Da moda adulta ao
guarda-roupa infantil: como as tendências estão influenciando o estilo das
crianças
Coleção Verão 2027 da King&Joe Play
Crédito: Rhoney Persike
A moda infantil está cada vez mais conectada às
referências que circulam no universo adulto. Modelagens mais amplas, tons
neutros, peças casuais e elementos do streetwear passaram a integrar o
guarda-roupa dos pequenos, adaptados à rotina e às necessidades próprias da
infância.
O movimento ganha relevância em um período
importante para o varejo. Segundo projeção da Associação Brasileira de
Inteligência de Mercado e Comércio Eletrônico (ABIACOM), o Dia das Crianças deve movimentar R$ 10,16 bilhões no e-commerce
brasileiro em 2026.
Mais do que reproduzir tendências, essa aproximação
revela uma mudança na relação das crianças com o próprio estilo. O contato com
redes sociais, vídeos e outros conteúdos digitais amplia o repertório e faz com
que meninos e meninas desenvolvam preferências próprias, participando cada vez
mais das decisões sobre o que vestir.
Para Flávio Gonssa, CMO da King&Joe Play, a
influência da moda adulta sobre o universo infantil não significa simplesmente
reproduzir tendências em versões menores. “As crianças estão expostas a
diferentes referências e isso naturalmente influencia suas escolhas. O desafio
é entender quais elementos fazem sentido para esse universo e adaptá-los sem
perder características fundamentais da infância, como conforto, liberdade de
movimento e praticidade”, afirma.
Essa participação também modifica a dinâmica de
compra dentro das famílias. Enquanto pais e responsáveis costumam considerar
fatores como qualidade, durabilidade, conforto e versatilidade, as crianças
demonstram maior interesse por estética, identificação e personalidade.
“O processo de escolha ficou mais participativo. A
roupa precisa atender às necessidades dos pais, mas também faz sentido para
quem vai usá-la. Esse equilíbrio ajuda a explicar por que a moda infantil está
incorporando referências mais diversas, sem deixar de lado as características
próprias dessa fase”, explica Flávio.
A consequência é um guarda-roupa infantil mais
conectado a diferentes estilos e ocasiões, em que referências de moda passam a
conviver com as demandas práticas da rotina. Escola, passeios, momentos de
lazer e encontros familiares deixam de ser necessariamente separados por códigos
tão rígidos de vestimenta.
Com a proximidade do Dia das Crianças, em 12 de
outubro, esse movimento ganha ainda mais visibilidade. A data não apenas
impulsiona o consumo, mas também evidencia uma geração que participa cada vez
mais das decisões relacionadas à própria imagem e encontra na moda uma das
formas de expressar preferências e personalidade.
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