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segunda-feira, 29 de julho de 2024

Marketing Médico: Estratégias para Atrair e Reter Pacientes em Tempos de Alta Competição


No cenário competitivo da saúde, clínicas e médicos precisam se destacar para atrair e reter pacientes. Patrícia Vasconcellos, CEO da Destak Consultoria Médica, compartilha insights valiosos sobre como o marketing médico pode ser um diferencial estratégico, especialmente em tempos de alta concorrência.

 

1. Importância do Marketing Digital e Presença Online

De acordo com Patrícia, a presença online é essencial para a visibilidade e credibilidade de qualquer prática médica. "Ter um website profissional e uma presença ativa nas redes sociais são fundamentais para que os pacientes encontrem e escolham seu consultório", afirma. Além disso, o uso de SEO (Otimização para Motores de Busca) pode garantir que sua clínica seja facilmente encontrada em pesquisas online, aumentando o tráfego e a visibilidade.

 

2. Campanhas de Educação em Saúde para Atrair Pacientes

Patrícia enfatiza a importância das campanhas de educação em saúde. "Educar o público sobre temas de saúde não só atrai pacientes, mas também estabelece a clínica como uma fonte confiável de informação", explica. Essas campanhas podem incluir postagens em blogs, vídeos informativos e webinars que abordem questões de saúde relevantes e populares.

 

3. Conteúdo de Qualidade: Construindo Autoridade e Confiança

O uso de conteúdo de qualidade é outra estratégia essencial. "Produzir conteúdo relevante e educativo, como artigos de blog, vídeos explicativos e webinars, ajuda a construir autoridade e confiança com o público", comenta Patrícia. Este conteúdo pode abordar tópicos médicos, procedimentos, cuidados preventivos e dicas de bem-estar, mostrando a expertise do consultório e engajando pacientes atuais e potenciais. 


4. Programas de Fidelização e Marketing de Relacionamento 


Para manter os pacientes existentes, Patrícia recomenda programas de fidelização e estratégias de marketing de relacionamento. "Manter uma boa relação com os pacientes é crucial para a retenção", destaca. Isso pode incluir o envio de newsletters com atualizações de saúde, lembretes de consultas, e programas de benefícios ou descontos para pacientes frequentes.

 

Quiropraxia melhora a comunicação entre o cérebro e o corpo

Segundo a OMS, cerca de 80% da população mundial já sofre ou terá dor na coluna

 

Dor nas costas afeta ou irá afetar no futuro cerca de 80% da população brasileira, de acordo com a OMS, proveniente de má postura, lesões e tensões musculares ou até a hérnia de disco. Além de acompanhamento médico das dores, alongamentos, rotina de exercícios físicos, a quiropraxia é uma saída para a melhora dos sintomas de desconforto, diminuição de utilização de medicamentos e retomada da qualidade de vida do paciente. 

A quiropraxia é uma profissão com um pouco mais de 20 anos no Brasil, especializada na saúde da coluna vertebral, com reconhecimento recente do Ministério do Trabalho como ocupação. A prática consiste em ajustes feitos por profissionais graduados que auxiliam em problemas que acometem o sistema neuro-músculo-esquelético, ou seja, nervos, tendões, músculos e ossos. 

Para a quiropraxista Bianca Colisse, a prática melhora a comunicação do cérebro com o corpo. “Todos os públicos estão aptos a melhorar essa conexão dos membros / coluna com os comandos cognitivos, de mulheres grávidas, bebês a até idoso, já que a quiropraxia é para todos. Mas para isso, o profissional precisa fazer uma avaliação correta sobre o quadro e histórico de vida do paciente, para identificar possíveis contraindicações e quais são as melhores técnicas a serem desenvolvidas no tratamento dentro daquele cenário individualizado”, explica. 

Os ajustes ficaram famosos com as redes sociais, quando profissionais mostram em vídeo a prática sendo executada e o corpo do paciente sendo “estalado” e “colocado no lugar”. Porém, o ajuste pode ocorrer mesmo sem barulhos, afinal, os estalos são pequenas bolhas de ar que “estouram” nas articulações.

Mesmo com a ascensão da profissão com a internet, a quiropraxista Bianca Colisse reforça a importância de buscar profissionais graduados, que fizeram faculdade entre as cinco disponíveis no Brasil, para a prática. “Sempre aconselho os pacientes a buscar informações sobre o profissional escolhido, qual a sua formação e cursos adicionais na área. A quiropraxia é uma profissão e que deve ser executada de forma séria, já que cuida da saúde da coluna dos pacientes”, finaliza.

 

Doenças x Quiropraxia

 As patologias que a quiropraxia mais auxilia são

     Dores no quadril e lombar;

     Hérnia de disco (cervical ou lombar);

     Torcicolo ou dores no ombro (como tendinite, bursite);

     Artrose;

     DTM ou bruxismo;

     Enxaqueca oriundas de questões ortopédicas;

     Lesões de extremidade (problemas na unha, cotovelo, joelho, tornozelo, pé).

 


Bianca Colisse | ABQ 1138 - Quiropraxista graduada pela Universidade Anhembi Morumbi. Acupunturista pós-graduada pela Escola Brasileira de Medicina Chinesa (EBRAMEC). Profissional de Educação Física, graduada pela Faculdades Integradas de Santo André (FEFISA), com experiência em Ginástica Laboral, Qualidade de Vida. Associada à Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ).
https://www.instagram.com/biancacolisse_quiropraxia/

 

Como a IA está revolucionando a medicina diagnóstica e laboratorial?

