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domingo, 7 de dezembro de 2025

Ranking aponta as melhores cidades do mundo para viajar com pets

Levantamento feito pelo Skyscanner avalia hospedagens, parques, transporte e cultura local para definir os destinos mais amigáveis a cães e gatos; alguns são surpreendentes 

 

Levar o pet na mala de viagem já não é mais um desafio, pelo contrário, virou tendência. Cada vez mais cidades ao redor do mundo se adaptam para receber cães e gatos com conforto. Hoje é possível encontrar cafés que servem cappuccinos para os peludos em Nova York ou praias onde a coleira é opcional, como em Valência, na Espanha. Pensando nisso, o Skyscanner preparou um ranking das cidades mais pet-friendly do planeta para viajar com os amigos de quatro patas nas próximas férias. 

A plataforma, uma das principais de busca de passagem e hospedagem, avaliou desde o número de hotéis pet-friendly e a acessibilidade em transporte até a presença de áreas verdes e parques, inclusividade em cafés e restaurantes e a própria relação da cultura local com os bichinhos. 

A especialista em voos e viagens do Skyscanner, Isla dos Santos, ressalta que com a estrutura que é fornecida atualmente por aeroportos, companhias aéreas e locais, não é preciso mais adiar uma viagem por conta dos pets, nem mesmo a outros países. “As pessoas já entenderam que é possível fazer uma viagem agradável com a companhia do seu bichinho, prova disso é que as buscas por hotéis pet-friendly aumentaram 37% em 2025, em relação ao ano anterior. Hoje, muitas cidades possuem estrutura para acolher os pets. Os tutores só precisam se planejar bem e se certificarem de cumprir todos os requisitos locais para a entrada dos pets”, recomenda.



Conheças as dez melhores cidades para viajar com pets:  

  

1 - Nova York

(Estados Unidos) 


Energia de grande cidade com muitas pausas verdes

 

  

Nova York pode parecer intensa, mas é surpreendentemente bem preparada para quem viaja com pets. A cidade está cheia de surpresas, como a possibilidade dos cães ficarem soltos no Central Park, redes de hotéis que aceitam animais e áreas externas de restaurantes que permitem a presença dos peludos. Seja fazendo brunch no Brooklyn ou apreciando o pôr do sol na High Line, Nova York sabe como mimar um bom companheiro de quatro patas.


Dica principal: Cães são permitidos no metrô e nos ônibus se estiverem em transportadoras ou com coleira e comportados.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva e formulário de importação de cães do CDC.

Voos Brasil - Nova York (mês mais barato: fevereiro 2026)

Hoteis que aceitam pet em Nova York

 

 

2 - Nice (França)

O charme da Riviera Francesa encontra a hospitalidade pet-friendly

 

 

Poucas cidades combinam glamour e conforto para cães como Nice. Cães com coleira são bem-vindos ao longo da Promenade des Anglais, e os cafés à beira-mar frequentemente oferecem tigelas de água sem que seja necessário pedir. Praias públicas com áreas para cães e vinícolas que aceitam pets nos arredores da cidade completam o cenário. Aproveite para passear pelas ruas floridas da Cidade Antiga ou por parques sombreados, como o Mont Boron.


Dica principal: Cães pequenos em transportadoras viajam gratuitamente em ônibus e bondes; cães maiores são permitidos, mas devem estar com coleira e focinheira.


Regulamentações: microchipagem, passaporte para pets ou certificado de saúde, vacinação contra raiva e teste de titulação de anticorpos para raiva (se viajando de um país fora da UE)

Hotéis que aceitam pet em Nice

 

3 - Valência (Espanha) 


Parques ensolarados e praias designadas para cães

 

  

Valência combina a cultura relaxada de praia com a energia vibrante da cidade. Solte seu cão nos imensos Jardins do Turia ou junte-se aos moradores para um passeio ao pôr do sol na Playa Canina. Com clima ameno durante todo o ano e restaurantes que recebem pets, Valência garante que todos se sintam em casa. Os extensos Jardins do Turia ainda recebem encontros de cães.


Dica principal: Cães pequenos (-15 kg) podem viajar em ônibus, bondes e metrô dentro de transportadoras, com o cartão EMT Mascota. Cães maiores devem estar em transportadora, e certos serviços (ônibus, metrô) não os permitem. Nos trens Cercanías, cães maiores podem viajar com coleira e focinheira mediante pagamento da tarifa.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva, passaporte para pets ou certificado de saúde e tratamento contra vermes.
 

Hoteis que aceitam pet em Valência


4 - Rovinj (Croácia)

Costas históricas com liberdade para cães

 

 

Rovinj é uma cidade costeira onde ruas de paralelepípedo serpenteiam até o mar azul-turquesa e os cães são tão bem-vindos quanto os turistas. Muitas das praias oferecem áreas para pets, e restaurantes em prédios coloridos frequentemente oferecem um petisco para o seu cão. Ilhas próximas, como a Red Island, permitem cães nas balsas e possuem trilhas perfeitas para a exploração canina. O Aeroporto de Zagreb é o principal acesso internacional para os brasileiros a Rovinj. Do aeroporto, o ideal é reservar com antecedência um táxi ou transfer privado pet-friendly.


