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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Seconci-SP: prevenir a hipertensão arterial requer exames periódicos

Entidade já seguia as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre medições da pressão

 

A hipertensão arterial, uma doença crônica, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão do sangue nas artérias, pode levar a hemorragias, AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), infarto e óbito, se não for controlada. Por isso, todos os trabalhadores da construção e as pessoas em geral devem fazer exames preventivos periodicamente, mesmo que não tenham sintomas.

A recomendação é do dr. George Fernandes Maia, cardiologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26 de abril). Segundo ele, apesar de toda a informação disponível para prevenir a hipertensão, grande parte dos casos atendidos pela primeira vez na Cardiologia do Seconci-SP é de pacientes que já apresentam a doença.

O dr. Maia explica que o Seconci-SP segue há muito tempo a recomendação básica das Novas Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório, lançadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 12 de abril. Segundo a SBC, 24% dos brasileiros sofrem de hipertensão.

De acordo com essas diretrizes, o diagnóstico definitivo de hipertensão arterial não deve considerar apenas os resultados obtidos nas medições de pressão realizadas em consultório, mas também incluir informações destas medições realizadas no dia a dia do paciente. Isto evita que um paciente seja diagnosticado e medicado por hipertensão apenas por estar tenso e estressado na medição em consultório, mas que no dia a dia apresenta pressão arterial saudável; ou o contrário, caso do paciente hipertenso, mas que na medição em consultório não apresenta a pressão alterada.

“O paciente do Seconci-SP tem a pressão medida em três consultas: na inicial, quando recebe orientações sobre os cuidados a serem tomados em seus hábitos e na alimentação; no retorno, para aferir o resultado dessas orientações; e em um novo retorno. Além disso, é orientado a fazer a MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial), em que a medição é realizada de manhã e à noite durante cinco dias, em casa ou onde haja um medidor de pressão.


Sintomas e causas

Entre os sintomas, estão tonturas, dores de cabeça e um mal-estar como se a pessoa se sentisse andando nas nuvens.  Entretanto, o paciente pode não apresentar sintoma algum.

O cardiologista explica que o trabalhador com hipertensão, quando esta não estiver controlada, não pode trabalhar em altura, sob risco de queda, nem carregar excesso de peso. “Ele precisa vir ao Seconci-SP, mesmo sem sintomas. As consultas periódicas são importantes e preventivas, e aqui fazemos a maioria dos exames, o acompanhamento e orientamos sobre a prevenção”, afirma.

Entre as causas e fatores que contribuem para a hipertensão, estão: faixa etária acima de 60 anos (atingindo mais de 60% destas pessoas), maior percentual entre homens até 50 anos e entre mulheres após essa idade (negras em sua maioria), excesso de peso (com maior prevalência desde idades jovens), ingestão aumentada de sal, sedentarismo, prevalência entre indivíduos de menor escolaridade e estilo de vida pouco saudável, fatores genéticos e casos na família, síndromes metabólicas, diabetes, anomalias nos níveis de lipídios (gordura) no sangue, alterações no funcionamento da tireoide, problemas renais e doenças cerebrais-vasculares.


Diagnóstico

A hipertensão será caracterizada se a pressão sistólica (nos vasos sanguíneos, quando o coração se contrai) for igual ou maior que 140 mmhg (medida de pressão) e/ou a pressão diastólica (quando o coração relaxa) for igual ou maior que 90 mmhg. Se a pressão for monitorada em casa ou no trabalho, a medição igual ou maior que 130X90 mmhg caracterizará hipertensão.

O diagnóstico também inclui exames de laboratório, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, raio X de tórax, ultrassonografias de carótidas e vertebrais. Todos estes exames podem ser feitos no Seconci-SP.


Prevenção e tratamento

A hipertensão pode ser leve, moderada ou severa, e para cada uma há um tratamento específico, conclui o especialista.

Para prevenir ou controlar a doença, o dr. Maia aconselha: mudar o estilo de vida, realizar atividades monitoradas de condicionamento físico de no mínimo 40 minutos (por dia ou a cada dois dias, e não apenas as atividades domésticas), controlar o peso, reduzir a ingestão de sal e de café, deixar de beber álcool e de fumar, dormir em torno de 8 horas por dia, controlar o estresse psicossocial, e não deixar de tomar os medicamentos prescritos.

 

Sequelas pós AVC

 

Aumento de AVC em Jovens Adultos e os Benefícios do Uso da Toxina Botulínica nas Sequelas pós AVC. 

Um Alerta Para o Tratamentos de Ponta Para Sequelas do AVC. 

 


O aumento dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em jovens,  tem chamado a atenção de especialistas em saúde ao redor do mundo.

Convidamos a Dra. Gladys Arnez Médica Neurologista, especialista em tratamentos com Toxina Botulínica na Neurologia , para falar sobre o assunto.



MAS, AFINAL O QUE DE FATO É O AVC?

Segundo a Dra. Gladys, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma condição médica grave que ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, impedindo que o tecido cerebral receba oxigênio e nutrientes. Isso pode resultar na morte das células cerebrais e causar danos permanentes.

Ela diz que é  crucial conscientizar o público sobre os sinais e sintomas do AVC, bem como promover hábitos de vida saudáveis e medidas preventivas, pois a detecção precoce e o tratamento imediato podem salvar vidas e reduzir as chances de sequelas graves após um episódio de AVC.


Os sintomas prévios podem incluir :

- Dores  de cabeça súbita e intensa, 

- Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo,

- Confusão mental,

- Dificuldade na fala ou compreensão, - Alterações na visão,

- Desequilíbrio, tontura ou alteração no andar.

As consequências do AVC podem ser extensas, variando de fraqueza muscular e perda de controle dos movimentos a dificuldades de comunicação e alterações na visão.



