O desequilíbrio do
microbioma gastrointestinal é muito frequente depois das férias e festas de fim
de ano, e interfere ativamente na saúde dos animais de estimação
Foto por jcomp em freepik
No sistema gastrointestinal existem milhares de
microrganismos (fungos, vírus, protozoários e bactérias) que vivem de maneira
harmônica e auxiliam na fermentação de partículas de alimentos não digeridas,
produzindo os ácidos graxos voláteis que nutrem as células intestinais. Este
ecossistema, chamado microbioma, é fundamental para a saúde digestiva e
sistêmica dos pets.
“Algumas situações como estresse, alteração de
dieta, terapia medicamentosa, ingestão de corpo estranho, má nutrição, vacinas
ou mesmo a presença de parasitas intestinais podem promover o desequilíbrio
deste microbioma. Isso quer dizer que a população de microrganismos benéficos
diminui, enquanto a população de organismos patogênicos, que promovem doenças,
aumenta. É este desequilíbrio que é chamado de disbiose”, conta Mariana Raposo,
médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.
Estudos apontam a existência de um eixo
cérebro-intestino-microbiota, em que a comunicação ocorre de forma
bidirecional, ou seja, as alterações no microbioma gastrointestinal podem
promover alterações no sistema nervoso central, assim como as alterações no
sistema nervoso são capazes de modular e modificar a composição do microbioma.
Com as festas de final de ano e o acesso do pet à alimentos
e ambientes que não faziam parte de sua rotina, é comum que a disbiose ocorra.
Este desequilíbrio pode ser localizado ou ocorrer ao longo de todo o sistema
digestivo do animal, e nem sempre apresenta sintomas clássicos de diarreia e
vômito. “Os sintomas de disbiose são diversos, alguns animais apresentam
problemas de pele recorrente, outros apresentam apetite desregulado, ou mesmo
desânimo e falta de energia”, explica a médica-veterinária.
Restaurar a composição e a função do microbioma
normal do trato gastrointestinal em equilíbrio é algo extremamente importante
para manter os peludos saudáveis, mas nem sempre fácil de realizar cuidando
apenas da dieta do pet. Muitas vezes, para este cuidado ser completo, é
recomendado que o animal passe a fazer uso de prebióticos ou probióticos por
algum período. Mas, qual a diferença entre eles?
“De forma geral, os prebióticos
são uma espécie de suplemento alimentar que ajuda a nutrir e estimular as
atividades das bactérias boas que fazem parte do sistema digestivo. Já os probióticos
são suplementos que têm na sua composição pequenos grupos de fungos e bactérias
do bem, que melhoram o balanço do microbioma intestinal e são essenciais para a
vida saudável do pet”, Mariana elucida.
Existem também os simbióticos,
suplementos que combinam prebióticos e probióticos. Esta combinação promove
efeitos importantes no equilíbrio e bom funcionamento do intestino, ajudando a
melhorar a absorção dos nutrientes, influenciam positivamente na produção de
vitaminas e enzimas digestivas e contribuem para o fortalecimento do sistema
imunológico do pet.
A importância de fornecer nutrientes que possam
auxiliar na manutenção da microbiota em equilíbrio já é um consenso, mas os
tutores precisam se atentar às particularidades dos pets e evitar a utilização
de produtos destinados aos humanos.
“É muito mais fácil prevenir a disbiose do que ter que tratar dela, por isso os prebióticos, probióticos e simbióticos podem ser fornecidos aos pets em todos os estágios da vida. A escolha do suplemento deve ser feita junto ao médico-veterinário, e precisa ser baseada na qualidade das cepas de fungos e bactérias que fazem parte do microbioma dos pets e no estado de saúde do animal. Um produto bem equilibrado vai apresentar agentes biológicos como Saccharomyces cerevisiae, Bifidobacterium bifidum, Enterococcus faecium e Lactobacillus acidophilus, além de vitaminas e minerais que atuam diretamente na saúde gastrointestinal do peludo”, finaliza.
Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
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