Dica principal: Rovinj é melhor explorada a pé ou de carro particular; o acesso de cães ao transporte local é limitado, embora passeios de barco que aceitam pets estejam disponíveis nos portos próximos.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva e certificado de saúde ou passaporte europeu para pets
 

Hoteis que aceitam pet em Rovinj

 

5 - Brighton (Reino Unido) 

Charme inusitado e viagens gratuitas para amigos de quatro patas

 


 

Brighton combina praias de seixos, charme boêmio e uma energia totalmente pet-friendly. Passeie pelo vibrante calçadão com seu cão, visite um dos muitos cafés que recebem pets ou explore as colinas dos South Downs, a poucos quilômetros da cidade. Lojas frequentemente deixam tigelas de água à disposição. Cães viajam gratuitamente em ônibus e trens locais, e a Volk’s Electric Railway é famosa por receber os peludos. Brighton fica a pouco menos de 30 minutos de trem do Aeroporto de Gatwick. A maioria dos trens de Gatwick para Brighton aceita pets, permitindo que você embarque com seu amigo de quatro patas sem custo adicional. Para uma viagem tranquila, evite os horários de pico e prefira serviços diretos da Thameslink ou Southern.


Dica principal: cães viajam gratuitamente nos trens e são permitidos na maioria dos ônibus e na histórica Volk’s Electric Railway, tornando o deslocamento fácil e sem complicações.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva, passaporte para pets ou certificado de saúde e tratamento contra vermes. 

Voos Brasil - Gatwick (mês mais barato: março 2026)

Hoteis que aceitam pet em Brighton

 

6 - Liubliana (Eslovênia)


Capital verde da Europa, caminhável e repleta de trilhas escondidas
 

   


Liubliana pode ser pequena, mas é gigante quando se trata de turismo pet-friendly. A cidade inteira parece um parque, verde, tranquila e aberta. Cães são bem-vindos em ônibus, cafés e até em pranchas de stand-up paddle pelo rio Liublianica.


Dica principal: cães são permitidos em ônibus e transporte público, desde que estejam com coleira e focinheira (ou em transportadora, no caso de cães menores).


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva e teste de titulação de anticorpos para raiva, passaporte europeu para pets ou certificado veterinário e a chegada deve ser por um Ponto de Entrada Designado (TPE) quando provenientes de fora da UE. 

Voos Brasil - Liubliana (mês mais barato: junho 2026)

Hoteis que aceitam pet em Liubliana

 

7 - Grosseto (Itália) 


Tranquilidade toscana com reservas naturais pensadas para pets

 



Grosseto fica discretamente na região da Maremma, na Toscana, perfeita para longas caminhadas no campo e passeios à beira-mar. Com extensas reservas naturais, praias pouco movimentadas e um ritmo tranquilo, é ideal para pets que preferem farejar olivais a enfrentar multidões. O Parque Regional da Maremma oferece trilhas onde os cães podem andar soltos e praias pet-friendly, como Marina di Alberese. O aeroporto internacional mais próximo é o Roma Fiumicino (FCO), cerca de duas horas de carro ou trem regional direto. Pets são permitidos nos trens em transportadoras ou com coleira e focinheira no caso de cães maiores.


Dica principal: a região é melhor explorada de carro com seu cão. Ônibus locais geralmente não permitem pets; táxis podem aceitar cães pequenos em transportadoras.


Regulamentações: Microchipagem, vacinação contra raiva — pelo menos 21 dias antes da entrada na Itália e pets de países da UE precisam de passaporte europeu emitido por veterinário autorizado; pets de países fora da UE precisam de certificado sanitário veterinário emitido até 10 dias antes da viagem.

Voos Brasil - Roma (mês mais barato: março 2026)

Hoteis que aceitam pet em Grosseto

 

8 - Graz (Áustria)

 

Ar alpino e passeios de bonde pela metade do preço para pets

  

 

A segunda maior cidade da Áustria é uma mistura caminhável de charme medieval e consciência ambiental. De caminhadas pelo topo do Schlossberg a passeios à beira do rio, Graz oferece aventuras leves acompanhadas de schnitzel. Cães com coleira ou focinheira pagam metade do valor no transporte público, e pousadas pet-friendly são comuns na cidade antiga. A principal porta de entrada para os brasileiros na Áustria é a capital Viena, que fica a cerca de duas horas de Graz de carro.


Dica principal: cães são permitidos em ônibus, bondes e trens se estiverem com coleira e focinheira (ou em transportadoras no caso de cães menores), sendo necessário um bilhete com metade do preço.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva e certificado de saúde ou passaporte europeu para pets.

