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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Casos recentes de sarampo acende alerta para vacinação, reforça especialista do HSANP


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 Infectologista destaca a importância da imunização completa diante de registros importados da doença em São Paulo

 

Os casos recentes de sarampo registrados em São Paulo reacenderam o alerta para a importância da vacinação contra a doença, considerada uma das infecções virais mais contagiosas do mundo. No mês de abril, foi confirmado o diagnóstico em um paciente guatemalteco de 42 anos, e, antes disso, outro caso já havia sido registrado em um viajante vindo da Bolívia, país que enfrenta um surto de sarampo. 

Embora o Brasil tenha recuperado em novembro do ano passado o certificado de país livre do sarampo, a circulação internacional do vírus mantém o risco de novos casos importados, especialmente em períodos de maior fluxo de viagens. Vale ressaltar que a doença pode ser transmitida em até 90% das pessoas com contato próximo – 6 dias antes do início dos sintomas e até 4 a 5 dias depois do aparecimento das manchas vermelhas. 

Segundo o Dr. Ricardo Cantarim Inacio, médico infectologista do Hospital HSANP, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo e deve seguir rigorosamente o calendário vacinal. 

“A imunização é indispensável para evitar a disseminação do sarampo. A partir dos 6 meses de vida, a criança já pode receber a chamada dose zero em situações específicas, seguida posteriormente pelas vacinas tríplice viral e tetraviral, conforme a recomendação do calendário vacinal”, explica o especialista. 

Em caso de indivíduos que não sabem se já receberam a vacina, que estão com doses incompletas ou se encontram em regiões que estão em situações de surto, precisam procurar um médico ou ir para a UBS mais próxima para completar a vacinação ou receber as doses adicionais, caso seja necessário. 

O alerta também ganha mais relevância neste ano, em razão da realização da Copa do Mundo da FIFA nos Estados Unidos, México e Canadá, países que ainda registram circulação endêmica do vírus. O aumento do fluxo internacional de pessoas pode ampliar o risco de disseminação da doença, sobretudo entre indivíduos não vacinados. Pessoas que vão viajar para países onde o vírus continua circulando devem procurar orientação médica antes da viagem. 

“Como não existe um tratamento específico para o sarampo, a prevenção por meio da vacinação é fundamental. Manter a caderneta vacinal atualizada é a principal medida para evitar complicações e reduzir o risco de transmissão”, complementa Dr. Ricardo Cantarim Inacio.

Vale ressaltar que mulheres gestantes não devem receber a vacina, e as mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar gravidez até 30 dias após a dose da vacina. Se o paciente tiver alguma doença, deve-se informar com seu médico se não há contra-indicação para receber a vacina. 

Os sintomas do sarampo costumam começar com febre alta, irritação nos olhos, coriza, tosse, perda de apetite e mal-estar intenso. Em seguida, surgem as manchas vermelhas características pelo corpo. A persistência da febre após o aparecimento das manchas pode indicar agravamento do quadro e demanda atenção médica imediata.
 

HSANP


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