Pesquisar no Blog

terça-feira, 16 de março de 2021

BID vê espaço para Brasil ampliar serviço público digital; 86% se adaptaram à vida online


·         PESQUISA INÉDITA APONTA ALTOS NÍVEIS DE ACESSO À INTERNET E DE USO DE SERVIÇOS VIRTUAIS, PÚBLICOS E PRIVADOS, NO BRASIL

·         LEVANTAMENTO REALIZADO DURANTE A PANDEMIA OUVIU 13.250 PESSOAS SOBRE SATISFAÇÃO COM SERVIÇOS PÚBLICOS DIGITAIS

·         ALTA ADESÃO A ATIVIDADES ONLINE SE MOSTRA COMO VANTAGEM PARA O PAÍS ACELERAR RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

 

Da solicitação de segunda via de documentos via celular às conversas via Whatsapp, as atividades mediadas pela internet ganharam espaço durante a pandemia, e os brasileiros – 86% deles – já se sentem adaptados ao mundo digital. É o que revela a pesquisa Satisfação dos cidadãos com serviços públicos digitais", publicada hoje pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Realizada entre outubro e dezembro de 2020 com 13.250 entrevistados, a maior do gênero já feita na América Latina e Caribe, a pesquisa teve como objetivo identificar o grau de adaptação e as lacunas existentes entre os brasileiros e os serviços públicos e privados oferecidos de maneira virtual. Com 87% dos participantes reportando acesso à internet com wi-fi em casa, e 95% a partir do celular, a pesquisa mostra penetração da internet no país, ainda que com lacunas regionais e de qualidade, em níveis que representam oportunidades para expandir o acesso a serviços públicos de maneira rápida e custo-eficiente.

Em um país com as dimensões e a heterogeneidade do Brasil, contar com uma população com tal nível de maturidade digital é uma grande vantagem tanto para a recuperação econômica, quanto para a formulação de políticas públicas. Pela internet, o poder público pode chegar cada vez mais perto dos cidadãos. Vemos aqui uma população capacitada para isso, e governos que já se movimentam nessa direção”, diz Morgan Doyle, representante do Grupo BID no Brasil.


Percepção dos serviços públicos online

Com uma gama crescente de serviços públicos oferecidos online, o governo federal brasileiro entrou, no ano passado, para o top 20 de governos com melhor desempenho no índice de serviços públicos digitais do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, a Política Nacional de Modernização do Estado, a Estratégia de Governo Digital 2020-2022 e a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética representam importantes avanços de política pública nessa agenda.

De acordo com o estudo do BID, das dez principais atividades realizadas de forma digital nos últimos seis meses, duas eram relativas a serviços de responsabilidade do poder público: solicitar algum benefício social (34% dos entrevistados) ou pedir algum documento (16% dos entrevistados).

Entre as vantagens reportadas pelos brasileiros ao optar pelos serviços públicos digitais, 46% destacam a economia de tempo e 29% elogiam o fato de não terem de se deslocar até a repartição pública – vantagens que indicam que, mesmo com o fim da necessidade de distanciamento social, a preferência por atendimentos online pode perdurar.

O estudo também aponta que a satisfação com os serviços públicos digitais supera amplamente os níveis de insatisfação, nos três níveis de governo. Ainda assim, destaca que há margem para aperfeiçoamento e espaço para aumentar a divulgação desses serviços, visto que há diferenças importantes de conhecimento entre as três esferas de governo:

Satisfação com serviços públicos digitais:

  • Federais: 55% de satisfação, 14% de insatisfação e 31% de neutralidade
  • Estaduais: 53% de satisfação, 11% de insatisfação e 36% de neutralidade
  • Municipais: 54% de satisfação, 13% de insatisfação e 33% de neutralidade

Conhecimento dos serviços públicos digitais:

  • Federais: 70%; destaque para o portal Gov.Br – 90% de conhecimento
  • Estaduais: 66%
  • Municipais: 56%


Digitalização do setor público

As oportunidades que a digitalização representa para a oferta de serviços públicos mais custo-efetivos são significativas. Dados de outras pesquisas do BID mostram que uma transação digital custa 5% de uma operação equivalente presencial. O suporte online também é mais rápido: na América Latina, processar um trâmite público requer, em média, 5,4 horas; digitalmente, o tempo necessário são 30 minutos. 

Para fazer melhor uso deste potencial, alguns dos passos primordiais que o BID recomenda para que governos possam adotar distintas tecnologias com eficiência e segurança são:

  • Governança e institucionalidade: definir uma instituição responsável e dotá-la de capacidade, estabelecer mecanismos de participação para todos os atores relevantes, incluindo cidadãos e o setor privado, elaborar planos com objetivos mensuráveis e recursos para atingir as metas.
  • Talento digital: é crítico atrair e reter talento na administração pública e formar talento suficiente especializado em novas tecnologias para os setores público e privado.
  • Adoção de novas tecnologias: a partir da adoção da computação em nuvem, abre-se espaço para o uso do big data e consequentemente a incorporação de inteligência artificial, o que permite aos governos não apenas oferecer os serviços digitalmente, mas também gerar inteligência e capacidade preditiva para enfrentar problemas que afetam a população. Em linha com as práticas dos países mais avançados do mundo nessa agenda, o objetivo deve ser chegar a uma administração pública proativa, que procure o cidadão e atenda suas necessidades sem que o cidadão tenha que dar início a trâmites oficiais.
  • Segurança da informação: O Brasil é um dos países mais afetados do mundo por ataques cibernéticos, que na América Latina cresceram 450% durante os primeiros seis meses da pandemia. A proteção dos dados pessoais requer não somente regulação, mas também capacidade de detecção, resposta e recuperação pelas instituições. Planos de gestão de riscos, centros de emergências de cibersegurança e mecanismos para o monitoramento da infraestrutura tecnológica são fundamentais. Investir em segurança da informação é primordial para a eficiência e confiabilidade dos serviços.
  • Uso ético dos dados: Além de seguir a Lei Geral de Proteção de Dados do país e adotar boas práticas para o uso inteligente dos dados e informações coletados ao longo da oferta dos serviços, o uso ético diz respeito ao rigor necessário no momento de se estabelecerem algoritmos para tomada de decisões de políticas públicas que sejam livres de vieses e que tenham compromisso com a igualdade de direitos.
  • Conectividade: Avançar em questões de qualidade e acesso à banda larga no país também será essencial.