Hoteis que aceitam pet em Graz

 

9 - Toronto (Canadá)

 

Estilo de vida à beira do lago com vantagens para pets

 

 

Com quilômetros de orla pet-friendly, parques públicos limpos e praias destinadas a cães, Toronto é uma estrela discreta quando se trata de viagens com pets. Cães são bem-vindos no transporte público (com coleira), e cervejarias locais frequentemente oferecem tigelas de água junto com as IPAs. Pets com coleira são permitidos no Toronto Transit, e as praias designadas para cães têm estações para enxaguar as patas enlameadas.


Dica principal: a Toronto Transit Commission (TTC) permite que pets pequenos em transportadoras viagem em ônibus, bondes e metrôs. Cães de raças maiores (grandes demais para transporte) só podem viajar se forem animais de serviço.


Regulamentações: microchipagem, vacinação contra raiva com certificado, certificado de saúde (não obrigatório, mas recomendado), taxa de inspeção na chegada (31,27 dólares canadenses para o primeiro pet) e ter pelo menos três meses de idade na data da viagem.

Hoteis que aceitam pet em Toronto

 

10 - Frankfurt (Alemanha)


Eficiência em classe executiva com carinho pelos pets 

 

Frankfurt é elegante, organizada e surpreendentemente receptiva a cães. O transporte público aceita pets, há muitas áreas verdes e até cafés sofisticados costumam receber seu companheiro peludo. Seja explorando os passeios à beira do rio ou o enorme Grüneburgpark, você perceberá que os alemães levam a hospitalidade para pets tão a sério quanto a pontualidade. No sistema de transporte de Frankfurt, cães com coleira têm tarifa reduzida, e hotéis de alto padrão frequentemente oferecem kits de boas-vindas para pets.


Dica principal: a Alemanha possui leis rigorosas de bem-estar animal, e Frankfurt mantém padrões elevados.


Regulamentações: microchipado, vacinação contra raiva, passaporte para pets ou certificado de saúde, tratamento contra vermes e ter pelo menos 15 semanas de idade na data da viagem.


Hoteis que aceitam pet em Frankfurt

 


Final do ano: como proteger o cachorro dos fogos de artifício?

Amanda Peres, veterinária da DogHero, preparou dicas para ajudar tutores a tranquilizarem o pet durante os feriados 

 

O final do ano está chegando e junto com ele, as comemorações também. Muitos cãezinhos têm medo de fogos e dos barulhos, por conta da audição sensível, e isso pode levá-los a passar mal, com risco de consequências graves. Para ajudar pais e mães de cachorro a deixarem os pets mais confortáveis durante as festas, Amanda Peres, veterinária da DogHero, aplicativo de hospedagem e passeios para cães, levantou algumas dicas. Confira:


Como identificar o medo?

A reação do cãozinho aos sons permite identificar se ele se incomoda ou lida bem com o barulho. Veja como:

  • O primeiro sintoma entre os cachorros que têm medo é adotar uma postura mais alerta. Eles evitam fazer coisas que o deixem "vulnerável", como comer, beber água, dormir, ou mesmo fazer suas necessidades com tanta frequência quanto costuma;
  • Cães mais ansiosos podem se esconder ou ficar pedindo colo, pulando e chorando;
  • Posturas curvadas, com as orelhas abaixadas, pupilas dilatadas, rabo abaixado ou entre as patas traseiras são sinais de que o cãozinho está assustado, com medo ou estressado;
  • Ficar "lambendo o focinho" e mostrando os dentes também representam desconforto;
  • Os sintomas mais extremos são salivação excessiva, batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante e tentar fugir. Alguns cães podem também ficar agressivos.


Como ajudar o cãozinho?

Algumas atitudes podem ajudar a deixar o cãozinho mais confortável durante a virada do ano. Conheça algumas delas:

  • Feche portas e janelas, principalmente de vidro, para evitar fugas e acidentes perto da hora da virada. Muitos cães, quando estão assustados ou se sentem ameaçados, reagem tentando fugir do ambiente.
  • Coloque algum som no ambiente que consiga ser mais alto ou que seja o suficiente para distrair o cãozinho dos fogos. Pode ser o barulho da TV, de alguma música ou até o barulho do ventilador ligado. O importante é que o volume seja confortável e não cause mais medo a ele;
  • Enquanto isso, ofereça petiscos ou brinquedos que ele adora, com animação e sorrindo. É um ótimo jeito de fazê-lo perceber que está seguro, já que cães entendem muito bem nossas expressões faciais;
  • Muitos cães em situações de medo procuram esconderijos para se protegerem. Por isso, é válido o preparo de um local seguro e silencioso da casa para eles. Muitas vezes, a própria caixa de transporte, uma caixa de papelão ou até mesmo o espaço debaixo da cama, já basta para ele se sentir protegido. Ofereça comida e água para ele e deixe-o ficar ali até o momento que ele se sinta confortável e seguro para sair.
  • Não pegue o cãozinho no colo, mesmo que ele peça. Isso é entendido por ele como sinal de insegurança e o nervosismo dele vai continuar ou até piorar;
  • Evite posições curvadas. Esse também é visto pelo pet como um sinal de insegurança;
  • Lembre-se de mostrar a ele que você está no controle da situação e assegurar que está protegido.


