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| Confira 6 cuidados para desafiar o corpo sem colocar o coração em risco. Magnific |
Correr uma prova, aumentar a carga no treino ou começar uma nova modalidade depois dos 50 anos são objetivos cada vez mais presentes na rotina de quem busca envelhecer com saúde e autonomia. E a idade, por si só, não precisa ser um impedimento para encarar novos desafios físicos.
O envelhecimento,
no entanto, traz mudanças naturais no organismo que podem influenciar a
resposta ao esforço. Além disso, condições como hipertensão, diabetes e
colesterol elevado se tornam mais frequentes com o passar dos anos. Por isso, o
mais importante é considerar o histórico de saúde, o preparo físico e as
condições individuais de cada pessoa.
O cardiologista
Dr. Augusto Neno, da MedSênior, reforça que o exercício
continua sendo um importante aliado da saúde cardiovascular depois dos 50.
“Não existe uma
idade que, isoladamente, determine que uma pessoa não possa correr, fazer
musculação ou praticar uma atividade mais intensa. O que precisamos considerar
é o conjunto de histórico de saúde, presença de fatores de risco,
condicionamento e experiência com aquele exercício. Uma pessoa de 60 anos que
treina regularmente há anos pode estar mais preparada para determinado esforço
do que alguém mais jovem que está saindo do sedentarismo”, explica.
Confira alguns
cuidados para manter o corpo ativo e encarar novos desafios com segurança.
1.
Comece respeitando o seu condicionamento
Quem começa ou
retoma uma atividade física depois dos 50 deve evitar a tentativa de recuperar
rapidamente o “tempo perdido”. O organismo precisa se adaptar ao esforço,
especialmente após períodos prolongados de sedentarismo. A evolução da duração,
frequência e intensidade dos exercícios deve ocorrer de maneira gradual e
considerar as condições individuais.
2.
Saiba reconhecer quando o corpo está dando um alerta
Coração acelerado,
suor e aumento da frequência respiratória podem fazer parte do exercício.
Alguns sintomas, porém, não devem ser encarados como consequência normal do
esforço.
“Dor ou pressão no
peito, falta de ar desproporcional, tontura, sensação de desmaio ou palpitações
acompanhadas de mal-estar são sinais que merecem atenção. Se isso acontecer, a
orientação é interromper a atividade e buscar avaliação, principalmente quando
o sintoma é intenso, persiste ou volta a acontecer”, alerta o cardiologista.
3.
Aumente carga e intensidade aos poucos
Colocar mais peso
na musculação, correr uma distância maior ou melhorar o ritmo podem fazer parte
da evolução, desde que a progressão acompanhe a adaptação do organismo. Em vez
de buscar metas universais, é importante observar a própria resposta ao
treinamento e considerar fatores como condicionamento, recuperação e condições
de saúde.
4.
Cuidado ao reproduzir desafios das redes sociais
Treinos, provas e
desafios fitness compartilhados nas redes podem servir de inspiração, mas não
devem funcionar como prescrição. Duas pessoas da mesma idade podem apresentar
níveis de condicionamento e condições de saúde completamente diferentes.
“As redes sociais
podem incentivar as pessoas a se movimentarem, o que é positivo, mas a
inspiração não deve virar comparação. O treino que funciona para uma pessoa não
necessariamente é adequado para outra. Respeitar a individualidade é
fundamental para que o exercício seja sustentável e contribua para um
envelhecimento saudável”, explica Dr. Roni Mukamal, geriatra e superintendente do
Programa Bem Envelhecer da MedSênior.
5.
Doenças crônicas não são sinônimo de sedentarismo
Hipertensão,
diabetes ou colesterol elevado não significam necessariamente que a pessoa
precise abandonar os exercícios. A atividade física pode fazer parte do cuidado
com essas condições, mas o tipo e a intensidade devem considerar o quadro
clínico, o tratamento e o controle da doença.
Para quem possui
fatores de risco, doenças cardiovasculares conhecidas ou pretende iniciar
atividades mais intensas após um período de inatividade, a avaliação individual
ajuda a definir os cuidados necessários.
6.
Pense em consistência, não apenas em performance
Mais importante do
que alcançar rapidamente determinada carga, velocidade ou distância é construir
uma rotina que possa ser mantida ao longo dos anos. Exercícios aeróbicos e de
fortalecimento, além de atividades que estimulem equilíbrio e mobilidade,
contribuem para preservar a capacidade funcional.
“Quando falamos em envelhecimento saudável, não estamos pensando apenas em viver mais, mas em preservar a capacidade de realizar as atividades do dia a dia com independência. A atividade física contribui para manter força, mobilidade e condicionamento. Mais do que buscar recordes a cada treino, é importante manter o corpo ativo de forma consistente ao longo dos anos”, conclui o geriatra.
MedSênior
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