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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Solicitação do FOIA pode identificar motivos para negativa do visto americano

De acordo com Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional, documento armazena todas as informações de quem teve contato com autoridades do país

 

É comum que as pessoas tenham suas solicitações de visto para os Estados Unidos negadas e fiquem sem entender o motivo ou até mesmo quais informações fizeram com que o consulado optasse pela negativa. Esse fato se tornou ainda mais corriqueiro nos últimos anos, com vistos das mais diversas categorias sendo prontamente negados.

A Lei da Liberdade de Informação (FOIA – Freedom of Information Act), no entanto, garante a possibilidade de verificar todos os dados que o governo americano coletou e armazena sobre cada indivíduo, garantindo que as informações e motivos de uma possível negativa sejam registrados.

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, tornou- se comum receber negativas mesmo preenchendo todos os requisitos para uma aprovação. “Qualquer agente de imigração ou consular pode negar qualquer visto sem questionar ou falar algo para o solicitante. Ele tem essa liberdade de olhar para alguém e ler algumas situações que geram desconfiança, e essa situação faz com que muitos vistos sejam negados”, relata.

Caso queira saber os motivos da negativa, o processo mais comum é pedir para um advogado fazer a consulta do FOIA. “Com isso, o solicitante vai ver, realmente, o que existe a favor e contra ele nos mais diversos órgãos públicos dos Estados Unidos, inclusive na imigração. Vai aparecer tudo, desde o momento da entrada em um pedido de qualquer visto, o que foi dito no consulado durante a entrevista de solicitação, as informações fornecidas ao entrar e sair dos Estados Unidos. Enfim, conta com todo o histórico daquele possível imigrante”, revela Toledo.

Segundo o advogado, a solicitação do documento é comumente associada apenas aos imigrantes, mas também se aplica a pessoas que possuem visto de turista ou estudante. “Conheço uma pessoa que entrou nos Estados Unidos como turista, teve uma multa de excesso de velocidade, foi solicitada presença em corte e essa pessoa não soube da convocação. Como ela não compareceu, foi expedida uma ordem de prisão, por desobediência ao comparecimento na corte. Nós localizamos esse problema pelo FOIA, explicamos o que houve, informamos que não estava dentro dos Estados Unidos e que por isso não recebeu a notificação. Mesmo assim, ocorreram diversas complicações por essa falta de atenção e apenas com a solicitação do FOIA foi possível identificar o que estava acontecendo”, pontua.

Embora a maioria dos documentos e dados estejam incluídos no  FOIA, algumas informações podem ser censuradas de acordo com as leis americanas. “É preciso cobrir todos os registros da agência, o que, na maioria dos casos, inclui e-mails, alguns documentos impressos, registros, mapas, vídeos e fotografias obtidos pela agência em questão. Portanto, é necessário estar atento a esse detalhe quando solicitar o documento”, finaliza. 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 165 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido e consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


Toledo e Advogados Associados
http://www.toledoeassociados.com.br

 

ACNUR pede que Estados suspendam retornos forçados de pessoas do Haiti

Violência e o recente surto de cólera têm exacerbado a já dramática situação humanitária no Haiti


Em meio a uma crise humanitária e de segurança devastadora no Haiti, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pede que Estados dentro e fora da região suspendam o retorno forçado de pessoas do Haiti a seu país.

Violência, incluindo violência sexual, sequestro, roubos e bloqueios de estradas por gangues armadas, e o recente surto de cólera têm exacerbado a já dramática situação humanitária no Haiti, marcada pela insegurança alimentar aguda, escassez de combustível, e acesso limitado a cuidados de saúde e saneamento. Milhões de crianças são impedidas de frequentar a escola, estão desnutridas e vivem com medo

Como advertido pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU, as violações sistemáticas de direitos e a violência armada contínua precipitaram a escalada do país para sua "pior situação humanitária e de direitos humanos em décadas".

“Por conta desta situação preocupante, apelo a todos os Estados que se solidarizem com o Haiti e solicito que não devolvam os haitianos a um país em extrema fragilidade,” disse o Alto Comissário para Refugiados, Filippo Grandi.

Mulheres, crianças e homens haitianos que estão fora do país e são retornados ao Haiti podem enfrentar riscos de segurança e saúde que ameaçam suas vidas, assim como mais deslocamentos forçados dentro do país.

O retorno forçado de pessoas para um lugar onde podem enfrentar riscos de perseguição, tortura, ou danos graves e irreparáveis equivale à “devolução indevida”, que é explicitamente proibida pelo direito internacional dos refugiados e dos direitos humanos. O direito internacional também proíbe as expulsões coletivas e detenções arbitrárias associadas a ela.

O ACNUR lembra aos Estados que os haitianos que desejam buscar proteção internacional devem ter acesso a procedimentos de asilo justos e eficientes.

O ACNUR também pede aos Estados que suspendam os retornos forçados de cidadãos haitianos que tiveram seus pedidos de asilo rejeitados antes dos acontecimentos recentes. Isto inclui aqueles que podem não ter tido necessidade de proteção internacional anteriormente, mas para os quais a mudança das circunstâncias no Haiti apresenta novos fundamentos para uma solicitação da condição de refugiado.

Tendo em vista a difícil situação atual, encorajamos os governos a garantirem que pessoas do Haiti tenham acesso a serviços de proteção e apoio, independentemente de suas razões para deixar seu país. Para aqueles que não se qualificam para a proteção como refugiados, isto pode ser alcançado por meio da concessão de proteção complementar, proteção temporária, admissão humanitária ou outros arranjos de permanência legal até que a situação de segurança no Haiti permita retornos seguros.

