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domingo, 10 de maio de 2026

Mãe de pet também é mãe? O que as pesquisas dizem sobre se sentir mãe de pet

 

À medida que o Dia das Mães se aproxima, não é incomum ouvir a frase “mãe de pet também é mãe”. Para algumas pessoas, essa expressão simplesmente traduz como elas se sentem na relação com o seu animal. Para outras, provoca julgamento, já que pode soar como uma comparação com mães de filhos humanos. E, para outras ainda, não passa de uma frase leve ou engraçada.

 

Mas o que as pesquisas realmente dizem sobre pessoas que se identificam como pais ou mães de pet? Será que estão cruzando algum limite ou perdendo a noção das diferenças entre esses papéis? Por que algumas pessoas usam essa linguagem? E qual o impacto disso para o animal?

 

Não é novidade que, para muita gente, o pet é um membro da família. Em alguns casos, é até descrito como filho ou filha. As pessoas relatam como seus animais estão presentes na vida diária, em feriados, aniversários e outros rituais familiares importantes. Às vezes, quando perguntamos “você tem filhos?”, a resposta vem como “não, mas tenho pets”, ou “sim, tenho uma filha… e dois cachorros”, ou ainda “sim, um menino e uma gata”.

 

Essas definições de família variam e ajudam a construir um senso de pertencimento e identidade. Também expressam valores sociais e relacionais. Por exemplo, algumas pessoas que se identificam como mães de pet apresentam uma identidade de cuidado que, em certos aspectos, pode se assemelhar ao que vemos em relações humanas, de acordo com pesquisas de Lawson (2025) e Volsche (2018). Ao mesmo tempo, pessoas que já têm filhos também podem experimentar sentimentos maternais em relação aos seus pets (Laurence & Simpson, 2017).

 

Dito isso, o termo “mãe de pet” também levanta preocupações e debates. Parte dessas preocupações está relacionada ao bem-estar do animal. Algumas pessoas questionam se essa forma de se relacionar pode gerar impactos negativos. Pesquisas de Volsche (2018) e Barina Silvestre & Videla (2024) sugerem que desafios podem surgir quando há dificuldade em equilibrar as necessidades do animal com as necessidades da pessoa.

 

No entanto, esses mesmos estudos mostram que pessoas que se identificam como pais ou mães de pet geralmente têm clareza sobre o papel do animal em suas vidas. Não há, necessariamente, uma confusão. Como descreve Volsche (2018), o termo “pet parent” (mãe ou pai de pet) costuma ser usado para expressar proximidade emocional, e não para ignorar as necessidades do animal ou afirmar que os papéis de mãe e mãe de pet englobam exatamente as mesmas atividades de cuidado. Além disso, o termo em si não determina o quanto essas necessidades do animal são respeitadas. Não se trata de comparar, mas de traduzir um sentimento em relação ao pet.

 

Outros autores, como Paterson Engel (2019), utilizam o termo “peternal” (uma combinação de “pet” com “maternal”) para descrever mulheres que têm um vínculo muito próximo com seus animais. Em estudos com mulheres sem filhos, foram encontradas conexões emocionais profundas, mas também certa ambivalência, especialmente entre o desejo de cuidar e o desejo de manter a própria liberdade.

 

Ampliando essa discussão, alguns pesquisadores também abordam a linguagem utilizada pelas pessoas. Existe uma nuance importante. Muitas escolhem não usar o termo “mãe de pet” em determinados contextos sociais, tanto para evitar julgamentos quanto para não parecer que estão diminuindo ou simplificando a relação. Ao mesmo tempo, algumas se sentem desconfortáveis com expressões como “filho de quatro patas”, por entenderem que esses termos podem impactar negativamente a forma como o animal é percebido.

 

A verdade é que os animais têm ocupado um espaço cada vez maior na vida das pessoas. E, para quem se sente mãe de pet, celebrar o Dia das Mães pode fazer sentido. Muitas vezes, os sentimentos de cuidado não substituem outras relações, mas se estendem também ao vínculo com o animal.

 

Então, se identificar como “mãe de pet” faz mal para o animal? O que realmente importa é se as necessidades do animal estão sendo respeitadas. E aqui cabe um ponto essencial: se a ideia é cuidar, independentemente do termo utilizado, as necessidades do animal precisam ser a maior prioridade. Nesse sentido, a humanização do animal a qualquer custo pode ter um preço alto para o seu bem-estar. Por exemplo, vestir o pet de forma desconfortável, forçar situações para fotos ou ignorar sinais de estresse pode ser prejudicial. Mas isso não está diretamente relacionado ao termo, e sim à capacidade de amar o animal por quem ele é, em vez de tentar encaixá-lo em padrões humanos.

 

Algumas perguntas podem ajudar nessa reflexão:


Eu estou respeitando as necessidades do meu pet?


Estou projetando nele necessidades minhas?


Estou permitindo que ele seja simplesmente um animal? 


Se essas perguntas trazem algum incômodo, talvez algo precise ser revisto. Ainda assim, isso não está necessariamente ligado à terminologia.


Seria uma simplificação dizer que se chamar “mãe de pet”, por si só, é prejudicial para a pessoa ou para o animal. A questão é mais complexa do que isso. Como em muitos aspectos das relações entre humanos e animais, o ponto central é o equilíbrio. O animal não substitui relações humanas ou filhos, mas ocupa um lugar único. E, para muitas pessoas, esse lugar envolve respostas emocionais e até fisiológicas, que, em alguns aspectos, podem se aproximar das experiências de cuidado vivenciadas por mães no sentido clássico da palavra. 


