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segunda-feira, 1 de março de 2021

Brasil registra 9.457.100 milhões de pessoas recuperadas

Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h desta segunda-feira (01/03)


 

OBrasil já registra 9.457.100 milhões de pessoas curadas da Covid-19. O número é superior à quantidade de casos ativos (874.181) - que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (89,3%). As informações foram atualizadas às 17h desta segunda-feira (01/03) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 100% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (4.010) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 1.717 municípios tiveram novos registros, sendo que 903 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.  

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. 

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde. 

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 126,9 bilhões, sendo que desse total foram R$ 93,7 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 33,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 28,2 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 345,2 milhões de EPI, mais de 23,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 10.587.001 milhões de casos confirmados da doença, sendo 35.742 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h. 

Em relação aos óbitos, o Brasil tem 255.720 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 778 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 1.131 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.811 permanecem em investigação. 

Ministério da Saúde

Em meio à pandemia, Agentes Comunitários de Saúde reforçam cuidados com a dengue durante visitas familiares

Chuvas comuns na estação reforçam importância dos cuidados com a doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti


Embora sejam registrados em todo o ano, é durante as chuvas de Verão que os casos de dengue geralmente apresentam aumento, em razão, principalmente, da maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Neste cenário, apesar da pandemia de Covid-19, que naturalmente tem dominado o debate nacional sobre saúde, os cuidados com prevenção, diagnóstico e tratamento da doença não podem diminuir.

Por todo o país, cidades reforçaram o combate e as políticas de conscientização para evitar que os números de infectados sigam crescendo na estação, como no caso do Estado do Paraná, que teve um aumento de 5% nos casos da doença somente entre as duas primeiras semanas de fevereiro.

De acordo com Simone Prado, enfermeira da equipe de Vigilância em Saúde do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", a população tem sido orientada de forma periódica e presencial por Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Promoção Ambiental das unidades de saúde sob gestão do CEJAM.

"Durante as visitas, famílias recebem informações de combate à doença e sobre os cuidados necessários para impedir a reprodução do mosquito causador da dengue e de outras doenças, como Zika e Chikungunya", afirma.

Prevenção


A melhor maneira de prevenir a dengue é sempre adotar hábitos como armazenar lixo em sacos plásticos fechados, manter a caixa d’água vedada e não deixar água acumulada em calhas. Também é importante encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar a água de piscinas e espelhos d’água com cloro. Outras medidas, como uso de repelentes, também são recomendadas.

O isolamento provocado pela pandemia fez com que muitas pessoas passassem a trabalhar de casa, facilitando as visitas e orientações diretas promovidas pelos agentes.

"A presença do usuário em sua residência no ato da visita facilita a inspeção dos profissionais e reforça a importância de sua colaboração em relação ao cuidado necessário para evitar risco de novos focos do mosquito", explica Simone.

Além das visitas presenciais, os cidadãos também contam com ampla presença de cartazes informativos e com orientações nas unidades de saúde, ressaltando o cenário de agravo da dengue durante o Verão.

Sintomas


Nesse sentido, a enfermeira frisa que a orientação às pessoas é para que procurem a unidade de saúde mais próxima caso notem a ocorrência de sintomas da dengue. "Para casos leves, recomenda-se repouso e ingestão de bastante líquido. Na presença de qualquer sinal de alarme, no entanto, deve-se procurar o serviço de saúde imediatamente", completa.

São considerados sinais de alerta para a ocorrência de dengue:

- Febre alta com início súbito

- Dor de cabeça

- Dor atrás dos olhos

- Dor no corpo

- Perda do apetite

- Manchas vermelhas na pele

- Náuseas

- Vômitos

- Tonturas

- Extremo cansaço

- Dores nas articulações

Alguns desses sintomas podem ser confundidos com os da Covid-19, em uma análise superficial. Por isso, o encaminhamento a um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento corretos é essencial.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim"

 

5 principais motivos para dor nas costas

Má-postura no desempenho de atividades podem estar entre as principais causas 

 

A coluna vertebral se estende por todo o eixo central do corpo, sustenta o peso e conecta os sistemas nervosos central e periférico, para que tenhamos movimento e sensibilidade.