Sobre a pesquisa

Segunda de uma série de quatro publicações com o mote Transformação digital dos governos brasileiros”, a pesquisa também sublinha a necessidade de atender regiões e extratos populacionais menos incluídos nos serviços digitais, como os maiores de 60 anos, indivíduos com menor renda e menor grau de instrução.

Realizada com o apoio da empresa IDEIA Big Data, a série tem como objetivo apoiar o governo federal e os governos estaduais e municipais brasileiros a consolidarem os ganhos conquistados durante a pandemia quanto à digitalização de seus serviços, bem como identificar pontos de aperfeiçoamento nessa jornada, como estratégia para acelerar a recuperação econômica e a otimizar o uso de recursos públicos.


Outros relatórios da série

O primeiro, publicado em janeiro de 2021, apresenta um diagnóstico sobre a maturidade das políticas de transformação digital em governos estaduais e no Distrito Federal, com base em informações declaradas pelas autoridades de governo digital em cada estado.

O terceiro relatório será lançado nas próximas semanas e complementará o presente documento, aportando informações desagregadas por estado sobre a satisfação cidadã com os serviços públicos digitais. Por fim, o quarto e último relatório será uma pesquisa de profundidade sobre os avanços e desafios da transformação digital baseada em múltiplas fontes, como as coletadas pela ABEP-TIC para a elaboração do Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais, os indicadores produzidos pelo CETIC.br e os microdados desta pesquisa de satisfação cidadã.

 

QUAL PERGUNTA É MAIS DIFÍCIL RESPONDER EM UMA ENTREVISTA?

Entenda quais são os maiores impasses para os jovens em processos seletivos 


Em um processo seletivo, recrutadores utilizam diversos artifícios para conhecer de maneira aprofundada os candidatos às vagas. Nesse sentido, algumas questões consideradas até “padrão” são realizadas e, mesmo sendo algo comum nessas análises, parte dos profissionais pode ficar confusa sobre como devem ser suas respostas. Justamente por isso, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa com 44.763 jovens entre 15 e 29 anos e perguntou: “qual pergunta é mais difícil responder em uma entrevista?”. O estudo ficou no ar entre 8 e 19 de fevereiro.  

Mais de 39,7% (17.782) dos entrevistados relataram dificuldade em apontar porque a empresa deve lhes contratar. Para Jéssica Quione, analista de seleção do Nube, esse é o desafio para grande parte dos participantes por falta de conhecimento sobre suas capacidades e características. “Ou até mesmo por não estarem preparados o suficiente para a entrevista. É possível alterar esse cenário e conquistar o recrutador apresentando seus diferenciais e os principais motivos capazes de torná-lo elegível para a oportunidade”, explica. Realizar uma pesquisa abrangente sobre a vaga e a contratante também pode ajudar. 

Outros 31,9% (14.309) enfrentam adversidades ao responder quais são seus maiores defeitos. Esse momento, segundo a especialista, pode ser difícil. “Afinal, admitir suas dificuldades dentro do processo pode ser desconfortável para o candidato. Portanto, é necessário enxergar quais aspectos demandam aperfeiçoamento para potencializar as qualidades. Assim, é importante atribuir a falha em conjunto com uma atitude positiva capaz de ajudar a superá-la”, constata.  

Já para 20,6% (9.227), o principal desafio é responder “pode me falar um pouco sobre você?”. De acordo com Jéssica, o autoconhecimento é essencial para ter assertividade quanto a esse questionamento. “Se conhecer é vital para entender os principais pontos fortes e de melhoria, em conjunto com uma análise de trajetória profissional ou acadêmica. Isso nos permite ter consciência das nossas competências e da maneira como podemos demonstrá-las durante essa análise”, expõe. Ainda para ela, isso pode ser feito por meio de cursos sobre inteligência emocional, buscando feedbacks em processos seletivos anteriores e de colegas de trabalho, escola ou faculdade e professores.  

Por fim, 3.445 ou 7,7% dos respondentes tiveram obstáculos ao receberem a pergunta “quais seus objetivos de carreira?”.  “A falta de foco pode impactar a resposta dessa questão pois muitos jovens estão iniciando a trajetória e ainda não possuem um planejamento claro sobre quais são seus principais objetivos. A solução é buscar respostas capazes de se enquadrar com novas competências, realizar cursos extracurriculares e  dominar ferramentas. Todos esses pontos são cruciais e são considerados escopos importantes a serem conquistados no âmbito profissional”, diz. 

Desse modo, a principal dica para ter destaque em um processo seletivo é ser você mesmo. “A partir disso, é importante deixar atualizados todos os acontecimentos relevantes sobre a trajetória do candidato em seu currículo. Também se prepare e conheça todas as informações da colocação e da companhia para qual se tem interesse em atuar. Treine a apresentação sobre as suas vivências e habilidades, seja pontual e atente-se à imagem e à postura”, finaliza.

 



Fonte: Jéssica Quione - analista de seleção do Nube

www.nube.com.br


Mudança para o paradigma empresarial da sustentabilidade


Nessas aulas que estamos on-line e ao vivo na graduação temos discutido muitos conceitos, exemplos bons e ruins das empresas, notícias da semana e atualidades. Os alunos e alunas estão muito instigados e engajados com as temáticas da sustentabilidade, comprovando as pesquisas de 2020 da Globescan e do Instituto Akatu que mostram que na geração Z, cerca de 45% dos entrevistados tinham considerado recompensar uma empresa socialmente responsável e 57% mudaram as suas opções de compras no ano passado. Sendo que estes números vêm crescendo nos últimos anos. Nessa pesquisa, ainda, 81% do total de todos os entrevistados, colocam atitudes positivas para a natureza, entendendo que “o que é bom para mim, nem sempre é bom para o meio ambiente”.

