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sábado, 20 de junho de 2026

Tecnologia durante a prática de esportes ajuda a criar hábitos saudáveis, mas excesso de métricas pode atrapalhar

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Relógios inteligentes e aplicativos ajudam desde sedentários a atletas de alta performance a monitorar a saúde e melhorar treinos, mas especialistas alertam que uso sem critério pode gerar ansiedade e até prejudicar resultados
 

 

Relógios inteligentes, aplicativos e dispositivos vestíveis (wearables) deixaram de ser exclusividade de atletas profissionais e passaram a fazer parte da rotina de pessoas que buscam vidas mais saudáveis, criar hábitos mais saudáveis ou melhorar a performance física. Mas, em meio à popularização dessas tecnologias, especialistas alertam que o mais importante não é a quantidade de dados, e sim como eles são usados. 

Foi justamente com apoio desses recursos que Emmerson Patrick Mendes, 49 anos, mental coach de atletas, conseguiu transformar completamente a própria rotina, após insistência de seu médico e muita força de vontade. O que começou como um alerta de risco metabólico e dores no joelho acabou se tornando uma virada profunda de vida. 

Em dezembro do ano passado, após receber o diagnóstico de pré-diabetes, ele decidiu reorganizar hábitos, rotina e prioridades, contando com acompanhamento multidisciplinar especializado e a tecnologia como aliada diária. 

Em cerca de quatro meses, Emmerson saiu de 88 kg para 69 kg. A mudança envolveu uma reorganização completa da vida, baseada em cinco pilares: mente, sono, hidratação, alimentação e atividade física – todos monitorados e estimulados por ferramentas tecnológicas. 

O primeiro passo foi cuidar da saúde mental. Ele passou a utilizar meditação guiada, exercícios de respiração e plataformas digitais de treino cognitivo voltadas ao foco e disciplina. O sono também entrou no radar: lembretes no celular passaram a ajudá-lo a manter uma rotina mínima de sete horas de descanso por noite. 

A hidratação ganhou reforço de uma garrafa inteligente conectada a um aplicativo, responsável por enviar alertas ao longo do dia. Na alimentação, a tecnologia entrou no controle das porções, com auxílio de uma balança digital e acompanhamento nutricional. 

Já na atividade física, o smartwatch se tornou peça central da rotina. O dispositivo passou a monitorar gasto calórico, tempo de exercício, intensidade dos treinos e nível de movimento diário, além de emitir alertas contra o sedentarismo. O sistema de metas e recompensas digitais acabou funcionando como estímulo extra para manter a constância.

“A tecnologia ajuda a medir, lembrar e organizar, mas a mudança depende de constância e decisão pessoal”, afirma Emmerson. “Sem objetivo claro e disciplina, não há resultado sustentável”, diz. 

Para Paulo Roberto de Queiroz Szeles, ortopedista e especialista em medicina esportiva do Hospital Sírio-Libanês, esse tipo de recurso pode ser especialmente importante para pessoas que estão tentando abandonar o sedentarismo. 

“Hoje, o mais difícil é motivar as pessoas a treinarem. Muitas vezes, simplesmente acompanhar passos, frequência cardíaca ou qualidade do sono já faz com que a pessoa se movimente mais e comece a mudar hábitos”, explica. 

Os wearables conseguem monitorar parâmetros como frequência cardíaca, qualidade do sono, gasto energético e tempo sedentário. Ainda assim, o especialista ressalta que não é preciso investir em equipamentos sofisticados para obter benefícios. 

“O básico já costuma funcionar muito bem no início do processo. Um relógio simples ou até aplicativos no celular podem ajudar bastante, desde que a tecnologia faça sentido para a rotina daquela pessoa”, afirma. 

A popularização dessas ferramentas acompanha uma tendência global. Segundo o relatório Worldwide Survey of Fitness Trends, do American College of Sports Medicine1, a tecnologia vestível aparece entre as principais tendências fitness globais para 2026. 

“A tecnologia aproxima a pessoa das orientações médicas. Ela consegue perceber na prática como dormir mal, beber álcool ou se alimentar pior impacta o treino, o sono e a recuperação”, explica Szeles. 

Mas nem tudo são benefícios. O médico alerta que o excesso de dependência das métricas pode gerar ansiedade e até prejudicar os resultados. 

“Tem gente que deixa de treinar porque o relógio mostrou uma recuperação ruim, mesmo quando a pessoa se sente bem. Outros ignoram sinais do corpo porque o dispositivo disse que está tudo certo. As métricas precisam ser interpretadas, não seguidas cegamente”, afirma. 

Segundo o especialista, fatores como alimentação adequada, hidratação, fortalecimento muscular, descanso e saúde mental continuam sendo fundamentais e vão muito além dos números exibidos na tela. 

