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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Janeiro Verde: vacina do HPV é a principal aliada no combate ao câncer do colo do útero

A imunização deve ser realizada antes do início da vida sexual. Especialista fala sobre importância da prevenção e riscos da doença

 

O mês de janeiro vem para alertar sobre a importância da conscientização contra o câncer do colo do útero, doença que ocorre em quase 99% dos casos por causa do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção sexualmente transmissível é a mais comum em todo o mundo, atingindo de forma massiva as mulheres. 

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2025 cerca de 17.010 mulheres serão diagnosticadas com câncer do colo do útero no Brasil a cada ano, o que representa um risco considerado de 13,25 a cada 100 mil casos. Vale lembrar ainda que a doença é o terceiro tipo de câncer que mais afeta o público feminino, por isso, é muito importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes para o início do tratamento. 

Diversos especialistas acreditam que na pandemia as medidas restritivas impostas para evitar o aumento do contágio pela covid-19, assim como o fechamento das escolas, pode ter impactado em uma menor procura pela vacinação contra o HPV, uma vez que muitas das campanhas são realizadas nas instituições de ensino. 

Apesar da pandemia, é importante reforçar que a cobertura vacinal contra o HPV é considerada insatisfatória há algum tempo. As entidades de saúde consideram ideal que as taxas sejam de 80% tanto para as meninas, quanto para os meninos. Mas, a realidade é outra: no Acre, apenas 33,6% do público-alvo está vacinado, no Rio Grande do Norte, 46,2%, Pará, 43,9%, Rio de Janeiro, 44,6%, Santa Catarina, 65,2%, Minas Gerais, 66,8% e Paraná com 72,7%. 

A vacina é oferecida nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de todo o Brasil para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irão desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos.

"Geralmente, a infecção genital por HPV é bastante frequente e, na maioria dos casos, é assintomática e autolimitada, ou seja, até os 30 anos de idade grande parte das mulheres tem a infecção resolvida. Mas, quando ocorre a persistência do vírus nas células do colo do útero, elas podem avançar para o desenvolvimento de câncer", comenta Marcela Bonalumi, oncologista da Oncoclínicas São Paulo.
 

De olho na prevenção

Diante dessa realidade, é importante reforçar que a ferramenta essencial na luta contra o câncer do colo do útero é a vacinação contra o HPV. "A imunização pode prevenir também o câncer de vulva, ânus e vagina nas mulheres e de pênis nos homens. Por isso, o ideal é que esse cuidado ocorra antes do início da vida sexual, evitando assim que haja uma exposição ao vírus". 

Além da vacinação, que é considerada uma prevenção primária, é importante realizar os exames de rotina ginecológica, como o Papanicolau (anualmente e depois a cada três anos), dos 25 aos 64 anos de idade. "Ele é muito importante para identificar lesões pré-cancerosas e agir rapidamente contra o câncer do colo do útero", alerta Marcela. Vale lembrar ainda que os exames devem ser feitos mesmo se a mulher for vacinada contra o HPV, pois o imunizante não protege contra todos os tipos oncogênicos da doença.
 

Primeiros sinais

A doença em estágios iniciais é assintomática, mas a dor na relação sexual ou sangramento vaginal pode estar presente. Por isso, é muito importante o rastreamento com o exame Papanicolau de rotina. 

No entanto, se a doença estiver mais avançada, pode ser que a paciente tenha anemia - devido a perda de sangue - dores nas pernas e costas, problemas urinários ou intestinais e perda de peso não justificada. "Geralmente, os sangramentos acontecem durante a relação sexual, mulheres que já estão na menopausa ou ainda fora do período menstrual. Por isso, é muito importante buscar pelo aconselhamento de um especialista", orienta a oncologista.
 

Diagnóstico da doença em estágio inicial aumenta chances de sucesso no tratamento

A oncologista da Oncoclínicas São Paulo explica que podem ser realizadas cirurgias, radioterapia e/ou quimioterapia. "Na cirurgia, ocorre a retirada do tumor, ou ainda do útero quando necessário. Quando a doença apresenta estágios mais avançados, são realizadas sessões de radioterapia e quimioterapia", comenta Marcela Bonalumi. 

Apesar da doença ser bastante silenciosa, quando descoberta precocemente pode haver uma redução de até 80% na mortalidade pelo câncer do colo do útero. "Muitas mulheres não descobrem na fase inicial. Sempre aconselho as pacientes a realizarem periodicamente seus exames de rotina, como o Papanicolau. Além disso, é fundamental que sejam consumidas informações de qualidade, sendo essa uma das principais aliadas ao combate do HPV", finaliza.
  

Oncoclínicas&Co
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SELEÇÃO DE EMBRIÕES ELIMINA RISCO DE BEBÊ NASCER COM GENE DE CÂNCER

Em geral, o procedimento é realizado após o casal se submeter a um teste genético, que constata a predisposição genética para a doença, afirmam os especialistas da Oncologia D’Or.

 

Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam que este ano deverão ser diagnosticados 704 mil novos casos de câncer, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, que concentram 70% da incidência. Em 5% a 10% dos casos, o câncer tem origem hereditária, sendo provocado por mutações genéticas transmitidas dos pais para os filhos. Casais com histórico familiar de câncer hereditário podem realizar testes genéticos para detectar se têm predisposição para a enfermidade. Em caso positivo, quando quiserem ser pais, podem fazer uma seleção de embriões para evitar que os filhos herdem genes com potencial de provocar a enfermidade.