A ONU continua trabalhando com o Governo do Haiti, grupos da sociedade civil e partes interessadas do setor privado na busca de um futuro pacífico, seguro e próspero para o país.

O ACNUR também está pronto para apoiar os governos de toda a região para garantir o respeito aos direitos dos haitianos, inclusive ajudando na concepção e implementação de mecanismos de proteção complementares ou outros arranjos legais de permanência, quando necessário.

 

Prefeitura de São Paulo e CIEE realizam Feira de Estágio com mais de 9 mil vagas

Evento será realizado nos dias 08 e 09 de novembro, e reunirá oportunidades em mais de 20 Secretarias Municipais


 

Nos dias 08 e 09 de novembro, a Prefeitura de São Paulo e o Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE realizarão uma Feira de Estágio com 9 mil vagas em mais de 20 Secretarias Municipais. A Feira de Estágio também trará oportunidades de estágio de 6 horas diárias, uma nova opção que vem para complementar as oportunidades de 4 horas que já são tradicionais.

 

O evento gratuito será realizado das 10h às 16h, na Galeria Prestes Maia, com entrada pelo Vale do Anhangabaú e acesso pelas estações de metrô São Bento e Anhangabaú, no centro da capital.

 

A feira busca mostrar que estagiar no setor público é uma ótima oportunidade para o jovem saber mais sobre essa opção de carreira. Além de aprender sobre o funcionamento das secretarias municipais, os candidatos podem se aproximar de pautas sociais e de cidadania. 

 

Nova lei municipal abre novas oportunidades para jovens

 

Sancionada pelo Prefeito Ricardo Nunes, a Lei nº 17.848/2022 possibilita a Prefeitura de São Paulo contratar estagiários pelo período de 6 horas, com bolsa-estágio de R$ 1.346,25 além de auxílio-refeição no valor de R$ 25,00 por dia de estágio, o que representará um aporte de cerca de R$ 550, e auxílio-transporte R$ 8,80 por dia de trabalho, em um valor total de R$ 193,00. A nova Lei atende a um pedido dos próprios estagiários, e tem como objetivo tornar o Programa de Estágio ainda mais atrativo e com mais possibilidades para os jovens.

 

“O programa de estágio na Prefeitura de São Paulo tem uma importância e dimensão maiores do que um estágio usual. Isso é devido à proporção da Prefeitura de São Paulo, seja em tamanho – afinal são 124 mil funcionários ativos -, seja na variedade de assuntos e problemas lidados diariamente”, avalia a Secretária de Gestão, Marcela Arruda.

 

 

Serviço


Feira de Estágio Prefeitura de São Paulo e CIEE

Quando: 08/11 e 09/11, terça e quarta-feira

Horário: 10h às 16h

Endereço: Galeria Prestes Maia, entrada pela Praça do Patriarca. Acesso pelas estações de metrô São Bento e Anhangabaú.

Acesso para pessoas com deficiência deve ser feito pelo Vale do Anhangabaú.


5 dificuldades que as mulheres enfrentam na hora de avançar no comando das empresas

Estar em cargo de liderança dentro de uma empresa ou começar o seu próprio negócio não é uma tarefa fácil; especialistas apontam as principais dificuldades que as profissionais femininas enfrentam

 

Estar dentro de um negócio e avançar até conquistar cargos de liderança não é uma tarefa fácil, ainda mais quando são as mulheres que estão em busca disso. A dificuldade também é encontrada na hora que as mulheres desejam empreender. Para se ter ideia, mais de 7 milhões de CNPJs ativos no Brasil são controlados e pertencentes a mulheres. Entretanto, um levantamento feito pelo Sebrae-SP e o Movimento Aladas, mostra uma realidade dura: enquanto 24 milhões de mulheres brasileiras desejam empreender, 43% delas não o fazem por medo de falhar.

 

Além disso, de acordo com o relatório “Women in the Workplace 2021”, da consultoria McKinsey, que revela que quanto mais alto for o cargo, menor a presença feminina - enquanto há 62% de homens brancos na alta liderança (C-Suite), há apenas 20% de mulheres brancas. De homens de cor, há 13%, e o percentual de mulheres é ainda mais baixo, atingindo apenas 4%. O fato é que, quando falamos em mulheres se tornando líderes de empresas ou criando o seu próprio negócio, não são poucos os desafios e obstáculos que elas enfrentam.

 

Abaixo, especialistas esclarecem quais são os principais obstáculos a serem enfrentados. Confira: 

 

1. O apoio entre as mulheres: “Às vezes, é raro encontrarmos mulheres que se apoiam dentro dos negócios. Mas o que todos precisamos entender é que nenhuma caminhada se faz sozinha. Quando as mulheres acreditam uma na outra, se apoiam e lutam todos os dias para ocupar espaços de destaque dentro das empresas, isso serve para abrir portas para outras mulheres também. O percurso nunca é fácil, por conta disso, quando uma mulher conquista um espaço de destaque e liderança dentro de uma organização, ela tende a puxar outras mulheres com ela para que façam parte desse crescimento”, diz Dani Verdugo, que é CEO do Grupo THE.