Por tal importância, é comum que seja bastante afetada: “especialmente ao longo da vida, pois há o acúmulo de má-postura, excessos de peso, pouco descanso, falta de nutrição, entre outros”, esclarece Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista e especialista em coluna no Hospital Sírio-Libanês. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial ou já sofre ou pode sofrer com ao menos um episódio de dor nas costas durante a vida. “A parte mais afetada da coluna é a lombar, conhecida como lombalgia, mas o uso em excesso de dispositivos eletrônicos, com postura inadequada, tem feito aumentar os números de dores na coluna cervical”, revela o especialista.

 

Veja algumas das principais causas para dores nas costas:


 

1) ️Má-postura: sentar-se sem apoio nas costas, ficar muito tempo com a cabeça baixa, abaixar somente o dorso para pegar objetos pesados no chão, sem flexão das pernas, entre outros.

 

2) ️Sedentarismo: passar horas sentado aumenta a pressão da coluna sobre os discos intervertebrais, provoca alteração postural e consequente dor. A falta de atividades físicas também colabora para este quadro. 

 

3) ️Estresse: a condição causa tensão muscular e rigidez do corpo, que pode refletir em dor nas costas.

 

4) ️Doenças da coluna: os itens elencados acima, com o passar do tempo, podem resultar em problemas na coluna, como surgimento de protusão discal, hérnia de disco, desgaste, entre outros. Hereditariedade também é um fator para dores na coluna.

 

5) ️Traumas: batidas, movimentos muito bruscos e de alto impacto podem causar traumas na coluna vertebral, desencadeando dores nas costas.

 

“A saúde da sua coluna pode impactar no funcionamento de todo o corpo, por isso cuidados no dia a dia, como: manter a coluna alinhada, apoiar as costas ao sentar, levantar a cada hora para, flexionar os joelhos para agachar e usar o impulso das pernas para pegar objetos pesados no chão, são essenciais para evitar dores”, recomenda Dr. André. 

 

Pequenas mudanças no dia a dia ajudam a restaurar os quadros de dor e evitam a evolução dos problemas na coluna.

 

 

 

Dr. André Evaristo – Ortopedista Especializado em Coluna - Formado pela Universidade de Marília, fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Servidor Público Municipal (SP) e é Especialista em Cirurgia da Coluna. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna (SBC) e da North American Spine Society (NASS). Atualmente, atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês, AACD e NeuroOrtho Spine Center (N.O.S.). Instagram: @dr.andrecoluna | Facebook: @DrColunaAndreEvaristo




Março Amarelo: campanha da Endometriose

Endometriose, doença que acomete uma em cada dez mulheres, causa dor pélvica incapacitante e infertilidade – e o tratamento está relacionado à mudança no estilo de vida

 

Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista, explica que a endometriose tem relação com os hábitos da paciente e componente emocional envolvido no desenvolvimento da patologia. Por isso, é preciso de um diagnóstico clínico bem feito e um tratamento multidisciplinar para eliminar o problema


Março Amarelo é o nome da campanha que alerta as mulheres para a endometriose, uma doença que causa dor pélvica, muitas vezes incapacitante, e pode levar à infertilidade.

Trata-se de uma doença inflamatória que, segundo o Ministério da Saúde (MS), atinge uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil. “Às vezes, é fácil identificar que a paciente tem endometriose, no próprio exame clínico, quando ela relata os sintomas. Então, pedimos exames bioquímicos e de imagem para fechar o diagnóstico”, diz a Dra. Mariana Rosario, ginecologista, especialista no assunto. 

A médica explica que a paciente com endometriose precisa ser tratada individualmente, porque essa doença nunca é igual, de uma mulher para a outra. “Por isso, cada uma precisa de um tratamento diferente, mas todas necessitam de mudança de estilo de vida”, diz ela.

