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Desde o início dos anos 2000, quando a apresentadora Hebe Camargo, ao ser questionada sobre como permanecia linda, comentou que usava um “Chip da Beleza”, o nome pegou. Você, inclusive, já deve ter ouvido falar dele por aí, não é mesmo?
Contudo, a verdade, segundo o Dr. Luiz Augusto Junior, médico especialista na saúde da mulher, é que não existe um “Chip da Beleza” - o tratamento citado por Hebe não é um chip, e nem deve ser usado para fins estéticos.
Entenda mais a seguir:
O que é o “Chip da beleza”?
Ele é, na verdade, uma forma de reposição hormonal. “Não existe chip da beleza. O que existe é um implante hormonal, um pequeno dispositivo colocado no tecido subcutâneo, abaixo da pele, que funciona como um instrumento de liberação de medicamentos. Ele libera contínua, previsível e sustentada aquilo que o médico quer que a paciente receba por determinado período”, explica o Dr. Luiz.
Assim, essa é apenas uma forma diferente e com um controle mais simplificado de fazer a já conhecida reposição hormonal, realizada especialmente por mulheres na fase da menopausa, quando a produção de alguns hormônios pelo organismo feminino cai bastante.
Quando o tratamento é individualizado e a paciente recebe
um implante com os medicamentos e hormônios certos nas doses corretas, é
possível vencer diversos desafios e sintomas da menopausa, como os calores
(fogachos), o ressecamento vaginal, a qualidade do sono alterada e o risco de
osteoporose.
Quando ele deve ou não ser utilizado?
O implante hormonal foi criado para tratar de patologias ginecológicas. Contudo, com o tempo e, especialmente influenciadas pela fala de Hebe sobre o “Chip da Beleza”, muitas mulheres passaram a usá-lo apenas para fins estéticos. Todavia, isso não é nada recomendável.
“Nós não utilizamos hormônios para deixar uma mulher mais bonita, nós os utilizamos para tratar sintomas e corrigir deficiências, para melhorar a saúde e a qualidade de vida. A melhora estética pode acontecer? Com certeza! Mas ela vem como consequência quando a mulher dorme melhor, treina melhor, tem mais energia, autoestima e volta a cuidar do seu corpo”, comenta o especialista.
Além disso, é importante ressaltar que, assim como em outras formas de reposição hormonal, o implante também pode ter contra indicações para certas pessoas, uma vez que isso não é definido pela via do tratamento, e sim pelos hormônios usados e suas doses. Por isso mesmo, é importante que sua indicação seja feita sempre por um médico especialista e com informações o suficiente sobre você para fazer uma decisão acertada para o tratamento.
O uso indiscriminado dos implantes hormonais pode trazer
diversas consequências, como aumento do colesterol ruim, diminuição do
colesterol bom, aumento da resistência à insulina e risco elevado de trombose e
infarto, além de virilização nas mulheres, com crescimento de pelos,
engrossamento da voz e aumento do clitóris.








