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sábado, 6 de junho de 2026

Dia dos Namorados: Quatro sinais para entender se é um relacionamento saudável ou dependência emocional

Psiquiatra explica como identificar comportamentos confundidos com amor, mas que podem indicar dependência e desgaste psicológico
 


O Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, costuma celebrar o amor, a parceria e a conexão afetiva. Mas nem sempre é fácil perceber quando uma relação deixa de ser saudável e passa a comprometer a autonomia emocional de um dos parceiros. Em muitos casos, comportamentos associados ao romantismo são vistos como demonstrações de amor, quando na verdade podem sinalizar dependência emocional. 

Segundo o Dr. Guido Boabaid May, médico psiquiatra e CEO da GnTech, a principal diferença entre uma relação saudável e uma relação baseada em dependência emocional está na preservação da individualidade. “Um relacionamento saudável é aquele em que duas pessoas escolhem estar juntas sem abrir mão da própria identidade. Existe afeto, apoio mútuo, compromisso e cada um pode manter seus interesses, amizades, objetivos, que podem até ser os mesmos, desde que seja uma opção da pessoa e não uma imposição do outro”, explica. 

Dessa forma, o especialista listou alguns pontos para prestar mais atenção dentro das relações, com o intuito de ajudar pessoas que têm dificuldade de perceber se estão ou não em uma relação saudável. Confira:
 

1. Necessidade constante de contato

No início de um relacionamento, alguns comportamentos podem ser confundidos com paixão intensa. No entanto, quando a necessidade de estar conectado o tempo todo gera sofrimento, é importante observar com mais atenção. “Entre eles, estão a necessidade de contato constante, a sensação de ansiedade quando o parceiro demora a responder mensagens, o abandono progressivo de atividades pessoais para priorizar a relação e a dificuldade em tolerar momentos de distância”, afirma Guido.
 

2. Ignorar comportamentos tóxicos

Ignorar comportamentos que causam desconforto ou justificar atitudes inadequadas para preservar a relação também pode indicar um vínculo emocional desequilibrado. “Outro sinal frequente é a tendência a idealizar o parceiro, ignorando comportamentos que causam desconforto ou justificando atitudes inadequadas para preservar a relação”, explica o psiquiatra.
 

3. Confundir controle com demonstrações de amor

Algumas atitudes frequentemente romantizadas podem esconder sinais de dependência emocional e perda de autonomia. “Abrir mão de todos os próprios interesses para agradar o parceiro, tolerar repetidas situações que causam sofrimento por medo de perder a relação, monitorar constantemente a rotina do outro e acreditar que ciúme excessivo é sinal de amor são exemplos comuns”, alerta o especialista. “O amor saudável envolve cuidado e concessões, mas não exige o apagamento da individualidade”, comenta.
 

4. Medir a qualidade da relação pelas redes sociais

As redes sociais também podem contribuir para expectativas irreais e aumentar a insegurança dentro dos relacionamentos. “A internet frequentemente apresenta versões editadas e idealizadas dos relacionamentos. Isso pode criar expectativas irreais sobre felicidade constante, ausência de conflitos e demonstrações públicas permanentes de afeto”, explica o Dr. “Quando o relacionamento passa a ser medido pela frequência de mensagens, curtidas ou publicações, há um risco maior de ansiedade e desgaste emocional”, pontua.
 

Para o especialista, o fortalecimento da autoestima e da autonomia emocional são fundamentais para a construção de relações mais saudáveis. “Quanto mais a pessoa consegue reconhecer seu próprio valor independentemente da relação, menor a probabilidade de estabelecer vínculos baseados na dependência”, afirma. 

O médico também reforça que dependência emocional não é sinônimo de amar intensamente. “O problema surge quando a relação passa a comprometer a autonomia, a saúde mental e a capacidade de fazer escolhas livres. Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante quando o relacionamento se torna fonte constante de sofrimento, ansiedade ou perda de identidade. Relações saudáveis permitem que cada pessoa cresça e se desenvolva enquanto compartilha a vida com o outro”, conclui.



Guido Boabaid May - Médico psiquiatra há mais de 32 anos, com mais de 110 mil consultas realizadas, mais de 1.100 pacientes em tratamento guiado com teste farmacogenético e pioneiro da farmacogenética no Brasil. Guido também é fundador e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil, com mais de 25 mil testes farmacogenéticos realizados sob sua liderança, a empresa é detentora do maior banco de dados de farmacogenética sobre a população brasileira. Boabaid também atua como médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e é autor do livro "Onde Foi Parar Minha Alegria?”, publicado em 2025.


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