 

2. Não saber argumentar: “Quando falamos de negócios, um dos principais requisitos para se tornar um bom líder é saber argumentar. Saber conversar e argumentar nos negócios já é uma tarefa difícil, e essa dificuldade pode se tornar ainda maior quando são mulheres em posições de liderança. É importante saber que a argumentação não servirá somente no aspecto profissional, mas no pessoal também. No mundo dos negócios vendemos nossas ideias e projetos todos os dias para parceiros, fornecedores e líderes. Damos e recebemos feedback. Isso diz muito sobre a importância de sabermos veicular nossas ideias e ideais de uma forma clara e convincente, mas não somente no ambiente profissional, mas principalmente pessoal”, explica Maytê Carvalho, que é escritora, professora, comunicóloga e autora do livro "Ouse Argumentar: Comunicação assertiva para sua voz ser ouvida”. 

 

3. Assédio e importunação sexual: “O assédio e a importunação sexual são uma das ferramentas utilizadas pela socialização patriarcal para intimidar mulheres a ocupar espaços de trabalho. Quando ocupamos espaços, eles nos reduzem a corpos que servem apenas para pegar café, anotar compromissos e para serem assediados. Quando ocupamos espaços, o sistema patriarcal nos pune. Por isso, cada dia é mais essencial que as mulheres que conseguem ocupar espaços, usem o seu privilégio dentro dos ambientes corporativos para remodelar esses espaços e ajudar com que sejam lugares seguros para as mulheres”, entende a advogada com perspectiva de gênero e especialista em Direitos Humanos e Direito Penal, Mayra Cardozo

 

4. Confiança no trabalho: “É fato que não se pode negar a realidade do preconceito e machismo contra mulheres e mães no mercado de trabalho atual. Não deveria ser assim, mas é a realidade. Para se destacar, a mulher tem que ser tecnicamente muito melhor qualificada do que qualquer homem que exerça a sua mesma função e ainda ter garra para dar conta, com mestria das suas duplas e, às vezes, triplas jornadas de trabalho. Mas na minha visão, o principal é ser uma profissional focada em resultados. Se o resultado final do seu trabalho é acima da média, isso vai ser o seu cartão de visitas”, acredita Larissa DeLucca, CEO da Negócios Acelerados e Diretora da Fundação Mulheres Aceleradas.

 

5. Machismo: “Mesmo que velado, é um comportamento que predomina no mundo dos negócios. O preconceito e a desvalorização das mulheres muitas vezes as mantém longe do crescimento nas empresas. Apesar de ser um assunto que está ganhando cada vez mais atenção, infelizmente a cultura predominante ainda é marcada por uma série de situações que, nos mais diferentes níveis, colocam as mulheres em posição de desvantagem. A falta de treinamento, de políticas rígidas e regras claras sobre o tema também abrem brechas para situações que prejudicam as mulheres. Existe desigualdade de tratamento, de salários, de critérios de desempenho, entre outros problemas por vezes até mais sutis como abertura para um ponto de vista, a receptividade a uma ideia, o espaço para conclusão de um raciocínio ou a aprovação de projetos. Por isso, é fundamental entender que essa situação não é normal e que devemos atuar a favor dos nossos direitos, com diálogo, conhecimento dos fatos e de forma estruturada”, afirma Fernanda Ramos, especialista em comunicação com mais de 18 anos de experiência na área.

 

 

Grupo THE

 

Maytê Carvalho - Escritora best-seller “Persuasão - como utilizar a retórica e a comunicação persuasiva na sua vida pessoal e profissional”. Fellow researcher no Instituto de Tecnologia e Inovação de Berkeley Global Society. Professora na ESPM e na Casa do Saber.Diretora de estratégia de negócios na TBWA Los Angeles (uma das 5 maiores agências de publicidade do mundo), na Califórnia. O Aprendiz - vencedora da edição especial e participante na edição o Retorno. Acumula também experiência como empreendedora, tendo sido eleita top 6 empreendedoras mulheres do Brasil pela Revista GQ com seu app Beleza de farmácia, que também alcançou o posto de número #1 na AppStore. Conquistou investimento para a sua startup com Camila Farani, no Sharktank. No instagram e no Youtube, compartilha conteúdo inteligente e acessível sobre Comunicação, Marketing e Vendas para seus mais de 74 mil seguidores.

 

Mayra Martins Cardozo - advogada com perspectiva de gênero, sócia do escritório Martins Cardozo Advogados. Membro permanente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB - CNDH. Educadora, ministra aulas na Escola Paulista de Direito, na Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM e no Centro Universitário de Brasília. É colaboradora executiva da revista suíça Brainz Magazine. Palestrante sobre diversidade e inclusão. É líder de empoderamento feminino, desenvolve sessões 1:1 na sua "Mentoria para Mulheres Mal Comportadas" na qual integra suas pesquisas sobre gênero, sua formação em Feminist Coach e sua perspectiva psicanalítica em um trabalho que visa questionar crenças internalizadas que sustentam a sociedade patriarcal e impedem que mulheres tenham relacionamentos saudáveis, ocupem espaços de poder e tenham um boa relação com seu corpo.

 

Larissa DeLucca - empreendedora é fundadora e CEO da Negócios Acelerados, uma agência de marketing que há 13 anos potencializa negócios, utilizando a ciência de dados, tecnologia e criatividade para gerar tendências e caminhos que conduzam os negócios ao sucesso. A empresa é uma agência de consultoria e marketing referência em ciência de dados e entrega de resultados de performance, para orientação de gestores em suas tomadas de decisões.

