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sábado, 20 de abril de 2024

Comportamentalista animal conta como se proteger e prevenir ataques de cães

 



ATAQUES DE CÃES: COMPORTAMENTALISTA ANIMAL EXPLICA COMO SE PROTEGER E PREVENIR 

Nas últimas semanas, diversos casos de ataques de cães da raça pittbuls vieram à tona. Wagner Brandão, comportamentalista animal conta como se proteger.

 

Os ataques de cães são eventos preocupantes que podem ocorrer inesperadamente, deixando tanto pessoas quanto animais em situações de perigo. Nas últimas semanas, uma série de notícias sobre ataques ocorridos por cachorros da raça pitbull surgiu na mídia, levando tutores e a população em geral a diversas dúvidas. 

É importante lembrar, que não é só essa raça de cachorro em específico que pode atacar. “O comportamento agressivo em cães pode ser influenciado por uma série de fatores, incluindo genética, ambiente, treinamento e socialização. Qualquer cão, independentemente da raça, pode exibir comportamento agressivo se não for devidamente treinado, socializado ou se estiver sujeito a condições inadequadas de criação. Tantos cães de porte grande ou porte pequeno, podem apresentar comportamento agressivo se não forem criados e tratados adequadamente.” pontua o comportamentalista animal Wagner Brandão. 

Sendo assim, veja cinco dicas importantes do comportamentalista para evitar um ataque de cachorro.

 

1 - Manter a calma e evitar movimentos bruscos: Em uma situação de encontro com um cão desconhecido, é fundamental manter a calma e evitar movimentos bruscos que possam assustar ou provocar o animal. “Manter uma postura tranquila pode ajudar a reduzir a agitação do cão e evitar um possível ataque. Muito provavelmente o cachorro vai te cheirar, espere ele se afastar aos poucos” comenta o comportamentalista.
 

2 - Nunca faça contato visual: Por mais que seja difícil em uma situação dessas, os cães se sentem desafiados quando são encarados olho a olho. “Olhe para cima, para o lado, mas evite ao máximo o contato visual direto, isso pode desafiar o animal e levar ao ataque.” explica Wagner.

 

3 - Respeite o espaço do cão: Todo cão tem seu próprio espaço pessoal e limites de conforto. “Não se aproxime abruptamente de um cão desconhecido e nunca tente tocá-lo sem a permissão do proprietário. Respeite os sinais de linguagem corporal do cão, como rosnados, orelhas para trás ou pelos eriçados, que indicam desconforto ou agressão.
 

4 - Não perturbe cães enquanto comem ou dormem: Evite perturbar cães enquanto estão comendo, mastigando um brinquedo ou dormindo, pois isso pode aumentar a probabilidade de agressão.

 

5 - Evite interações com cães soltos: Se encontrar um cão solto sem supervisão, evite interagir com ele e notifique as autoridades locais ou os serviços de controle de animais sobre o cão solto.

 

“Seguir essas dicas pode ajudar a reduzir o risco de ataques de cães e promover interações seguras e respeitosas entre humanos e animais.” Finaliza Wagner Brandão. 

 

Wagner Brandão, comportamentalista animal desde 2002, formado pela Universidade de São Paulo, é ex-investigador da Polícia Civil e ex-treinador de cães policiais para faro e ataque. Colaborador de mais de 156 protetores animais independentes, Wagner já treinou mais de 50 mil cachorros. Seus clientes incluem não apenas animais de estimação, como gatos, mas também grandes felinos como tigres e tigresas, além de peixes e até mesmo moscas. Atualmente, Wagner presta atendimento a clientes de todo o mundo, tanto de forma online quanto presencial. Saiba mais em: adestradorwagnerbrandao


PROBLEMAS FINANCEIROS? OS CRISTAIS PODEM TE AJUDAR

 

Todo mundo precisa daquela ajudinha na hora de controlar os gastos e colocar a vida financeira em ordem. Os cristais podem ser a chave.

 

Quem nunca chegou no final do mês com as contas em vermelho e bateu aquele desespero “como vou pegar essas contas?” Esse é o problema de muitos brasileiros, mas a espiritualidade pode dar aquela forcinha na hora de controlar os gastos e trazer a energia de abundância e prosperidade. 

O consultor esotérico da iQuilibrio, Davi Martins, explica que a energia dos cristais pode ser transformadora “Alguns cristais estão diretamente ligados com a melhoria da vida financeira. Atraindo prosperidade, riqueza e até a diminuição de comportamentos compulsórios, para algumas pessoas, pode ser a chave para ter uma vida equilibrada e próspera.” 

Sendo assim, confira os melhores cristais para melhorar a vida financeira segundo o consultor da iQuilibrio, Davi Martins.
 

Quartzo rosa

O Quartzo Rosa, é um dos minerais fundamentais ligados à melhoria da saúde financeira e um cristal muito influente nos processos de cura. Logo, o Quartzo Rosa, é um cristal profundamente poderoso para todo aquele que sente-se ferido financeiramente e precisa experimentar uma cura ou um milagre nesse aspecto. Ele também é chamado de Rainha das Copas, ou Rainha do Coração, é o cristal ligado ao chacra cardíaco, onde reside as paixões e apegos.
 

Citrino

O citrino é um cristal crucial para eliminar pensamentos limitantes sobre dinheiro, que podem se enraizar na mente e afetar a relação com a riqueza. Esses pensamentos, como: "não nascemos para a riqueza" ou "dinheiro foi feito para gastar", podem levar a uma mentalidade de escassez. O citrino atua limpando essas crenças, inclusive as influências hereditárias e ajuda a desenvolver uma abordagem mais positiva em relação ao dinheiro.
 

