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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Qual a diferença entre curetagem e AMIU? Entenda os procedimentos usados no esvaziamento uterin

 

Métodos são indicados em situações específicas e devem ser realizados com acompanhamento médico adequado para garantir segurança e menor risco de complicações

 

Em momentos delicados como perdas gestacionais, abortamentos espontâneos e retenção de restos ovulares, muitas mulheres se deparam com termos médicos pouco conhecidos e decisões que costumam gerar dúvidas e insegurança. Entre eles estão a curetagem e a AMIU (Aspiração Manual Intrauterina), procedimentos utilizados para o esvaziamento uterino e frequentemente confundidos pelas pacientes.

Embora ambos tenham a mesma finalidade, as técnicas utilizadas e as indicações clínicas são diferentes. Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, compreender essas distinções ajuda a tornar a experiência mais clara e acolhedora para a paciente em um momento muitas vezes emocionalmente sensível.

“A curetagem é um procedimento cirúrgico em que há raspagem da cavidade uterina com instrumentos específicos. Já a AMIU realiza a retirada do conteúdo uterino por meio de aspiração, utilizando uma cânula conectada a um aspirador manual. Ambos são seguros quando bem indicados, mas possuem aplicações e recuperações distintas”, explica.

Historicamente, a curetagem se tornou o procedimento mais conhecido entre brasileiras, especialmente por sua ampla disponibilidade em hospitais e maternidades. No entanto, nos últimos anos, a AMIU vem ganhando mais espaço em protocolos médicos e discussões sobre saúde reprodutiva.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a aspiração uterina como método preferencial para manejo de perdas gestacionais em gestações iniciais, destacando benefícios clínicos como menor risco de perfuração uterina, redução de sangramento excessivo e menor chance de formação de aderências intrauterinas.

Apesar da recomendação internacional, o acesso ao procedimento ainda enfrenta desafios no Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam que complicações relacionadas ao abortamento seguem representando parcela importante das internações ginecológicas no Sistema Único de Saúde, cenário que reforça a necessidade de atualização de protocolos, treinamento profissional e ampliação do acesso a tecnologias recomendadas internacionalmente.

Segundo Dra. Larissa, a escolha entre os métodos depende de avaliação individualizada. “Não existe um procedimento universalmente melhor para todos os casos. A decisão considera fatores como idade gestacional, condição clínica da paciente, disponibilidade do método e avaliação médica. O mais importante é garantir segurança, acolhimento e informação adequada”, afirma.

Além das diferenças técnicas, especialistas ressaltam a importância do acompanhamento após qualquer procedimento uterino. Sintomas como febre, dor intensa, sangramento persistente ou corrimento com odor alterado devem ser avaliados rapidamente.

Para a médica, ampliar a informação sobre saúde reprodutiva também significa reduzir medos e inseguranças. “Muitas pacientes chegam assustadas e sem entender exatamente o que será feito. Explicar as opções disponíveis e o motivo de cada conduta é parte fundamental do cuidado”, conclui.

Com maior acesso à informação e atualização das práticas assistenciais, pacientes podem participar de forma mais ativa das decisões sobre o próprio corpo e atravessar situações delicadas com mais segurança e acolhimento.


DKT South America
DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence.

 

Clima instável aumenta crises respiratórias e acende alerta para rinite e sinusite

Ambientes fechados, ar seco e frio intensificam sintomas e aumentam infecções respiratórias; especialista alerta para sinais que indicam necessidade de avaliação médica

 

As mudanças bruscas de temperatura que têm ocorrido em grande parte do Brasil nos últimos dias podem aumentar de maneira significativa os casos de rinite e sinusite. 

De acordo com o Dr. Miguel Tepedino, ex-presidente da Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), as condições climáticas, típicas dessa época do ano, comprometem o funcionamento natural do nariz. Ele explica que o nariz funciona como um “filtro de ar”, mas, para o bom funcionamento, depende de umidade e temperatura adequadas. “Quando o ar está frio e seco, a mucosa resseca, os cílios ficam mais lentos e a secreção se torna mais espessa, reduzindo a capacidade de eliminar partículas e vírus. Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a concentração de ácaros e a circulação de vírus respiratórios, que aumentam tanto as crises alérgicas quanto as infecções.”

 

Diferenças

A rinite é uma inflamação limitada à mucosa nasal, geralmente relacionada a alergias, embora também possa ser causada por infecções. Já a sinusite, corresponde à inflamação de um ou mais seios paranasais e, a rinossinusite, por sua vez, ocorre quando há inflamação tanto dos seios paranasais quanto das fossas nasais. “A rinossinusite não envolve apenas o nariz, mas também os seios da face, caracterizando um quadro inflamatório mais amplo, com sintomas como obstrução nasal, secreção, congestão e pressão facial”, revela o Dr.Tepedino, ao comentar que mais que os sintomas isolados, o padrão de evolução é o principal alerta para a pessoa procurar auxilio médico. 

