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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Especialista em Reprodução Humana destaca os benefícios do congelamento de óvulos


Ter ou não filhos? Essa é uma decisão vivenciada por muitas mulheres. Falta de estabilidade financeira, ausência de um parceiro e problemas de saúde estão entre os motivos que as levam a adiar ou abandonar o plano da maternidade. Uma pesquisa do IGBE apontou que o número de mulheres que escolheram se tornar mães com mais de 40 anos cresceu 65,7% em 12 anos, passando de 64 mil para 106,1 mil entre 2010 a 2022.

O especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Origen, Marcos Sampaio, recomenda o congelamento de óvulos como uma alternativa àquelas que ainda têm dúvidas se desejam ou não engravidar. Segundo ele, trata-se de um procedimento seguro, com taxas de intercorrência menores que 1%, que oferece às mulheres a oportunidade de adiar a maternidade com segurança levando em conta suas circunstâncias individuais. “O óvulo é a célula mais nobre que existe para o ser humano e seu congelamento funciona como uma máquina do tempo. Um ovo congelado não é afetado pelo tempo e como útero não sofre ou sofre muito pouco com a idade, torna-se possível postergar essa decisão”, explica. 

Nesse caso, ele orienta que, a princípio, quanto mais cedo a mulher congelar os óvulos, melhor. “Em geral, a partir dos 35 anos começa a haver uma queda da qualidade do óvulo. Mas não existe idade proibida. Uma mulher perde dezenas e até centenas de óvulos todos os meses. Então, quando ela congela, só está resgatando o que seria perdido”, esclarece. Ele enfatiza que o número de óvulos disponíveis é o fator mais importante a ser considerado. Nesse caso, o congelamento de óvulos pode ser feito em qualquer idade, inclusive diversas coletas para que se obtenha uma quantidade suficiente de óvulos. A qualidade  tem como seu principal fator prognóstico a idade

Ele avalia que a técnica pode, inclusive, impactar o bem-estar emocional das mulheres. "É natural que mulheres em idade reprodutiva possam ter dúvidas sobre a maternidade em algum momento de suas vidas, e essas incertezas podem surgir em diversas situações. Quando vê uma amiga grávida, um anúncio que tenha um bebê e até uma gestante na rua. Sempre tem aquele grilinho. À medida que ela congela os óvulos, pode seguir a vida sem se preocupar com isso”, observa. Por isso, o médico recomenda. “É sempre aconselhável se basear na idade, na reserva e na condição de saúde da pessoa. 

"É preferível que uma mulher se arrependa do que fez do que do que deixou de fazer. Se ela optar por congelar seus óvulos e, posteriormente, decidir não ter filhos, sempre terá a opção de descartá-los. Entretanto, imagine o arrependimento que poderia surgir uma década depois, quando essa opção já não é mais viável?”, pondera. 

As taxas de sucesso de uma fertilização no futuro a partir de óvulos previamente congelados depende da idade da mulher quando congelou. “Para cada dois embriões, há cerca de 50% de gravidez e, para cada cinco óvulos, há, em média, dois embriões. Então a taxa de sucesso é muito maior do que a taxa de sucesso de uma gravidez por relação sexual, que é mais ou menos de 20%”, explica. No entanto, o médico explica que, com a idade, essa taxa vai diminuindo, porque a qualidade do embrião também reduz. “Existem técnicas que podem ser utilizadas para selecionar o embrião e aumentar essa taxa. Mas essa é uma alternativa que deve ser avaliada caso a caso”, diz.


Dores na coluna em mães e gestantes: como evitar?

Ter um filho é uma alegria imensa para quem sonha com este momento. Mas, nem tudo são flores para as mamães. Desde a gestação, casos de dores na coluna são muito frequentes nas mulheres, que podem agravar conforme a gravidez avança e, até mesmo, após o nascimento, quando terão que carregar os filhos no colo. Mesmo sendo um problema comum enfrentado por elas, existem alguns sintomas de alerta extremamente importantes a serem analisados, assim como medidas preventivas que podem reduzir, significativamente, as chances de enfrentarem dores incomodas durante este período.

Toda gestação gera uma verdadeira mudança no corpo feminino, desencadeando um arqueamento das costas para sustentar o volume abdominal e atingindo, principalmente, a região cervical (pescoço), com tendência a piorar ao longo dos meses. Por isso, estas dores nas costas costumam se intensificar ao longo do crescimento da barriga – podendo gerar incômodos cada vez maiores, especialmente, nas mulheres que já possuem histórico de dores nas costas antes de engravidar, ou que não tinham práticas frequentes de fortalecimento da coluna.

Segundo dados da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna), estima-se que de 50 a 80% das mulheres grávidas venham a apresentar algum tipo de dor lombar durante este período. Normalmente, muitos sintomas costumam a aparecer a partir da oitava semana, com probabilidade de gerar desconfortos mais intensos do quinto ao sétimo mês. No puerpério, devido às alterações hormonais e mudanças no corpo da mulher, o mesmo cenário pode ser visto, gerando uma sobrecarga enorme que pode desencadear outras dores às mães.

Alguns dos maiores sinais de alerta que devem ficar no radar incluem a piora rápida da dor nas costas, se ela vem acompanhada de febre, seu acometimento em apenas um lado da coluna (o que pode indicar outros problemas de saúde), irradiação perante sensibilidade nas pernas, dormência e outras alterações neurológicas. Qualquer um destes sintomas deve ser imediatamente avaliado pelo obstetra responsável pela gestante e, ainda, por um ortopedista de confiança, para que consigam analisar, juntos, o motivo destas dores e qual o melhor procedimento a ser seguido.

Por mais que seja um problema comum enfrentado pelas mulheres que engravidam, existem alguns cuidados que podem ser tomados desde cedo para evitá-los – especialmente, naquelas que estão planejando uma gestação. Estes hábitos são algumas das melhores recomendações contra lombalgias graves, considerando que o uso de remédios é contraindicado ao longo de todos estes meses de gestação e amamentação.