O oncologista José Bines, da Oncologia D’Or, afirma que a seleção de embriões é um procedimento ético, regulamentado e respaldado pelo Conselho Federal de Medicina. No caso de a predisposição genética para câncer ser constatada, o casal se submete a um tratamento de fertilização in vitro, quando os embriões são analisados e selecionados. Aquele que não carregar o gene responsável por aumentar o risco de câncer é implantado no útero da mulher, que segue com a gravidez.
 

 

Câncer hereditário

Atualmente, cerca de 100 genes já foram mapeados no DNA com associação ao aumento de predisposição hereditária a determinados tipos de tumor. É o caso dos cânceres de mama e ovário, provocados principalmente pelas mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA21. Já o conjunto de alterações genéticas familiares conhecido por síndrome de Lynch2 aumenta a predisposição para o câncer de cólon, útero, estômago, intestino delgado, pelve renal e ureter. Outros tipos de câncer que podem ter origem hereditária são os de pâncreas, próstata, melanoma e tireoide. 

De acordo com o oncologista clínico Rodrigo Guindalini, da Oncologia D’Or, uma das características do câncer hereditário é se manifestar mais cedo do que em pessoas sem essa condição. “No caso do câncer de mama hereditário, outra particularidade é o surgimento de tumores nas duas mamas ou mais de um tumor por mama”, observa o médico, que é especializado em aconselhamento genético. Também pode haver a associação, em uma mesma pessoa ou em uma mesma família, de tumores de mama, ovário e próstata. Existem determinados grupos populacionais que têm uma frequência maior de câncer hereditário, entre eles os judeus.
 

Teste genético

O uso do teste genético para predisposição hereditária do câncer tem crescido no Brasil, mas ainda é subutilizado em relação a outros países. Além de não estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), não é muito disseminado na rede particular porque parte dos médicos não possuem treinamento para interpretar o exame. 

O mercado também carece de profissionais especializados na interpretação de testes genéticos, como os médicos geneticistas clínicos e oncologistas clínicos especializados em genética. Não por acaso, os centros de aconselhamento genético se localizam nas grandes cidades, sendo de difícil acesso a moradores do interior do País. 

O acesso a esses centros vem sendo ampliado graças à teleconsulta, que foi regulamentada na pandemia do Sars-Cov2. A Oncologia D’Or, por exemplo, montou um serviço de telemedicina, que permite ao paciente obter orientação online. Se tiver indicação para o teste, ele recebe um kit para coletar a saliva em seu domicílio e encaminhar o material para o laboratório pelo correio. O resultado é revelado na consulta virtual de retorno, que ocorre em até 30 dias. Esse serviço possibilitou que hoje 14 clínicas que possuem especialistas para aconselhamento genético presencial possam atender à demanda de pacientes das 55 unidades da rede por meio da telemedicina.
 

Prevenção e tratamento

A descoberta da predisposição ao câncer pode mudar não só a prevenção e o rastreamento da doença em pessoas saudáveis, como também o tratamento daqueles que estão enfrentando a enfermidade. O médico José Bines esclarece que hoje existem determinadas estratégias terapêuticas e medicamentos indicados para os pacientes que possuem alterações genéticas. 

No caso do câncer de mama, há mulheres que optam pela retirada das mamas quando descobrem ter predisposição para o câncer mamário. Foi o que aconteceu com a atriz norte-americana Angelina Jolie, após descobrir que era portadora de uma alteração no gene BRCA1 e tinha 87% de chances de desenvolver câncer de mama. 

A cirurgia para retirada dos ovários, denominada ooforectomia, é uma alternativa para as mulheres com risco de desenvolver câncer nesses órgãos por questões hereditárias. De acordo com vários estudos, mulheres que fizeram a ooforectomia vivem mais do que aquelas com mutações genéticas que aumentam a predisposição para o câncer de ovário e não removeram esses órgãos. 

Uma alternativa à mastectomia preventiva para mulheres com propensão para câncer de mama é o rastreamento intensivo, que inclui mamografia e a ressonância magnética, e o uso de medicamentos que reduzem em 50% o risco de câncer. 

Pacientes com câncer de mama podem se submeter a uma cirurgia ampliada que visa não só à cura da doença, como à prevenção para futuros tumores. As mulheres que dispensam a dupla mastectomia podem ter um acompanhamento diferenciado no pós-operatório, com mamografia e ressonância magnética.
 

Oncologia D'Or 

Referências

1. Morteza Mahdavi et al. Hereditary breast cancer; Genetic penetrance and current status with BRCA. Journal of Cellular Physiology, Volume 234, Issue 5, 2019. Pages 5741-5750.

2. Henry T. Lynch et al. Cancer. An updated review. Volume 78, Issue 6, 1996, Pages 1149-1167.


Principal destino dos brasileiros nas férias, areia das praias pode trazer problemas à saúde

Em locais em que há contaminação por microrganismos, o contato pode levar a infecções na boca, olhos e outras mucosas


O fim do ano chegou e, com ele, a vontade de aproveitar a praia. Muitos já se preparam para descer ao litoral e, seja com a família ou amigos, a ideia é apenas levar uma cadeira, um guarda-sol e curtir um banho de mar. Uma pesquisa do Ministério do Turismo aponta que 51% dos brasileiros preferem as praias como destino para as férias de verão.

No entanto, especialistas alertam: além de arrumar as malas, é fundamental tomar cuidados com a saúde durante o passeio. “O contato direto com a areia não causa doenças por si só. O problema é que, muitas vezes, a areia pode estar contaminada por microrganismos. Caso a contaminação alcance a boca, os olhos ou outras mucosas, isso pode causar infecções”, explica a clínica médica dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Larissa Hermann.

