Especialista da MSD Saúde Animal explica os benefícios da convivência com cães e gatos na infância e mostra como a prevenção ajuda a tornar essa relação mais segura e saudável para toda a família
O Dia das Crianças é uma oportunidade para celebrar os vínculos
que fazem parte da infância e, para muitas famílias, os pets estão entre os
companheiros mais presentes nessa fase da vida. No Brasil, 94% dos brasileiros
têm ou já tiveram um animal de companhia em casa, e 93% consideram os pets
membros da família, segundo dados da pesquisa Quaest. Apesar dessa proximidade,
dúvidas sobre a segurança da convivência entre animais, gestantes e crianças
ainda são comuns e podem dar espaço a mitos e até afastar os pets do convívio
familiar.
A ciência mostra que a relação com animais de companhia pode
contribuir para o desenvolvimento emocional das crianças, estimulando empatia,
afeto e senso de responsabilidade. A convivência também pode incentivar
brincadeiras e atividades ao ar livre. Para que esses benefícios façam parte da
rotina com segurança, porém, alguns cuidados são fundamentais, principalmente
aqueles relacionados à saúde preventiva do animal.
“A presença do pet pode ser extremamente benéfica em diferentes
fases da vida. Para que a convivência aconteça de forma saudável e segura, os
responsáveis devem priorizar a prevenção contínua, com vacinação em dia,
controle de ectoparasitas e acompanhamento regular com o médico-veterinário”,
explica a médica-veterinária Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde
Animal.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre a convivência entre
animais, gestantes e crianças, a especialista destaca alguns dos mitos mais
comuns:
1. Grávidas não podem ter contato com gatos por conta da toxoplasmose?
MITO. A
toxoplasmose pode ser adquirida principalmente pela ingestão de água ou
alimentos contaminados, como carnes cruas ou mal passadas e vegetais mal
lavados. O gato infectado pode eliminar o protozoário nas fezes. Como
precaução, recomenda-se que a gestante não faça a limpeza da caixa de areia,
sempre que possível, deixando essa tarefa para outro morador. Caso precise
realizá-la, deve usar luvas e higienizar bem as mãos. Não é necessário afastar
o gato do convívio familiar.
2. Conviver com pets desde a infância pode ajudar no desenvolvimento do sistema imunológico?
VERDADE. A convivência com cães e gatos nos primeiros anos de vida
pode ampliar a exposição da criança a diferentes microrganismos ambientais, o
que pode influenciar a microbiota e a maturação do sistema imunológico. Estudos
apontam possíveis associações com menor risco de algumas condições alérgicas,
embora os resultados variem de acordo com fatores individuais e ambientais.
3. Os pelos de cães e gatos são responsáveis por problemas respiratórios em crianças?
MITO. O pelo do
animal, por si só, não é o principal responsável por reações alérgicas. Em
pessoas sensíveis, proteínas presentes na descamação da pele, saliva e outras
secreções do animal podem desencadear sintomas. Além disso, poeira e ácaros
presentes no ambiente também podem contribuir para crises. A higienização
adequada da casa e os cuidados regulares com o pet ajudam a reduzir a exposição
a esses fatores.
4. Parasitas e algumas doenças dos pets podem representar risco para as crianças?
VERDADE. Crianças
costumam ter contato próximo com os animais e brincar em ambientes como
quintais, parques e jardins, o que reforça a importância dos cuidados
preventivos. Pulgas e carrapatos podem causar irritações e estar associados à
transmissão de agentes que afetam animais e pessoas. Outros vetores, como o mosquito-palha,
podem transmitir doenças como a leishmaniose. A vacinação também é fundamental
para prevenir doenças que podem afetar animais e pessoas, como a raiva. Manter
a saúde do pet em dia é, portanto, uma medida de cuidado que beneficia toda a
família.
5. É preciso afastar ou doar o animal quando a família ganha um novo membro?
MITO. A chegada de
um bebê exige adaptação da rotina da família e do próprio animal, mas não
significa que o pet precise ser afastado. Preparar o animal gradualmente para
as mudanças, manter seus cuidados de saúde e ensinar crianças a respeitar os
limites do pet são medidas que ajudam a construir uma convivência positiva e
segura.
Prevenção:
o cuidado que protege toda a família
Se a convivência com pets pode trazer benefícios para a infância,
a prevenção é uma das principais aliadas para que essa relação aconteça de
maneira saudável. Vacinação, controle de ectoparasitas, cuidados com o ambiente
e acompanhamento veterinário regular ajudam a manter os animais protegidos e
reduzem riscos para toda a família.
Para apoiar os responsáveis nessa rotina de cuidados, a MSD Saúde
Animal conta com soluções que contribuem para a prevenção e a proteção dos pets
em diferentes frentes. O controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas, por
exemplo, pode ser feito com produtos como Bravecto®,
disponível para cães e gatos em apresentações de longa duração, e Defenza®,
indicado para cães contra pulgas, carrapatos, sarnas e bicho-de-pé. No caso da
leishmaniose visceral canina, a coleira Scalibor® auxilia na proteção dos
cães contra o mosquito-palha, vetor da doença. Já a vacinação é outro pilar
importante da prevenção, e a linha de vacinas Nobivac®
contribui para a proteção de cães e gatos contra diferentes doenças, incluindo
enfermidades zoonóticas como a raiva e a leptospirose, de acordo com as
indicações de cada vacina.
“Manter a saúde do pet em dia é também uma forma de cuidar de toda a família. Quando os cuidados preventivos fazem parte da rotina, a convivência com as crianças pode se tornar uma fonte de afeto, aprendizado, diversão e bem-estar para todos”, conclui Kathia Soares.
MSD Saúde Animal
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