Com o Dia das Mães se aproximando, que seja um dia feliz para todos aqueles que vivenciam papéis de cuidado, seja com animais ou com crianças. Não se trata de comparar ou competir, mas de reconhecer diferentes formas de cuidar.

 

Se é assim que você se sente cuidando do seu pet, ainda que internamente, silenciosamente, que este também possa ser um feliz Dia das Mães para você.

 

Renata Roma - psicoterapeuta e pesquisadora na University of Saskatchewan (Canadá). Ela é especialista na relação entre saúde emocional, infância e vínculos com animais e desenvolve pesquisas há mais de 10 anos sobre os benefícios (e desafios) das interações entre humanos e animais e host do podcast Mais que um Pet.


Casa com pets exige rotina reforçada de limpeza e cuidados específicos

Freepik 
Ambientes com pets exigem escolhas seguras na hora de limpar e desinfetar 

 

Manter a casa em ordem quando se tem animais de estimação vai muito além da estética, envolve a saúde de toda a família e o bem-estar dos pets. Pelos espalhados, odores, resíduos trazidos da rua e partículas invisíveis exigem uma rotina mais frequente e, principalmente, o uso de soluções adequadas que não ofereçam riscos. Nesse contexto, optar por itens específicos é o primeiro passo para garantir segurança e eficiência na higienização.

Na manutenção diária dos pisos, a recomendação é utilizar um limpador neutro ou com indicação voltada para lares com animais, evitando compostos agressivos como amônia, cloro em alta concentração e fragrâncias muito intensas. “O processo começa com a remoção dos pelos com vassoura ou aspirador, seguido da diluição conforme indicado no rótulo. Depois, deve-se aplicar com pano ou mop bem torcido, evitando excesso de umidade, e finalizar com a secagem natural antes da circulação do animal”, explica Danilo Griep, especialista em limpeza da Ecoville, maior rede de franquias de produtos de limpeza do Brasil, em Canguçu (RS).

Quando o assunto é cheiro, especialmente de urina, os eliminadores enzimáticos são os mais indicados, pois atuam diretamente na quebra das moléculas responsáveis pelo problema. O procedimento inclui retirar o excesso com papel absorvente, sem esfregar, aplicar a solução diretamente na área afetada, respeitar o tempo de ação e, se necessário, finalizar com pano úmido. “Esse cuidado evita que o pet volte ao mesmo local, já que elimina completamente o odor residual”, diz Griep.

Tapetes, sofás e camas dos animais também pedem atenção frequente, já que acumulam pelos, resíduos e cheiros com facilidade. A orientação é aspirar esses itens pelo menos duas vezes por semana e, em uma higienização mais profunda, utilizar um produto específico para tecidos. A aplicação deve ser feita com borrifador, distribuindo de maneira uniforme, deixando agir cerca de 10 minutos e, se necessário, usando um pano limpo ou escova macia para auxiliar na remoção. A secagem deve ocorrer em local ventilado.

A higienização dos potes de água e ração é outro ponto essencial, já que podem acumular bactérias rapidamente. A lavagem deve ser diária, com detergente neutro, seguida de enxágue abundante para eliminar qualquer resíduo. Já áreas externas, como quintais e varandas, pedem desinfetantes próprios para locais com animais. “Para uma higienização eficiente, remova a sujeira sólida, lave com água e aplique um limpador concentrado com ação desinfetante e eliminador de odores, sempre diluído conforme orientação do fabricante. Após o tempo de ação, enxágue bem antes de liberar o espaço para os pets”, orienta Griep.

Além da escolha adequada dos itens, a frequência dos cuidados é determinante para manter o equilíbrio do espaço. “Ambientes com animais exigem manutenção constante para evitar o acúmulo de resíduos e a proliferação de microrganismos. Pequenas ações diárias, combinadas com uma higienização mais completa semanal, ajudam a preservar a saúde dos pets e o bem-estar da família”, finaliza o especialista da Ecoville.

 

Emagreci… e agora odeio meu corpo: o efeito que ninguém conta depois da bariátrica

Após grandes perdas de peso, pacientes enfrentam excesso de pele, flacidez severa e impactos físicos e emocionais que muitas vezes não são discutidos antes da cirurgia

 

Durante muito tempo, a cirurgia bariátrica foi tratada como o ponto final da transformação. A ideia parecia simples: perder peso significava resolver o problema. Mas, para milhares de pacientes, especialmente após grandes emagrecimentos, a realidade mostra que o processo está longe de terminar ali. 

Depois da perda acelerada de peso, surge um novo desafio: o chamado “efeito rebote estético”, marcado pelo excesso de pele, flacidez intensa, alterações no contorno corporal e um impacto emocional que pode ser tão profundo quanto o próprio processo de emagrecimento. 

O recente debate em torno da influenciadora Thaís Carla e sua cirurgia bariátrica reacendeu esse assunto e trouxe à tona uma questão importante: emagrecer nem sempre significa se reconhecer no espelho.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Luiz Anizio Wanna, esse é um tema que ainda é pouco falado de forma honesta. 

“Muitas pessoas acreditam que a bariátrica encerra a transformação, mas para muitos pacientes ela é apenas o início de uma nova fase. O corpo muda rapidamente, mas a pele nem sempre acompanha essa mudança”, explica.

