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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Nem a Copa escapa: medo da imigração nos EUA já afasta turistas estrangeiros


A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos deveria representar um dos maiores impulsos econômicos da década para o país. A expectativa é de bilhões de dólares movimentados pelo turismo internacional, além do aumento expressivo na circulação de estrangeiros durante o evento. Mas um novo fenômeno começa a preocupar especialistas, onde os turistas estão com medo da imigração americana, e acabam reconsiderando viagens ao país, inclusive para assistir à Copa.

Nos últimos meses, relatos sobre abordagens rigorosas em aeroportos, fiscalização de celulares, aumento de interrogatórios na imigração e casos de barramento mesmo com visto válido passaram a circular com força nas redes sociais e na imprensa internacional. O cenário é o que provoca a insegurança em estrangeiros que planejavam viajar aos EUA, especialmente em um momento de endurecimento do discurso migratório no país.

Mas afinal, o medo é exagero ou realmente existem riscos para turistas brasileiros e estrangeiros? E mais, o que pode levar alguém a ser barrado na imigração americana mesmo estando aparentemente com toda a documentação correta?

Para o advogado especialista em imigração Diego Felis Sales, o problema vai além da burocracia migratória tradicional e já começa a impactar o comportamento de turistas, estudantes e até investidores internacionais.

“A imigração americana deixou de ser vista apenas como um processo burocrático e passou a gerar receio real em parte dos estrangeiros. Hoje, muitos turistas têm dúvidas sobre até onde vai a fiscalização e o que pode ser interpretado como inconsistência na entrada no país”, explica.

Diego também explica que alguns comportamentos aparentemente simples podem acender alertas durante a entrada nos Estados Unidos.  Então, para identificar se sua viagem aos EUA pode estar em risco, procure responder a essas perguntas:

Sua viagem é compatível com o tipo de visto emitido?

Você consegue comprovar financeiramente sua permanência no país?

O tempo da viagem faz sentido para o objetivo informado?

Há mensagens, contatos ou informações no celular que possam contradizer o motivo da viagem?

Você já ficou mais tempo do que o permitido em viagens anteriores?

Sua hospedagem e roteiro estão claros?

Existe qualquer indício de intenção de trabalho irregular nos EUA?

“Ter o visto aprovado não significa entrada garantida. A decisão final acontece na imigração, no momento do desembarque”, alerta Sales.

Outro ponto que tem gerado apreensão é a possibilidade de inspeção de dispositivos eletrônicos durante a entrada no país. Embora o procedimento não seja aplicado em todos os passageiros, ele pode acontecer em situações específicas, principalmente quando agentes identificam inconsistências nas informações apresentadas pelo viajante.

Segundo o advogado, muitas pessoas ainda desconhecem que conversas, e-mails, currículos ou mensagens relacionadas a trabalho informal podem gerar suspeitas migratórias dependendo do contexto. “O maior erro é acreditar que a imigração avalia apenas documentos. Hoje existe uma análise comportamental muito mais ampla”, afirma.

Com isso, especialistas apontam que a preocupação em torno da imigração americana já ultrapassa o campo jurídico e começa a influenciar diretamente decisões de turismo, intercâmbio e negócios internacionais. Em meio à expectativa pela Copa do Mundo de 2026, o aumento da sensação de insegurança entre estrangeiros pode representar um desafio para os próprios Estados Unidos, que tentam consolidar sua imagem como principal destino global para grandes eventos e oportunidades econômicas.

 

Diego Sales - advogado licenciado no Brasil, com mais de 14 anos de experiência em direito de imigração e direito corporativo. Ao longo de sua carreira, atuou em escritórios de advocacia e empresas de tecnologia tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.


Auxílio-acidente dá direito ao 13º do INSS

Abono anual é proporcional e pode ser acumulado com o 13º trabalhista


Quem recebe auxílio-acidente tem direito ao 13º do INSS, conhecido como abono anual. Esse valor é pago de forma proporcional aos meses em que o benefício esteve ativo ao longo do ano. Na prática, se o auxílio foi mantido de janeiro a dezembro, o segurado recebe o equivalente a uma renda mensal. Já nos casos em que o benefício começou ou foi encerrado durante o ano, o cálculo é feito na proporção de 1/12 por mês.

