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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Como levar IA ao SAP Business One?


Não é novidade que a Inteligência Artificial se tornou protagonista no meio empresarial. De acordo com uma pesquisa da McKinsey, 88% das empresas no mundo usam IA em pelo menos uma função de negócio. Mediante esse hype, que também engloba usuários do SAP Business One, é importante enfatizar que de nada adianta adotar essa tecnologia sem avaliar com clareza o que ela pode entregar, de fato, dentro da plataforma. 

A multinacional alemã vem, cada vez mais, reforçando o seu posicionamento no conceito de “empresa autônoma”, tendo a IA como principal guia para esse movimento. A companhia já incorpora ativamente o SAP Business AI e a Joule (sua IA generativa) para otimizar processos. 

No caso do SAP Business One, o software já possui capacidade de realizar integrações com essa tecnologia. Além disso, segundo a própria SAP, a projeção é que a solução traga agentes de IA embarcados a partir de 2027. Isso é, sem dúvidas, uma excelente notícia para os usuários do ERP. No entanto, é preciso destacar que, muito além de integrar uma nova ferramenta, é preciso materializá-la e torná-la palpável para obter resultados reais. 

Ou seja, nos últimos anos, o mercado reforçou o discurso de que é preciso aderir ao uso da IA, mas poucos conseguem aplicá-la diretamente em casos de uso específicos do negócio. No cenário das pequenas e médias empresas, público-alvo do SAP B1, não é incomum encontrar organizações com dificuldades em gerenciar a entrada e a escrituração de notas, o que exige a mobilização de grande parte da equipe para dar conta do volume de trabalho. 

Um exemplo prático da Inteligência Artificial integrada ao SAP Business One é o processo de escrituração de notas fiscais de entrada. Com o uso da IA, já é possível identificar automaticamente o pedido de compra correspondente, mesmo quando essa informação não está presente no XML da nota fiscal. Além disso, a solução compara os impostos destacados na nota com os valores previstos no pedido de compra, consulta automaticamente a base legal aplicável e informa se a tributação está correta ou se existem divergências que merecem atenção. 

Outro grande diferencial é a velocidade no processamento dos documentos. A Inteligência Artificial aprende continuamente com o histórico da empresa, identificando quais tipos de documentos possuem maior prioridade de acordo com o core business da operação, tornando o processo de escrituração cada vez mais eficiente e assertivo. 

Toda essa tecnologia é executada em ambiente SaaS, sem consumir recursos da infraestrutura local ou impactar a performance do SAP Business One, proporcionando escalabilidade, alta disponibilidade e processamento inteligente dos documentos fiscais. 

As situações destacadas acima são excelentes casos de uso. A tecnologia tem a habilidade de localizar informações de forma autônoma e gerar insights que tornam a operação estratégica e, ao mesmo tempo, fluida. 

Hoje, a maior parte da aplicação de IA no B1 é feita com base em add-ons convencionais de mercado. Contudo, mais do que implantar um plugin, é necessário avaliar se a solução está adaptada aos requisitos da empresa e se acompanha as constantes mudanças do cenário fiscal — como a atual onda da Reforma Tributária, que exige atualizações ágeis dos softwares. 

Deste modo, a melhor forma de levar a IA para o SAP Business One é identificando o desafio central que precisa ser sanado. A partir disso, deve-se adotar uma solução inovadora que aplique a tecnologia aos processos em curto espaço de tempo, contribuindo para a reestruturação tática da equipe. Para que isso aconteça, é fundamental contar com o apoio de uma consultoria que não seja apenas especializada, mas que tenha bagagem para treinar e otimizar o recurso dentro do ERP. 

O discurso da IA, no dia a dia, é bonito. Porém, quando aplicada ao B1, estamos falando de ganhos nítidos: pagamento correto de tributos, redução no tempo de processamento de notas, realocação da mão de obra para tarefas estratégicas e, considerando a dinâmica de mercado, a priorização inteligente de registros que precisam de saída rápida, já que a tecnologia identifica os padrões da empresa ao longo do tempo. 

Falar de Inteligência Artificial não é mais uma projeção para o futuro, é o nosso presente. O investimento da multinacional alemã nesse recurso é evidente. Hoje, o SAP Business One já entrega um amplo potencial de uso na versão HANA, que promove a arquitetura de dados otimizada por IA. Ademais, a solução opera no modelo Web Client, que possibilita uma estrutura mais intuitiva e preparada para receber novas melhorias e automações. Dessa forma, a pergunta que deve ser feita não é apenas “como levar”, mas “como aplicar estrategicamente o uso dessa tecnologia no B1?”. 

 


Richard Grein - Delivery Manager da H&CO Brasil.

