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terça-feira, 12 de maio de 2020

Crise do coronavírus problematiza lugar do idoso no mundo





Construção social da velhice se destaca e revela polêmica; futuro pós-pandemia aponta novos cenários


A pandemia do coronavírus chamou a atenção para uma discussão social sobre o lugar do idoso na sociedade. O fenômeno do envelhecimento populacional e o espaço de atuação dos longevos nunca estiveram tão em evidência como na contemporaneidade.

A média de idade no país e no mundo já vinha sendo problematizada por estudiosos de todas as áreas já que a expectativa de vida nunca foi tão elevada, com uma participação tão grande das pessoas maduras em relação ao total das populações.

“As pesquisa apontam o quanto o mundo envelheceu. Nos últimos 150 anos, a humanidade ganhou em média dois anos e meio a cada década de vida. Não por acaso, os centenários são o grupo que mais cresce em todo o mundo. Ainda são minoria, não são numerosos em números absolutos, mas estão crescendo a taxas geométricas, maiores que qualquer outro grupo etário”, explica o pesquisador Alexandre Correa.

Estudando a longevidade no Brasil e no mundo por mais de 20 anos, Correa aponta não somente o crescimento da taxa de pessoas com mais idade, mas a sua ampla atuação no mercado de trabalho e o quanto alguns países não estavam preparados para atender as demandas geradas por esse público, em especial, o Brasil.

“A crise do coronavírus colocou holofotes sobre a questão. Nos últimos dias no país, contabilizaram-se mais de 10 mil mortes, sendo, segundo o Ministério da Saúde, sua grande maioria, idosos. Ainda há uma pressão sobre os mais idosos quanto aos riscos que correm com a exposição ao vírus, ao saírem às ruas”, explica o pesquisador.

No entanto, a revolução silenciosa da longevidade, que Correa chama Revolução Prateada, já apontava para possíveis cenários de transformação, que hora ou outra esbarraria nas questões etárias.

“Aqui no Brasil, como no mundo, vemos assimetrias até dentro da própria capital paulista. Enquanto alguns bairros têm expectativa de vida comparável à Dinamarca, como o Jardim Paulista, com quase 80 anos, outros, como o Jardim Ângela, possuem expectativa de vida de apenas 55,7 anos, comparável à Nigéria. Não estávamos preparados para mudanças bruscas nesse sentido, tanto do ponto de vista econômico quanto social. A quantidade de idosos no Brasil e no mundo nunca chamou tanto a atenção dos mais diversos órgãos da sociedade”, afirma.

Para o pesquisador, se antes da chegada do Covid-19 ao Brasil a população mais idosa precisava buscar representatividade, mesmo com as profundas mudanças apontadas na pirâmide populacional, o pós-coronavírus pode trazer novos contextos.

“Além da estrutura que deverá ser repensada para atender esses longevos, entender que eles são parte importante da população brasileira e que continuam atuantes, será fator decisivo no cenário pós-pandemia. Além do que, se antes eles já buscavam qualidade de vida, agora certamente olharão para essas questões com novos olhares”, finaliza Correa.

Longevidade criativa – Os resultados das pesquisas reunidas por Alexandre Correa estão compilados no livro “Longevidade Inteligente”, recém-lançado pelo estudioso.

No total são 168 páginas, onde o pesquisador revela indicadores de como essa curva da longevidade acentuou-se ao longo dos anos, bem como as características e impactos destas mudanças.

No livro, Alexandre afirma, com base em análise científica, que as mudanças terão impactos na sociedade, na economia, na cultura e no mercado de trabalho.

Ricamente ilustrado com gráficos e informações de análise profunda sobre longevidade, o autor ainda oferece dicas de como viver a velhice com saúde e qualidade de vida. Publicado pela editora Novatec, não se trata de uma publicação técnica sobre terceira idade, mas, nas palavras do autor, “um livro para quem gosta de livros e de boas histórias”.

O Livro “Longevidade Criativa” está disponível para compra no site da editora Novatec, com cupom especial de desconto de lançamento de 25% na versão impressa, usando o código SILVERS. O endereço é:

Em versão ebook poder ser adquirido pelo site da Amazon.



Sobre o autor
ALEXANDRE CORREA LIMA é Palestrante corporativo e CEO da MIND PESQUISAS. Pós-graduado em Administração de Marketing, possui um Master em Comunicação Empresarial (MBC) e cursou a Escola Avançada de Pesquisa de Mercado na University of Georgia (Atlanta/EUA). Ainda jovem, renunciou à diversos “empregos dos sonhos” para se dedicar às suas paixões: a comunicação, os processos criativos e o estudo dos comportamentos e das tendências de mercado que impactarão empresas, profissionais e sociedade. Possui mais de duas décadas de experiência em projetos criativos de comunicação, tendo atendido empresas de todo o Brasil, sendo ganhador de diversos concursos de criatividade e festivais de publicidade. Escreve para jornais e revistas de todo o país e é constantemente entrevistado sobre temas de sua área de atuação. Ao longo de sua trajetória foi responsável pela condução e análise de milhares de pesquisas de mercado, de satisfação de clientes e colaboradores, sendo hoje um dos maiores especialistas do Brasil nesse tema.  É autor do livro “Pesquisas de Opinião Pública” (Novatec) lançado em 2017.  Um dos palestrantes destacados pela revista T&D, referência em RH, que apresentou os destaques do mercado de palestras, foi escolhido entre vários brasileiros para palestrar no TEDx UnisVarginha, realizado em setembro do ano passado, na cidade mineira. É Professor da FGV e palestrante dos temas de inovação, criatividade, futuro e tendências, atuando ainda em palestras inspiracionais e transformacionais para empresas que querem e merecem mais. Viaja o mundo em busca de curiosidades sobre a cultura e modo de vida dos habitantes do planeta Terra, e no canal de sua autoria, de nome “Longevidade Inteligente”, oferece conteúdos segmentados sobre o fenômeno.

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