A endometriose acontece quando a camada de tecido que reveste internamente o útero, o endométrio, ao se desprender (descamar), na menstruação, em vez de sair pela vagina, no formado de fluxo menstrual, por algum mecanismo não identificado completamente pela ciência, escapa para a cavidade abdominal. É a chamada menstruação retrógrada. “Quando algumas dessas células do endométrio migram para a cavidade abdominal, elas atingem outros órgãos, como as trompas, ovários, intestino e bexiga, por exemplo, fixando-se nestes órgãos. As células do endométrio descamam a cada menstruação, então, estejam elas onde estiverem, elas sangrarão a cada menstruação. É por isso que mulheres com endometriose na bexiga ou no intestino podem apresentar sangue na urina ou nas fezes, na menstruação, por exemplo”, resume Dra. Mariana.

A endometriose também pode atingir outros órgãos. Quando ela se encontra no músculo do útero, o miométrio, é chamada de adenomiose, e pode causar sangramento menstrual intenso e cólicas. Se, em casos raros, as células forem enviadas pela corrente sanguínea para órgãos distantes, como coração, cérebro e pulmões, pode haver complicações ainda mais severas. “No cérebro, ao sangrar, as células da endometriose podem causar um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo”.

A maioria dos casos de endometriose, porém, estão restritos à cavidade abdominal e devem ser diagnosticados o mais rápido possível, para que a mulher ganhe qualidade de vida.


O tratamento da endometriose

Dra. Mariana Rosario, que faz parte do corpo clínico do hospital Albert Einstein e também é obstetra e mastologista, diz que a endometriose pode ser diagnosticada em exame clínico, após uma boa conversa com a paciente. Depois, exames de imagem e de marcadores específicos são solicitados, para saber o tamanho do foco da doença. “Em casos graves, apenas a videolaparoscopia consegue determinar a extensão da doença”, explica.

O tratamento é realizado de forma que a paciente evite, ao máximo, a cirurgia. Atualmente, existem drogas antiestrogênicas para combater o problema, que trazem excelente resultado para dor e lesão. “Essa doença depende do hormônio estrógeno para se manifestar, então, os implantes hormonais bioidênticos antiestrogênicos são excelentes neste tratamento”, ressalta.

Paralelamente, é imprescindível que seja adotada uma dieta sem glúten e sem lactose por um período, para desinflamar o organismo. “A prática de atividade física regular, a meditação e o tratamento psicológico, sempre que possível, completam o pacote, porque não adianta tratarmos o corpo, se a alma está doente”, explica a especialista. É isso mesmo: a Dra. Mariana Rosario defende que, no tratamento da endometriose, não basta apenas tratar a doença clinicamente. “Apenas o tratamento multidisciplinar surte efeitos na endometriose. Essa doença tem componente emocional envolvido e mulheres com tendência à depressão são naturalmente mais propensas a desenvolvê-la. Por isso, é necessário eliminar a inflamação crônica do organismo, por meio da redução do glúten e da lactose, adotar uma rotina fixa de atividades físicas e investir no apoio psicológico”, alerta.

Nos casos graves, em que as cirurgias são necessárias, é preciso avaliar a extensão das lesões e envolver os profissionais capazes de eliminá-las. Pode ser necessário que gastroenterologistas, além dos ginecologistas, participem do procedimento. O tratamento multidisciplinar também se faz necessário nesta hora.

A endometriose também está ligada a problemas de fertilização porque a doença produz algumas citotoxinas endometriais que dificultam a implantação do embrião, devido a esse endométrio não ser normal. A infertilidade atinge cerca de 40% das brasileiras com essa doença. Portanto, é necessário que se trate a endometriose o quanto antes, quando a mulher quer engravidar.

A endometriose não é um câncer, mas se estuda a ligação da doença como precursora de casos de câncer de ovário. “Estudos, ainda inconclusivos, apontaram que pacientes que desenvolvem câncer de ovário teriam sofrido de endometriose. Mas, ainda é cedo para poder afirmar a relação entre as doenças. A endometriose não é um tumor, mas, como sou mastologista e estudo o câncer, percebo que ela se assemelha ao câncer na invasão de órgãos, sem causar metástase. A endometriose é uma doença séria, que precisa de atenção e tratamento. Não se deve negligenciá-la”, finaliza a médica.

 



Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979.