Jade

Outro cristal que exerce uma grande influência na relação das pessoas com o dinheiro é a Jade. Ele é responsável por promover uma compreensão mais clara de como utilizar o dinheiro de forma eficaz, além de purificar a mente e oferecer clareza na tomada de decisões profissionais. Assim, quando confrontado com escolhas importantes, é sugerido usar um cristal de Jade, como um anel, colar ou até mesmo segurá-lo para obter clareza mental antes de decidir. É crucial confiar na intuição nesses momentos.
 

Olho de Tigre

A distinção entre prosperidade e riqueza é fundamental. Enquanto a riqueza se limita ao dinheiro e muitas vezes não traz paz ou felicidade genuína, a prosperidade é um processo de desenvolvimento que envolve satisfação, conquistas e evolução contínua. O cristal Olho de Tigre desempenha um papel importante nesse processo, ajudando a manter o foco nos objetivos e propósitos. Em um mundo marcado por desafios como pandemias, conflitos e pobreza, é fácil perder a sensibilidade e a conexão com nossa essência espiritual, mas é essencial reavivar o encanto e os sonhos para reconectar-se com nossa natureza divina. 



iQuilibrio
www܂iQuilibrio܂com܂br


O Universo e todas as suas respostas na palma da mão: Astrolink lança lA que responde questões existenciais com base na astrologia

 


Inédito no Brasil, assistente virtual é aliado na busca pelo autoconhecimento 

 

Esqueça as decisões baseadas em palpites vazios, na sorte ou no acaso. Esqueça até mesmo as percepções sobre você mesmo baseadas no seu signo solar. Esteja preparado para conhecer uma ferramenta tecnológica para uma jornada pessoal profunda e de autoconhecimento, apoiada pelo seu mapa astral, que promete ser uma aliada na solução das mais diversas inquietudes do cotidiano: o Orbia.

O Astrolink, site de astrologia, tarô e autoconhecimento, lançou no último mês o Orbia, seu assistente virtual, baseado em  Inteligência Artificial, que tem a capacidade de responder desde as questões mais simples, como o corte de cabelo que mais combina com você às mais complexas, como qual é o momento ideal para transicionar de carreira, tudo com base no seu mapa astral. 


Um universo de possibilidades

Mais que um assistente virtual, o Orbia também tem a função de traduzir a astrologia para os usuários do site. Isto é, entender as dúvidas e solicitações de quem pergunta e trazer as melhores informações, de maneira didática e considerando a enorme quantidade de artigos já publicados no Astrolink

A astróloga do site, Giovanna Guarnieri, explica que é muito comum que as pessoas confundam alguns conceitos do mapa astral, por isso, o Orbia surge como uma excelente ferramenta. “Além de explicar os conceitos básicos e resumir algumas informações, a Inteligência Artificial adotada também assume o papel de interpretar alguns trânsitos atuais e, com isso, colaborar na jornada do autoconhecimento, auxiliando na tomada de decisões, por exemplo”, diz.

Já a CMO do site, Mayumi Sato, lembra que a astrologia, em um contexto geral, é uma ferramenta de compreensão do universo, da sociedade e de cada ser humano. “É importante ter em mente que ao mantermos um diálogo com o Orbia, ele vai trazer aquilo que está no banco de dados dele, não são previsões de futuro, são informações que constam no nosso mapa astral, que estão presentes em nós mesmos. A verdadeira função dele é organizar isso de uma maneira que a gente consiga entender melhor e tomar decisões mais assertivas”, complementa.”

De olho no futuro

Atualmente, todos os usuários do Astrolink no Brasil têm acesso ao Orbia, disponível tanto no site quanto no aplicativo. Segundo a CMO da empresa, Mayumi Sato, este lançamento é apenas o começo, já que há planos de expansão para incluir ainda mais recursos e funcionalidades, tornando-o um companheiro ainda mais valioso na jornada astrológica de cada usuário. Em breve também estará disponível nos idiomas das versões do Astrolink internacional em Inglês, espanhol, italiano, alemão e francês. 

 

Astrolink


DEPRESSÃO E ANSIEDADE GESTACIONAL, COMO IDENTIFICAR?

 

O período gestacional é um momento da vida da mulher, principalmente para as mães de primeira viagem, que mais exige equilíbrio emocional. São muitas emoções, medos, dúvidas e inseguranças associadas a alegria e expectativa do gestar.

 

Fato é que, a saúde mental materna tem sido uma temática muito importante e também muito discutida em pesquisas de estudos científicos nos últimos anos, devido à elevada prevalência de depressão, estresse e ansiedade entre outros transtornos em mulheres em idade fértil e suas consequências prejudiciais na relação mãe - bebê.

 

O que se observa é que essas alterações sejam hormonais, físicas, psicológicas vão impactar muito na autoestima, no relacionamento e na própria libido dessa gestante. Mas como identificar essas fragilidades? Quais os sinais e como tratar para que não afete a criança?

 

Tanto as causas ou sintomas da depressão gestacional, vão variar de mulher para mulher, afinal cada uma irá reagir às situações de uma forma particular. No entanto, as principais causas são: Falta de suporte emocional, familiar e social; Eventos de vida negativos durante a gravidez ou próximos ao parto; Problemas pessoais, emocionais da mãe com relação à maternidade; Dificuldades pessoais, emocionais, financeiras, médicas da mulher ou do casal; Gravidez não planejada ou não desejada; Dificuldades conjugais; Depressões anteriores; Outras doenças psiquiátricas durante a gravidez; Existência de Depressão em pessoas da família; Problemas da Tireoide ou alterações hormonais.