 

Quando a pele não acompanha o novo corpo

Após perdas significativas de peso, seja por cirurgia bariátrica, uso de medicações para emagrecimento ou mudanças intensas de estilo de vida, o organismo passa por uma transformação brusca. A gordura diminui, mas a pele, que ficou distendida por anos, muitas vezes não consegue retornar ao seu estado anterior. 

O resultado aparece em regiões como:

  • abdômen
  • braços
  • mamas
  • coxas
  • costas
  • rosto
  • pescoço 

Além da questão estética, o excesso de pele pode gerar assaduras frequentes, dificuldade de higiene, dores posturais, limitação de movimento e até infecções recorrentes. 

“Não estamos falando apenas de aparência. Em muitos casos, o excesso de pele afeta mobilidade, autoestima e qualidade de vida. Existem pacientes que conseguem emagrecer, mas continuam presos a um desconforto físico e emocional muito grande”, afirma o especialista.

 

O impacto psicológico que quase ninguém menciona

Um dos pontos mais delicados do pós-bariátrica é a frustração emocional. Muitos pacientes esperam que, após emagrecer, finalmente irão se sentir bem com o próprio corpo e nem sempre isso acontece de imediato.

A flacidez severa e o excesso de pele podem gerar uma nova insatisfação corporal, muitas vezes silenciosa. 

Estudos publicados no Obesity Surgery Journal mostram que pacientes submetidos à bariátrica frequentemente relatam melhora na saúde metabólica, mas também enfrentam desafios importantes relacionados à autoimagem e adaptação psicológica ao novo corpo. 

“O paciente perde peso, mas muitas vezes ainda não se sente livre. Ele melhora clinicamente, mas ainda sente vergonha de se expor, de usar determinadas roupas ou até de viver relações afetivas com segurança”, explica Dr. Luiz Wanna.  

A cirurgia reparadora entra como continuação do tratamento

É nesse momento que entram as chamadas cirurgias reparadoras ou reconstrutivas pós-bariátricas. 

Abdominoplastia, mastopexia, lifting de braços, lifting de coxas e remodelações faciais passam a fazer parte de uma nova etapa: não mais emagrecer, mas reconstruir. Segundo o médico, essas cirurgias não devem ser vistas como vaidade, mas como continuidade terapêutica.

A cirurgia plástica pós-bariátrica não é luxo. Em muitos casos, ela devolve funcionalidade, conforto e dignidade. O paciente não busca perfeição, busca pertencimento ao próprio corpo. 

A indicação, no entanto, exige planejamento. O ideal é que o peso esteja estabilizado, que exames nutricionais estejam controlados e que o organismo esteja preparado para um novo procedimento cirúrgico. 


O rosto também emagrece e envelhece

Outro efeito muito comum após grandes perdas de peso é o envelhecimento facial acelerado. 

Com a redução brusca da gordura facial, muitos pacientes passam a apresentar:

  • aspecto cansado
  • sulcos mais profundos
  • perda de sustentação
  • flacidez no pescoço
  • aparência de envelhecimento precoce 

Esse fenômeno tem se tornado ainda mais frequente com o crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras. 

“A pessoa emagrece no corpo e, às vezes, se assusta com o reflexo no rosto. A perda de volume facial pode gerar uma sensação de envelhecimento importante, e isso também precisa ser tratado com estratégia”, explica o cirurgião. 

Nesses casos, técnicas como enxerto de gordura autóloga, lifting facial e estímulos regenerativos com bioestimuladores e lasers podem ajudar a devolver naturalidade e equilíbrio. 


O erro de tratar a bariátrica como linha de chegada

O cirurgião plástico Dr. Luiz Anizio Wanna conclui: “o maior problema, segundo especialistas, é vender a ideia de que a bariátrica resolve tudo sozinha. Ela salva vidas, melhora diabetes, reduz hipertensão e transforma indicadores metabólicos, mas não encerra o processo de reconstrução física e emocional.” 


No fim, a discussão vai além da estética. 

Trata-se de devolver ao paciente não apenas um corpo mais leve, mas um corpo habitável. Um corpo em que ele consiga viver com conforto, segurança e autoestima. Porque, para muitos pacientes, emagrecer foi só o começo. O verdadeiro processo começa quando finalmente surge a pergunta mais difícil: “Agora que eu perdi o peso… como eu volto a me reconhecer?”

E, muitas vezes, essa resposta não está na balança, está na reconstrução.

 

Dr. Luiz Anizio Wanna - CRM 74.219 - Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sócio fundador do Instituto Wanna, formado na Faculdade de Medicina de Vassouras (RJ). Possui Curso de Emergência Cirúrgica e de Médico Perito Examinador de Trânsito. Atuação em hospitais como: Stella Maris de Guarulhos (SP), Instituto de Pesquisa Médico Científica de São Bernardo do Campo (SP), Hospital Regional Dr. Vivaldo Martins Simões – Osasco (SP) e outros, além de participar de cursos e simpósios nacionais e internacionais.



Maternidade, estresse e pele: como as emoções impactam a saúde dermatológica das mães

Sociedade Brasileira de Dermatologia explica como a sobrecarga emocional pode refletir na pele e dá dicas de cuidados simples para a rotina corrida 

 

A maternidade é frequentemente associada a afeto e realização, mas também traz desafios intensos que impactam diretamente o corpo, inclusive a pele. Neste mês em que é celebrado o Dia das Mães, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para a relação entre a pele e a saúde emocional.