 Prognóstico mais preciso, maior agilidade e precisão no diagnóstico

 

A inteligência artificial (IA)tem se mostrado uma grande facilitadora em diversas tarefas do dia a dia e, na medicina, ela vem se mostrando revolucionária nos diagnósticos, tornando-os mais completos e personalizados. Isso auxilia os médicos na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente. De acordo com o Dr. Alvaro Pulchinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a capacidade de armazenamento e processamento de dados da inteligência artificial a torna um recurso essencial na medicina diagnóstica. 

A inteligência artificial tem avançado rapidamente, especialmente na criação de algoritmos diagnósticos e na avaliação de dados genômicos. "Na área da genômica, baseada nos conhecimentos de bioinformática, houve um salto exponencial tanto na identificação de genes específicos responsáveis por doenças quanto alvos terapêuticos", afirma o presidente da SBPC/ML. "A IA tem auxiliado na interpretação dos resultados de exames genômicos, ajudando a identificar genes que causam mutações e polimorfismos, além de permitir a análise conjunta de diversos outros exames. Isso possibilita a formulação de algoritmos para alcançar um prognóstico preciso", acrescenta. 

Para Pulchinelli, no período da pandemia de Covid-19, a medicina laboratorial fortaleceu ainda mais o trabalho conjunto com outras especialidades, o setor de diagnóstico deu respostas rápidas para os desafios e esse é um caminho irreversível. Ele destaca, também, que a IA continua restrita aos laboratórios maiores, os quais têm departamentos de inovação, pesquisa e desenvolvimento. Contudo, em pouco tempo, isso deve se popularizar com a expansão das plataformas de acesso. 

O uso de inteligência artificial por parte dos laboratórios faz parte das ações inseridas no conceito de Lab 4.0, onde esses estabelecimentos se valem da indústria 4.0, ou da quarta revolução tecnológica. As empresas deste período industrial utilizam tecnologias para tornar mais fácil os seus processos, melhorar seus produtos e otimizar a mão de obra. No caso da medicina laboratorial, a tecnologia pode prever alguma doença de acordo com o histórico do paciente e auxiliar nos padrões de qualidade dos laboratórios. 

“A digitalização e automação promovidas por iniciativas como o Lab 4.0 melhoram a gestão da qualidade ao permitir monitoramento contínuo e preditivo”, explica Bruna Dolci Andreguetto, presidente da Regional Interior São Paulo da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). No controle de qualidade, os sistemas que utilizam IA podem verificar o desempenho de equipamentos, por exemplo, bem como identificar qualquer afastamento dos padrões de qualidade. “Isso permite uma intervenção proativa, evitando problemas que poderiam comprometer a qualidade dos resultados”, salienta. 

A inteligência artificial também proporciona maior precisão nos resultados, conforme explica André Doi, médico patologista clínico e diretor científico da SBPC/ML. "A IA é excelente na identificação de padrões, o que a torna extremamente precisa no diagnóstico. Isso se aplica tanto a exames de imagem quanto à análise microscópica de peças cirúrgicas e à identificação de padrões em resultados de exames laboratoriais para determinados tipos de doenças", ressaltou. 

Ainda segundo André Doi, é possível que, na medicina diagnóstica, o uso dos chatbots com a melhora dos algoritmos e a integração de informações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais agilize as conclusões médicas. No entanto, na opinião dele, por não ter o senso crítico de um raciocínio clínico integrado, empático e sensorial, a tecnologia não substitui o julgamento de um profissional da área da saúde na tomada de decisões. “Entramos em uma nova era da medicina que é muito mais precisa, mas, correndo o risco de ser menos humanizada. Tanto pela carência de julgamento clínico e empático como por um raciocínio superficial que tenta suprimir a ativação dos sentidos humanos para uma tomada de decisão”, finaliza o diretor científico da SBPC/ML.
 

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Rizotomia e discectomia endoscópicas podem ser utilizados no tratamento da dor lombar

Estudo do neurocientista Dr. Fabiano de Abreu, realizado com auxílio da Logos University International, afirma ainda que o tratamento pode ser utilizado na radiculopatia aguda na síndrome da pessoa rígida

 

A síndrome da pessoa rígida também conhecida como síndrome do homem rígido é um distúrbio neurológico raro e foi descrito pela primeira vez em 1956. A doença, que afeta duas vezes mais mulheres do que homens, pode se manifestar entre a terceira e a sétima década de vida com espasmos dolorosos, hiperreflexia e rigidez muscular axial que pode progredir lentamente para os músculos proximais dos membros. 

De acordo com o neurocientista, phd e biólogo Dr. Fabiano de Abreu, os espasmos são desencadeados por sensações de medo, estímulos táteis ou auditivos inesperados. “As características funcionais do portador da doença são a marcha lenta, a perda insidiosa da flexibilidade do tronco e, posteriormente, da musculatura dos membros. Fato que leva a dependência de terceiros”, explica. 

O estudo, publicado na revista científica Cognitions, concluiu que a descompressão medular e radicular por meio da discectomia endoscópica transforaminal foi eficiente em controlar a dor radicular e disfunção neural pela compressão sem apresentar agressões tecidulares, o que poderia ser um gatilho para os espasmos. A rizotomia, por sua vez, bloqueou a entrada de estímulos nociceptivos da artrose facetária que sustentavam uma via de retroalimentação de dor-rigidez-dor. “A rizotomia P-RF, se mostrou eficiente em modular a dor crônica, possivelmente por múltiplas causas”, explica o neurocientista. 