Busca por vacinas e termos relacionados a imunização contra o coronavírus aumentam

Coronavac somou um total de 115 mil buscas durante o ano passado e ‘vacina de dose única’ contabilizou um aumento de 610.00%

 

A chegada do novo coronavírus virou o mundo de cabeça para baixo. Nos vimos obrigados a ficar em casa para evitar a disseminação do vírus e evitar o sobrecarregamento do sistema de saúde no Brasil. Com altas taxas de contaminação, o mundo se voltou para a produção de vacinas capazes de imunizar as pessoas contra o vírus. Pensando no comportamento de buscas por informações a respeito desse assunto, a Semrush, uma plataforma SaaS de gerenciamento de visibilidade online e marketing de conteúdo, fez um levantamento para entender o crescimento da procura.

Levando em consideração as pesquisas em torno das vacinas, laboratórios e fabricantes de insumos para a produção do imunizante, o mais procurado, com uma média de 115 mil buscas no ano de 2020 foi Coronavac, a vacina que está sendo aplicada na maior parte do país. Em segundo, o mais pesquisado com 94 mil buscas foi Fiocruz, ou Fundação Oswaldo Cruz, o responsável por viabilizar a produção da vacina de Oxford no Brasil, que ocupa o terceiro lugar com 81 mil buscas em média durante o ano de 2020.

O quarto termo mais buscado foi Pfizer, o laboratório que também produziu a sua própria vacina e tentou negociá-la com o Brasil, com 64 mil em média em 2020. Em quinto lugar ficou o Instituto Butantan, com média de 42 mil buscas, por ser o principal parceiro de produção e distribuição da Coronavac no Brasil, além de ter feito uma parceria com um grande funkeiro para a produção de uma música em homenagem ao momento do início da vacinação no país. Em sexto ficou Johnson & Johnson, com 27 mil, outra empresa que fez a sua própria versão do imunizante contra o novo coronavírus.

Outra pesquisa de destaque foi pelo conjunto "vacina de Oxford", com 19 mil buscas em média durante o ano de 2020. Essa foi uma das primeiras opções a fazerem parte do currículo de vacinas disponíveis para o nosso país. Seguido de Sinovac, com 17 mil buscas, na procura pelo laboratório responsável por fazer a coronavac e distribuí-la para o resto do mundo. Temos ainda o laboratório Sanofi com 15 mil buscas, que entrou mais recentemente no jogo das vacinas para concorrer com a Pfizer e a Biontech. E em décimo lugar com 10 mil buscas temos a farmacêutica GSK, que está desenvolvendo em parceria com a CureVac uma vacina para as novas mutações do coronavírus que já estão aparecendo ao redor do mundo.

Confira a lista completa:

1. Coronavac: 115 mil

2. Fiocruz: 94 mil

3. Oxford: 81 mil

4. Pfizer: 64mil

5. Instituto Butantan: 42 mil

6. Johnson & Johnson: 27 mil

7. Vacina de Oxford: 19 mil

8. Sinovac: 17 mil

9. Sanofi: 15 mil

10. GSK: 10 mil

*média mensal de buscas online de janeiro de 2020 a dezembro de 2020 no Brasil

"A rapidez para a produção imunizante está proporcionalmente ligada ao interesse que as pessoas têm em conhecer mais sobre como funcionam, quando vão estar disponíveis para a população e qual a sua eficácia. As buscas na internet têm sido uma aliada nesse momento de disseminação de informações em velocidades recordes. Um bom ranqueamento das informações no mecanismos de buscas de forma que o usuário encontra tudo com mais facilidade, ajuda a formar um pensamento crítico mais conciso e evita que as pessoas leiam fake news em sites menos confiáveis e disseminem esse conteúdo", pontua Fernando Angulo Fernando Angulo, Head of Communications da Semrush.

Além da busca pelos imunizantes e as farmacêuticas, a procura dos usuários também girou em torno de termos relacionados a esse assunto. Começamos com o campeão em crescimento: "vacina de dose única" com um aumento de 610.00% se compararmos os dados de dezembro de 2020 com os de janeiro de 2021. Em segundo lugar temos as buscas por "duas doses de vacina" com o aumento de 433.33%. A quantidade de imunizante que será necessário tomar tem crescido, pois a população quer saber quando será possível vacinar um número significativo da população e controlar a disseminação aqui no Brasil, que ainda gira em torno de números alarmantes.