O TRATAMENTO

O tratamento do AVC depende do tipo e da gravidade. No entanto, hoje temos uma grande aliada no tratamento das sequelas de AVC: A Toxina Botulínica.

toxina botulínica é uma ferramenta valiosa no tratamento das sequelas do acidente vascular cerebral (AVC) e a Dra. Gladys Arnez sabe bem como lidar com este tratamento, uma vez que ela é especialista nos tratamentos utilizando a Toxina Botulínica  dentro da Neurologia.

A espasticidade é comum em pacientes que sofreram um AVC. Ela se manifesta como movimentos diminuídos e músculos rígidos, muitas vezes resultando em deformidades, como a mão em forma de garra.

Desta forma, a toxina botulínica pode ser aplicada para relaxar os músculos afetados - explica a Dra Arnez:- Ela funciona bloqueando as terminações nervosas, impedindo que os neurotransmissores sinalizem ao músculo para se contrair.

Quanto aos Resultados esperados, a Dra. Gladis aponta a  Redução da espasticidade, melhora da mobilidade e facilitação das atividades.

Espera-se deste tratamento,  a melhora da mobilidade e prevenção de complicações relacionadas à contratura.
Além da espasticidade, a Toxina Botulínica também pode ser usada para tratar outras sequelas do AVC, como a sialorreia (salivação excessiva).
Os resultados variam de acordo com o paciente, mas geralmente incluem melhora funcional e alívio dos sintomas.

Lembrando que o tratamento com toxina botulínica deve ser realizado por profissionais qualificados e individualizado para cada paciente.

Por isso, a Dra. Gladys Arnez, alerta sobre o cuidado em procurar um médico especialista para avaliar suas necessidades específicas.

 

Dra. Gladys Arnez - Médica Neurologista infantil e Adolescencia, Especialista em Transtornos do Neurodesenvolvimento e e no uso da Toxina Botulínica para diversos Tratamentos Neurológicos.
https://clinicaneurocenterkids.com.br
INSTA: @clinica_neurocenterkids



Dor de ouvido: por que as crianças são mais suscetíveis?

Estudos confirmam maior pré-disposição de ocorrência de otite média no público infantil; médica do Hospital Paulista explica as razões e orienta os pais como diminuir a frequência desses episódios


Dor de ouvido é uma queixa comum entre as crianças. Quem tem filho(a) ou mesmo convive com o público infantil já deve ter reparado isso. Diferentemente dos adultos, que têm menor incidência com esse tipo de problema, nos pequenos, trata-se de algo bastante costumeiro - especialmente quando se trata da chamada “otite média”. Isto é, a inflamação ou infecção da cavidade do ouvido que fica atrás do tímpano.

Mais do que uma impressão, a otorrinolaringologista Dra. Bruna Assis, do Hospital Paulista, explica que essa é uma tendência já comprovada por estudos científicos.

"Vários estudos comprovam que as crianças têm uma maior incidência de otite média em comparação com os adultos. Um mais recente, publicado pela revista científica ‘Pediatrics’, mostra que a otite média aguda é mais comum em crianças menores de 2 anos e diminui à medida que a idade aumenta", destaca a especialista.

A principal razão, segundo a médica, está na anatomia do corpo das crianças. "Por ainda estarem em processo de desenvolvimento, elas têm as tubas auditivas (estruturas que fazem a ligação entre a orelha média e a faringe) mais curtas e horizontais, o que torna mais fácil para as bactérias e vírus se espalharem e causarem infecções no ouvido médio", explica.

Outro fator que também corrobora para essa pré-disposição é a questão da imunidade. "Da mesma forma que ocorre com a estrutura do ouvido, o sistema imunológico também está em desenvolvimento na fase infantil. Por essa razão, as crianças frequentemente têm resfriados e infecções respiratórias superiores. Esses quadros, por sua vez, também acabam ensejando a dor de ouvido. Por isso, elas são tão frequentes nessa fase.”

A boa notícia, contudo, é que isso passa ao longo dos anos. "À medida que as crianças crescem, suas tubas auditivas (também chamadas de trompas de Eustáquio) se tornam mais verticais e seus sistemas imunológicos se fortalecem, reduzindo a incidência de otite média", destaca a Dra. Bruna.

Até lá, a dica é adotar algumas precauções para evitar, ou ao menos reduzir, a frequência desses episódios. Abaixo, as principais recomendações:

1) Mantenha as mãos limpas: lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes de tocar no rosto da criança.

2) Evite fumar perto da criança: a exposição ao tabagismo passivo pode aumentar o risco de otite média em crianças.

3) Amamentação: o leite materno ajuda a fortalecer o sistema imunológico da criança, reduzindo o risco de infecções, incluindo a otite média.

4) Vacinação: certifique-se de que a criança esteja atualizada com todas as vacinas recomendadas, incluindo a pneumocócica, que pode prevenir certas infecções que podem levar à otite média.

5) Evite o contato com pessoas doentes: tente manter a criança longe de pessoas doentes, sempre que possível.

6) Higiene nasal: ensine a criança a assoar o nariz corretamente e mantenha as vias nasais limpas e úmidas.

7) Não permita que a criança durma deitada com uma mamadeira: isso pode causar refluxo e aumentar o risco de otite média.

8) Consulte um médico se a criança apresentar sintomas de infecção respiratória superior: infecções respiratórias superiores, como resfriados, podem levar à otite média. Se a criança apresentar sintomas como dor de ouvido, febre ou congestão nasal, consulte um médico imediatamente.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Casos de infertilidade em homens poderiam ser menores com detecção precoce

Padrão cultural faz com que eles desenvolvam condições que poderiam ser revertidas

 

Homens vão menos ao médico do que as mulheres. Se essa já era a percepção no dia a dia e em consultórios e hospitais, uma pesquisa do Ministério da Saúde, realizada no início de 2023, mapeou que pelo menos 31% de toda a população masculina não tem costume de ir ao médico. A diferença no número de atendimentos entre os gêneros chegou a 58 milhões de consultas a mais para elas. 