No esporte de alta performance, os wearables se tornaram aliados estratégicos no acompanhamento de atletas e equipes. As ferramentas permitem monitorar a intensidade dos treinos, recuperação física, deslocamento e risco de lesões, auxiliando no planejamento das atividades e nas decisões das equipes multidisciplinares. 

“Os dados ajudam a entender o quanto o atleta está suportando de carga física, mas, sozinhos, não bastam”, afirma Szeles . Mesmo com o avanço da inteligência artificial e das ferramentas de análise esportiva, o especialista destaca que a interpretação humana continua indispensável. 

“A tecnologia consegue organizar informações, mas ainda não compreende completamente fatores como estresse, desgaste emocional e o contexto individual de cada atleta”, complementa o ortopedista. 

Para ele, o principal papel desses recursos deve ser apoiar a construção de hábitos saudáveis, sem substituir a percepção do indivíduo sobre o próprio corpo ou o acompanhamento profissional. 

“A tecnologia funciona melhor quando ajuda a pessoa a treinar com mais consciência e regularidade, sem se tornar mais importante do que o exercício em si”, finaliza Szeles.



Hospital Sírio-Libanês
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No mês de Santo Antônio, saiba os principais fatores que as pessoas valorizam na busca por um amor que dure


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 Em meio às novas dinâmicas afetivas, veja quais qualidades ainda são indispensáveis para um relacionamento sólido

 

Conhecido popularmente como o "santo casamenteiro", Santo Antônio volta ao centro das atenções neste mês de junho, pelo menos para quem está em busca do amor. Mas se colocar o santo de cabeça para baixo dentro do copo de água já não resolve, a maioria dos solteiros hoje busca um relacionamento nos aplicativos de namoro. E, nessa nova realidade, certas qualidades seguem sendo consideradas essenciais para quem quer estabilidade emocional e compromisso a longo prazo. 

Um levantamento do MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, com 4.589 participantes revelou que 48,9% acredita que fatores emocionais, como confiança, respeito e companheirismo, são os pilares de uma relação duradoura. Para 39,5%, sem estabilidade financeira, ambição e planejamento de futuro o relacionamento não vai adiante. Já 11,6% destacou fatores pessoais, como atração, inteligência emocional e compatibilidade de valores, como fundamentais para manter a relação. 

Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos explica: ”Alguém que é gentil, sabe ouvir e se comunica bem acaba sendo mais interessante, porque faz a mulher se sentir à vontade e valorizada. São essas qualidades emocionais e de personalidade que criam uma conexão mais forte e duradoura entre o casal, tornando tudo mais leve, que é o que mais conta em uma relação”. 

Embora a atração física ainda desempenhe papel importante nos estágios iniciais, confiança, lealdade, compatibilidade de valores e segurança financeira e emocional ganham protagonismo quando o objetivo é construir algo sólido. Caio aponta que relacionamentos duradouros costumam estar associados à comunicação, ao alinhamento de expectativas e a projetos de vida compartilhados, características que fortalecem o vínculo ao longo do tempo. 

Segundo pesquisa da Relationship Lab da Universidade de Stanford, relacionamentos bem-sucedidos envolvem pessoas que se comprometem com o crescimento mútuo, e a ciência confirma que isso não depende de compatibilidade perfeita, mas da capacidade de crescer juntos e navegar mudanças com respeito. O segredo está em abraçar as transformações e ver os desafios como oportunidades de conexão mais profunda.

"As mulheres valorizam relações nas quais possam contar com apoio do parceiro, onde tanto o lado emocional quanto o financeiro sejam estáveis. Além disso, tendem a priorizar parceiros que compreendam suas ambições e estejam dispostos a crescer juntos, compartilhando experiências inesquecíveis”, finaliza o especialista.


Uma jornada para reaprender a sentir as cores da vida

Patrice Karst, autora do best-seller "O fio invisível", lança "Em busca das cores", obra que transforma emoções difíceis da infância em convite lúdico à resiliência


João costumava enxergar a vida de maneira vibrante, cercado por entusiasmo e leveza. Aos poucos, porém, experiências dolorosas começaram a apagar esse brilho. Comentários maldosos na escola, notícias tristes, pensamentos negativos e perdas importantes fizeram com que o menino passasse a se sentir vazio e distante de suas motivações. É desse processo silencioso de mudança emocional que nasce a nova história de Patrice Karst. 

Publicado pela Caminho Suave, Em busca das cores acompanha a trajetória do protagonista enquanto ele tenta compreender por que já não consegue sentir felicidade nas próprias atividades favoritas, como jogar basquete ou ver televisão. Preocupados com a mudança de comportamento do filho, seus pais decidem procurar ajuda, e João passa a conversar com Márcio, psicólogo da escola.  