Em uma das aulas, uma aluna questionou que não entendia como as empresas que estão nascendo, as startups e esses novos empreendedores, já não colocavam os temas da sustentabilidade no negócio e na estratégia do seu nascedouro. “Fico inconformada como as temáticas eram só consideradas muitas vezes “marketing” da empresa, virando um greenwashing, socialwashing ou diversitywashing”. Termos que usamos para dizer que pode ser uma ação de sustentabilidade, mas descolada da realidade da empresa ou, simplesmente, uma mentira. Uma “tinta” verde, ou com várias cores do arco-íris no produto, somente para vender mais, sem lastro, sem estratégia ou estofo para as questões do desenvolvimento sustentável.

No mundo financeiro, inclusive, agora a moda é o ESG ou ASG, que é o ambiental, social e a governança, que já escrevi em outros artigos. Inclusive com grandes eventos digitais de grandes bancos, mostrando e trazendo especialistas para ensinar o que é este termo, e como aplicá-lo no dia a dia da empresa. Ficamos muito felizes com isso!

Mas, com todas essas provocações, gostaria de voltar e ressaltar uma palavra do título deste artigo: paradigma. O significado segundo o dicionário Michaelis é algo que serve de exemplo ou modelo; padrão. Alguns sinônimos dessa palavra são: padrão, regra, norma, referência, modelo, exemplo, entre outros.

Assim, gostaria de confirmar o que a minha aluna questionou, e que eu e muitos colegas da área estamos debatendo e engajando, há mais de 25 anos no mundo corporativo do país. Esse, inclusive, foi até um dos gatilhos, para a idealização e fundação da Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps), para levar a necessidade desse modelo para todas as empresas, organizações e governo.

Esse paradigma da sustentabilidade empresarial tem que ser colocado no nascedouro, no apogeu e no final das empresas, nos seus produtos e serviços, nos seus processos, nos seus indicadores, ou seja, permear toda a empresa. Desde os seus departamentos, times e bonificação. Pois é, o financeiro talvez seja uma das únicas áreas, ou tema, envolvido em todos os processos, contatos e pessoas. Sim, a parte em que transformamos horas de trabalho em dinheiro, aquele que define o quanto vamos contratar, comprar, devolver, emprestar, lucrar, consertar, fundir, demitir... Ufa, tudo está em torno deste tema. Não estou diminuindo a sua importância, mas, precisamos usar o aprendizado desse paradigma para construirmos um novo.

Será que num mundo cada vez mais polarizado, em que temos que escolher um lado ou uma direção, conseguimos desenvolver nosso cérebro e percepção para enxergarmos de uma forma tridimensional ou quadrimensional? Será que as empresas conseguirão entregar valor não unicamente para os acionistas, mas, também para todos os outros stakeholders? Será que essas novas empresas já nascerão pensando também nas questões sociais, ambientais e de governança, além do único e tradicional lucro?

Sim, é um paradigma a ser trabalhado, pois temos que trocar o tradicional pensamento linear do Fordismo para um pensamento circular da Ellen MacArthur, um pensamento sistêmico da teoria geral de sistemas, ou do ecossistema do que estudamos em nossas aulas de biologia.

Acredito que o nosso cérebro consegue se desenvolver sim, e aumentar a capacidade de trabalhar com esse novo paradigma. Pois, assim como as pesquisas mostram, o mundo financeiro está comunicando, meus alunos e alunas estão questionando, e os profissionais pelo desenvolvimento sustentável estão trabalhando, o mundo corporativo está mudando o seu paradigma. E o que você está mudando na sua empresa ou no seu departamento?



Marcus Nakagawa - professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; idealizador da Plataforma Dias Mais Sustentáveis; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

www.marcusnakagawa.com, www.blogmarcusnakagawa.com;

@ProfNaka 


Vendas da Semana do Consumidor podem ter queda de 2%

Nova etapa do Plano São Paulo impacta de forma negativa o volume de vendas, segundo pesquisa da FCDLESP

 

Comumente conhecida por estimular promoções e descontos, a Semana do Consumidor inicia em 15 de março. Neste ano, o período deve apresentar declínio no percentual de vendas do varejo de São Paulo. De acordo com uma pesquisa realizada pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), a queda ficará em torno de 2%. 

Durante a Semana do Consumidor, o estado entrará na nova etapa do Plano São Paulo, chamada de fase emergencial. Seguindo as recomendações, os estabelecimentos devem permanecer fechados. O levantamento realizado pela entidade, com a participação das principais CDLs do Estado de São Paulo, aponta que cerca de 56% dos lojistas acreditam que o setor de bares e restaurantes será o mais impactado com as novas restrições.

“Ao longo dos anos, a Semana do Consumidor apresentou um alto potencial para o desempenho das vendas do varejo. Neste ano, com o anúncio da fase emergencial do Plano São Paulo, a data deve movimentar apenas o ambiente digital, apresentando queda na quantidade de vendas”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff


Cenário de vendas

Com as lojas fechadas, os pequenos e médios empresários estimam que o e-commerce ficará com a maior parte da demanda de vendas. Segundo os dados da pesquisa, o setor de eletrônicos e alimentação (delivery) terão o melhor desempenho.

Além de oferecer descontos progressivos, 7 em cada 10 lojistas acreditam que facilitar as formas de pagamento, como o aumento do número de parcelas, é o melhor método de atrair clientes. Outra alternativa que pode contribuir para um desempenho positivo é oferecer o modo de entrega dos produtos na casa do consumidor.