O abismo fica ainda mais evidente quando se fala no cuidado com os órgãos reprodutivos: em 2022, houve mais de 1,2 milhão de atendimentos femininos por ginecologistas, enquanto a procura dos homens por urologistas ficou em apenas 200 mil atendimentos. E isso tem reflexo direto também nos casos de infertilidade masculina, aponta o Dr. Mauro Bibancos, urologista e especialista em reprodução humana da Fertility, unidade em SP do FERTGROUP. 

“Esse ainda é um padrão cultural muito forte, do cuidado ser mais frequente no público feminino. Os homens vão pouco ao médico e, quando vão, são normalmente por incentivo de alguma mulher em sua família. Isso é um complicador para toda a saúde, inclusive nos casos de infertilidade. As mulheres, por exemplo, vão ao ginecologista desde muito cedo e, caso tenham alguma condição que possa levar à infertilidade, as medidas são tomadas no começo, evitando complicações e melhorando prognósticos. Isso é o oposto do que acontece com os homens: normalmente eles chegam ao médico quando já tentaram engravidar e não conseguiram, ou seja, o problema já está instalado. E, muitas vezes, esse quadro seria diferente se houvesse essa detecção precoce”, explica. 

Cerca de 40% dos casos de infertilidade são causados por condições no homem, apontam dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Varicocele, condições anatômicas e hormonais, entre outras questões, podem levar a diminuição na produção de espermatozoides. 

“O espermograma, que pode ser feito por qualquer homem em idade reprodutiva, identifica problemas, além de um exame de imagem, que é capaz de fornecer informações detalhadas sobre o órgão, são fundamentais logo no início da vida adulta. Em muitos casos, quando detectados precocemente, podem ser revertidos”, comenta. 

Em situações em que há uma perda gradual mais acelerada que o normal e irreversível, a Reprodução Assistida pode ajudar, por exemplo, no congelamento dos espermatozoides para a realização de uma Fertilização In Vitro (FIV) no futuro. “Neste caso, o conhecimento sobre as condições do paciente também é fundamental para que a qualidade da coleta seja suficiente. Os procedimentos dependem muito do material para terem sucesso”, analisa. 

Bibancos reforça que as inovações em Reprodução Assistida vem avançando no Brasil e no mundo, permitindo que muitas pessoas possam ter filhos. Mas que a detecção precoce continua sendo uma premissa fundamental para toda a saúde. “O laboratório pode fazer muito, e tem feito, mas as chances de sucesso são sempre melhores se as condições de saúde também o forem”.
 

Técnicas em Ecografia ajudam na Reprodução Assistida 

Inovações que vêm sendo desenvolvidas também contribuem para as chances de sucesso na Reprodução Assistida. É o caso de uma nova técnica de ecografia (ultrassom), que aumenta a mobilidade dos espermatozóides em até 266%. Uma pesquisa, publicada na revista Science Advances e desenvolvida pela Universidade Monash, em Melbourne, Austrália, descobriu que a exposição a ultrassons induzia o movimento dos espermatozóides imóveis e melhorava a velocidade daqueles com baixa mobilidade. 

Os investigadores descobriram que a técnica aumentou a velocidade dos espermatozóides móveis e ajudou 34% dos espermatozóides vivos e imóveis a se tornarem-se móveis. "Esse é um avanço considerável para melhorarmos as chances de sucesso, já que a mobilidade do espermatozóide é fundamental para a fertilização em laboratório e um dos problemas que enfrentamos no dia a dia. Ser capaz de alterar a mobilidade pode modificar a escolha no tipo de terapia e os resultados, com aplicação de opções menos invasivas e mais acessíveis", finaliza Mauro Bibancos.


Entenda como “segurar o choro” pode afetar a saúde mental

No Dia Nacional do Choro (23), especialistas do CEJAM explicam como a anulação de sentimentos pode prejudicar o bem-estar 


Chorar é uma das manifestações humanas que transcende culturas e épocas. A linguagem emocional considerada universal permite às pessoas expressarem uma ampla gama de sentimentos, desde tristeza até um alto pico de felicidade. 

Mas, apesar da sua importância na hora de colocar fortes sentimentos para fora, ainda existe uma certa pressão social em torno do ato, fazendo com que muitas pessoas não se permitam vivenciá-lo plenamente.

Não à toa, desde a infância, é comum ouvir frases como “engole o choro”. Essa afirmação, entre outras, pode internalizar a ideia de que expressar emoções é inaceitável, sinal de fraqueza ou até mesmo vergonhoso. 

De acordo com a psicossomática, ciência que estuda os efeitos psicológicos a partir dos processos orgânicos do corpo, “segurar” o choro pode acarretar consequências bastante negativas tanto para o organismo como para o bem-estar. 

“A saúde é um estado de equilíbrio entre o corpo e a mente. Quando as emoções são reprimidas e o choro é evitado, o corpo reage de forma negativa, porque algo está em desarmonia”, afirma Vania Bastos, psicóloga da UBS Jardim Herculano, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. 

Alguns dos sintomas mais comuns que o corpo pode sentir ao reprimir emoções são esgotamento afetivo, instabilidade do humor, estresse acumulado, alteração da pressão arterial, problemas digestivos e, em casos mais graves, potencialização de distúrbios mentais, como ansiedade, estresse e depressão. 

Porém, cada indivíduo é único, e o processo de somatização é uma experiência individual, podendo manifestar-se a curto ou longo prazo, dependendo das circunstâncias pessoais. 

E, no meio disso tudo, os homens são os mais afetados. O tabu que existe em torno do assunto, principalmente por conta da pressão social sobre o masculino, enfatiza a ideia de que eles devem ser fortes e controlados emocionalmente, evitando expressar qualquer tipo de vulnerabilidade. 

