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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Custos sociais das bets podem superar arrecadação bilionária gerada pelas apostas, avalia professor da Univali

Impactos econômicos do setor devem ser avaliados para além do faturamento e da geração de tributos

 

O crescimento das plataformas de apostas esportivas no Brasil tem impulsionado um mercado bilionário e ampliado a arrecadação de impostos. Paralelamente, especialistas alertam para a necessidade de avaliar os impactos econômicos e sociais associados ao avanço do setor, especialmente aqueles relacionados à saúde mental, à produtividade e ao mercado de trabalho.

Para o professor de Economia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Daniel Corrêa da Silva, a discussão sobre as bets não deve se limitar ao volume financeiro movimentado pelas empresas ou aos tributos recolhidos. Segundo ele, é necessário considerar também os custos que recaem sobre a sociedade em decorrência dos problemas associados ao jogo compulsivo.

“Quando observamos apenas a arrecadação, temos uma parte da equação. Também é preciso considerar os custos que recaem sobre a sociedade em função de problemas relacionados ao jogo compulsivo e seus desdobramentos”, observa, chamando atenção para a necessidade de olhar os efeitos das bets para além dos indicadores de faturamento.

Dados citados pelo docente apontam que as plataformas de apostas registraram receita bruta de aproximadamente R$ 37 bilhões em 2025. No mesmo período, a arrecadação tributária vinculada ao setor alcançou cerca de R$ 4,5 bilhões no último quadrimestre do ano, valor que projetaria aproximadamente R$ 8 bilhões em um intervalo de 12 meses.

Em contrapartida, um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estimou em R$ 38,8 bilhões os custos associados às apostas digitais no país. O levantamento considera fatores como perda de produtividade, desemprego e despesas relacionadas à saúde.

Corrêa da Silva analisa que a comparação entre os valores evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre os impactos econômicos das apostas online.

“Parte significativa dos custos apontados pelo estudo está relacionada à saúde mental. Entre os fatores considerados estão casos de depressão, afastamentos do mercado de trabalho e outras consequências associadas ao uso problemático das plataformas de apostas”, ressalta o docente.

Regulamentadas recentemente no país, as apostas esportivas vêm ampliando sua presença no ambiente digital e esportivo, enquanto avançam discussões sobre seus efeitos econômicos e sociais entre economistas, especialistas em saúde pública e formuladores de políticas públicas. Entre os temas discutidos estão os limites da publicidade do setor, a tributação das plataformas e os mecanismos de prevenção ao jogo compulsivo.


Preocupação financeira atinge 95% dos brasileiros, aponta pesquisa da Onze e Icatu Seguros

Entre as dívidas mais citadas pelos respondentes estão cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado CLT, financiamento e contas básicas em atraso

 

O dinheiro continua liderando a lista de preocupações dos brasileiros. É o que mostra a 5ª edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros. O levantamento aponta que 95% dos entrevistados possuem algum tipo de preocupação financeira. O receio mais comum é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, citado por 58% dos respondentes. Na sequência, aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), a preocupação em garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e a incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome (22%). 

O levantamento, realizado entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas em todo o país e revela que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal preocupação atualmente, à frente de Saúde (22%), Família (15%), Violência (10%), Política (6%) e Trabalho (5%). O resultado mantém as finanças na liderança do ranking pelo quinto ano consecutivo. 

Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam não ter renda suficiente para cobrir seus gastos mensais ou estão endividados e/ou com o nome negativado. Do total, 27% estão endividados ou com restrições de crédito, enquanto 26% afirmam que a renda mensal não é suficiente para arcar com as despesas. Entre as dívidas mais citadas, estão cartão de crédito (60%), empréstimo pessoal (30%), consignado CLT (26%), financiamento (17%) e contas básicas em atraso (14%). 

O peso da responsabilidade financeira familiar ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial de sua renda. A pesquisa também aponta desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis. 

A ausência de mecanismos de proteção continua sendo um desafio relevante. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma não possuir reserva de emergência, indicador que permanece no topo do levantamento pelo quarto ano consecutivo. 

O estudo revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. O dado reforça a importância de soluções que combinem educação financeira, planejamento e amparo financeiro para as famílias em situações inesperadas, especialmente no ambiente corporativo, onde empresas podem ampliar o acesso dos colaboradores a benefícios capazes de apoiar suas famílias em momentos de maior vulnerabilidade. 

“Os indicadores mostram que a situação financeira das famílias segue fragilizada. Mais da metade dos entrevistados ainda não consegue formar uma reserva para emergências e 53% convivem com endividamento ou renda insuficiente para cobrir despesas. Esses resultados apontam que o desafio não está apenas na renda, mas também no acesso à informação, ao planejamento financeiro e a ferramentas que ajudem as pessoas a tomar decisões mais estruturadas ao longo da vida. É justamente nesse ponto que educação financeira, proteção e planejamento de longo prazo passam a ter um papel cada vez mais relevante”, afirma Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, primeira fintech de Previdência Privada e Saúde Financeira do Brasil, que possui um hub completo de soluções financeiras para o mercado de benefícios. 

A preocupação com o futuro também aparece nos dados relacionados à aposentadoria. Entre os entrevistados, 34% acreditam que continuarão trabalhando após se aposentar por necessidade financeira. Outros 28% afirmam que pretendem depender exclusivamente da renda do INSS. 

“Quando uma pessoa não tem reserva de emergência e ainda convive com orçamento apertado ou dívidas, pensar no futuro pode parecer distante. Mas é justamente nesse cenário que proteção e planejamento ganham importância. A pesquisa mostra que muita gente está tentando equilibrar as necessidades do mês com a construção de alguma segurança para o futuro — seja para a aposentadoria, seja para enfrentar situações inesperadas que podem afetar a renda e a família. Esse é um desafio estrutural e não se resolve apenas com um produto. Ele passa por orientação, acesso e por soluções que ajudem as pessoas a se organizarem melhor ao longo da vida”, afirma Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros. 