Os sinais e sintomas do problema são diversos, como: desconexão com o bebê e as pessoas ao redor; sono perturbado; pensamento confuso e desorganizado; vontade extrema de prejudicar e fazer mal ao bebê, enquanto está na barriga; transtorno de humor; irritabilidade, tensão e inadequação; perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas; falta de energia; ansiedade constante; culpa; melancolia intensa e desmedida; desmotivação profunda da vida; distanciamento de familiares e amigos antes próximos; mudanças nos hábitos alimentares (comer muito ou pouco); dificuldades de concentração; choro constante e humor instável; pensamentos negativos, delirantes e irreais e ideação suicida.


O tratamento é muito importante e dependendo da intensidade deve-se além de fazer terapia, procurar um psiquiatra perinatal, profissional capaz de realizar o diagnóstico correto, avaliando a gravidade do caso e seus riscos, além de traçar um plano terapêutico junto com a paciente envolvendo ou não a introdução de medicamento que não afete o bebê.


Pode-se recorrer a consultas psicológicas online, auxílio nutricional e prática de exercícios físicos remotamente, o que também contribui para uma evolução positiva do quadro. É importante, ainda, que a mãe possa ter, na medida do possível, momentos de individualidade e introspecção, usando esse tempo para dormir e descansar ou dar uma volta, ler um livro, meditar, fazer yoga ou técnicas de relaxamento. O objetivo é investir em atividades que lhe proporcionem prazer!

Enfim, infelizmente a depressão gestacional é real e está cada vez mais sendo identificada entre as gestantes. É necessário expressar e não ter medo de falar o que está sentindo. Verbalizar para encontrar ajuda dentro da rede de apoio, pois se não tratada, a depressão ou ansiedade gestacional, pode se tornar um distúrbio depressivo crônico. 



Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista



Como as mulheres podem lidar com o sentimento de incompetência

Segundo Andressa Gnann, é preciso enfrentar a pressão pela perfeição e entender que está tudo bem em não dar conta de tudo o tempo todo 

 

Muitas mulheres acreditam que não são suficientemente boas e que deveriam dar conta de muito mais coisas do que conseguem. Trabalho, maternidade, estudos, autocuidado e tantas outras áreas da vida parecem demandar muito mais do que o possível, por isso o sentimento de incompetência pode aparecer.

Segundo a  empresária e advogada Andressa Gnann, que também é mãe, palestrante, mentora de empreendedoras, escritora, sócia fundadora e gestora do escritório Gnann e Souza Advogados, considerado como Referência Nacional e Melhores do Ano em Advocacia e Justiça, responsável pelo projeto Papo de Leoa e idealizadora do Treinamento Full Life,  a obrigação de ser alta performance o tempo deixa as mulheres em constante pressão. 

“Muitas mulheres se cobram porque não conseguem ser a mãe exemplar que todo mundo diz que elas têm que ser; ou não conseguem ser uma profissional alta performance e talvez nem ir para academia todos os dias. Mas precisamos lembrar que está tudo bem não dar conta de tudo o tempo todo. Tem dias em que a gente tem a impressão de que só está tentando sobreviver”, avalia. 

Para Andressa, a jornada das mulheres não é fácil, mas é preciso aprender a não se cobrar tanto e encarar cada desafio como uma oportunidade de crescimento. “A cada obstáculo superado, você cresce, aprende e se fortalece cada vez mais. O cansaço e os obstáculos sempre vão existir, mas o importante é aprender a descansar sem culpa e não desistir”, orienta. 

A especialista acredita que o sentimento de incompetência que aflige muitas mulheres pode ser exacerbado por fatores culturais, de gênero e sociais. “Sabemos, por exemplo, que as mulheres muitas vezes têm que se provar mais para provar que são competentes, e isso, em algumas áreas, pode levá-las à exaustão”, diz. 

Ela lembra que a própria sociedade muitas vezes impõe expectativas e pressões sobre as mulheres, tanto na vida profissional quanto pessoal. “Essa cobrança da sociedade e de terceiros também ajuda a aumentar o sentimento de não ser competente o suficiente para dar conta, mas é preciso que as mulheres parem de se preocupar tanto com o julgamento alheio e entendam que está tudo bem em não serem perfeitas, afinal, quem é? Ou melhor, o que é a perfeição?”, questiona. 

Andressa acredita que para superar o sentimento de não se acharem boas o bastante, as mulheres devem se apoiar mais e também buscar o desenvolvimento pessoal. “É importante reconhecer que somos seres humanos, falhos e imperfeitos. Que não temos a obrigação de ser e agir como as pessoas acham. E principalmente ter sororidade, julgar menos, apontar menos e apoiar mais. É por isso que insisto que as mulheres precisam de menos competição e mais compreensão”, finaliza.  

 

Andressa Gnann - palestrante, empresária, empreendedora serial, advogada, mentora, professora, coach, consultora de negócios e responsável pelo projeto PAPO DE LEOA que tem o compromisso em instruir, inspirar e empoderar mulheres, promovendo uma vida plena, equilibrada, próspera e feliz. Além de sócia e investidora em microempresas, também é sócia fundadora do escritório Gnann e Souza Advogados, classificado como referência nacional, reconhecido como Melhores do Ano em Advocacia e Justiça e com prêmio Quality Justiça. Andressa Gnann é uma figura multifacetada com habilidades e competências em várias áreas distintas, equilibrando com maestria os seus diversos papéis e liderando iniciativas voltadas para o público feminino. Para mais informações, acesse o instagram e pra conhecer o projeto Papo de Leoa acesse: instagram


Como se exercitar quando parece impossível


Divulgação

Confira dicas de especialista para superar a falta de disciplina 

 

Está muito frio - ou muito calor -, o cansaço é muito grande, não há tempo disponível, é muito caro, não é gostoso, não há espaço. Quem nunca deu uma dessas desculpas para pular o treino, que atire a primeira pedra. Manter um ritmo recorrente de atividades físicas exige força de vontade e, principalmente, disciplina - e esses dois fatores não são exatamente abundantes todos os dias. Mas, afinal, há maneiras de driblar as desculpas e simplesmente fazer o que precisa ser feito?