A prática rotineira de exercícios físicos é, de longe, um dos cuidados mais básicos e fundamentais a ser tomado pelas futuras mães desde antes da gestação, sobretudo nas que já apresentam algum desconforto na coluna. Quanto maior for o trabalho de fortalecimento, menor será a chance de desenvolverem dores severas ao longo da gravidez. Existem muitas atividades funcionais, como pilates e treinamentos direcionados para esse objetivo, o que também irá facilitar no período pós-parto.

Diariamente, manter a postura adequada também é fortemente recomendado para auxiliar no alívio e prevenção das dores na lombar, evitando posições em que a coluna não fique ereta. O mesmo vale para ficar muito tempo parada na mesma situação, o que pode piorar este desconforto. A recomendação é intercalá-las para um maior conforto no dia a dia.

Por fim, de nada adiantará estes cuidados, sem que haja um hábito alimentar saudável em suas rotinas. É usual que as mulheres ganhem peso durante a gravidez, o que, inevitavelmente, eleva a sobrecarga na coluna. Por isso, se deve optar por uma nutrição adequada, evitando excessos e alimentos que não sejam nutritivos.

A lombalgia na gravidez é uma situação extremamente comum de ser vista, independentemente da idade da futura mamãe. Mas, isso não significa que tenham que lidar com dores fortes que prejudiquem seu dia a dia. Todos os cuidados mencionados precisam ser adotados o quanto antes, garantindo não apenas a qualidade de vida da gestante, como também de seu bebê.  



Dr. Carlos Eduardo Barsotti - cirurgião ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da USP, Mestre em Ciências da Saúde e Pós-graduado pela Harvard Medical School. Com mais de 19 anos de experiência na área, é um dos poucos profissionais do país a realizar intervenções de alta complexidade, principalmente na correção de escoliose.

Maio Bordô alerta para as cefaleias: 3 é demais!

O mês de maio é um mês de extrema importância para a Sociedade Brasileira de Cefaleia e para a Academia Brasileira de Neurologia.

Anualmente, destacamos o Maio Bordô alertando a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento correto dos diversos tipos de cefaleia.

Na edição 2024 do Maio Bordo, o slogan 3 É DEMAIS traz o significado de que “mesmo que você tenha boas explicações para as suas dores, se você 3 ou mais dores de cabeça por mês, há mais de 3 meses, procure um médico. Você precisa de tratamento.”

O comitê de Leigos da Sociedade Brasileira de Cefaleia registra que o intuito é propagar a campanha em todos os meios de comunicação para a conscientização sobre um problema de saúde prevalente e impactante: às cefaleias, conhecidas por todos como dores de cabeça e muitas vezes subestimadas.

As cefaleias, incluindo condições severas como a enxaqueca, que acomete cerca de 15% da população mundial de acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), não são apenas comuns - são complexas e debilitantes. A enxaqueca é uma doença genética provocada por uma hiperexcitabilidade e alterações metabólicas no no sistema nervoso central em indivíduos susceptíveis e acomete cerca de 30 milhões de brasileiros. Ela é mais frequentemente em mulheres, e conforme a Classificação Internacional de Cefaleia é uma dor de moderada a forte intensidade, de um lado da cabeça, associada a náuseas e/ou vômitos, e/ou fotofobia e fonofobia. Em alguns casos menos frequentes a dor pode ser precedida do que chamamos de aura, que na sua maioria das vezes são sintomas visuais como por exemplo pontos brilhantes. Sabemos que os pacientes com cefaleia recorrente levam muitos anos para procurar um médico por dor de cabeça e ainda muito mais para procurar um especialista, interferindo diretamente na qualidade de vida, prejuízos econômicos e sociais. No Maio Bordô pretendemos além de levar informações e sanar dúvidas sobre estas condições, mudar a percepção pública sobre elas, promovendo um diálogo sobre diagnóstico precoce e tratamento inovadores. Fazer com que o paciente saia da acomodação de seus modelos leigos e tome atitude para melhorar a sua qualidade de vida.

Com embasamento científico a SBC e ABN podem informar a população sobre alguns temas atuais como por exemplo “Os novos avanços no tratamento da Enxaqueca”, alertar sobre o diagnóstico precoce das Cefaleias em Salva, que mesmo não sendo frequente é um tipo de cefaleia primária devastadora, e entre outros temas.

Acredito que esta é uma história que merece atenção, não apenas por sua relevância médica, mas por sua ressonância humana.

3 É DEMAIS. Não existe dor de cabeça normal . Normal é não ter dor de cabeça

Abrace esta causa.



Comitê de Leigos

Evelyn Esteves de Oliveira e Silva
Celia Roesler
Oswaldo Couto Junior
Claudia Zanetti Moura
Felipe Sampaio Sabá
Simone Graziani Prada


Doenças respiratórias e outros males têm maior ocorrência no outono

 Médicos falam sobre cuidados nessa estação sobretudo para crianças e idosos

 

Concentração de poeira e pólen em suspensão no ar, variação da umidade do ar e mudança de temperatura. Esses e outros aspectos característicos do outono causam as doenças típicas dessa estação.  

Gripe, doenças respiratórias e processos alérgicos diversos são comuns nessa época.  Médicos alertam para a prevenção e cuidados que podem ser tomados no outono. 

Normalmente idosos e crianças são mais acometidos pelas chamadas doenças de outono.  

Para o público infantil é recomendada especial atenção. “ Durante o outono, na pediatria, as doenças mais comuns são gripes, resfriados, crises de asma, bronquiolite e pneumonia. Elas acontecem pois, nessa época  a umidade relativa do ar diminui.

Para prevenir essas doenças, é importante manter as vacinações em dia, evitar lugares fechados e aglomerados, higienizar as mãos e lavar as narinas com soro fisiológico regularmente”, afirma Dra. Fernanda Santoro Santos, pediatra do Centro Médico Pastore ( RJ).   