Cuidado: medo e estresse podem gerar trauma

O trauma pode fazer mal para o cãozinho, porque a situação tende a se agravar com o tempo. Se for esse o caso do seu pet, procure um profissional para dar início ao tratamento. A superação de um trauma é quase sempre demorada e envolve recaídas, tentativas, erros e acertos. Por vezes, é necessário o acompanhamento de um adestrador, que pode identificar métodos mais eficientes para cada cãozinho a lidar da melhor forma com esse medo. Enquanto o cãozinho não estiver livre desse medo, é importante evitar que ele passe por uma situação crítica como durante os fogos de final de ano.

 

DogHero

 

Muito além de carrapatos e pulgas comuns: o perigo do bicho-de-pé nas férias e como proteger seu cão

Com as altas temperaturas e viagens para praia ou campo, médica-veterinária orienta sobre os cuidados preventivos e o risco de infestação pelo parasita




A chegada do verão e o período de férias escolares são sinônimos de viagens em família, muitas vezes com a presença indispensável dos cães. Seja no litoral ou no interior, o contato com a natureza é benéfico, mas exige cuidados redobrados. Além dos carrapatos e das pulgas mais comuns, a estação quente traz à tona um vilão que muitas vezes passa despercebido pelos tutores: a Tunga penetrans, a menor das pulgas conhecidas, popularmente chamada de bicho-de-pé.

Comum em solos arenosos e secos, como praias, quintais de terra batida e áreas rurais, esse parasita pode causar sérios incômodos aos animais. Diferente das pulgas comuns, a fêmea do bicho-de-pé após fecundada penetra na pele onde desenvolve os seus ovos, causando inflamação intensa, coceira, dor e, em casos mais graves, infecções secundárias, que podem acarretar inclusive em dificuldade de locomoção.

No Brasil, estudos já documentaram taxas de prevalência entre 16% e 55% em algumas comunidades. A doença ocorre em todo o país, desde a Região Amazônica até o Sul, sendo mais frequente em assentamentos urbanos precários, áreas rurais e comunidades de pescadores. Apesar disso, a tungíase não é considerada um problema de saúde pública, o que reforça seu caráter negligenciado e pouco conhecido, inclusive entre tutores.

"Muitos tutores só percebem o problema quando o cão começa a mancar ou lamber as patas excessivamente. A lesão geralmente se apresenta como um pequeno nódulo com um ponto escuro central, mas, se não tratada, pode evoluir para quadros inflamatórios severos, perda de unhas e até necrose”, explica Kathia Soares, médica-veterinária da MSD Saúde Animal.


Prevenção é o melhor "kit de viagem"

A melhor forma de garantir férias tranquilas é a prevenção. Por esse motivo, manter o controle antiparasitário em dia, especialmente antes de deslocamentos para áreas endêmicas, é fundamental.

A infestação ocorre exclusivamente pelo contato direto da pele com o solo onde a fêmea do parasita aguarda o hospedeiro. Uma vez na pele (preferencialmente nas patas e espaços entre os dedos), ela penetra a epiderme e começa a sugar sangue, aumentando rapidamente de tamanho para a produção dos ovos. Nos cães, as manifestações clínicas incluem prurido intenso, edema (inchaço), eritema (vermelhidão) e dor local. A ferida aberta deixada pelo parasita também pode ser porta de entrada para bactérias, como a do tétano, e causar complicações sérias.

Vale lembrar que o problema vai além da saúde veterinária: o bicho-de-pé também afeta os humanos. Trata-se de uma zoonose, o que significa que o mesmo ambiente de areia ou terra que coloca o cão em risco também representa perigo para a família, especialmente crianças e adultos que andam descalços nesses locais. Proteger o animal e evitar ambientes infestados é uma medida de Saúde Única, cuidando do pet e da família simultaneamente.

Atualmente, o mercado conta com soluções inovadoras como o Defenza, um comprimido mastigável da MSD Saúde Animal que se destaca por ser o único com indicação em bula contra a Tunga penetrans e que possui ação por até 37 dias contra pulgas, carrapatos e sarnas — cerca de uma semana a mais em comparação aos produtos mensais.

O produto é indicado para cães a partir de oito semanas de idade e com 2 kg de peso ou mais. Disponível em cinco apresentações, o comprimido possui eficácia comprovada inclusive debaixo d’água, reforçando a importância do uso contínuo de ectoparasiticidas como medida profilática essencial para quebrar o ciclo dos parasitas e controlar infestações.

"Ao proteger o cão, o tutor evita todo o transtorno da infestação pelo bicho-de-pé, garantindo assim um passeio sem riscos e estresse para o pet,” completa a especialista.