De acordo com um artigo publicado na Harvard Business Reveal, a “exercise guilt” (“culpa de exercício”, em tradução livre) é real e pode, de fato, atrapalhar quem está tentando se manter ativo. De nada adianta sentir-se culpado por não conseguir atingir objetivos ou mesmo cumprir cronogramas traçados para a atividade física. O que é preciso, em vez disso, é elencar as “desculpas” que se dá para faltar à academia, por exemplo, e encontrar maneiras de sobrepassá-las. 


É caro

Frequentar uma academia ou uma aula de dança, natação ou luta pode ser realmente muito caro para muitas pessoas. Mas, embora os espaços de prática física monitorada sejam especificamente pensados para isso, não é estritamente necessário estar em um desses lugares para praticar exercícios. “Há muitos exercícios eficazes que podem ser feitos utilizando objetos disponíveis em casa ou até mesmo o próprio peso. Mais importante que os equipamentos utilizados é a regularidade da atividade física”, explica o coordenador do curso de Educação Física da Universidade Positivo (UP) e coordenador técnico da UPX Sports, Zair Cândido.


Está muito calor - ou muito frio - para a atividade que eu pratico

Muitos praticantes de corrida de rua e outras atividades expostas ao clima podem se desencorajar quando a previsão do tempo está nos extremos da temperatura - muito calor ou muito frio. Entretanto, insistir na prática física mesmo em condições adversas não é tão difícil quanto parece, embora exija algum grau de adaptação. “Se está muito frio para correr na rua, você pode tentar praticar uma atividade interna, como ioga, pilates ou mesmo abdominais na sala de casa”, destaca o professor. Agora, se o problema é calor demais, uma aula de hidroginástica ou alguns minutos de natação podem ajudar a manter o treino em dia sem se sentir exausto.


Não há tempo disponível

Trabalhar, cuidar da casa (e dos filhos), ter uma vida social, comer de forma saudável. São tantos compromissos que, muitas vezes, parece não haver tempo disponível para os exercícios físicos. Uma maneira de driblar esse problema é fazendo o possível. Cândido lembra que é melhor se exercitar pouco do que não se exercitar. “Para quem não consegue fazer treinos longos, as pequenas rotinas de treino, de 15 ou 30 minutos, já são de grande ajuda para se manter saudável. “Uma caminhada pelo bairro ou 15 minutos subindo e descendo as escadas do próprio edifício são boas saídas para quem tem pouco tempo. Ou você pode encaixar uma sequência de alongamentos ou agachamentos no meio da rotina de trabalho”, aconselha.


Estou cansado demais

A rotina contemporânea, principalmente nas grandes cidades, pode ser exaustiva para boa parte das pessoas. E o cansaço parece mesmo uma boa justificativa para evitar os exercícios físicos - mas não é. Ajustar o horário do treino para quando se está mais descansado - e manter essa agenda - é uma boa estratégia para não ter mais essa desculpa.


Não há espaço disponível

“Não é preciso ter uma quadra esportiva ou toda uma academia disponível para sair do sedentarismo. A sala ou o quarto de casa oferecem muitas possibilidades para a realização de exercícios simples, como abdominais, por exemplo”, ressalta o especialista. Ele aponta que, muitas vezes, é melhor fazer o exercício possível no espaço que se tem do que esperar eternamente pela oportunidade de se exercitar em um espaço mais amplo.


Não é gostoso

Como muitas coisas na vida, fazer exercícios nem sempre é prazeroso. Embora haja, sim, liberação de substâncias como a endorfina durante a prática física, algumas pessoas simplesmente não conseguem começar a gostar de estar em movimento. Mesmo assim, vale a pena insistir na busca por uma atividade agradável. “A dança é, também, uma forma de exercício, assim como brincar com seus filhos no parque. O que é necessário é encontrar algum tipo de movimentação que seja gostosa para você”, finaliza.


Autoestima na menopausa: dicas para se amar mais

  

A menopausa é um período de transição na vida das mulheres que pode trazer consigo desafios emocionais, incluindo questões relacionadas à autoestima. Durante essa fase, é comum enfrentar mudanças físicas e hormonais que podem afetar a percepção que as mulheres têm de si mesmas. De acordo com um levantamento do My Menopause Centre, a autoestima delas, enquanto estão vivenciando essa fase, é abalada pelos sintomas gerados pelas mudanças hormonais. 

“Mas não é só isso: as mulheres quando passam dos 40 anos e se veem diante de várias mudanças na vida, como questões que envolvem carreira, questões familiares, de relacionamentos e outras que também impactam a autoestima na menopausa”, explica Carla Moussalli, co-fundadora da Plenapausa, uma uma empresa que visa levar informação, cuidado e tratamento para mulheres. 

Uma pesquisa realizada pela British Menopause Society mostra que 20% das mulheres relatam que a menopausa impactou, diretamente, sua confiança no trabalho. Isso significa que, além das questões no corpo, pele e mente, o comportamento na carreira também muda e, com isso, há a perda da confiança, resultando em impactos negativos na autoestima delas. 