H&CO
https://www.hco.com/


Como a armadilha do presentismo digital gera Burnout no home office e o que o RH deve fazer

O cenário ganha urgência em um momento em que as autoridades
 acionam o sinal vermelho.
 Envato
A busca por respostas imediatas virou o novo cartão de ponto do trabalho à distância, mas a migração para a comunicação assíncrona é o caminho para salvar a produtividade

  

O trabalho remoto e o modelo híbrido já se consolidaram como a realidade de grande parte do mercado corporativo brasileiro. No entanto, a tão sonhada flexibilidade trouxe consigo uma armadilha invisível e altamente silenciosa: o "presentismo digital". Trata-se da necessidade quase neurótica de o colaborador manter o status de seus aplicativos de comunicação (Teams, Slack, WhatsApp) sempre no modo ativo ("verde") e responder a mensagens instantaneamente, inclusive fora do horário de expediente, apenas para criar a evidência pública de que está trabalhando. 

O cenário ganha urgência em um momento em que as autoridades acionam o sinal vermelho. Recentemente, novas diretrizes de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e notas técnicas do Ministério Público do Trabalho (MPT) começaram a monitorar de perto a desconexão digital no home office, aplicando o entendimento de que o uso excessivo de ferramentas telemáticas fora da jornada regular configura tempo à disposição da empresa, além de ser um risco direto à saúde mental. 

Embora pesquisas recentes de mercado apontem que cerca de 94% dos profissionais brasileiros consideram que o home office melhorou a qualidade de vida, o custo emocional tem se mostrado alarmante. Dados globais da consultoria Gallup apontam para o chamado "Paradoxo do Trabalho Remoto": embora o engajamento desses profissionais continue alto, o bem-estar desabou. Apenas 36% dos profissionais 100% remotos afirmam estar de fato "vivendo bem", um índice inferior ao daqueles que atuam no modelo presencial. 

"A grande contradição do trabalho à distância é que a liberdade de gerenciar o próprio tempo virou uma prisão de vigilância subjetiva", analisa Luciane Rabello, psicóloga, especialista em Recursos Humanos e fundadora da TalentSphere People Solutions. "Como não há o olho no olho do escritório, a 'bolinha verde' do status virou o novo cartão de ponto. O profissional sofre com um sentimento crônico de culpa e vulnerabilidade, acreditando que se demorar dez minutos para responder a um chat, o gestor ou a equipe vão achar que ele está ocioso." 

Esse comportamento gera o que a psicologia organizacional chama de vigilância antecipada, desencadeando quadros severos de ansiedade e a Síndrome de Burnout. O trabalhador passa a operar em estado de alerta contínuo, fragmentando sua atenção e destruindo o foco profundo exigido pelas demandas complexas. 

De acordo com a fundadora da TalentSphere, o problema é estrutural e cultural, e não uma fraqueza individual do funcionário. "Muitas lideranças, por falta de treinamento ou por pura ansiedade de controle, cobram imediatismo nas respostas. Mas a psicologia nos mostra que a urgência fictícia adoece o coletivo. É urgente que o RH estabeleça acordos claros de SLA (Service Level Agreement) internos para respostas. Urgente é o que coloca a operação em risco; o resto é assíncrono", defende Luciane Rabello. 

Com o cerco jurídico se fechando ao redor das empresas que negligenciam a saúde psicossocial de seus funcionários, a conformidade legal agora exige mais do que apenas assinar uma folha de ponto digital. As companhias precisam intervir ativamente nas dinâmicas de comunicação.
 

Para mitigar o presentismo digital e atender às exigências fiscais de desconexão, a especialista Luciane Rabello recomenda três passos práticos imediatos para os gestores de RH:

  1. Instituir a cultura assíncrona: Deixar claro, por meio de manuais internos, qual é o tempo tolerável para a resposta de mensagens, desmistificando a necessidade do imediatismo;
     
  2. Treinar as lideranças: Desatrelar a percepção de produtividade da velocidade de resposta ou do status online. Entregas e metas devem ser o foco, e não a presença virtual ininterrupta;
     
  3. Bloqueio de notificações noturnas: Estimular e configurar o uso de ferramentas que impeçam o envio de notificações após o horário comercial, ou programar o disparo de e-mails/mensagens apenas para o início do dia seguinte.
     

"A tecnologia deveria nos dar mobilidade e autonomia, mas se tornou uma coleira digital. As empresas que não aprenderem a respeitar e a blindar o direito à desconexão de seus talentos não apenas enfrentarão severos processos trabalhistas, mas também perderão produtividade e capital intelectual para o esgotamento", conclui Luciane Rabello.

 

TalentSphere – Impulsionando Talentos e Negócios para além das fronteiras

 

Micro e pequenas empresas lideram a criação de empregos no primeiro semestre de 2026

Levantamento feito pelo Sebrae a partir de dados do Caged confirma o papel estratégico das MPE

 

As micro e pequenas empresas (MPE) mantiveram a liderança na criação de postos de trabalho no país e responderam por quase seis em cada dez vagas formais geradas no primeiro semestre deste ano. Segundo levantamento do Sebrae feito com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e junho de 2026 as MPE criaram 543,5 mil novos empregos, do total de 921,6 mil postos abertos no Brasil.