“Com a queda no volume de compras nas lojas físicas, os lojistas podem investir em ferramentas digitais e na fidelização do cliente. Descontos devem ser os grandes atrativos da data, mas os consumidores buscam por um atendimento mais personalizado”, finaliza Stainoff.

A pesquisa foi realizada com a participação das principais CDLs do Estado de São Paulo.

 

Efeito pandemia: ataques usando acesso remoto ultrapassam 373 milhões no Brasil em 2020

Globalmente, o número total de ataques foi superior a 3 bilhões no ano passado


Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente que o mundo estava enfrentando uma pandemia, e os países se apressaram em tomar medidas para conter a propagação da covid-19. Para combater a pandemia, um dos incentivos foi que empresas migrassem o trabalho presencial para remoto. No entanto, com pouco tempo para fazer a transição, muitas não tiveram tempo de adotar medidas adequadas, deixando-as vulneráveis a uma série de riscos de segurança digital. Um dos mais comuns são os ataques contra os protocolos usados por funcionários para acessar recursos corporativos remotamente.

O Protocolo de Área de Trabalho Remota (Remote Desktop Protocol, RDP, em inglês) é talvez o mais popular, sendo utilizado para acessar Windows ou servidores. Após a migração para o trabalho remoto, os ataques de força bruta contra esse tipo de protocolo cresceram significativamente no Brasil e no mundo, no comparativo com o período pré-pandêmico (mesmo que tenha sido apontada queda no último trimestre de 2020). A ação dos invasores consiste em testar diferentes nomes de usuário e senhas até que a combinação correta seja encontrada para acessar os recursos corporativos.


Em fevereiro de 2020, os ataques no Brasil eram de 11,6 milhões e saltaram para 35,5 milhões em março do mesmo ano, o que representa crescimento de 204% do "antes da pandemia" para "durante a pandemia". Esse crescimento foi maior que o global, registrado em 197% (93 milhões para 277 milhões de fevereiro para março de 2020).

A partir de então, os ataques nunca ficaram abaixo dos 20 milhões no País. Os meses de abril e setembro foram os que tiveram maiores índices: 51,7 milhões e 44,1 milhões, respectivamente. E apesar de 2021 ainda estar no começo, os números são altos: em janeiro e fevereiro deste ano já foram localizados mais de 56,5 milhões de ataques. Globalmente, nunca houve índice de ataques abaixo de 300 milhões por mês em 2020, com recorde de mais de 409 milhões durante o mês de novembro. Já em fevereiro deste ano (quase um ano após o início da pandemia) houve 377,5 milhões de ataques de força bruta, muito longe dos 93,1 milhões do início de 2020.

"Mesmo quando as empresas começam a considerar a reabertura de seus escritórios, muitas afirmam que continuarão a incluir o trabalho remoto em seu modelo operacional ou buscar um formato híbrido. Isso significa que é provável que esses tipos de ataques contra protocolos de área de trabalho remoto continuem a acontecer em uma taxa bastante alta. Em 2020 ficou claro que as empresas precisam atualizar sua infraestrutura de segurança, sendo que um importante passo inicial é fornecer proteção para o acesso remoto", comenta Dmitry Galov, especialista em segurança da Kaspersky.

Para manter sua empresa protegida contra os ataques de força bruta, especialistas da Kaspersky recomendam:

• Habilite o acesso ao RDP de seus funcionários por meio de uma Rede Virtual Privada (VPN) corporativa;

• Habilite o uso de Autenticação de Nível de Rede (NLA) ao conectar-se remotamente;

• Se possível, ative a autenticação multifator;

• Utilize uma solução de segurança corporativa com proteção contra ameaças à rede, como Kaspersky Endpoint Security for Business .

Mais informações sobre as evoluções no cenário de ameaças desde o início da pandemia podem ser obtidas no Securelist .

 


Kaspersky

https://www.kaspersky.com.br

 

Quero expandir os negócios? Como crescer?

Quando decidimos expandir nosso negócio, imediatamente pensamos que entendemos onde podemos inserir nossa marca, pois, sabemos como atingir nosso público. Porém, algumas perguntas são importantes para serem respondidas.

  • Tenho toda reserva financeira para o processo de investimento e estruturação?
  • Tenho o planejamento para marketing e divulgação deste crescimento?
  • Terei tempo hábil para conduzir o formato atual e o novo projeto simultaneamente?
  • Minha equipe estará treinada para dar continuidade ao mesmo atendimento nas novas estruturas que criei?

Estas e outras questões são importantes para dar início a expansão da empresa no mercado.

Não há orientação melhor para vocês do que procurar um profissional ou uma consultoria para estudar sua empresa no mercado e apresentar um plano de negócios que atenda seu desejo dentro de sua realidade.

Ter um profissional ou empresa especializada neste setor, auxiliará muito na implementação de seu crescimento de forma sólida e consistente, priorizando questões importantes que muitas vezes não contabilizamos. Dentre elas toda questão jurídica que envolve, partindo da sua própria estrutura tributária e fiscal até mesmo no acompanhamento da compra ou locação do espaço disponível para a infraestrutura e todos os assuntos jurídicos que envolve qualquer expansão.

Além das questões jurídicas, tem custos operacionais importantes que somente um profissional poderá auxiliar, neste processo.  Orientando para que não haja questões conflitantes no âmbito fiscal, tributário, negociações com fornecedores, melhorando os contratos existentes, negociando os contratos novos, entre outras questões.

Expandir o negócio faz parte do crescimento natural de uma empresa, pois é importante ter um olhar atento ao que ocorre ao seu redor, principalmente na sua concorrência.

Entenda seu momento, tenha foco em tudo que objetivar e tenha ciência que o mesmo padrão de atendimento e serviço que é oferecido atualmente deverá ser mantido e melhorado a maneira que sua empresa ou marca cresça no mercado.