Quatro dicas para melhorar a autoestima na menopausa:

  • Aceite e celebre as suas mudanças: a menopausa é uma fase natural e deve ser vista como uma oportunidade para se reconectar consigo mesma e abraçar a vida que você viveu, além de tudo que ainda está por vir. A autoaceitação e celebração das mudanças pode contribuir para uma melhor autoestima e bem-estar emocional durante essa fase da vida.
  • Autocuidado: dedique tempo para cuidar de si mesma. Isso pode incluir atividades físicas, meditação, yoga ou, simplesmente, reservar um tempo para relaxar. Além disso, buscar apoio emocional, seja através de conversas com amigos próximos e terapia, pode ser fundamental para lidar com as mudanças emocionais que acontecem durante a menopausa.
  • Saúde em primeiro lugar: uma dieta equilibrada pode ajudar a melhorar os sintomas da menopausa, como fogachos e a irritabilidade. Priorize alimentos ricos em cálcio, vitamina D, fibras e ácidos-graxos ômega 3. Também é importante consumir alimentos ricos em fitoestrógenos, como soja e linhaça, que podem ajudar a regular os níveis hormonais.
  • Reposição de colágeno: a suplementação pode ajudar a melhorar a elasticidade da pele, reduzir rugas e promover uma aparência mais jovem.

 

Plenapausa


Saúde mental e propósito de vida: uma conexão vital

 A saúde mental é um aspecto fundamental do bem-estar humano, influenciando diretamente a qualidade de vida e capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia. Por outro lado, o propósito de vida representa uma bússola interna que guia as ações e dá um senso de significado e direção. Embora possam parecer conceitos distintos, a relação entre saúde mental e propósito de vida é profunda e interconectada. 


A Importância da saúde mental

A saúde mental abrange o estado emocional, psicológico e social. Envolve a capacidade de lidar com o estresse, ter relacionamentos saudáveis, tomar decisões assertivas e enfrentar os desafios com coragem. Uma mente equilibrada proporciona emoções positivas e autoestima elevada.

No entanto, a saúde mental pode ser afetada por uma variedade de fatores como: estresse, traumas, relacionamento tóxicos, desequilíbrios químicos, levando a depressão e ansiedade.


O significado do propósito de vida

O propósito de vida é a essência que dá significado à existência. Envolve descobrir porque nascemos sendo um guia para as escolhas e ações, obtendo realização e satisfação.

Quando estamos alinhados ao nosso propósito nos conectamos com o mundo ao nosso redor. Mesmo diante de desafios e adversidades passamos a tê-lo como âncora emocional motivando a continuar avançando com esperança.


A interconexão entre saúde mental e propósito de vida

A saúde mental e o propósito de vida estão interligados. Portanto, descobrir e viver o propósito fortalece a saúde mental de várias maneiras:

  1. Senso de Significado: Ajuda a encontrar o significado das experiências. Isso aumenta a resiliência emocional e nos ajuda a enfrentar adversidades com mais facilidade;
  1. Autoestima e Confiança: Viver de acordo com o propósito, demonstramos respeito aos princípios e valores que nos rege, tendo a certeza que estamos no caminho certo;
  1. Redução do Estresse: Com o propósito claro priorizar-se energia e recursos, reduz o estresse associado à incerteza e à falta de direção da vida;
  1. Conexão Social: O propósito de vida leva a buscar conexões significativas, relacionamentos fortes que fazem sentido gerando bem-estar emocional.

A saúde mental e o propósito de vida são fatores essenciais do bem-estar humano. Ao reconhecer essa interligação, podemos cultivar uma vida mais fortalecida, equilibrada e gratificante. Por isso, em meu livro: Propósito ou Missão? Eis a questão, ajudo as pessoas descobrirem o seu sentido de viver. 

 

Michele Lopes - Mentora especialista em desenvolvimento humano, profissional e empresarial e autora do livro “Propósito ou Missão? Eis a questão” (Literare Books International). Instagram: @dramichelelopes_oficial


As histórias que o padre conta

“Até a metade vai parecer que irá dar errado, mas depois dá certo!” Assim que terminou de pronunciar essas palavras, Jonas Abib, o padre, contou mais uma daquelas suas histórias que ensinavam verdadeiras lições de vida. Em seguida, com a voz cansada e as mãos trêmulas, abençoou os autores do livro de sua biografia, no meio da tarde do dia 13 de julho de 2022. Exatamente cinco meses depois, em 12 de dezembro do mesmo ano, ele faleceu, faltando menos de dez dias para completar 86 anos. 

Na ocasião, a história que o padre contou foi a de um jogo de futebol entre São Paulo e Corinthians, no último domingo de agosto de 1949. Com 12 anos de idade e faltando uma semana para entrar no seminário, Jonas foi ao estádio do Pacaembu junto com o pai, o pedreiro Sérgio Abib, filho de pai libanês e mãe italiana, imigrantes. 

Até o intervalo do primeiro tempo, era impossível prever o resultado. No final, ganhou o São Paulo, de 3 a 2. Foram três gols do astro Leônidas, o Diamante Negro! São-paulinos, pai e filho vibraram muito. Encerrada a partida, demorou mais de hora para chegarem em casa, no bairro da Cachoeirinha, lá longe, “a periferia da periferia, na época”, como contou o padre. Por pouco não tinham que percorrer a pé o caminho de terra que os levava à casa recém-construída, a primeira da família, nem pronta de verdade estava. Ônibus não havia naquele dia. 

A morte de padre Jonas, em dezembro de 2022, e os meses muito difíceis que se seguiram levaram o projeto do livro a um ponto crítico, justamente na metade do período de um ano e meio dedicado à sua produção. O material jornalístico disponível era abundante e o padre já não estaria mais junto, revisitando com carinho as histórias que sentia sempre tanto prazer em contar. E nem poderia acompanhar o nascimento dos dezesseis capítulos da obra de mais de 500 páginas em que sua vida dialoga o tempo todo com sua fé em Deus, com a esperança e a vontade imensa de servir ao próximo. 

