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quarta-feira, 13 de julho de 2016

O que fazer para prevenir alergias alimentares em bebês?



Bebês devem comer amendoim ou evitá-lo? Qual é a melhor abordagem para prevenir a alergia ao amendoim e aos demais alimentos?


Com as alergias alimentares em crianças em ascensão, os pais, muitas vezes, se perguntam: como posso evitar esse problema no meu bebê? Uma nova revisão sobre o tema, publicada em CMAJ (Canadian Medical Association Journal), com base nos últimos dados, interpreta novas evidências para orientar médicos e famílias sobre a introdução de alimentos e a prevenção de alergias.

“Segundo os autores, se os pais perguntarem como é possível prevenir a alergia em seus filhos, a recomendação mais atual é a de introduzir os alimentos alergênicos o mais cedo possível. Uma vez que eles são introduzidos, a exposição é importante para a manutenção da tolerância. As crianças devem comer esses alimentos regularmente”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

As alergias alimentares têm evoluído ao longo do tempo, com um aumento de 18% entre 1997 e 2007, nos Estados Unidos. Uma pesquisa recente junto às famílias canadenses descobriu que 8% relataram pelo menos uma alergia alimentar. Os alergenos mais comuns são leite de vaca, soja, amendoim, nozes, ovos, trigo, peixe, marisco e gergelim.

Bebês com pais ou irmãos que sofrem de alergias, especialmente a amendoim, estão em maior risco de atopia. Um estudo recente sobre o amendoim - (LEAP) study  - descobriu que a introdução do alimento precocemente reduziu o risco de alergia alimentar em até 80%. No entanto, as crianças com alto risco de alergia a amendoim podem se beneficiar da avaliação de um alergista antes da introdução do alimento.

“Como resultado do (LEAP) study, entidades como a Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Alergia e Imunologia Clínica, afirmam, agora, que para crianças de alto risco, há fortes evidências que apoiam a introdução de amendoim entre 4 e 11 meses”, informa o médico.

Orientações anteriores recomendavam evitar alimentos potencialmente alergênicos até 12-36 meses de idade em bebês de alto risco. Como consequência, algumas mulheres evitavam sua ingesta durante a gravidez e a amamentação para tentar impedir o desenvolvimento de alergias em seus bebês. No entanto, as diretrizes atuais não suportam dietas de eliminação.

Para introduzir novos alimentos, a Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia recomenda:

1.      Introduzir um novo alimento, a cada 3-5 dias, de uma maneira apropriada para a idade (para evitar a asfixia);
2.      Começar com grãos e legumes e frutas amarelos e laranjas;
3.      Introduzir um dos alimentos potencialmente alergênico, se bem tolerado, em pequenas quantidades (por exemplo, leite de vaca, soja, ovos);
4.      Introduzir alimentos altamente alergênicos em casa;
5.      Aumentar a quantidade de alimentos durante vários dias.

“Já é bem documentado que evitar alimentos alergênicos não é uma forma de prevenir a alergia alimentar. No (LEAP) study, há fortes evidências de que a introdução precoce de amendoim é de fato preventiva. Com isso, teremos muitas mudanças nas diretrizes atuais sobre a introdução de alimentos. Muitas serão revistas. O melhor é conversar com o pediatra e tirar todas as dúvidas, tentando manter, ainda assim o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e iniciando essas medidas apenas quando da introdução alimentar”, orienta o médico,          que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Sobre a alergia alimentar em crianças, veja:


Moises Chencinski -  http://www.drmoises.com.br


Desemprego acentuado aumenta a procura por freelance



Com a crescente redução no postos de trabalho, mais profissionais estão aderindo ao trabalho autônomo como alternativa de renda


O país enfrenta uma das piores crises do emprego em sua história: números recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que atualmente 11,4 milhões de pessoas encontram-se na busca por uma colocação profissional. Devido ao cenário preocupante, cada vez mais trabalhadores procuram formas de garantir a renda e superar as dificuldades de um mercado mais acirrado. Dentre as alternativas, a prestação de trabalho autônomo - o freelance - é uma das principais apostas. Historicamente, algumas profissões já exploram essa modalidade como uma maneira de ampliar sua atuação, aumentar a renda e flexibilizar a prestação de serviço. Porém, diante da crise econômica, outro perfil de trabalhador também está recorrendo à este tipo de ocupação. Esse fenômeno é resultado, principalmente, do encolhimento do número de vagas formais, o que obriga o trabalhador a se reinventar e buscar outros meios de recolocação profissional.

