guarulhos e Lisboa foram cancelados. São eles: LA8146 e LA8148, com saída de Guarulhos para Lisboa nesta terça (2); LA8147 e LA8149 com saída de Lisboa para Guarulhos na quarta-feira (3).

A advogada especialista em Direito Aéreo e Sócia da Gioppo & Conti, Luiza Costa Russo, explica que a legislação europeia trata a greve geral como um evento imprevisível e afasta a obrigação de compensação financeira automática. Tecnicamente, a companhia fica desobrigada de pagar. "Porém, essa lógica vale para o passageiro europeu, não para o brasileiro", diz.

"O passageiro brasileiro afetado contratou transporte sobre o guarda-chuva do Código de Defesa do Consumidor e da Resolução 400/2016, e esses instrumentos não funcionam da mesma forma que o direito europeu. A legislação brasileira diz que o fortuito externo não afasta a obrigação de levar o passageiro ao destino contratado, da mesma forma que ocorre na Europa. A greve aconteceu em Portugal. O contrato foi celebrado no Brasil. São dois ordenamentos jurídicos, e o brasileiro protege mais", explica Luiza.

A Resolução ANAC 400/2016, ressalta, obriga a companhia a oferecer três opções em caso de cancelamento: reacomodação em outro voo, reembolso integral ou remarcação sem custo, independentemente da causa. "Atraso superior a 4 horas no destino final abre caminho para indenização por danos morais. E bagagem extraviada tem base jurídica dupla: regulamento europeu mais Código de Defesa do Consumidor", conclui a advogada.


Faltam 10 dias para a estreia do Brasil na Copa: 10 motivos que fazem Santos ser uma cidade de Copa do Mundo


Dia 13 (sábado) o Brasil estreia na Copa do Mundo FIFA 2026, contra Marrocos e lembramos que Santos tem uma ligação histórica e importante com o evento. Destacamos 10, dos muitos, momentos que mostram essa conexão, que começa com o Rei Pelé e termina com Neymar Jr.

 

1. Pelé: o único tricampeão mundial da história

Santos é a cidade que revelou e abrigou o único jogador tricampeão da Copa do Mundo. Pelé conquistou os títulos de 1958, 1962 e 1970 e se tornou o maior símbolo do futebol mundial.

 

2. O Museu Pelé preserva a memória das Copas

Em maio de 2014, ano da Copa no Brasil, o Museu Pelé foi inaugurado oficialmente em Santos. O espaço no Centro Histórico da Cidade reúne um dos mais importantes acervos do futebol mundial, contando a trajetória do Rei e sua relação com os Mundiais. Uma verdadeira viagem pela história do esporte - lembrando que muitos dos capítulos mais importantes do Mundial começaram justamente em Santos, cidade onde o Rei construiu grande parte de sua carreira.

 

3. Santos foi a base da Seleção bicampeã em 1962

Na conquista do bicampeonato mundial no Chile, sete jogadores do Santos integraram a Seleção Brasileira: Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Eles formavam a espinha dorsal da equipe comandada por Aymoré Moreira. Um feito histórico que coloca o Santos FC entre os clubes mais influentes da história das Copas. Nenhum time brasileiro teve participação tão decisiva em uma campanha campeã do mundo.

 

4. Dois capitães campeões do mundo eram do Santos

Mauro Ramos de Oliveira ergueu a taça do bicampeonato em 1962. Oito anos depois, Carlos Alberto Torres levantou a Jules Rimet após liderar a histórica Seleção de 1970. Dois capitães campeões do mundo com DNA santista.

 

5. Pepe e Zito: bicampeões mundiais

Se Pelé é o único jogador do Mundo tricampeão, Santos tem outros dois jogadores bicampeões: Pepe, o Canhão da Vila, e Zito, o eterno capitão. Pepe conquistou os títulos de 1958 e 1962. Zito foi além: disputou três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1966), conquistou dois títulos e se tornou um dos maiores líderes da história da Seleção Brasileira.