Nem a morte, porém, impediu padre Jonas de contar as suas histórias, de mais de uma maneira. Histórias alegres, que teceram o arco de sua vida desde o nascimento, em Elias Fausto, interior de São Paulo, em 1936, até a sua morte, em Cachoeira Paulista (SP), na sede da comunidade religiosa que fundou: a Canção Nova. E histórias também tristes, não tão poucas assim. 

Já aos 2 anos de idade teve que ser submetido às pressas a uma cirurgia dos olhos, em Campinas (SP), para não perder a visão. O pagamento do empréstimo que o pai precisou fazer durou anos, e obrigou a jovem família a se mudar muito cedo para a capital, em busca de trabalho. A família – pai, mãe e o filho Jonas – passa a morar nos primeiros tempos num porão, no bairro da Barra Funda. Pobre, muito pobre, era o que tinha condições de pagar. 

Anos mais tarde, já na segunda metade da década de 1950, o pai arruma a mala para uma longa viagem até o Planalto Central, onde estava sendo erguida a futura capital federal, Brasília, inaugurada em 1961. O pedreiro Sérgio deixaria para trás por quatro ou cinco anos a esposa Josepha com a sua máquina de costura e seis filhos, dois meninos – o mais velho deles, Jonas, no seminário – e quatro meninas, a caçula mal tendo aprendido a andar. 

O rosário completo das histórias mais sofridas de padre Jonas fala de doenças e cirurgias diversas e de muitas idas ao hospital, com uma frequência impressionante nos últimos anos de sua vida, até a morte, decorrente de um câncer. Inclui ainda um período dos mais difíceis – “terrível”, na expressão do padre – que desde São João da Cruz (1542-1591) se conhece pelo nome de “noite escura da alma”. Em alguns dos momentos mais dramáticos, parecia o fim. Já não conseguia rezar, perdera o sentido das coisas, se perguntava se tinha valido a pena a vida até então, tanta coisa feita, tanto sonho realizado! 

Mas Jonas Abib, que nunca reclamava de nada, se mantinha de pé, do jeito como muitas vezes se aguentava. Ele soube ler, inclusive, na mais profunda depressão – mesmo às vezes com os lábios cerrados de dor e com os olhos turvos pelas lágrimas – um sinal de que estava sendo provado, qual Jó, no exercício da fé, da misericórdia, da paciência e da coragem. 

Morreu com a alma leve, qual passarinho, tendo combatido o bom combate, na expressão do apóstolo Paulo. Pouco tempo antes havia redigido, à mão, o último documento que quis deixar para a comunidade que fundou. Era sobre “o hábito do sorriso”. Morreu sorrindo, docemente, em sua casa, cercado de perto e de longe pelas pessoas a quem tanto amou na vida, tendo instantes antes recostado a cabeça no travesseiro do leito hospitalar após ter rezado a oração do Anjo do Senhor.

 

Dimas Künsch - professor universitário e escritor, autor do livro “O Padre: a História de Vida de Jonas Abib”, junto com a jornalista Renata Carraro.



Nós e eles

José Datrino era assolado desde a infância por premonições de sua missão na Terra. Tinha alguns clarões de que teria família e bens, mas um dia largaria tudo para realizar essa missão. Foi levado a curandeiros que não conseguiriam tirar aquelas ideias da cabeça do menino.

Na metade de Dezembro de 1961, na cidade de Niterói – RJ, três mil pessoas se apertavam dentro de um famoso circo, o Gran Circus Norte-Americano que, apesar do nome, era bem brasileiro. Reza a lenda que, um homem com problemas mentais resolveu se vingar de um funcionário do circo, e ateou fogo à lona para criar um tumulto. A trapezista, com a visão de cima que seu número permitia, percebeu o início do incêndio, esperou que seu marido, também trapezista e no meio de seu ato, terminasse o seu movimento e gritou: “Fogo!”. O que se seguiu foi um Titanic de fogo, com pessoas sendo pisoteadas e o incêndio se alastrando sobre a lona no circo, coberta de parafina para ficar brilhosa, o que serviu como gasolina para aquele fogaréu. Mais de quinhentas pessoas morreram, pisoteadas e queimadas, naquela pira gigante. Em sua desolada maioria, crianças. O mundo ficou chocado com a tragédia, e até o Papa enviou donativo para ajudar os milhares de feridos e as famílias enlutadas.

José Datrino ouvia as notícias escabrosas que chegavam sobre a tragédia do Gran Circus. Relatou, muitas vezes, que “uma voz astral” avisou que ele deveria abandonar o mundo da matéria e viver, apenas, no campo do Espírito. Pegou um dos dois caminhões de sua empresa e foi para Niterói consolar as pessoas, com palavras de bondade e gentileza. Nascia José Agradecido, ou, o nome mais famoso, Profeta Gentileza, que passou os anos seguintes de sua vida como andarilho e pregador da Gentileza e da capacidade de troca humana, não pautada por dinheiro ou interesses mesquinhos. Das cinzas do Gran Circus surgia um consolador e pregador com barbas e ares de profeta bíblico. Quando era chamado de maluco, ou louco, respondia: ”Sou maluco para te amar e louco para te salvar”. Eu pergunto: quem é o louco afinal? O Profeta Gentileza, ou nossa Sociedade?