Em vez de oferecer soluções imediatas, o profissional propõe um exercício delicado: observar as cores presentes no mundo ao redor e perceber quais sentimentos elas despertam. O azul do mar resgata a tranquilidade, enquanto o laranja de um pôr do sol afasta o "cinza profundo", trazendo calor e conforto.  

Observando as ondas vindo e quebrando na praia, ele ficou hipnotizado pela dança envolvente e cíclica da água e da espuma. E, vendo todos os tons de azul se mesclando no colidir das ondas, João sorriu pela primeira vez em muito tempo. O sorriso fez João se sentir bem. E, para sua surpresa, o azul voltou. O azul o invadiu de um jeito que o fez sentir-se tranquilo, calmo e confiante. (Em busca das cores, p. 24)  

As ilustrações de Kristina Jones acompanham essa mudança de perspectiva, florescendo junto com o garoto em uma experiência visual que transita do isolamento para o reencontro com a confiança. A obra é um convite para pais, educadores e terapeutas abordarem temas sensíveis como a depressão infantil de forma lúdica e acolhedora.  

Patrice Karst utiliza sua marca registrada — a ternura — para retratar a alegria como um direito de nascença. Ao focar nas relações e cores que curam, o livro torna-se um guia terno para fortalecer a autoestima e a resiliência dos pequenos.  

Em busca das cores termina com um chamado à esperança: a certeza de que, mesmo quando a vida parece perder o tom, sempre haverá um novo prisma esperando para ser descoberto. É uma celebração da infância, um convite ao leitor para redescobrir o brilho da própria alma e nunca deixar de olhar para o mundo com amor, sensibilidade e curiosidade.  

Ficha Técnica: 

Título do livro: Em busca das cores 
Autora: Patrice Karst 
Editora: Caminho Suave 
ISBN: 9786586742589   
Páginas: 48 
Preço: R$ 64,90 
Onde encontrar: Amazon 

 

Sobre a autora: Autora do best-seller infantil O fio invisível, Patrice Karst conquistou leitores ao redor do mundo ao transformar emoções delicadas da infância em histórias acolhedoras sobre amor, pertencimento e conexão. Nascida em Londres e criada nos Estados Unidos, Patrice criou a metáfora do “fio invisível” para confortar o filho durante a ansiedade de separação na escola — ideia que deu origem ao livro publicado em 2000 e que, desde então, ultrapassou a marca de 2 milhões de exemplares vendidos, com traduções em mais de 20 idiomas.  
Instagram: @theinvisiblestringinsta | Site: https://patricekarst.com/  



Grupo Editorial Edipro
Instagram: @editoraedipro


As relações não acabam na discussão, mas sim no silêncio

Especialista em comunicação, Wilson Joel Leal Gasino reúne experiências pessoais, estudos e escuta para mostrar como conversas desafiadoras podem reconstruir vínculos, reduzir conflitos e criar conexões mais profundas 

 

Quantos relacionamentos importantes se perdem no silêncio? A reconciliação que nunca aconteceu, o pedido de desculpas adiado, o afeto engolido, ou a amizade esfriada sem explicação. Em Tá na Hora da Gente Conversar – Caminhos para buscar conexões verdadeiras em um mundo onde é cada vez mais difícil se comunicar, a provocação parte das relações perdidas enquanto continuamos falando, mas deixamos de nos conectar. 

Escrito por Wilson Joel Leal Gasino, consultor em comunicação com mais de 30 anos de atuação, o livro nasce de uma jornada profundamente pessoal. O autor compartilha experiências que o levaram a investigar por que tantos vínculos se quebram quando deveria existir acolhimento: na conversa. A partir dessa busca, ele reúne histórias para transformar vivências reais em aprendizado prático. 

Ao longo da obra, Gasino problematiza temas cada vez mais presentes na sociedade contemporânea como: o abismo provocado pela falta de diálogo, pelo extremismo político, a falta de repertório emocional e o hábito de adiar diálogos importantes até que pequenas mágoas se transformem em grandes rupturas. O escritor também discute como julgamentos, emoções reprimidas e interpretações precipitadas afetam relações familiares, profissionais e afetivas. 

Entre as estratégias propostas para iniciar conversas difíceis estão encontrar o terreno comum antes das divergências, identificar o que realmente existe por trás dos sentimentos e substituir mensagens implícitas por pedidos objetivos. A provocação que atravessa a obra é direta: comunicação não se resume a falar, ela começa quando as pessoas conseguem criar conexão diante do conflito. 

A obra ainda amplia a discussão ao mostrar o impacto direto de trocas esclarecedoras na saúde emocional, na convivência social e até na forma como enxergamos a nós mesmos. Ao evitar atalhos disfuncionais, Gasino mergulha nas zonas de atrito evitadas, mágoas acumuladas, palavras engolidas, conflitos adiados e vínculos desgastados, para mostrar que a reconexão começa justamente onde a maioria prefere recuar. 