O estudo mostra que a participação proporcional das micro e pequenas empresas na economia permanece dominante. Somente no mês de junho, o saldo das MPE somou 84,8 mil novas vagas (58% do total do mês), superando em mais de 80% o saldo gerado pelas médias e grandes empresas (46,3 mil).

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a constância dos resultados do segmento reforça a relevância estratégica dos pequenos negócios para a economia do país. “Os pequenos negócios têm, reconhecidamente, se consolidado como uma política pública de desenvolvimento. O Sebrae atua no apoio aos empreendedores e empreendedoras para que esses negócios se tornem longevos. Estamos com várias frentes em curso, desde o crédito assistido a ferramentas e soluções de gestão do negócio”, afirma.



Setores

O segmento de Serviços segue liderando a geração de empregos em 2026, entre as MPE, com 42 mil novas vagas em junho. Em seguida aparecem Comércio e Construção, com aproximadamente 16 mil empregos em cada.



Redução do desemprego

A queda no número de pessoas desempregadas também foi apontada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em junho de 2026 caiu para 5,4%. Em comparação com o trimestre encerrado em março (6,1%), a taxa recuou 0,7 ponto percentual (p.p.). Na relação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a taxa era de 5,8%.


Dia dos Pais mostra um varejo otimista, mas sem confiança para crescer

Pesquisa da Fecomércio mostra que 87,5% dos empresários esperam impacto positivo do Dia dos Pais nas vendas, mas apenas 43,7% acreditam que vão superar os resultados de 2025; contraste entre os dois números revela um varejo mais cauteloso do que otimista, e aponta para onde a competitividade da data vai realmente se decidir


Próximo do Dia dos Pais, uma das principais datas do calendário do varejo brasileiro, os números do setor escondem uma contradição que passa despercebida à primeira vista. Uma pesquisa recente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo),  mostra que 87,5% dos empresários acreditam que a data vai impactar positivamente as vendas. Mas quando a pergunta muda de "vai vender bem?" para "vai vender mais que em 2025?", o otimismo cai, revelando que apenas 43,7% esperam superar o resultado do ano passado.

A diferença entre os dois números não é estatística, é comportamental, já que o varejo brasileiro entra no Dia dos Pais 2026 esperando um resultado positivo, mas não espera crescimento. É um otimismo com o pé no freio, em que a expectativa de vender bem convive com a cautela de não prometer vender mais.

Esse tipo de contradição costuma aparecer em momentos em que o empresário sente o consumo aquecido no dia a dia, mas segue inseguro sobre o poder de compra do consumidor no médio prazo, um sinal de conjuntura que interessa tanto ao varejo quanto a quem observa o comportamento de consumo no Brasil em 2026.

Embora as lojas físicas continuem sendo protagonistas para retirada de produtos, experiências presenciais e compras de ocasião, a decisão acontece cada vez mais em um ambiente híbrido. O consumidor pesquisa nas redes sociais, compara preços em marketplaces, verifica disponibilidade de estoque e busca conveniência antes mesmo de entrar no estabelecimento.


Onde a cautela vira oportunidade

Para Alex Marques, diretor comercial da Data System, empresa especializada em soluções de gestão para o varejo, esse otimismo contido muda o que significa "se preparar bem" para a data. "Quando o mercado inteiro espera vender bem, mas só a metade acredita em crescimento, a disputa deixa de ser sobre quem vai vender, porque todo mundo vai vender um pouco. A real disputa é sobre quem vai conseguir converter essa expectativa positiva em resultado real, sem depender de sorte ou de fluxo espontâneo de loja", explica o executivo. "Quando o crescimento não é garantido, cada venda perdida por falta de estoque, por informação divergente entre canais ou por demora no atendimento pesa mais no resultado final do que pesaria em um ano de expansão generalizada. A margem de erro fica menor exatamente quando o mercado está mais cauteloso", complementa Marques.

Outro dado da pesquisa que reforça esse cenário revela que 83,5% dos empresários acreditam que as compras vão se concentrar na última semana antes da data. Combinado com o otimismo contido do restante da pesquisa, esse número sugere um consumidor que decide tarde e com cautela, o oposto de uma compra por impulso e um varejo que precisa estar pronto para captar essa decisão no momento exato em que ela acontece, sem previsibilidade de fluxo ao longo do mês.


Uma leitura de conjuntura, não só de data

Para o diretor comercial da Data System, esse padrão de otimismo moderado tende a se repetir nas próximas datas sazonais do ano, incluindo a Black Friday. "O Dia dos Pais de 2026 é, nesse sentido, um retrato antecipado de como o consumidor brasileiro deve se comportar no restante do ano, disposto a comprar, mas sem euforia e cada vez mais seletivo em relação a quem entrega o que promete", comenta Marques.