A médica destaca que os responsáveis devem estar atentos aos sintomas. “Quando a criança apresentar algum sintoma respiratório, é importante os pais se comunicarem com o pediatra assistente, para que sejam orientados de forma adequada e ficarem atentos aos sinais de alarme, como febre há mais de 72h, esforço respiratório e sonolência, nesses casos, devem se encaminhar ao serviço de emergência”, reforça Dra. Fernanda.  

Quanto aos idosos vale alertar que esses também costumam ser acometidos pelas doenças sazonais, “como as doenças respiratórias, gripes, principalmente influenza/pneumonias, pneumocócicas. Há também o vírus sincicial respiratório do adulto. A melhor medida preventiva é a vacinação anual da gripe, que muda de acordo com as cepas previstas para o ano. Também tem a Vacinação antipneumocócica” , alerta Dra. Karina Azambuja, geriatra do Centro Médico Pastore.  

Seja qual for o público é sempre recomendado estar com check up médico em dia e cuidar também de prevenção, caso já tenha histórico de doenças respiratórias, por exemplo. 


Como se preparar para uma pós-menopausa saudável e tranquila

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação. O corpo da mulher começa a se preparar para a menopausa entre os 45 e 55 anos. O climatério é conhecido como o período que antecede a menopausa, também chamado de transição menopausal. Passar por esse momento traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher, que se traduzem em um conjunto de sintomas, de modo que identificar estas mudanças e se preparar torna-se fundamental para manter a qualidade de vida nesta nova fase. Porém, como identificar os primeiros sinais e sintomas se eles são tão diversos e podem se confundir com outras condições de saúde?

Mais de 80 sintomas associam-se ao climatério. Um sintoma comum e clássico é o fogacho, também conhecido como onda de calor. Por um desequilíbrio do centro de controle da temperatura, a mulher começa a sentir um calorão repentino, geralmente no tórax e pescoço, fica vermelha, e com suor excessivo. Outro sintoma comum é a mudança do padrão menstrual, geralmente mais precoce, onde os cliclos tornam-se irregulares.

Com a queda progressiva dos hormônios, começam a surgir sintomas mais vagos, que confundem-se com outras condições médicas, mas é muito importante falar neles. Fisicamente, são frequentes a sensação física de cansaço, a falta de energia e disposição, os problemas do sono, como a dificuldade de dormir e insônia, o ressecamento da pele e a flacidez. A saúde psicológica e cognitiva também sofre impacto. As pessoas do convívio diário começam a notar uma piora da concentração e da memória, e alterações do humor e irritabilidade. Em alguns casos, pode ser notado um padrão mais depressivo. Junto com a falta de energia física, surge a falta de vontade de fazer as coisas de que sempre gostou. Dentre todos estes aspectos apontados, talvez o mais desafiador para a mulher, por constituir um conjunto de alterações físicas e emocionais, e ainda por ser um tabu para muitas mulheres, é a diminuição da qualidade de vida sexual. A queda dos hormônios provoca o ressecamento e afinamento da parede vaginal, e a diminuição da lubrificação. Como resultado, o ato sexual pode se tornar doloroso. O saldo então é a diminuição do desejo sexual, falta de excitação, baixa autoestima e até depressão.      

Os sinais clínicos observados devem ser confrontados com os exames laboratoriais para diagnosticar o climatério e definir a melhor estratégia terapêutica. Os principais exames que mostram a aproximação da menopausa é a dosagem do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e do Estradiol. Conforme esta fase se aproxima os ovários se tornam menos responsivos ao FSH, e seus níveis aumentam na tentativa de promover o equilíbrio hormonal. Por isso, é fundamental que a mulher tenha o acompanhamento adequado de profissional médico nesta fase para identificar esse período e tratar os sintomas adequadamente.  

 

Atualmente é reconhecido que a principal estratégia para aliviar os sintomas do climatério consiste na adoção de hábitos saudáveis aliados com a terapia de reposição hormonal. Uma alimentação saudável e a prática de atividade física regular, principalmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, ajudam no controle de peso, diminuem as dores musculares e articulares, e melhoram o humor, a libido e as alterações vaginais. Estimular o cérebro em atividades de raciocínio ajuda a reduzir o risco de perda de memória durante a pós-menopausa. 

A reposição hormonal visa equilibrar os níveis de hormônios diminuídos nesse período, sendo o Estradiol e a Progesterona os principais hormônios utilizados. De fato, a literatura científica tem evidenciado diversos benefícios na saúde física, psicológica e sexual com a reposição da Testosterona em mulheres que apresentam níveis baixos desse hormônio. No Brasil a utilização dessas substâncias já está consolidada nas formas de pílulas, géis, adesivos e injetáveis. Recentemente, muito se tem discutido sobre a terapia hormonal com implantes subcutâneos que são aplicados sob a pele da paciente. A forma de reposição via implantes subcutâneos tem se demonstrado eficaz e segura, sendo utilizada há mais de 50 anos nos Estados Unidos e Europa.  

Por meio da via de aplicação característica dos implantes subcutâneos, as substâncias são liberadas na corrente sanguínea de forma gradual e controlada desde o momento da implantação, podendo manter a terapia de reposição continuamente de 3 e 6 meses sem nenhuma intervenção médica adicional. Dessa forma, os níveis hormonais podem ser mantidos dentro dos limites fisiológicos, sem a variação da dose que ocorre quando se tem que aplicar ou ingerir a substância de forma recorrente todos os dias. O principal benefício desse efeito é a diminuição dos efeitos colaterais envolvidos com a utilização dos hormônios, os quais ocorrem quando a dose passa do limite costumeiramente reconhecido pelo organismo da mulher.  A aplicação dos implantes subcutâneos é um procedimento ambulatorial feito por profissionais médicos treinados e capacitados para uma implantação segura. Após a aplicação, não é necessário realizar a remoção dos implantes, pois eles são completamente absorvidos pelo organismo. Converse com o seu médico sobre os prós e contras da terapia com implantes subcutâneos e fique segura da melhor opção terapêutica para o tratamento dos sintomas do climatério. 