Por isso, de acordo com o Dr. Fabiano de Abreu é necessário avaliar diferentes esferas do relato de uma dor crônica. “A dor relatada por um paciente deve ser abordada nos âmbitos biológico, psicológico e social. Compreender a multidimensionalidade da dor, pode ajudar a desenvolver estratégias menos agressivas e mais eficientes em pacientes pouco convencionais, como no caso da SPS”. 

Link para o estudo: clique aqui 

 

*Coluna* 

Você já ouviu falar na Síndrome da Pessoa Rígida? Essa doença extremamente rara, também é conhecida como Síndrome do homem rígido e é um distúrbio neurológico raro, que foi descrito pela primeira vez em 1956. A doença afeta duas vezes mais mulheres do que homens e se manifesta geralmente por espasmos dolorosos. 

Outros sintomas que também podem caracterizar o distúrbio, que geralmente aparecem entre os 30 e os 70 anos, são: a hiperreflexia e a rigidez muscular axial que pode ainda, progredir lentamente para os músculos proximais dos membros. 

Os espasmos são desencadeados, na maioria dos casos, por sensações de medo, estímulos táteis ou auditivos inesperados. As características funcionais do portador da doença são a marcha lenta, a perda insidiosa da flexibilidade do tronco e, posteriormente, da musculatura dos membros. Fato que leva a dependência de terceiros. 

O estudo, publicado na revista científica Cognitions, concluiu que a descompressão medular e radicular por meio da discectomia endoscópica transforaminal foi eficiente em controlar a dor radicular e disfunção neural pela compressão sem apresentar agressões tecidulares, o que poderia ser um gatilho para os espasmos. A rizotomia A-RF, por sua vez, conseguiu bloquear a entrada de estímulos nociceptivos da artrose facetária que sustentavam uma via de retroalimentação de dor-rigidez-dor. Já a rizotomia P-RF, se mostrou eficiente em modular a dor crônica, possivelmente por múltiplas causas. 

Por isso, é necessário avaliar diferentes esferas do relato de uma dor crônica. Pois, a dor relatada por um paciente deve ser abordada nos âmbitos biológico, psicológico e social. Compreender a multidimensionalidade da dor, pode ajudar a desenvolver estratégias menos agressivas e mais eficientes em pacientes pouco convencionais, como no caso da SPS. 

Link do estudo:
https://cognitioniss.org/wp-content/uploads/2021/10/RHIZOTOMY-AND-ENDOSCOPIC-DISCECTOMY-FOR-CHRONIC-LOW-BACK-PAIN-AND-ACUTE-RADICULOPATHY-IN-A-STIFF-PERSON-SYNDROME.pdf

  

Fabiano de Abreu Rodrigues - PhD, neurocientista com formações também em neuropsicologia, biologia, história, antropologia, neurolinguística, neuroplasticidade, inteligência artificial, neurociência aplicada à aprendizagem, filosofia, jornalismo e formação profissional em nutrição clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International e membro da Federação Européia de Neurociências e da Sociedade Brasileira e Portuguesa de Neurociências.


A importância da colonoscopia como prevenção do câncer colorretal

Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê cerca de 45 mil casos novos de câncer colorretal para cada ano do triênio 2023-2025

 

Mesmo antes dos sintomas e sinais aparecerem, o câncer colorretal pode ser diagnosticado com exame de colonoscopia. Semelhante à endoscopia, o procedimento capta imagens da porção final do intestino delgado, do intestino grosso (cólon) e do reto. Além de tumores, o procedimento pode detectar outras enfermidades, como doenças inflamatórias do intestino. 

No Brasil, estima-se que mais de 45 mil novos casos de câncer colorretal sejam registrados por ano, entre 2023 e 2025, equivalente a 21,10 casos por 100 mil habitantes, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

O exame é realizado sob sedação endovenosa, ou seja, permite que o paciente durma e não sinta nenhum desconforto durante o procedimento, que investigará possíveis lesões na superfície interna do intestino. 

O procedimento dura em torno de 40 minutos e o paciente só deve realizá-lo caso esteja acompanhado, pois o uso de sedativos causa sonolência e alteram atenção e equilíbrio. “É um exame muito importante para o diagnóstico precoce do câncer colorretal. Com a detecção do tumor em fases iniciais, aumentam as chances de sucesso do tratamento”, explica Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil. 

Além de sinais sugestivos do câncer intestinal, o exame identifica doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que também podem apresentar como sintomas diarreias crônicas e sangramentos nas fezes. 

Entre os fatores que podem aumentar o risco de câncer colorretal estão obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e alcoolismo. É importante enfatizar que apresentar um fator de risco não significa a doença se desenvolverá. 

Há também fatores de risco que não podem ser alterados, como a idade. O câncer colorretal é mais comum após os 50 anos e entre pessoas com histórico pessoal ou familiar de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal, histórico pessoal de doença inflamatória intestinal, síndromes hereditárias e diabetes tipo 2. 

O câncer colorretal, quando descoberto precocemente, tem chances de cura entre 90% e 95%. Para pessoas que não apresentam sintomas e não possui histórico familiar, o recomendado é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo conforme recomendação médica.