“Nesses casos, uma boa estratégia é buscar compreender limites emocionais e se permitir romper padrões de comportamento obsoletos, que não fazem mais sentido. Seja homem, mulher, criança, idoso, se deu vontade de chorar, é preciso vivenciar esse momento de forma genuína”, enfatiza a profissional. 

Ainda segundo a psicóloga, o autoconhecimento é o principal caminho a ser traçado para desconstruir toda essa visão negativa. “Algumas práticas como meditação, sessões de terapia, práticas corporais e atividades físicas ao ar livre podem ajudar a evoluir o corpo e a mente, resultando na construção de uma boa saúde mental”, ressalta.
 

Linha de cuidados de saúde mental

Independentemente de idade ou gênero, pessoas que têm dificuldades em expressar sentimentos podem buscar ajuda gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com foco na saúde mental dos pacientes, algumas das unidades de saúde gerenciadas pelo CEJAM oferecem qualidade e atenção assistencial por meio de uma Linha de Cuidado dedicada exclusivamente ao tema. 

A partir dela, profissionais de saúde desenvolvem estratégias, a fim de otimizar o acompanhamento em saúde mental da população. A equipe é multidisciplinar e, a depender da unidade, conta com profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, educadores físicos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas, entre outros, que trabalham em sintonia, de acordo com cada caso individual. 

“O choro é compreendido como um dos mecanismos de equilíbrio para liberar possíveis excessos causados pelas situações conflituosas que enfrentamos ao longo de nossas vidas. O cuidado em saúde mental busca facilitar o processo de utilização e desenvolvimento de recursos pessoais, tão essenciais dentro dessa dinâmica emocional”, explica Maria Carolina de Raphael Nogueira, gerente do CAPS AD III Jardim Ângela, um dos serviços de saúde mental que compõe a Atenção Especializada do SUS, na zona Sul de São Paulo. 

Outras ferramentas utilizadas para o cuidado da saúde mental são as Práticas Integrativas Complementares (PICs), que são intervenções também desenvolvidas por diversas categorias profissionais de saúde. Os atendimentos ocorrem através de práticas como auriculoterapia, caminhada, alongamento, trabalho com horta, culinária, aromaterapia, dança circular, meditação/mindfulness, musicoterapia, reflexoterapia, reiki, shantala, yoga, tai chi pai lin, entre outras. 

Mais informações sobre os serviços prestados podem ser adquiridas na sua Unidade Básica de Saúde de referência.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial.


Biópsia embrionária é aliada da medicina reprodutiva na análise de doenças cromossômicas

 

Embriologista da Origen BH explica como é feito o procedimento, balizado pelo Conselho Federal de Medicina 


A biópsia embrionária, cujo objetivo é selecionar embriões geneticamente normais, é uma especificidade da medicina reprodutiva muito relevante nos processos de fertilização in vitro. Isso porque os exames permitem aos médicos e embriologistas analisarem cromossomos e buscar por doenças genéticas já conhecidas pela ciência.  “Essa seleção ocorre por meio de testes genéticos préimplantacionais. Esperase, com isso, uma diminuição dos riscos de doenças genéticas e um aumento das taxas de implantação em fertilização in vitro”, diz a embriologista da clínica Origen BH, Renata Bossi que acaba de participar em São Paulo do lançamento do livro 30 anos da embriologia no Brasil, do qual participou escrevendo sobre a análise genética do embrião. A publicação foi lançada durante o congresso da Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (REDLARA) e da Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva (Pronúcleo), e contou com a presença de especialistas da Origen e de outras clínicas brasileiras.  

Segundo Renata, os exames são autorizados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) - o que não está autorizado, do ponto de vista ético, é analisar os embriões só para selecionar o sexo do bebê. “Do ponto de vista legal, não podemos realizar a manipulação genética nem em gametas (óvulos e espermatozoides), muito menos em embriões”, explica a embriologista, acrescentando que não pode haver nenhuma tentativa, nem modificação do material genético usado no processo de fertilização in vitro.  

Os exames ou testes genéticos pré-implantacionais existentes na atualidade são três: o PGTA, em que se faz a busca da quantidade dos cromossomos; o PGTM, quando existe uma doença gênica na família, como fibrose cística, esclerose lateral amiotrófica ou anemia falciforme, dentre outras, que estão associadas à alterações em regiões específicas de cromossomos específicos; e o PGTSR, usado em embriões de pacientes que sabidamente têm alterações nos números ou modificações de algum cromossomo e não querem passar para os embriões uma doença ou uma condição de portador.

De acordo com Renata Bossi, o objetivo maior dos testes genéticos é ter embriões saudáveis para transferência para o útero. E ela é taxativa ao dizer que não existe recomendação para os futuros pais realizarem exame genético antes de tentar tratamento de reprodução assistida. “Há indicações médicas para fazer exames prévios ao tratamento, em caso de três abortamentos ou mais ou em casos de doenças genéticas presentes em familiares. As chances de o casal ter alguma mutação ou alteração é pequena em relação às outras causas de infertilidade. E quem irá analisar a necessidade desse tipo de exame é o médico que acompanha o processo da reprodução assistida”, diz.

Segundo ela, o PGTA não vai atrás de uma doença específica, mas faz uma sondagem no número dos cromossomos em busca de alguma alteração genética que possa acarretar doença para o futuro bebê. “Os testes genéticos realizados no embrião têm uma eficácia de 98%, o que não quer dizer que a criança vai ser livre de qualquer doença, pois ainda existem as doenças de origem não genética, que podem levar à alterações no desenvolvimento do bebê. Isso é muito importante ressaltar, pois os testes fazem uma varredura nos cromossomos dos embriões para identificar alguma perda ou ganho em alguma região dos cromossomos, que pode levar a doenças”, acrescenta a embriologista.