Além da proteção medicamentosa, a atenção dos tutores no dia a dia é essencial para evitar surpresas desagradáveis. Para ajudar nessa tarefa e garantir que a única preocupação da família seja relaxar, a especialista destacou quatro medidas fundamentais:


1. O check-up

Antes de pegar a estrada, a visita ao médico-veterinário é indispensável. Aproveite a consulta para informar o destino da viagem (praia ou campo), pois cada região oferece riscos diferentes. Esse é o momento ideal para atualizar as vacinas e garantir que a proteção pulgas, carrapatos, bicho-de-pé e o mosquito-palha esteja ativa e cubra todo o período das férias.



2. Inspeção diária com carinho

Transforme a verificação das patas em um momento de cuidado após os passeios. Ao voltar da praia ou da trilha, limpe e examine minuciosamente as patinhas do seu cão. Abra bem os dedos e verifique os coxins (as "almofadinhas"), procurando por pequenos pontos escuros ou inchaços. O bicho-de-pé é minúsculo e identificá-lo no início evita muita dor de cabeça.


3. Olhos abertos para o ambiente

O bicho-de-pé adora solos de areia seca, terra batida e locais com sombra onde há circulação de outros animais (cães, gatos ou animais de fazenda). Se notar que o local tem condições precárias de higiene ou muitos animais errantes, evite que seu pet se deite, cave ou brinque ali. A prevenção também passa por escolher lugares seguros para a diversão.


4. Esqueça as "receitas caseiras" de remoção

Caso encontre um bicho-de-pé, resista à tentação de removê-lo em casa com agulhas, espinhos ou pinças. Além de ser extremamente doloroso para o animal, esse procedimento pode causar infecções graves e ser até mesmo uma porta de entrada para a bactéria que causa o tétano. Procure um médico-veterinário e siga corretamente suas orientações.

No geral, a chave para férias tranquilas e livres de preocupações com ectoparasitas é a combinação entre prevenção contínua e manejo responsável. Optar por um antiparasitário com eficácia comprovada, como o Defenza, é o primeiro passo para proteger o pet e toda a família. Para garantir que a proteção se mantenha ativa durante toda a viagem, a MSD Saúde Animal disponibiliza o Lembrete de Dose — ferramenta simples e prática, acessível em defenza- brasil.com.br/lembrete-de-dose, que ajuda o tutor a não perder o período correto de readministração. Assim, o cuidado com o pet e com toda a família fica ainda mais fácil, permitindo que todos aproveitem momentos realmente felizes, seguros e saudáveis.
 


MSD Saúde Animal  
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).




Buscas populares 2025: “Vômito” reflete maior vigilância dos tutores a sintomas precoces dos gatos

Checklist orienta os principais alertas imediatos e recomenda uma rotina preventiva de cuidados felinos

 

“Gato com vômito”, “pulgas em gato” e “gato com diarreia” estão entre os termos mais pesquisados pelos brasileiros na internet em 2025 sobre a saúde dos pets, aponta o Google Trends. A alta procura sinaliza que os tutores estão mais vigilantes aos sinais clínicos dos felinos. Quando esses sintomas aparecem, a primeira reação costuma ser procurar respostas na internet. O Google virou uma ferramenta inicial para entender o que pode estar acontecendo. 

Essa é a percepção da médica veterinária Jéssica Yoshida, do time de Credibilidade de OPTIMUM, do portfólio Mars Pet Nutrition, marca cujo DNA é a funcionalidade nutricional orientada por evidências. A equipe traduz estudos para veterinários e tutores com o respaldo científico. Esse arcabouço técnico permite interpretar tendências de busca com precisão etológica, integrando comportamento, nutrição e bem-estar felino.

Para a especialista, o aumento dessas buscas revela a necessidade de informações claras e confiáveis sobre saúde felina. “Vômito e diarreia estão entre os problemas mais procurados no atendimento veterinário. Eles podem ocorrer por alimentação inadequada, estresse ou doenças que afetam o trato gastrointestinal. Entender esses fatores ajuda o tutor a agir com mais segurança”, interpreta.

A busca por “gato com vômito” pode refletir situações comuns, como bolas de pelo ou mudanças bruscas na dieta ou até doenças. Já a diarreia pode surgir por verminoses, infecções, alimentação ou até estresse cotidiano. “O mais recomendado é sempre que o felino apresentar sintomas fora do comum buscar rapidamente a ajuda de um médico veterinário”, explica Yoshida.

O interesse por “pulgas em gato” mostra que o problema continua muito presente nas casas brasileiras. As pulgas causam coceira, alergias e podem transmitir doenças. “Sem prevenção regular, a infestação persiste no ambiente e volta sempre. Informar os tutores sobre controle contínuo é fundamental para manter o gato saudável”, alerta Jéssica.

A médica veterinária ressalta que o aumento dessas buscas não significa um alerta, mas sim tutores mais conscientes e atentos. “Uma boa alimentação, rotina estável e visitas regulares ao veterinário reduzem muito esses problemas”, orienta. Para ela, os tutores estão identificando sinais cedo e buscando ajuda mais rapidamente. Isso fortalece uma cultura de prevenção e cuidado responsável com os felinos.