 

Ferring

 

Excesso de peso pode atingir 68% dos brasileiros em 203

Dados acendem alerta para o aumento do risco de diversas doenças crônicas

Obesidade é considerada um dos maiores desafios da saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se de uma doença crônica, progressiva e com impacto epidêmico global. No Brasil, uma pesquisa revelou que dentro de seis anos, 68% da população poderá estar com excesso de peso e 26% poderá ser considerada obesa. Esses dados emergem do estudo "A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS", realizado por uma equipe de 17 pesquisadores de diversas universidades brasileiras e uma chilena.

Os números revelam um cenário preocupante para a saúde dos brasileiros. Segundo o estudo, sete em cada dez pessoas poderão estar com sobrepeso e uma em cada quatro será obesa. Diante desse cenário, uma alternativa promissora que vem ganhando destaque é o balão intragástrico, um método não cirúrgico indicado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade. É o que explica Leonardo Salles, médico e presidente do Instituto Mineiro de Obesidade (IMO).

“O balão é inserido vazio através da boca e preenchido com uma solução salina dentro do estômago. Quando já colocada a prótese, que é feita de silicone, ela ocupa o espaço do alimento e diminui a velocidade de passagem pelo órgão do sistema digestório, permitindo que a pessoa submetida ao tratamento tenha mais saciedade por um período muito maior, mesmo comendo pouco”, explica Leonardo Salles.

O procedimento tem se mostrado uma solução para muitos pacientes que procuram uma abordagem menos invasiva em comparação com as cirurgias bariátricas tradicionais. “Além de ser uma opção segura, é reversível e tem demonstrado resultados positivos na perda de peso. O balão deve permanecer no estômago no período de seis a 12 meses, dependendo da necessidade de cada paciente. Dentro de um ano, há uma projeção de queda em torno de 20% a 30% do peso”, analisa o médico do Hospital IMO.

Diante das projeções para 2030, o especialista aponta que a adoção de uma abordagem multidisciplinar, combinando o uso do balão intragástrico com mudanças no estilo de vida, é fundamental para o sucesso do tratamento. “Isso inclui a implementação de dietas balanceadas, programas de exercícios físicos e suporte psicológico, garantindo que o paciente mantenha os resultados a longo prazo”, finaliza.


Intolerância à lactose: entenda o problema e veja como fazer substituições saudáveis

Jo Sonn - Unplash
Hoje em dia o mercado oferece diversas opções de leites e produtos de origem vegetal

 

A intolerância à lactose, uma condição que atinge milhões de pessoas em todo o mundo, frequentemente se torna motivo de dúvidas e apreensão. Caracterizada pela incapacidade do organismo em digerir completamente a lactose, o açúcar naturalmente presente no leite, essa condição exige atenção, informação e, acima de tudo, uma mudança de hábitos para garantir o bem-estar e a qualidade de vida.

Alessandra Luglio, nutricionista e consultora da A Tal da Castanha, explica que a raiz do problema reside na deficiência da enzima lactase, produzida no intestino delgado é responsável pela quebra da lactose em moléculas menores (glicose e galactose), permitindo sua absorção pelo organismo. “Sem a lactase em quantidade suficiente, a lactose não é digerida adequadamente, fermentando no intestino e causando os desconfortos característicos da intolerância”, esclarece.

Os sintomas, que podem variar em intensidade de acordo com o grau de intolerância de cada indivíduo e a quantidade de lactose ingerida, se manifestam, geralmente, entre 30 minutos e 2 horas após o consumo de leite ou seus derivados. Entre os mais comuns, se destacam: dor abdominal, cólicas, inchaço, gases, diarreia, náuseas e, em alguns casos, vômitos.

Diante de tais sintomas, a busca por orientação médica especializada é crucial. “O diagnóstico preciso é fundamental para diferenciar a intolerância à lactose de outras condições com sintomas semelhantes, como alergia à proteína do leite de vaca e síndrome do intestino irritável”, alerta Luglio.

O diagnóstico, geralmente, envolve a análise do histórico clínico do paciente, testes de tolerância à lactose e, em alguns casos, exames complementares, como biópsia do intestino delgado. Uma vez confirmada a intolerância, o passo seguinte é a mudança de hábitos alimentares, com foco na restrição ou eliminação da lactose da dieta.

A boa notícia é que o mercado alimentício tem se adaptado à crescente demanda por produtos sem lactose, oferecendo uma ampla variedade de leites, iogurtes, queijos e até mesmo chocolates elaborados com ingredientes alternativos e enriquecidos com os nutrientes essenciais encontrados nos lácteos tradicionais.

A substituição do leite de vaca por bebidas vegetais, como as de amêndoa, aveia, coco e castanha de caju, por exemplo, é uma excelente alternativa ao leite de vaca seja para a manutenção do hábito tradicional de se consumir como também utilizá-los na culinária no preparo de receitas tradicionais e afetivas. As bebidas vegetais tem diversas bases e formulações, o que é positivo também do ponto de vista nutricional uma vez que podem atender a diversos tipos de dietas e necessidades nutricionais específicas. Hoje existem bebidas adicionadas de cálcio e outros nutrientes, bebidas mais proteicas e até menos calóricas do que o leite de vaca, por isso é importante avaliar as listas de ingredientes e tabelas nutricionais além de, sempre que possível, consultar um nutricionista para que se possa escolher as bebidas vegetais mais adaptadas às necessidades individuais”.

Luglio ressalta ainda a importância de ler atentamente os rótulos dos alimentos industrializados, pois a lactose pode estar presente em produtos como pães, biscoitos, molhos prontos e temperos industrializados. "A atenção aos rótulos é fundamental para evitar o consumo acidental de lactose e, consequentemente, o surgimento dos sintomas", alerta.

