Para
economista Alessando Azzoni, números do primeiro trimestre devem crescer mais
O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta (11/3), o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA). Considerado a inflação oficial do país, o IPCA
ficou em 0,86% em fevereiro, depois de ter subido 0,25% em janeiro. A taxa é a
maior para o mês desde 2016, quando ficou em 0,9%. No ano, a alta já acumula
1,11%. Segundo o IBGE, a principal influência de alta veio da gasolina, que
subiu 7,11% no período. Sozinho, o item foi responsável por 42% da inflação de
fevereiro.
Para o advogado e economista Alessandro Azzoni, esse impacto da inflação
preocupa, pois atinge diretamente as famílias com menos recursos. "Temos
um cenário com inflação alta, preços subindo e muitas pessoas completamente sem
renda, vivendo de auxílio emergencial ou de outros benefícios do INSS. Para
essas pessoas, o dinheiro está valendo muito menos, pois o impacto acontece
diretamente no consumo dessas famílias. E são itens básicos, então realmente
isso é muito preocupante", alerta.
Azzoni cita alguns números acumulados no ano passado, quando o óleo de soja
subiu 104%, o arroz 76%, o leite longa vida 27%, a carne 18% e o tomate 53%.
"São itens presentes na cesta básica do brasileiro, que acabaram puxando
muito essa variação da inflação. Agora, teremos o impacto do IGPM - que ajusta
praticamente todos os contratos vinculados, como energia, concessionárias de
serviços públicos, contratos de aluguéis. Como ele já acumula uma alta acima de
20%, provavelmente teremos um risco maior dessa inflação do primeiro trimestre
de 2021 ser ainda maior", alerta o especialista.
FONTE:
Alessandro Azzoni -advogado e
economista. Mestre em Direito da Universidade Nove de Julho, especializado em
Direito Ambiental Empresarial pela Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU).
Professor de Direito na Universidade Nove de Julho (Uninove). É Conselheiro
Deliberativo da ACSP - Associação Comercial de São Paulo; Coordenador do NESA
-Núcleo de Estudos Socioambientais - ACSP - Associação Comercial de São Paulo;
Conselheiro membro do conselho de Política Urbana - ACSP - Associação Comercial
de São Paulo; Membro da Comissão de Direito Ambiental OAB/SP. é diretor do
SINFAC (Sindicato das Propriedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de
São Paulo), diretor do Departamento Jurídico do CIESP (Centro das Indústrias do
Estado de São Paulo).
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