Ele conta que a avaliação profissional é recomendada quando os sintomas persistirem por mais de uma semana; quando há dor facial intensa, especialmente de um lado, quando existe febre alta e a secreção nasal se torna mais espessa e persistente; e quando há piora após a melhora inicial. “Esses sinais podem indicar que não se trata de um resfriado comum.”

 

Atente-se!

Segundo o otorrinolaringologista, entre os fatores que mais desencadeiam crises estão os ácaros domésticos, principal fator em áreas urbanas; poeira e mofo; poluição; mudanças bruscas de temperatura; odores irritantes, como perfumes e produtos de limpeza; e infecções virais. Em pessoas com rinite alérgica, o sistema imunológico reage de maneira exagerada, mantendo a inflamação da mucosa nasal. “Não existe uma solução única de prevenção, mas sim um conjunto de cuidados que fazem a diferença, como reduzir ácaros em colchões, travesseiros e tecidos; manter os ambientes ventilados e com luz natural; controlar a umidade para evitar o mofo; evitar o acúmulo de poeira e reduzir o uso de produtos muito perfumados”, diz. 

Bastante comum, a lavagem nasal com soro fisiológico é uma medida segura e eficaz que previne e alivia os sintomas. De acordo com o especialista, ela pode ser feita diariamente, principalmente em períodos críticos. “Esse procedimento atua de forma mecânica, removendo secreções, partículas e mediadores inflamatórios. No entanto, é importante utilizar a solução adequada, evitando pressão excessiva e mantendo os dispositivos limpos.” 

Dr, Tepedino também chama a atenção para alguns equívocos frequentemente cometidos, que podem prorrogar o ciclo de inflamação, como o uso repetido de descongestionantes para alívio imediato; a utilização de antibióticos sem indicação médica; a interrupção precoce do tratamento e não levar a sério os sintomas persistentes. “É importante ressaltar que embora os descongestionantes ofereçam o alívio rápido, eles não tratam a causa e o uso contínuo, por mais de três a cinco dias, pode causar o efeito rebote, com a piora da obstrução nasal e até mesmo a dependência funcional”, explica, ao afirmar que a maioria das rinossinusites é viral e melhora de maneira espontânea, sendo que o uso de antibióticos, sempre com orientação médica, deve ser restrito a casos específicos, como sintomas por mais de dez dias; piora após melhora inicial; dor facial persistente com secreção espessa..

 

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF

 

Com cenário de alta de 135% nos diagnósticos de diabetes no país, MedLevensohn leva inovações tecnológicas para controle da doença à Hospitalar 2026

Com estande de mais de 100 m2, companhia expõe linha de Diabetes Care, incluindo dispositivo de monitoramento 24h da glicemia e novo glicosímetro MedLevensohn que não sofre interferência de oxigênio e tem sistema com risco operacional reduzido; Evento acontece entre os dias 19 e 22 de maio, no São Paulo Expo, em São Paulo 


Segundo o Ministério da Saúde, os casos de diabetes no Brasil cresceram 135%, entre 2006 e 2024. O aumento do número de diagnósticos da doença é um indicativo do quanto o tema ainda precisa de informação sobre os sinais/sintomas, diagnóstico e cuidados no tratamento para que os pacientes convivam com a diabetes com mais qualidade de vida. Manter uma rotina que combine alimentação saudável, prática de exercícios físicos e, principalmente, o controle das taxas de glicemia junto ao acompanhamento médico é fundamental para que a diabetes não evolua para complicações mais graves.
 

É nesse cenário que novas tecnologias no mercado têm proporcionado o controle da diabetes de forma mais eficiente e confortável para os pacientes. Entre os dias 19 e 22 de maio, durante a Hospitalar 2026, maior feira de saúde da América Latina que será realizada no São Paulo Expo, em São Paulo, empresas como a MedLevensohn, indústria referência no mercado de saúde brasileiro, levará à feira inovações tecnológicas que estão fazendo a diferença na rotina de controle da doença. 

Em um estande de 102 m2 e mezanino de 40 m2, a companhia aposta em inovação e integração de soluções para fortalecer a atuação no setor hospitalar do Brasil – segmento que concentra cerca de 75% dos negócios. A empresa estará presente com a sua linha de Diabetes Care, que contempla a linha On Call Plus II, Teste de Hemoglobina Glicada, a linha Veromed de cosméticos funcionais específicos para a pele de diabéticos, além do Smart 2.0, com diferenciais importantes como ter o menor tamanho do mercado (próximo a uma moeda de 50 centavos) e leituras dos níveis glicêmicos a cada 1 minuto, e o novo glicosímetro MedLevensohn, com tecnologia GDH-FAD - método por glicose desidrogenase, não sofre interferência de oxigênio, estável em ambientes clínicos e críticos e atende exigências técnicas comuns em editais – e sistema No Code - elimina necessidade de codificação manual, reduz risco operacional, ideal para alta rotatividade de equipes e facilita padronização institucional. Como parte do portfólio integrado do grupo, a Seroplast também apresentará sua linha de materiais hospitalares no estande. 

