Pesquisar no Blog

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Por que comer com culpa engorda?



            


As pessoas precisam de energia para seguir em pé e isso é fato.

Agora, como o organismo absorve essa energia é que varia.

O que poucos sabem é que além dos fatores genética+ alimentos, a equação de mais ou menos gordura absorvida depende da forma como o cérebro registra a comida recebida pelo corpo.

Isso significa que o sentimento de culpa pode ativar o efeito de engorda? Sim! Veja abaixo as razões neurocientíficas para isso:

  1. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Cantebury, Nova Zelândia, com 300 voluntários entre 18 e 86 anos, quem sentia culpa ao comer apresentou uma atitude mais descontrolada perante o alimento e acabou ingerindo mais do bolo de chocolate apresentado que aqueles que celebravam a comida.
  2. Sentir culpa pode estimular comportamentos maléficos para o corpo como o hábito de ficar em jejum. “Errado! Quando o corpo passa por um período muito longo sem comer entende que precisa reter o máximo do potencial energético do alimento”, diz Cema Santos, Master Coach em Time Line Therapy®, que já experimentou em si mesma e em pacientes o poder de tirar a carga de culpa do ato de comer.
  3. Ficar em jejum pela manhã ativa o cortisol, hormônio do stress.  “A concentração crônica desse hormônio no sangue leva ao estresse constante e ao aumento da irritabilidade, o que também pode desencadear uma relação menos equilibrada com a comida”, diz a nutricionista Andrezza Botelho, defensora da ingestão de alimentos funcionais e de uma dieta balanceada. Além disso, a alta quantidade do hormônio por períodos estendidos leva à destruição do tecido muscular (menos músculo = mais gordura).
  4. Ter uma relação pouco saudável com a comida também pode fazer com que a pessoa só se interesse por alimentos gordurosos e pouco nutritivos. “O inconsciente, neste caso, atua como um autossabotador. É como numa relação não saudável entre homem e mulher em que um deles é agressivo, mas o outro aceita por falta de auto-estima. No caso do alimento, a pessoa não gosta do corpo que tem, mas por acreditar que não tem jeito compensa com o prazer da comida sobre a qual tem ciência que engorda e pode até fazer mal”, comenta Santos.
  5. A dependência de remédios para emagrecer pode ter origem emocional. Além da culpa, pode remeter a períodos de felicidade. A pessoa tem o registro cerebral da facilidade que o remédio inibidor de apetite, por exemplo, proporcionou no quesito “não ter tanta fome” e acredita que só emagrecerá se tomá-lo, sem questionar de onde vem sua fome desmedida ou o porquê de ter vontade de açúcar em determinado momento, etc.
  6. Optar por shakes ao sentir culpa por estar acima do peso e querer um resultado rápido pode ser um erro grave. O organismo precisa do ato de mastigar para ativar a sensação de saciedade no cérebro. O resultado pode vir, mas não será mantido.

Portanto, para emagrecer mais do que mudar o cardápio é preciso estar atento ao que o corpo e a mente pedem e realizar um processo de auto-análise para entender seus porquês. No dia 25 de agosto, Cema Santos e Andrezza Botelho falarão sobre o assunto:



Mente Sã, Corpo São: A Nutrição funcional e neurologia. O peso das emoções na dieta comportamental
Com Cema Santos (coach, mentor e trainer) e Andrezza Botelho (nutricionista especializada em transtornos alimentares e clínica funcional)
Data: 25 de agosto, às 19h
Local: Competition (Rua Cincinato Braga, 520, Bela Vista, São Paulo)

As gerações entre velhos e novos conflitos




O conflito geracional foi a explicação para os relacionamentos conturbados em familia durante décadas. Mas, hoje, vivemos uma outra realidade, embora muitos insistam com o tema.

As gerações estão sendo transformadas em uma única geração, grosso-modo, liderada pelos jovens. Tendo a juventude como modelo de beleza, comportamento, linguagem, vestuário e conhecimento tecnológico, pessoas de diferentes idades, inclusive crianças, não se colocam em oposição ao jovem, mas, ao contrário, procuram fazer o que ele faz.

Os conflitos de relacionamento hoje estão em outro "lugar". Parece-me que o fenômeno do individualismo é um bom exemplo. Ao excesso de individualidade ou, dito de outra forma, quando a individualidade se coloca acima da coletividade ou da relação a dois, pode dizer que se trata da excelência do "eu". O indivíduo que se imagina uma unidade isolada sem pertencimento ou, pior, com a ideia de um pertencimento voluntário.

Exemplo: o casal que não consegue ir ao cinema porque querem ver filmes diferentes. O "euzinho-querido" (expressão de Comte-Sponville, filósofo francês) de cada um não quer abrir mão do seu filme. Parece que cada um, gosta mais do seu próprio "eu" do que do outro. Muito mais.

Outro exemplo: o filho que prefere ficar só a ficar com a família porque quer fazer as vontades do seu "euzinho-querido", imediatamente.

Os filhos, agora, não permitem o controle pelos pais que havia antes e, os pais, do outro lado querem vigiar para controlar e proteger seus filhos como se isso fosse possível...



Aurélio Melo - psicólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Posts mais acessados