Microrganismos presentes na areia incluem parasitas que se alimentam de materiais orgânicos no solo e podem transportar bactérias para o corpo humano, seja pela boca ou por feridas abertas. 


Quatro dicas para evitar problemas com a areia:

Aproveitar a praia é um dos grandes prazeres do verão. Para isso, especialistas dão dicas para evitar problemas causados pelo contato com a areia.


1. Evite contato direto com boca, olhos e feridas abertas 

É comum crianças brincarem na areia e colocarem as mãos na boca ou até ingerirem um pouco de areia. “Nesses casos, o mais recomendado é observar possíveis sintomas, como febre e diarreia, e procurar um médico caso eles surjam. Também é importante higienizar as mãos frequentemente, principalmente antes de comer ou ao tocar superfícies após contato com a areia”, orienta Larissa. 

Fungos e bactérias presentes na areia também podem causar contaminação por meio de feridas abertas, levando a infecções como micose e bicho-geográfico. Para prevenir, cubra bem as áreas expostas com curativos e mantenha uma boa higiene.


2. Use protetor solar e hidratante

A exposição prolongada ao sol pode causar queimaduras graves e vermelhidão, tornando o uso de protetor solar indispensável. Além disso, o contato frequente com a areia quente aumenta o risco de ressecamento e queimaduras na pele. 

“A areia quente pode remover a camada de oleosidade natural da pele, deixando-a ressecada e mais vulnerável a queimaduras. Para evitar problemas, o ideal é evitar o contato direto prolongado, utilizando toalhas, cangas ou esteiras ao sentar ou deitar na areia. É fundamental aplicar e reaplicar o protetor solar ao longo do dia, pois ele oferece uma barreira adicional. O hidratante, por sua vez, é essencial para prevenir o ressecamento causado pelo atrito com a areia”, destaca a dermatologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru Anna Karoline Tomazini.


3. Cuidado com roupas íntimas úmidas 

Essa dica é especialmente importante para as mulheres. O biquíni úmido pode ser responsável por agravar doenças genitais, como a candidíase. O calor e suor excessivo já favorecem o crescimento de fungos na região vaginal, e a umidade prolongada cria um ambiente ideal para o desenvolvimento de microrganismos, principalmente quando há acúmulo de areia após um banho de mar ou ao sentar diretamente na areia. 

“A vagina já tem bactérias e fungos naturalmente, mas o aumento significativo desses microrganismos pode desencadear doenças genitais. Para evitar problemas, é importante não sentar diretamente na areia, evitar permanecer com as roupas de banho molhadas por muito tempo e, sempre que possível, trocar a roupa e tomar um banho com água natural. Também é essencial reduzir o calor e a umidade na região íntima”, orienta a ginecologista do programa Saúde da Mulher do hospital São Marcelino Champagnat, Renata Hayashi.


4. Leve itens para limpeza

Além de bactérias e fungos, a areia fina pode causar problemas ao entrar em contato com os olhos, resultando em irritações e até lesões devido a arranhões e coceiras. “Os grãos de areia possuem superfícies ásperas que podem arranhar a córnea, a camada externa transparente do olho. Esses arranhões podem provocar dor intensa, vermelhidão, lacrimejamento excessivo e fotofobia, que é a sensibilidade à luz”, explica o oftalmologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Dhiogo Corrêa.

Para evitar complicações, recomenda-se levar colírios lubrificantes, soro fisiológico e uma garrafa de água limpa para a praia. Esses itens facilitam a limpeza dos olhos e ajudam a prevenir lesões ou irritações mais graves.

 


Hospital São Marcelino Champagnat

Hospital Universitário Cajuru



Ano Novo, Vida Nova: Soluções Médicas para Casais que Sonham em Ter Filhos

Infertilidade pode ser resolvida com investigação e tratamento em homens


Com o início de um novo ano, muitas pessoas revisitam seus planos e estabelecem metas, entre elas, o sonho de formar ou aumentar a família. No entanto, para alguns casais, a infertilidade masculina pode ser um obstáculo significativo. Estudos indicam que em cerca de 50% dos casos de infertilidade conjugal, o fator masculino está envolvido. Sendo cerca de 20% dos casos exclusivamente masculino. A Urologia e andrologia oferecem novas esperanças para esses casais. 

De acordo com o Dr. Tiago César Mierzwa, urologista e andrologista especializado em medicina reprodutiva do homem, há inúmeras possibilidades de investigação e tratamento para infertilidade masculina, desde questões reversíveis, como a varicocele, até alternativas para homens vasectomizados que desejam retomar sua fertilidade. 

“É fundamental que os homens investiguem sua fertilidade ao planejar uma gravidez. Muitas vezes, as causas podem ser tratadas com técnicas modernas e eficazes, devolvendo aos casais a chance de realizar o sonho de ter filhos”, explica o especialista.

 

Causas e Alternativas de Tratamento

 

Reversão de Vasectomia e Punção Testicular

 Um dos tratamentos mais procurados por homens vasectomizados é a reversão da vasectomia. Cerca de 6% dos pacientes que passaram pelo procedimento buscam reconectar os canais deferentes para possibilitar uma gestação natural. Outra alternativa é a punção testicular, técnica que coleta espermatozoides diretamente dos testículos, permitindo sua utilização em fertilização in vitro.