“Ser mãe é maravilhoso, mas o estresse e a sobrecarga emocional, tão presentes na rotina materna, podem ter efeitos diretos na saúde da pele”, explica a dermatologista Juliana Mendonça, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD.

Segundo a especialista, o estresse interfere diretamente no funcionamento do organismo e pode desencadear ou agravar problemas dermatológicos. “O estresse pode aumentar a secreção das glândulas sebáceas, piorando a acne, e também aumenta a chance de manipularmos a pele, dando aquela “cutucadinha”, o que acaba causando inflamações e até cicatrizes”, explica a dermatologista Juliana Mendonça.

Além da acne, outras condições também são comuns nesse contexto: “Alergias, dermatite de contato, dermatite seborreica, rosácea, queda de cabelo, olheiras, entre outras. A ansiedade, estresse, privação do sono e alimentação inadequada causada pela correria podem ser fatores desencadeantes destas doenças”, destaca a médica.

Ela alerta ainda que os impactos vão além da estética. “A privação do sono aumenta a chance de doenças mentais, como ansiedade e depressão, piora o sistema imunológico, desregula hormônios e aumenta o risco de doenças como obesidade, pressão alta e diabetes tipo 2”, ressalta.


Psicodermatologia e cuidado integral 

Nesse cenário, a psicodermatologia surge como uma abordagem essencial, integrando saúde mental e cuidados com a pele.

“Muitas vezes, os pacientes procuram melhorar acne ou dermatites, e durante a consulta percebemos que é necessário um cuidado multidisciplinar. É aí que entra o olhar da psicodermatologia”, explica Dra. Juliana Mendonça.

A especialista ressalta que sinais simples podem indicar a necessidade de atenção emocional, como a própria falta de cuidado consigo mesma, que já representa um sinal de alerta para cuidar do psicológico.

“Nós mulheres temos várias fases de vida, e há períodos em que temos pouco tempo para nos cuidarmos. Uma rotina de skincare simples ajuda bastante, como: sabonete adequado, hidratante com protetor solar, creme para a área dos olhos, se necessário, e um produto multifuncional à noite. Isso já é suficiente”, orienta a especialista.

Mais do que estética, Dra. Juliana destaca que o recado é sobre equilíbrio e realismo. “Muitas mulheres sofrem grande pressão para dar conta de tudo, ser a melhor mãe, profissional, estar bonita e saudável. Isso não é fácil. Em períodos com muitas atividades, o melhor é focar no básico que funciona”, conclui. 

Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.


SBCD alerta para impacto das canetas emagrecedoras na saúde da pele, unhas e cabelos

Especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica explicam os efeitos da perda de peso acelerada na saúde cutânea e reforçam a importância de acompanhamento médico

 

O aumento pela procura por medicamentos para perda de peso com resultados rápidos acende um novo ponto de atenção nos consultórios dermatológicos: os reflexos do emagrecimento para a saúde da pele, dos cabelos e das unhas. 

De acordo com Anna Cecília Andriolo, dermatologista especialista em doenças do cabelo e do couro cabeludo e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), embora essas medicações, como as famosas “canetas emagrecedoras”, sejam eficazes no controle do apetite e contribuam para a redução de peso, é a velocidade desse processo que acende o alerta clínico. 

“Quando há uma mudança brusca, o organismo pode reagir com sinais que se manifestam justamente nos tecidos mais sensíveis às variações nutricionais e metabólicas”, explica. 

Entre as manifestações mais comuns está a queda difusa de cabelo, conhecida como eflúvio telógeno, condição geralmente temporária, associada a estresse físico e a mudanças importantes no organismo. O quadro pode estar relacionado tanto à perda de peso acelerada quanto a desequilíbrios nutricionais. “A redução significativa de peso pode levar à deficiência de nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B, vitamina D e zinco, comprometendo o crescimento e a resistência dos fios”, reforça Andriolo.
 

Cuidados com a pele 

Esse mesmo cenário também pode afetar a qualidade da pele, que tende a apresentar ressecamento e perda de viço, além de alterações nas unhas, que podem se tornar mais frágeis e crescer de forma mais lenta. “As unhas são estruturas sensíveis que respondem rapidamente a desequilíbrios internos e agressões externas. Qualquer mudança persistente merece atenção”, explica Nilton Gioia, dermatologista e membro da SBCD. 

Esses sinais não estão diretamente ligados ao uso da medicação, mas às adaptações do organismo diante da perda de peso acelerada. Além das alterações que podem aparecer em cabelos, pele e unhas, o emagrecimento rápido também pode afetar a estrutura do rosto, com redução da gordura de sustentação e perda de colágeno. Como consequência, podem surgir flacidez e perda de volume facial. “Em alguns casos, preenchimentos e bioestimuladores podem ser indicados já no início do processo para preservar a estrutura de suporte da pele, minimizar esses impactos e evitar procedimentos mais agressivos no futuro, como cirurgia plástica”, explica Sylvia Ypiranga, dermatologista e membro da SBCD. 

“É importante observar a pele regularmente e, ao notar mudanças como ressecamento intenso, perda de elasticidade, flacidez ou manchas, buscar avaliação com um dermatologista”, orienta. 