Para o CEO da MedLevensohn, José Marcos Szuster, a Hospitalar é parte essencial do compromisso da companhia com inovação acessível em saúde. “Buscamos evoluir nosso portfólio com soluções cada vez mais completas para o monitoramento de diabetes e outras condições de saúde, conectando tecnologia, precisão e cuidado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com doenças crônicas em todo o Brasil, com foco na longevidade.” 

O Smart 2.0 também representa um avanço importante no mercado, especialmente para público infantil – com uso autorizado a partir dos 2 anos de idade -, contribuindo para melhor qualidade de vida, maior adesão ao tratamento e menor necessidade de testes de ponta de dedo frequentes. Já o novo glicosímetro MedLevensohntraz tecnologia GDH-FAD, sistema no code e versatilidade de amostras – capilar, venosa, arterial e neonatal –, com praticidade e resultados confiáveis. 

Já a diretora-geral da MedLevensohn, Anna Luíza Szuster, destaca como a companhia foca em consolidar um portfólio de soluções para a saúde dos brasileiros. “Um portfólio integrado nos permite oferecer cada vez mais eficiência ao longo de toda a jornada de cuidado do paciente, com apoio aos profissionais e instituições. A ideia é conseguir atender a diferentes demandas do mercado de forma estratégica, sempre priorizando a qualidade e confiabilidade na rotina dos pacientes”. 

Por fim, o diretor comercial, Fernando Marinheiro, conclui que a Hospitalar segue como um pilar fundamental nos relacionamentos da indústria com o setor. “Seguimos estreitando as relações com hospitais, clínicas e distribuidores. O nosso objetivo é seguir fortalecendo parcerias e posicionar a MedLevensohn como referência no dia a dia das instituições, com soluções que aliam inovação e disponibilidade, contribuindo para a eficiência operacional e a qualidade do atendimento”, finaliza o executivo.


Tabagismo está associado com ao menos 63 mil mortes anuais por câncer no Brasil, alerta SBCO

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) estima que 63.268 mortes registradas no Brasil em 2025 estejam relacionadas ao tabagismo. A projeção considera 12 tipos de câncer associados ao consumo de derivados do tabaco e foi elaborada a partir de dados da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, estimativas do INCA para 2026 e percentuais de fração atribuível ao tabaco obtidos em estudos epidemiológicos do INCA e do Observatório da Saúde


Levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) aponta que ao menos 63.268 mortes por câncer registradas no Brasil em 2025 estejam associadas ao tabagismo. A estimativa considera 12 tipos de tumores relacionados ao consumo de derivados do tabaco e reforça o impacto persistente do cigarro sobre a mortalidade por câncer no país. 

Os dados utilizados pela SBCO têm como base os registros de mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e as estimativas de incidência do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026. Já os percentuais de associação entre tabagismo e cada tipo tumoral foram extraídos de informações epidemiológicas do próprio INCA e do Observatório da Saúde, a partir de estudos de fração atribuível ao tabaco, indicador que estima quantos casos ou mortes podem ser relacionados diretamente ao consumo de cigarros. 

Segundo o levantamento, os 12 tipos de câncer avaliados somaram 132.802 mortes em 2025. Entre eles estão tumores de pulmão, cavidade oral, laringe, esôfago, bexiga, pâncreas, fígado, colo do útero, rim, estômago, colorretal e leucemia mieloide aguda. A partir da aplicação dos percentuais atribuíveis ao tabagismo, a SBCO chegou-se à estimativa de mais de 63 mil óbitos associados ao consumo de tabaco. 

O impacto é particularmente expressivo nos tumores do trato respiratório e digestivo superior. No câncer de pulmão, por exemplo, cerca de 90% dos casos são associados ao tabagismo. Isso significa que, das 31.637 mortes registradas em 2025, aproximadamente 28.473 podem ter relação direta com o consumo de cigarros. Os cânceres de esôfago e laringe também apresentam elevadas proporções atribuíveis ao tabaco, de 90% e 96%, respectivamente. 

Tipo de Câncer

Número de óbitos

Estimativa INCA 2026

Porcentagem Tabagismo*

Estimativa de óbito - SBCO

Pulmão

31.637

35.380

90%

28.473

Cavidade Oral

1.195

17.190

80%

956

Laringe

4.381

8.510

96%

4.205

Esôfago

8.245

11.390

90%

7.420

Bexiga

5.452

13.110

70%

3.816

Pâncreas

14.571

13.240

30%

4.371

Fígado

11.305

12.350

25%

2.826

Colo do Útero

7.270

19.301

20%

1.454

Rim

4.576

Não tem

20%

915

Leucemia Mieloide Aguda

4.108

12.220

20%

821

Estômago

14.363

22.350

20%

2.872

Colorretal

25.699

53.810

20%

5.139

* Percentuais de associação entre tabagismo e câncer baseados em dados epidemiológicos do INCA e do Observatório da Saúde.

Mesmo em tumores com menor percentual de associação, o impacto permanece relevante em razão do elevado número absoluto de casos. É o caso dos cânceres colorretal (intestino grosso e reto), de estômago, fígado, pâncreas e colo do útero, nos quais o tabagismo atua como importante fator de risco adicional, frequentemente associado ao consumo de álcool, sedentarismo e alimentação rica em ultraprocessados.