Em um cenário onde a maioria do mercado espera vender bem, mas não espera crescer, a diferença competitiva deixa de estar na expectativa e passa a estar na execução em quem consegue transformar um consumidor cauteloso e pesquisador em venda concluída, sem depender do volume espontâneo que caracterizava datas sazonais em anos de consumo mais aquecido.

 

Data System

 

Asia Town Festival transforma São Paulo em um grande encontro com a cultura asiática no dia 8 de agosto

 

Evento gratuito reúne gastronomia, apresentações culturais, artes marciais, experiências interativas e atrações para toda a família no coração da capital paulista

  

São Paulo, cidade que abriga a maior comunidade de descendentes de asiáticos fora da Ásia, recebe no próximo 8 de agosto, das 10 às 20 horas, uma celebração dedicada à riqueza cultural do continente. O Asia Town Festival ocupará a Praça General Gentil Falcão, no Brooklin, com uma programação gratuita que convida o público a mergulhar nas tradições, sabores, artes e manifestações culturais de diferentes países asiáticos.

Muito além de um festival gastronômico, o Asia Town propõe uma experiência multicultural que aproxima o público da diversidade oriental por meio de apresentações artísticas, vivências culturais, demonstrações de artes marciais, música, feira temática e atividades voltadas para todas as idades. A proposta é transformar um dos principais cartões-postais da cidade em um espaço de convivência, intercâmbio cultural e celebração da diversidade.

Ao longo do dia, visitantes poderão conhecer manifestações tradicionais da cultura asiática, participar de experiências interativas e circular por uma feira com produtos inspirados no universo oriental, além de acompanhar atrações musicais e apresentações que evidenciam costumes preservados por diferentes comunidades presentes no Brasil. A programação também inclui espaços instagramáveis e ambientes pensados para famílias, reforçando o caráter inclusivo do evento.

A gastronomia ocupa lugar de destaque no festival. A Vila Gastronômica reunirá pratos típicos de países como China, Japão, Coreia do Sul, Vietnã e outras nações asiáticas, oferecendo ao público um panorama da diversidade culinária do continente. Entre as opções estarão receitas tradicionais, street food, doces e bebidas típicas, permitindo que os visitantes conheçam diferentes culturas também pelo paladar.

Pensando no conforto do público, o Asia Town contará ainda com área de convivência, espaço pet friendly e infraestrutura voltada para receber visitantes de todas as idades durante todo o evento.

Inspirado pelo conceito "Cultura que conecta, diversidade que transforma", o festival busca fortalecer o diálogo entre diferentes tradições e reafirmar São Paulo como uma das cidades mais multiculturais do mundo, oferecendo uma programação capaz de aproximar brasileiros e descendentes de imigrantes por meio da arte, da gastronomia e do patrimônio cultural asiático.

Asia Town Festival é uma realização da Associação de Gastronomia Chinesa do Brasil, em parceria com as Associações da Comunidade Chinesa, e conta com a orientação institucional do Consulado Geral da China em São Paulo e da Associação Chinesa do Brasil. O evento tem ainda o apoio da Subprefeitura de Pinheiros, do vereador George Hato, da CET, da GCM/Polícia Municipal e da SPTuris, reunindo diferentes instituições em uma iniciativa que fortalece o intercâmbio cultural entre Brasil e China e valoriza a diversidade que caracteriza a cidade de São Paulo.

 

SERVIÇO

Asia Town Festival
Data: 8 de agosto de 2026

Horário: das 10 às 20 horas
Local: Praça General Gentil Falcão – Brooklin – São Paulo (SP)
Entrada: Gratuita
Atrações: Gastronomia asiática, apresentações culturais, música, artes marciais, feira oriental, experiências interativas, espaços instagramáveis, atividades para toda a família e área pet friendly.

INSTAGRAM: @asiatownfestival

 

Organizador: Associação de Gastronomia Chinesa do Brasil  

Co-organizador:  Associações da Comunidade Chinesa 

Orientação: Consulado Geral da China em São Paulo  /  Associação Chinesa do Brasil

 


Apoios:

Subprefeitura de Pinheiros
Vereador George Hato
CET
GCM/Polícia Municipal
SPturis


Últimos dias de inscrições para curso gratuito de empreendedorismo do Qualifica SP – Empreenda

Prazo encerra no sábado (8); programa da SDE oferece 500 vagas para empreendedores do estado de São Paulo


Quem pretende fazer um curso gratuito de empreendedorismo tem até sábado (8) para se inscrever no Qualifica SP - Empreenda. O programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado de São Paulo oferece 500 vagas para capacitar empreendedores de micro e pequenas empresas. As inscrições podem ser realizadas pelo site www.qualificasp.sp.gov.br.

 

Executado pela Fundação Dom Cabral, o curso é dividido em três módulos com carga horária de 30 horas. Os alunos terão mentoria coletiva e individual e aprenderão sobre gestão financeira, identificação de oportunidades de mercado e construção de plano de negócios. 