Atualmente os algoritmos sugerem conexões e telas ocupam o espaço da presença. Diante desse cenário, Wilson Joel Leal Gasino, em Tá na Hora da Gente Conversar, lança uma pergunta inevitável a ser refletida com precisão: quantas histórias, reconciliações e afetos perdemos porque ninguém teve coragem de iniciar uma conversa genuína? 

Ficha Técnica: 

Título do livro: Tá na Hora da Gente Conversar – Caminhos para buscar conexões verdadeiras em um mundo onde é cada vez mais difícil se comunicar 
Autor: Wilson Joel Leal Gasino 
Editora: Artêra Editorial 
ISBN/ASIN: 978-6525081892 
Páginas: 221 
Preço: 62,44 
Onde comprar: Amazon 

Sobre o autor: Wilson Joel Leal Gasino é escritor, consultor em comunicação e jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em Gestão de Empresas. Nasceu no Paraná e trabalhou por mais de 25 anos em jornais de vários estados, migrando, em 2014, para a comunicação empresarial. Paralelamente, sempre foi um pesquisador de temas como história das religiões, mitologia, psicologia, comunicação não violenta e antropologia. Em 2006, lançou o livro-reportagem Histórias sobre corrupção e ganância, sobre a CPI do Banestado. Em 2011 publicou o romance O reino místico dos pinheirais, seguido do livro de contos Impermanências, em 2014; e o romance Distrópicos, em 2018. 

Instagram: @wilsongasino | @ta_na_hora_da_gente_conversar

 


Não é só futebol: o fenômeno psicológico que transforma a Copa em uma montanha-russa emocional

Psicóloga da UVA aponta que identificação social e contágio emocional ajudam a explicar por que o torneio mobiliza milhões de brasileiros

 

Durante a Copa do Mundo o país volta a experimentar um fenômeno que se repete a cada quatro anos: pessoas mudam suas rotinas para acompanhar os jogos, emoções se intensificam e o desempenho da Seleção Brasileira passa a influenciar o humor de milhões de torcedores. Embora o futebol seja frequentemente associado à paixão nacional, a intensidade desse envolvimento tem explicações psicológicas que vão além do gosto pelo esporte. 

Segundo a professora de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Claudia Souza, a Copa do Mundo cria um ambiente propício para a amplificação das emoções por reunir fatores como identidade social, pertencimento coletivo e ativação dos sistemas cerebrais relacionados à recompensa. 

“Durante a Copa, o processo coletivo de identidade social se fortalece em momentos em que há uma grande identificação entre um grupo. Nesse contexto, a pessoa passa a se perceber como parte de um grupo maior e incorpora o sucesso ou o fracasso desse grupo à sua própria experiência emocional. A vitória da Seleção é sentida quase como uma conquista pessoal, enquanto a derrota pode gerar frustração, tristeza e até sensação de perda", explica. 

A especialista destaca que, durante o torneio, ocorre uma redução temporária das diferenças individuais em favor de uma identidade compartilhada. Esse processo é estudado pela Psicologia Social e ajuda a compreender por que indivíduos de diferentes classes sociais, regiões e perfis ideológicos passam a compartilhar emoções semelhantes diante de um mesmo evento. 

"Quando milhões de pessoas dirigem sua atenção para um objetivo comum, ocorre um fortalecimento da percepção de pertencimento. O indivíduo sente que faz parte de algo maior do que ele próprio, e isso tem um impacto importante sobre o engajamento emocional", afirma. 

Outro aspecto relevante é o chamado contágio emocional, fenômeno pelo qual emoções são transmitidas e compartilhadas entre indivíduos em grupos sociais. Em tempos de redes sociais, esse efeito ganha ainda mais intensidade. 

"As emoções não são vividas apenas individualmente. Elas circulam socialmente. Quando uma pessoa comemora, se angustia ou demonstra expectativa, influencia emocionalmente quem está ao redor. Hoje isso acontece tanto presencialmente quanto digitalmente, o que potencializa a sensação de que o país inteiro está vivendo a mesma experiência ao mesmo tempo", observa. 

Além disso, a competição internacional acrescenta um componente simbólico que diferencia a Copa de outros campeonatos. Para a especialista, quando a disputa envolve seleções nacionais, questões ligadas à identidade coletiva e à representação do país ganham maior relevância psicológica. 

"Não estamos falando apenas de uma equipe esportiva. A Seleção funciona como um símbolo nacional. Por isso, os resultados são frequentemente interpretados como algo que transcende o futebol e toca aspectos relacionados à autoestima coletiva, ao reconhecimento internacional e à forma como o grupo se percebe", conclui.