 

 

Positive Co

 

Diagnóstico precoce pode levar à cura do câncer de boca

Seconci-SP alerta sobre tumores de cabeça e pescoço, alvo da Campanha Julho Verde

 

O câncer de boca é um dos tumores de cabeça e pescoço que pode se desenvolver de forma silenciosa, sem apresentar sinais visíveis. Entretanto, quando diagnosticado precocemente, são grandes as chances de sucesso no tratamento e cura. Daí a importância de a pessoa consultar imediatamente o dentista, se observar alguns sinais na boca.

As recomendações são da dra. Tamara Pupo Nishijima Massagardi, dentista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião da campanha Julho Verde, de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço.

A dra. Tamara explica que o autoexame bucal consiste em procurar sinais tais como: mudanças na aparência dos lábios e da porção interna da boca, como endurecimentos, caroços, sangramentos e áreas dormentes; áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras ou pontes móveis); partes esbranquiçadas ou avermelhadas nas gengivas; feridas que não cicatrizam em duas semanas; dentes quebrados ou amolecidos. “Caso você note algum desses sinais, procure logo o especialista”, reforça a profissional.

“O câncer de boca pode se desenvolver nos lábios, gengivas, bochechas, céu da boca ou na língua. No Brasil, a doença atinge atualmente cerca de 15 mil pessoas todos os anos”.

Em estágios mais avançados, os sintomas do câncer de cabeça e pescoço se tornam perceptíveis e facilmente identificáveis, especialmente nas áreas da boca, seios paranasais, nariz e garganta. Os principais sintomas incluem feridas que não cicatrizam, nódulos no pescoço, dificuldades para engolir, manchas brancas nas gengivas, rouquidão persistente e nódulos na língua, prossegue a dentista.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), entre 35 mil e 40 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço a cada ano. Essa condição é o segundo tipo de câncer mais comum em homens, o quinto em mulheres e o sétimo no ranking geral de incidência no Brasil. Os tumores podem surgir na boca, tireoide, na garganta, na laringe, na faringe, nas glândulas salivares e na região de seios paranasais. Segundo o Inca, o diagnóstico de quase 60% dos casos de câncer de cabeça e pescoço ainda é realizado tardiamente.


Fatores de risco

A dra. Tamara elenca os fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento da doença:

·         tabagismo: quem fuma cigarro ou utiliza outros produtos derivados do tabaco – como cigarro de palha, de Bali, de cravo (kretek), fumo de rolo, tabaco mascado, charutos, cachimbos e narguilé – tem risco muito maior de desenvolver câncer de boca e de faringe do que não fumantes; e quanto maior o número de cigarros fumados, maior o risco;

·         consumo de bebidas alcoólicas;

·         exposição ao sol sem proteção, risco importante para o câncer de lábios;

·         excesso de gordura corporal, aumenta o risco de câncer de boca;

·         exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, poeira de couro, poeira de cimento, de cereais, têxtil e couro, amianto, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos está associada ao desenvolvimento de câncer de boca. Os trabalhadores da agricultura e criação de animais, indústria têxtil, de couro, metalúrgica, borracha, construção civil, oficina mecânica, fundição, mineração de carvão, assim como profissionais cabeleireiros, carpinteiros, encanadores, instaladores de carpete, moldadores e modeladores de vidro, oleiros, açougueiros, barbeiros, mineiros, canteiros, pintores e mecânicos de automóveis podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença;

·         infecção pelo vírus HPV, relacionada a alguns casos de câncer de orofaringe.


Número de casais com dificuldades para engravidar cresce a cada ano

Taxa atual de infertilidade é de 17,5%, estudo de 2007 indicava número que não chegava nem mesmo a 10% 


 
Em 2022, no Brasil, 2 milhões e 540 mil bebês nasceram, uma retração de 3,5% em comparação com o ano anterior, segundo dados do IBGE


O mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre infertilidade aponta que 17,5% da população global sofre com problemas relacionados à fertilidade. Em contrapartida, análise publicada em 2007 pela revista científica Human Reproduction, da Universidade de Oxford (Inglaterra), estimava que esse número era de apenas 9%, o que ilustra o aumento do número de mulheres com dificuldades para engravidar nos últimos 17 anos.
 

No Brasil, pelo quarto ano consecutivo, o número de nascimentos caiu, chegando à menor taxa dos últimos 45 anos. Em 2022, 2 milhões e 540 mil bebês nasceram, uma retração de 3,5% em comparação com o ano anterior, segundo dados do IBGE. O estado do Nordeste apresentou a maior queda, com 6,7% a menos de nascimentos. 

“Várias causas explicam a queda do número de nascimentos no Brasil e no mundo. Uma delas é que as mulheres hoje têm filhos cada vez mais tarde, por conta do trabalho e estudos. É fato que a partir dos 35 anos a reserva ovariana passa a cair num ritmo gradativo. Mas a questão da idade não afeta apenas mulheres, já que também marca uma queda na qualidade seminal entre os homens”, alerta o especialista Bruno Jacon de Freitas, farmacêutico e Gerente de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Euroart Import, que trouxe para o Brasil o lubrificante de fertilidade Conceive Plus.

Segundo Jacon, fatores externos e o atual modo de vida da sociedade também vêm contribuindo fortemente para o declínio da fertilidade. “Obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, poluição ambiental, poluentes do plástico e estresse. Tudo isso tem efeito na qualidade e quantidade dos gametas. Por isso é importante que as pessoas saibam que esse impacto realmente existe”. 