 

Varicocele: Principal Causa Reversível de Infertilidade Masculina 

A varicocele, uma dilatação anormal das veias dos testículos, é responsável por grande parte dos casos de infertilidade masculina. “A varicocele pode afetar a qualidade do sêmen, a produção de testosterona e até o volume testicular, especialmente se não for tratada. Felizmente, a correção cirúrgica pode reverter esses danos e melhorar significativamente as chances de gravidez”, explica Dr. Mierzwa. 

O especialista destaca que a microcirurgia assistida por Doppler é um dos métodos mais eficazes para tratar a varicocele, apresentando altas taxas de sucesso e recuperação rápida. Além disso, homens que realizam a cirurgia antes de procedimentos como a fertilização in vitro apresentam melhores taxas de sucesso na gravidez.

 

Preservação Reprodutiva: Uma Opção Sem Pressão 

Para casais que ainda não estão prontos para a parentalidade, mas desejam preservar suas possibilidades futuras, o congelamento de óvulos, espermatozoides e embriões surge como uma alternativa prática e eficiente. Essa técnica reduz a pressão do relógio biológico, permitindo mais liberdade para decidir o momento ideal para formar uma família. 

“A medicina reprodutiva moderna oferece inúmeras possibilidades, desde tratamentos simples até técnicas mais complexas de reprodução assistida. É possível superar os desafios da infertilidade e transformar esse sonho em realidade”, conclui Dr. Tiago César Mierzwa.

 

Dr. Tiago Mierzwa - - Urologista e Andrologista - Especialista em medicina sexual e reprodutiva do homem - Mestre em Clinica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná - Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru - Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia - Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual/ ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - Semanalmente produz conteúdos ligados à saúde sexual e reprodutiva do homem em suas redes sociais, site e canal no Youtube.



Pesquisa revela que 55% das brasileiras entre 25 e 45 desconhecem procedimentos de preservação da fertilidad

Estudo conduzido pelo Ipec aponta lacunas no conhecimento sobre planejamento reprodutivo, destacando a necessidade de maior acesso à informação


No Brasil, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho e na educação, além de desempenharem papéis fundamentais na família e na sociedade. No entanto, quando o assunto é planejamento reprodutivo, muitas ainda enfrentam desafios significativos, como a falta de acesso a informações claras e detalhadas sobre fertilidade. 

Nesse contexto, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Merck e conduzida pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), entrevistou 550 mulheres das classes A, B e C e abordou o conhecimento sobre infertilidade, preservação da fertilidade e alternativas de tratamento. A partir do levantamento, foi revelado que, apesar de 88% das brasileiras entre 25 e 45 anos conhecerem métodos contraceptivos, apenas 58% compreendem sobre o tema. Além disso, 55% desconhecem procedimentos como o congelamento de óvulos e embriões, evidenciando lacunas na compreensão sobre as opções de preservação. 

“Ampliar o diálogo sobre a saúde feminina e o planejamento reprodutivo é essencial para dar às mulheres brasileiras informações que lhes permitam tomar decisões mais conscientes e seguras sobre o futuro”, afirma Oscar Duarte, diretor médico do Fertgroup, grupo de clínicas referência em Medicina Reprodutiva no Brasil e na América Latina. 

De acordo com o estudo, os números evidenciam maior familiaridade das entrevistadas com três conjuntos de procedimentos: fertilização in vitro (72%), inseminação artificial (71%) e congelamento de óvulos (74%). Já em relação aos tratamentos de preservação da fertilidade em casos de câncer, a falta de conscientização é ainda maior — 86% das mulheres declaram ter pouco ou nenhum conhecimento sobre alternativas de oncopreservação.
 

Aconselhamento médico e acesso 

Segundo Oscar Duarte, falar sobre as opções de preservação da fertilidade é um dever dos profissionais da saúde, especialmente no caso da oncopreservação, que está disponível no SUS. “Este recurso pode oferecer esperança e possibilidade de planejamento familiar para mulheres que enfrentam o câncer. Mas, infelizmente, ainda é pouco divulgado”. 

A pesquisa conduzida pelo Ipec revelou que, entre as mulheres que já realizaram algum procedimento de fertilidade, 55% consideraram que buscaram auxílio médico tarde demais. Esse dado reflete a falta de diálogo sobre o tema, já que apenas 5% discutiram tratamentos para infertilidade com seus ginecologistas. Por outro lado, entre as mulheres que realizaram planejamento reprodutivo, 79% relataram uma comunicação aberta com seus médicos, e 50% participaram ativamente das decisões ao longo do tratamento. 

“Esses dados refletem uma realidade preocupante: a falta de conversa aberta sobre fertilidade entre as pacientes e seus médicos, o que pode levar a decisões tomadas tardiamente”, alerta o diretor médico, que complementa frisando a importância de abordagens mais proativas, “provendo autonomia para que elas se sintam mais instruídas e informadas a tomar decisões conscientes, alinhadas aos seus objetivos de vida e planejamento reprodutivo”. 

Por outro lado, muitas mulheres ainda não buscam se informar sobre as possibilidades de acesso aos tratamentos de fertilidade. A pesquisa indicou que 47% das entrevistadas apontam questões financeiras como a principal barreira, 25% citam dificuldade de acesso no serviço público e 21% mencionam a ausência de cobertura por planos de saúde. Apesar de 70% delas terem afirmado que o tratamento para fertilidade é totalmente inacessível ou inacessível, 90% nunca solicitaram um orçamento, entre pessoas das classes A/B e C. 