 

6. Um dos gols mais bonitos da história das Copas nasceu dos pés de santistas

Na final da Copa de 1970, contra a Itália, Clodoaldo iniciou uma jogada histórica ao driblar quatro adversários no meio-campo. A bola passou por diversos jogadores até chegar a Pelé, que serviu Carlos Alberto Torres para marcar o quarto gol do Brasil. A jogada é considerada uma das mais perfeitas da história do futebol e simboliza o talento santista na maior seleção de todos os tempos.

 

7. Santos teve representantes nas maiores gerações campeãs do Brasil

Das conquistas de 1958, 1962 e 1970, o Santos FC foi protagonista absoluto da Seleção Brasileira, fornecendo jogadores decisivos e até capitães campeões do mundo. Pelé, Gylmar, Mauro, Zito, Pepe, Coutinho, Clodoaldo e Carlos Alberto Torres ajudaram a construir algumas das equipes mais marcantes da história das Copas. Poucos clubes no planeta tiveram tanta influência direta nos títulos mundiais de uma seleção quanto o Santos FC.

 

8. Santos recebeu México e Costa Rica na Copa de 2014

Durante o Mundial realizado no Brasil, em 2014, Santos foi escolhida como centro de treinamento e hospedagem das seleções do México e da Costa Rica, tornando-se uma das referências internacionais do torneio. Foi a única cidade que não era sede de partidas, a ter duas seleções. A seleção costarriquenha treinou na Cidade antes de protagonizar uma das maiores surpresas da Copa de 2014, chegando às quartas de final e eliminando seleções tradicionais do futebol mundial.

 

9. Neymar Jr recolocou Santos no centro do futebol mundial

Assim como Pelé em sua época, Neymar Jr projetou novamente o nome de Santos para o planeta. Revelado no Santos FC, disputou as Copas de 2014, 2018 e 2022 e segue como um dos maiores nomes da história recente da Seleção Brasileira.

 

10. A camisa 10 das Copas nasceu em Santos

Mais do que revelar Pelé, Santos ajudou a eternizar o número mais famoso do futebol. Foi vestindo a camisa do Santos FC que Pelé se transformou no maior jogador da história e fez da camisa 10 um símbolo mundial de talento, criatividade e liderança. Desde então, o número passou a ser um dos maiores ícones das Copas do Mundo, usado por craques de diferentes gerações e países.

 

VALE LEMBRAR QUE O SITE DA PREFEITURA DE SANTOS VEM REALIZANDO UMA SÉRIE SOBRE ESSA LIGAÇÃO - SANTOS NAS COPAS.

ACESSE: https://www.santos.sp.gov.br/?q=portal/santos-nas-copas

 

Semana do Meio Ambiente: Parque Ibirapuera tem programação gratuita para toda a família com oficinas e exposições

Divulgação Urbia
Além do Ibirapuera, a Urbia promove circuitos e atividades integradas em parques das zonas Leste, Norte e Oeste de São Paulo

 

Para celebrar a Semana do Meio Ambiente, neste início de junho, o Parque Ibirapuera preparou uma agenda especial e totalmente gratuita voltada para a valorização e proteção da flora paulistana. Gerido pela Urbia, o coração verde de São Paulo convida moradores e turistas a se conectarem com a natureza por meio de circuitos temáticos, oficinas práticas e dinâmicas educativas para todas as idades, consolidando-se como um roteiro imperdível para lazer e cultura na cidade. 

Entre os destaques da programação no Ibirapuera está o Circuito Temático Ambiental, que acontece na sexta-feira, 5 de junho, em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Sob a condução da equipe educativa, os visitantes farão uma caminhada pelas alamedas para descobrir curiosidades sobre as cerca de 500 espécies de árvores e arbustos do parque, encerrando a experiência com o plantio coletivo de uma nova muda arbórea. 