Preparar-se com antecedência é a chave para evitar um choque quando a “mudança” começar. Permita-se também fazer o melhor para o seu corpo, de forma proativa e realmente fortalecedora!

 

Izabelle Gindri - PhD, cofundadora e CEO da bio meds Brasil, fabricante de pellets absorvíveis


Especialista explica riscos e benefícios das lentes de contato dentais

De acordo com o Dr. José Todescan Júnior, essa deve ser uma escolha planejada e bem informada, minimizando eventuais problemas causados pelo procedimento

 

As lentes de contato dentais têm se destacado como uma das intervenções estéticas mais desejadas no campo da odontologia. Elas prometem transformar sorrisos, corrigindo cores, formas e alinhamentos em um procedimento relativamente rápido. No entanto, antes de se decidir por essa solução aparentemente ideal, é crucial entender os diversos aspectos e implicações do procedimento.

De acordo com o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, odontopediatria e endodontia, além de membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, muitos pacientes buscam as lentes de contato dentais para resolver problemas como o escurecimento ou amarelamento dos dentes. Contudo, em muitos casos, o clareamento dental pode ser a opção mais segura e eficaz. “É um processo menos invasivo, que trata a coloração sem alterar a estrutura do dente”, revela. 

As facetas, que são camadas finas de porcelana ou resina fixadas à superfície dos dentes, são indicadas para correções mais abrangentes, que incluem ajustes na forma, no tamanho e na posição dos dentes. “É um procedimento único, que trata esses problemas de uma só vez. No entanto, não é o mais adequado para aqueles que contam com apenas um desses quadros”, pontua.


Um procedimento irreversível

Segundo Todescan, aplicar facetas geralmente envolve o desgaste da superfície do dente, o que significa que o procedimento não pode ser desfeito. “Esta característica destaca a importância de uma decisão bem pensada, baseada na análise detalhada do caso do paciente e nas recomendações de um dentista qualificado. A escolha precipitada de aplicar facetas pode levar a resultados estéticos insatisfatórios e problemas funcionais a longo prazo”, alerta.

Além dos custos financeiros, as lentes de contato dentais trazem um “custo biológico” significativo. Este termo se refere às consequências físicas duradouras do tratamento, incluindo a perda permanente da estrutura dental original e possíveis complicações futuras. “Portanto, é vital que os pacientes ponderem sobre essas implicações e considerem se os benefícios estéticos superam os riscos envolvidos”, declara.


Planejamento e cuidados pós-procedimento

O especialista acredita que cada sorriso é único, e por isso a abordagem para cada paciente deve ser igualmente personalizada. “Uma avaliação completa é necessária. Não apenas da saúde dental do paciente, mas também de seus hábitos diários e expectativas. Dependendo desses fatores, alternativas menos invasivas podem ser recomendadas. Além disso, é essencial que o paciente esteja envolvido no processo de decisão e plenamente consciente de todas as etapas do tratamento”, relata.

Após a aplicação das facetas, a manutenção adequada é crucial para garantir sua longevidade e prevenir complicações. “Os pacientes devem adotar uma higiene oral rigorosa e visitar regularmente o dentista para consultas preventivas. Esses cuidados ajudam a maximizar a vida útil das facetas e garantir a saúde contínua da boca”, ressalta.

Para Todescan, optar por lentes de contato dentais é uma decisão que impacta não apenas a aparência, mas também a saúde bucal a longo prazo. “Deve ser uma escolha bem informada, planejada em conjunto com profissionais qualificados e com uma compreensão clara dos benefícios e riscos envolvidos. Assim, os pacientes podem desfrutar dos resultados desejados com segurança e confiança, mantendo a saúde e a funcionalidade dos seus dentes”, finaliza.  



José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), membro da no Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital). Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.


Clínica Todescan
clinicatodescan.com.br
instagram.com/todescanjrodontologia.

 

 

Fio ou fita dental: descubra a diferença e como escolher

Imagem: GUM
Consultora da GUM® explica a importância do uso e qual escolha é mais indicada para cada necessidade

 

Que o uso do fio dental é fundamental para garantir uma boa higiene bucal não é novidade para ninguém. O que poucos pacientes sabem é que, além dessa ferramenta, existem outras que também podem ajudar a promover a limpeza entre os dentes. A fita dental, por exemplo, é muito parecida com o fio, porém é mais larga e plana e, geralmente recomendada para pessoas que possuem dentes mais separados.  

De acordo com Gabriella Mundim, dentista e consultora da GUM, marca especializada em produtos inovadores para cuidados bucais, a limpeza do espaço entre os dentes é um hábito fundamental para a saúde dental, que muitas vezes cai no esquecimento. “Felizmente, existem muitos produtos de limpeza interdental no mercado, e escolher um que atenda às necessidades ajudará a implementar esse tipo de limpeza na rotina diária”, afirma. 

Gabriella explica que o fio e fita dental são produtos de limpeza interdental que limpam as superfícies entre os dentes, onde a escova não consegue alcançar. “O fio dental é um fio fino de monofilamentos de plástico trançados ou filamentos de nylon. Já a fita dental é muito parecida com o fio dental, mas, é mais larga e mais plana”, esclarece. 

A decisão de usar fita ou fio dental depende de qual produto é a mais eficaz na limpeza entre os dentes e qual é mais fácil de usar, na opinião do paciente. “O fio dental é recomendado para quem possui espaços apertados entre os dentes, pois pode penetrar facilmente nesses espaços, removendo a placa bacteriana e prevenindo problemas como cáries e doenças gengivais. Já a fita dental, é recomendada para quem possui espaços interdentais mais largos ou para aqueles que buscam uma alternativa mais suave para as gengivas sensíveis”. 