 

Checklist OPTIMUM – Quando tutores devem se preocupar: 

Sinais de alerta imediatos:

- Vômito persistente por mais de 24 horas.

- Diarreia com sangue ou mudança brusca de consistência.

- Recusa alimentar superior a um dia ou letargia intensa.

- Infestação visível de pulgas, coceira constante ou feridas de pele.

 

Cuidados contínuos:

- Manter dieta de alta digestibilidade e rotina previsível.

- Realizar prevenção mensal contra pulgas e vermes, receitado pelo médico veterinário.

- Oferecer ambiente estável, com enriquecimento e segurança.

- Agendar check-ups regulares com o veterinário.

 

Vetnil® reforça orientações importantes para proteger a saúde dos pets durante as festas de fim de ano



 
Alimentos típicos das celebrações e mudanças na rotina podem oferecer riscos aos animais; cuidados simples evitam intoxicações e garantem o bem-estar 

 

As comemorações de fim de ano costumam reunir familiares, amigos e mesas fartas; um cenário que também desperta a curiosidade dos animais de estimação. Para que cães e gatos participem desses momentos de forma segura, a atenção à alimentação precisa ser redobrada.

De acordo com o Médico-Veterinário Kauê Ribeiro, da Vetnil®, é comum que os responsáveis pelos animais e até os convidados queiram agradar os pets com alimentos da ceia. Entretanto, muitos itens tradicionais dessas festas podem causar complicações sérias, desde intoxicações até obstrução de alguma porção do sistema gastrointestinal.

“É compreensível que as pessoas queiram incluir o pet nas comemorações, mas é preciso entender que, para nossos animais, a relação com a comida difere da nossa. Eles obviamente sentem prazer em se alimentar, mas não demandam uma variedade de alimentos que nós estamos acostumados. Assim, a vontade de comer algo diferente, com novo cheiro, aspecto, está muito mais relacionada ao fato de ser novo do que ser especificamente um item da ceia, que é uma noção temporal que eles nem têm”, explica Ribeiro.

 Entre os alimentos a serem evitados, o Médico-Veterinário cita alguns exemplos como chocolates, uvas e uvas passas, presentes em panetones e outros pratos tradicionais, além de cebola, alho e alimentos muito gordurosos, que representam riscos reais à saúde dos animais. “Orientar os convidados para que não ofereçam nada sem autorização e manter os pratos fora do alcance dos pets são medidas essenciais para evitar acidentes alimentares”, complementa.

O veterinário destaca que, se a ideia é oferecer algo especial ao animal, existem alternativas seguras. Petiscos próprios para cães e gatos ou alimentos permitidos, desde que recomendados por um profissional, podem ser excelentes opções.

“Muitos responsáveis pelos animais gostam de criar um momento especial para o pet, e isso é totalmente possível com escolhas adequadas. Ou seja, é possível interagir positivamente com alimentos para o pet, especialmente quando prescritos e contabilizados, em termos de calorias, na dieta total por um veterinário. Além disso, brinquedos e enriquecimento ambiental ajudam a envolver o animal nas celebrações de forma saudável”, complementa.

Além de alertar sobre alimentos perigosos, como doces, produtos com adoçantes artificiais, carnes temperadas, preparações gordurosas, ossos cozidos ou restos das refeições, Ribeiro reforça que qualquer petisco deve ser contabilizado dentro da rotina alimentar do animal. “Exageros podem levar a alterações gastrointestinais, ganho de peso e até problemas metabólicos. Mesmo pequenas quantidades de alimentos inadequados podem causar quadros importantes”, explica.

 

Atenção à hidratação dos pets

Manter os pets hidratados também ganha importância nessa época do ano, especialmente por conta das altas temperaturas. Deixar água fresca disponível ao longo do dia, preservar os horários de alimentação e evitar mudanças bruscas na rotina e dieta ajudam a prevenir desconfortos. Frutas, como banana, manga, melancia sem sementes, maçã e pêssego, são seguras para o consumo dos pets e podem ajudar no alívio do calor, mas é importante que sejam incluídas na dieta do animal de acordo com orientação do Médico-Veterinário.

Embora a atenção principal seja a alimentação, o veterinário lembra que o bem-estar como um todo merece cuidado. “Mudanças de rotina, viagens, movimentação intensa em casa e barulhos de fogos de artifício podem gerar quadros de estresse e ansiedade. Preparar um ambiente tranquilo, confortável e seguro, ajuda o animal a se sentir protegido durante as comemorações”, conclui Ribeiro.

Como marca parceira de quem cuida, a Vetnil® disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

https://vetnil.com.br/noticia/festas-de-final-de-ano-alimentacao-e-bem-estar-dos-pets 

 


Vetnil®
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Dezembro Verde: mês de conscientização contra o abandono e os maus-tratos a animais


Dezembro Verde Pet é um convite à responsabilidade: um mês para lembrar que abandono e maus-tratos não são casos isolados, mas um problema que gera sofrimento, riscos à saúde pública e impactos ambientais. A campanha reforça que cuidado é compromisso diário, e que informação, denúncia e guarda responsável fazem toda a diferença para proteger cães e gatos.