  

Clínica Origen de Medicina Reprodutiva


26 de abril: endocrinologista pediátrico alerta para riscos da hipertensão infantil

O Dr. Miguel Liberato associa a obesidade infantil como um grande fator de risco

 

O dia 26 de abril é voltado à Prevenção e Combate Nacional à Hipertensão Arterial. Reconhecida como um problema global de saúde pública, a hipertensão requer atenção até mesmo durante a infância, devido ao aumento de casos, principalmente associados ao sobrepeso e à obesidade nessa faixa etária.

 

Segundo o endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato, crianças maiores de 3 anos devem ter sua pressão arterial medida pelo menos uma vez por ano, pois a hipertensão nessa faixa etária é frequentemente assintomática, podendo apresentar sintomas como cefaleia, irritabilidade e distúrbios do sono. “A obesidade infantil está crescendo cada vez mais em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde já nos revelam que o número de crianças e adolescentes obesos aumentou drasticamente na última década, com projeções alarmantes para o futuro próximo”, conta o especialista.

 

No Brasil, estima-se que até 2035, metade das crianças e adolescentes estarão com excesso de peso, posicionando o país entre os primeiros no ranking mundial de obesidade nessa faixa etária. “O impacto a longo prazo é preocupante, já que a obesidade na infância tem alta probabilidade de persistir na vida adulta, aumentando o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome metabólica e certos tipos de câncer”, explica.

 

Para o Dr. Miguel, a prevenção da obesidade infantil deve começar em casa, com medidas para promover hábitos alimentares adequados desde os primeiros dias de vida. O aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida é crucial, assim como a introdução de alimentos complementares saudáveis e a promoção de atividades físicas adequadas para cada idade. “Reduzir o tempo de tela e estabelecer uma rotina de sono saudável são igualmente importantes na prevenção da obesidade infantil”, recomenda ele.


Casos de hepatite A aumentam 85% no Paraná, em 2024

 

Vacina contra hepatite A é aplicada em duas doses,
 com intervalo de seis meses  
Créditos: Envato

Em Curitiba, três mortes foram confirmadas; prevenção e alerta aos sintomas podem fazer a diferença

 

Em 2024, em menos de quatro meses, o Paraná já registra aumento de 85% nos casos confirmados de hepatite A, na comparação com todo o ano de 2023. De janeiro até agora, foram 74 casos confirmados da doença no estado. Ao longo de todo ano passado, foram 40 confirmações. Os dados são da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (SESA-PR). A maior parte das notificações é da Região Metropolitana de Curitiba. Foram 68 casos em 2024, contra 26 em 2023.

Em meio a esse cenário, a Prefeitura de Curitiba emitiu alerta aos serviços de saúde para sinais e sintomas da doença. Pelos números da administração municipal, foram 100 casos confirmados até o dia 18 de abril. A média histórica era de dez casos por ano. 62% dos pacientes com a doença precisaram de internamento. 6% deles necessitaram de cuidados intensivos, ou seja, foram encaminhados para UTI. Curitiba registra três mortes por hepatite A no período: uma mulher de 29 anos e dois homens, de 40 e 60 anos. A maior parte dos casos confirmados, 81%, acomete homens jovens, com idade entre 20 e 39 anos.

A empresária Julia Franciosi Gottschild, de 33 anos, ficou internada dois dias em decorrência da doença. “Começou no dia 5 de abril. Tive muita dor de cabeça, indisposição, sensação ruim, como se fosse enxaqueca. Passou alguns dias, procurei atendimento médico e só me deram remédio para dor de cabeça”, explica. Após três dias tentando tratar a dor de cabeça, Julia começou com quadro de febre, muito cansaço, perda de apetite e dor muito forte no abdômen. Além disso, percebeu que seu xixi estava muito amarelo e notou uma coloração amarelada também na pele.

“Na sexta-feira, fui ao Hospital São Marcelino Champagnat. Achei que ia passar apenas por uma consulta, mas fiquei internada. Fiz exames e descobri que estava com hepatite A. Fiquei de sexta a domingo no hospital, acompanhando como o meu corpo reagia à doença, já que não tem remédio específico para hepatite A”, conta a empresária. O marido dela, o empresário João Felipe Gottschild, de 36 anos, ficou internado por uma semana no hospital.


Sintomas e prevenção

Julia fez um alerta a seus seguidores nas redes sociais. Ela orientou que as pessoas façam exame de sangue para descobrir se possuem anticorpos para hepatite A. Caso não, fez um apelo pela vacinação. “A doença é terrível. Tem vacina disponível e, quem não tomou, deveria tomar”, enfatiza a influencer.

O gastroenterologista dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Jean Tafarel, explica que as pessoas podem contrair hepatite A apenas uma vez na vida. Quem já teve a doença, portanto, está imune. Quem não teve, pode procurar imunização.

“A prevenção pode ser feita com a vacina, que hoje é comercializada. São duas doses, com intervalo de seis meses. Para grande parte da população, ela está disponível apenas em Centros de Vacinação. No entanto, faz parte do calendário vacinal do SUS para crianças abaixo de 5 anos, desde 2013, e também é disponibilizada no Centro de Referência Imunobiológicos Especiais para alguns grupos de pessoas imunossuprimidas, como pessoas vivendo com HIV e transplantados”. O médico afirma que é necessário buscar a prevenção. “São cuidados de higiene e de manipulação dos alimentos. A gente deve cuidar da lavagem das mãos, lavagem dos alimentos, buscar ingerir apenas água filtrada”, explica.

A hepatite A é uma inflamação do fígado causada por um vírus, chamado vírus A. Esse vírus A é um dos mais comuns de o ser humano contrair, pois a transmissão é via fecal oral, isto é, a pessoa pode adquirir o vírus por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados ou na relação sexual, quando existe exposição da boca à região anal. Mas a forma mais comum de contaminação é quando a pessoa ingere água e alimentos contaminados. Também é possível haver a ingestão quando a pessoa entra em contato com água de enchente, contaminada com o vírus, que indiretamente respinga na boca.