Alternativa em meio ao desemprego

Essa modalidade de trabalho não é resultado exclusivo da crise econômica - determinadas profissões optam, por conveniência ou por sua própria natureza de prestação de serviço, à atividade autônoma. Além de representar uma opção para complementar a demanda temporária de trabalhadores em algumas empresas, esses profissionais também são uma alternativa prática e, muitas vezes, mais vantajosa quando se requer um trabalho específico. Porém, em meio ao encolhimento do mercado de trabalho, mais profissionais tem optado por essa atividade como meio de complementar a renda: desde aqueles que sofreram demissões e, enquanto não conseguem recolocação, exercem suas atividades de maneira informal; até aqueles que apostam em outras habilidades para aumentar os rendimentos mensais através de uma segunda atividade.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente no último ano mais de 1,5 milhão de brasileiros perderam seus empregos – e o saldo negativo no número de cargos abertos em todo país fez com que mais profissionais optassem pelo trabalho autônomo. Dados do IBGE indicam que durante o período de crescimento da economia brasileira (entre 2003 e 2011) observou-se uma redução dessa categoria de trabalho. Em contrapartida, no último ano, o Brasil voltou a apresentar aumento no número desses profissionais, atualmente 19,4% dos trabalhadores desempenharam atividades por conta própria em 2015.

Áreas mais concorridas

O cenário pode ser analisado sob óticas diferentes: enquanto alguns trabalhadores encontram novas oportunidades apostando na profissionalização de hobbies, outros enfrentam maior concorrência devido essa “migração” de área. De acordo com Celso Pereira, fotógrafo há 25 anos “O mercado está mais acirrado e menos lucrativo – com mais pessoas oferecendo seus serviços e menos oportunidades, muitas vezes é preciso baixar o valor do serviço para conseguir fechar um contrato.” A profissão é uma das mais tradicionais no meio e sofre, já alguns anos, com a queda de empregos formais – “A baixa de cargos em agências e produtoras já é fruto da dinâmica do mercado – porém, com o agravamento da crise, o mercado fica mais saturado e mais pessoas concorrem por um mesmo segmento”. O profissional se refere principalmente ao ramo de eventos: como a demanda é alta, muitas pessoas recorrem à atividade para conseguir um rendimento extra. Para o profissional a maior problemática é que o ofício requer muito investimento “A profissão é totalmente dependente de equipamentos fotográficos de alto nível, que não são tão acessíveis. Portanto o valor do serviço não é apenas lucro, devemos levar em conta o investimento em câmeras profissionais, acessórios, e muitas vezes, na criação de um estúdio fotográfico.” – conclui.

A área de tecnologia, indiscutivelmente, é uma das mais concorridas – profissionais de T.I. e atividades relacionadas a meios digitais enfrentam o mesmo dilema: a alta especialização é, muitas vezes, um entrave para conseguir uma recolocação. A analista de sistemas Rafaela Santos trabalhou por 8 anos em uma empresa de consultoria e, após perder o emprego, optou pela modalidade por falta de vagas atrativas “Acredito um dos maiores problemas é que as vagas exigem muita qualificação e oferecem baixos salários. Por mais que a crise seja uma realidade, é preciso considerar todo o investimento que envolve certas formações. Ainda mais na área de T.I. onde sempre precisamos fazer cursos e certificações.” – atualmente a profissional faz serviços de consultoria, projetos e reparos esporádicos por conta própria para conseguir se manter e, ainda assim, acha a oportunidade mais atraente.

Apostas promissoras

Mesmo que com os desafios, ainda existem apostas vantajosas, sobretudo em áreas menos exploradas, muitos trabalhadores aproveitam a baixa do mercado para empreender. Diante da queda do consumo, mais pessoas recorrem aos serviços de manutenção e reparo. E essa tem sido a aposta de muitos profissionais que recorrem ao trabalho autônomo. Para se ter uma ideia, pesquisas de mercado apontam que um dos produtos mais adquiridos pelo brasileiro – os smartphones – seguirão em queda acentuada justamente pela alta procura pelo conserto dos aparelhos. Na mesma linha, os serviços de mecânica e manutenção de computadores serão alternativas diante da queda do consumo de itens novos. A tendência é que o consumidor recorra cada vez mais à soluções que contribuam para preservação de bens e até mesmo o barateamento de serviços – nessa linha uma atividade que tem despertado cada vez mais o interesse tanto de clientes, quanto de prestadores é o transporte privado.