O especialista aponta que o acesso ao tratamento de fertilidade segue sendo um desafio no Brasil. “No entanto, a busca por soluções mais acessíveis, como benefícios corporativos para planejamento reprodutivo, tem se tornado uma alternativa importante para reduzir o impacto financeiro desses tratamentos”, conclui.
   


FERTGROUP

Seu ciclo menstrual é irregular? Saiba os motivos

Veja as principais causas que provocam alterações na menstruação
 

O ciclo menstrual é um processo natural no organismo feminino em idade reprodutiva, e é fundamental para preparar o corpo para uma possível gravidez. Para ser considerado regular, deve durar entre 21 e 35 dias e, por isso, caso haja variações fora desse intervalo, é importante procurar um médico ginecologista.

O ciclo se inicia com a menstruação, que costuma durar de 5 a 7 dias. Durante esse período, o corpo elimina o endométrio, a camada interna do útero, uma vez que não houve fecundação do óvulo. Após essa eliminação, o endométrio volta a se desenvolver, marcando o começo de um novo ciclo. Muitas mulheres não têm pleno conhecimento sobre seu ciclo menstrual por não monitorá-lo adequadamente e isso pode acabar dificultando na identificação de possíveis alterações corporais. A seguir, o Dr. Thiers Soares, médico ginecologista referência internacional em mioma, endometriose e adenomiose, explica as causas para irregularidades na menstruação.
 

O que provoca um ciclo menstrual irregular?

Muitas mulheres têm um ciclo menstrual desregulado, ou seja, não sabem ao certo quando a menstruação vai acontecer — nestes casos, a recomendação é aguardar até três meses para que se normalize. Caso isso não ocorra, é importante procurar um ginecologista para investigar as causas, que podem incluir obesidade, miomas, pólipos no útero e no colo do útero, estresse, síndrome dos ovários policísticos, distúrbios alimentares, distúrbios na tireoide, mudanças de anticoncepcional, doenças uterinas, atividade física intensa, endometriose, menopausa precoce, entre outros.
 

Como tratar a menstruação irregular?

Para identificar o melhor tratamento, é fundamental que o médico ginecologista aponte o diagnóstico, já que cada mulher possui particularidades e cada situação requer algum tipo de conduta. De modo geral, adotar uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos de forma moderada e manter um peso saudável podem ajudar e o ideal é prevenir o problema antes que ele aconteça. Manter hábitos saudáveis, evitar o tabagismo e consumir álcool com moderação também podem reduzir o risco de irregularidades no ciclo menstrual.
 

No entanto, caso continue apresentando menstruação irregular por dois ou três ciclos seguidos, mesmo após mudanças no estilo de vida, é aconselhável procurar a ajuda de um especialista para identificar a causa da irregularidade.
 

Dr. Thiers Soares - Doctor Honoris Causa pela Universidade Victor Babes/Romênia, Dr. Thiers Soares, graduado em Medicina pela Fundação Universitária Serra dos Órgãos (2001), é ginecologista especialista em doenças como Endometriose, Adenomiose e Miomas. Também é médico do setor de endoscopia ginecológica (Laparoscopia, Robótica e Histeroscopia) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ). O especialista é membro honorário da Sociedade Romena de Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia, membro honorário da Sociedade Búlgara de Cirurgia Minimamente Invasiva, membro honorário da Sociedade Romeno-Germânica de Ginecologia e Obstetrícia e membro da diretoria e comitês de duas das maiores sociedades mundiais em cirurgia minimamente invasiva em ginecologia (SLS e AAGL). O especialista foi um dos responsáveis por trazer para o Brasil a técnica de Ablação por Radiofrequência dos Miomas Uterino, um tratamento moderno e eficaz, que causa a destruição térmica de tumores uterino.


Pacientes com diabetes têm vitória na Justiça: planos de saúde são obrigados a fornecer bomba de insulina

Pacientes que dependem se insulina para ter uma vida melhor obtiveram uma importante vitória na Justiça. Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os planos de saúde são obrigados a fornecer o sistema de infusão contínua de insulina, mesmo que não esteja no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão unânime e histórica, determinando que as operadoras de planos de saúde devem cobrir o fornecimento da bomba de insulina para pacientes com diabetes tipo 1. Essa decisão, tomada em dois recursos (REsp 2.162.963/RJ e REsp 2.163.631/DF), representa uma vitória significativa para os pacientes que dependem desse equipamento para o controle eficaz da glicemia. 

A questão central do debate residia na classificação da bomba de insulina. As operadoras de planos de saúde a enquadravam como medicamento, enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a classifica como um dispositivo médico. O STJ acolheu o entendimento da Anvisa, reafirmando que a bomba de insulina se caracteriza como um "produto para a saúde", categoria distinta de medicamentos e órteses. 

O ministro Antonio Carlos Ferreira, relator do caso, ressaltou a eficácia comprovada da bomba de insulina no controle da diabetes tipo 1, justificando sua cobertura obrigatória pelos planos de saúde. A decisão se fundamenta em estudos científicos, pareceres técnicos e na Lei 14.454/2022. A jurisprudência do STJ, alinhada com a legislação vigente, busca garantir o acesso a tratamentos eficazes e assegurar a saúde dos beneficiários de planos de saúde. 

Essa decisão reforça um precedente da 3ª Turma do STJ, que em novembro também se manifestou favoravelmente à cobertura da bomba de insulina. No REsp 2.130.518, a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, destacou os benefícios clínicos do dispositivo, como a melhora do controle glicêmico, a redução da necessidade de injeções e a consequente diminuição das internações por complicações da doença. 