“Uma vez o vírus dentro do organismo, ele tende a se alojar no fígado, promove a inflamação do órgão porque ele se replica dentro da célula hepática. O sistema imune vai até o fígado, agride essa célula e acaba havendo o dano hepático. Os sintomas vão desde febre, mal-estar geral, náuseas, vômitos e desconforto abdominal que pode predominar no lado direito. Pode aparecer icterícia, que as pessoas chamam de amarelão. É aquela coloração amarelada na pele, nos olhos. A urina também pode ficar mais escura e alguns pacientes podem observar as fezes um pouco mais claras”, esclarece o gastroenterologista.

  

Hospital São Marcelino Champagnat



Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose: o que é, sintomas, fatores de risco e como tratar

 Ginecologista Loreta Canivilo explica tudo sobre a patologia que afeta cerca de 7 milhões de mulheres no Brasil 

 

No dia 7 de maio é celebrado o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose. O intuito desta data é aumentar a conscientização sobre essa doença que atinge a qualidade de vida das mulheres.

A endometriose é uma condição onde o tecido semelhante ao revestimento interno do útero cresce em lugares fora do útero. Isso pode incluir os ovários, vias urinárias e até mesmo o intestino.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7 milhões de mulheres no Brasil, que representa aproximadamente 15%, são afetadas por essa condição de saúde. Esta doença atinge uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva, que seria entre 15 e 45 anos. No mundo, estima-se que 176 milhões de mulheres são impactadas pela endometriose, sendo que metade dos casos de infertilidade feminina são atribuídos a ela.

Os sinais mais frequentes são dores fortes, menstruação pesada e fadiga extrema, que tendem a aumentar durante o período menstrual. “Dores na hora da relação sexual também é um dos principais sintomas”, conta a ginecologista Loreta Canivilo.

Mulheres que possuem familiares com endometriose tem seis vezes mais probabilidade de desenvolverem a doença.  “Alguns dos fatores de risco são ciclos menstruais frequentes, menstruações que duram muitos dias, menstruar muito cedo, não ter filhos, entre outros”, explica Canivilo.

Para a detecção da endometriose é necessário realizar alguns exames como exame pélvico com toque vaginal e retal, ultrassom, ressonância magnética e laparoscopia.


Tratamento

Além do procedimento cirúrgico, existem outras formas de realizar o tratamento desta patologia. A gestrinona é a mais indicada em muitos casos. Sendo um implante hormonal, de natureza sintética, que se assemelha à testosterona, exercendo propriedades androgênicas, antiprogestogênicas e antiestrogênicas. “Usar a substância de forma ética é maravilhoso, enquanto tivermos profissionais que estiverem fazendo o uso incorreto do hormônio, o tratamento clínico da endometriose fica em risco”, ressalta a Dra. Loreta.

Para muitas mulheres que não desejam ou não podem passar por uma cirurgia, o tratamento com gestrinona pode haver uma regressão das lesões e dores. “No entanto, para cada paciente existe um tipo de tratamento, entre eles tem os anti-inflamatórios, e medicamentos para suprimir a atividade dos ovários. É fundamental analisar e entender os hábitos, como alimentação, atividade física, pretensão de engravidar, entre outras questões”, explica Loreta. Ela ressalta a importância de um acompanhamento médico para controlar as consequências da endometriose que são muito sérias e prejudicam a qualidade de vida da mulher em âmbito geral. 

 

Dra. Loreta Canivilo - Médica ginecologista, obstetra e ginecoindócrino Loreta Canivilo, é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e tratamentos de doenças do útero e endométrio. A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência como: Reprodução, Ginecologia Endócrina no Hospital Sírio Libanês e Medicina em Estado da Arte no Hospital Albert Einstein. É especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação em medicina. Nas redes sociais, Loreta já possui mais de 30 mil seguidores - @draloreta, e oferece conteúdo explicativo sobre assuntos relacionados à saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes.


Pesquisa revela variante genética na escoliose

 

Por mais que a escoliose seja um dos problemas de coluna mais vistos no mundo, pouco ainda era compreendido na medicina acerca das causas e influências de certas tipologias deste diagnóstico. Agora, uma nova pesquisa identificou uma variante genética presente na escoliose idiopática do adolescente, em uma descoberta que pode contribuir muito para o desenvolvimento de tratamentos mais assertivos, personalizados e precoces que garantam a qualidade de vida ao paciente.

De acordo com dados da própria OMS, cerca de 2% e 3% dos adolescentes em todo o mundo são afetados por essa patologia. Contudo, suas causas ainda eram desconhecidas no ramo, o que tornava mais difícil sua prevenção nesta faixa etária e elevava a importância do acompanhamento periódico com profissionais especializados para sua identificação em estágios iniciais.

Com este novo achado, por outro lado, esta dificuldade pode estar prestes a ser eliminada. Conduzida por Antonio Eulalio Pedrosa Araujo Junior, a pesquisa envolveu 202 pacientes diagnosticados com escoliose idiopática do adolescente, além de 555 pessoas sem a doença, e conseguiu captar uma diferença notória desta variante genética entre os casos de presença e ausência do problema.

Além do fato dessa escoliose combinar diversos fatores com teorias variadas sobre sua origem, incluindo questões genéticas, erros metabólicos e alterações no crescimento ósseo, o estudo identificou que a maioria dessas alterações genéticas estava em mulheres abaixo dos 18 anos, com baixo peso ou com índice de massa corporal considerado normal.

Isso pode estar relacionado a dois fatores principais: primeiro, pela sequência genética ser ligada ao cromossomo X, e segundo, pela musculatura da mulher ser mais fraca, o que faz com que ela tenha um anteparo contra a deformidade da coluna menor, pela musculatura ter menos potência pela menor concentração de testosterona, o que leva a uma hipotrofia muscular.

Também foi observado, ainda, que pacientes que apresentavam uma sequência genética específica têm um maior risco de desenvolver a doença. Isso faz com que a incidência desta patologia entre pessoas da mesma família seja alta, corroborando, dessa forma, com o que já vinha sendo identificado na parte clínica.