 

O que as lendas dizem sobre nós?


Lendas costumam ser tratadas como histórias do passado. São associadas a castelos abandonados, criaturas fantásticas e crenças antigas que teriam perdido espaço em uma sociedade guiada pela ciência e pela tecnologia. No entanto, basta observar sua permanência na cultura popular para perceber que elas continuam exercendo fascínio sobre milhões de pessoas.

O motivo talvez seja mais simples do que parece: as lendas nunca falam apenas sobre monstros. Elas falam sobre seres humanos.

Ao longo da história, diferentes sociedades criaram narrativas para explicar o desconhecido, transmitir valores ou dar forma a medos coletivos. Em muitas delas, as criaturas sobrenaturais representam preocupações bastante reais. Vampiros, fantasmas, lobisomens e outras figuras lendárias costumam refletir temas como morte, poder, ambição, isolamento, violência ou medo do que não compreendemos.

Drácula é um exemplo interessante. Mais do que um personagem assustador, ele atravessou gerações porque simboliza inquietações humanas que continuam atuais. Sua história envolve sedução, controle, imortalidade e a dificuldade de lidar com aquilo que desafia nossos limites. O personagem mudou ao longo do tempo, mas os questionamentos que ele desperta permanecem vivos.

Mesmo em um mundo conectado por redes sociais, acesso instantâneo à informação, histórias baseadas em lendas continuam atraindo leitores, espectadores e pesquisadores. Isso acontece porque o interesse por essas narrativas não depende da crença literal em criaturas sobrenaturais, mas da capacidade que elas possuem de abordar questões humanas universais de forma simbólica e acessível.

O mesmo acontece com inúmeras lendas ao redor do mundo. Embora cada cultura tenha seus próprios mitos, muitas delas compartilham uma característica comum: funcionam como espelhos. Ao ouvir essas histórias, as pessoas não observam apenas criaturas fantásticas. Elas observam seus próprios receios, desejos e contradições.

Em uma época marcada por avanços tecnológicos sem precedentes, pode parecer contraditório que narrativas centenárias continuem despertando interesse. Mas talvez seja justamente por isso que elas sobrevivam. As ferramentas mudam, os costumes mudam e as sociedades se transformam. A natureza humana, porém, continua fazendo as mesmas perguntas fundamentais.

As lendas permanecem importantes porque ajudam a refletir sobre quem fomos, quem somos e quem podemos nos tornar. Elas preservam memórias culturais, atravessam gerações e oferecem novas interpretações a cada época. No fim, os monstros que habitam essas histórias raramente falam sobre eles mesmos. Quase sempre falam sobre nós.

 

Deyse O. S. - escritora e autora do livro “Cem anos depois”, que expande o universo de Bram Stoker ao narrar investigações ocorridas 100 anos depois da morte de Drácula


Como dar limites aos filhos sem autoritarismo: 7 sugestões práticas

Especialista explica como estabelecer regras com firmeza e afeto para fortalecer a segurança emocional de crianças e adolescentes.
 

Crises de birra, dificuldade para lidar com frustrações e conflitos constantes dentro de casa têm levado muitos pais a questionar como trabalhar os limites sem cair no autoritarismo. 

Para especialista em educação, a resposta passa por firmeza, presença e coerência.  

A educadora e psicopedagoga Leide Maia, fundadora da MAIA, metodologia educacional inclusiva voltada a escolas e famílias, afirma que o erro mais comum é associar limites à punição. 

“Limite não é castigo. É cuidado. É presença. É o adulto assumindo responsabilidade pelo mundo que apresenta à criança e aos adolescentes.”
 

Segundo ela, a ausência de regras claras pode gerar insegurança emocional e dificuldade para lidar com frustrações, o que impacta a convivência social ao longo do crescimento. 

A seguir, veja orientações práticas para aplicar limites no dia a dia.
 

1. Entenda que dizer “não” faz parte do desenvolvimento

Negar algo não é falta de amor. A frustração ensina que o mundo não gira apenas em torno dos desejos individuais e ajuda a desenvolver tolerância e autocontrole.


2. Estabeleça combinados claros — e sustente-os

As regras precisam ser simples e coerentes. Quando o adulto muda constantemente o que é permitido, transmite insegurança. A previsibilidade fortalece a confiança.


3. Diferencie autoridade de autoritarismo

Autoridade é assumir responsabilidade. Autoritarismo é impor pelo medo. O limite que educa nasce do vínculo, da escuta e da coerência. 


4. Esteja presente no dia-a-dia do seus filhos, inclusive no universo digital

Participar da vida dos filhos, conhecer os ambientes que frequentam, pessoas que se relacionam. Isso inclui, também, saber o que consomem na internet e conversar sobre riscos e responsabilidades. Acompanhamento não é invasão, é orientação.


