As
pessoas precisam de energia para seguir em pé e isso é fato.
Agora,
como o organismo absorve essa energia é que varia.
O
que poucos sabem é que além dos fatores genética+ alimentos, a equação de mais
ou menos gordura absorvida depende da forma como o cérebro registra a comida
recebida pelo corpo.
Isso
significa que o sentimento de culpa pode ativar o efeito de engorda? Sim! Veja
abaixo as razões neurocientíficas para isso:
- Segundo um estudo realizado pela Universidade de Cantebury, Nova Zelândia, com 300 voluntários entre 18 e 86 anos, quem sentia culpa ao comer apresentou uma atitude mais descontrolada perante o alimento e acabou ingerindo mais do bolo de chocolate apresentado que aqueles que celebravam a comida.
- Sentir culpa pode estimular comportamentos maléficos para o corpo como o hábito de ficar em jejum. “Errado! Quando o corpo passa por um período muito longo sem comer entende que precisa reter o máximo do potencial energético do alimento”, diz Cema Santos, Master Coach em Time Line Therapy®, que já experimentou em si mesma e em pacientes o poder de tirar a carga de culpa do ato de comer.
- Ficar em jejum pela manhã ativa o cortisol, hormônio do stress. “A concentração crônica desse hormônio no sangue leva ao estresse constante e ao aumento da irritabilidade, o que também pode desencadear uma relação menos equilibrada com a comida”, diz a nutricionista Andrezza Botelho, defensora da ingestão de alimentos funcionais e de uma dieta balanceada. Além disso, a alta quantidade do hormônio por períodos estendidos leva à destruição do tecido muscular (menos músculo = mais gordura).
- Ter uma relação pouco saudável com a comida também pode fazer com que a pessoa só se interesse por alimentos gordurosos e pouco nutritivos. “O inconsciente, neste caso, atua como um autossabotador. É como numa relação não saudável entre homem e mulher em que um deles é agressivo, mas o outro aceita por falta de auto-estima. No caso do alimento, a pessoa não gosta do corpo que tem, mas por acreditar que não tem jeito compensa com o prazer da comida sobre a qual tem ciência que engorda e pode até fazer mal”, comenta Santos.
- A dependência de remédios para emagrecer pode ter origem emocional. Além da culpa, pode remeter a períodos de felicidade. A pessoa tem o registro cerebral da facilidade que o remédio inibidor de apetite, por exemplo, proporcionou no quesito “não ter tanta fome” e acredita que só emagrecerá se tomá-lo, sem questionar de onde vem sua fome desmedida ou o porquê de ter vontade de açúcar em determinado momento, etc.
- Optar por shakes ao sentir culpa por estar acima do peso e querer um resultado rápido pode ser um erro grave. O organismo precisa do ato de mastigar para ativar a sensação de saciedade no cérebro. O resultado pode vir, mas não será mantido.
Portanto,
para emagrecer mais do que mudar o cardápio é preciso estar atento ao que o
corpo e a mente pedem e realizar um processo de auto-análise para entender seus
porquês. No dia 25 de agosto, Cema Santos e Andrezza Botelho falarão sobre o
assunto:
Mente Sã, Corpo São: A Nutrição funcional e neurologia.
O peso das emoções na dieta comportamental
Com Cema Santos (coach, mentor e trainer) e Andrezza
Botelho (nutricionista especializada em transtornos alimentares e clínica
funcional)
Data: 25 de agosto, às 19h
Local: Competition (Rua Cincinato Braga, 520, Bela Vista,
São Paulo)
Inscrição: http://mymindmaster.com.au/pt-br/cursos/