Fazer atividade física, não usar substâncias químicas danosas, não fumar, não beber em excesso, buscar uma alimentação saudável e natural, e dormir melhor são hábitos que ajudam a combater o problema, explica o especialista. “Além de tudo isso, o uso de um lubrificante de fertilidade, como o Conceive Plus, pode ser o primeiro passo na busca para conseguir engravidar. O produto cria as condições adequadas para que a gravidez aconteça de forma natural, equilibrando o pH da vagina e aumentando o tempo de sobrevivência dos espermatozoides”. 

Quanto mais tempo os espermatozoides forem capazes de fecundar um óvulo, maior a probabilidade de coincidir com a ovulação da mulher no período fértil. “Esse lubrificante permite que os espermatozoides sobrevivam por até 72 horas, conforme apontam dados de pesquisas laboratoriais”, finaliza o especialista.

 

Consumidor precisa ficar atento à segurança

Carlos Alberto Dimarzio Filho, Gerente Geral da Euroart Import, importadora oficial do produto, faz um alerta para a segurança do consumidor. “O Conceive Plus importado corretamente e que segue todos os padrões e normas da Anvisa tem a embalagem com as informações em português. Se na embalagem as instruções estiverem em outro idioma, não é seguro comprar”, alerta.

  

Euroart Import


Reflexões sobre o melhor e verdadeiro plano de saúde

Reflexões sobre o melhor e verdadeiro plano de saúde
 

 Neste mês de agosto, temos duas campanhas principais no calendário da saúde: o Dia Nacional da Saúde (5/08) e o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08). Proponho uma reflexão sobre essas datas sob diferentes perspectivas. Há um debate constante sobre o elevado custo dos convênios médicos. Não há equilíbrio ou alinhamento entre hospitais, clínicas, planos de saúde e clientes sobre os valores a serem cobrados e pagos. De fato, conveniados acima dos 60 anos são os mais preocupados, afinal, os preços ficam proibitivos a partir dessa faixa etária. Aqui cabe o ditado de que "a corda arrebenta no lado do mais fraco", que é o do cliente. 

Eu não tenho uma solução, mas acredito que uma mudança de paradigma pode inspirar cada um a fazer sua parte em vez de apontar o problema nos outros e esperar que chegue uma boa notícia da ciência, como, por exemplo, a invenção de um remédio que seja bom, barato e que cura tudo, quase mágico. 

O que chamamos de Plano de Saúde deveria se chamar Plano de Doença. Não há como escapar: o ideal é que uma família direcione parte de sua receita para suportar os episódios de perda da saúde, seja fazendo uma poupança ou pagando mensalmente um plano que ofereça acesso a exames preventivos, atendimento emergencial, cirurgias e tratamentos indispensáveis e inevitáveis. 

E o que eu chamo de "Plano de Saúde" seria uma programação de cuidados para minimizar a necessidade de acionar o "Plano de Doença". Isso implica sermos ativamente responsáveis por uma longevidade saudável e autônoma, baseando-nos em hábitos, ações e posturas sobre os quais temos controle.
 

Combate ao fumo 

Não fumar ou interromper o ato de fumar é a escolha principal. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), especializada em câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o cigarro como diretamente responsável por pelo menos 14 tipos de câncer. Além disso, o tabaco está associado a muitos outros problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, respiratórias e circulatórias. Não conheço uma pessoa sequer que tenha fumado a vida toda e que não sofra, ao menos, uma consequência grave dessa decisão. 

Alimentação saudável e equilibrada, manutenção do peso próximo ao ideal, exercícios físicos regulares, redução da ingestão de bebida alcoólica, e exposição ao sol com moderação e proteção são outras ações que devem ser incorporadas ao verdadeiro "Plano de Saúde" da vida.
 

Estratégia 

Muita gente encara a atividade física como uma forma de lazer. No entanto, é preciso vê-la como uma estratégia de saúde. Estudos mostram que a humanidade está vivendo mais, mas um terço das pessoas chega lá muito debilitada. Não é interesse de ninguém acrescentar à vida um período de sofrimento. A longevidade desejada é para brincar com os netos e bisnetos, viajar, namorar e ter propósitos, o que não acontece se a pessoa não tiver plantado e cultivado um "Plano de Saúde".
 

"Guerra" entre pais e filhos 

Tenho visto verdadeiras "guerras" entre pais e filhos com relação ao tempo exagerado dos mais jovens diante das telas. Infelizmente, é mais fácil para os adultos desistirem, ainda mais com a emergente e aparente "vantagem" de que deixar a criança e o adolescente bastante tempo na internet os mantém "sossegados". 

Pesquisas mostram que, além do sedentarismo e dos problemas de visão e postura que esse costume pode impor, longos períodos diante das telas provocam prejuízos mentais. As redes sociais, por exemplo, exibem padrões de consumo e modelos de beleza ilusórios e inatingíveis, podendo levar à depressão grave, elevando o número de suicídios, principalmente entre meninas. 

Há manifestações de segmentos da sociedade pleiteando uma regulamentação que alerte sobre os prejuízos para menores de idade quando o usuário entrar nas redes sociais. Tudo o que for feito para munir os pais e responsáveis de informações sobre esses malefícios é bem-vindo. Espero que uma regulamentação seja elaborada e bem-sucedida.
 