5. Ensine a lidar com emoções difíceis

Raiva, frustração e tristeza fazem parte do crescimento. O adulto precisa ajudar a nomear esses sentimentos e mostrar formas saudáveis de expressá-los.


6. Não confunda autonomia com abandono

Dar liberdade não significa retirar-se. Crianças e adolescentes precisam de adultos que orientem, acompanhem e sustentem limites.


7. Crianças com deficiência também precisam de limites

Cuidado e proteção não substituem referências claras e apontamentos de forma objetiva. Limites e orientações compatíveis com a idade contribuem para autonomia e segurança emocional — inclusive para crianças e adolescentes  neurodivergentes ou com deficiência.
 

Por que isso importa

Especialistas alertam que a construção de limites está diretamente ligada à formação emocional, ética e moral de crianças e adolescentes. Quando regras são claras e sustentadas com afeto, elas deixam de ser vistas como punição e passam a ser compreendidas como estrutura.  

Educar com firmeza não é endurecer relações. É preparar para o convívio saudável em sociedade.


Mês dos Namorados: aprenda expressões carinhosas em inglês para surpreender quem você ama

Além dos tradicionais “I love you”, apelidos e expressões afetuosas em inglês podem deixar a data ainda mais especial e ajudar a ampliar o vocabulário no idioma


O mês dos Namorados é uma das datas mais aguardadas pelos casais e, para quem deseja sair do óbvio, usar expressões carinhosas em inglês pode ser uma forma criativa de demonstrar afeto. Além de tornar as mensagens mais divertidas e personalizadas, os apelidos românticos também ajudam a praticar o idioma de maneira leve e contextualizada. Segundo Márcia Lima, coordenadora pedagógica do Yázigi, incorporar palavras e expressões em outra língua no dia a dia é uma estratégia eficiente para desenvolver a fluência.

“Quando aprendemos o idioma por meio de situações reais e afetivas, como uma conversa com alguém especial, a memorização acontece de forma mais natural. Os apelidos carinhosos fazem parte da cultura da língua inglesa e são muito utilizados entre casais”, explica. A especialista ainda destaca que muitos dos termos mais populares fazem referência a características positivas, doces ou elementos da natureza. Entre os apelidos mais conhecidos para namoradas estão baby, baby doll, butterfly, cupcake, queen e flower. Já para namorados, algumas opções bastante utilizadas são darling, handsome, prince, charming e loverboy.

Há também expressões que podem ser usadas por qualquer pessoa, independentemente do gênero. Entre elas estão honey, sweetheart, sunshine, angel, cutie pie, love of my life, my other half e precious. TMárcia ressalta que essas palavras aparecem frequentemente em músicas, filmes e séries. “Quem consome conteúdos em inglês certamente já ouviu expressões como honey, baby ou darling. Elas ajudam tanto na comunicação quanto na compreensão da cultura e das formas de demonstrar carinho em diferentes contextos”, afirma.


Dicas para usar as expressões sem errar

Para quem quer aproveitar o Dia dos Namorados para praticar o idioma, a coordenadora pedagógica do Yázigi separou algumas orientações. Prefira apelidos simples e populares, como baby, honey e sweetheart. Observe o contexto, já que algumas expressões são mais comuns entre casais e outras podem ser usadas de forma amigável. Inspire-se em músicas e filmes, que trazem exemplos autênticos do uso dessas palavras. Use com naturalidade, em mensagens, cartões ou durante conversas do dia a dia. Evite traduções literais, pois muitos apelidos carregam significados culturais específicos.

Entre as músicas que ajudam a entender essas expressões estão clássicos como Love of My Life, do Queen; Adore You, de Harry Styles; e Stand By Me, de Ben E. King, que utilizam termos carinhosos amplamente conhecidos pelos falantes da língua inglesa. “Mais do que aprender novas palavras, o importante é usar o idioma para criar conexões. O inglês pode ser uma ferramenta para expressar sentimentos, aproximar pessoas e tornar momentos especiais ainda mais memoráveis”, conclui Márcia Lima.

 

Yázigi 


A epidemia do cansaço: por que tantas mulheres e crianças vivem exaustas?

Especialistas alertam para os impactos físicos, emocionais e comportamentais da rotina acelerada que afeta mães e filhos

 

Sentir-se cansado ao final de um dia intenso é esperado. O que preocupa especialistas é o fato de que, para muitas pessoas, o cansaço deixou de ser uma condição passageira e passou a fazer parte da rotina. Mesmo após uma noite de sono, mulheres relatam exaustão constante, dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de sobrecarga. Ao mesmo tempo, crianças apresentam alterações de comportamento, problemas de sono e dificuldade para lidar com emoções.