A decisão do STJ proporciona segurança jurídica aos pacientes e representa um avanço importante na garantia do direito à saúde. Ao determinar a cobertura da bomba de insulina, o tribunal reconhece a importância desse dispositivo para o tratamento adequado da diabetes tipo 1 e a necessidade de assegurar o acesso a tecnologias que promovem a qualidade de vida dos pacientes. 

Agora, os portadores de diabetes tipo 1 que necessitam da bomba de insulina têm o respaldo da Corte Superior para exigir a cobertura do seu plano de saúde. Para ter acesso, bata consultar o seu médico, reunir a documentação necessária que comprove a prescrição médica do equipamento e entrar em contato com a sua operadora. Em caso de resistência por parte do plano de saúde, o paciente deve, então, buscar auxílio jurídico especializado para garantir seu direito. 



Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


Desidratação, quedas de pressão e segurança alimentar. Como manter cuidados com a saúde no verão

Especialista explica como prevenir problemas de saúde comuns na estação mais quente do ano

 

O verão é uma das estações mais esperadas do ano, marcado por dias ensolarados, atividades ao ar livre e viagens para destinos tropicais. No entanto, as altas temperaturas também trazem uma série de desafios para o organismo. Desidratação, quedas de pressão e problemas na pele são apenas alguns dos riscos que podem comprometer o bem-estar durante essa época.

Para ajudar a atravessar a estação com saúde, o Dr. Thiago Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, apresenta uma série de dicas práticas e eficazes. "Com cuidados simples, é possível aproveitar os melhores momentos do verão enquanto se protege de eventuais riscos à saúde", afirma o médico. Confira abaixo orientações sobre hidratação, alimentação, proteção da pele e muito mais.


Desidratação: um perigo silencioso

A desidratação é uma das principais preocupações no verão. "Com o aumento da temperatura, o corpo transpira mais para regular a temperatura interna, o que pode levar a uma perda significativa de líquidos e eletrólitos", explica o Dr. Piccirillo. Os sintomas de desidratação incluem sede excessiva, boca seca, tontura e, em casos graves, confusão mental.

Para evitar esse quadro, é essencial manter-se hidratado ao longo do dia, ingerindo pelo menos dois litros de água. "Bebidas isotônicas também podem ser úteis, especialmente para quem pratica atividades físicas intensas, pois ajudam a repor os sais minerais perdidos com o suor", acrescenta o médico.


Mantendo a pressão arterial sob controle

Altas temperaturas podem levar à vasodilatação, causando quedas na pressão arterial. Isso pode resultar em sintomas como tontura, fraqueza e até desmaios. "Pessoas com histórico de pressão baixa ou que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos devem redobrar a atenção", ressalta o Dr. Piccirillo.

Para evitar problemas, o médico recomenda evitar exposição prolongada ao sol, principalmente nos horários de pico (entre 10h e 16h), e manter-se hidratado. "Outra dica importante é consumir alimentos leves e ricos em água, como frutas, verduras e legumes, que ajudam a equilibrar o volume sanguíneo e mantêm o organismo hidratado."


Os riscos do calor para o organismo

O calor excessivo pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e dificultar a regulação da temperatura corporal, levando a quadros como insolação e exaustão pelo calor. "Essas condições são graves e exigem atenção imediata. Os principais sintomas incluem dor de cabeça, náusea, tontura, fraqueza e aumento da temperatura corporal", alerta o médico.

Para prevenir esses problemas, o Dr. Piccirillo orienta o uso de roupas leves, de cores claras e que permitam a transpiração, assim como a adoção de pausas frequentes em ambientes frescos durante atividades ao ar livre.


Alimentação no verão

Uma dieta equilibrada é fundamental para manter a saúde no calor. "Prefira alimentos frescos, como saladas, frutas e carnes magras. Evite comidas gordurosas e de difícil digestão, que podem causar indisposição", recomenda o especialista.

Outra dica é incluir alimentos ricos em água, como melancia, pepino e abacaxi, no cardápio diário. "Esses alimentos não só hidratam, mas também fornecem vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo."


Cuidados com a pele

A proteção da pele também é um aspecto crucial durante o verão. "O excesso de exposição solar aumenta o risco de queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele. Por isso, o uso de protetor solar é indispensável", afirma o Dr. Piccirillo.

O médico recomenda aplicar o protetor solar com fator de proteção 30 ou superior, aplicando a cada duas horas e após mergulhos ou sudorese excessiva. "Além disso, não se esqueça de proteger os lábios com protetores labiais e usar chapéus ou bonés para reforçar a proteção."


Dicas gerais para um verão saudável

Para finalizar, o Dr. Piccirillo compartilha algumas dicas gerais:

  • Planeje suas atividades ao ar livre para os horários mais frescos do dia, como o início da manhã ou o fim da tarde.
  • Esteja atento aos sinais do corpo: fadiga extrema, tontura e sede intensa são sinais de que você precisa descansar e se hidratar.
  • Evite bebidas alcoólicas em excesso, pois elas contribuem para a desidratação.

"Com esses cuidados simples, é possível desfrutar de um verão mais seguro e saudável", conclui o médico.

 



Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Expectativa de vida em alta: Um convite para redefinir o envelhecimento no Brasil

Em 2023, a expectativa de vida no Brasil atingiu 76,4 anos, superando os níveis pré-pandemia, segundo dados recentes do IBGE. Essa conquista reflete avanços em saúde pública, tecnologia médica e acesso a tratamentos. No entanto, ao celebrar este marco, também precisamos repensar como o envelhecimento é vivenciado no país.