 

Fernanda Ramos - Executiva de marketing apaixonada e empática com mais de 18 anos de experiência em planejamento estratégico, gestão de portfólio, sustentabilidade, comunicação online e offline e construção de marcas internacionalmente. É uma líder com capacidade comprovada em trabalhar com equipes diversas, com diferentes contextos ao redor do mundo e orientá-los em direção a um objetivo comum. Trabalhou em empresas como Johnson & Johnson, General Mills e Natura

 

5 dicas para organizar sua vida financeira com uma planilha de gastos antes do ano acabar

Hábito de controlar as despesas em planilhas ajuda a estabelecer metas e criar uma reserva financeira

 

De acordo com um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 69% dos cidadãos do país não conseguem guardar dinheiro no final do mês. Os brasileiros ainda têm dificuldades para organizar suas finanças pessoais e evitar endividamentos, mas aprender a ter uma reserva é importante justamente para ser utilizada em caso de imprevistos e situações emergenciais. Uma das soluções para isso é elaborar uma planilha de gastos para analisar o orçamento pessoal ou familiar.

 

“No começo pode parecer uma tarefa complicada, especialmente se a pessoa ainda não tem esse hábito. Mas uma das formas mais importantes de manter o controle da vida financeira, principalmente no final de ano, é organizar o orçamento pessoal e ter uma reserva, por meio de uma planilha de gastos”, explica Thaíne Clemente, Executiva de Estratégias e Operações da Simplic.

 

Por isso, antes de começar ou concluir uma reserva financeira, é preciso ter um controle dos gastos e organizá-los. Pensando nisso, a especialista em finanças separou algumas dicas para começar uma planilha de gastos e concluir uma reserva financeira. Confira: 

 

1- Crie uma planilha

 

O primeiro passo é criar uma planilha para ter o controle dos gastos mensais. É possível fazer no próprio Excel ou utilizar um modelo pronto online. Para quem prefere baixar e imprimir, para anotar no papel, é importante manter a planilha visível, para não esquecer de atualizá-la. O importante é ter um formato que funcione para a pessoa. 

 

2- Organize seus gastos 

 

Para ter uma visão da entrada e saída de dinheiro, quais são os principais gastos e qual será o saldo para começar o próximo mês, é importante separar e organizar as contas. É possível separar por contas fixas, como aluguel, condomínio, mensalidades de escola/faculdade, água, energia, celular, além de gastos sazonais, como datas comemorativas, presentes, doações, entre outros. 

 

A planilha também pode ser organizada por categoria como moradia, alimentação e transporte. É importante projetar também as despesas anuais  como IPVA, IPTU e rematrículas, para não ser pego de surpresa. Quanto mais detalhada, melhor o controle financeiro. 

 

3- Preencha a planilha e conheça seus gastos 

 

Com a planilha pronta, é hora de preenchê-la conforme os gastos no final do dia ou da semana. Conforme a planilha for preenchida, será possível entender a sua situação financeira: quanto dinheiro está entrando e  saindo, para onde vai, quando o dinheiro saiu e quanto foi direcionado para cada coisa. Com esse mapeamento, você pode identificar alguns problemas como gastos sem necessidade ou acima do normal. 

 

4- Reduza gastos e estabeleça limites

 

Agora que você já está com a planilha pronta, entendeu os seus gastos e fez um mapeamento das suas finanças e possíveis problemas, é hora de reduzir gastos e estabelecer metas para ter a sua reserva financeira. A redução de gastos não é fácil e está atrelada a hábitos. Talvez seja necessário repensar algumas ‘necessidades’ e abrir mão de algumas coisas para conseguir economizar. 

 

Essa redução é importante para pagar as dívidas, preencher lacunas e montar a sua reserva financeira. Além disso, nunca gaste mais do que o que você ganha e considere a sua renda e também a situação econômica atual para estabelecer limite de gastos. 

 

5- Tenha metas para concluir a sua reserva  

 

Com a organização financeira, entendimento dos gastos, economia e limites, é possível retirar um valor delimitado por você todo o mês, sem prejudicar suas contas, para concluir ou até mesmo iniciar a sua reserva financeira, de acordo com as suas necessidades, e estar preparado para imprevistos ou emergências. 

 

Simplic


O "novo inglês": Excel é requisito básico para vagas de emprego em diversas áreas

Com o aumento da demanda na área de análise de dados, ferramenta ganha protagonismo e desafia profissionais que buscam postos no mercado de trabalho


Quando se fala em tecnologia, é comum que novas ferramentas cheguem para substituir soluções mais antigas, mas há um software que mesmo depois de quase 40 anos de existência segue imbatível: o Microsoft Excel. Criado para o desenvolvimento de planilhas ou relatórios, o programa, já consolidado no mercado corporativo, vem ganhando ainda mais força nos últimos anos, especialmente por conta da relevância do processamento e da análise de dados nas mais diversas áreas e setores. 

Para muitos profissionais, especialmente da área de tecnologia, mas não somente, o domínio do Excel passou a ser um requisito básico. Basta observar algumas descrições de vagas de emprego e perceber que a ferramenta costuma ser citada entre as habilidades necessárias ou que se configuram como diferencial.

Para Sara Malvar, professora de Data Science, o grande diferencial do Excel está na facilidade em manipular e organizar dados, possibilitando análises descritivas, diagnósticas, preditivas e prescritivas. 

“O Microsoft Excel é a ferramenta mais completa e utilizada para análise de dados. Além disso, possui uma vasta capacidade de limpar, organizar, manipular e visualizar dados. O Excel está em toda parte e os profissionais que buscam uma mudança de carreira, provavelmente, precisarão ‘enfrentá-lo’”, aponta a especialista.

Automatizar tarefas repetitivas, visualizar informações de maneira adequada e tomar decisões baseadas em dados são algumas das atividades mais valorizadas pelo mercado de trabalho que podem ser realizadas com o Microsoft Excel. O cientista de dados Milton Ossamu ressalta, entretanto, que dominar as funcionalidades do programa é apenas uma parte do processo. 