Já nos dias 6, 7 e 20 de junho, a Estação Biodiversidade: Cores e verdades sobre as plantas convida o público a colocar a "mão na massa" no parquinho em frente às quadras, ensinando técnicas científicas de exsicatas (amostra de planta ou alga que é prensada e em seguida seca numa estufa) e impressões botânicas. 

Ainda no Parque Ibirapuera, nos dias 6 e 7 de junho, a Mesa Expositiva: Mata Atlântica ocupará o espaço da Serraria, ao lado do Bosque da Leitura, das 9h às 11h. Crianças e adultos poderão interagir de perto com coleções didáticas compostas por folhas, madeiras e frutos de árvores nativas encontradas no próprio parque, tais como ibiratinga, cedro, jequitibá e mulungu. A atividade foi planejada para engajar a comunidade de forma leve e lúdica nos esforços locais e globais voltados para a conservação da biodiversidade urbana. 

Expandindo a conscientização ambiental, outros parques administrados pela Urbia espalhados por São Paulo também integram a programação especial da semana. Na Zona Leste, o Parque Lajeado promove o circuito autoguiado "Conexão Natureza" no dia 8 de junho, focado na observação de texturas e formas orgânicas. Na Zona Norte, o Parque Tenente Faria Lima realiza uma oficina de construção de filtros naturais no dia 6 de junho. Completando a agenda, nos dias 4 e 5 de junho, o Parque Jardim Felicidade, localizado na Zona Oeste, promove rodas de conversa, caminhadas ecológicas e dinâmicas criativas sobre reciclagem. 

Essas iniciativas reforçam o papel da Urbia como uma referência na gestão de espaços públicos, investindo continuamente em uma programação socioambiental integrada e de fácil acesso para a população. O sucesso desse modelo de gestão reflete-se diretamente no engajamento dos cidadãos: somente em 2025, as atividades educativas e culturais promovidas pela concessionária impactaram cerca de 200 mil pessoas, fortalecendo o vínculo comunitário e o respeito à preservação das áreas verdes da capital.

 

Serviço


Circuito Temático Ambiental (Ibirapuera):

05 de junho, sexta-feira, às 14h20.

Caminhada guiada com plantio de árvore ao final.

Ponto de encontro no Centro de Visitantes (próximo ao Planetário).

Atividade Gratuita.

 

Estação Biodiversidade (Ibirapuera):

06, 07 e 20 de junho, sábados e domingos, das 14h às 15h30.

Oficinas práticas de impressões botânicas e exsicatas.

Localizado no parquinho em frente às quadras esportivas.

Atividade Gratuita.

 

Mesa expositiva: Mata Atlântica (Ibirapuera):

06 e 07 de junho, sábado e domingo, das 9h às 11h.

Mostra didática interativa de folhas, madeiras e frutos nativos.

Na Serraria, ao lado do Bosque da Leitura (próximo ao portão 07).

Atividade Gratuita.

 

Guia Autoguiado “Conexão Natureza” (Parque Lajeado):

08 de junho, segunda-feira, das 10h às 11h.

Expedição inspirada em texturas e formas orgânicas da natureza.

Ponto de encontro na área multiuso do parque (Zona Leste).

Atividade Gratuita.

 

Oficina: Construindo um Filtro Natural (Parque Faria Lima):

06 de junho, sábado, das 13h às 14h.

Atividade prática de filtragem com materiais recicláveis e naturais.

Ponto de encontro na área do piquenique (Zona Norte).

Atividade Gratuita.

 

Dia Mundial do Meio Ambiente (Parque Jardim Felicidade):

04 de junho (9h às 11h) e 05 de junho (14h às 16h).

Rodas de conversa, caminhada ecológica guiada, dinâmica de reciclagem e plantio de árvore.

No espaço multiuso (Zona Oeste).

Atividade Gratuita.

 

Urbia Gestão de Parques
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