 

Podem participar empreendedores residentes do estado de São Paulo, de 18 anos ou mais, formais ou informais. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.qualificasp.sp.gov.br até o dia 8 de agosto. As aulas têm previsão para início na segunda semana de agosto. 

 

Neste momento, estão abertas inscrições para o terceiro ciclo de vagas do programa. No total, serão 2 mil vagas distribuídas em quatro etapas ao longo do ano.    

 

Serviço: 


Inscrições para curso de empreendedorismo do Qualifica SP – Empreenda 

Prazo: 08/08 

Site: www.qualificasp.sp.gov.br


CIEE leva oportunidades de estágio e aprendizagem a estações de trem e metrô em agosto

 Iniciativa itinerante aproxima jovens de oportunidades de ingresso no mercado de trabalho em diferentes regiões da Grande São Paulo


Buscar uma vaga de estágio ou aprendizagem está mais fácil para quem circula diariamente pelas estações de trem e metrô da Grande São Paulo.

Durante todo o mês de agosto, o CIEE em Movimento, iniciativa itinerante do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), percorre diferentes terminais de transporte para oferecer atendimento gratuito a estudantes e jovens interessados em iniciar sua trajetória profissional. 

A ação leva os serviços do CIEE para locais de grande circulação, aproximando oportunidades de quem está em busca do primeiro emprego. 

No atendimento, é possível realizar ou atualizar o cadastro no portal da instituição, receber orientações sobre os Programas de Estágio e Aprendizagem, consultar vagas disponíveis e esclarecer dúvidas sobre os processos seletivos. 

Para participar, basta comparecer a um dos pontos de atendimento com RG e CPF. Os atendimentos acontecem em dias úteis, das 11h às 15h, em estações administradas pela CPTM, Motiva e TIC Trens.

 

Serviço – CIEE em Movimento | Agosto

Horário: das 11h às 15h

Agenda:

  • 05/08 – Pinheiros (Motiva)
  • 06/08 – Guaianases (CPTM)
  • 07/08 – Vila Olímpia (Motiva) e Vila Aurora (TIC Trens)
  • 10/08 – Brás (CPTM)
  • 12/08 – Vila Olímpia (Motiva)
  • 13/08 – Ferraz de Vasconcelos (CPTM)
  • 14/08 – Lapa (TIC Trens)
  • 17/08 – Brás (CPTM)
  • 18/08 – Santo Amaro (Motiva)
  • 19/08 – Santo Amaro (Motiva)
  • 20/08 – Suzano (CPTM)
  • 24/08 – Barra Funda (CPTM)
  • 25/08 – Grajaú (Motiva)
  • 26/08 – Grajaú (Motiva)
  • 27/08 – Tatuapé (CPTM)
  • 28/08 – Franco da Rocha (TIC Trens)

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Confira cinco sintomas ocultos da baixa testosterona que os homens ignoram

O médico dr. Joaquim Menezes explica que o problema vai muito além da libido e pode afetar energia, foco, humor, sono e dores no corpo

 

Quando se fala em queda de testosterona, muitos homens associam o problema apenas à perda de libido, disfunção erétil ou redução de massa muscular. No entanto, segundo o dr. Joaquim Menezes, especialista em longevidade e emagrecimento definitivo e criador do Instituto Evollution, em Alphaville, os primeiros sinais podem aparecer de forma mais sutil no dia a dia, sendo confundidos com estresse, excesso de trabalho ou envelhecimento natural.

 

Um estudo publicado em 2025 no American Journal of Men’s Health avaliou homens com hipogonadismo de início tardio e relacionou os sintomas à queda de produtividade. Segundo os autores, “a testosterona, o principal hormônio sexual masculino, desempenha um papel vital na manutenção da energia física, da função cognitiva e da estabilidade emocional, fatores essenciais para um desempenho ideal no trabalho”. O mesmo artigo observou associação entre sintomas como fadiga, redução da motivação e piora do sono com prejuízos funcionais no trabalho.

 

“Baixa testosterona não é apenas uma questão sexual. Ela pode se manifestar como queda de energia, irritabilidade, perda de foco, sono ruim e até dores musculares ou articulares. O problema é que muitos homens normalizam esses sintomas e demoram a buscar avaliação”, afirma o dr. Joaquim Menezes.

A seguir, o médico aponta cinco sintomas que merecem atenção.

 

1. Cansaço persistente

Não se trata apenas de ficar cansado depois de um dia intenso. A fadiga relacionada à baixa testosterona costuma ser contínua, mesmo após uma noite de sono. O homem acorda sem disposição, depende cada vez mais de café ou estimulantes e sente perda de motivação para atividades que antes fazia com facilidade.


2. Névoa mental

Dificuldade para se concentrar, lapsos de memória, sensação de lentidão para raciocinar e perda de clareza mental também podem estar ligados ao desequilíbrio hormonal. “Muitos homens acham que é apenas estresse ou burnout, mas a testosterona também tem papel importante na função cognitiva”, explica o médico.