Segundo Diniz, é nesse contexto que a previdência privada ganha relevância. “A previdência ajuda a criar disciplina de longo prazo e a formar patrimônio com uma finalidade clara. Mas, dentro das empresas, essa conversa pode ir além. Quando o colaborador tem acesso à educação financeira, soluções de proteção, previdência e orientação especializada, ele passa a enxergar o planejamento financeiro como algo mais próximo da sua realidade. As empresas têm um papel importante nessa jornada, porque conseguem levar esse cuidado para dentro da rotina das pessoas e tornar a proteção financeira mais acessível”, completa.


terça-feira, 30 de junho de 2026

Julho Verde Escuro: tecnologia de autocoleta amplia acesso à prevenção do câncer do colo do útero

Tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, contribuindo para ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce 


Julho Verde Escuro, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, reforça a importância de ampliar o acesso ao rastreamento do Papilomavírus Humano (HPV), principal fator de risco para a doença. Apesar de ser um câncer altamente prevenível, milhares de mulheres ainda deixam de realizar os exames periódicos por barreiras como dificuldade de acesso aos serviços de saúde, constrangimento ou falta de informação.
 

Uma das estratégias para aumentar a cobertura do rastreamento é a autocoleta vaginal para detecção do HPV. A tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, inclusive fora do ambiente clínico, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. Após a coleta, o material é encaminhado ao laboratório para análise. 

O sistema de autocoleta foi desenvolvido pela BD, uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo, e é validado e aprovado pela Anvisa para o diagnóstico do HPV. A tecnologia é menos invasiva e apresenta precisão comparável à coleta realizada em consultório, como no exame de Papanicolau. O Papilomavírus Humano compreende mais de 200 tipos de vírus, sendo que ao menos 14 são considerados oncogênicos. Os genótipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. No Brasil, a doença é a terceira mais incidente entre as mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 19.310 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, com risco de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres. Na região Nordeste, é o segundo tipo de câncer mais incidente, com taxa de 20,76 casos por 100 mil mulheres. 

Além da vacinação gratuita contra o HPV pelo SUS para meninas e meninos e do uso de preservativos, o rastreamento periódico continua sendo uma das principais estratégias para prevenir o desenvolvimento da doença. Nesse cenário, tecnologias que tornam o exame mais acessível e conveniente podem contribuir para aumentar a adesão ao cuidado preventivo. 

"A autocoleta representa um avanço importante na ampliação do acesso ao rastreamento do HPV no Brasil. Ao oferecer uma alternativa segura, eficaz e mais conveniente, conseguimos alcançar pessoas que, por diferentes razões, não realizam exames preventivos regularmente, contribuindo para a detecção precoce e a redução da incidência do câncer do colo do útero", afirma Glais Libanori, gerente de Medical Affairs da BD. 

Estudos indicam que a autocoleta apresenta sensibilidade comparável à realizada por profissionais de saúde, além de democratizar o acesso aos exames periódicos, especialmente em populações com menor adesão ao rastreamento tradicional, como mulheres em áreas remotas, indígenas, negras ou com histórico de negligência médica.


Mais acesso a tratamentos para perda de peso amplia reflexões sobre imagem corporal e saúde mental das mulhere

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Especialistas destacam a importância de diferenciar objetivos de saúde de padrões estéticos em um cenário de expansão das opções terapêuticas para emagrecimento


A expectativa de ampliação do acesso a medicamentos para perda de peso, impulsionada pela chegada de novas opções ao mercado e pela redução gradual dos custos de tratamento, tem transformado a forma como o emagrecimento é percebido pela sociedade. Ao mesmo tempo em que esses recursos representam avanços importantes para o cuidado de pessoas com indicação clínica, especialistas observam que o cenário também convida a uma reflexão sobre imagem corporal, autoestima e saúde mental. 

Nos últimos anos, o tema do emagrecimento voltou a ocupar espaço nas redes sociais, na mídia e nas conversas do cotidiano. Nesse contexto, mulheres seguem sendo particularmente expostas a expectativas relacionadas à aparência física e ao corpo considerado ideal. 

Para a psiquiatra Dra. Lorena Del Sant, professora da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica São Paulo, é importante compreender que a relação com o próprio corpo envolve fatores emocionais, sociais e culturais que vão além da balança. 

“O desejo de emagrecer não é, por si só, um problema. A questão surge quando a aparência passa a ocupar um espaço central na construção da autoestima ou quando a busca por determinado padrão corporal interfere na qualidade de vida, nas relações sociais ou na saúde emocional”, afirma. 

Segundo a especialista, a exposição constante a imagens e discursos associados à magreza pode intensificar processos de comparação e insatisfação corporal, especialmente entre mulheres que já apresentam vulnerabilidades emocionais. 

“Muitas vezes, o sofrimento não está relacionado ao peso em si, mas à sensação de inadequação. Quando uma pessoa acredita que precisa atingir determinado padrão para ser aceita, admirada ou bem-sucedida, isso pode gerar frustração, ansiedade e uma relação pouco saudável com o próprio corpo”, explica. 

A discussão ganha relevância em um momento em que os tratamentos para perda de peso se tornam mais conhecidos pela população. Para a nutróloga Dra. Raphaela Zanella, professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica São Paulo, é fundamental que o debate seja conduzido com foco em saúde. 