Em terceiro lugar ficou a busca por "vacina placebo" com aumento de 354.55% que é um dos passos dentro dos testes clínicos das vacinas no Brasil. Quando as opções de vacinas começaram a ser testadas aqui, uma parte dos voluntários que tomaram as doses dos testes, acabaram por tomar uma preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, que serve como base para comparações ao final dos testes. Logo após houve um crescimento de 284.62% nas buscas por "eficácia da vacina", em tempos que é preciso comprovar 50% de eficácia para que uma vacina esteja apta a ser ministrada para a população.

A pesquisa relacionada que ficou em quinto lugar foi "vacina mata", com o aumento de 170.27%. Apesar de o Brasil já ter erradicado doenças altamente contagiosas por meio de vacinas comprovadas cientificamente, o novo coronavírus levantou essa suspeita de que se vacinar poderia ser mais maléfico do que a própria doença. Empatados em sexto lugar temos o placebo outra vez com um aumento de 166.67% e o Instituto Butantan com a mesma porcentagem de aumento se compararmos os dados de dezembro de 2020 com janeiro de 2021.

Em sétimo lugar com o aumento de 163.16% a Semrush listou a "vacina é eficaz", uma dúvida recorrente se levarmos em consideração a rapidez que os imunizantes tiveram que ser produzidos nos laboratórios e os testes clínicos que tiveram que acontecer mais rapidamente do que o usual. Em oitavo lugar temos "antivacina" com 127.27%, um movimento que vem ganhando adeptos há alguns anos e que prega que ninguém deve se vacinar pois isso traz mais malefícios do que benefícios ao nosso organismo. Mas como foi comprovado cientificamente há anos, a vacina é uma das soluções mais completas para a erradicação de doenças infectocontagiosas.

E por fim, o ranking é composto pelo aumento de 81.82%pelo termo vacina e 56.25% pelo termo "vachina", uma alusão ao termo vacina e o país de origem da vacina mais comum aqui, a China. Houve uma certa desconfiança por parte da população que acredita que a vacina advinda do país oriental poderia causar outras reações adversas mais graves que o próprio coronavírus.

Ranking completo de aumento percentual de buscas:

1. Vacina dose única: 610.00%

2. Duas doses de vacina: 433.33%

3. Vacina placebo: 354.55%

4. Eficácia vacina: 284.62%

5. Vacina mata: 170.27%

6. Placebo: 166.67%

6. Instituto Butantan:

7. Vacina é eficaz: 163.16%

8. Antivacina: 127.27%

9. Vacina: 81.82%

10. Vachina: 56.25%

*média mensal de buscas online de dezembro de 2020 a janeiro de 2021 no Brasil

"Termos relacionados ao momento de produção de vacina no Brasil movimentou as buscas se compararmos o final do ano passado com o começo desse. É interessante observar como as buscas também representam as dúvidas mais comuns do usuário e refletem as informações, ou desinformações, divulgadas. Assim como também os problemas de escassez de dose. Exemplo disso é o aumento por termos como 'eficácia da vacina' ou 'vacina dose única'. Fato é que, quando em dúvida, o usuário recorre à internet em busca de informação e ele precisa encontrar a informação correta e verdadeira.", conclui Erich Casagrande, gerente de marketing Brasil da Semrush .

 

7 mitos e verdades sobre a atuação do médico Otorrinolaringologista

Conheça mais sobre a especialidade médica que cuida desde sequelas da Covid-19 até a má qualidade do sono, tontura, alergias e até plásticas faciais.


