Especialistas dão dicas para microempreendedores e consumidores
Uma pesquisa feita pela Offerwise em parceria com a
Google constatou que 60% dos entrevistados pretendem realizar compras na Black
Friday 2022. A pesquisa foi realizada em outubro deste ano com 500 pessoas das
classes A, B e C, que declararam conhecer a Black Friday.
Embalada com a realização da Copa do Mundo no
Catar, para os varejistas, os eventos simultâneos podem ser uma oportunidade
para mais vendas. De acordo com a pesquisa, o evento esportivo deve impulsionar
as vendas em alguns segmentos específicos. Na pesquisa, 26% dos consumidores
declaram que devem comprar alimentos, 25% vão comprar bebidas, 19% pretendem
comprar roupas e acessórios e 17% vão investir especificamente em moda
esportiva.
Vagas de emprego e
posicionamento das empresas
Para Caio Cunha, especialista em e-commerce e
presidente da WSI Brasil, cofundador da WSI Consultoria, empresa que trabalha
em soluções de marketing digital e estratégia, a versão deste ano da Black
Friday deve aquecer de forma considerável o mercado, para ele é o momento de as
empresas se mostrarem para seus consumidores e se posicionarem, principalmente,
no segmento do mercado eletrônico, que também deve gerar novas vagas de
trabalho.
“No comércio eletrônico a expectativa é que sejam
geradas mais de 109 mil vagas, justamente para oferecer soluções digitais que
irão permitir que as empresas aumentem suas vendas para atender a tendência de
crescimento de consumo neste final de ano, para se ter uma ideia, o comércio
eletrônico deve movimentar mais de R $ 6 bilhões nesta Black Friday”, explica
Cunha.
Entre as novidades do comércio eletrônico em 2022,
o Google, no último mês de outubro, lançou novas ferramentas e dados que visam
guiar lojistas durante a Black Friday, em 2022. A empresa deve oferecer um selo
para empresas de e-commerce que mostram produtos com algum diferencial. A ideia
é dar mais destaque para o que for comercializado com descontos, frete grátis,
entregas rápidas ou cashback, por exemplo.
“Na Black Friday deste ano é muito importante que
as marcas e as empresas busquem um posicionamento de modo que elas possam se
destacar na concorrência em busca desses consumidores, deste mercado que deve
crescer muito mais, comparando com o que foi vendido nos últimos anos”, destaca
o especialista.
Manifestações podem atrapalhar
a Black Friday?
Para o especialista em logística e presidente do
Conselho de Administração da Pathfind, Antonio Wrobleski, a Black Friday deste
ano não deve ser atrapalhada devido às manifestações no país, para ele, existe
um tempo hábil para que até a data deste ano (25/11), não tenhamos mais
estradas bloqueadas. Wrobleski acredita ainda que neste ano, tenhamos uma das
Black Friday mais encorpadas dos últimos anos e coloca também a Copa do Mundo
do Catar como um dos “ingredientes” do crescimento do "bolo'' da Black
Friday.
“Este ano teremos uma das maiores e fortes edições
da Black Friday, a Copa do Mundo, a venda de televisores e acessórios deve
crescer muito, o delivery de bebidas e alimentos deve aumentar muito em função
dos jogos, acredito que as manifestações não irão atrapalhar o andamento, ainda
bem que acabaram essas manifestações, pois poderia ter prejudicado o
abastecimento em todos os sentidos”, comentou.
O especialista acredita ainda que há uma tendência
de microempreendedores trabalharem no marketplace dos grandes operadores e que
os pequenos varejistas vão se destacar nas vendas por e-commerce. “Quase 2
milhões de empresas se beneficiam com esse processo de colocar seus produtos no
mercado on-line. As pequenas e médias empresas, conseguindo estabelecer um
objetivo pé no chão, poderão vender pela Internet com a ajuda do marketplace
dos grandes operadores e realizar muitas vendas nesta Black Friday”.
Para isso, Wrobleski dá algumas dicas: “Pesquisar
sobre o seu produto e o posicionamento dele no mercado para concluir se há
necessidade de aumentar o estoque ou não. Algumas pequenas empresas não têm
histórico de vendas de outros anos na Black Friday, por isso é importante que
usem outras maiores como referência e inspiração para a logística e fluxo de
vendas”.
Cuidado na hora das
compras
A Black Friday exige cuidados na hora da compra, a
principal indicação dos especialistas é fazer uma ampla pesquisa de preços
antecipadamente. De acordo com o Procon, o consumidor precisa tomar alguns
cuidados para evitar cair em ciladas. A prevenção começa pesquisando bem o
produto e o fornecedor. Desconfie de preços milagrosos e ofertas
inacreditáveis. E ao realizar a compra pela Internet, é indispensável ficar
atento para a existência de sites e perfis de redes sociais falsos ou aqueles
que oferecem ofertas enganosas.