“Os medicamentos para perda de peso representam uma importante ferramenta terapêutica para pacientes que possuem indicação clínica. Quando utilizados de forma adequada e com acompanhamento profissional, podem trazer benefícios significativos para a saúde e para a qualidade de vida. O objetivo do tratamento deve estar relacionado ao cuidado integral do paciente, e não à busca por um padrão estético específico”, destaca. 

A discussão ganha relevância em um momento em que os tratamentos medicamentosos para obesidade e perda de peso se tornam cada vez mais conhecidos pela população. Para a nutróloga Dra. Raphaela Zanella, professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica São Paulo, é fundamental que esse debate seja conduzido com responsabilidade e baseado em evidências científicas. 

“Os medicamentos para perda de peso representam uma importante ferramenta terapêutica para pacientes que possuem indicação clínica. Quando prescritos de forma adequada e acompanhados por profissionais capacitados, podem trazer benefícios significativos para a saúde metabólica, reduzir o risco de doenças associadas à obesidade e melhorar a qualidade de vida. O objetivo do tratamento deve ser o cuidado integral do paciente, e não a busca por um padrão estético específico”, afirma. 

Segundo a especialista, a crescente pressão por padrões de beleza, muitas vezes reforçados pela indústria e pelas redes sociais, tem levado pessoas sem indicação médica a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras” de forma indiscriminada, o que pode colocar a saúde em risco. 

“A banalização desses medicamentos é preocupante. Estamos observando pessoas que utilizam essas substâncias motivadas exclusivamente por questões estéticas, sem avaliação médica e, em alguns casos, de maneira completamente inadequada. O problema não está no medicamento em si, mas no uso incorreto e sem supervisão. Toda medicação tem indicação, dose, forma de administração e acompanhamento adequados. Quando esses critérios são ignorados, os riscos podem ser graves”, alerta a Dra. Raphaela Zanella. 

As especialistas reforçam que a saúde não pode ser avaliada apenas pela aparência física e que o cuidado com o corpo deve caminhar junto com a atenção ao bem-estar emocional. 

“É importante lembrar que obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada a fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Falar sobre saúde mental nesse contexto significa lembrar que uma relação equilibrada com a alimentação, com o corpo e com a própria imagem é tão importante quanto qualquer outro indicador de saúde”, conclui a Dra. Lorena.

  

Afya
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Férias não pausam o exame pré-natal: como viajar sem descuidar da gestação

Menos consultas no período de férias pode abrir espaço para riscos evitáveis; obstetra do Grupo Santa Joana explica como manter o acompanhamento em dia mesmo fora da rotina

 

O mês de julho chegou com malas prontas, estradas cheias e a rotina virada do avesso. Para gestantes, porém, há um lembrete importante: a gravidez continua evoluindo e o pré-natal não tira férias. Consultas, exames e vacinas seguem sendo essenciais para monitorar a saúde da mãe e do bebê, assim como ajuda a identificar precocemente qualquer sinal de alerta. 

“A gestação continua evoluindo independentemente do calendário. O pré-natal é a principal ferramenta para monitorar a saúde materna e fetal e prevenir complicações. Mesmo em férias, é importante manter consultas e exames dentro do intervalo recomendado e organizar a rotina com antecedência”, afirma Dra. Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana. 

O alerta ganha peso quando se olha para um dos desfechos que mais preocupam equipes de saúde e famílias: o parto prematuro. Uma análise brasileira baseada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), no período de 2012 a 2019, identificou uma tendência geral de queda da prematuridade (de 10,87% para 9,95%, com menor valor em 2015: 9,77%), mas também mostrou que grupos em maior vulnerabilidade podem apresentar proporções bem mais elevadas como mulheres com 45 anos ou mais e apenas 4 a 6 consultas de pré-natal, com taxas entre 14,88% e 17,92%, em trajetória de crescimento no recorte analisado. 

Segundo Dra. Karina, parte do risco aumenta justamente porque muitas gestantes sentem que podem “pausar” a rotina no período. “O movimento ideal é planejar. O recomendado é programar as consultas antes da viagem, checar se existe exame importante previsto para o período e ter um plano claro caso seja necessário buscar atendimento fora da cidade”, orienta. 

Para facilitar, a especialista sugere um check-list simples que evita lacunas no acompanhamento. Manter carteira de pré-natal e resultados recentes sempre acessíveis (inclusive em versão digital), mapear previamente hospitais e serviços de urgência obstétrica no destino e reforçar cuidados típicos do verão como hidratação, pausas em viagens longas e atenção a sinais de queda de pressão fazem diferença. 

“Sintomas como dor de cabeça intensa, alteração visual, dor abdominal forte, sangramento, febre, falta de ar ou redução de movimentos do bebê não devem ser normalizados: exigem avaliação. Além do cuidado clínico, manter o acompanhamento em dia também traz um ganho emocional importante durante as férias”, reforça.

 

Hospital e Maternidade Santa Joana
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Diabetes: Especialistas explicam diferentes tipos de diabetes e como preveni-los

Divulgação UniFG-BA
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Cuidados com alimentos ricos em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas devem ser redobrados em períodos festivos 

 

Com a rotina alterada pelas festas juninas e Copa do Mundo, especialistas alertam para a necessidade de equilíbrio na ingestão de alimentos mais calóricos e de bebidas, especialmente para pessoas com diabetes ou com fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A preocupação ganha ainda mais destaque no Dia Nacional do Diabetes, 26 de junho, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle adequado da condição. 

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil está entre os países com maior número de adultos convivendo com o distúrbio, um cenário que exige atenção permanente da população. Durante os festejos juninos, o consumo excessivo de receitas ricas em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas pode provocar picos de glicemia e contribuir para complicações em pessoas já diagnosticadas, além de favorecer o ganho de peso e o aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, que ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou desenvolve resistência a ela. 