O cirurgião oncológico e presidente da SBCO, Paulo Henrique de Sousa Fernandes, destaca que o tabagismo permanece como um dos principais fatores evitáveis associados ao câncer e ressalta que seus efeitos se potencializam quando combinados a outros comportamentos de risco. “Mesmo quando não é a causa principal, o cigarro contribui de forma significativa para o desenvolvimento e agravamento da doença, especialmente quando associado ao consumo de álcool, sedentarismo e alimentação inadequada”, afirma.


Queda do tabagismo não elimina impacto acumulado

Estudo publicado em 2025 na Revista Brasileira de Cancerologia, periódico científico editado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), intitulado “Evolução do Tabagismo e Incidência de Câncer de Pulmão no Brasil (2000–2020)”, mostra que o tabagismo permanece como o principal fator de risco para o câncer de pulmão no país. 

O trabalho aponta que a prevalência de fumantes caiu de 34,8% em 1989 para cerca de 12,6% em 2019, chegando a aproximadamente 9,3% em 2023. Apesar da redução expressiva, os pesquisadores destacam que os efeitos do tabaco permanecem sendo observados por décadas, em razão do longo intervalo entre a exposição e o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

“O avanço é importante, mas vemos uma movimentação intensa da indústria do tabaco na tentativa de apresentar novos produtos como alternativas supostamente menos nocivas, especialmente os cigarros eletrônicos e dispositivos saborizados. Isso não é verdade. É fundamental reforçar, sobretudo entre os jovens, que nenhuma dessas opções é isenta de riscos. Além disso, as evidências apontam, conforme destacadas pela OMS, que não há consumo seguro de cigarro e de nenhum de seus derivados”, alerta Fernandes. 

O estudo também evidencia mudanças no perfil epidemiológico do câncer de pulmão no Brasil, com redução da incidência entre homens e aumento entre mulheres, fenômeno associado às diferenças históricas no padrão de consumo de tabaco entre os sexos. “O Dia Mundial sem Tabaco é uma oportunidade importante para conscientizar a população sobre os riscos do consumo de cigarros e reforçar a necessidade de prevenção”, acrescenta o especialista. 


Cigarro eletrônico preocupa especialistas

Os cigarros eletrônicos surgiram no mercado com o discurso de serem menos nocivos do que os cigarros convencionais. No entanto, estudos já demonstram que alguns dispositivos podem conter concentrações de nicotina significativamente superiores às do cigarro tradicional, favorecendo rápida dependência química. Em abril de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a proibição da comercialização dos cigarros eletrônicos no Brasil, medida em vigor desde 2009. 

O presidente da SBCO reforça que, além do risco direto à saúde, esses dispositivos podem funcionar como porta de entrada para o tabagismo convencional, especialmente entre adolescentes e adultos jovens. “Esses dispositivos liberam substâncias tóxicas que podem causar danos ao sistema respiratório e cardiovascular. Há uma falsa percepção de segurança em relação aos cigarros eletrônicos. Eles não são inofensivos e podem expor o usuário a níveis elevados de nicotina. A única forma de reduzir de fato os riscos é não consumir nenhum produto derivado do tabaco”, afirma. 


OMS aponta para os benefícios de parar de fumar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que nunca é tarde para parar de fumar. Em cerca de 20 minutos após interromper o consumo, a frequência cardíaca e a pressão arterial diminuem. Após 12 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue retornam ao normal. Entre duas e 12 semanas, há melhora da circulação e da função pulmonar. Dez anos após parar de fumar, o risco de morte por câncer de pulmão cai para aproximadamente metade do observado em fumantes ativos, enquanto também diminui o risco de tumores de boca, garganta, esôfago, bexiga, rim e pâncreas. Quinze anos após abandonar o cigarro, o risco de doença coronariana se aproxima daquele observado em pessoas que nunca fumaram.

  

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO

 

Astigmatismo atinge cerca de 20 milhões de brasileiros e exige atenção à saúde visua

Foto: Imagem de benzoix no Magnific
Irregularidade ocular provoca distorções visuais e demanda diagnóstico precoce, explica oftalmologista 


Você conhece alguém que tenha astigmatismo? Sabia que o problema é mais comum do que imagina? Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com essa alteração visual, muitas vezes sem diagnóstico adequado ou acompanhamento regular. Apesar de amplamente conhecido, o quadro ainda é subestimado, principalmente quando comparado à miopia, o que pode atrasar a busca por avaliação especializada e comprometer a qualidade de vida. 

“Existe uma percepção equivocada de que o astigmatismo causa apenas leve desconforto, porém a distorção visual pode ser bastante significativa e interferir em diversas atividades do dia a dia”, explica o Dr. Alfredo Pigatin Neto, oftalmologista do H.Olhos. 

