Novas tecnologias não requerem a instalação de placas solares e ainda
trazem economia
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Uma das pautas
ambientais mais discutidas é o uso de energia renovável. O acesso universal a
serviços energéticos é um dos objetivos da ONU (Organizações das Nações Unidas)
até 2030, e a energia solar é a principal
aposta.
Pesquisa realizada
pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostrou
que oito em cada dez brasileiros consideram alto ou muito alto o preço da
energia elétrica no país. A constatação foi realizada por meio do estudo
“Opinião do Brasileiro sobre Setor Elétrico”, que ouviu mais de duas mil
pessoas de 130 municípios. Segundo o levantamento, 81% dos brasileiros
desejariam poder escolher a empresa fornecedora de energia.
Além disso,
segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a
geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis no ano passado
aumentou 92%, o que mostra que além de querer mais liberdade, o consumidor
brasileiro está de olho em fontes mais sustentáveis e econômicas.
No Brasil, uma
nova tecnologia tem crescido: é a chamada energia limpa compartilhada, que
também é chamada de energia por assinatura. “Apesar do nome energia por
assinatura, não há qualquer mensalidade ou valor de assinatura a ser pago
mensalmente, além é claro da própria conta de consumo de luz, que acaba saindo
mais barata. O termo energia por assinatura se popularizou por conta da
similaridade que tem com o processo de escolha que já nos habituamos a fazer em
relação à operadora de celular ou de TV, por exemplo”, explica o CEO da Juntos Energia, José
Otávio Bustamante.
Nesse sistema, não
há necessidade de instalação de placas solares, que além de ser um investimento
nem sempre acessível para parte dos brasileiros, também requer um espaço que
pode não estar disponível, como no caso de apartamentos. “Tanto o consumidor
residencial quanto o empresarial podem se beneficiar com a economia resultante
do uso da energia limpa. Além disso, há a redução dos impactos no meio ambiente
e nas mudanças climáticas”, ressalta Bustamante.
Mas como a energia
solar pode ser mais econômica do que a energia elétrica? Saiba mais:
1) Nem sempre há necessidade de instalar placas solares
Como falado acima,
quando há opção pela energia limpa por assinatura, ela é fornecida por meio da
rede elétrica da distribuidora que atende a região, sem necessidade de instalar
nenhum equipamento adicional, o que torna o processo mais fácil e econômico
para o consumidor.
2) Economia considerável na conta de luz
Na tecnologia de
energia limpa compartilhada, a economia é garantida em cima do valor da energia
gerada pelas usinas. O consumidor pode economizar o valor de até uma conta de
luz inteira por ano.
3) Fonte de energia mais barata do mundo
A energia solar,
bem como a energia eólica (gerada pelo vento) são consideradas as fontes de
energia mais baratas do mundo. Isso acontece porque essa energia é gerada por
fontes gratuitas e inesgotáveis. Além disso, com os avanços tecnológicos, os
custos com a geração estão diminuindo cada vez mais.
4) Rever hábitos que desperdiçam energia
Mesmo com o uso de
energia solar, que é mais barata, a mudança de hábitos ajuda na redução de
custos e também na preservação do planeta. Hábitos simples, como desligar as
luzes ao sair de casa ou mesmo de algum cômodo, tornar os banhos mais rápidos,
otimizar o uso da máquina de lavar e do ferro de passar, contribuem para este
fim.
5) Prefira investir em equipamentos com baixo consumo de energia
Cada vez mais, os
equipamentos eletrônicos e elétricos consomem menos energia. Portanto, ao
adquirir novos eletrodomésticos ou outros equipamentos, sempre verifique se o
item possui um selo de economia de energia, o que significa que a fabricação foi
feita visando consumir menos e impactar menos o ambiente.
Unindo práticas
sustentáveis do uso de energia no dia a dia à adoção da energia solar,
certamente você estará contribuindo de maneira inteligente e consciente para um
planeta melhor e, claro, para a saúde do seu bolso.
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