De acordo com Denis Harley, coordenador de Nutrição da UniFG Bahia, as celebrações não precisam ser sinônimo de restrições radicais, mas exigem moderação. “O importante é que o consumo seja consciente, observando as quantidades e evitando excessos. Pessoas com diabetes devem manter o acompanhamento da glicemia, respeitar os horários das refeições e ter atenção especial com doces e bebidas alcoólicas”, explica. 

Além da alimentação, o Dia Nacional do Diabetes também chama a atenção para a importância da prática regular de atividades físicas, da manutenção do peso adequado e da realização de exames periódicos. Entre os principais sinais de alerta da doença estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço, perda de peso sem causa aparente e visão embaçada. No entanto, em muitos casos, o diabetes pode evoluir de forma silenciosa durante anos.

 

Diabetes tipo 5, uma nova classificação

Recentemente, uma descoberta chamou a atenção da população mundial: o diabetes tipo 5. Trata-se de uma nova classificação reconhecida pela comunidade científica e está associada à desnutrição ocorrida nos primeiros anos de vida ou durante a gestação. Diferentemente dos tipos 1 e 2, essa forma da doença não está relacionada a processos autoimunes nem ao excesso de peso e à resistência à insulina. O diabetes tipo 5 afeta principalmente pessoas que viveram em condições de insegurança alimentar e pode comprometer a capacidade do pâncreas de produzir insulina adequadamente. 

“O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune e os anticorpos da pessoa anulam completamente a capacidade do pâncreas de produzir insulina. Com isso, a reserva de insulina se esgota em semanas ou meses após o diagnóstico. Já nos casos do diabetes tipo 5, as pessoas provavelmente sofreram uma desnutrição calórico-proteica relevante na vida intrauterina ou na primeira infância, o que causou uma diminuição das células pancreáticas produtoras de insulina, chamadas de células-beta, produzindo uma baixa secreção de insulina”, explica a endocrinologista Daniela Castro, docente da UniFG-BA, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que reúne 15 escolas médicas em diferentes regiões do país. 

Outra informação destacada pela médica é que no DM1, por não ter nenhuma produção de insulina, a pessoa precisa fazer várias aplicações do hormônio para sobreviver e evitar complicações agudas e crônicas da doença de base. Já no diabetes tipo 5, existe uma reserva de insulina, embora ela não seja suficiente para controlar os níveis de açúcar no sangue. Em relação ao tipo 2, a especialista reforça que a diferença é mais óbvia, pois cerca de 90% dos casos estão ligados ao sobrepeso ou obesidade, exatamente o contrário do tipo 5. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil ainda não se tem dados de prevalência do diabetes tipo 5. O reconhecimento dessa classificação representa um importante avanço para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, pois pode contribuir para tratamentos mais efetivos, além de reforçar a importância de políticas voltadas ao combate à desnutrição infantil.
 

“A classificação desse tipo de diabetes é importante para que seus sintomas e causas sejam mais conhecidos, levando a um diagnóstico mais preciso. Lembrando que o tratamento não envolve apenas insulina, mas também um adequado aporte calórico, de proteínas e de micronutrientes”, completa a médica Daniela Castro.

 

UniFG BA
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Ânima Educação
Inspirali


Pé de moleque, maçã do amor e milho: comidas típicas juninas podem causar fraturas dentárias

 Especialista alerta para os riscos de alimentos duros e pegajosos, especialmente para quem tem restaurações, lentes de contato ou aparelho ortodôntico

 

Pé de moleque, maçã do amor, cocada, amendoim, milho verde e outros pratos fazem parte de uma das tradições mais aguardadas do ano: as festas juninas. No entanto, o consumo desses alimentos exige atenção, especialmente entre pessoas que passaram por tratamentos odontológicos ou possuem algum tipo de intervenção restauradora. Isto porque a combinação de alimentos duros e pegajosos, quando consumidos de forma inadequada, pode provocar trincas, fraturas dentárias e outros danos que podem comprometer a saúde bucal. 

 

Segundo a especialista em ortodontia da Clínica Omint Odonto e Estética, Dra. Fernanda de Freitas Madruga, alguns cuidados simples podem evitar intercorrências. Pacientes com lentes de contato e facetas dentárias, por exemplo, devem evitar morder alimentos rígidos com os dentes anteriores, que são os 12 dentes frontais, considerando os superiores e os inferiores. 

 

Já quem utiliza aparelhos ortodônticos precisa ter cautela com opções pegajosas, como maçã do amor, caramelos e cocadas, que podem descolar brackets e danificar fios. Pessoas com implantes e coroas também devem evitar utilizar as próteses para quebrar alimentos excessivamente duros. 

 

Como identificar se houve dano

 

De acordo com a dentista, os principais sinais de que houve dano incluem dor ao mastigar, sensibilidade ao frio ou calor, sensação de aspereza nos dentes, trincas visíveis, alteração na mordida ou a percepção de que parte da restauração ou do próprio dente se desprendeu. "Nem sempre a fratura provoca dor imediatamente. Por isso, qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional", alerta.

 

Caso ocorra quebra durante uma festa, a orientação é interromper a mastigação do lado afetado e retirar qualquer fragmento que tenha se soltado. Também é importante evitar alimentos muito quentes, frios ou duros até a avaliação odontológica. "Muitas pessoas continuam mastigando normalmente, tentam colar fragmentos em casa ou adiam a consulta. Esses comportamentos podem agravar o problema e reduzir as chances de preservação da estrutura dental", afirma.