De acordo com o advogado previdenciarista Humberto Tommasi, da Ozon & Tommasi Advogados, esse ainda é um tema cercado de equívocos.
“Muita gente acredita que, por ter natureza indenizatória, o auxílio-acidente não gera 13º. Isso não é correto. O fato de ser pago de forma continuada dentro do sistema previdenciário garante esse direito ao segurado”, explica. O auxílio-acidente é um benefício devido ao trabalhador que, após um acidente, permanece com sequelas permanentes que reduzem sua capacidade para o trabalho habitual. Embora não substitua o salário, ele possui caráter mensal e contínuo; e é justamente isso que assegura o pagamento do abono anual.

O cálculo segue uma lógica simples: cada mês em que o benefício foi devido conta como 1/12 do valor total. Mesmo que o pagamento tenha ocorrido por poucos dias dentro do mês, ele já entra na contagem.

“Se o benefício começou em abril, por exemplo, o segurado terá direito a 9/12 do abono. Esse detalhe é importante, porque muitas pessoas não conferem os valores e acabam recebendo menos do que deveriam”, alerta Tommasi. Outro ponto que costuma gerar dúvida é a possibilidade de acumular o 13º do INSS com o 13º salário pago pela empresa. Isso é permitido quando o segurado continua exercendo atividade com carteira assinada. “São verbas de naturezas distintas. O abono do INSS decorre do benefício previdenciário, enquanto o 13º trabalhista está vinculado ao contrato de trabalho. Por isso, não há impedimento para o recebimento simultâneo”, esclarece.

O pagamento do abono anual normalmente ocorre em duas parcelas ao longo do ano, conforme calendário do INSS. A primeira corresponde, em regra, a 50% do valor estimado, enquanto a segunda faz o ajuste final, podendo incluir descontos como imposto de renda, quando aplicável. 2/*Situações de transição exigem atenção. Quando o auxílio-acidente é encerrado em razão da concessão de aposentadoria, o segurado não perde o direito ao 13º. Ele recebe de forma proporcional pelos períodos em que esteve em cada benefício.

“O INSS realiza o ajuste para evitar pagamento em duplicidade no mesmo período, mas o segurado continua tendo direito ao valor proporcional total do ano”, pontua. A recomendação é simples: acompanhar regularmente o extrato no Meu INSS e conferir se os valores estão corretos, especialmente em anos de mudança de benefício. “Na prática, muitos erros são resolvidos com um pedido administrativo bem instruído, acompanhado de extratos e da contagem correta dos meses. O problema é que muita gente simplesmente não confere”, orienta o advogado.

O abono anual do auxílio-acidente funciona como uma proteção adicional ao segurado, garantindo uma renda extra ao fim do ano. Mais do que um valor complementar, é um direito que reforça a função da Previdência Social de preservar a renda de quem teve sua capacidade de trabalho reduzida; sem prejuízo de outros recebimentos, como o 13º salário pago pelo empregador.

 

Ozon & Tommasi Advogados
Dr. Humberto Tommasi
@ozonetommasiprev
contato@aot.adv.br
www.aot.adv.br
Av. Iguaçu, 1106 – Rebouças, Curitiba/PR

 

Grandes empresas abrem mais de 600 vagas no Brasil

Companhias disponibilizam vagas de emprego, estágio e trainee em todo o país, com oportunidades para pessoas com deficiência  


Estágio

PepsiCo
A PepsiCo, dona de marcas icônicas, como LAY’S®, RUFFLES®, CHEETOS® e DORITOS®, está com inscrições abertas para o programa de estágio First Gen 2026 em São Paulo, Itu, Sorocaba e Salvador. As vagas são destinadas às áreas de Finanças, Jurídico, Marketing, Operações, People e Vendas, e exigem que o candidato esteja cursando o Ensino Superior bacharelado, licenciatura ou tecnólogo, com previsão de formação entre dezembro de 2027 e 2028, além de disponibilidade para estagiar 30 horas semanais em formato híbrido ou presencial. A empresa oferece bolsa-auxílio, assistências médica e odontológica, Wellhub, vale-refeição ou restaurante, além de benefícios exclusivos voltados ao bem-estar, saúde mental e desenvolvimento profissional. O programa visa o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, com o período de 18 a 24 meses. As inscrições devem ser realizadas até o dia 19 de maio pelo
link.