Diante da alta procura por estratégias de emagrecimento rápido, a orientação é clara: o processo deve ser com acompanhamento médico, que garanta não apenas os resultados esperados, mas também a preservação da saúde da pele, dos cabelos e das unhas ao longo do tratamento.
 

Como escolher um médico habilitado 

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). 

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui! 

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD 

 

Cinco sinais de que já é hora de considerar a plástica no pescoço

Procedimento que atua em camadas profundas ganha espaço entre pacientes mais jovens e reforça nova abordagem no rejuvenescimento facial 

 

O envelhecimento do pescoço deixou de ser tratado apenas em fases avançadas da vida e passou a ocupar papel central nas decisões estéticas. Dados recentes da International Society of Aesthetic Plastic Surgery indicam que o Brasil permanece entre os maiores mercados globais de cirurgia plástica, com crescimento na busca por técnicas estruturais que priorizam a naturalidade e a durabilidade dos resultados. Em 2025, especialistas observam um aumento na procura por procedimentos como o Deep Necklift entre pacientes na faixa dos 30 e 40 anos, incluindo homens e mulheres que buscam prevenir ou corrigir sinais iniciais de envelhecimento.

Dra. Danielle Gondim, cirurgiã plástica, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que a mudança está ligada à evolução do entendimento sobre o envelhecimento facial. “O pescoço é uma das regiões que mais evidenciam a idade porque sofre com perda de sustentação profunda. Hoje não tratamos apenas a pele, mas toda a estrutura que sustenta essa região”, explica.

O Deep Necklift segue a lógica das técnicas modernas de rejuvenescimento, atuando em planos profundos para reposicionar músculos e gordura, além de redefinir o contorno cervical. Diferentemente de abordagens superficiais, a proposta é restaurar a anatomia de forma mais precisa e duradoura.

Segundo a especialista, a antecipação do procedimento em alguns casos pode trazer vantagens relevantes. “Quando indicamos no momento certo, antes de uma flacidez muito avançada, conseguimos resultados mais naturais e duradouros, com menor necessidade de correções futuras”, afirma.

Entre os benefícios para homens e mulheres que realizam o procedimento antes dos 45 ou 50 anos estão a preservação da definição da mandíbula, a prevenção do acúmulo de gordura abaixo do queixo e a manutenção do contorno cervical ao longo do tempo. Pacientes mais jovens tendem a apresentar melhor qualidade de pele e tecidos, o que favorece a recuperação e a estabilidade do resultado. “Não se trata de antecipar por estética, mas de atuar quando há indicação estrutural”, explica.


Quando considerar o procedimento e como definir o momento ideal

A ideia de que a cirurgia no pescoço deve ser realizada apenas após os 50 ou 55 anos ainda é comum, mas não encontra respaldo na prática clínica atual. A indicação depende mais das alterações estruturais do que da idade cronológica. “Existe um mito de que esses procedimentos são indicados apenas em fases mais avançadas. Na prática, vemos pacientes mais jovens com sinais importantes no pescoço que se beneficiam muito da abordagem correta”, afirma.

A especialista reforça que o equilíbrio na decisão é essencial. “Nem sempre quanto antes melhor, mas também não faz sentido esperar uma piora significativa. O ideal é intervir quando os sinais começam a impactar a harmonia facial”, diz.


O que avaliar antes de realizar a cirurgia

A decisão pelo procedimento deve considerar fatores clínicos e estruturais. Avaliação individualizada, qualidade da pele, histórico de saúde e expectativa do paciente são determinantes para o planejamento.

“Cada paciente tem uma anatomia e um padrão de envelhecimento. A indicação precisa ser personalizada para garantir naturalidade e segurança”, explica.


Tempo de recuperação e cuidados no pós-operatório

O período de recuperação varia, mas, em geral, o retorno gradual às atividades ocorre entre duas e três semanas. Nos primeiros dias, é comum a presença de inchaço e sensibilidade na região.

Atividades físicas intensas, exposição solar direta e movimentos bruscos do pescoço devem ser evitados nas primeiras semanas. O acompanhamento médico e o cumprimento das orientações são fundamentais para o resultado.

“O pós-operatório é parte essencial do tratamento. Quando bem conduzido, contribui diretamente para a qualidade e durabilidade do resultado”, afirma.


Resultados que reforçam a tendência

Relatos de pacientes ajudam a ilustrar o impacto da técnica quando bem indicada. Um dos casos é o de Henrique Gomes, que destaca a naturalidade do resultado. “Muito satisfeito com o resultado, que apresenta um aspecto natural e equilibrado. A atenção e o profissionalismo fazem toda a diferença”, afirma.

Giselly Romano Marinho também relata a experiência após o procedimento. “O resultado superou as minhas expectativas. O atendimento da equipe e o acompanhamento no pós-operatório foram diferenciais”, diz.

Já Ricardo Medeiros, 58 anos, destaca a evolução ao longo do tempo. “Um ano após o procedimento, sinto-me satisfeito pela naturalidade e pela estética alcançada. Houve um impacto direto na forma como me vejo”, afirma.

A percepção de segurança e confiança também aparece entre pacientes mais jovens. “A cirurgia atendeu às minhas expectativas e a equipe foi bastante atenciosa. É importante se sentir segura quando se tem profissionais qualificados”, relata Ana David.