O especialista em Direito Internacional, Leonardo
Leão, alerta que é necessária atenção. Segundo ele, o consumidor deve ficar
muito atento para que a Black Friday não vire uma ‘Black Fraude”. Leão, que é
CEO e consultor de imigração e negócios internacionais da Leão Group - com
sedes no Brasil, Estados Unidos e Europa -, diz que a Black Friday é muito
importante economicamente e compara a tentativa dos dias de promoções aqui no
Brasil com a realidade dos EUA.
“Nos Estados Unidos, há uma relação clássica de
ganha-ganha: os vendedores ganham na quantidade de vendas e os consumidores
ganham ao adquirir produtos caros, mas que entram em promoções excelentes nessa
época. No Brasil, infelizmente a regulação do direito do consumidor é muito
falha e vemos muitas coisas sendo vendidas pela ‘metade do dobro’, ou seja,
dias antes algumas empresas aumentam o preço de seus produtos para depois
vender pelo preço ‘normal”, ou seja, sem nenhuma promoção real, ludibriando o
consumidor mais desatento”, comenta Leão.
Em seu site oficial, o Procon recomenda não clicar
em links recebidos por e-mail, WhatsApp ou por mensagens de texto. Além disso,
é preciso conferir os dados da empresa/vendedor antes de qualquer compra ou
contratação. Segundo o órgão de defesa do consumidor é importante observar se a
empresa tem endereço físico e consultar o CNPJ no site da Receita Federal, a
fim de verificar se ela foi criada há poucos dias. Também é recomendável
consultar a lista “Evite esses Sites” disponibilizada no site do Procon de São
Paulo.
Black Friday começou em 2010
no Brasil
A Black Friday, que surgiu nos Estados Unidos, era
conhecida como uma sexta-feira ruim para o comércio. Por ser um dia após o
feriado de Ação de Graças, a queda das vendas era gigante. Para atrair as
pessoas a comprarem nesse feriado, criou-se as promoções de Black Friday.
No Brasil, o mercado importou o dia da
megaliquidação em 2010 e a data passou a ser incluída no calendário comercial
do país, já que os lojistas perceberam o potencial de vendas do dia. “Em 2012,
a iniciativa cresceu, rendendo da mesma proporção lucros e polêmicas, como o
apelido pejorativo Black Fraude, por isso é muito importante estar sempre de
olho, fazendo pesquisa e seguindo as orientações do Procon”, finaliza Leão.
Antonio
Wrobleski - Especialista em Logística, presidente do Conselho
Administrativo da BBM Logística, sócio e conselheiro da Pathfind. Engenheiro
com MBA na NYU (New York University) e também sócio da Awro Logística e
Participações. Ele foi presidente da Ryder no Brasil de 1996 até 2008, em 2009
montou a AWRO Logística e Participações, com foco em M&A e consolidação de
plataformas no Brasil. Foi Country Manager na DHL e Diretor Executivo na Hertz.
O trabalho de Antonio Wrobleski tem exposição muito grande no mercado
Internacional, com trabalhos em mais de 15 países tanto no trade de importação
como de exportação. Além disso, ele é faixa preta em Jiu-jítsu, há 13 anos, e
pratica o esporte há 30 anos.
Caio
Cunha - Presidente da WSI Brasil, cofundador da WSI Consultoria e membro do
Global WSI Internet Consultancy Advisory Board. Com mais de 25 anos de
experiência na indústria de tecnologia, atingiu cargos executivos de alto
nível, em grandes empresas multinacionais como PWC (com clientes IBM e Unisys),
SAP e Hitachi Data Systems, no Brasil e no exterior. Consultor em capacitação
empresarial e estratégias de marketing digital, auxilia empresas na busca de
soluções efetivas para a expansão de seus negócios.
Leonardo
Leão - É especialista em
Direito Internacional, advogado, fundador e CEO/consultor de imigração e negócios
internacionais da Leão Group. Mestre em Direito pela University of Miami School
of Law, com especialização na University of Miami Division of Continuing &
International Education. É pós-graduado em Direito Empresarial e Trabalhista
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui MBA pela Massachusetts Institute of
Business. Tem um vasto conhecimento e histórico comprovado de mais de 15 anos
fornecendo conselhos indispensáveis aos clientes que buscam orientações em
relação a internacionalização de carreiras e negócios.
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