Tenha a mente aberta para ouvir sugestões e discutir novas opções e visões para seu negócio, pois, muitas vezes, focamos tanto em nosso negócio que não enxergamos que nossos clientes esperam novidades e frescor de nossos produtos e serviços e um profissional poderá sugerir complementos que valorizam sua marca e seus serviços.

Caso você consulte um profissional e receba a orientação que o momento não é adequado para este crescimento, aproveite para planejar e se estruturar focando no resultado no menor prazo possível.

Não faça nada sem um planejamento e orientação. Estude, planeje, pesquise e faça do seu crescimento algo que lhe traga maior retorno financeiro e não aumento de preocupações ou responsabilidades.

O mercado está ávido por novidades, pessoas que tenham interesse em expandir seus negócios e acolhe quem oferece produtos e serviços com qualidade e disciplina. 

Nossos consumidores mudaram seus hábitos, estão mais atentos, exigentes, solidários e mais conscientes de nossas obrigações com o entorno e o planeta. Vale a pena instituir questões voltadas as necessidades globais e manter sua marca e crescimento na mesma projeção que as demandas de mercado.

Planeje o crescimento, aplique e usufrua do sucesso!

 


Conceiyção Montserrat - CEO da Montserrat Consultoria


A decisão da Indonésia de vacinar jovens antes de idosos é benéfica para a economia do país


A vacinação em massa é certamente uma maneira de melhorar a situação que a pandemia causou no mundo. No entanto, a metodologia de aplicação vem sendo, em sua maioria, voltada para pessoas em situação de risco, como profissionais da saúde e idosos.

No entanto, diferente do que vem acontecendo na maioria dos países, as autoridades da Indonésia começaram a aplicar as vacinas inicialmente em pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 59 anos, priorizando aqueles que comprovem que estão exercendo suas profissões e precisam sair de casa para trabalhar de fato.

Diante da solução adotada, que é a vacinação de idosos em um primeiro momento, é possível dizer que esse método tem suas vantagens, visto que são as pessoas que trabalham fora que estão mais expostas ao vírus e podem levá-lo para casa, acabando por infectar os mais frágeis. Por consequência, a imunização desses indivíduos pode interferir na cadeia de transmissão da coronavírus e diminuir a contaminação no país.

Em contrapartida, o Brasil segue em um caminho diferente. Embora a vacinação tenha começado no final do mês de janeiro, o país vem enfrentado diversos problemas relacionados a distribuição e a disponibilidade das vacinas, considerando que não houve acordo prévio com as marcas que as ofereceram em 2020.

O sistema aderido pela Indonésia, que possui um número maior de habitantes e menor poder aquisitivo, pode ser um bom exemplo para governadores e autoridades responsáveis pela saúde no Brasil. Afinal, não é fechando negócios e empresas que as questões relacionadas à pandemia serão solucionadas, e sim o oposto pode ocorrer, como o pânico, falta de dinheiro para insumos básicos, fome e até mesmo suicídio.

Essa opção pode oferecer inúmeros benefícios à economia, mas é especialmente positivo para a população, que terá condições de trabalhar e prover para sua família sem precisar de políticas assistencialistas de governos, que causam ainda mais danos aos caixas públicos. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br ou entre em contato por e-mail daniel@toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 90 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB santos


Toledo e Advogados Associados 


Impacto da alta da inflação recai diretamente nos mais vulneráveis

Para economista Alessando Azzoni, números do primeiro trimestre devem crescer mais


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta (11/3), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Considerado a inflação oficial do país, o IPCA ficou em 0,86% em fevereiro, depois de ter subido 0,25% em janeiro. A taxa é a maior para o mês desde 2016, quando ficou em 0,9%. No ano, a alta já acumula 1,11%. Segundo o IBGE, a principal influência de alta veio da gasolina, que subiu 7,11% no período. Sozinho, o item foi responsável por 42% da inflação de fevereiro.

Para o advogado e economista Alessandro Azzoni, esse impacto da inflação preocupa, pois atinge diretamente as famílias com menos recursos. "Temos um cenário com inflação alta, preços subindo e muitas pessoas completamente sem renda, vivendo de auxílio emergencial ou de outros benefícios do INSS. Para essas pessoas, o dinheiro está valendo muito menos, pois o impacto acontece diretamente no consumo dessas famílias. E são itens básicos, então realmente isso é muito preocupante", alerta.

Azzoni cita alguns números acumulados no ano passado, quando o óleo de soja subiu 104%, o arroz 76%, o leite longa vida 27%, a carne 18% e o tomate 53%. "São itens presentes na cesta básica do brasileiro, que acabaram puxando muito essa variação da inflação. Agora, teremos o impacto do IGPM - que ajusta praticamente todos os contratos vinculados, como energia, concessionárias de serviços públicos, contratos de aluguéis. Como ele já acumula uma alta acima de 20%, provavelmente teremos um risco maior dessa inflação do primeiro trimestre de 2021 ser ainda maior", alerta o especialista.

 



FONTE: Alessandro Azzoni -advogado e economista. Mestre em Direito da Universidade Nove de Julho, especializado em Direito Ambiental Empresarial pela Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). Professor de Direito na Universidade Nove de Julho (Uninove). É Conselheiro Deliberativo da ACSP - Associação Comercial de São Paulo; Coordenador do NESA -Núcleo de Estudos Socioambientais - ACSP - Associação Comercial de São Paulo; Conselheiro membro do conselho de Política Urbana - ACSP - Associação Comercial de São Paulo; Membro da Comissão de Direito Ambiental OAB/SP. é diretor do SINFAC (Sindicato das Propriedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo), diretor do Departamento Jurídico do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

AVALIAÇÃO DE EMPRESAS E VALUATION

Avaliação de empresa é um assunto recorrente do mundo empresarial. Quem não quer saber quanto vale o seu negócio, a sua ideia, a sua startup, o escritório de advocacia, a companhia com ações na bolsa, enfim, no capitalismo tudo tem seu valor.