 

A atenção deve ser ainda maior entre crianças e idosos. Enquanto os pequenos podem não perceber pequenas fraturas ou traumatismos, os idosos frequentemente apresentam dentes mais fragilizados ou utilizam próteses e coroas, tornando-se mais suscetíveis a danos durante a mastigação de alimentos mais rígidos.

 

Algumas situações exigem atendimento odontológico imediato, como dor intensa, sangramento persistente, exposição da parte interna do dente, mobilidade dental, deslocamento após trauma, inchaço significativo ou perda de restaurações e próteses que comprometam a mastigação.


Embora as festas juninas sejam marcadas por tradição e celebração, alguns cuidados simples podem ajudar a evitar emergências odontológicas. Mastigar com atenção, evitar usar os dentes da frente para quebrar alimentos, manter a escovação em dia e o acompanhamento odontológico regular são medidas importantes para preservar a saúde bucal e prevenir complicações que podem exigir tratamentos mais complexos.

 

Clínica Omint Odonto e Estética

UNIDADE VILA OMINT | CRO: 23599
Rua Franz Schubert, 33 - Jd. Paulistano - SP
Responsável Técnico: Ana Paula de Freitas Ravanini – CRO 50108


UNIDADE BERRINI | CRO: 032253
Rua James Joule, 92 - Berrini - SP
Responsável Técnico: Dr. Thiago Sampaio Godoy - CRO 76620

Saiba mais em www.omint.com.br/clinica-odontologica


Casos de VSR em crianças mais que dobram e acendem alerta

Crédito: Wynitow Butenas
Hospital Pequeno Príncipe
Maior hospital pediátrico do país registrou aumento de 125% no número de diagnósticos entre maio e junho e reforça a importância da vacinação e cuidados preventivos 

 

Em junho, o Hospital Pequeno Príncipe – o maior e mais completo hospital exclusivamente pediátrico do país – registrou 151 casos de vírus sincicial respiratório (VSR) até o dia 25, mais que o dobro dos 67 casos identificados durante todo o mês de maio, um aumento de 125%. O dado reforça o alerta para a circulação do vírus neste período do ano. O cenário acompanha a tendência observada nacionalmente pelo sistema InfoGripe, da Fiocruz, que aponta a manutenção dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados principalmente ao VSR e à influenza. 

Considerado uma das principais causas de bronquiolite e de hospitalização de bebês e crianças pequenas, o VSR exige atenção especial de pais e responsáveis, especialmente durante os meses mais frios, quando a circulação dos vírus respiratórios tende a aumentar. 

Segundo a médica responsável pela Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, a pediatra Simone Borges, a vacinação é uma das principais formas de prevenção. Avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção contra o vírus sincicial respiratório. Atualmente, a proteção pode começar ainda durante a gestação, por meio da vacinação materna, estratégia que contribui para proteger o bebê nos primeiros meses de vida — fase em que o risco de complicações associadas ao VSR é maior. 

Além da imunização dos grupos elegíveis, a especialista reforça a importância de manter ambientes ventilados, evitar aglomerações quando possível e redobrar os cuidados com recém-nascidos e crianças pequenas durante os períodos de maior circulação viral. Outras medidas simples também são recomendadas, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e a adoção da etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar. 

“A vacinação é uma ferramenta fundamental para reduzir o risco de formas graves das doenças respiratórias. Além disso, medidas simples, como lavar as mãos antes de tocar em bebês, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios e evitar a exposição de crianças pequenas a pessoas doentes, ajudam a reduzir a transmissão dos vírus”, orienta. 

A especialista destaca que pais e responsáveis também devem estar atentos aos sinais de agravamento dos quadros respiratórios. Dificuldade para respirar, respiração acelerada, afundamento das costelas, recusa alimentar, sonolência excessiva e piora do estado geral da criança são alguns dos sintomas que exigem avaliação médica.

 

Quando o diagnóstico errado custa caro: o impacto invisível dos erros em saúde mental


Quando falamos em saúde mental, um diagnóstico impreciso raramente representa apenas um erro técnico. Na prática, ele pode significar meses ou até anos de sofrimento prolongado, tratamentos ineficazes, efeitos colaterais desnecessários e custos financeiros cada vez maiores para pacientes, famílias e para o próprio sistema de saúde. Em transtornos como depressão, ansiedade, bipolaridade e TDAH, sintomas muitas vezes se sobrepõem, o que torna a avaliação clínica mais desafiadora e reforça a importância de uma abordagem cuidadosa e individualizada. 

Na rotina clínica, vejo com frequência pacientes que passaram por uma longa trajetória até encontrar um tratamento eficaz. Muitos já testaram diferentes medicamentos, enfrentaram efeitos adversos importantes e acumulam frustração após sucessivas tentativas sem resposta satisfatória. Esse processo impacta não apenas a evolução clínica, mas também a adesão ao tratamento. Quando uma pessoa perde a confiança de que pode melhorar, o risco de abandono terapêutico aumenta significativamente. 

Esse modelo de tratamento, historicamente baseado em tentativa e erro, ainda é muito presente na saúde mental. Embora tenha sido por muito tempo a única alternativa disponível, hoje sabemos que ele tem limitações importantes. Estudos mostram que até 50% dos pacientes não respondem ao primeiro medicamento prescrito. Em muitos casos, cada troca exige semanas ou meses até que seja possível avaliar se houve resposta clínica, prolongando o sofrimento e aumentando os custos com consultas, exames, internações e atendimentos de urgência. 

Ao mesmo tempo, a ciência vem ampliando nossa compreensão sobre por que tratamentos semelhantes geram respostas tão diferentes entre indivíduos. Um dos fatores está na biologia de cada paciente. Hoje sabemos que variações genéticas podem influenciar diretamente a forma como o organismo metaboliza e responde a medicamentos, afetando tanto a eficácia quanto o risco de efeitos colaterais. Isso ajuda a explicar por que um medicamento pode funcionar muito bem para uma pessoa e falhar completamente para outra, mesmo diante do mesmo diagnóstico. 

