Com doses administradas via oral e venosa a
medicação deixa o organismo mais forte e ele próprio inicia uma batalha contra
as células cancerígenas
Fortalecer o sistema
imunológico é o principal objetivo da imunoterapia, realizada no Hospital do
Câncer Anchieta (Hcan) para combater alguns tipos da doença. Como alguns tipos
de câncer conseguem se camuflar para não serem notados ou até mesmo desligam
mecanismos do organismo, responsáveis por identificar
algo errado com aquela célula, esse tratamento dá ferramentas para enxergar e
combater o ser invasor.
Desde 2011, as
primeiras medicações começaram a ser liberadas no mercado e uma revolução no
tratamento contra o câncer teve início. A atuação da imunoterapia é feita a
partir da destruição de um tipo de escudo molecular que alguns tumores
utilizam para proliferar no organismo invadindo estruturas sadias, dando
metástases.
Administrados por via
oral, venosa ou subcutânea, os remédios são aprovados e regulados pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). “Os imunoterápicos são medicações
que possuem diferentes mecanismos de ação, alguns estimulam o sistema imunológico
do corpo de uma forma muito geral, enquanto outros ajudam o sistema imunológico
a atacar especificamente as células cancerígenas. Ou seja, eles auxiliam no
combate da doença”, explica a oncologista do Hcan, Dra. Regina Hercules Vidal.
Nas últimas décadas,
a imunoterapia tem tido um papel muito importante no combate a doença metastática
e como prevenção de retorno porque modificou condutas médicas e aumentou a
sobrevida dos pacientes. “Sem dúvida é um grande avanço da medicina no
tratamento do melanoma, câncer renal, câncer de pulmão, câncer de mama,
câncer colorretal, câncer de próstata, câncer de ovário e, recentemente,
no Congresso Americano de Oncologia Clínica (ASCO), foi apresentado resultado
positivo em um grupo selecionado de pacientes com câncer de pâncreas”, conta a
oncologista do Hcan.
Duração do tratamento
A duração
da imunoterapia dependerá da eficácia no combate ao câncer e da tolerância da
pessoa ao tratamento. Estudos mostram que elas têm sido usadas por até dois
anos, mas o tempo ideal ainda não foi estabelecido.
O procedimento sempre
deve ser feito em Clinicas Oncológicas, com profissionais habilitados e
treinados para evitar efeitos colaterais que se não identificados e
tratados de forma eficaz podem causar outros problemas ao paciente.
Diferença entre os tratamentos contra o câncer
Quimioterapia - Introduz compostos químicos,
os quimioterápicos, na circulação sanguínea para combater o câncer.
Radioterapia –Tratamento local capaz de
destruir células tumorais utilizando um feixe de radiações ionizantes na área
em que o tumor está. O
tratamento é local na área do tumor primário.
Imunoterapia - Combate o tumor utilizando o
próprio sistema de defesa do organismo para atacar as células do câncer.
Hospital Anchieta
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