Buscando esse sentido racional, debrucei-me sobre as várias metodologias existentes, sendo as principais: VALUATION, MÚLTIPLOS DE MERCADO, VWAP e VALOR PATRIMONIAL.

O primeiro, VALUATION, composto pelo Fluxo de Caixa Livre menos a taxa de desconto (WACC, significa o custo do capital). Deve ser feito uma análise com base em projeções econômico-financeiras de longo prazo da empresa. Capturar as mudanças no setor e no desempenho da companhia no curto, médio e longo prazo através do impacto desses fatores no fluxo de caixa projetado.

Já os Múltiplos de Mercado, são feitos com base no EBITIDA (do inglês, Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, significa, com relação um período, a soma do lucro operacional antes das despesas e receitas financeiras, impostos, depreciação e amortização), nos últimos 5 anos, com base na média dos múltiplos de negociação de empresas comparáveis no Brasil e no exterior. Reflete o valor da empresa baseando-se em avaliação de empresas comparáveis, sem levar em consideração especificidades da firma.

A terceira metodologia, VWAP (do inglês, Volume Weight Average Price, significa preço médio ponderado do volume de negociação), reflete o valor de mercado da empresa no período em análise, muito usado com empresas com ações negociáveis na bolsa. Já o Valor patrimonial, posição de patrimônio líquido da firma, reflete o valor da companhia por critérios contábeis.

O mercado considera a metodologia do VALUATION - Fluxo de Caixa Descontado como a mais adequada para apurar o intervalo de valor para o preço da firma. Na minha opinião, essa metodologia consegue capturar da melhor forma as mudanças no setor e no desempenho da companhia no curto, médio e longo prazo através do impacto desses fatores nos fluxos de caixa projetados, ao contrário das outras metodologias que são mais focadas na performance de curto prazo e/ou não conseguem capturar tão bem as especificidades da empresa.

Uma vez que optamos pela metodologia do VALUATION, devemos considerar o planejamento estratégico de crescimento da empresa, pelo período de 5 anos, considerando o método de fluxo de caixa descontado, sempre desalavancando as projeções futuras. Nessa metodologia, os fluxos são descontados pelo custo médio ponderado do capital (WACC) para cálculo do seu valor presente. Taxa anual de crescimento (CAGR), medida pela receita líquida, com a expansão anual de volume moderada e um ajuste de preços inflacionários.

É de suma importância calcularmos o ciclo de caixa, composto por contas a receber, estoques e contas a pagar, projetado com base em dias de receita líquida, atingindo um resultado nominal também em dias. O valor da perpetuidade, embasada em uma expectativa de que a companhia atingirá sua maturidade em 5 anos, não havendo previsão de investimentos adicionais para expansão, assim assumimos uma taxa de crescimento residual para a perpetuidade.

A taxa de desconto WACC deve ser calculada com base em: (1) taxa de retorno sem risco, (2) prêmio e risco empresarial), (3) beta alavancado do setor e (4) risco país.

Segundo o advogado ELCIO REIS, sócio fundador do escritório ELCIO REIS ADVOGADOS, com sede em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com ampla atuação nas áreas Tributária, societária e de M&A, esclarece que para minimizar riscos societários e prevenir litígios é importante que os sócios se preocupem com a redação do contrato social, inserindo cláusulas que prevejam, desde logo, critérios adequados para apuração de haveres, estabeleçam regras para sucessão, interdição, alienação de participação societária, sendo desejável, inclusive, a compromisso arbitral, evitando, desta forma, que litígios envolvendo os sócios e a sociedade sejam levados ao Poder Judiciário.

O Superior Tribunal de Justiça tem entendido, de forma ambígua, que “O fluxo de caixa descontado, por representar a metodologia que melhor revela a situação econômica e a capacidade de geração de riqueza de uma empresa, pode ser aplicado juntamente com o balanço de determinação na apuração de haveres do sócio dissidente.” (REsp 1335619/SP). Vejam que o STJ aplica o fluxo de caixa descontado em conjunto o chamado balanço de determinação, que é um conceito fluido, que representa, de fato, o valor econômico da sociedade. Ou seja, qual seria a metodologia para apurar o valor da empresa?

Apesar da falta de comparáveis diretos no mercado brasileiro, reiteramos que o fluxo de caixa descontado é, na nossa opinião, a metodologia mais adequada para apuração do intervalo de valor para a maioria das companhias.

 



PATRICK FEIBELMANN - especialista em Valuation, empresário, administrador de empresas, pós-graduado em sistemas de informação com especialização em qualidade total pela UFMG. Vinte anos de experiência empresarial, consultor de empresas, atuando em diversos projetos, conselheiro de firmas e apoiador de startups.


Acirramento da pandemia atinge faturamento e emprego nos pequenos negócios

Décima edição da pesquisa de impacto realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV detecta interrupção na recuperação das micro e pequenas empresas


Após o início de uma retomada do nível de faturamento e de postos de trabalho, no segundo semestre de 2020, os pequenos negócios voltaram a ser atingidos em cheio com a nova onda da pandemia deCovid-19, registrada nos primeiros meses de 2021. De acordo com a 10ª edição da Pesquisa “O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o movimento de recuperação do faturamento foi interrompido e as micro e pequenas empresas voltaram a demitir.

Segundo o estudo, o crescimento do faturamento que vinha sendo mantido desde abril (quando chegou ao nível mais crítico de -70%) foi interrompido. Com isso, a receita voltou ao mesmo patamar de agosto de 2020 (perda média de 40%), ficando seis pontos percentuais abaixo do resultado detectado em novembro (-34%). Ainda de acordo com o levantamento, 54% das empresas atuam em locais com restrições de funcionamento e apenas 37% estão em cidades em processo de abertura, realidade semelhante à de junho de 2020.