Caracterizado por uma curvatura irregular da córnea ou do cristalino, o problema impede que os raios luminosos sejam focados corretamente sobre a retina, resultando em imagens borradas ou distorcidas em qualquer distância. Diferente de outros erros refrativos, essa condição não se restringe a perto ou longe, afetando a nitidez de forma global. “O paciente pode enxergar linhas tortas, perceber sombras nas letras ou ter dificuldade em manter foco contínuo durante leitura e uso de telas”, afirma. Esses sinais, muitas vezes ignorados, podem evoluir para quadros de fadiga ocular intensa. 

Além da visão embaçada, sintomas como dores de cabeça frequentes, ardência, lacrimejamento e sensação de esforço constante são comuns, especialmente após longos períodos de concentração. Crianças também podem ser impactadas, apresentando queda no rendimento escolar ou desinteresse por atividades que exigem atenção visual. “Quando não identificado precocemente, o astigmatismo pode prejudicar o desenvolvimento, já que a dificuldade para enxergar interfere diretamente na aprendizagem”, ressalta o oftalmologista. 

A confirmação ocorre por meio de consulta oftalmológica completa, com exames que analisam refração e estruturas oculares. Esse processo permite identificar o grau da irregularidade e definir a melhor estratégia de correção. Óculos com lentes cilíndricas ou lentes de contato específicas costumam ser indicados para compensar a curvatura desigual. “A escolha do método deve considerar o perfil do paciente, rotina e necessidades visuais, garantindo conforto e eficiência na adaptação”, explica. 

Em situações específicas, principalmente quando há graus elevados ou intolerância às opções convencionais, procedimentos cirúrgicos podem ser recomendados. Técnicas modernas possibilitam remodelar a superfície corneana, corrigindo a irregularidade e melhorando a qualidade da visão. “A cirurgia refrativa evoluiu muito nos últimos anos, oferecendo segurança e bons resultados, desde que haja indicação criteriosa e avaliação individualizada”, destaca. 

Mesmo sendo comum, o astigmatismo exige atenção contínua. Consultas periódicas são essenciais para monitorar possíveis mudanças e ajustar a correção ao longo do tempo. O cuidado preventivo evita complicações e contribui para o bem-estar visual em todas as fases da vida. “Enxergar bem não deve ser encarado como luxo, mas como parte fundamental da saúde, e qualquer alteração precisa ser investigada com seriedade”, finaliza o Dr. Alfredo Pigatin Neto.


Maio Amarelo: especialista alerta para os impactos das longas jornadas de moto na saúde da coluna

 

Campanha de conscientização no trânsito também chama atenção para os riscos físicos enfrentados por motociclistas que passam muitas horas por dia pilotando; dor lombar, hérnia de disco e desgaste precoce da coluna estão entre os principais problemas.


Durante o Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização para redução de acidentes e promoção de um trânsito mais seguro, um outro ponto importante merece atenção: os impactos da rotina de quem passa muitas horas na motocicleta sobre a saúde da coluna.
 

Motociclistas profissionais, entregadores e trabalhadores que dependem da moto no dia a dia estão expostos a uma combinação de fatores que pode comprometer a saúde musculoesquelética ao longo do tempo, como vibração contínua, impacto repetitivo e manutenção prolongada da mesma postura. 

De acordo com o ortopedista e cirurgião da coluna, Dr. André Evaristo Marcondes, permanecer muitas horas pilotando aumenta o risco de dor lombar, desgaste precoce da coluna e compressões nervosas. 

“A motocicleta gera vibração constante e exige que o corpo permaneça por muito tempo na mesma posição, o que aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais. Com o passar do tempo, isso pode levar a dor lombar crônica, hérnia de disco, inflamações musculares e até compressões de nervos”, explica o especialista. 

A discussão é especialmente oportuna no Maio Amarelo, já que a campanha propõe uma reflexão ampla sobre segurança e preservação da vida no trânsito, o que também inclui olhar para a saúde física de quem vive grande parte da rotina sobre duas rodas. 

Estudos na área de saúde ocupacional mostram que trabalhadores expostos à vibração de corpo inteiro, como motociclistas e motoristas profissionais, apresentam maior incidência de lombalgia e alterações degenerativas na coluna, condição descrita em pesquisas internacionais e em dados de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Labour Organization (ILO). 

Segundo o Dr. André Evaristo, o risco aumenta quando a rotina inclui jornadas prolongadas, poucas pausas e circulação frequente em vias irregulares. “Quem trabalha o dia inteiro na moto sofre microimpactos repetidos, precisa manter tensão muscular constante e muitas vezes não tem tempo para descanso. Esse conjunto favorece desgaste precoce da coluna e piora de problemas já existentes”, afirma. 

O especialista destaca que algumas medidas podem ajudar a reduzir os danos, mesmo para quem depende da motocicleta para trabalhar. “Fazer pausas ao longo do dia, manter fortalecimento da musculatura do abdômen e das costas, ajustar a posição de pilotagem e procurar avaliação médica quando a dor se torna frequente são cuidados importantes. Ignorar os sintomas pode fazer com que o problema evolua e leve até à necessidade de tratamento cirúrgico”, orienta. 

No contexto do Maio Amarelo, o médico reforça que a segurança no trânsito também passa por condições adequadas de trabalho, prevenção e atenção aos sinais do corpo. 