Para finalizar, a especialista destaca que em termos de capacidade de limpeza e remoção da placa bacteriana, não há diferença significativa entre os diversos tipos de fio e fita dental. “A escolha entre fio ou fita dental deve ser baseada principalmente na facilidade de uso e na preferência individual. Ambos os modelos oferecem excelentes resultados, reforçando a importância da consistência e preferência pessoal na prática de uma higiene bucal eficaz”, conclui.


Guia de Hidratação: As Melhores Frutas para Combater a Onda de Calor

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Nutricionista da São Judas lista melhores opções e receitas para os dias quentes


Enquanto a onda de calor se intensifica pelo país, manter a hidratação torna-se uma prioridade essencial para a saúde. Neste contexto, a nutricionista e professora da Universidade São Judas, Silvana Atayde, compartilha dicas sobre como combinar nutrição e hidratação durante os dias quentes. 

A nutricionista aconselha a escolha de frutas, verduras e legumes que possuem um alto percentual de água em sua composição, acima de 80%, como: abacaxi, pepino, abobrinha, melancia, laranja, morangos, goiaba, amora, alface, entre outros. “Esses alimentos são uma ótima opção para garantir a hidratação nos dias de calor excessivo já que, além de auxiliarem na hidratação, também fornecem nutrientes para manutenção da saúde” explica a professora. 

Silvana também comenta sobre a importância da ingestão diária de água. Segundo as DRI`s (Dietary Recommend Intake) de 2023, os homens de 19 anos ou mais devem ingerir 3,7 litros de água. Para mulheres da mesma faixa etária, o consumo sugerido é de 2,7 litros. “Deve-se considerar que esse valor representa 80% de ingestão de água, enquanto os 20% restantes do consumo de alimentos. Nos dias mais quentes, deve se atender a sensação de sede, mesmo que ultrapasse a recomendação diária” ressalta. 

Além de água, sucos naturais são ótimas escolhas para manter a hidratação, já que fornecem vitaminas e minerais que auxiliam na regulação das funções do organismo. 

A nutricionista recomenda frutas e combinações como: abacaxi com hortelã, melancia, morango, laranja com acerola, maracujá e limão. “Para o preparo adequado dos sucos é importante a utilização de água potável, filtrada ou mineral, higienização adequada dos utensílios, mãos e alimentos utilizados, evitar acréscimo de excesso de açúcar e consumir logo após o preparo para evitar a diminuição dos nutrientes. As águas saborizadas com frutas também são uma ótima opção, pois possuem menos calorias e facilitam a aceitação de pessoas que tem dificuldade de tomar água pura”, acrescenta. 

Para praticantes de exercício físico a água de coco é uma ótima opção. Rica em minerais essenciais como potássio, magnésio e cálcio, auxilia na reposição de líquidos perdidos durante os exercícios, e por ser natural, não contém aditivos ou açúcares prejudiciais à saúde. 

Na seara de substituições, a professora sinaliza a água gaseificada como ótima alternativa no lugar de refrigerantes e outras bebidas açucaradas. “Água com gás é uma opção mais saudável. Possui a presença de gás carbônico, responsável pelas bolhas de ar em sua composição, podendo conter sais minerais, cálcio, sulfatos, sódio e magnésio”, sinaliza. 

A professora também apresenta algumas receitas que combinam diferentes frutas para os dias de calor. Confira abaixo:

 

Suco refrescante de morango com laranja

  • 8 unidades de morango.
  • 100 ml de água de coco.
  • 100 ml de sumo de laranja.
  • Hortelã a gosto.


Modo de preparo:

  1. Higienize os morangos, retire os cabinhos e corte-os em pedaços.
  2. Coloque todos os ingredientes em um liquidificador ou processador e bata até incorporarem.
  3. Com o auxílio de uma peneira, coe o suco.
  4. Sirva com cubos de gelo. Se preferir, acrescente folhas para decorar, como hortelã.

Água saborizada de limão com hortelã

  • 3 limões taiti cortados em fatias finas.
  • 400 ml de água gelada.
  • Hortelã à gosto.
  • Gelo a gosto.


Modo de preparo:

  • Em uma jarra coloque os limões, a hortelã e a água. Misture bem, depois, acrescente o gelo.
  • Leve para a geladeira.
  • Sirva.


São Judas

Ânima Educação


Crianças e jovens em tratamento contra o câncer devem ser vacinados contra a gripe, recomenda SOBOPE

 A proteção vacinal é essencial e pode evitar que o paciente oncológico tenha sua rotina de tratamento alterada ou até mesmo interrompida

 

Comum nesta época do ano, um quadro gripal mais forte pode ser perigoso para as crianças. O ato de vaciná-las contra a influenza contribui para evitar complicações, como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), além de reduzir a possibilidade de elas transmitirem o vírus para adultos e pessoas idosas. 

A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) reforça a importância da vacinação contra a influenza para o público infantojuvenil em geral e, em especial, para crianças e jovens em tratamento oncológico, os quais fazem parte do grupo prioritário que deve ser imunizado durante a campanha nacional de vacinação. 

A entidade reitera que a prevenção por meio da vacinação contra a gripe é bem-vinda para quem está em processo terapêutico contra o câncer e que não há contraindicação formal à vacina da influenza para estes pacientes. É necessário que a criança em tratamento seja avaliada pelo oncologista, que orientará o melhor momento para a vacinação. 

O onco-pediatra e presidente da SOBOPE, Dr. Neviçolino Pereira de Carvalho Filho, afirma que a vacinação pode evitar que a criança ou adolescente adoeça e tenha sua rotina de tratamento interrompida: “Sem proteção contra o vírus influenza, esse paciente estará mais vulnerável e com maior chance de complicações relacionadas à infecção viral”. 

Ele reforça que os pacientes vacinados têm menor risco de internação, de complicações graves e de adiar o tratamento oncológico, contribuindo assim para o bom andamento e eficiência do processo terapêutico. “É muito importante essa proteção e a recomendação do oncologista responsável quanto ao período ideal para a imunização”, conclui.
 