O presidente do Sebrae, Calos Melles, enfatiza que com o recrudescimento da crise sanitária e das medidas de isolamento social para conter a proliferação da Covid-19, os donos de pequenos negócios tiveram de fechar as portas de seus estabelecimentos novamente e não conseguiram recuperar a saúde financeira. “Nessa segunda onda, setores que não estavam sendo tão impactados estão sofrendo mais também. A pesquisa revela que nenhum segmento apresentou melhoria e que atividades que foram menos impactadas anteriormente, como o agronegócio, saúde e construção civil estão vendo a situação piorar”, pontuou Melles.

Os setores de Turismo e Economia Criativa continuam entre os mais impactados, mas agora juntaram-se a eles os de beleza, serviços de alimentação e artesanato. Já os menos afetados são as oficinas, pet shops e clínicas veterinárias, serviços empresariais, saúde e agronegócio. Além disso, o número de empresas que tiveram que demitir funcionários no último mês também aumentou. 19% dos donos de micro e pequenas empresas afirmaram que tiveram que diminuir a quantidade de trabalhadores em seus estabelecimentos. Percentual superior ao registrado em julho do ano passado, quando 17% dos pequenos negócios realizaram demissões.

Com o aumento da inadimplência e com a expectativa de uma melhora da pandemia somente daqui a 17 meses (em média), a proporção de empresários aflitos com o futuro da empresa chega a 57%, a mais alta desde a edição da pesquisa realizada em setembro, quando 43% dos empreendedores revelaram esse sentimento.


Crédito

Para mais da metade dos entrevistados que são donos de micro e pequenas empresas (51%), a principal medida do governo para auxiliar o segmento nesse momento seria a extensão das linhas de crédito com condições especiais como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e 13% deram mais importância à extensão do auxílio emergencial.

Entre os microempreendedores individuais (MEI) o crédito também é a alternativa mais votada, com 41%, mas a prorrogação do auxílio apresenta um peso maior: 36% alegaram ser essa a principal medida. “Muitos MEI foram beneficiados com o recebimento de parcelas do auxílio emergencial e mesmo quem não recebeu viu que essa ajuda financeira permitiu que muitos consumidores utilizassem esses recursos para comprar dos pequenos negócios de seu bairro ou cidade”, explicou o presidente Carlos Melles.


Outros dados da pesquisa:

  • Para a maioria (65%) das empresas o ano de 2020 representou uma redução de 1/3 no faturamento anual
  • Para a maioria (66%) das empresas as vendas de fim de ano de 2020 foram piores que as de 2019
  • Para a maioria (65%) das empresas as vendas no carnaval de 2021 foram piores do que do carnaval de 2020
  • Aumento (de 13% para 54%) expressivo de locais com restrição de circulação de pessoas
  • Aumento (de 73% para 79%) na proporção de empresas que afirmam que estão sofrendo uma diminuição no seu faturamento
  • Aumento no impacto médio (de -34% para -40%) do faturamento das empresas, quebrando tendência de melhora de 7 meses
  • Redução (de 52% para 49%) na proporção de empresas que buscaram empréstimo e Aumento (de 34% para 39%) na proporção de empresas que conseguiram empréstimo
  • Aumento (de 47% para 57%) na proporção de empresas com muitas dificuldades para manter seu negócio

·         Piora (de 14 meses para 17 meses) na expectativa da situação voltar ao normal


Como enquadrar uma empresa no Simples Nacional? O Conselho Federal de Contabilidade responde

 Apenas 48% das solicitações de opção por esse regime tributário foram deferidas em janeiro


Em janeiro de 2021 foram recebidas 276.244 solicitações de opção pelo Simples Nacional, um regime tributário diferenciado aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Das solicitações, 132.929 foram deferidas, sendo o restante dos pedidos indeferidos ou cancelados.

O contador Adriano Marrocos, conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e coordenador da comissão do Imposto de Renda, explica que muitas pessoas constituíram empresas ao longo do ano de 2020 e buscaram o enquadramento no Simples Nacional. “Para nossa surpresa, menos da metade das empresas registradas, e cujo pedido de enquadramento foi processado, obtiveram êxito”.

Muitos são os motivos para o não acolhimento do pedido de enquadramento nesse regime tributário. Marrocos ressalta que o principal deles é a identificação de pendências junto aos órgãos fiscalizadores (Receita Federal, secretarias estaduais de Fazenda, secretarias municipais de Finanças e a secretaria de Economia do DF) que podem ser de natureza cadastral ou de inadimplemento fiscal. 


Assessoria contábil auxilia empresários a buscarem as melhores soluções

De acordo com Marrocos, as empresas de micro, pequeno e médio porte precisam de assessoramento permanente em diversas áreas, desde comercial e inovação, até  financeira e administrativa. Para ele, os profissionais de Contabilidade têm um papel importante para solucionar pendências e encontrar a melhor alternativa para cada negócio.

“Além de contribuir com a implantação e reforço de controles internos para a gestão adequada (e possível) dos recursos econômicos e financeiros disponíveis, além dos recursos humanos, o contador está preparado para prestar orientações bastante efetivas sobre a legislação fiscal vigente, sendo essa uma de suas prerrogativas profissionais”, diz Marrocos.

O conselheiro do CFC afirma que o contador pode contribuir com o empresário, tanto no momento da opção do regime tributário, quanto ao longo da “vida” da empresa, avaliando o impacto de cada decisão no resultado e no momento de troca ou readequação. 

“No caso específico do Simples Nacional, sabendo que muitas são as adversidades enfrentadas e vividas pelos empresários, não é incomum nos depararmos com empresas excluídas do sistema por inadimplência fiscal”, analisa. 

Nesses casos, a atuação do contador vai desde a adoção de procedimentos administrativos específicos que permitam o retorno da empresa ao programa, até o planejamento financeiro e avaliação do desempenho do negócio.