Muitas pessoas estão optando pelo serviço de motorista particular, mesmo que a questão da legalização da atividade no país ainda esteja em discussão. José Francisco atuou como corretor de seguros por 10 anos, e agora diante da dificuldade em conseguir recolocação profissional, considera associar-se à um famoso aplicativo de táxi por demanda graças à flexibilidade do trabalho “o mercado de seguros, antes mesmo da crise, estava complicado. Grandes companhias supriram o poder de venda dos corretores. Utilizar do meu próprio meio de transporte para gerar renda e sustentar minha família me parece uma boa opção” – explica. A expectativa de Francisco é que o ofício permita que ele colabore com orçamento familiar e ainda consiga estabelecer uma rotina de trabalho mais flexível.

Unindo o útil ao agradável

Se para muitas pessoas crise também significa oportunidade, para Silvana Marcos a saturação do mercado e da sua própria expectativa em relação à sua profissão foi a razão que a motivou em transformar um antigo hobby em profissão – a analista de sistemas decidiu investir no que antes era apenas uma paixão: a decoração. “Depois de muitos anos na área de T.I. eu decidi mudar de ares, como estou próxima da aposentadoria, teria de investir muito mais do que estou disposta para continuar na área. Juntei então, minha paixão por flores e por trazer alegria às pessoas, e investi em cursos de designer floral.” – comenta – “hoje, atendo a casamentos, faço buquês e ofereço pacotes especiais para datas importantes. A vivência fora do escritório me trouxe nova percepção profissional!”. E na mesma linha, milhares de profissionais redescobrem seus talentos e passam a apostar em novos ofícios. Diante da necessidade de contornar a crise, muitos profissionais exploram outras habilidades e até mesmo desenvolvem novas maneiras de explorar o potencial de suas áreas.

Reinventar-se é preciso

Para convencer o cliente e até mesmo mantê-lo, as atividades que estão em baixa devido à queda do consumo, precisam apostar no diferencial. Para Rosangela Oliveira, cabeleireira, a crise afetou em cheio o nicho de beleza “Por mais que a brasileira se preocupe com o visual, a rotatividade cai muito em tempos como esse. Se antes o cliente realizava serviços semanalmente, agora aparece a cada 15 ou 20 dias. Consequentemente, o rendimento do negócio é afetado.” – explica. Como alternativa, a profissional tem apostado em horários alternativos, atendimento à domicílio e também pacotes de serviços. A realidade é que, para se manter no mercado, independente da atuação, o profissional deve se adaptar e buscar meios de redescobrir o próprio mercado. Em meio à uma cenário pouco convidativo, a criatividade é um grande aliado do trabalhador.



Fonte: eMania

Saiba como a relação entre irmãos contribui à alimentação infantil




Diante de um mercado alimentício diverso, surge aos pais uma forte preocupação em relação à nutrição dos filhos. Para que os pequenos cresçam com saúde, é preciso inserir hábitos alimentares balanceados, com refeições contendo nutrientes variados. Neste cenário, a presença de irmãos de faixas etárias próximas também influencia.

Dr. Rubens Feferbaum, coordenador dos Departamentos Científicos e de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), afirma que exemplos nesse momento são importantes, principalmente na hora de sentar à mesa. “Vale lembrar, no entanto, que cada criança possui suas particularidades, o que é perfeitamente normal, mesmo com biotipos diferentes”, avisa.

Em relação ao certo e errado na alimentação dos pequenos, o pediatra ressalta que eles não nascem com manual de instrução e deve-se respeitar a individualidade. Acima de tudo, os hábitos são formados pelos exemplos da cultura familiar. É fundamental estabelecer um padrão de crescimento harmônico, sem excessos ou déficits alimentares, assim como respeitar as características culturais regionais durante a orientação nutricional.

Indicações corretas durante a infância contribuem para o crescimento saudável dos pequenos, assim como uma boa alimentação em casa. “A educação nutricional é importantíssima, tanto na família quanto na escola. Participamos de um projeto onde as crianças contavam com aulas assim e ainda interagiam na composição da merenda, escolhendo ingredientes e a maneira de preparo. O resultado é que os conceitos de boa alimentação são levados até a família, inclusive orientando os pais quando estes não serviam frutas e legumes”, comenta Dr. Rubens.

Avaliação

Estudo publicado na Revista Pediatrics atesta que crianças com irmãos apresentam menor risco de desenvolver obesidade. A pesquisa analisou a massa corporal de 697 crianças desde a introdução alimentar até os 6 anos, e aquelas que presenciaram o nascimento de irmãos tiveram um índice mais equilibrado em relação aos que não viveram a mesma experiência – estes demonstraram mais chances de desenvolver obesidade.

Além disso, a presença de um irmão na vida de uma criança ajuda a combater o sedentarismo, uma vez que podem realizar atividades juntos, o que é preponderante para uma boa qualidade de vida.

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