É claro que ainda precisamos aguardar e observar de que forma essa descoberta será transportada aos consultórios. Porém, ela já abre uma margem extremamente positiva para aperfeiçoar o diagnóstico desta tipologia em adolescentes, possibilitando uma descoberta antecipada que evite seu agravamento e piora da qualidade de vida aos pacientes.

Em um exemplo prático, a pesquisa pode viabilizar, como exemplo, o desenvolvimento de algum teste genético específico para tratar preventivamente pacientes que têm uma maior probabilidade de terem escoliose, além de também abrir espaço para a execução de novos trabalhos científicos voltados a verificar se a aplicabilidade desta sequência genética também pode ser vista em outros tipos de escoliose e outras faixas etárias.

Mesmo ainda em estágio muito inicial, a descoberta desta variante genética é um passo importante no aprimoramento do diagnóstico e tratamento da escoliose idiopática em adolescentes, assim como sua expansão para outras tipologias deste problema, de forma que possamos ter cada vez mais métodos assertivos que garantam a saúde dos pacientes, em todas as faixas etárias.  



Dr. Carlos Eduardo Barsotti - cirurgião ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da USP, Mestre em Ciências da Saúde e Pós-graduado pela Harvard Medical School. Com mais de 19 anos de experiência na área, é um dos poucos profissionais do país a realizar intervenções de alta complexidade, principalmente na correção de escoliose. https://drcarlosbarsotti.com.br/


5 mitos e 5 verdades pouco ditas sobre diabetes

Enquanto muitos profissionais exaltam e incentivam a busca de um único padrão de beleza, Dra Marcela Rassi fala sobre a importância de mudar o discurso para saúde 

 

Atualmente quase 11% da população brasileira convive com o diabetes. O número parece ser pouco expressivo, mas são mais de 15 milhões de pessoas que precisam lidar com esse diagnóstico, bastante presente mas ainda com muitos mitos que precisam ser esclarecidos.

Dra Marcela Rassi, médica endocrinologista, lista 5 mitos e 5 verdades sobre diabetes. Confira:

Mito 1: Diabetes é causado pelo consumo excessivo de açúcar

Muitos creditam o desenvolvimento do diabetes ao consumo excessivo de açúcar, mas a realidade é que embora a alimentação inadequada seja um fator de risco expressivo, diabetes é uma condição complexa que pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo genética, estilo de vida e história médica pessoal. Embora o consumo excessivo de açúcar possa contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, especialmente quando combinado com outros fatores de risco, como obesidade e falta de atividade física, ele não é a única causa da doença. O diabetes tipo 1, por exemplo, é uma condição autoimune em que o corpo ataca as células produtoras de insulina, não tendo relação direta com a ingestão de açúcar


Mito 2: Apenas pacientes com sobrepeso ou obesas podem desenvolver diabetes

O diabetes tipo 2 está fortemente ligado à obesidade e excesso de peso, mas pessoas com peso normal também podem desenvolvê-lo. Fatores genéticos e estilo de vida desempenham um papel significativo.


Mito 3: Diabetes é uma “doença da terceira idade”

Pelo contrário, por conta dos maus hábitos cada vez mais presentes no estilo de vida atual, o diabetes tipo 2 é um diagnóstico que vem crescendo entre crianças e adolescentes. Já o diabetes tipo 1, particularmente, é bastante comum em jovens.


Mito 4: Insulina é a cura para o diabetes

A insulina não cura o diabetes; ela controla os níveis de glicose (açúcar) no sangue e é fundamental para o controle e a qualidade de vida de pacientes diabéticos.


Mito 5: Pacientes com diabetes nunca podem comer açúcar

Pessoas com diabetes podem consumir açúcar, mas precisam monitorar sua ingestão e equilibrá-la dentro de uma dieta saudável e equilibrada. A chave está no controle da quantidade e na escolha de opções mais saudáveis. Além disso, é importante considerar o impacto do açúcar na glicemia e ajustar a dose de medicamentos, como insulina, conforme necessário.


Verdade 1: O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou retardado com alterações no estilo de vida

A mudança dos hábitos, especialmente as que estão ligadas à alimentação e atividade física regular, bem como a manutenção de um peso saudávelsão medidas altamente eficazes na prevenção e controle do diabetes tipo 2.


Verdade 2: O estresse pode afetar os níveis de glicose no organismo

Quando uma pessoa está estressada, o corpo libera hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina, que podem aumentar os níveis de glicose no sangue. Daí a importância em cuidar também da saúde mental, pois o estresse pode dificultar o controle dos níveis de açúcar no sangue, comprometendo a qualidade de vida do paciente com diabetes. 


Verdade 3: O diabetes afeta a saúde bucal

Pacientes com diabetes precisam ter maior atenção à saúde bucal, pois estão mais propensos ao desenvolvimento de gengivite e periodontite.


Verdade 4: O diabetes pode contribuir para complicações renais

O controle inadequado do diabetes pode, sim, causar danos aos rins. Diabetes sem controle aumenta o risco de insuficiência renal e pode levar à necessidade de diálise.



Verdade 5: O diabetes gestacional pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no pós-gestação

Mulheres que desenvolveram diabetes gestacional têm risco aumentado no desenvolvimento de diabetes tipo 2 numa fase posterior da vida. Isso destaca a importância do acompanhamento médico regular e da adoção de hábitos de vida saudáveis para reduzir esse risco. O recomendado é fazer monitoramento anual dos níveis de glicemia mesmo depois da gestação. 