Prudência 

As áreas em que podemos agir individualmente para planejarmos o "Plano de Saúde" são amplas. Sair com tempo para chegar ao destino, dirigindo o veículo com prudência é um exemplo. Quantas pessoas se acidentam e têm sequelas sérias e incapacitantes por estarem atrasadas, por terem ingerido bebida alcoólica ou drogas, por estarem em alta velocidade ou distraídas ao celular? São condições evitáveis que, infelizmente, resultam em um custo financeiro altíssimo e comprometimento irreversível da saúde. 

O controle do estresse, o voluntariado, passar mais tempo com quem se gosta, fazer exames preventivos são atitudes que precisam dirigir o novo estilo de vida. Há muito que individualmente podemos fazer para aumentar a saúde e a expectativa de uma vida longeva com qualidade.
 

Dr. Paulo Pizão - O oncologista Dr. Paulo Eduardo Pizão é um profissional global. Por ser docente em faculdade, gestor em instituições de saúde, atuar no atendimento clínico e por ter sido pesquisador na indústria farmacêutica, tem uma visão geral do setor e conhece o mecanismo desse segmento. Suas atividades profissionais atuais: Pesquisador no Centro de Pesquisa Clínica São Lucas (PUC-Campinas), coordenador da disciplina de Oncologia Clínica no Curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas-SP; oncologista no Instituto do Radium.
 


Equipamento da HTM oferece tratamento de alta tecnologia, agindo diretamente no sangue para tratar células inflamadas do corpo

 

O constante desenvolvimento da tecnologia tem proporcionado inúmeras descobertas que revolucionaram a maneira como cuidamos da saúde. Uma delas é a terapia a laser, modalidade cada vez mais utilizada em diversos tratamentos, tanto de formas tópicas, diretamente no local de intervenção, quanto endovenosas, quando utilizadas nas regiões arteriais do paciente. Uma das principais técnicas é a irradiação intravascular do sangue com laser (ILIB), que irradia o sangue enquanto ele circula pelas veias e apresenta resultados consistentes de melhora em diversos casos crônicos de inflamação e controle de dores.

 

A ILIB é uma terapia não invasiva realizada através da aplicação de laser vermelho de baixa intensidade, com objetivo de obter benefícios terapêuticos, como redução da inflamação, proteção contra danos às células, controle de dor e melhora da circulação sanguínea. O resultado é a prevenção e o tratamento de inúmeras patologias, especialmente para pessoas que sofrem de doenças inflamatórias crônicas, como artrite e artrose. Também é benéfica para tensões musculares, alterações sistêmicas e outras doenças cardiovasculares quando somado esses benefícios ao acompanhamento médico. 

 

"É uma técnica terapêutica que alcança diretamente as células do corpo, desencadeando uma série de respostas benéficas. O laser vermelho penetra suavemente nos tecidos, estimulando o metabolismo celular, proporcionando o bem-estar e a melhoria na qualidade de vida, ajudando as pessoas a se sentirem melhor e prevenindo o desenvolvimento de novas doenças”, destaca Júlia Borim, fisioterapeuta e consultora da HTM Eletrônica, indústria referência no desenvolvimento e fabricação de equipamentos eletromédicos e estéticos. 

 

A seguir, estão listados alguns dos principais benefícios que podem ser alcançados com esta técnica, além das indicações de aplicação mais comuns. Confira:

 

Estimulação da regeneração celular: A ILIB atua diretamente nas células, estimulando seu metabolismo e promovendo a regeneração dos tecidos. Isso é benéfico para pessoas que sofrem de feridas crônicas, úlceras, queimaduras e lesões musculares, acelerando o processo de recuperação e promovendo a cicatrização mais rápida.

Redução da inflamação: A luz vermelha tem propriedades anti-inflamatórias. A redução na inflamação dos tecidos pode trazer alívio para pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, melhorando os sintomas e a qualidade de vida.

Melhora da circulação sanguínea: A pulseira do cluster LED azul e laser vermelho do Fluence Maxx, também utilizada nessa terapia para melhor posicionamento do cluster, contribui para a dilatação dos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo e a oxigenação dos tecidos. Esse benefício é particularmente relevante para pessoas com problemas circulatórios, como hipertensão, proporcionando uma melhora na saúde cardiovascular e no bem-estar geral.

Controle da dor: Essa terapia pode ser eficaz no controle da dor. A estimulação do laser pode levar à liberação de endorfinas, substâncias naturais do corpo conhecidas por amenizar dores e proporcionar conforto aos pacientes.

  

HTM Eletrônica


Estudo chinês revela fatores essenciais para aumentar a longevidade em idosos com mais de 80 anos

Envato

Médica explica a importância de hábitos saudáveis e sua relação com a longevidade prolongada
 

 

Um novo estudo chinês traz à tona importantes descobertas sobre a longevidade de pessoas com 80 anos ou mais, destacando a relevância de um estilo de vida saudável para alcançar os 100 anos. A pesquisa, baseada no Chinese Longitudinal Healthy Longevity Survey, analisou dados de 5.222 indivíduos, dos quais 1.454 atingiram o marco centenário.

A métrica Life's Essential 8, da American Heart Association (AHA), lista oito fatores essenciais para proteger contra doenças cardiovasculares e câncer. Entre eles, cinco estão diretamente relacionados ao estilo de vida: não fumar, praticar atividade física regularmente, manter uma dieta saudável, ter um índice de massa corporal (IMC) adequado e garantir uma rotina de sono adequada.