“Juntamente com outras tecnologias, o Excel é uma ferramenta complementar para realizar tarefas relacionadas à análise de dados e comunicação de valor dos dados. O que é realmente importante é ter um conhecimento do negócio e sobre como usar o Excel para extrair informações dos dados a fim de realizar insights válidos e úteis”, explica o especialista, que atua como instrutor do curso “Excel do Zero”, ofertado pela Ultima School.

Voltado para analistas de dados, especialistas em Marketing ou Finanças e para empreendedores, o curso é um convite para que os profissionais aprendam os fundamentos do Excel, que também podem ser aplicados em softwares similares, como o Google Sheets e o Numbers, da Apple. 

“Ao dominar o uso do Microsoft Excel, os alunos se tornam mais produtivos no trabalho, pois esse conhecimento possibilita otimizar o tempo. O curso parte de habilidades e conhecimentos básicos e é indicado para todos, mesmo para quem nunca criou uma planilha na vida”, destaca Milton Ossamu.

Para ir além dos fundamentos, o instrutor também indica a realização de cursos na área de Data Analytics, voltados a ensinar métodos sofisticados para coletar, analisar e apresentar dados.


ENEM: Confira dicas para manter a postura correta e otimizar a jornada de estudo

Postura incorreta prejudica a concentração e causa dores/DIVULGAÇÃO

Coordenadora do curso de Fisioterapia da Anhanguera orienta sobre ergonomia na hora de estudar


As datas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproximam e mais de 3,3 milhões de vestibulandos se preparam para as provas dos dias 13 e 20 de novembro. A jornada de estudos na reta final que antecede os exames é imprescindível para o bom desempenho de candidatos. Especialistas ressaltam que a postura física adequada pode contribuir para o bem-estar e para a concentração nesse período.

Como explica a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, professora Audrei Miquelote, a ergonomia (ciência que estuda as interações entre indivíduos, lugares e equipamentos) pode ser a solução para auxiliar no aprendizado de estudantes. “Os aspectos do ambiente onde a pessoa se dedica aos estudos devem ser avaliados para otimizar esse processo, inclusive dentro de casa”, afirma.

As diretrizes ergonômicas fazem parte de um conjunto de procedimentos relacionados à organização espacial, o objetivo é o de proporcionar qualidade de vida em atividades laborais ou estudantis. Os conceitos tomam como base a análise dos movimentos relacionados aos equipamentos de performance, como mesas, cadeiras, livros e computadores. “Os impactos são imediatos porque as boas condições de espaço trazem mais disposição para estudar”, pontua.

A qualidade dos estudos dentro do lar dos candidatos pode ser beneficiada por mudanças simples na postura. A docente da Anhanguera destaca os cinco pontos de atenção para atividades em casa:

Local. Estudar deitado na cama ou no sofá pode representar um risco para a saúde e para o aprendizado, uma vez que o corpo relaxa e o candidato pode sentir sono. O ideal é procurar uma mesa e cadeira para essa atividade.

Membros superiores. Não é indicado ler e escrever com a cabeça apoiada na mão. Os cotovelos devem estar encostados sobre a mesa, juntos ao corpo, com os punhos e mãos formando ângulo reto, para evitar o desenvolvimento de dores crônicas.

Membros inferiores. Cadeiras ajustáveis são ideias para manter os pés no chão enquanto uma pessoa está estudando. Caso não seja acessível, alguns objetos podem funcionar como substituição, como caixas e pilhas de livros como apoio para os pés.

Tronco. É importante manter o tronco encostado na cadeira. Para auxiliar, a altura dos monitores deve estar alinhada aos olhos, para não gerar cansaço ou desgaste na região do pescoço.

Iluminação. Com luzes fracas, é comum aproximar o rosto para leitura e forçar a musculatura do rosto, o que resulta em cansaço mental e dores físicas. O brilho do monitor deve estar regulado e a luz natural deve ser priorizada.

 

 Anhanguera - https://www.anhanguera.com/ e https://blog.anhanguera.com/category/noticias/

 Kroton - www.kroton.com.br


ENEM: pessoas com dislexia terão atendimento especializado

Direitos incluem maior tempo para fazer a prova, auxiliares para ajudar na leitura dos textos e critérios específicos para a correção da redação


Em menos de duas semanas serão aplicadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio -- ENEM, considerada a principal porta de entrada para universidades públicas e privadas do país. 

Em 2022, as provas estão marcadas para os dias 13 e 20 de novembro. No primeiro dia, os estudantes terão cinco horas e meia para responder 90 questões das provas de Linguagens e Ciências Humanas, além de escrever a redação. Já no segundo dia, serão cinco horas para concluir as provas de Ciências da Natureza e Matemática. 

Pessoas com Dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) terão atendimento especializado assegurado pela Política de Acessibilidade e Inclusão do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que organiza o Exame e garante o direito a tempo adicional de 1h30 para a realização das provas, entre outros benefícios. 

As pessoas com Dislexia também podem contar com um auxiliar para ajudar na leitura dos textos, além do auxílio para transcrever as respostas das provas objetivas.

 

Critérios para a redação 

Elaborada pela Diretoria de Avaliação da Educação Básica (DAEB), a cartilha do participante também assegura a adoção de critérios específicos de avaliação que considerem questões linguísticas relacionadas à dislexia durante a correção da redação. 

