
Brincar não é apenas uma forma de diversão, é um direito assegurado em lei
Pexels
Atividades simples
e seguras podem reduzir o tempo de tela, estimular habilidades e transformar
momentos em família em experiências de cuidado e conexão
Entre brinquedos, jogos e histórias inventadas, a
brincadeira ocupa um lugar central no desenvolvimento infantil. Em tempos de
telas presentes cada vez mais cedo na rotina, reservar espaço para atividades
presenciais, criativas e compartilhadas também é uma forma de proteger a
infância e fortalecer vínculos.
A Aldeias Infantis SOS,
organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, reforça
que brincar não deve ser tratado apenas como passatempo. A atividade pode
acompanhar diferentes idades, considerando interesses, necessidades e,
sobretudo, a segurança do ambiente e dos materiais.
“Garantir o direito ao brincar é uma medida urgente
de proteção e cuidado, não apenas um complemento para preencher o tempo livre.
A brincadeira favorece experiências fundamentais para o desenvolvimento e,
quando compartilhada com adultos e outras crianças, também fortalece vínculos,
comunicação e confiança”, afirma Michéle Mansor, Gerente Nacional de
Desenvolvimento Programático da Aldeias Infantis SOS.
Para ajudar famílias e pessoas cuidadoras a reduzir
o tempo de tela e criar momentos de qualidade com as crianças neste Dia das
Crianças (12), a Organização reúne cinco sugestões de
atividades seguras e sadias que podem ser adaptadas à idade, com materiais
simples e supervisão adequada.
1) 0 a 12 meses | Siga o
objeto
Escolha um objeto colorido, leve e grande o
suficiente para não ser colocado inteiro na boca. Com o bebê em posição
confortável e segura, movimente-o devagar de um lado para o outro e, depois,
aproxime-o e afaste-o lentamente. A atividade estimula percepção visual,
atenção e coordenação motora, além de criar uma oportunidade de interação. E
não se esqueça disso: nunca deixe objetos pequenos ao alcance do bebê.
2) 2 a 4 anos | Bolinhas
no cesto
Separe bolas grandes e leves e um cesto, caixa ou balde. Em um espaço livre de
obstáculos, convide a criança a transportar as bolinhas e colocá-las no
recipiente. Depois, o desafio pode aumentar com arremessos ou roladas. A
brincadeira trabalha coordenação motora, concentração e percepção espacial e
mostra que errar e tentar novamente faz parte da aprendizagem. Use bolas
adequadas à idade e mantenha o local livre de riscos.
3) 4 a 6 anos | Estátua
musical
Escolha músicas de que a criança goste e deixe um
espaço seguro para dançar. Quando o som parar, todos devem congelar até a
música voltar. Depois, vale inventar poses, animais ou personagens. A atividade
estimula ritmo, atenção, coordenação motora e autoexpressão, além de convidar a
criança a controlar o próprio corpo. Lembre-se de fastar móveis e objetos que
possam causar acidentes.
4) 8 a 10 anos |
Cuidado, o chão é lava!
Transforme almofadas ou tapetes antiderrapantes em
“ilhas” e proponha um caminho para atravessar o espaço sem tocar no chão. A
criança pode criar estratégias e modificar o percurso. A brincadeira trabalha
coordenação motora, criatividade e resolução de problemas. Escolha um ambiente
amplo, retire objetos frágeis e não use superfícies instáveis ou escorregadias
como apoio.
5) Brincadeira em
família | Acampamento na sala
Lençóis, cobertores, almofadas e lanternas podem virar uma barraca dentro de casa. Depois da montagem, a família pode inventar histórias, brincar de exploradores, criar personagens ou simplesmente conversar. Além de estimular imaginação e criatividade, a atividade favorece vínculos, confiança e sentimento de pertencimento. Garanta que a estrutura seja estável, não bloqueie saídas e não ofereça risco de queda.
Aldeias Infantis SOS
www.aldeiasinfantis.org.br
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