3. Irritabilidade e oscilação de humor

Ao contrário do senso comum, a falta de testosterona pode estar associada a irritabilidade, impaciência, ansiedade e menor tolerância ao estresse. Segundo o dr. Joaquim, o paciente muitas vezes relata que “perde a paciência por qualquer coisa” ou sente desânimo sem uma causa clara.


4. Sono ruim e suores noturnos

A produção de testosterona está diretamente relacionada à qualidade do sono. Dormir mal pode reduzir os níveis hormonais e, ao mesmo tempo, a baixa testosterona pode piorar o sono, criando um ciclo difícil de romper. Despertares frequentes, insônia e suor excessivo durante a noite podem ser sinais de alerta.


5. Dores articulares e musculares sem explicação

Dores difusas, rigidez ao acordar e recuperação mais lenta depois do exercício também podem aparecer em quadros de deficiência hormonal. A testosterona participa da manutenção muscular, da resposta inflamatória e da recuperação física. Por isso, quando essas dores surgem sem causa aparente, a investigação deve ir além da avaliação ortopédica.

 

De acordo com o dr. Joaquim Menezes, a presença de um ou mais desses sinais não significa, necessariamente, que o homem precise de reposição hormonal. “O primeiro passo é investigar. O diagnóstico não deve ser feito apenas por um número no exame de sangue, mas pela combinação entre sintomas, histórico clínico e avaliação laboratorial completa. Repor hormônio sem indicação pode trazer riscos. O caminho correto é entender a causa e tratar o paciente de forma individualizada”, orienta.

 

O especialista reforça ainda que sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física, controle do estresse e saúde metabólica são pilares importantes para preservar a produção hormonal e a qualidade de vida masculina.

 

“Testosterona é parte de um sistema. Antes de pensar em performance, é preciso olhar para saúde, longevidade e equilíbrio do organismo”, conclui.

 



Dr. Joaquim Menezes - Médico especialista em Emagrecimento definitivo, longevidade, performance física e mental. Após transformar sua própria saúde emagrecendo mais de 30 kgs, transformou a vida de mais de 12000 mil pessoas a recuperarem vitalidade, composição corporal, energia e presença. Já tratou e acompanhou mais de 2.000 pacientes com emagrecimento definitivo que utilizaram como estratégia medicamentosa o uso do Mounjaro, a tirzepatida. Atua a partir de uma visão integral — metabolismo, performance e longevidade trabalhando em sinergia — para resultados que ultrapassam o físico e devolvem energia, clareza, autoestima e presença. Sua atuação ao lado de atletas, executivos e pessoas que buscavam reencontrar vitalidade consolidou uma filosofia de cuidado profundo, preciso e humano.


Instituto Evollution


Agosto Dourado: como prevenir o desmame precoce?

Especialista esclarece os principais mitos sobre a amamentação e explica por que a orientação adequada faz diferença para o sucesso do aleitamento materno

 

Agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, iniciativa que promove a conscientização sobre a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e do bebê. Considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, o leite materno oferece todos os nutrientes e a hidratação que o bebê necessita até os seis meses, além de fornecer anticorpos que ajudam a proteger contra infecções, alergias e outras doenças. Para as mães, a amamentação também traz benefícios importantes, como a redução do risco de desenvolver cânceres de mama, ovário e endométrio, além de fortalecer o vínculo afetivo com o filho. 

Apesar dos benefícios, muitas mulheres interrompem a amamentação antes do recomendado. Para a enfermeira obstetra e especialista em aleitamento materno, Letícia Lamberti, coordenadora da Maternidade do Hospital Santa Isabel, uma das principais razões para o desmame precoce está na falta de preparo para os desafios que surgem após o nascimento do bebê. Segundo a especialista, muitas gestantes se dedicam intensamente aos preparativos para o parto, mas recebem poucas orientações sobre o processo de amamentação, o que gera insegurança diante das dificuldades iniciais. "O que mais observo ainda na maternidade é o desconhecimento dessas mães sobre o que irão passar quando chegarem em casa, o que é esperado acontecer, além de dicas de pega correta e posições para amamentar. O desmame precoce é consequência disso", afirma. 

Entre as dúvidas mais frequentes estão a sensação de que o leite é insuficiente, o fato de o bebê querer mamar com frequência e o surgimento de fissuras ou desconforto nas mamas. De acordo com Letícia, essas situações fazem parte da adaptação em muitos casos e podem ser superadas com acompanhamento adequado, sem que seja necessário interromper a amamentação. "A amamentação, muitas vezes, é mais desafiadora do que o próprio parto. É nesse momento que começam a aparecer a incerteza e a culpa. Muitas mães se perguntam se o leite está sustentando o bebê ou por que ele mama toda hora, quando, na verdade, esse comportamento é esperado", explica.
 