SOBOPE

Maio Roxo: gastroenterologista da Rede Meu Doutor Novamed chama atenção para os cuidados da saúde digestiva

Campanha é focada nas doenças inflamatórias intestinais e, também, reforça prevenção às demais enfermidades que impactam no trato gastrointestinal 

 

O mês de maio ganha uma cor especial como forma de conscientização das doenças inflamatórias intestinais (DIIs). A campanha Maio Roxo é uma iniciativa conjunta da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) e Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB) para uma maior conscientização da sociedade. O sistema digestivo é complexo, podendo estar envolvido em patologias diversas, como doenças autoimunes, infecciosas, agudas e crônicas.  De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de intestino e o de estômago estão entre os tipos de neoplasia mais frequentes na população brasileira, ocupando o 4° e 6° lugar, respectivamente. 

O Dr. Cleyton Padilha, gastroenterologista da rede Meu Doutor Novamed na capital paulista, reforça que o mais importante na prevenção das patologias do sistema digestivo é procurar orientação médica ao apresentar sintomas que interfiram na qualidade de vida.  

“Existem alguns sintomas que merecem atenção e avaliação médica, como dor de forte intensidade, diarreia com sangue que persista por mais de quatro semanas, emagrecimento rápido, dificuldade para engolir os alimentos ou vômitos persistentes”, alerta Dr. Padilha. Segundo ele, a saúde digestiva engloba todas as partes do trato gastrointestinal, da boca ao reto, incluindo seus anexos, como fígado e pâncreas. Ao apresentar qualquer um desses sintomas, a orientação é buscar um gastroenterologista clínico, médico especializado no tratamento de todo o sistema digestivo. 

De acordo com o Dr. Padilha, as principais orientações para uma boa saúde do trato digestivo são ter uma boa alimentação, rica em fibras, como verduras, legumes e frutas, consumo reduzido de alimentos processados, de açúcar e gorduras, e praticar atividade física. “Seguindo as recomendações, pode-se evitar diversas patologias, como doença do refluxo, gastrites, infecções e tumores (benignos e malignos)”, diz o médico, destacando que todas as doenças digestivas podem ser tratadas, algumas curadas e outras amenizadas. 

 

Realização de exames preventivos é essencial 

Segundo Padilha, exames específicos podem ser solicitados, caso necessário. A colonoscopia é um exame preventivo contra o câncer de intestino e deve ser realizado por homens e mulheres a partir dos 50 anos de idade, de acordo com orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO), 20% da população global apresentam algum tipo de problema intestinal, mas 90% não procuram orientação médica. Elas recorrem à automedicação ou não fazem nada para resolver. 

No caso das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), são apenas uma parte das comorbidades que podem atingir o sistema digestivo. “O seu desenvolvimento envolve vários fatores, como genética, alimentação, medicações e fatores ambientais. Portanto, ter uma boa qualidade de vida com hábitos saudáveis, pode ajudar sim a prevenir o surgimento das DIIs”, reforça Padilha. 


Como identificar o autismo na primeira infância?

 Especialistas em saúde mental infantil e adolescente, as psicólogas Nathalia Heringer e Ariádny Abbud, fundadoras do INPI - Instituto de Neuropsicologia e Psicologia Infantil - explicam a importância do diagnóstico precoce do autismo e indicam sinais que podem indicar a necessidade de apoio especializado

 

No Abril Azul, mês estabelecido pela Organização das Nações Unidas, ONU, como uma forma de conscientizar as pessoas sobre o autismo, assim como dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma dos pontos fundamentais é entender a importância de identificar os sinais precoces do autismo, pois o diagnóstico tardio pode prejudicar muitas áreas da vida, incluindo a aprendizagem e a interação social. Estar atento a certos comportamentos e no desenvolvimento da criança durante a primeira infância pode ajudar os pais e responsáveis a buscar avaliação e intervenção especializada. 

A ampla variação de sintomas e características apresentadas por crianças dentro do espectro do autismo está entre os desafios do diagnóstico precoce. “A identificação de sinais na primeira infância, até os três anos, é essencial para a intervenção. Embora seja natural sentir preocupação e até mesmo choque ao receber um diagnóstico de autismo, é importante lembrar que existem recursos e tratamentos disponíveis para apoiar no desenvolvimento dessa criança”, explica a psicóloga Nathalia Heringer, especialista em Neuropsicologia e em Terapia Cognitivo Comportamental. 

Essa diversidade pode resultar em dificuldades na identificação prévia, especialmente em casos onde os sintomas são sutis ou se manifestam de forma diferente em cada criança. “O diagnóstico precoce é crucial para garantir que crianças com TEA recebam intervenções e suportes adequados desde cedo. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a oportunidade de implementar estratégias de apoio e proporcionar às famílias recursos e orientações necessárias para lidar com os desafios que possam surgir”, esclarece a psicóloga Ariádny Abbud, especialista em Terapia Cognitiva Comportamental com Crianças e Adolescentes. 

Outro desafio é a falta de consciência e compreensão do autismo por parte dos pais, cuidadores e até mesmo de alguns profissionais de saúde. Isso pode levar à negação, minimização ou adiamento da busca por avaliação e intervenção, dificultando o diagnóstico precoce e, consequentemente, o acesso a serviços e suportes adequados. As psicólogas especialistas em saúde mental infantil e adolescente Nathalia Heringer e Ariádny Abbud, indicaram sinais que servem de alerta para o diagnóstico precoce.

 

Dificuldade no contato visual

Um sinal de falta de contato com a face humana e dificuldade de imitação pode ser observado em bebês que não respondem adequadamente aos estímulos visuais e emocionais dos pais ou cuidadores. Normalmente, os bebês têm uma predisposição natural para responder à voz humana e à expressão facial, o que é fundamental para seu desenvolvimento emocional e social.

 

Atraso na comunicação não verbal

Antes mesmo de começar a falar, a criança começa a compreender que é possível se comunicar além da fala. Ela aprende a interpretar gestos, expressões faciais e outras formas não verbais de comunicação para interagir com o ambiente ao seu redor. Alguns sinais de atraso na comunicação não verbal incluem a falta de apontar para objetos de interesse, compartilhar experiências visuais com os cuidadores e mostrar prazer ao descobrir algo novo. Essas interações são fundamentais para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação social.

