Instituto de Protesto-MG
explica como funciona a cobrança de dívidas quando a pessoa ou empresa é
protestada
Em
época de crise econômica, como a que o país enfrenta nos últimos anos, cresce a
inadimplência, e, junto a ela, aumentam também os golpes. Muitos se aproveitam
do desconhecimento da população em relação à cobrança de dívidas, por exemplo,
para cometerem crimes. Entre os golpes mais comuns está a comunicação de que a
pessoa ou empresa está com o “nome sujo”.
Diante
disso, o Instituto de Protesto-MG explica que sempre que uma pessoa for
protestada, através de um cartório, em função de uma dívida, para garantir a
segurança do devedor, a intimação é realizada por meio de carta com Aviso de
Recebimento (AR) ou pelo próprio funcionário do cartório. “Se você receber um
telefonema ou e-mail informando ter um título protestado em seu nome
ou em nome de uma empresa oferecendo a oportunidade de negociar um protesto por
meio de depósito/transferência, não o faça, porque com certeza é golpe”, alerta
Raquel Duarte Garcia, diretora-executiva do Instituto de Protesto e tabeliã de
Ouro Branco.
Ela
reforça que se houver dúvida ao receber uma cobrança, a pessoa deve telefonar
para o cartório de protesto antes de adotar qualquer atitude. “Lembrando que
não é recomendado ligar para o número que consta na cobrança da dívida, porque
se o documento for falso, o telefone também será”, enfatiza.
Além
disso, é possível verificar no site do Instituto (protestomg.com.br) o telefone
dos cartórios para ligar e confirmar se a intimação que recebeu procede. “Caso
o CPF ou CNPJ possua protestos, a pesquisa informará em quais cartórios eles se
encontram. Para obter mais detalhes sobre o registro, o interessado pode
solicitar uma certidão do cartório em que foi localizado o protesto,” comenta
Raquel.
A
diretora-executiva lembra também que quando uma pessoa recebe uma intimação do
cartório de protestos, ela tem até três dias úteis, após o recebimento da mesma
para se dirigir ao cartório onde o protesto foi registrado para realizar a
quitação da dívida. “É importante ressaltar que durante esse período de três
dias úteis, o protesto ainda não foi efetivado. Caso o devedor não procure o
cartório para quitar a dívida dentro do prazo estabelecido, só então ocorrerá o
protesto”, diz.
Raquel
informa ainda que entre as consequências para a pessoa que é protestada estão:
impedimento para financiamentos e empréstimos financeiros; restrições junto à agência
bancária para retirada de talões de cheques, cartões e empréstimos; e inclusão
do CPF ou CNPJ em cadastros de proteção ao crédito, porque os cartórios de
protesto fornecem certidões diárias a esses órgãos.
E
na esfera judicial, o credor terá em seu poder a prova formal, revestida de fé
pública, de que o devedor está inadimplente ou descumpriu sua obrigação. Além
disso, o protesto não deixa de existir após cinco anos, como ocorre com os
registros em entidades de proteção ao crédito. Isso ocorre porque o protesto só
perde publicidade se for pago ao credor, diferente dos demais cadastros de
crédito.
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