 

Dra Marcela Rassi - formada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade de São Paulo (USP) Doutora em Endocrinologia pela mesma universidade - e com passagem pelo National Institute of Health (Estados Unidos), Dra Marcela certificou-se internacionalmente em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, a instituição mais renomada mundialmente neste tema. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, do American College of Lifestyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, Dra Marcela é também professora da Pós Graduação em Endocrinologia da Sanar e Afya-IPEMED. Além disso, é presença constante em eventos de sua área, tanto como palestrante como participante, mantendo-se sempre atualizada no que há de mais moderno na Medicina do Emagrecimento, do Estilo de Vida e do estudo hormonal.

 

DOR NO CALCANHAR. SERÁ QUE É BURSITE? DESCUBRA AQUI E SAIBA COMO TRATAR.

Se você anda sentindo dores, inchaço e sensibilidade na parte de trás do calcanhar, perto de onde pega o sapato, existe uma possibilidade de que você esteja enfrentando uma bursite no calcanhar. Confira abaixo os sintomas e dicas de como lidar com o problema.

 

É provável que você já tenha ouvido falar em bursite. Trata-se de uma inflamação na Bursa: uma espécie de bolsa cheia de um líquido gelatinoso cuja função é amortecer e eliminar o atrito e proteger as articulações. A Bursa está presente em várias partes do corpo: quadril, ombros, joelhos, calcanhar etc.  

No Calcanhar a Bursa fica na região posterior, entre o osso e o tendão de Aquiles. Além de reduzir atrito, ela também ajuda a facilitar o movimento, explica Mateus Martinez, diretor de fisioterapia da Pés Sem Dor no vídeo “Bursite no Calcanhar: o que é, causas e tratamentos”.  

Como saber se as dores nos pés são causadas pela bursite no calcanhar

Além de sensibilidade e dores na parte de trás do calcanhar, a Bursite no calcanhar ou Bursite Retrocalcânea, também pode ocasionar inchaço e vermelhidão na região. A dor pode ser intensa e piorar com a atividade física ou quando a área afetada é pressionada. Há quem tenha dificuldade para caminhar ou até para ficar em pé. Mas os sintomas nem sempre são iguais para todo mundo, alerta Mateus Martinez. E a gravidade e a intensidade dos sintomas podem variar de acordo com o problema que está provocando a bursite no calcanhar. 

 

O que causa a Bursite no Calcanhar? 

Sobrecarga - A dor decorrente da bursite no calcanhar acontece, na maioria das vezes, por sobrecarga: atividades físicas que geram impacto repetido no calcanhar, como saltos e corrida, por exemplo. Pancadas e lesões na região do calcanhar também podem irritar ou inflamar a Bursa.  

Calçados Inadequados – sapatos apertados ou muito rígidos podem pressionar ou atritar contribuindo com o surgimento da bursite no calcanhar. E se o modelo não oferece o suporte adequado para o arco plantar o impacto no calcanhar aumenta. 

Outras Patologias – A bursite pode aparecer por decorrência de outras patologias como: gota, artrite, esporão de calcâneo e tendinite de Aquiles. Nesses casos, as dores podem ocorrer também em outras partes dos pés, dificultando a identificação do problema.  

 

Como tratar a Bursite no Calcanhar

Existem várias formas de reduzir a inflamação e aliviar as dores decorrentes da Bursite no Calcanhar, sendo, na maioria, abordagens não cirúrgicas, informa Mateus Martinez:

Aplicação de gelo no local – vai ajudar a reduzir a inflamação e até a dor.

Repouso – Enquanto a Bursa estiver inflamada é recomendável reduzir ou mesmo interromper as atividades físicas que geram impacto no local afetado. Converse com seu treinador físico sobre o tipo de atividade mais adequada para evitar que a Bursa volte a inflamar. Atividades de baixo impacto, como natação, pilates, remo, entre outras.

Medicamentos antiinflamatórios – Sempre com prescrição médica, para ajudar na redução da dor e da inflamação. 

Exercícios de alongamento e fortalecimento – Para relaxar a musculatura atrás do calcanhar, aliviando a dor.

Avalie seus calçados – Procure substituir os calçados que apertam ou atritam o calcanhar. Opte por modelos confortáveis, que ofereçam um bom suporte e acomode adequadamente os seus pés. A Pés Sem Dor desenvolve calçados sob medida, feitos de acordo com as dimensões dos seus pés, com espaço adequado para acomodar e proporcionar conforto. 

Use palmilhas ortopédicas sob medida – Feitas de acordo com sua necessidade e respeitando as dimensões dos seus pés, as Palmilhas sob Medida da Pés Sem Dor oferecem um suporte especial para a região do calcanhar, proporcionando mais estabilidade e reduzindo o atrito na região. A Palmilha sob medida também tem uma elevação na área do calcanhar que joga o peso do corpo para a parte da frente dos pés, aliviando a área dolorida e prevenindo novas lesões na região do calcanhar.


Consulte um especialista

Para saber se a sua dor no calcanhar é realmente em decorrência de uma bursite é importante contar com ajuda profissional. A Pés Sem Dor oferece uma avaliação gratuita em todas as suas unidades de atendimento. Conduzida por um especialista em pés, tornozelos e joelhos e contando com equipamentos de última geração, a avaliação da Pés Sem Dor identifica a origem das dores nos pés e esclarece como resolver o problema com o uso regular de palmilhas sob medida. Interessados podem agendar sua avaliação gratuita pelo site https://www.pessemdor.com.br/agendamento/ ou pelo telefone 4003-8883. 



Links Úteis:
Vídeo: Bursite no Calcanhar: o que é, causas e tratamentos - https://youtu.be/YyzsNOjeQkI?si=Hd4WBs7M2Zp1EfQM
Bursite Retrocalcânea - https://www.pessemdor.com.br/blog/bursite-retrocalcanea/
Calçados sob medida - https://www.pessemdor.com.br/calcados-sob-medida/
Palmilhas sob medida para calcanhar - https://www.pessemdor.com.br/blog/palmilha-para-dor-no-calcanhar/
Avaliação gratuita - https://www.pessemdor.com.br/como-funciona/


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