 

Repetição de comportamentos ou falas

A repetição constante de brinquedos e padrões de brincadeira pode ser um sinal de alerta para possíveis dificuldades no desenvolvimento, especialmente no contexto do autismo. Podendo se manifestar como uma rigidez no brincar, onde a criança se apega a certos brinquedos ou atividades, repetindo de forma consistente. Essa ação pode ser observada desde cedo, muitas vezes já nos primeiros anos de vida da criança.

 

Interesses restritos ou fixação intensa

É possível observar interesses restritos ou fixação intensa em determinados objetos, alimentos, temas ou atividades como sinais potenciais de autismo. Essa fixação pode se apresentar como uma preferência extrema por certos brinquedos, roupas, alimentos, temas específicos ou atividades repetitivas. Elas podem dedicar uma quantidade significativa de tempo e energia a esses interesses específicos, muitas vezes pela ausência de outras atividades ou interações sociais. Além disso, essa fixação intensa pode se manifestar em comportamentos repetitivos, como alinhar objetos de uma maneira específica, assistir repetidamente aos mesmos vídeos ou programas de TV, ou focar em temas altamente especializados e detalhados.

 

Atraso no desenvolvimento motor

O atraso no desenvolvimento motor é outro sinal de alerta que os pais devem observar atentamente no desenvolvimento de seus filhos. A criança pode apresentar dificuldades em fazer coisas que outras da mesma idade normalmente conseguem fazer, como segurar objetos ou se mover, como rolar, sentar, engatinhar ou andar. Algumas crianças podem demonstrar falta de interesse em explorar o ambiente ao seu redor ou evitar atividades que envolvam coordenação motora.

 

Dificuldade na interação social

Muitas vezes, os pais podem notar que a criança não está interagindo socialmente da mesma forma que outras crianças da mesma idade. Isso pode incluir dificuldade em fazer contato visual, interagir com outras pessoas ou responder aos estímulos sociais de maneira adequada. Essas dificuldades podem se manifestar como um distanciamento emocional ou uma falta de interesse em interações sociais típicas.
 

5 mitos e verdades sobre o contraceptivo injetável

Direto Médico da Carnot Laboratórios desvenda os fatos que rondam o tema

 

Contraceptivos injetáveis continuam sendo uma escolha popular para muitas mulheres em todo o mundo, oferecendo uma forma eficaz de controle de natalidade. De acordo com dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), de base populacional e amostra probabilística, realizada em 20.404 domicílios urbanos brasileiros, a prevalência de uso de contraceptivos orais (CO) foi 28,2% e de contraceptivos injetáveis (CI), 4,5%

No entanto, inúmeros mitos e verdades cercam esses métodos contraceptivos, muitas vezes levando a equívocos e desinformação. Para esclarecer e oferecer informações precisas, é fundamental separar os fatos da ficção, por isso, o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, laboratório farmacêutico, listou 5 mitos e verdades sobre o tema: 


  1. Contraceptivos injetáveis causam ganho de peso significativo: MITO 

Enquanto algumas mulheres podem experimentar alterações de peso ao usar contraceptivos injetáveis, estudos mostram que não há evidências consistentes para apoiar a ideia de que esses métodos causam ganho de peso significativo em todas as usuárias. Cada pessoa pode responder de maneira diferente, e é importante discutir quaisquer preocupações com um profissional de saúde.

 

  1. Contraceptivos injetáveis são adequados apenas para mulheres que já tiveram filhos: MITO 

Contraceptivos injetáveis são seguros e eficazes para mulheres de todas as idades, independentemente de terem tido filhos anteriormente ou não. Eles são uma opção contraceptiva viável para mulheres jovens que desejam evitar a gravidez, bem como para aquelas que já são mães e buscam uma forma conveniente de controle de natalidade. O ideal é que seja feito uma avaliação pelo ginecologista primeiro, para que ele possa indicar o melhor método para o seu perfil. 

 

  1. Contraceptivos injetáveis aumentam o risco de câncer: MITO 

Não há evidências conclusivas de que o uso de contraceptivos injetáveis aumente o risco de câncer. De fato, alguns estudos sugerem que esses métodos contraceptivos podem até mesmo reduzir o risco de certos tipos de câncer, como o câncer de ovário e o câncer de endométrio. No entanto, é importante discutir os benefícios e riscos com um médico.

 

4. Contraceptivos injetáveis podem ser acessados de forma gratuita: VERDADE 

Nos dias de hoje é possível, sim, ter acesso de forma gratuita aos contraceptivos injetáveis. Inclusive, o Cyclofemina (25mg de acetato de medroxiprogesterona + 5mg de cipionato de estradiol), que é da Carnot Laboratórios, está disponível gratuitamente para todas as mulheres que se encaixam no perfil para utilização do produto. As interessadas podem encontrar o medicamento pelo nome comercial que é CYCLOFEMINA ou por sua composição que é 25mg de acetato de medroxiprogesterona + 5mg de cipionato de estradiol . Este é um esforço significativo para garantir que todas as mulheres tenham acesso a opções contraceptivas eficazes, independentemente de sua situação econômica. 

Mulheres com convênio médico têm direito ao fornecimento ou reembolso do Cyclofemina, assegurando acesso gratuito ao contraceptivo. E para quem não tem convênio podem encontrar o Cyclofemina (25mg de acetato de medroxiprogesterona + 5mg de cipionato de estradiol) disponível em redes de saúde pública. Este produto é cadastrado e adquirido pelo governo federal, garantindo sua disponibilidade em centros de saúde e postos de atendimento em todo o país.

 

5. Contraceptivos injetáveis causam infertilidade permanente: MITO  

Contraceptivos injetáveis não causam infertilidade permanente. Após a interrupção do uso, a fertilidade geralmente retorna ao normal dentro de alguns meses. Esses contraceptivos não afetam a capacidade reprodutiva a longo prazo, permitindo que as mulheres planejem sua família de acordo com suas necessidades e desejos.