Juliana Amorina, presidente do Instituto ABCD reforça que a conduta é um avanço: “Considerar as características linguísticas da dislexia no processo de correção da redação é um grande passo para garantir equidade na na prova. As habilidades e os talentos da pessoa com dislexia serão alcançados somente se reconhecermos suas dificuldades, eliminarmos as barreiras e cooperarmos para a construção de um ambiente mais justo e acolhedor."

 

Habilidades 

Transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, a dislexia é caracterizada pela dificuldade no reconhecimento preciso das palavras, pela baixa habilidade de decodificação e soletração.

As dificuldades geralmente derivam de um déficit no componente fonológico da linguagem, muitas vezes surpreendente quando comparado a outras habilidades cognitivas e ao acesso à aprendizagem. Consequências secundárias podem incluir dificuldades na compreensão de texto e pouca experiência de leitura, o que impede o desenvolvimento do vocabulário e do conhecimento geral


A tripla ameaça das mudanças climáticas, conflitos e emergências de saúde: uma combinação mortal para os mais vulneráveis

 Às vésperas da COP 27, Médicos Sem Fronteiras e CICV alertam para necessidade de ação urgente em regiões já fragilizadas


As mudanças climáticas não são uma ameaça distante. Esta crise está afetando drasticamente pessoas vulneráveis em todo o mundo. A mudança do clima está provocando consequências devastadoras especialmente para as pessoas que vivem em situações de conflito e para aqueles que não têm acesso aos cuidados básicos de saúde.

Médicos Sem Fronteiras (MSF), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estão trabalhando em estreita colaboração com comunidades em países onde a convergência das mudanças climáticas, conflitos armados e emergências de saúde é uma realidade sombria. Dos 25 países mais vulneráveis às mudanças climáticas e menos preparados para se adaptar, a maioria também está passando por conflitos armados. Em muitos desses locais, as pessoas não têm acesso aos cuidados básicos de saúde. Quando choques climáticos ocorrem em países com poucos alimentos, água e recursos econômicos, as condições de vida, a saúde e os meios de subsistência das pessoas são ameaçados.

A Somália tem sofrido um ciclo irregular de secas e inundações nos últimos anos, agravando uma situação humanitária já terrível, ainda mais complicada por três décadas de conflito armado. As pessoas têm tempo limitado para se adaptar porque os choques climáticos são graves e muito frequentes.

As organizações humanitárias também têm respondido às inundações no Sudão do Sul e em todo o Sahel; ciclones devastadores em Madagascar e Moçambique; e à seca severa no Chifre da África. A crise climática agrava as crises sanitária e humanitária.

Como agentes humanitários, estamos preocupados com a atual realidade e as projeções para o futuro. Testemunhamos secas, inundações, pragas de insetos e mudanças nos padrões de chuva que podem comprometer a produção de alimentos e os meios de sobrevivência das pessoas. Assistimos a eventos climáticos mais extremos e mais poderosos, como ciclones, que destroem a infraestrutura de saúde essencial. Notamos mudanças nos padrões de doenças mortais, como malária, dengue e cólera. Conflitos e violência aumentam a necessidade de assistência médica de emergência, ao mesmo tempo que limitam a capacidade dos estabelecimentos de saúde.

Todas essas situações estão ocorrendo em um mundo que aqueceu 1,2 graus acima das temperaturas da era pré-industrial, à medida que testemunhamos como as pessoas mais vulneráveis do mundo estão sofrendo as consequências de um problema majoritariamente causado pelas nações mais ricas do mundo. O aquecimento adicional levará a consequências desastrosas, a menos que sejam tomadas medidas urgentes e ambiciosas de mitigação e que seja mobilizado apoio adequado para as pessoas e países mais afetados para que possam se adaptar aos crescentes riscos climáticos.

“Atualmente, as necessidades já estão superando a capacidade de resposta. Trata-se de uma crise de solidariedade que agora está dando lugar a uma crise moral. O mundo não pode deixar as pessoas que sofrem as consequências mais trágicas sem apoio”, disse Stephen Cornish, diretor-geral de MSF na Suíça.

O apoio financeiro e técnico deve chegar às pessoas que mais precisam, o que não está acontecendo na escala que deveria. O compromisso do Acordo de Paris de aumentar o apoio aos países menos desenvolvidos não reconhece que um número significativo deles também é afetado por conflitos e deve ser priorizado. Até o momento, não foram cumpridas promessas para reduzir as emissões de carbono e apoiar os países que sofrem os maiores impactos.

“Estamos testemunhando os efeitos agravantes dos crescentes riscos climáticos e conflitos armados do Afeganistão à Somália, do Mali ao Iêmen. Nosso trabalho nesses lugares ajuda as pessoas a lidar com a crise climática. Mas os atores humanitários não podem responder sozinhos à multiplicidade de desafios. Sem um apoio financeiro e político decisivo aos países mais frágeis, o sofrimento só vai piorar”, disse Robert Mardini, diretor-geral do CICV.

Apelamos aos líderes mundiais para que cumpram os seus compromissos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 e garantam que as pessoas vulneráveis e afetadas por conflitos sejam adequadamente apoiadas para se adaptarem a um clima em alteração. Devemos encontrar coletivamente soluções e garantir o acesso a financiamento climático adequado em ambientes desafiadores. Deixar as pessoas para trás não é uma opção.


2022: o ano da reabilitação social e os impactos invisíveis da pandemia

As escolas, assim como os hospitais, foram os lugares que viveram e ainda convivem com os impactos da Covid 19. Lógico que, de uma forma mais visível, os hospitais cuidaram dos “pacientes diretos”, viram a doença de perto, mas, nós, que estamos nos ambientes escolares, como evidenciamos diariamente esses impactos?