É nesse contexto que a Medicina de Precisão ganha cada vez mais relevância. E é importante dizer, isso não é novidade. A farmacogenética já é um campo consolidado, com décadas de pesquisa e milhares de estudos científicos publicados. Seu papel é oferecer informações adicionais para tornar decisões terapêuticas mais assertivas, considerando a individualidade biológica de cada paciente. Ela não substitui a avaliação clínica, mas pode ajudar a reduzir incertezas, evitar trocas sucessivas de medicação e tornar o tratamento mais rápido, seguro e eficiente. 

Na saúde mental, avançar significa ir além de protocolos generalistas e reconhecer que cada paciente responde de forma única ao tratamento. Diagnóstico correto, acompanhamento qualificado e abordagens personalizadas não apenas aumentam as chances de recuperação, mas também reduzem custos emocionais, sociais e financeiros. Saúde mental não deveria ser conduzida como uma loteria. Quanto mais cedo entendermos isso, mais próximos estaremos de um cuidado verdadeiramente preciso, humano e eficaz.

 

Guido Boabaid May - Psiquiatra há 32 anos, com mais de 115 mil consultas realizadas e mais de 1.200 pacientes em tratamento guiado por teste farmacogenético. Pioneiro da farmacogenética no Brasil, o Dr. Guido é fundador e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil. Com mais de 30 mil testes farmacogenéticos realizados sob sua liderança, a empresa é detentora do maior banco de dados de farmacogenética sobre a população brasileira. Boabaid também atua como médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. É palestrante e autor do livro "Onde Foi Parar Minha Alegria?”, publicado em 2025 pela editora Buzz.



Suor até no frio? Veja os tratamentos disponíveis para a hiperidrose

Condição afeta cerca de 3% da população e pode ser tratada com medidas clínicas e cirurgia em casos selecionados

 

Enquanto muitas pessoas enfrentam mãos geladas e buscam roupas mais quentes durante o inverno, outras convivem com um problema oposto: o suor excessivo mesmo em dias frios, sem esforço físico ou altas temperaturas. A situação pode parecer apenas um incômodo, mas, em alguns casos, pode ser sinal de uma condição chamada hiperidrose.

Caracterizada pela produção exagerada de suor, a hiperidrose afeta cerca de 3% da população e pode interferir diretamente na rotina, nas relações sociais e na qualidade de vida. O problema pode aparecer em situações simples, como evitar roupas claras por medo de manchas, deixar de cumprimentar pessoas com um aperto de mão ou ter dificuldade para escrever e manusear objetos por causa da umidade.

“Não estamos falando apenas de suor excessivo. A hiperidrose pode comprometer relações sociais, autoestima, desempenho profissional e até a saúde mental do paciente”, explica o cirurgião torácico do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, Dr. André Miotto.


O que é hiperidrose?

O suor é uma resposta natural do organismo e tem como principal função ajudar no controle da temperatura corporal. Na hiperidrose, porém, as glândulas sudoríparas produzem suor em excesso, mesmo quando o corpo não precisa se resfriar.

A condição pode ser dividida em dois tipos principais:


Hiperidrose primária: costuma surgir na infância ou adolescência e não está relacionada a outras doenças. Geralmente afeta regiões específicas, como mãos, pés, axilas ou rosto. Situações de estresse e emoções intensas podem desencadear ou intensificar os episódios.


Hiperidrose secundária: ocorre como consequência de outras condições de saúde, como alterações da tireoide, infecções ou pelo uso de determinados medicamentos.

“Muitas vezes recebemos pacientes encaminhados por pediatras que, após a confirmação do diagnóstico, podem ser direcionados para o procedimento de simpatectomia quando há indicação”, afirma o especialista do São Luiz Itaim.


Quando a cirurgia pode ser indicada?

Nem todos os pacientes precisam de cirurgia. O tratamento depende do tipo de hiperidrose, da intensidade dos sintomas e do impacto causado na vida da pessoa.

A simpatectomia é uma opção indicada principalmente para casos de hiperidrose focal, especialmente quando há suor excessivo nas mãos, axilas ou face e quando outras alternativas, como antitranspirantes específicos, medicamentos ou aplicação de toxina botulínica, não apresentam melhora suficiente.

O procedimento é minimamente invasivo e atua nos nervos responsáveis pelo estímulo da produção excessiva de suor em determinadas regiões do corpo.

“Utilizamos uma câmera cirúrgica para visualizar a região e instrumentos específicos para atuar no nervo responsável pelo estímulo do suor. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta em até 24 horas”, explica Miotto.

Segundo o médico, a técnica não interfere no metabolismo nem na capacidade do organismo de regular sua temperatura.

“Em muitos pacientes, a simpatectomia reduz significativamente ou elimina a necessidade de tratamentos contínuos, como medicamentos ou aplicações periódicas de toxina botulínica, que precisam ser reaplicadas ao longo do tempo”, afirma.

O procedimento apresenta altas taxas de melhora da transpiração em regiões como mãos, axilas e face, podendo trazer impacto positivo na autoestima, na vida social e nas atividades profissionais.

Existe a possibilidade de ocorrer a chamada sudorese compensatória, quando o corpo passa a produzir mais suor em outras áreas, como costas, abdome ou pernas. Por isso, a avaliação médica individualizada é fundamental antes da indicação do procedimento.


Outros tratamentos

A cirurgia não é necessária para todos os casos. Dependendo do quadro, o controle dos sintomas pode ser feito com tratamentos clínicos, como:

• Antitranspirantes específicos;

• Medicamentos que reduzem a produção de suor;

• Aplicação de toxina botulínica.