Mitos e verdades sobre a amamentação

Outro aspecto importante é combater os mitos que ainda cercam o aleitamento materno. Um dos mais comuns é acreditar que o leite materno não é suficiente para matar a sede do bebê, especialmente em dias quentes. A especialista esclarece que isso não é verdade: até os seis meses de vida, o leite materno fornece toda a hidratação e os nutrientes necessários, sem necessidade de oferecer água, chás ou outros líquidos. 

Também é equivocada a ideia de que sentir dor intensa ao amamentar é normal. Embora exista um período inicial de adaptação, que exige um pouco mais de resiliência, dores persistentes geralmente indicam problemas na pega ou no posicionamento do bebê, situações que devem ser avaliadas por profissionais capacitados para evitar lesões e favorecer a continuidade da amamentação. 

Além dos benefícios nutricionais e imunológicos, a verdade é que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento saudável ao longo da vida, ao reduzir o risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças respiratórias e até alterações na pressão arterial na vida adulta. Ainda assim, a amamentação exclusiva permanece abaixo do ideal no Brasil, o que reforça a necessidade de ampliar a informação e o suporte às famílias.

"Amamentar é um processo de aprendizado para mãe e bebê. Quando a mulher recebe informação, acolhimento e acompanhamento desde o início da gestação até o pós-parto, as dificuldades deixam de ser motivo para desistir precocemente e passam a ser etapas que podem ser vencidas com segurança", conclui Letícia, coordenadora da Maternidade do Hospital Santa Isabel.


Varizes afetam 38% dos brasileiros e reforçam importância da prevenção das doenças vasculares

Campanha Agosto Azul e Vermelho destaca a importância do diagnóstico precoce, enquanto cirurgião vascular explica por que nem toda doença vascular apresenta sintomas visíveis


As doenças vasculares costumam evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, só são descobertas quando já provocaram complicações graves, como tromboses, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), amputações ou aneurismas com risco de ruptura.

 

É justamente para ampliar o conhecimento da população sobre esses problemas que a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) promove, durante agosto, a campanha Agosto Azul e Vermelho, mês escolhido por reunir o Dia do Cirurgião Vascular, celebrado em 15 de agosto. A iniciativa busca conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

 

A relevância do tema é reforçada pelos números. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a insuficiência venosa crônica pode atingir até 50% da população, enquanto as varizes afetam aproximadamente 38% dos brasileiros, o equivalente a mais de 57 milhões de pessoas. Além disso, doenças cardiovasculares, grupo que inclui diversas enfermidades vasculares, respondem por cerca de 30% dos óbitos no país, tornando a prevenção um dos principais aliados para reduzir complicações e salvar vidas.

 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Carlos Alberto Martins Carvalho, que é Presidente do Departamento de Cirurgia Vascular da APM Santos, um dos principais desafios da especialidade é combater a falsa percepção de que os problemas vasculares só merecem atenção quando as veias ficam aparentes.

 

"O maior mito é acreditar que apenas quem apresenta varizes visíveis precisa procurar um cirurgião vascular. Muitas doenças vasculares evoluem sem sintomas evidentes. Pessoas com histórico familiar, fumantes ou que apresentam fatores de risco devem realizar avaliações preventivas para identificar alterações antes que elas provoquem complicações mais graves", afirma.

 

Entre as doenças que podem ser diagnosticadas precocemente estão a trombose venosa profunda, a doença arterial periférica, os aneurismas da aorta, o pé diabético e as próprias varizes, que vão muito além da questão estética.

 

O especialista explica que sinais frequentemente associados ao cansaço podem, na verdade, indicar alterações na circulação. Entre eles estão inchaço frequente, especialmente no final do dia; dor, sensação de peso, queimação ou câimbras nas pernas; alterações na pele, como manchas escuras ou endurecimento; feridas que demoram para cicatrizar; e veias dilatadas e tortuosas.

 

"Quanto mais cedo essas alterações são identificadas, maiores são as chances de um tratamento menos invasivo e de evitar complicações que comprometem a qualidade de vida do paciente", destaca.

 

O médico lembra ainda que hábitos de vida exercem influência direta sobre a saúde vascular. Sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes e tabagismo estão entre os principais fatores que favorecem o desenvolvimento de doenças que comprometem o funcionamento adequado das artérias e das veias.

 

"O tabagismo, por exemplo, contribui para a obstrução das artérias. O diabetes prejudica a microcirculação, enquanto o sedentarismo dificulta o retorno venoso. A adoção de hábitos saudáveis, com prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e abandono do cigarro, reduz significativamente esses riscos", explica.

 

Outro equívoco comum, segundo Dr. Carlos Alberto, é acreditar que a consulta com o cirurgião vascular deve ocorrer apenas quando surgem sintomas importantes. Ele ressalta que pessoas sem manifestações aparentes, mas com fatores de risco ou histórico familiar de doenças vasculares, também devem realizar avaliações preventivas.

 

"Em muitos casos conseguimos identificar alterações completamente assintomáticas, como aneurismas da aorta abdominal, antes que evoluam para situações de emergência. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para preservar a saúde vascular."