Muitas são as evidências e algumas escandalosamente visíveis, como o despreparo da Educação como um todo, pública e privada, para o ensino remoto. Foi uma loucura! Encontrar o tempo de tela adequado para atrair as crianças pequenas e a criar estratégias de engajamento, tanto para crianças quanto para adolescentes, foi um desafio;

O que se viu foram câmeras fechadas, famílias sem estrutura tecnológica, crianças sem equipamentos, dificuldade de acesso à internet, famílias com mais de dois filhos com aulas ao mesmo tempo e um único aparelho para todos e pais usando o mesmo computador para trabalhar. Além disso, muitas famílias não tinham estrutura física e nem psicológica para apoiar seus filhos nos momentos de “aula virtual”.

Eu poderia continuar enumerando a enorme complexidade que foi montar uma estrutura para uma forma de aprendizagem totalmente não considerada até mesmo pelos melhores futurólogos de plantão. E lógico que o resultado não poderia ser diferente, pesquisam apontam um déficit de 11 anos para recuperarmos a aprendizagem cognitiva, considerando apenas o conteúdo programático!

Mas a pandemia trouxe a pauta da saúde mental, do bem-estar, do burnout e desvelou e acentuou a discrepância entre o poder de ação entre a educação pública e privada. Ficou explicito que muitas crianças e jovens da rede pública vão para escola para se alimentar e que o aprender é um complemento e não a causa prioritária.

A volta para as escolas foi uma luta, e aconteceu entre trancos e barrancos, umas com estruturas até carnavalescas e outras com água, sabão e olha lá ...

Mas foi nesta volta que as evidências começaram a aparecer porque, tanto as escolas públicas como privadas, pensaram equivocadamente. Voltamos e vamos continuar de onde paramos, só que não consideraram que tivemos um “gap” de 2 anos!!!!

Muitas crianças foram “alfabetizadas”, jovens se formaram no EM, outros adolesceram em plena pandemia fora da escola que é o segundo núcleo social da criança e do jovem e, sendo assim, um ambiente de modelagem de comportamento pró-social!  E agora?

Nesse momento é importante avaliar o que realmente colhemos? Crianças abaixo do peso, que cresceram menos, com menor mobilidade corporal, com menor tolerância, com sexualidade mais aflorada por acesso a conteúdos adultos (pornografia) via tecnologia sem supervisão, maior obesidade, crises de ansiedade e depressão em diferentes faixas etárias e dependência de eletrônicos (vício em jogos e aplicativos). Elas também desaprenderam a pegar corretamente no lápis e caneta para escrever e a usar o espaço do caderno. Também houve maior irritabilidade frente a limites e regras e menor controle das emoções diante de desafios e provocações, enfim, uma lista que só cresce se efetivamente colocarmos uma lupa no cotidiano de muitas escolas públicas e privadas.

Mas o que vimos foi o mesmo despreparo para o retorno que tivemos para a “parada”. Achamos que seriam semanas e foram anos e agora ingenuamente consideramos que a volta seria simplesmente um “retornar” e foi mais um, ou melhor, está sendo um tsunami e precisamos nos posicionar publicamente.

Dizer que o “rei está nú!” E como falar para uma sociedade que seus filhos precisam ser cuidados emocionalmente antes de retomarem a tabuada? Como dizer que precisamos colocá-los para correr e reaprender a cair e não aprisionar seus corpos nas carteiras para tirar o gap da aprendizagem cognitiva, afinal, a compreensão de sucesso de um filho é o seu desempenho acadêmico e não seu bem-estar.

E assim, começamos a presenciar as tentativas silenciosas de suicídios de jovens, os destemperos emocionais de uma criança quando pedíamos para guardar o celular ou o computador, as inúmeras quedas que acabavam nos prontos socorros, com braços, pernas e corpos quebrados pela não dimensão e pouca habilidade e reconhecimento do potencial de seus corpos, principalmente crianças pequenas.

Então, a pauta saúde mental estar virou manchete, principalmente quando se constatou que os professores estavam adoecendo e se afastando e que as escolas estavam fazendo malabarismos para permanecerem abertas mesmo sem estrutura de atendimento.

Agora imaginem os gestores escolares administrando este caos, assim como os hospitais administraram, em um comparativo considerando as dimensões distintas da mesma pauta - a Covid 19!

E ainda olhando para 2022 que está acabando, ele foi e será lembrado pelo ano que, mesmo sem querer,- porque não foi uma decisão intencional - foi oficializado o currículo oculto, ou seja, as softs skills, conhecidas como competências socioemocionais, ganharam mais espaço, viraram pesquisa e muitas editoras, surfando nessa onda, criaram materiais didáticos para não perderem a oportunidade. A BNCC previa, mas foi a pandemia que efetivou.

Triste, mas fato! O “novo normal” é o nome que deram - penso que foi criado para parecer mais familiar e menos assustador -, mas o fato é que o que estamos vivendo não é o “novo normal”, mas sim uma chance de olharmos para nós e para tudo com mais generosidade, humildade e menos apego. 2022, foi um ano para reapreender a viver em sociedade.

Esta reflexão não tem uma intenção alarmista, pessimista, muito pelo contrário, ela propõe uma breve retomada, porém consciente e analítica deste ano difícil e muito desafiador mas que finaliza com uma provocação porque temos a oportunidade de rever as escolhas educativas, torná-las mais conectadas para uma educação para a vida, mais prática e menos teórica.