Para aprofundar o tema, a médica-veterinária Aline Matos, preceptora de Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais no Hospital Veterinário da Uniube (HVU), compartilhou informações sobre os impactos do abandono na saúde e no bem-estar dos animais, os reflexos para a saúde pública e as principais orientações de posse responsável, com destaque para a prevenção, a castração, a identificação e a importância da denúncia em casos de maus-tratos.


O que é a campanha Dezembro Verde e qual é o principal objetivo desta mobilização anual?


Aline Matos: O Dezembro Verde é uma campanha de conscientização criada em 2015 para chamar a atenção para a gravidade do abandono de animais e reforçar a necessidade da posse responsável. Surgiu da observação de que o abandono é um fenômeno repetitivo, sazonal e com impacto direto no bem-estar animal e na saúde coletiva. A campanha tem como objetivo sensibilizar a população, orientar tutores e estimular práticas preventivas, como castração, identificação e educação sobre responsabilidades.


Por que dezembro é um período crítico para o aumento dos casos de abandono de animais?


Aline Matos: O fim do ano reúne uma série de fatores que aumentam o risco de abandono: compra ou adoção impulsiva de animais como presente, viagens sem planejamento de estadia do pet, mudanças de moradia, despesas elevadas típicas do período e frustrações com comportamentos naturais de filhotes. Isso resulta em maior número de entregas voluntárias, descartes na rua e abandono de crias indesejadas.


Quais são os impactos do abandono na saúde e no bem-estar dos animais?


Aline Matos: O abandono expõe cães e gatos a riscos imediatos, como desnutrição, desidratação, infecções, parasitoses, atropelamentos, agressões e condições climáticas extremas. No médio prazo, surgem distúrbios comportamentais relacionados ao medo e ao estresse, além de agravamento de doenças pré-existentes. É um cenário de sofrimento contínuo e alta mortalidade.


De que forma o abandono afeta também a saúde pública e o equilíbrio ambiental? 


Aline Matos: O abandono amplia a circulação de animais sem vacinação, sem controle de parasitas e sem acompanhamento sanitário, o que aumenta o risco de transmissão de zoonoses e de acidentes envolvendo mordeduras. Esses animais também contribuem para a contaminação ambiental por fezes e carcaças, favorecendo a manutenção de vetores e agentes patogênicos.

Do ponto de vista ecológico, cães e gatos errantes predam a fauna silvestre, especialmente aves e pequenos mamíferos, competem com espécies nativas e alteram a dinâmica de áreas urbanas e periurbanas. O aumento dessas populações descontroladas desequilibra cadeias alimentares e intensifica problemas de superpopulação quando não há medidas preventivas adequadas.


Existem dados regionais sobre abandono que reforcem a importância da campanha?


Aline Matos: Dados de atendimentos e resgates mostram um aumento consistente de ocorrências entre dezembro e fevereiro. Também é comum observar que a maioria dos filhotes recebidos nesse período é fruto de ninhadas não planejadas de animais não castrados. Esses padrões reforçam a necessidade de campanhas específicas e estratégias de prevenção contínua.


Como a posse responsável contribui diretamente para a redução do abandono?


Aline Matos: A posse responsável envolve avaliação prévia da capacidade de cuidar do animal, vacinação e vermifugação adequadas, castração quando indicada, identificação, educação comportamental, enriquecimento ambiental e planejamento de ausências. Tutores conscientes e bem orientados tendem a manter o animal de forma segura e estável, reduzindo drasticamente os índices de abandono.


A castração ajuda a reduzir o abandono? Por quê?


Aline Matos: Sim. A castração reduz a reprodução indesejada, diminui comportamentos de fuga, agressividade por disputa e marcação territorial e facilita o manejo no ambiente doméstico. Em populações maiores, políticas amplas de esterilização têm impacto direto na redução de animais errantes e na diminuição de entregas em períodos críticos.


Quais são os principais cuidados que os tutores devem manter para garantir o bem-estar dos pets?


Aline Matos: Os cuidados essenciais incluem vacinação atualizada, controle regular de parasitas, nutrição adequada, água fresca, ambiente seguro, atividade física e estímulos diários, acompanhamento veterinário periódico, socialização e manejo comportamental, além de identificação e castração quando indicada. Esses pilares são determinantes para boa qualidade de vida.


Como agir ao presenciar um caso de maus-tratos ou abandono?


Aline Matos: O ideal é registrar a situação com fotos, vídeos, endereço e horário, acionando a autoridade competente para denúncia formal. Se possível, encaminhar o animal para atendimento veterinário e solicitar laudo clínico, que é importante para subsidiar a investigação. Documentação organizada aumenta a chance de responsabilização do agressor.