“O diagnóstico correto é essencial para definir a melhor estratégia, já que cada tipo de hiperidrose exige uma abordagem diferente”, reforça André Miotto.

Localizado na zona Sul de São Paulo, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, conta com estrutura para atendimento de alta complexidade, incluindo pronto-socorro, unidades de terapia intensiva e serviços cirúrgicos especializados.

 

Rede D’Or


MedSênior abre mais de 110 vagas no Rio de Janeiro com ampliação de unidade na Barra da Tijuca

 Oportunidades contemplam áreas assistenciais e administrativas da operadora na capital fluminense 


A MedSênior está com mais de 110 vagas diretas abertas no Rio de Janeiro para profissionais de diferentes áreas da saúde e administrativas. As oportunidades acompanham a ampliação da unidade da Barra da Tijuca, reforçando a capacidade de atendimento da operadora especializada no cuidado com o público 49+. 

As vagas são destinadas a profissionais de diversos perfis e níveis de experiência, incluindo técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes administrativos, profissionais de atendimento, maqueiros, assistentes sociais, faturistas, entre outros cargos. 

A expansão da unidade da Barra da Tijuca integra o plano de crescimento da MedSênior no estado do Rio de Janeiro e contará com investimento de mais R$ 20 milhões. O projeto faz parte da estratégia de fortalecimento da rede própria da companhia, que vem ampliando sua infraestrutura para oferecer uma assistência cada vez mais integrada, resolutiva e alinhada ao conceito do Bem Envelhecer. 

“A ampliação da unidade da Barra da Tijuca reforça o compromisso da MedSênior com a oferta de uma assistência cada vez mais completa, integrada e humanizada. Além de fortalecer nossa capacidade de atendimento, a iniciativa gera novas oportunidades de emprego e busca atrair profissionais alinhados ao nosso propósito de promover o bem envelhecer por meio de um cuidado preventivo e de qualidade”, afirma Lorena Furieri, Diretora Administrativa da MedSênior. 

Todas as vagas e informações detalhadas estão disponíveis exclusivamente na plataforma oficial de vagas da MedSênior e no seu perfil oficial do LinkedIn. 

A operadora de saúde mantém ativo o Banco de Talentos, incluindo oportunidades específicas para Pessoas com Deficiência (PcD), reforçando seu compromisso com a inclusão e a diversidade. A empresa oferece também um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, ticket alimentação, Wellhub (Gympass), acolhimento psicológico e folga no dia do aniversário, além de programas de desenvolvimento profissional.

A MedSênior reforça que não cobra qualquer taxa para participação em processos seletivos e orienta os candidatos a utilizarem exclusivamente os canais oficiais da companhia para envio de currículos e acompanhamento das oportunidades. Informações adicionais sobre as vagas e etapas do processo seletivo podem ser consultadas no site oficial da empresa.


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Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias, alerta infectologista do MPHU

Com a chegada do inverno, cresce a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias, o que resulta no aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Entre os principais agentes infecciosos desta época estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria responsável por doenças como pneumonia, meningite, sinusite e otite média, que podem evoluir para quadros graves.

 

Dados de vigilância em saúde no Brasil indicam aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante os meses mais frios, reforçando a necessidade de atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

 

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas, o que reforça a importância de medidas simples e eficazes, como higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e uso de máscara em caso de sintomas gripais.

 

A vacinação é uma das principais formas de prevenção, especialmente contra influenza, COVID-19 e pneumococo, sobretudo em grupos de risco, contribuindo para a redução de complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias.

 

Segundo o infectologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Frederico Zago, é fundamental que a população fique atenta aos sinais de agravamento.

 

“Febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito, chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades”, destaca.

 

O especialista reforça que muitas complicações podem ser evitadas com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, especialmente quando os sintomas inicialmente se confundem com gripes comuns.



Mitos e Verdades Sobre a Cirurgia Metabólica, tratamento que pode Controlar o diabetes tipo 2

 

A cirurgia metabólica, uma importante ferramenta no tratamento do diabetes tipo 2, vem ganhando espaço nos últimos anos, especialmente quando a pessoa tem obesidade e dificuldade para controlar o índice glicêmico com medicamento. Mas, apesar dos resultados expressivos, ainda existem muitas dúvidas sobre o procedimento. Afinal, ela é igual à cirurgia bariátrica? Pode curar o diabetes? O paciente deixa de tomar remédios? E quem tem diabetes tipo 1 pode fazer? 

Preocupada com informações às vezes exageradas sobre o procedimento, a Sociedade Brasileira de Diabetes quer esclarecer a população sobre a cirurgia, indicando os seus reais efeitos. 

Veja, abaixo, mitos e verdades sobre a cirurgia metabólica:

 

A cirurgia metabólica é invasiva? 

Verdade. A cirurgia metabólica é um procedimento cirúrgico realizado com o objetivo de melhorar o controle do metabolismo, especialmente do diabetes tipo 2. Ela utiliza técnicas semelhantes às da cirurgia bariátrica, como o bypass gástrico e a gastrectomia vertical (sleeve), mas sua principal indicação é o tratamento de doenças metabólicas e não apenas a perda de peso. 

Os benefícios ocorrem porque a cirurgia provoca alterações hormonais e intestinais que melhoram a ação da insulina e o controle da glicose, muitas vezes antes mesmo de uma perda significativa de peso.

 

Cirurgia metabólica e bariátrica são a mesma coisa? 