“Dor persistente na coluna não deve ser considerada normal, principalmente em profissionais que passam muitas horas pilotando. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de controlar a dor e evitar lesões mais graves”, conclui Marcondes.

 

Fonte:
Dr. André Evaristo (@dr.andrecoluna) - Mestre em Saúde Pública Global pela University of Limerick (Irlanda), possui especialização em Cirurgia de Coluna, em Ortopedia e Traumatologia, e graduação em Medicina pela Universidade de Marília. Preceptor do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC. É membro da North American Spine Society (NASS), Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Servidor Público Municipal (SP) e, atualmente, atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês, AACD e Grupo C.O.T.C. Centro de Ortopedia, Traumatologia e Coluna
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Novo Nordisk lança nova condição especial (combo) para Wegovy® 2,4 mg: na compra de duas canetas, a terceira sai sem custo para o paciente

  • Nova política de preços oferece desconto superior a 30% no custo do tratamento por tempo limitado, com início em 11 maio
  • Iniciativa integra estratégia da Novo Nordisk para ampliar o acesso a tratamentos inovadores de diabetes, sobrepeso e obesidade
  • Ação comercial acontece após a aprovação regulatória da dosagem de 7,2 mg pela Anvisa

 

A Novo Nordisk, líder global em saúde, reforça sua estratégia de ampliação de acesso ao anunciar novas condições especiais de preço para Wegovy® 2,4 mg (semaglutida injetável), com o objetivo de apoiar o paciente no início e na manutenção do tratamento para perda de peso. 

De 11 a 31 de maio de 2026, com possibilidade de extensão do prazo, os pacientes poderão adquirir três canetas de Wegovy® 2,4 mg (semaglutida injetável) pagando por apenas duas unidades, o que equivale a um desconto superior a 30% no custo do tratamento. Para aderir ao combo, é necessário que o paciente tenha prescrição médica para três unidades de 2,4 mg de Wegovy®. O paciente também precisa estar cadastrado no NovoDia, programa de suporte da Novo Nordisk, e realizar a compra diretamente no e-commerce ou nas lojas físicas das redes credenciadas. 

No início de maio, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizou a aprovação da nova dosagem de Wegovy® 7,2 mg no Brasil, que demonstrou perda de peso de 25% em 1 a cada 3 pacientes e perda de peso média de 21% segundo o estudo STEP UP.¹ A nova dosagem aprovada de 7,2 mg deve ser aplicada com três injeções de 2,4 mg no mesmo dia, uma vez por semana, conforme orientação médica. 

“A Novo Nordisk tem o compromisso de liderar a inovação em medicamentos para obesidade e perda de peso para assegurar uma melhor qualidade de vida para a população. Quando um profissional de saúde prescreve Wegovy® a quem vai se beneficiar do tratamento, esse pode ser o impulso inicial para ajudar a pessoa a controlar o peso e adotar hábitos mais saudáveis, melhorar a alimentação, e estar mais disposta a praticar atividade física, ajudando a alcançar os resultados desejados”, explica Allan Finkel, General Manager da Novo Nordisk no Brasil. 

A ação integra uma estratégia mais ampla de ampliação de acesso. Em março de 2026, a Novo Nordisk anunciou uma política de preço para apoiar o início do tratamento para perda de peso ao oferecer a caneta inicial de Wegovy® (apresentação de 0,25 mg) sem custo, desde que prescrita em conjunto com a dose de tratamento indicada pelo profissional de saúde. A condição é válida até o final de maio e enquanto durarem os estoques.


Nova política de preços para Rybelsus® (semaglutida oral)

A Novo Nordisk também desenvolveu mecanismos para apoiar o paciente na compra de Rybelsus® (semaglutida oral). Na compra de duas caixas de qualquer dosagem de Rybelsus® (3 mg, 7 mg ou 14 mg), o custo mensal do tratamento sai por R$ 565,00 (e-commerce) ou R$ 615,00 (em lojas físicas). A condição é por tempo ilimitado.



Novo Nordisk
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Referência:
1. Wharton S et al. Lancet Diabetes Endocrinol 2025;13:949–963.


Veganismo pode aumentar o risco de anemia

 


Especialista explica por que dietas restritivas exigem atenção redobrada ao consumo de ferro e acompanhamento nutricional adequado

 

A decisão de seguir uma alimentação vegana ou vegetariana tem se tornado cada vez mais comum, seja por questões de saúde, sustentabilidade ou escolhas pessoais. Recentemente, o tema voltou ao debate após declarações da modelo Gisele Bündchen sobre mudanças em sua alimentação e os impactos percebidos em sua saúde, reacendendo discussões sobre os desafios nutricionais de dietas restritivas.

Embora padrões alimentares baseados em vegetais possam trazer benefícios e ser perfeitamente saudáveis, a restrição de alimentos de origem animal exige atenção especial ao consumo de nutrientes essenciais, entre eles o ferro, mineral fundamental para o transporte de oxigênio no organismo e prevenção da anemia.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, dietas veganas e vegetarianas podem ser saudáveis e equilibradas, desde que bem planejadas. O principal ponto de atenção está na ingestão e absorção de ferro, já que a principal fonte de ferro de alta biodisponibilidade é encontrada em alimentos de origem animal.