Fritz Perls, terapeuta alemão e criador da Gestalt Terapia, também tinha barbas brancas longas e ares de profeta, como Gentileza. A Gestalt fazia sessões que buscavam integrar os vários atores de nossa Psique cindida. O processo ajudava a ampliar um conceito fundamental da Gestalt e que foi o título provisório desse artigo: “Fronteira de Ego”. A Fronteira de Ego é o ponto que delimita o Eu em relação ao Outro. O Nós, com relação à Eles. Quando escrevo isso, lembro de uma paciente antiga, italiana, que brigava com sua nora e esperava que seu filho ficasse do seu lado. Dizia que a sua nora não era confiável. Confiança, segundo ela, só em parentesco de sangue. Batia no seu braço, onde tiramos o sangue nos exames, para enfatizar: “Sangue, dottore, sangue!”.

Esse é um bom exemplo de Fronteira de Ego estreita. Só vivo, confio e me relaciono com quem está do muro para cá, e o muro se delimita com os laços de sangue. Quanto mais estreita a fronteira do Ego, mais mesquinha e neurótica é a pessoa. Fritz e Gentileza dedicaram sua vida a expandir as fronteiras relacionais e a capacidade de inclusão do Outro dentro de nossos muros de Berlim pessoais que nos apequenam e amedrontam. Somos todos parte da mesma aldeia, que é o mundo.

Vivemos no momento de nossa história em que esse texto será publicado, se aprovado, em grandes veículos de Imprensa, quase em Tempo Real. As fronteiras para a informação e interação vem se apagando nesse novo século. Estamos todos no mesmo barco digital. Isso gera uma reação em contrário com igual ou maior intensidade, tentando preservar privilégios e intensificar as fronteiras da separação. Isso se manifesta no “Nós contra Eles”- A instrumentalização do ódio e da divisão, os gritos do polarizações e tambores de guerra, reais e virtuais. A instrumentalização do insulto e da ameaça, que é só abrir alguma página do X, antigo Tweeter, para observar. O diálogo foi substituído pelo quem grita mais alto ou quem faz a melhor Lacração, calando a boca ou cancelando quem discorda de “Nós”.

Vejo os drones do Irã atacando Israel e o ditador da Coréia do Norte bradando que “está na hora de se preparar para a Guerra” para imaginar que os limites das fronteiras de Ego vão apartando pessoas e Estados, na exata medida da promoção da Ira e da anulação de qualquer possibilidade de integração com esse Outro, que passa a ser meu Inimigo.

A imagem de Gentileza oferendo flores nos semáforos, ou de Fritz, integrando os pacientes com suas feridas e reconciliando as pessoas com quem um dia lhes provocou o mal, parecem de dois malucos, com suas vozes sufocadas pelos mísseis e pelos drones da grande Discórdia. 

Quem está maluco, afinal?  

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiana e autor do livro “Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa”.


Coringa 2 - Folie à Deux: Entenda a síndrome psiquiátrica que dá nome ao novo filme de Joaquin Phoenix e Lady Gaga

Novo filme do Coringa vai abordar distúrbio psiquiátrico pouco conhecido que afeta os personagens principais 

 

A sequência do filme de sucesso “Coringa”, que teve seu primeiro trailer lançado hoje (09) e que continuará contando a trajetória de um dos vilões mais emblemáticos da história, agora com a sua parceira “Arlequina”. Na trama, ambos irão sofrer de um transtorno psiquiátrico pouco conhecido que dá nome ao filme, o “Folie à Deux”.

 

De acordo com o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento, a condição é considerada rara e foi descoberta há pouco tempo.

 O transtorno, que em português significa ‘loucura a dois’, é um condição considerada rara e documentada há relativamente pouco tempo em relação a outros distúrbios”.

 

O que é Folie à Deux?

Folie à deux é um termo francês que descreve um transtorno delirante induzido considerado raro em que duas pessoas dividem uma mesma ilusão ou delírio compartilhado.  

Geralmente ocorre em relacionamentos próximos, como entre casais, irmãos ou amigos íntimos, onde uma pessoa induz ou influencia a outra a adotar suas crenças ou ideias irracionais. Normalmente, mas não exclusivamente, quando há confinamento entre ambos ou muito contato e pouca influência exterior. 

O transtorno pode gerar comportamentos perigosos e é diagnosticado por um psicólogo ou psiquiatra com base na observação do convívio entre as pessoas.

 

Existe tratamento?

Segundo Dr. Flávio H. Nascimento, o tratamento ainda é escasso, mas a separação e a psicoterapia são os principais meios. 

Por ser relativamente nova e bastante rara, a condição possui poucos tratamentos, sendo baseada quase que exclusivamente na separação entre os dois indivíduos, essa abordagem costuma ser mais eficaz para o indivíduo ‘secundário’ afetado pela loucura do agente principal”. 

Já o ‘indutor’ costuma passar por internação, psicoterapia individual e familiar e tratamento farmacológico”, explica Dr. Flávio. 


Dr. Flávio H. Nascimento - formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.


Quem cuida e acolhe as mães atípicas?


No mês em que se promove a conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA), surge uma dúvida: quem cuida e acolhe as mães atípicas? Mães atípicas são aquelas que criam seus filhos com necessidades especiais, sejam elas físicas, emocionais, cognitivas ou comportamentais. Elas enfrentam desafios únicos, além da sobrecarga natural da maternidade.

 

Mas, como elas se cuidam e qual o tempo elas dispensam para seu autocuidado, uma vez que, grande parte delas, estão sem rede de apoio e se sentem exauridas pela rotina e atividades dos filhos?

 

A verdade é que, muitas mulheres entram no mundo da maternidade atípica de surpresa, no dia do nascimento de seus filhos. Algumas, poucas, adentram esse mundo um pouco antes, quando exames pré-natais (de imagem ou até mesmo testes genéticos) evidenciam que o bebê que está por vir apresenta algum tipo de comprometimento. Outras adentram esse mundo um pouco depois, quando seus filhos começam a manifestar sinais e sintomas de doenças genéticas durante a infância.