 

6. Existem opções que não causam dor: VERDADE

Apesar de ser um contraceptivo injetável, que geralmente causa uma leve dor e desconforto durante sua aplicação, existem opções hoje no mercado, que por terem uma formulação aquosa não tem esse efeito. Uma dessas opções é o Cyclofemina, da Carnot Laboratórios.

Por isso, é sempre muito importante estudar junto com o médico as possibilidades e opções que se adequam a cada caso e, assim, fazer uma escolha assertiva.

 

Carnot® Laboratórios


Burnout ou Menopausa?! Similaridades entre os sintomas pode causar confusão no diagnostico

7 entre 10 mulheres relatam sobrecarga causada pelo excesso de trabalho. Muitas delas enfrentam ao mesmo tempo, sintomas do climatério e menopausa


É natural que, em média, por volta dos 45 anos de idade, a mulher comece a apresentar os primeiros sintomas da menopausa, além disso, elas apresentam maior suscetibilidade a transtornos psiquiátricos como depressão, ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e Síndrome de Burnout.

Indisposição ou excesso de cansaço físico e mental, alterações no humor e apetite, insônia e isolamento são alguns dos sintomas que podem causar confusão no diagnóstico. “É psicológico ou físico?! Menopausa ou Burnout ?!”  Muitas mulheres de meia idade (40-50 anos) ficam em dúvida sobre que profissional procurar quando são surpreendidas por esses sintomas e as opções de diagnostico.

O Burnout tornou-se um dos riscos ocupacionais psicossociais mais importantes na sociedade atual, custos significativos tanto para os indivíduos, organizações e sociedade de forma geral.

O diagnóstico e tratamento da síndrome de burnout é feito por um psicólogo, que ajuda o paciente a desenvolver estratégias que aliviam o estresse e a pressão constante. Em algumas situações, a intervenção de um psiquiatra e o uso de antidepressivos também é recomendando.

Já o tratamento da menopausa, é feito por um ginecologista. E é necessário ter a sensibilidade que os sintomas não são estáticos e evoluem ao longo do tempo e de acordo com os estímulos. À medida que as mulheres ajustam suas rotinas e métodos para viver a menopausa os resultados mudam positiva ou negativamente.  

O que se sabe, é que assim como os sintomas, algumas ações ajudam a aliviar os sintomas da SB e da menopausa:

“Além de acompanhamento médico e psicológico especializado, é importante a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, atividades de relaxamento, apoio social e familiar para que essa fase seja vivida da forma mais confortável possível. Em muitos casos, por conta de toda a mudança a que são submetidas, muitas mulheres recorrem ao consumo excessivo de álcool, nicotina e adotam o isolamento social, provocando assim, maiores e mais evidentes consequências psicológicas negativas durante esse período.” Afirma Dra. Beatriz Tupinambá, médica ginecologista especialista em menopausa.Para Dra. Beatriz Tupinambá,(@drabeatriztupinamba) com conhecimento e assistência profissional adequada, a menopausa pode sim ser a melhor fase da mulher vida da mulher. Em suas publicações, cursos e lives nas redes sociais que somam mais de 400 mil seguidores, cita vantagens como o fim dos ciclos menstruais, TPM, preocupação com período fértil, maior tempo de autocuidado, maturidade e homônimos administrados como algumas das vantagens. 

“A gente precisa trabalhar também o psicológico. Olhar a menopausa por outro ângulo e perceber que sim, a menopausa pode ser a melhor fase que podemos viver.” Finaliza a Ginecologista.


Maio roxo alerta para doenças intestinais que acometem 5 milhões de pessoas

As doenças inflamatórias intestinais afetam mais de 5 milhões de pessoas no mundo e só no Brasil acometem 100 pessoas a cada 100 mil habitantes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)
 

"Maio Roxo" é o mês de conscientização das doenças inflamatórias intestinais (DIIs) que objetiva aumentar a compreensão pública sobre essas doenças, reduzir o estigma e promover melhores cuidados e tratamentos. O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, da capital paulista, fala que as doenças inflamatórias intestinais (DIIs) são um grupo de condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, sendo as mais comuns a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. 

“A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus e é caracterizada por inflamação crônica que pode se estender através de todas as camadas da parede intestinal. Os sintomas incluem dor abdominal, diarreia, perda de peso, fadiga, febre e sangramento retal, entre outros”, explica o médico que fala também sobre a retocolite ulcerativa: “Geralmente afeta apenas o cólon e o reto e é caracterizada por inflamação e úlceras na mucosa do cólon e do reto e os sintomas comuns são a diarreia com sangue, dor abdominal, urgência para evacuar, perda de peso e fadiga”, diz. 

Apesar de não haver cura para as DIIs, o médico fala que os tratamentos conseguem controlar os sintomas, induzir e manter a remissão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com o uso de medicamentos para reduzir a inflamação, modificar a resposta imunológica e aliviar os sintomas, além de claro, a adoção de mudanças na dieta e estilo de vida. “Mas é preciso ficar atento a qualquer sinal que o intestino possa não estar funcionando bem e buscar ajuda médica para realizar exames como endoscopia e colonoscopia, já que além das doenças mais comuns já citadas, ainda existem inúmeras outras como a síndrome do intestino irritável, doenças celíaca, diverticulite, hemorróidas, colite isquêmica e até câncer de intestino, que também são doenças inflamatórias intestinais que merecem atenção”, diz. 

Entre os principais sintomas que podem indicar males intestinais, Dr. Rodrigo ressalta que a sensação de estufamento e desconforto abdominal, o acúmulo de gases (flatulência), as cólicas intestinais, diarreia ou constipação, falta de apetite, perda abrupta de peso, enjoos, sangue nas fezes ou grande mudanças nos hábitos de evacuação precisam ser investigados.


Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link

 

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