No dia 3 de março, é celebrado o Dia Nacional do Otorrinolaringologista, profissional cujo nome é difícil de falar ou soletrar, porém essencial na vida de crianças, jovens e adultos. A especialidade famosa por cuidar do nariz e garganta também é responsável por muitos outros tratamentos ligados à cabeça e pescoço, desde plásticas faciais até as sequelas de Covid-19, no qual nove em cada dez pacientes com casos leves perdem o olfato e o paladar, de acordo com um estudo publicado no Journal of Internal Medicine

Você sabe quando procurar um especialista? Para esclarecer algumas dúvidas, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) preparou uma lista com 7 mitos e verdades sobre a atuação do otorrinolaringologista. Confira!


  1. Peguei Covid-19, não sinto gosto ou cheiro de nada, e posso tratar sozinho estas sequelas.

    Mito. É muito importante que o paciente pós-Covid-19 procure um médico otorrinolaringologista para aumentar a chance de retorno completo da capacidade de sentir aromas e sabores. Além da terapia olfatória (estimular o nariz com odores específicos, por um tempo e frequência determinados), na grande maioria dos casos, são utilizados também medicamentos para reduzir a inflamação causada pelo vírus e facilitar a regeneração dos neurônios olfatórios. 
  2. Há alguns dias eu não sinto gosto e nem cheiro de nada. Deve ser Covid-19. 

    Mito. A dificuldade em sentir cheiros e sabores não é um sintoma exclusivo da Covid-19. Existem diversas doenças - inclusive tumores - que causam a diminuição ou perda de olfato e paladar. Em uma consulta com um otorrino, o paciente será orientado quanto à causa do problema e receberá orientações para o tratamento adequado.
  3. Otorrinolaringologia é uma especialidade nova.

    Mito. A especialidade de otorrinolaringologia surgiu no Brasil em 1911 e em 1938 aconteceu o 1º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia, um primeiro passo para organização da especialidade em âmbito nacional. 
  4. Otorrino cuida da Medicina do Sono.

    Verdade. Otorrinolaringologista é o médico indicado para a realização do diagnóstico e tratamento dos distúrbios relacionados ao sono, como ronco e apneia.
  5. Otorrino é uma modalidade com várias especialidades.

    Verdade. Entre as especialidades estão: Estética Facial (cirurgias estéticas de nariz, ouvido e face), Medicina do Sono, Otologia (cuida das doenças de ouvido), Otoneurologia (distúrbios do labirinto), Rinologia (doenças nasais), Estomatologia (doenças relacionadas à boca), Laringologia (doenças da laringe), Otorrinolaringologia Pediátrica (alterações que ocorrem na infância), entre outras.
  6. O check-up no otorrinolaringologista deve ser anual.

    Verdade. O check-up anual com o médico otorrino ajuda na prevenção de doenças, principalmente dos pacientes de maior risco (como os  tabagistas e portadores de doenças crônicas).
  7. A ABORL-CCF possui uma rede social voltada para pacientes.

    Verdade. Lançado recentemente, o canal @otorrinoevoce tem como objetivo alertar, informar e esclarecer dúvidas da população brasileira em relação às doenças da área otorrinolaringológica, como amigdalites, implantes, tipos de exames e medidas preventivas. 

Mulheres precisam de atenção médica em todas as fases da vida

Rotina corrida dificulta consultas a diversas especialistas, tornando o ginecologista o seu gestor de saúde; capaz de entender a paciente em sua integralidade, ginecologista direciona para as demais especialidades, quando necessário

 

A mulher é comprovadamente mais zelosa com a saúde. Cuida de si e dos outros - de sua família e amigos. Dados do Ministério da Saúde mostram que 80 milhões de mulheres a mais do que os homens foram a consultas médicas em 2017.

Toda mulher deve ter uma rotina de fazer exames ginecológicos, no mínimo, uma vez por ano, independente de ter ou não vida sexual ativa, de ter algum sinal, queixa ou sintoma ginecológico. Muitas patologias são ‘silenciosas’, por vezes complexas e de rápida evolução, por isso é importante a ida anual ao médico. "Se não buscar por exames clínicos e exames complementares, a pessoa não fica sabendo que pode estar desenvolvendo alguma doença assintomática. Quando começa a ter sinais de que algo não vai bem, às vezes, pode haver um problema já instalado e ter consequências maiores", alerta a Dra. Mariliz Lima, ginecologista e obstetra.