“O ferro presente em vegetais existe, mas sua absorção costuma ser menor quando comparada ao ferro heme, encontrado em carnes e vísceras. Isso significa que pessoas vegetarianas e veganas precisam ter um olhar ainda mais atento para a composição da dieta e para possíveis sinais de deficiência”, explica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas no mundo, sendo a deficiência de ferro sua principal causa. Mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e pessoas com dietas restritivas estão entre os grupos de maior risco.

Dados publicados pelo periódico científico Nutrients apontam que vegetarianos e veganos podem apresentar estoques de ferro mais baixos quando comparados à população onívora, especialmente mulheres, devido à combinação entre maior necessidade fisiológica e menor biodisponibilidade do mineral na dieta.

Entre os alimentos vegetais ricos em ferro estão feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu, vegetais verde-escuros, sementes e oleaginosas. Ainda assim, especialistas reforçam que a absorção pode ser prejudicada por compostos presentes em alguns alimentos, como fitatos e polifenóis, encontrados em cereais integrais, café e chás.

Uma estratégia recomendada é associar fontes vegetais de ferro ao consumo de vitamina C, presente em frutas cítricas, acerola, morango e kiwi, que melhora a absorção do nutriente.

Os sinais de deficiência de ferro incluem cansaço excessivo, falta de concentração, queda de cabelo, palidez, unhas frágeis e baixa imunidade. Quando identificados, devem ser avaliados por um profissional de saúde.

“O mais importante não é demonizar nenhum padrão alimentar, mas entender que cada escolha nutricional exige responsabilidade e acompanhamento. Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária para garantir níveis adequados de ferro e prevenir complicações”, reforça Dr. Carlos.

Com o crescimento do número de adeptos às dietas baseadas em vegetais, o debate sobre nutrição individualizada ganha ainda mais relevância. A orientação profissional continua sendo essencial para garantir saúde, equilíbrio e prevenção de deficiências nutricionais.


 

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Câncer: quando a observação ativa prevalece sobre o tratamento imediato

Os linfomas não Hodgkin indolentes são tumores de crescimento lento. Como parte deles é incurável, o tratamento é realizado quando o tumor progride a ponto de comprometer o organismo, provocar sintomas e debilitar a saúde do paciente.

 

Neste ano, 12.560 casos de linfoma não Hodgkin deverão ser diagnosticados1. Trata-se de um câncer do sangue que surge quando um tipo de glóbulo branco se multiplica de forma desordenada e se acumula nos gânglios linfáticos. É classificado como agressivo ou indolente, de acordo com a progressão. Os linfomas indolentes crescem lentamente, muitas vezes sem manifestações clínicas. Segundo o protocolo, se forem diagnosticados em fases iniciais, devem ser apenas monitorados. O tratamento ocorrerá caso haja evolução da doença associada ou não a alguma sintomatologia. 

“Os linfomas não Hodgkin indolentes são muitas vezes incuráveis. Para manter a qualidade de vida do paciente, são tratados quando se desenvolvem a ponto de causar obstrução em uma estrutura do organismo, complicações clínicas ou dor. A terapia visa manter a doença sob controle, proporcionando ao paciente uma longa sobrevida sem a presença de sintomas”, explica o hematologista Eric Pena, da Oncologia D’Or. 

Os principais sinais da doença são o surgimento de caroços ou ínguas (gânglios inchados) na virilha, no pescoço e nas axilas, febre sem motivo no final do dia, suor noturno, perda de peso maior que 10% sem causa aparente e sensação de cansaço ou fraqueza. 

Atualmente, o arsenal terapêutico para a doença é bastante amplo. Os médicos podem prescrever imunoterapias, sobretudo para tratar os linfomas mais comuns como o folicular, o linfocítico e o marginal.

 Caroços ou ínguas (gânglios inchados) no pescoço
estão entre os sintomas mais comuns da doença

A doença


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o linfoma não Hodgkin ocupa a 11ª posição entre os tumores mais incidentes no Brasil, sem considerar o câncer de pele não melanoma. A doença afeta o sistema linfático — uma rede de pequenos vasos e gânglios que integra os sistemas circulatório e imunológico. Sua função é coletar e filtrar o líquido que se acumula nos tecidos, reconduzindo-o à corrente sanguínea. 

O linfoma não Hodgkin engloba mais de 60 diferentes neoplasias. O subtipo indolente mais frequente é o folicular, cuja incidência é maior em adultos na casa dos 50 e 60 anos, e, às vezes, atinge a medula óssea. O segundo mais comum é o linfocítico, que ocorre principalmente entre os 60 e 70 anos. O terceiro é o linfoma marginal, subtipo associado às mucosas, podendo acometer órgãos como olhos, baço e estômago. Incide em adultos a partir dos 50 anos.