No estudo, foi construído um escore de estilo de vida saudável para 100 anos (HLS-100), variando de 0 a 6, que considerou fatores como o não tabagismo, prática de exercícios físicos e diversidade alimentar. Os resultados mostraram que aqueles com escores mais altos no HLS-100 tinham uma probabilidade significativamente maior de alcançar os 100 anos, com uma razão de risco ajustada (RRa) de 1,61 em relação aos grupos com maior e menor escore.

 

Estilo de vida saudável e longevidade

"A adesão a um estilo de vida saudável é crucial mesmo em idades avançadas", afirma a médica Alexandra Ongaratto, especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, o Instituto GRIS. "Este estudo reforça a importância de nunca fumar, praticar atividade física regularmente e adotar uma dieta diversificada para promover a longevidade".

Ongaratto destaca ainda que, ao considerar apenas o não tabagismo, atividade física e diversidade alimentar no HLS-100, as chances de atingir os 100 anos foram ainda maiores. "Isso sugere que a personalização das avaliações de estilo de vida para diferentes faixas etárias pode ser uma estratégia eficaz na promoção do envelhecimento saudável".

Os resultados do estudo questionam achados anteriores que sugeriam a ausência de malefícios com o consumo moderado de álcool e o efeito protetor de um IMC mais alto em populações mais velhas. "A mensagem principal é clara: nunca é tarde demais para adotar hábitos saudáveis, visto que essas são medidas que podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida e na longevidade", conclui a médica.

Essas descobertas reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública que incentivem comportamentos saudáveis entre os idosos, visando não apenas aumentar a expectativa de vida, mas também garantir uma vida com mais qualidade e bem-estar. 

 

Instituto GRIS


Idosos devem se manter ativos profissionalmente, afirma SBGG

  Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia reforça que medida auxilia na saúde física e mental

 

Nas últimas semanas, o nome do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi um dos mais comentados em toda a imprensa mundial. O assunto em questão é se por conta da idade, ele teria condições de concorrer à corrida presidencial. Após muitas especulações, no último dia 21, ele desistiu oficialmente de concorrer à reeleição. 

No entanto, a grande pergunta que fica é: será que existe uma idade certa para a pessoa idosa parar de trabalhar? Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que a população idosa brasileira, de 60 anos ou mais, teve um aumento de 56% em relação ao Censo Demográfico de 2010. São cerca de 32.113.490 pessoas que estão nesta faixa-etária, que representam 15,6% da população do Brasil, que gira em torno de 203.080.756 habitantes. 

Para a geriatra e diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dra. Alessandra Tieppo, antes de analisar se a pessoa está apta ou não a exercer determinada atividade, é importante ressaltar que a questão do etarismo, nome que se dá ao preconceito contra pessoas com base na sua idade, é algo latente no mundo, sendo uma prática bastante comum contra pessoas idosas, principalmente no mercado de trabalho. “O etarismo, além de prejudicar a saúde física, afeta também a dignidade da pessoa, impactando na habilidade de cada indivíduo alcançar seu pleno potencial”, observa a geriatra.

 

Momento de parar?

De acordo com a Dra. Alessandra, a idade nada tem a ver com a incapacidade funcional ou cognitiva de qualquer pessoa. Ela explica que existem outros fatores que contribuirão com esta questão, mas não tem qualquer relação com a idade. “A funcionalidade de uma pessoa envolve a sua autonomia, que é o poder de decisão, de pensar por si mesmo e poder executar qualquer tarefa. E esse comprometimento não tem nada a ver com a idade”, afirma, ao comentar que, obviamente, a idade mais avançada pode trazer algumas doenças crônicas e suas manifestações podem ser mais evidentes. “No entanto, a perda de funcionalidade não é sinônimo de envelhecimento; ao contrário. É importante lembrar que a experiência de vida contribui muito para uma sociedade saudável, inclusive no mercado de trabalho. Assim, pessoas idosas podem e devem continuar trabalhando.” 

Segundo a geriatra, profissionais nesta faixa-etária com ensino superior costumam permanecer mais tempo no mercado de trabalho em relação às pessoas que desenvolvem serviços mais braçais. Ela explica que ter uma atividade laboral faz bem não apenas para o organismo, mas também para a mente, desde que seja respeitada as limitações da pessoa. “É fundamental para a saúde da pessoa idosa que ela tenha uma atividade laboral, mesmo que seja parcialmente, até mesmo uma segunda profissão, por exemplo. Também é importante que a pessoa planeje sua aposentadoria para ter um envelhecimento bem-sucedido, sabendo o que ela fará no dia seguinte quando oficialmente se ‘aposentar’”, revela, ao comentar que tendo definida qual a atividade ela começará a se dedicar a partir daquele momento, o processo de envelhecimento ficará muito melhor. “As empresas deveriam investir neste processo visando a aposentadoria das pessoas. Muitas, sem saber o que fazer, podem desenvolver um quadro depressivo e até mesmo de dependência alcoólica ou química, por não se sentir mais útil. Então, neste processo, é importante a participação da família, para evitar que isso aconteça.” 

De acordo com a Dra. Alessandra, também é papel da família perceber quando a pessoa idosa está perdendo a funcionalidade, entendendo se o que ele está fazendo ou deixando de fazer faz parte do envelhecimento realmente para poder intervir, se necessário. “Familiares, pessoa idosa e geriatra devem estar alinhados nesta fase e, juntos, diminuindo as atividades. A família só aposentará o idoso realmente quando ele perder sua capacidade de pensar e tomar decisões, que é a sua autonomia. No entanto, isso não pode ser forçado, é uma decisão compartilhada com a pessoa idosa”, afirma.

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


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