Embora viver mais seja um objetivo histórico da humanidade, é igualmente crucial garantir que esses anos a mais sejam vividos com qualidade. A longevidade não deve ser vista apenas como uma extensão do tempo, mas como uma oportunidade de transformar o papel social dos idosos e promover um envelhecimento ativo, saudável e pleno.


Desafios da Longevidade

Com a maior longevidade, surgem desafios significativos:

  1. Saúde Física e Mental: Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, tornam-se mais prevalentes com o envelhecimento, demandando uma abordagem mais preventiva e integrada. Além disso, a saúde mental merece destaque, pois a solidão e o isolamento social afetam um número crescente de idosos, prejudicando seu bem-estar.
  2. Inclusão Social: Em uma sociedade que muitas vezes marginaliza os mais velhos, é urgente criar políticas e práticas que reconheçam o valor dessa parcela da população.
  3. Sustentabilidade Econômica: O envelhecimento populacional pressiona sistemas de saúde e previdência. É essencial repensar modelos que incentivem a participação ativa dos idosos na economia e no tecido social.


Oportunidades para um envelhecimento ativo

Com os avanços da medicina e da ciência, viver mais anos saudáveis é possível, mas isso requer esforço coletivo e planejamento. Entre as estratégias necessárias estão:

  • Políticas Públicas Focadas em Envelhecimento: Projetos que integrem saúde, educação e tecnologia para idosos podem criar um ambiente mais inclusivo.
  • Promoção da Convivência Intergeracional: Iniciativas que conectam jovens e idosos promovem aprendizado mútuo e ajudam a combater o isolamento social.
  • Cultura do Envelhecimento Positivo: É necessário romper com estereótipos de velhice como sinônimo de inatividade ou declínio. O envelhecimento é, na verdade, uma fase de potencial renovado para contribuições significativas à sociedade.


Uma nova perspectiva

A expectativa de vida de 76,4 anos nos convida a olhar para o futuro com um senso de responsabilidade. Este marco não deve ser apenas um número, mas um reflexo da nossa capacidade de cuidar melhor das pessoas, promovendo dignidade e oportunidades em todas as idades.

Ao reimaginar o envelhecimento, estamos não apenas honrando a vida que se estende, mas também construindo uma sociedade mais justa, inclusiva e preparada para as demandas e riquezas da longevidade.

 

Dr. Raphael Kaeriyama - médico especializado em Medicina Preventiva e Social pela USP. Cofundador do espaço Nandarê. Médico formado pela Universidade de São Paulo. Residência em Medicina Preventiva e Social no Hospital das clínicas da USP. Fellow na Universidade de Groningen (Holanda) em doenças cardiometabólicas. Possui MBA em Gestão em Saúde pela FGV e MBA em Inteligência artificial na saúde pela FIA

 

Dicas para começar o ano com tranquilidade financeira

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 Especialista indica planejamento seguro e eficiente para aplicar ao longo de 2025 

 

Com a chegada de 2025, muitos brasileiros buscam maneiras de iniciar o ano com tranquilidade financeira, mas como fazer uma organização eficiente e que se mantenha ao longo do ano todo. A especialista em planejamento financeiro da Me Poupe! Marina Farias compartilha orientações valiosas para organizar o orçamento e alcançar estabilidade econômica.

A primeira dica é revisar os gastos realizados no ano anterior para identificar hábitos de consumo e oportunidades de redução de despesas. "Antes de pensar no futuro, é importante entender como você gastou no passado. Saber para onde está indo o dinheiro, conhecer seus hábitos financeiros e ter o valor total das entradas e saídas de dinheiro no dia a dia contribuem com esse controle maior durante todo o ano. Ferramentas como planilhas e aplicativos podem ajudar a mapear esses padrões", orienta.

Definir metas financeiras claras é outro passo essencial. Marina sugere o uso do método SMART, técnica que orienta na criação de objetivos para que possam ser facilmente visualizados e, com isso, mais fáceis de serem alcançados. "O método SMART ajuda a identificar as metas e o que será preciso para atingir cada uma delas. Essa palavrinha em inglês serve para o português também, significa criar metas: eSpecíficas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais, ou seja, com um prazo específico", explica.

A construção de uma reserva, que alguns chamam ‘de emergência’, mas que também pode ser chamada de reserva ‘da tranquilidade’, também é fundamental para lidar com imprevistos financeiros. Marina aconselha poupar o equivalente a, pelo menos, seis meses dos gastos mensais, aplicando esse valor em investimentos de liquidez diária. "Com ela é possível estar preparado para enfrentar situações inesperadas, como períodos de baixo movimento. Dessa forma a pessoa pode ter mais tranquilidade para tomar decisões", afirma.

Um ponto de muita atenção em um planejamento assim é evitar o endividamento, e para isso é essencial controlar o uso do cartão de crédito. Marina sugere pensar sempre no número três. “Estabelecer um limite pessoal que não exceda três vezes a renda mensal, dividir em no máximo três vezes e acompanhar os gastos em tempo real. Proteja-se de você mesmo definindo um limite pessoal. Além disso, se a compra não cabe no seu orçamento dividida em no máximo três vezes então provavelmente é de um valor muito alto e o melhor é planejar direitinho em quantas vezes dividir para garantir que não pese", orienta.

Por fim, Marina enfatiza a importância de continuar estudando sobre finanças para tomar decisões mais informadas e eficazes. "Quem para de adquirir conhecimentos novos fica parado no tempo. A educação é o grande fermento da sua vida financeira", conclui.