 

Para o especialista, campanhas como o Agosto Azul e Vermelho cumprem um papel fundamental ao aproximar a população da informação de qualidade e reforçar que cuidar da circulação significa proteger todo o organismo.

 

"O sistema vascular é responsável por levar oxigênio e nutrientes para todos os órgãos. Quando ele funciona bem, todo o corpo se beneficia. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na prevenção de complicações e na qualidade de vida", conclui.



Transplante de microbiota fecal e mais um importante avanço da medicina


Parece papo de ficção científica: transplantar fezes de uma pessoa saudável para tratar uma doença. Porém, esse procedimento, chamado de Transplante de Microbiota Fecal (TMF) ou, simplesmente, transplante fecal, já é realidade na medicina — e vem ajudando pacientes que não respondiam a nenhum outro tratamento a recuperar a saúde intestinal e a qualidade de vida. 

Para entender como funciona e para quem é indicado esse tipo de tratamento, é preciso explicar como funciona o nosso intestino. Ele abriga trilhões de micro-organismos, entre bactérias, vírus, fungos e outros seres microscópicos que formam a chamada microbiota intestinal, além de arqueas e substâncias produzidas por esse ecossistema, como ácidos graxos de cadeia curta e metabólitos que conversam diretamente com o nosso sistema imunológico. 

Quando essa comunidade microbiana está equilibrada, ela ajuda a digerir alimentos, produzir vitaminas, regular a imunidade e até proteger contra infecções. 

Mas, certas condições, como o uso repetido de antibióticos, podem destruir esse equilíbrio, abrindo espaço para bactérias agressivas dominarem o intestino. 

O transplante de microbiota fecal consiste em transferir fezes de um doador saudável, previamente triado e testado, para o intestino de um paciente, com o objetivo de restaurar essa comunidade microbiana benéfica. Mais do que uma "reposição de bactérias", o procedimento pode ser traduzido também como uma verdadeira transferência de informação para o sistema imunológico. 

Atualmente, a indicação para o TMF com aprovação formal e comprovação científica sólida é o tratamento da infecção recorrente ou refratária por Clostridioides difficile (C. difficile), uma bactéria que pode causar diarreia grave e recorrente, especialmente após o uso prolongado de antibióticos. 

Estudos mostram taxas de cura entre 65% e 80% já na primeira infusão, chegando a até 95% com tratamentos repetidos — números muito superiores aos obtidos apenas com antibióticos nesses casos difíceis. 

Outras aplicações do transplante têm sido pesquisadas, ainda sem aprovação para uso rotineiro, como na Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, síndrome do intestino irritável e constipação crônica, além de doenças metabólicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e resistência à insulina; doenças autoimunes; e condições neurológicas, como Parkinson e esclerose múltipla, e até o espectro autista. Para essas condições, vale reforçar, o transplante fecal ainda é experimental. Os resultados são promissores em alguns estudos, mas insuficientes para recomendação de rotina fora de protocolos de pesquisa. 

O processo passa por etapas bem definidas, pensadas para garantir segurança e eficácia, desde a seleção rigorosa do doador, com investigação de doenças crônicas, infecciosas e intestinais, histórico de viagens, uso de medicamentos, tatuagens recentes e outros fatores de risco, o preparo do material fecal em laboratório, seguindo protocolos específicos, até chegar na administração ao paciente, por uma das vias possíveis: endoscopia digestiva alta, sonda nasoentérica, cápsulas orais (congeladas ou liofilizadas), colonoscopia ou enema, a depender da doença e da região do intestino que precisa ser tratada. Essa flexibilidade de vias é, justamente, uma das razões pelas quais o transplante fecal tem sido adaptado para diferentes indicações clínicas.  

Agora, como qualquer procedimento médico, o transplante fecal exige critérios rigorosos de segurança. O principal risco é a transmissão de patógenos presentes nas fezes do doador, incluindo bactérias multirresistentes, vírus ou outros micro-organismos indesejados. Por isso, a triagem do doador é extensa e inclui exames de sangue e fezes, questionários de saúde detalhados e reavaliações periódicas. Há um grande rigor e esse é um dos motivos que torna encontrar um doador uma tarefa complexa. 

Com um profissional especializado e a busca certa de doadores, o transplante de microbiota acompanha a evolução da medicina e se transforma em recurso diferenciado na qualidade de vida do paciente. A saúde do intestino influencia muito mais do que a digestão, ela está ligada à imunidade, ao metabolismo e até ao bem-estar geral. Quem convive com infecções intestinais recorrentes, doença inflamatória intestinal, constipação persistente ou outros sintomas digestivos que atrapalham sua rotina, o primeiro passo é buscar uma avaliação especializada.

 

Fernando Bray - médico, especialista em gastroenterologia cirúrgica e coloproctologia em São Paulo. Doutor e Mestre em Ciências da Saúde

 

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