Precisamos dar o senso de urgência em questões como ética, integridade, princípios e buscar nestas novas gerações experiências de uma vida com propósito, e o propósito não pode ser viver uma vida olhando e desejando o verde do quintal do vizinho, mas buscar cultivar muitos quintais coletivamente para que todos possamos, enquanto sociedade, trazer a equidade como pauta para 2023, que tal?

Ser cultivarmos ambientes mais equitativos para estas gerações, quem sabe as colheitas serão melhores!

 

Cláudia Siqueira - historiadora e pedagoga, fez magistério com especialização em gestão escolar. É pós-graduada em "Aperfeiçoamento de Docentes de Ensino Fundamental" pela PUC e em "Pedagogia de Projetos e Tecnologias Educacionais" pela USP. Tem como foco de pesquisa e estudo "Inovação em Educação". Fez especialização em Primeira Infância em Harvard. É aluna Alumni da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, participando do grupo de estudos de Primeira Infância pela Fundação. Foi aluna do programa de formação docente (ISTEP) da Universidade de Stanford e, desde 2016, visita com frequência a Universidade para se aprofundar nos conceitos de EpE (Ensino para Equidade) e Mentalidades Matemáticas. É autora de livros (“Autoestima e Esporte” / “Beleza na Escola? Uma relação mais consciente e positiva com sua autoimagem” /etc.), palestrante e consultora na área de educação. Atualmente é Gestora Pedagógica do Colégio Sidarta e Gestora Geral do Instituto Sidarta (www.sidarta.org.br).

@claudiasiqueira

Instagram: claudiasiqueira_edu


As quatro maiores tendências do mercado alimentício para 2023

Não há como negar que o mercado alimentício está enfrentando sua pior inflação em décadas. Em um acumulado de 9,54% no ano registrado entre janeiro e setembro, segundo dados do IPCA, estamos sofrendo o avanço mais intenso desde 1994. Permanecer no sistema atual é inviável, cenário que vem impulsionando alternativas de produção mais sustentáveis e econômicas que, se forem investidas globalmente, certamente trarão melhoras significativas para o segmento em escala global.

Mais conscientes e exigentes, os próprios consumidores esclareceram mudanças significativas em suas rotinas alimentares. Justificados, ainda, pelas alterações climáticas e ambientais, o setor foi obrigado a se antenar rapidamente a essas transformações, em um novo estilo de vida pautado por escolhas mais sadias e com menores impactos. Tudo isso, apoiado fortemente por diversos recursos tecnológicos que favorecem um melhor desempenho agrícola.

Dentre as tendências colocadas em pauta nos últimos anos, veja as mais promissoras a serem investidas em 2023:


#1 Alimentação saudável – considerado como um dos nichos que mais se desenvolveu nos últimos anos, a alimentação saudável já virou rotina nos lares de diversas pessoas ao redor do mundo. Segundo dados do Fiesp, em 2021, esse cardápio já era adotado por 80% dos brasileiros. Para a indústria alimentícia, essa mudança de hábito representa uma enorme oportunidade de crescimento, na produção de opções nutritivas e fáceis de serem preparadas no dia a dia e facilitadas, ainda, pelos intensos avanços tecnológicos que auxiliam na otimização e amplitude de opções de plantio.


#2 Produção tecnológica – a manufatura inteligente no setor alimentício foi fortemente desenvolvida em consequência das intensas mudanças ambientais ao redor do mundo – as quais impactaram severamente as condições climáticas e saúde do solo. Além de maximizar a produção e gestão da cadeia, muitas tecnologias voltadas para a impressão de alimentos já foram criadas, permitindo o desenvolvimento de uma série de produtos a partir de elementos químico biológicos. Quando implementado com assertividade, a produção tecnológica é capaz de aumentar 22% a produtividade deste setor, segundo dados do Portal da Indústria.


#3 – Fazendas verticais – das regiões rurais aos centros urbanos, as fazendas verticais prosperaram nos últimos anos justamente por viabilizar a produção de alimentos com maior qualidade. Se aproveitando destes recursos tecnológicos, criam ambientes ideais para o crescimento de cada produto, se protegendo de fatores externos como luz solar, chuva e ventos, para produzir alimentos longe do solo – benefícios que ganharam destaque em meio ao isolamento social. De acordo com uma estimativa do MarketsandMarkets, até 2026, a expectativa é de que estas fazendas tripliquem seu mercado, saltando de US3,31 bilhões em 2021, para US9,7 bilhões nos próximos cinco anos.


#4 Delivery elétrico – muito se tem investido na construção de veículos elétricos voltados para uma distribuição de alimentos mais otimizada e assertiva. Em modelos diversos que incluem desde caminhões por bateria à híbridos ou células combustíveis, estas versões reduzem significativamente os impactos ambientais. Apesar do Brasil já conter exemplos colocados em prática, este ainda se mostra um projeto de médio a longo prazo, para que sejam nacionalizados os componentes mais adequados para esta distribuição.

Estamos presenciando um momento preocupante para a produção alimentícia mundial. Em meio a mudanças climáticas intensas e novas demandas de consumo, é impensável desmerecer tais demandas – mas sim, se adaptar a todas essas transformações. Não apenas para atender a essas necessidades, como especialmente lutar em prol da manutenção de um mercado mais sustentável e próspero, que esteja preparado para lidar com esses impactos sem sofrer prejuízos no abastecimento mundial.

 

Alexandre Pierro - engenheiro mecânico, físico nuclear e sócio-fundador da PALAS, consultoria pioneira na ISO 56002 na América Latina.

Lilian Laraia - CEO & founder da LARAIATECH.

 

LARAIATECH

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PALAS

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