A especialista aponta cinco sinais que indicam a necessidade de avaliação cirúrgica

Antes de optar por qualquer intervenção, é importante observar sinais consistentes que indicam alteração estrutural na região cervical. Entre os principais estão:

- Perda de definição do contorno da mandíbula

- Acúmulo de gordura abaixo do queixo

- Presença de bandas ou cordas visíveis no pescoço

- Flacidez que não responde a tratamentos não cirúrgicos

- Desarmonia entre face e pescoço, com aspecto envelhecido na região cervical

“Esses sinais mostram que o envelhecimento já não é apenas superficial. Nesses casos, procedimentos não invasivos tendem a ter efeito limitado”, conclui.



Dra. Danielle - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no renomado Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou diversos fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo os centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri.

 

Seu treino está pesado demais ou leve demais? Descubra o ponto ideal

Controlar a intensidade do treino pode parecer um detalhe técnico mas, na prática, é um dos fatores que mais determinam se o esforço vai gerar resultado ou frustração. Em meio à busca por desempenho, emagrecimento ou definição muscular, muita gente ainda associa intensidade apenas a “treinar pesado” ou sair exausto da academia. A realidade, porém, é mais estratégica do que isso. 

A intensidade é, essencialmente, o nível de esforço aplicado em um exercício, e pode ser medida de diferentes formas, como carga na musculação ou frequência cardíaca em atividades aeróbicas. Mais do que um número, ela define o estímulo que o corpo recebe e, consequentemente, como ele vai responder. “A intensidade é uma das variáveis mais importantes para o controle e a evolução dos resultados no treino”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica. 

O problema é que, na prática, esse controle costuma falhar. Um dos erros mais comuns é treinar sempre abaixo da capacidade real. Na musculação, por exemplo, séries com 8 a 12 repetições só são efetivas quando realmente levam o músculo próximo da fadiga, caso contrário, o estímulo é insuficiente para gerar adaptação. 

“Se a pessoa consegue ir muito além do número de repetições proposto, é sinal de que a intensidade está baixa, e isso compromete diretamente os resultados”, explica o especialista da Cia Athletica. 

No outro extremo, também há risco. Intensidade alta demais, sem controle ou recuperação adequada, pode levar ao excesso de treino, queda de performance e até lesões. Estudos mostram que manter o esforço sempre elevado aumenta o risco de fadiga acumulada, enquanto treinos bem dosados melhoram a eficiência e a evolução física. 

“Não é sobre treinar mais forte o tempo todo, mas sobre treinar na intensidade certa para cada momento e objetivo”, reforça Cacá. 

Esse equilíbrio fica ainda mais evidente quando se considera que intensidade não é fixa, ela deve variar de acordo com o perfil, o nível de condicionamento e até a idade. Em pessoas mais velhas, por exemplo, o mesmo parâmetro de esforço pode representar cargas completamente diferentes para o organismo, exigindo ainda mais atenção na prescrição. 

Outro ponto pouco explorado é que intensidade não significa apenas monitorar a carga ou velocidade. A percepção de esforço, a respiração e até a capacidade de falar durante o exercício são indicadores relevantes para ajustar o treino na prática. Isso torna o processo mais acessível, e menos dependente de tecnologia, desde que haja consciência corporal e orientação adequada. 

No fim das contas, controlar a intensidade é o que transforma um treino comum em um treino eficiente. “Mais do que intensidade máxima, o que gera resultado é intensidade adequada, aplicada com consistência, propósito e progressão. É esse equilíbrio que sustenta não só a performance, mas também a saúde a longo prazo”, finaliza o profissional da Cia Athletica


Companhia Athletica
Mais informações: Link


Quando dizer ‘não’ ao paciente vira a decisão mais responsável na estética


Créditos: @kimkardashian @kyliejenner
CO Assessoria
Inspiradas por corpos como os de Kim Kardashian e Kylie Jenner, pacientes chegam com padrões prontos aos consultórios, mas especialistas alertam que a recusa pode ser a decisão mais responsável


A influência estética de celebridades sobre o público atingiu um novo nível nos últimos anos, levando pacientes a chegarem aos consultórios com referências visuais já definidas e expectativas muitas vezes desconectadas da própria realidade corporal. Esse cenário tem provocado uma mudança na atuação médica, que passa a incluir com mais frequência a recusa de procedimentos sem indicação adequada.

Para o médico Roberto Chacur (CRMRJ 95368), criador da GoldIncision, o principal desafio está na condução dessas expectativas. Segundo ele, padrões difundidos por figuras públicas ignoram fatores essenciais como anatomia, proporção e histórico individual, o que torna inviável a reprodução de determinados resultados.

Ele afirma que a decisão de não realizar o procedimento passou a fazer parte da prática clínica. “Existe uma diferença clara entre o que o paciente quer e o que o corpo dele permite. Quando essa conta não fecha, o mais correto é não fazer”, diz.

Chacur relata que já recusou atendimentos mesmo diante de alto interesse financeiro. “Já recusei pacientes dispostos a pagar qualquer valor. Quando sei que o resultado não será adequado, realizar o procedimento é assumir um erro desde o início.” O movimento ganha força diante do aumento de pacientes insatisfeitos não pela execução, mas pela indicação equivocada. Em muitos casos, a decisão inicial, influenciada por comparação com celebridades ou tendências digitais, acaba sendo o principal fator de frustração.