O fenômeno tem chamado a atenção de profissionais da saúde, que observam um aumento significativo dos efeitos físicos e emocionais provocados pelo excesso de estímulos, pela hiperconectividade e pelas exigências cada vez maiores da vida moderna.


Para a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi, a exaustão feminina muitas vezes vai além do desgaste físico.


"As mulheres costumam acumular múltiplas funções ao longo do dia. Além das demandas profissionais, muitas assumem a maior parte da organização da casa, dos cuidados com os filhos e da gestão da rotina familiar. Essa sobrecarga contínua pode gerar impactos importantes na saúde hormonal e no bem-estar geral", explica.


Segundo a especialista, o estresse crônico pode desencadear alterações menstruais, queda da libido, dificuldades para dormir e até influenciar a fertilidade.


"O organismo não foi feito para permanecer em estado constante de alerta. Quando isso acontece por períodos prolongados, o corpo começa a emitir sinais de que algo não está funcionando adequadamente", afirma.


A psiquiatra Dra. Bianca Bolonhezi destaca que a sociedade passou a normalizar o esgotamento, transformando o excesso de tarefas em um comportamento esperado.


"Vivemos uma cultura que valoriza a produtividade acima de tudo. Muitas pessoas sentem culpa ao descansar e acreditam que precisam estar sempre disponíveis, conectadas e produzindo. Esse padrão contribui diretamente para o aumento dos quadros de ansiedade, estresse e burnout", observa.


De acordo com a médica, o cansaço emocional costuma se manifestar de diferentes formas.


"Nem sempre ele aparece apenas como falta de energia. Muitas vezes surgem irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de sobrecarga, alterações de sono e até sintomas físicos como dores de cabeça e desconfortos gastrointestinais", explica.


O impacto desse cenário também chega às crianças. Para a pediatra Dra. Mariana Bolonhezi, a infância tem sido marcada por agendas cada vez mais preenchidas e pelo excesso de estímulos.


"Hoje muitas crianças passam o dia entre escola, atividades extracurriculares, compromissos e telas. Em alguns casos, há pouco espaço para o descanso, para o brincar livre e para momentos de relaxamento, que são fundamentais para o desenvolvimento saudável", afirma.


A especialista alerta que o cansaço infantil nem sempre é percebido pelos adultos.

"Diferentemente dos adultos, as crianças nem sempre verbalizam que estão exaustas. Elas podem demonstrar isso por meio de irritabilidade, dificuldade de aprendizagem, alterações de comportamento, agitação excessiva ou problemas relacionados ao sono", explica.


As três especialistas concordam que o problema exige um olhar amplo, capaz de considerar não apenas questões físicas, mas também emocionais e sociais. Para elas, a exaustão constante não deve ser encarada como algo normal ou inevitável.


"Descansar não é um luxo, mas uma necessidade biológica. Quando ignoramos os sinais de esgotamento, aumentamos o risco de desenvolver problemas que afetam a saúde física, emocional e a qualidade de vida de toda a família", concluem.


Em um cenário em que o cansaço se tornou quase um símbolo da vida moderna, o alerta dos especialistas é claro: desacelerar, respeitar os limites do corpo e valorizar momentos de descanso são atitudes essenciais para preservar a saúde de adultos e crianças.

 

Monitoramento por smartwatches ajuda na prática de exercícios, mas não substitui acompanhamento profissional

Especialista destaca que a tecnologia ‘wearable’ deve servir como ferramenta de apoio para incentivo à continuidade das atividades físicas e decisões mais seguras sobre a saúde individualizada.

 

Relógios inteligentes, anéis conectados, monitores contínuos de glicose e outros dispositivos vestíveis deixaram de ser tendência para se tornarem parte da rotina de milhões de pessoas. Nunca houve tanta informação disponível sobre sono, frequência cardíaca, gasto calórico, recuperação física e níveis de atividade, no entanto, em meio à explosão dos chamados wearables, especialistas alertam que os dados, por si só, não substituem a interpretação profissional.

 

Para o profissional de Educação Física e especialista em fisiologia do exercício Jauan Anselmo, a tecnologia trouxe avanços importantes para a promoção da saúde, mas também criou um novo desafio: pessoas cada vez mais preocupadas com números e métricas, sem compreender o que elas realmente significam.

 

A tecnologia representa uma evolução extraordinária porque permite acompanhar aspectos que antes só eram avaliados em clínicas ou laboratórios. Porém, os dados não podem ser encarados como sentença. Eles são ferramentas que ajudam a orientar decisões, ajustar protocolos de treino, recuperação e hábitos de vida. O problema começa quando a pessoa passa a acreditar que o relógio conhece mais o próprio corpo do que ela mesma”, explica.