A médica lembra que, em geral, a triagem feminina é feita pelo ginecologista. "Hoje em dia, as mulheres são muito atarefadas e muitas preferem - em vez de se dividir em consultas com diversas especialidades -, concentrar sua avaliação integral com o ginecologista, que acaba se tornando o gestor de saúde da paciente, tendo a visão do todo. Casos que necessitam de outros conhecimentos e expertises, o ginecologista direciona para os devidos especialistas, ressalta Dra. Mariliz.

A consulta ao ginecologista prevê anamnese, exame físico, coleta de material do colo de útero (cotologia oncótica), entre outros. Dentro de sua competência de gestão da saúde da mulher o médico solicita exames complementares, de acordo com critérios clínicos bem estabelecidos e objetivando sempre o melhor desfecho, tais como: ultrassom da tireoide, das mamas, total do abdômen - que mostra fígado, pâncreas, baço, vesícula, rins e bexiga - e transvaginal (exame com potencial para verificar se a mulher tem câncer de ovário, doença muitas vezes sem sintoma). O ginecologista também analisa exames de sangue que dão uma base geral do estado da paciente, que abrange o hemograma, colesterol, triglicérides, além dos que verificam a situação do fígado, rins, tireoide. Para quem tem mais de 40 anos, é protocolar adicionar-se a mamografia. "Enfim, uma análise sistêmica importantíssima para a saúde feminina", afirma.



Adolescente

De acordo com a Dra. Mariliz, as meninas, normalmente a partir dos 13 anos, não consultam mais com o pediatra e podem ficar sem nenhuma avaliação médica. É interessante que sejam analisadas por ginecologista para conversar, fazer exame físico, tirar dúvidas, dar orientações fundamentais para este momento de vida, fazer exame de sangue, de imagem, entre outros. "Quando vem uma adolescente ao consultório, deixo à escolha dela e da mãe se a conversa será individual ou acompanhada. E se a decisão for separada, caso necessário, peço autorização para a filha para falar algo para mãe, na sua presença. Atitudes assim geram confiança entre todos".



Melhor idade

Mariliz dá ênfase ao atendimento a pacientes geriátricas, dedicando uma atenção especial às mulheres acima dos 60 anos. Segundo a médica, são consultas que levam mais tempo, em que as pacientes precisam de ajuda para subir na mesa e ficam encabuladas para fazer os exames. "Inclusive eu uso um espéculo, que é o instrumento para fazer exame ginecológico, específico para quem tem mais de 65 anos", salienta.

Mariliz finaliza: "a mulher mais vivida, às vezes, nem se consulta para fazer exames, mas porque precisa conversar, tirar dúvidas e receber esclarecimentos. Nesta fase da vida, o foco é outro e a visão, diferente. E confesso: adoro atender estas clientes", observa.



Mariliz Regina Antunes Lima - Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1990, com especialização em ginecologia e obstetrícia; pós-graduada em Reprodução Humana; Mestrado em cirurgia pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná; Especialista em Gestão de Saúde pela Fundação Dom Cabral. Entre 1996 e 2019, atuou em Brasília-DF. Desde 2019, passou a atender também em Campinas-SP.


Clínica Espaço Cariz

Avenida Dr. Manoel Afonso Ferreira, 110, Jardim Paraíso, Campinas.

Informações: (19) 3322-4114


Obesidade Infantil: uma em cada três crianças estão acima do peso no Brasil

No Brasil, o aumento do sobrepeso é particularmente importante, alerta o UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância    

 

As taxas de sobrepeso e obesidade infantil estão subindo rapidamente no cenário mundial, sobretudo no período de pandemia. A  Organização Mundial da Saúde estima que, em 2025, cerca de 75 milhões de crianças estarão obesas. 

No Brasil, atualmente, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso, de acordo o IBGE. Notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam ainda que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% com obesidade grave. Em relação aos adolescentes, 18% apresentam sobrepeso; 9,53% são obesos; e 3,98% têm obesidade grave. 