Para Nívea Bordin Chacur, CEO das clínicas Leger, esse contexto exige uma abordagem mais criteriosa. “Muitos pacientes chegam com expectativas construídas fora do consultório. Quando isso não é ajustado, o resultado dificilmente atende. O não passa a ser parte do cuidado”, afirma. Ela explica que a recusa, quando bem fundamentada, fortalece a confiança. “Quando existe clareza na decisão, o paciente percebe que há critério. Isso reduz o risco de arrependimento.”

Outro ponto relevante é a pressa. A busca por resultados imediatos, muitas vezes influenciada por redes sociais, reduz o tempo de análise e aumenta a probabilidade de escolhas inadequadas. Na prática, dizer não envolve uma avaliação que vai além da técnica, incluindo motivação e contexto do paciente. “Quando o pedido nasce de comparação, nenhum resultado será suficiente”, conclui Chacur.


A banalização dos procedimentos estéticos


A crescente popularização dos procedimentos estéticos, impulsionada principalmente pelas redes sociais, tem gerado preocupação entre especialistas. O cirurgião plástico Dr. Alexandre Kataoka faz um alerta sobre a forma como técnicas, resultados e até decisões médicas vêm sendo apresentados ao público. 

Segundo o médico, um dos principais problemas atuais é a disseminação de modismos dentro da cirurgia plástica, como no caso do chamado deep plane, técnica de lifting facial que passou a ser amplamente divulgada como solução universal. “Criou-se a ideia de que é a melhor técnica para todos os pacientes, o que não é verdade. Existe indicação, mas não é para todo mundo”, explica. 

De acordo com Kataoka, a influência digital tem levado pacientes a chegarem aos consultórios já determinados a realizar procedimentos específicos, muitas vezes sem a devida avaliação individual. “As pessoas estão buscando a ‘melhor técnica’ com base no que veem na internet, mas, na medicina, não existe solução única”, afirma. 

Outro ponto destacado pelo especialista é o impacto do excesso de procedimentos minimamente invasivos, como preenchimentos, bioestimuladores e fios, na realização de cirurgias futuras. “Esses produtos podem gerar fibrose e alterar a anatomia da face, tornando a cirurgia mais complexa, com maior sangramento e um pós-operatório mais difícil”, explica. 

Além das questões técnicas, o médico também critica a forma como a cirurgia plástica vem sendo divulgada nas redes sociais. Para ele, há uma banalização perigosa da prática médica, muitas vezes focada exclusivamente em resultados estéticos ideais. “Só se mostra o lado bonito. Não se fala de complicações, que existem, mesmo que em pequena porcentagem”, alerta. 

Kataoka ressalta que a medicina envolve riscos e imprevisibilidades, e que promessas de resultados perfeitos são incompatíveis com a prática ética. “Não é possível garantir resultado para todos os pacientes. O compromisso do médico deve ser com o acompanhamento e a resolução de possíveis complicações”, afirma. 

O especialista também chama atenção para o papel da publicidade e da influência digital na escolha de profissionais. Segundo ele, muitos conteúdos publicados nas redes envolvem parcerias e interesses comerciais que nem sempre ficam claros para o público. “Estão vendendo procedimentos estéticos de forma inadequada, o que pode levar a decisões mal informadas”, diz. 

Diante desse cenário, o cirurgião reforça a importância de uma avaliação criteriosa e individualizada, além de uma comunicação transparente entre médico e paciente. “A cirurgia plástica deve ser tratada com seriedade. Não é tendência, não é moda, é medicina”, conclui.

 

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.


Conheça as cinco cirurgias plásticas mais procuradas no inverno

Estação mais fria do ano favorece recuperação, reduz inchaço e garante mais conforto no pós-operatório, tornando-se a preferida para quem deseja investir no contorno corporal

O sucesso da cirurgia plástica depende de avaliação individualizada, escolha de um profissional qualificado e cumprimento rigoroso das orientações médicas 

 

O inverno é considerado por muitos cirurgiões plásticos a melhor época do ano para a realização de procedimentos estéticos, especialmente aqueles voltados ao contorno corporal. As temperaturas mais amenas contribuem diretamente para um pós-operatório mais confortável, além de favorecerem a recuperação e os resultados a longo prazo.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Raphael Alcalde, da Visage Clinique e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), fatores fisiológicos e comportamentais tornam essa estação especialmente indicada para quem planeja realizar uma cirurgia plástica.

“O clima mais frio ajuda na redução do inchaço e proporciona mais conforto durante o uso das malhas compressivas, que são essenciais no pós-operatório. Além disso, há menor exposição solar, o que contribui para uma cicatrização mais segura e com melhor resultado estético”, explica o especialista.


Entre as principais vantagens da estação, destacam-se:

  • Menor inchaço (edema): As temperaturas mais baixas ajudam a controlar a inflamação e a retenção de líquidos, comuns após procedimentos como a lipoaspiração.
  • Mais conforto no pós-operatório: O uso contínuo de cintas modeladoras, faixas e sutiãs cirúrgicos se torna mais tolerável no frio.
  • Melhor cicatrização: A menor exposição ao sol reduz o risco de manchas e complicações nas cicatrizes.
  • Facilidade para repouso: O clima favorece permanecer em casa, respeitando o período de recuperação.
  • Planejamento para o verão: Ao realizar a cirurgia no inverno, o paciente tem tempo adequado para recuperação completa até a chegada das temperaturas mais altas.