Quando paciente sem manifestação de sintomas é diagnosticado com a doença em estágios iniciais, o protocolo recomenda apenas a observação ativa. “No começo, a pessoa é submetida mensalmente a exames físicos e de sangue. Na ausência da progressão do tumor, a realização dos exames é espaçada, podendo ocorrer a cada trimestre e, posteriormente, duas vezes por ano”, observa o médico Eric Pena.

Fatores de risco

Segundo o INCA1, os principais fatores de risco incluem condições que comprometem o sistema imune, como doenças hereditárias, transplantes de órgãos, uso prolongado de drogas imunossupressoras, doenças autoimunes ou infecção pelo HIV. Infecções pelo vírus Epstein-Barr e pelo vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1, assim como pela bactéria Helicobacter pylori, também estão associadas ao aumento de risco.
 

Estudos mostram que ter parentes de primeiro grau com linfoma não Hodgkin aumenta o risco de desenvolver a doença. Os riscos ocupacionais e ambientais estão associados à exposição a substâncias químicas (pesticidas, benzeno), radiação ionizante e radiação ultravioleta1.
 

Não há exames de rastreio específico para esse tipo de câncer. O acompanhamento médico regular favorece o diagnóstico precoce, porque muitas vezes esses tumores são descobertos por acaso em exames de rotina ou para apurar a origem de outras queixas.

 

Oncologia D'Or


Referência

Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio de Janeiro.


Cuidado domiciliar ganha protagonismo com envelhecimento da população e amplia atuação da enfermagem

 

No Dia Internacional da Enfermagem (12/5), especialista destaca papel estratégico do enfermeiro no cuidado à pessoa idosa dentro de casa

 

O rápido envelhecimento da população brasileira tem transformado a forma como o cuidado em saúde é prestado, especialmente no atendimento à pessoa idosa. Nesse cenário, o cuidado domiciliar vem ganhando protagonismo e ampliando o papel dos profissionais de enfermagem, que passam a atuar não apenas na assistência direta, mas também no planejamento, na prevenção e na orientação de pacientes e familiares. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil passa por uma mudança demográfica acelerada. Entre 2000 e 2023, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou, passando de 8,7% para 15,6% da população. Em números absolutos, esse grupo saltou de 15,2 milhões para 33 milhões de pessoas. Pela primeira vez, o país já tem mais idosos do que jovens entre 15 e 24 anos — marco registrado em 2023. A tendência deve se intensificar: a projeção é que, em 45 anos, os idosos representem 37,8% da população brasileira, o equivalente a 75,3 milhões de pessoas. 

Segundo o coordenador do curso de Enfermagem do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Alexandro Marcos, a maior longevidade da população e o aumento do número de idosos vivendo sozinhos têm impulsionado a demanda por esse tipo de atendimento. “Estamos vivendo um momento muito promissor para o cuidado domiciliar. As pessoas estão vivendo mais e, muitas vezes, sozinhas, o que exige uma estrutura de cuidado cada vez mais qualificada dentro de casa”, afirma. 

No ambiente domiciliar, o enfermeiro assume uma função estratégica na gestão do cuidado, sendo responsável por avaliar o contexto do paciente, estruturar o plano terapêutico e acompanhar sua execução ao longo do tempo. “O enfermeiro atua como um gerenciador do plano de cuidados, adaptando as condutas à realidade do paciente e do ambiente em que ele vive. Estar em casa faz toda a diferença para a pessoa idosa, porque permite um cuidado mais humanizado e alinhado à sua rotina e história”, explica. 

Além da assistência direta, o profissional também exerce um papel fundamental na educação em saúde. “O enfermeiro é um educador e orienta tanto o paciente quanto familiares e cuidadores, formais ou informais, garantindo que o cuidado continue mesmo em sua ausência”, completa.


Formação 

A atuação com a população idosa exige formação específica. Há especializações em geriatria, com foco no tratamento de doenças, e em gerontologia, que aborda o envelhecimento de forma integral, considerando aspectos físicos, emocionais e sociais. “Além da formação técnica, o profissional precisa desenvolver habilidades socioemocionais, como sensibilidade, paciência e equilíbrio emocional. Estamos lidando com um público que possui limitações próprias do envelhecimento e que demanda um olhar mais atento e humanizado”, destaca. 

Outro ponto central do cuidado domiciliar é a prevenção. O acompanhamento próximo permite a identificação precoce de sinais e sintomas, reduzindo riscos de complicações e internações. “A detecção precoce é fundamental para prevenir agravamentos e contribuir para a qualidade de vida. O envelhecimento não precisa estar associado à doença, mas exige acompanhamento constante e qualificado”. 

Apesar do avanço na área, o Brasil ainda enfrenta desafios para atender à crescente demanda por cuidados com a população idosa, especialmente na formação de profissionais especializados e na estruturação de serviços adequados. “O país ainda não está totalmente preparado para esse crescimento. Temos um número cada vez maior de idosos e ainda poucos profissionais capacitados para atender essa demanda. Há avanços, especialmente com o uso de tecnologias voltadas ao envelhecimento, mas ainda existem lacunas importantes”, avalia.


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