Ilustração: Thinkstock/iStock

 

O sobrepeso infantil apresenta riscos à saúde da criança e pode comprometer sua qualidade de vida na fase adulta, desencadeando problemas respiratórios, colesterol, enxaquecas, diabetes, entre outras complicações. Aumentar o aleitamento materno na infância e limitar o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, como refrigerantes, biscoitos e fast food também é essencial para evitar que crianças se tornem obesas e para reduzir os níveis atuais da doença, alerta a Federação Mundial de Obesidade. 

Entretanto, a família tem papel fundamental para poder mudar todo esse cenário e prevenir a obesidade infantil. “É necessário que a Educação Nutricional seja incluída nas famílias. Pais e mães que incentivam e promovem bons hábitos alimentares aos filhos contribuem para o desenvollvimento de bons costumes até na vida adulta deles, diz a nutricionista Luanna Caramalac Munaro, especialista em adequação nutricional e comportamental.

ThinkstocIlustk/iStock
De acordo com a profissional, a família é exemplo e espelho às crianças. “Os pais devem privilegiar a alimentação saudável para eles e para as crinaças. É comum ver os pais cobrarem bons hábitos dos filhos, mas muitos deles não se alimentam bem. Antes de querer que o filho coma, é preciso da o exemplo. Via de regras os filhos seguem o padrão de comportamento dos pais na alimentação. Se os pais não têm uma alimentação saudável, dificilmente os filhos terão”, explica. 

Também é essencial que a criança participe da preparação desses alimentos,  isso ajuda a trazer consciência da importância de ter uma alimentação mais saudável. “Participar do processo e incentivar a criança a gostar fica menos impositivo e mais participativo. Esse contato com a preparação dos alimentos amplia a percepção dos bons hábitos”, finaliza a especialista.   

 

 

Dra. Luanna Caramalac Munaro – CRN - 3 49383 – Nutricionista, atua na área da saúde integrativa com o foco em prevenção e tratamentos de doenças crônicas não transmissíveis, como: doenças autoimunes, depressão, infertilidade, câncer, diabetes, HAS, compulsão alimentar e emagrecimento.   Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional- VP, em Adequação Nutricional e Manutenção da Homeostase, Pós- graduanda em Nutrição Comportamental- IPGS, formação em modulação intestinal.  


A infertilidade do casal pode estar relacionada à obesidade

A obesidade nos homens pode causar perda da quantidade e qualidade dos espermatozoides


04/03 – Dia Mundial da Obesidade

 

Por ser uma doença crônica, a obesidade pode causar diabetes, hipertensão e outras várias repercussões deletérias para o organismo, entre elas a infertilidade em homens e mulheres.

A médica endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato conta que muitos passam por essa situação e nunca relacionam a doença com a causa da baixa fertilidade. A perda de peso, além de melhorar todos os aspectos relacionados à saúde e bem-estar, pode ser o caminho que faltava para a desejada gestação.


Mas como a obesidade interfere na fertilidade?

Em mulheres, a obesidade diminui os níveis de hormônios femininos aumentando o nível dos hormônios masculinos. Esses vão levar a irregularidade menstrual, àquelas manifestações de excesso de hormônio masculino como acne, pelos no corpo - chamado de hirsutismo – e à anovulação.

“A ovulação é processo essencial para gravidez, para garantir a fertilidade. As mulheres com obesidade, frequentemente, têm períodos de anovulação, o que reduz a fertilidade”, explica Dra. Lorena.

A especialista conta que nos homens com excesso de peso acontece a queda dos níveis de testosterona, que vai influenciar na libido, podendo levar a disfunção erétil e, o que muitos não sabem, é que o excesso de peso leva a disfunção dos espermatozoides, tanto em quantidade como em qualidade.

Homens e mulheres conseguem reverter essa causa da infertilidade com a perda de peso. “Vejo pacientes tentando várias estratégias medicamentosas e tratamentos médicos para engravidar, mas nunca relacionam a infertilidade com o excesso de peso. Perder peso, além de melhorar a qualidade de vida como um todo, pode ser a solução do problema do casal”, comenta Dra. Lorena.

 


Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) e endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria. É doutora pela USP e professora na Universidade Nove de Julho.

https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/

 

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