“Enfim, empresas (que pagam) e governos (que recebem) precisam e contam com o trabalho dessa classe de profissionais centrados na orientação adequada para o desenvolvimento da atividade empresarial e consequente desenvolvimento econômico de nosso país”, conclui Adriano Marrocos.


 

Conselho Federal de Contabilidade (CFC)

 

Seguros de vida cobrem pandemias? Tire essa dúvida

Em tempos de pandemia de Covid-19 as preocupações das pessoas mudam, infelizmente a perspectiva de alguma fatalidade aumenta e a proteção da família se torna primordial. Assim, uma busca que vem aumentando são os seguros de vida. Contudo, nem todos esses seguros cobrem casos de pandemia.

O fato é que a maioria das apólices possuem uma ampla garantia, mas uma situação igual a vivida atualmente não era projetada o que deixa muitas famílias descobertas em um momento de urgência, mas as empresas estão se preocupando em ficar ao lado dos clientes.

"A maioria dos seguros de vida (segundo as condições gerais das companhias) não cobrem pandemia. O que pode assustar em um primeiro momento os clientes, mas fato importante é que essas organizações vieram a público individualmente e se manifestaram solidárias aos segurados, comprometendo-se a indenizar em caso de morte por Covid 19", explica Cristina Camillo, Diretora da Camillo Seguros.

Nas situações das pessoas que têm seguro de vida com Cobertura Diária por Incapacidade Temporária (DIT) que dá proteção financeira ao segurado, caso ele se afaste temporariamente de sua ocupação remunerada, as seguradoras estão avaliando a cobertura ou não diante da constatação do afastamento pela Covid19, por se tratar de pandemia.

A especialista em seguros explica que neste momento a procura por seguro de vida está sendo grande. "A doença acionou uma preocupação extra para as famílias, chamando a atenção para o problema de perder alguém que sustente a família ou que a renda seja imprescindível para manutenção", analisa. Cristina complementa que com essa sensibilidade das seguradoras esse tipo de seguro se mostra imprescindível neste e em todos os momentos da vida das pessoas.

Além disso, um outro produto que vem sendo procurado nas seguradoras são as coberturas de assistência funeral. "Os custos com funeral e sepultamento são altos e a maioria não tem reserva para isso. Vemos que essa preocupação é muito grande em relação aos idosos, pais e sogros", alerta Cristina.

Um problema que as pessoas estão encontrando é que, dependendo da idade, pode ser difícil contratar essas proteções. Mas existem seguradoras que tem essas alternativas e outras que possibilitam isso em seu seguro residencial, sendo uma boa saída para pessoas que estão com essa preocupação.

 

Como planejar um intercâmbio na pandemia?

Fazer intercâmbio é o sonho de muitas pessoas, seja para estudar outra língua, fazer um curso profissionalizante ou conseguir uma oportunidade de trabalho no exterior. Com o início da pandemia, ele se tornou um desejo distante para muitos, que se viram obrigados a cancelar ou adiar suas viagens por tempo indeterminado. Mesmo sem uma previsão de volta à normalidade, o interesse em realizar intercâmbios se mantém em alta, especialmente para um cenário pós-pandemia.

Segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), 33% das pessoas que já planejavam viajar continuam com este desejo, contra apenas 3% que desistiram definitivamente. As perspectivas para uma possível retomada do setor no segundo semestre deste ano são bastante positivas, principalmente com o início da vacinação em diversos países.

Os planos para o seu intercâmbio não precisam ficar guardados na gaveta. Use esse tempo para se planejar e se preparar com calma para que tudo esteja em ordem até o grande dia – isso contribuirá para que seu intercâmbio seja uma experiência inesquecível. Confira os principais pontos que não podem ficar de fora nesse momento de planejamento:


#1 Escolha o país: Cada país possui uma cultura, hábitos e rotina completamente diferentes. Aqui, é importante questionar suas preferências: você gostaria de viajar para um lugar mais tranquilo ou agitado? Centro urbano ou uma cidade menor? Cidade quente ou fria? Próximo ao litoral? De interesse histórico? É importante se fazer essas perguntas.


#2 Exigências da pandemia: Por mais que alguns países já estejam com suas fronteiras abertas para estrangeiros, outros ainda permanecem fechados ou impõem regras, como uma quarentena obrigatória ao chegar na região, por exemplo. Certifique-se de como o país escolhido está lidando com a pandemia e suas exigências para viajantes para não ser pego de surpresa.


#3 Defina o objetivo do intercâmbio: Existem diversos tipos de intercâmbio a serem explorados – estudar o idioma local, graduação, realizar um curso profissionalizante ou à trabalho. Avalie as oportunidades que cada país oferece para esses programas, e se correspondem aos seus desejos e expectativas.


#4 Tempo: Dependendo do programa escolhido, um intercâmbio pode ter uma duração de uma semana até de dois anos. É importante ter consciência do tempo ideal e necessário de acordo com o objetivo de sua viagem, uma vez que ele impacta especialmente nos gastos que você terá.


#5 Moradia: O tipo de moradia que você irá escolher impactará diretamente na sua rotina em termos de logística e custos. Dentre as opções mais procuradas estão os albergues, casas de família ou instalações da própria universidade, em casos de intercâmbios de estudo.


#6 Faça um planejamento financeiro: Toda viagem envolve gastos, e dependendo do país escolhido, a moeda utilizada pode aumentar a quantidade de dinheiro necessário. Por isso, tenha em mente o valor do Real na moeda local, e os custos médios que você terá com acomodação, comida, transporte e até mesmo para diversão.

A pandemia impôs uma série de desafios e pedras no caminho nos planos de intercâmbio de muitas pessoas. Enquanto sua viagem ainda não pode ser agendada, aproveite esse tempo para planejar todos esses itens com assertividade – isso garantirá que sua experiência internacional fique guardada para sempre em sua memória!

 


Jéssica Carvalho - gerente de Produtos SEDA Intercâmbios.

https://www.sedaintercambios.com.br/

 

Posts mais acessados