    Procedimentos mais indicados no inverno
    Segundo o Dr. Raphael Alcalde, alguns procedimentos são especialmente procurados nesta época do ano devido às exigências do pós-operatório e ao tempo necessário de recuperação:
  • Lipoaspiração: indicada para remoção de gordura localizada e remodelação corporal.
  • Abdominoplastia: recomendada para retirada de excesso de pele e flacidez abdominal.
  • Mamoplastia (aumento, redução ou mastopexia): procedimentos que exigem uso prolongado de sutiã cirúrgico.
  • Lipo HD (lipoaspiração de alta definição): técnica que evidencia a musculatura corporal.
  • Cirurgias combinadas (como Mommy Makeover): associação de procedimentos, que requer recuperação mais cuidadosa.

“O inverno permite que o paciente passe pelo período mais delicado da recuperação com mais conforto e discrição, além de chegar ao verão com resultados já consolidados”, reforça o médico.

Apesar das vantagens da estação, o especialista ressalta que o sucesso da cirurgia plástica depende de avaliação individualizada, escolha de um profissional qualificado e cumprimento rigoroso das orientações médicas no pré e pós-operatório. “Mais do que escolher a época do ano, é fundamental que o paciente esteja preparado física e emocionalmente, e que o procedimento seja realizado com segurança e responsabilidade”, conclui.


Dr. Raphael Alcalde - Cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência, especialista e membro da Visage Clinique e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Atua com foco em contorno corporal e cirurgia reparadora, com MBA em Gestão Hospitalar e sólida experiência em urgência e emergência. É reconhecido pela precisão cirúrgica e pela abordagem ética e humanizada em seus atendimentos.


Cinco segredos para equilibrar hormônios e emagrecer com saúde

Com uma abordagem integrada e personalizada, especialista explica como pequenas mudanças podem transformar o metabolismo, a energia e a relação com o próprio corpo

 

Cansaço constante, dificuldade para perder peso, alterações de humor e a sensação de que o corpo não responde mais como antes. Esses sinais, cada vez mais comuns entre mulheres de diferentes idades, podem estar diretamente ligados ao desequilíbrio hormonal, um fator muitas vezes negligenciado quando o assunto é emagrecimento. E os números ajudam a explicar esse cenário: segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, 68% da população brasileira já vive com excesso de peso, sendo 31% com obesidade, com projeção de crescimento nos próximos anos. 

Para o médico Igor Trotte, ginecologista com atuação também em endocrinologia e nutrologia, o primeiro passo é mudar o olhar sobre o próprio corpo. “Não se trata apenas de emagrecer, mas de entender como o organismo funciona. Quando os hormônios estão em equilíbrio, o corpo responde melhor e o processo se torna mais natural”, explica. 

A seguir, o especialista aponta cinco caminhos essenciais para quem busca resultados consistentes e duradouros:
 

1. Equilíbrio hormonal é ponto de partida

Hormônios desregulados impactam diretamente o metabolismo, o apetite, o sono e até o armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal. Alterações em estrogênio, progesterona, tireoide e insulina, por exemplo, podem desacelerar o organismo e dificultar a perda de peso, mesmo com dieta e exercício. “Quando há indicação, a reposição hormonal pode ser uma aliada importante para restaurar esse equilíbrio e melhorar não só o metabolismo, mas também disposição e qualidade de vida”, afirma.
 

2. Sono de qualidade transforma o metabolismo
Dormir bem não é luxo, é estratégia metabólica. Durante o sono, o corpo regula hormônios essenciais como a leptina (saciedade) e a grelina (fome). Noites mal dormidas aumentam o apetite, especialmente por alimentos mais calóricos, e reduzem a capacidade do organismo de queimar gordura. Além disso, o sono insuficiente eleva o cortisol, hormônio do estresse, que também favorece o acúmulo de gordura.
 

3. Alimentação precisa ser sustentável
Mais do que seguir dietas restritivas, o ideal é construir uma rotina alimentar equilibrada e possível de manter. Restrições excessivas podem até gerar resultados rápidos, mas tendem a desregular o metabolismo e aumentar as chances de efeito rebote. “O melhor plano alimentar é aquele que a paciente consegue sustentar no longo prazo, respeitando sua rotina e suas preferências”, destaca. A chave está na constância e não na perfeição.
 

4. Movimento com constância faz a diferença
A atividade física vai além da estética: ela atua diretamente na regulação hormonal, melhora a sensibilidade à insulina e contribui para a manutenção da massa muscular, essencial para um metabolismo mais ativo. Exercícios de força, por exemplo, são aliados importantes nesse processo. “Não precisa ser extremo, mas precisa ser consistente. O corpo responde à regularidade”, orienta.
 

5. Acompanhamento é essencial para evoluir
O corpo é dinâmico e o tratamento também deve ser. Fases hormonais, rotina, estresse e até o envelhecimento influenciam os resultados ao longo do tempo. Por isso, o acompanhamento profissional permite ajustes mais precisos e seguros. “O acompanhamento contínuo evita estagnações, corrige rotas e garante que o tratamento evolua junto com a paciente”, reforça. 

Mais do que alcançar um número na balança, a proposta é recuperar energia, autoestima e qualidade de vida. E o alerta é claro: se nenhuma mudança for feita, a tendência é de crescimento contínuo dos casos de excesso de peso, como aponta o próprio Atlas Mundial da Obesidade 2025. “Quando hormônios, metabolismo e estilo de vida estão alinhados, a transformação acontece de dentro para fora e isso reflete em tudo”, conclui o especialista.


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