 

Mães atípicas veem suas vidas serem inundadas por incertezas, inseguranças e medos. “Por que meu filho?”, “O que esperar do futuro?” são apenas alguns exemplos dos muitos pensamentos inquietantes e angustiantes que ouvimos, e que se fazem estampados nos olhos dessas mulheres que, muitas vezes, abdicam de suas próprias vidas em prol da rotina de cuidados de seus filhos.

 

São mulheres que se transmutam em força e coragem para dar aos filhos todo suporte necessário para que tenham a melhor qualidade de vida possível dentro de suas condições. São mães que se desdobram para cuidar da casa (e muitas vezes de outros filhos) e conciliar as várias consultas médicas e terapias de estimulação.

 

São mães que saem de casa com horas de antecedência porque precisam pegar ônibus, metrô e trem para conseguir levar as crianças às consultas. São mães que saem de casa carregadas de bolsas contendo fraldas, sondas, cateteres e mamadeiras.

 

Mães essas que despendem grande esforço físico para empurrar seus filhos em cadeiras de rodas pelas ruas cheias de buracos. Nenhum desses esforços é romântico ou poético, mas exaustivo. Até porque grande parte dessas mulheres são, inclusive, mães solo. São mulheres fortes, movidas pelo amor, capazes de transformar fardo em propósito.

 

São mães que, muitas vezes, se tornam invisíveis aos olhos da sociedade. Mães que se dedicam tanto aos seus filhos que muitas vezes acabam esquecendo de si mesmas como mulher.

 

Mulheres que frequentemente sentem-se culpadas por não conseguirem oferecer mais aos seus filhos. Mães sem apoio, angustiadas por não terem com quem compartilhar suas angústias, e desabafar o quanto se sentem exaustas. Sofrem de exaustão física e mental.

 

A sobrecarga mental da mãe atípica é atípica mesmo. Inclusive, há pesquisas que comparam a maternidade atípica com a situação dos soldados em campos de guerra. Nessa fase, é comum muitas mães se sentirem exaustas, ansiosas e até deprimidas.

 

Enfim, como ajudar essas mães? Compreender suas necessidades e oferecer suporte emocional e prático sempre que possível, ajuda muito. Mostre a ela que se importa e que está disponível para ajudar. E se você é uma mãe atípica, saiba que não está sozinha.

 

Cuidar de si é essencial para cuidar dos filhos, como por exemplo separar um tempo para alegria e relaxamento. Aqui, tampouco importa quantidade, mas, sim, qualidade. É importante que essas mâes busquem ajuda sempre que necessário e tentem ter uma rede de apoio, seja de familiares, amigos ou profissionais de saúde, pois isso fará toda a diferença na sua jornada.     

 

Dra. Andréa Ladislau - psicanalista.


Acolhimento: um ato revolucionário de amor e empatia

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Feche os olhos por um minuto e tente lembrar de um momento em que foi acolhida na infância ou adolescência. Quem foi a pessoa que te acolheu? Qual era a situação? Se tiver mais um tempinho, sugiro que escreva sobre esse momento. Tenho certeza de que essa ação tornará seu dia um pouco mais leve.

Se você se considera uma pessoa pouco acolhedora, provavelmente não foi suficientemente acolhida quando mais precisou. Acolher é uma ação que se aprende na prática e, sem exemplos, fica difícil passar adiante.

A boa notícia é que, até o último dia de nossas vidas, estamos em fase de aprendizado e cuidar dos sentimentos daqueles que amamos é um verdadeiro prazer.

Quando criança, fui taxada de “sensível demais”, dramática e chorona. Passei muitos anos tentando reprimir o que sentia, para não “incomodar”. Saí da casa dos meus pais muito cedo e casei com a primeira pessoa que me deu algumas migalhas de atenção que, pouco tempo depois, se transformou em abuso.

Minha vida, em casa, era um verdadeiro inferno, mas no trabalho, em sala de aula, tinha o acolhimento dos meus alunos que, tão pequenininhos, faziam eu me sentir a pessoa mais amada do mundo. Eu me sentia importante.

O acolhimento era recíproco. Eu amava aqueles minis seres, que se sentavam em roda comigo, todo dia de manhã, como se fossem meus filhos. Construí uma relação de confiança com eles, e entendia quando diziam que, em casa, não estava tudo bem. Muitas vezes senti que eu era a única pessoa que parava para ouvir o que aquelas crianças tinham a dizer. E, por isso, sempre tive uma ótima relação com alunos tidos como “difíceis”.

Entendi que ouvir o que o outro tem a dizer --ouvir mesmo, de verdade, sem tentar encontrar formas de “defesa” para a dor do outro - é a maior demonstração de acolhimento que podemos oferecer àqueles que amamos.

Aprendi que, se queremos ser ouvidos, temos que ouvir primeiro. Assim, construímos uma relação baseada no diálogo verdadeiro. E é disso que estamos todos precisando. Mas para isso, o autoacolhimento é essencial.

Quando consegui me acolher, finalmente tive forças para sair daquele casamento que tinha acabado com minha autoestima. Entendi que teria que recomeçar do zero, que a única pessoa que estaria lá para me acolher, seria eu mesma.

Hoje estou aqui, escrevi meu primeiro romance e duas peças de teatro que já estão sendo ensaiadas. Tenho muito a dizer ao mundo. E ninguém, nunca mais, vai me calar.

 

Vanessa Nascimento - pedagoga e escritora, autora do livro “Todas as vidas de Tati”


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