 

Segundo relatórios recentes da International Data Corporation (IDC), o mercado global de dispositivos vestíveis segue em forte crescimento, com mais de 611 milhões de unidades comercializadas em 2025. No Brasil, o segmento está entre os que mais crescem na América Latina, impulsionado principalmente por smartwatches e dispositivos voltados à saúde digital, com vendas (estimadas) de 5,5 a 6 milhões de unidades no ano passado.

 

Monitoramento de frequência cardíaca

 

Entre os diversos indicadores monitorados pelos wearables, um dos que mais ganhou destaque nos últimos anos é a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), conhecida internacionalmente como Heart Rate Variability (HRV).

 

A métrica mede as pequenas variações de tempo entre os batimentos cardíacos e é considerada um importante indicador do funcionamento do Sistema Nervoso Autônomo, responsável por regular processos como recuperação física, estresse, fadiga e adaptação ao treinamento.

 

De acordo com o especialista, que está à frente da plataforma virtual Jauan Treinos – com metodologia voltada à ação personalizada –, acompanhar a VFC pode ajudar profissionais e praticantes a entenderem melhor o estado de recuperação do organismo, permitindo ajustes mais precisos nas cargas de treinamento.

 

Quando analisada corretamente, a VFC ajuda a identificar sinais de fadiga acumulada, excesso de treinamento, estresse psicológico e até alterações relacionadas ao sono. Mas ela nunca deve ser interpretada de forma isolada. É necessário observar o contexto, o histórico do indivíduo e outros marcadores para tomar decisões seguras”, ressalta.

 

‘Infoxicação’ de dados passam a gerar ansiedade

 

Se por um lado a tecnologia oferece mais informações, por outro ela também tem contribuído para um fenômeno crescente conhecido como ortossonia, termo utilizado para descrever a obsessão por atingir métricas consideradas perfeitas de sono e recuperação.

 

O conceito foi descrito inicialmente em estudo publicado em 2017 no Journal of Clinical Sleep Medicine, que observou pacientes excessivamente preocupados com dados fornecidos por rastreadores de sono, mesmo quando não apresentavam problemas clínicos relevantes

 

Pesquisas mais recentes na área de saúde digital apontam que usuários frequentes de dispositivos de monitoramento podem desenvolver maior preocupação com indicadores de estresse, recuperação e qualidade do sono, criando ciclos de ansiedade relacionados aos próprios dados coletados. 

 

Atuante há mais de 10 anos no mundo fitness e de bem-estar, Jauan pontua o comportamento tem sido cada vez mais comum e é perceptível entre os alunos, o que serve como um sinal de alerta:

 

Vejo pessoas acordando e a primeira coisa que fazem é consultar a nota do sono. Se o número aparecer abaixo do esperado, elas já acreditam que terão um dia ruim, mesmo se estiverem se sentindo bem. Isso gera uma dependência psicológica da métrica. O dado deve servir para orientar, não para controlar emocionalmente a pessoa

 

Estudos também indicam que dispositivos de monitoramento nem sempre conseguem captar adequadamente estados emocionais complexos, reforçando a necessidade de interpretar as informações com cautela e dentro de um contexto mais amplo. 

 

Apesar dos cuidados necessários, os wearables também têm demonstrado potencial para estimular hábitos saudáveis. Pesquisas conduzidas por instituições brasileiras, a exemplo da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apontam que notificações, metas diárias e feedbacks instantâneos podem aumentar a motivação para a prática regular de atividade física, especialmente em indivíduos sedentários.

 

Segundo o profissional, esse estímulo externo pode ser uma excelente porta de entrada para um estilo de vida mais ativo.

 

O relógio avisando para levantar, caminhar ou completar uma meta diária pode funcionar como um gatilho positivo. O desafio é transformar essa motivação externa em motivação interna, fazendo com que a pessoa passe a se exercitar porque entende os benefícios e sente prazer na prática, e não apenas porque um dispositivo mandou”, completa.

 

Papel do profissional continua indispensável

 

Mesmo diante da crescente sofisticação dos dispositivos, Jauan Anselmo reforça que a interpretação dos dados continua sendo tão importante quanto a coleta das informações. Para ele, os wearables devem ser vistos como aliados do processo de cuidado, mas jamais como substitutos da avaliação profissional.

 

Hoje temos acesso a uma quantidade gigantesca de dados e o que realmente faz diferença é saber análisá-los. Um mesmo número pode significar coisas completamente diferentes dependendo da rotina, da idade, do nível de treinamento, da alimentação e até do momento emocional da pessoa. O olhar técnico e individualizado segue sendo insubstituível”, conclui.

 

À medida que os wearables se tornam cada vez mais presentes no cotidiano, especialistas defendem que o futuro da saúde passa pela capacidade de transformá-los em informações úteis, contextualizadas e capazes de promover mudanças sustentáveis no comportamento e na qualidade de vida.



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