Mito. Embora utilizem técnicas cirúrgicas semelhantes, os objetivos são diferentes. Enquanto na cirurgia bariátrica a principal finalidade é o tratamento da obesidade, a cirurgia metabólica é indicada para tratar o diabetes tipo 2 e outras alterações metabólicas, podendo, inclusive, ser realizada em pessoas com índices de massa corporal (IMC) menores do que os tradicionalmente indicados para a bariátrica. 

Na prática, muitos especialistas utilizam o termo “cirurgia bariátrica e metabólica”, já que os benefícios costumam abranger tanto a perda de peso quanto a melhora das doenças associadas.

 

A cirurgia metabólica cura o diabetes? 

Mito. O termo mais correto é “remissão” e não cura. Após a cirurgia, muitos conseguem manter níveis normais de glicemia sem necessidade de medicamentos por anos. Entretanto, o diabetes tipo 2 pode voltar, especialmente se houver recuperação de peso ou progressão natural da doença. 

Estudos mostram que a cirurgia metabólica é mais eficaz do que o tratamento exclusivamente clínico para promover remissão do diabetes e melhorar o controle glicêmico a longo prazo. Em alguns casos, a melhora ocorre poucos dias após o procedimento, antes mesmo do emagrecimento significativo.

 

A cirurgia metabólica é uma técnica nova? 

Mito. Embora o termo “cirurgia metabólica” tenha se tornado mais conhecido nos últimos anos, a relação entre cirurgias para obesidade e melhora do diabetes é observada desde os anos 1950 e 1960. 

Os médicos perceberam que muitas pessoas submetidas a procedimentos bariátricos apresentavam melhora dos níveis de glicose, muitas vezes antes mesmo de perder peso significativamente. A partir dos anos 2000, estudos científicos passaram a investigar esse fenômeno de forma mais aprofundada, demonstrando que alterações hormonais e intestinais provocadas pela cirurgia têm papel importante no controle do diabetes tipo 2. 

O reconhecimento formal da cirurgia metabólica como tratamento para diabetes ocorreu gradualmente, impulsionado por pesquisas internacionais e pela publicação de diretrizes de entidades médicas. Hoje, ela é considerada uma opção terapêutica validada para pacientes selecionados.

 

A cirurgia metabólica é segura? 

Verdade. Quando realizada por equipes experientes e em centros especializados, a cirurgia metabólica é considerada um procedimento extremamente seguro. 

Os avanços nas técnicas cirúrgicas, especialmente com o uso da videolaparoscopia, reduziram significativamente os riscos e aceleraram a recuperação dos pacientes. Atualmente, as taxas de complicações graves e mortalidade são baixas e comparáveis às de outras cirurgias amplamente realizadas, como a retirada da vesícula biliar. 

Isso não significa que o procedimento seja isento de riscos. Como qualquer cirurgia, podem ocorrer complicações como sangramentos, infecções, tromboses, vazamentos nas suturas e deficiências nutricionais a longo prazo. Por isso, uma avaliação criteriosa antes da operação e o acompanhamento multidisciplinar após a cirurgia são fundamentais. 

De acordo com sociedades médicas internacionais, os benefícios da cirurgia metabólica para pacientes adequadamente selecionados geralmente superam os riscos, especialmente quando o diabetes está mal controlado e aumenta a probabilidade de complicações cardiovasculares, renais e neurológicas.


Quem faz a cirurgia pode parar de tomar remédios?
 

Verdade, mas apenas em parte. Muitas pessoas conseguem reduzir ou até suspender medicamentos para diabetes após a cirurgia. Entretanto, isso não acontece com todos. 

A possibilidade de interromper o uso de remédios depende de diversos fatores, como tempo de diagnóstico do diabetes, reserva de produção de insulina pelo pâncreas, idade e controle da doença antes da cirurgia. 

A decisão sobre reduzir ou suspender medicamentos deve ser tomada exclusivamente pelo endocrinologista responsável pelo acompanhamento do paciente.

 

Depois da cirurgia não é mais necessário acompanhamento médico? 

Mito. O acompanhamento continua sendo fundamental. A cirurgia metabólica não elimina a necessidade de consultas regulares com endocrinologista, cirurgião, nutricionista e outros profissionais da equipe multidisciplinar. 

Além do monitoramento do diabetes, é preciso avaliar possíveis deficiências nutricionais, acompanhar a perda de peso, orientar a alimentação e prevenir complicações tardias. 

O sucesso do procedimento depende da combinação entre cirurgia, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento médico contínuo.

 

A cirurgia metabólica serve para diabetes tipo 1? 

Mito. Ela é indicada apenas para pessoas com diabetes tipo 2. No diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina devido à destruição autoimune das células pancreáticas. Como a cirurgia não restaura a produção de insulina, ela não trata a causa do diabetes tipo 1. Embora pacientes com DM1 e obesidade possam apresentar benefícios relacionados à perda de peso, o procedimento não substitui a insulinoterapia nem promove remissão da doença.

 

A cirurgia metabólica faz emagrecer? 

Verdade. Embora o foco principal seja o controle metabólico, a perda de peso é um dos efeitos mais importantes do procedimento. A redução do peso corporal contribui para melhorar a resistência à insulina, reduzir a pressão arterial, controlar o colesterol e diminuir o risco cardiovascular. Dependendo da técnica utilizada e das características da pessoa, a perda de peso pode ser bastante significativa e duradoura.

 

Conclusão 

A cirurgia metabólica representa um dos maiores avanços no tratamento do diabetes tipo 2 nas últimas décadas. Os resultados podem ser impressionantes, incluindo remissão da doença, redução do uso de medicamentos e melhora da qualidade de vida. 

No entanto, ela não é uma cura definitiva nem dispensa mudanças de hábitos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo pilares essenciais para manter os benefícios conquistados com a cirurgia.


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