  



Marina Farias @ricasprasempre - Especialista em planejamento financeiro da Me Poupe!, graduada em administração e pós graduada em Neurociência e comportamento pela PUC. Marina atuou 10 anos como gerente em bancos multinacionais e assessoria de investimentos, sendo vencedora do Prêmio Nacional de Educação Financeira XP Transforma 2023. Hoje, como especialista em comportamento financeiro, ensina organização das finanças pessoais e ajuda pessoas a conquistarem autonomia financeira.


Boletim das Rodovias


ANO NOVO

                                    3 DE JANEIRO - 17h

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo às 17h desta sexta-feira (3). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - O motorista encontra tráfego congestionado nos dois sentidos da Rodovia dos Imigrantes (SP-160). No sentido capital, do km 70 ao km 55, para o litoral do km 27 ao km 53, igualmente causados pelo excesso de veículos. Na Rodovia Anchieta (SP-150), sentido litoral, o tráfego está lento do km 31 ao km 40. Para a capital, o motorista encontra tráfego lento do km 60 ao km 52, devido ao excesso de veículos.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) apresenta tráfego lento no sentido capital, do km 62 ao km 61, no sentido oposto o fluxo é normal.  Já na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348)  a lentidão é do km 15 ao km 13+360, no sentido capital. Para o interior o fluxo é normal. 

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sem congestionamentos. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O motorista que utiliza o corredor trafega normalmente no sentido interior. Para a capital, o tráfego está lento do km 20 ao km 16. 


Rodovia dos Tamoios

A Tamoios tem trânsito normal, sem congestionamentos.


Brain Rot: um sintoma da falência social na educação moderna

O termo “brain rot”, eleito pelo Dicionário de Oxford como a palavra do ano de 2024, reflete uma preocupação social que deve ser tratada como um problema de saúde pública. As implicações são vastas: o futuro da aprendizagem, a capacidade de pensar criticamente e a formação de cidadãos inteiros e engajados estão em jogo. 

As escolas, que deveriam ser santuários de aprendizado, frequentemente se transformam em ambientes sobrecarregados de informações superficiais e estímulos incessantes. Essa realidade resulta em uma geração que, mais do que nunca, se sente incapaz de se concentrar em tarefas significativas. A educação deve cultivar uma mentalidade crítica que permita reflexão e interpretação, formando indivíduos integralmente preparados para a vida. 

Se considerarmos o brain rot como um reflexo da fraqueza da estrutura social, a questão se amplifica: estamos dando o exemplo? Se adultos e educadores sucumbem às mesmas distrações digitais, como esperamos que as crianças e jovens desenvolvam resistência? A solução não está apenas nas iniciativas escolares, mas na responsabilidade coletiva em criar um ambiente que valorize a atenção plena e a aprendizagem significativa. 

Iniciativas como projetos de mindfulness ou áreas livres de tecnologia, embora necessárias, não são suficientes sem uma mudança cultural mais ampla. Precisamos repensar o consumo de informação e valorizar o tempo e a atenção. Campanhas efetivas que incentivem o uso responsável da tecnologia e promovam a saúde mental devem ser prioridade em todas as esferas da sociedade.  O desafio é imenso e a responsabilidade é coletiva. 

Formar cidadãos conscientes e proativos não é apenas a função da escola, mas de todos. A reflexão crítica é crucial: estaremos fazendo o suficiente para dar o exemplo? Somente assim poderemos iniciar a transformação necessária e evitar uma geração submissa ao consumismo acelerado e refém da tecnologia.




Celso Hartmann - diretor executivo dos colégios da Rede Positivo

 

Feriado de Ano Novo registra 3,14 milhões de veículos nas rodovias concedidas

 O tráfego foi intenso no sábado (28), com 755.271 veículos em circulação


O feriado de Ano Novo registrou o movimento de 3,14 milhões de veículos nas rodovias concedidas, sendo 1,11 milhão somente rumo à capital paulista e 928 mil ao interior, segundo levantamento do Centro de Controle de Informações (CCI) da ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo.  

No Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, operado pela ViaOeste, o fluxo foi de, aproximadamente, 724 mil veículos entre 28 de dezembro até as 15h de 1º de janeiro. Mais de 627 mil veículos circularam pelo Sistema Anhanguera-Bandeirantes no mesmo período.  

No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), 723 mil veículos desceram a serra em direção às praias da Baixada Santista pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160). No Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070), 411 mil veículos passaram pelas quatro praças de pedágio das rodovias nos dois sentidos. Na Rodovia dos Tamoios (SP-099), que liga ao Litoral Norte, foram mais de 354 mil. 

Cerca de 300 mil veículos trafegaram pelas rodovias Pedro Eroles (SP-088), entre Arujá e Mogi das Cruzes; Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), entre Mogi das Cruzes e Bertioga; Doutor Manuel Hipólito Rego (SP-055), entre Bertioga e Santos; e Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), entre Praia Grande e Miracatu, que conectam os municípios do Alto Tietê à Baixada Santista e ao Vale do Ribeira.  

Para garantir segurança e tranquilidade aos usuários, o Centro de Controle de Informações da ARTESP, junto aos Centros de Controles Operacionais das concessionárias, monitorou, ininterruptamente, mais de 11 mil quilômetros de rodovias concedidas durante todo o feriado. Além disso, os usuários tiveram à disposição mais de 230 ambulâncias, 300 guinchos e 219 postos e bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).


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