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sábado, 10 de outubro de 2026

Dia das Crianças: skincare infantil exige menos produtos e mais atenção à idade


Influência das redes sociais aproxima crianças de cosméticos para adultos; dermatologista da SBCD explica o que pode fazer parte da rotina e quais produtos devem ser evitados

 

Séruns, ácidos, máscaras e outros produtos que fazem parte das rotinas de skincare de adultos também passaram a despertar o interesse das crianças, impulsionados principalmente pelo conteúdo nas redes sociais. Mas reproduzir esses hábitos na infância pode expor uma pele ainda em desenvolvimento a substâncias desnecessárias e aumentar o risco de irritações.

Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado na próxima segunda-feira (12), a dermatologista Dra. Vanessa Mussupapo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), explica quais cuidados fazem sentido nessa fase e o que deve ficar de fora da rotina.

“Na infância, a pele é mais fina, sensível e apresenta maior permeabilidade, características que exigem atenção na escolha dos produtos. Por isso, ao contrário das rotinas extensas popularizadas nas redes sociais, os cuidados básicos costumam ser suficientes: limpeza suave, hidratação e proteção solar”, explica.

“O que a criança pode usar é um sabonete mais suave, o hidratante e o filtro solar. Isso é permitido”, acrescenta a médica.


Skincare infantil: menos é mais

A popularização do skincare nas redes sociais mudou a relação de muitas pessoas com os cuidados com a pele e aproximou crianças e adolescentes de produtos desenvolvidos originalmente para o público adulto. Para a dermatologista, porém, a infância não é o momento de reproduzir rotinas elaboradas ou testar diferentes ativos.

“Na infância, menos é mais”, orienta. “Para usar cosméticos mesmo, com ativos específicos, só na adolescência”, explica Dra. Vanessa.

Produtos destinados à renovação ou ao tratamento da pele adulta, especialmente aqueles com ativos mais potentes, não devem fazer parte da rotina infantil sem indicação médica. Retinol e ácido glicólico, por exemplo, não são indicados para crianças.

Além de serem desnecessários para a maioria das crianças, o uso de vários produtos pode aumentar a possibilidade de irritação e dificultar a identificação da substância responsável por uma eventual reação. A recomendação é que os responsáveis priorizem produtos desenvolvidos para a faixa etária da criança e evitem incorporar tendências de skincare adulto à rotina.


Higiene e hidratação

A limpeza da pele infantil deve ser feita de maneira suave, sem esfregar excessivamente. A escolha do sabonete deve considerar a idade da criança e dar preferência a formulações menos agressivas.

Depois da higiene, a hidratação ajuda a preservar a barreira cutânea e pode ser especialmente importante para crianças com tendência ao ressecamento. A escolha do produto também deve considerar as características da pele e a indicação para o público infantil.


Proteção solar também faz parte da rotina

A proteção contra a radiação ultravioleta é outro cuidado importante, principalmente durante atividades ao ar livre. A partir dos seis meses, o filtro solar pode fazer parte da proteção da criança em situações de exposição, como praia e piscina, de acordo com a orientação do pediatra ou dermatologista.

O produto, no entanto, não deve ser a única medida de proteção. Roupas adequadas, chapéus, guarda-sol e a redução da exposição nos horários de maior intensidade da radiação também ajudam a proteger a pele.


Quais sinais merecem atenção?

Vermelhidão, coceira, descamação ou outras alterações que apareçam após a aplicação de um produto podem indicar uma reação e devem ser observadas pelos responsáveis. Caso os sintomas persistam, a orientação é interromper o uso do produto e buscar avaliação de um dermatologista.

“Se os pais tiverem dúvidas, devem procurar um dermatologista, que poderá orientar sobre os cuidados e ajudar a montar uma rotina adequada para o tipo de pele da criança”, finaliza Dra. Vanessa.


Como escolher um médico habilitado

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica -SBCD

 

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