Qual é a importância de hospitais veterinários, universidades e ONGs na prevenção e combate ao abandono?


Aline Matos: Esses serviços atuam diretamente no atendimento clínico e cirúrgico, nas castrações, nas ações educativas, no acolhimento de animais vítimas de abandono e na emissão de laudos que auxiliam a responsabilização legal. Também desenvolvem projetos e atividades que ajudam a reduzir o número de animais errantes e a orientar a comunidade.

De que forma o HVU contribui para o resgate, atendimento e reabilitação de animais vítimas de abandono ou maus-tratos? 

 

Aline Matos: O HVU oferece triagem, estabilização, tratamento clínico e cirúrgico, internação, castração e reabilitação dos animais atendidos. Também realiza emissão de laudos, desenvolve ações de educação e participa de iniciativas preventivas. Essa atuação integrada permite acolher, tratar e reinserir animais que sofreram abandono, contribuindo para reduzir o sofrimento e promover bem-estar.


Pets enjoam da ração? Entenda os reais motivos que podem fazer o animal perder o interesse pelo alimento

Adimax
Médica-veterinária explica que cães e gatos não têm o mesmo comportamento alimentar dos humanos e aponta possíveis razões para recusarem a ração

 

Não é raro os responsáveis por pets observarem que seu animalzinho perdeu o interesse pelo alimento oferecido, e a primeira coisa a se pensar é que ele enjoou da ração. Afinal, a ideia de comer a mesma coisa todos os dias, em todas as refeições, não parece muito atrativa para nós, seres humanos. E como os pets, de modo geral, costumam ter uma única fonte de alimento, o desinteresse seria um sinal de que está na hora de trocá-lo. 

Para quem se pergunta se o animal de companhia “enjoa” da ração, a resposta, do ponto de vista biológico, é que cães e gatos não precisam de trocas frequentes de alimentos apenas por variedade de sabor. Estudos mostram que os cães têm menos botões gustativos do que os humanos e são muito mais influenciados pelo olfato, pela textura e pela forma como o alimento é apresentado do que pela “novidade” do sabor em si. Já os gatos são reconhecidamente mais seletivos, especialmente em relação ao aroma, à textura, à crocância e ao formato do alimento, o que ajuda a explicar por que podem recusar determinadas rações com mais facilidade. 

“Enquanto os cães têm o olfato e a audição muito apurados em comparação aos seres humanos, o paladar é menos desenvolvido, de modo que eles tendem a aceitar bem uma dieta constante, sem necessidade de trocas frequentes apenas para evitar um suposto “enjoo”. Já os gatos, por serem mais exigentes quanto ao aroma e à textura, podem recusar o alimento quando há mudanças na formulação, no formato ou na crocância”, explica a médica-veterinária Amanda Arsoli. 

Outro ponto importante é que os alimentos de qualidade são formulados para oferecer alta palatabilidade, uma combinação de fatores que envolve o aroma, a textura, o sabor e até a forma como é processado e apresentado. Esse conjunto de características estimula o consumo e garante que cães e gatos se alimentem de forma adequada, mantendo sua saúde e vitalidade. 

Mas se os pets não costumam enjoar do alimento, por que então podem passar a recusá-lo? Amanda Arsoli explica que a falta de apetite é um sinal de alerta. “A redução ou até a recusa da alimentação pode estar ligada a fatores como estresse, alguma doença, mudanças no ambiente ou na rotina, chegada de outro animal ao convívio ou ainda alterações na formulação do alimento. Diante de uma recusa persistente, é importante consultar o médico-veterinário de confiança, para que avalie o histórico do animal, realize os exames físicos e laboratoriais necessários e oriente, de forma adequada, sobre a necessidade – ou não – de mudança do alimento”. 

Para complementar, Amanda Arsoli lista algumas razões que podem fazer com que o pet passe a recusar o alimento oferecido: 

- Armazenamento incorreto, o que pode fazer com que o alimento perca aroma e outras características importantes. O ideal é que a ração seja mantida na embalagem original, pois ela foi desenvolvida para preservar as propriedades do produto. Além disso, a embalagem deve estar bem fechada e em local fresco e arejado, longe da luz, umidade e de produtos químicos;

- O comedouro estar em local inadequado, como ambientes muito quentes ou próximo de onde o animal faz suas necessidades;

- O alimento ficar muito tempo exposto no comedouro, perdendo suas características e atraindo pragas que possam contaminá-lo;

- Em dias muito quentes, o animal pode não ter vontade de comer nos horários de costume. O ideal é oferecer o alimento pela manhã e final do dia, por serem horários mais frescos;

- Oferecer petiscos em excesso, o que pode prejudicar o apetite e fazer com que o pet rejeite a ração. 

Entender o comportamento alimentar dos pets, ficar atento ao quanto o animal está ingerindo diariamente e manter consultas periódicas ao médico-veterinário são atitudes essenciais para preservar a saúde e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida.

  

Adimax

 

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