Trainee

Direcional
A Direcional está com inscrições abertas para o Programa de Trainee 2026, voltado a profissionais com dois a três anos de formação em diferentes áreas. Com duração de 16 meses, a iniciativa oferece uma trilha imersiva de desenvolvimento, com job rotation em setores estratégicos como Comercial e Incorporação, Financeiro, Tecnologia e Engenharias, além de mentoria com lideranças, workshops e atuação em desafios reais do negócio. Entre os benefícios estão participação nos lucros, planos de saúde e odontológico, vale-alimentação ou refeição, auxílio mobilidade, TotalPass, day off de aniversário, universidade corporativa e auxílio moradia para selecionados de outras cidades. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio, pelo
link.



Emprego

Americanas 
A Americanas inscreve para mais de 350 vagas para atuação em seu novo centro de distribuição em Brasília (DF), que será inaugurado nos próximos meses. Com 38 mil metros quadrados, o CD atenderá ao aumento da demanda de consumo na região Centro-Oeste do país e tem como objetivo expandir a capilaridade logística e a capacidade de abastecimento, elevando o nível do serviço da varejista, especialmente em 200 lojas nas regiões de Centro-Oeste e Norte. Entre os cargos a serem preenchidos estão os de Operador I e II, responsáveis por receber, conferir, separar e acomodar mercadorias no estoque, entre outras tarefas, além de funções de coordenação e supervisão nas áreas de logística e prevenção de perdas. Serão admitidos, ainda, assistentes logísticos e de recursos humanos, entre outros. Os candidatos precisam ter a partir de 18 anos, ensino médio completo e perfil dinâmico, ágil e resiliente. Os selecionados terão, além de salário compatível com o mercado, benefícios como refeição no local, vale-transporte, plano de saúde, odontológico, seguro de vida e Gympass, além descontos em compras nas lojas físicas. As inscrições serão feitas pelo
link até o dia 30 de maio.



Belgo
A Belgo Arames, líder brasileira na transformação de arames de aço, está com mais de 150 vagas abertas nos estados onde atua — Minas Gerais, São Paulo e Bahia. As oportunidades, válidas também para pessoas com deficiência, abrangem áreas operacionais e administrativas. A empresa oferece salário compatível com o mercado, além de um amplo pacote de benefícios que contempla plano médico e odontológico, refeição na empresa, seguro de vida, transporte fretado, licenças-maternidade e paternidade estendidas, descontos em medicamentos, auxílio para aquisição de óculos, gratificação no retorno de férias, participação nos lucros ou resultados (PLR) e acesso à plataforma de bem-estar corporativo. Além das vagas efetivas, a empresa também está com inscrições abertas para os programas de estágio e jovem aprendiz, voltados à formação e ao desenvolvimento de novos talentos. Confira as oportunidades e cadastre seu currículo em:
Link,


Corteva
A Corteva Agriscience, multinacional que atua no setor de sementes, defensivos agrícolas e biológicos, está com inscrições abertas para uma nova edição do seu Programa de Estágio. Estão disponíveis 21 vagas em 12 estados e no Distrito Federal. As inscrições acontecem entre 6 e 31 de maio no site da Companhia de Estágios. A admissão está prevista para agosto deste ano. As vagas são para estudantes de agronomia e engenharia agronômica, que estejam no período de estágio obrigatório. O programa oferece aos participantes uma experiência profissional rica e diversificada, com foco em atividades agrícolas.

A Corteva oferece diversos benefícios para o desenvolvimento do estudante durante o Programa de Estágio. A bolsa auxílio mensal para os estagiários é de R$ 2.920. Os contratados ainda contam com assistência médica e odontológica, subsídio farmácia, auxílio transporte, auxílio refeição, auxílio internet, seguro de vida, Wellhub e apoio assistencial psicológico, jurídico e financeiro.



Como se inscrever: Basta acessar o site do Companhia de Estágios, até 31 de maio:
Programa de Estágio Corteva 2026 — Companhia de Estágios.



TIC Trens 


A TIC Trens, concessionária responsável pela operação da Linha 7-Rubi, implantação do Trem Intercidades (TIC) de São Paulo a Campinas e do Trem Intermetropolitano (TIM) entre Jundiaí e Campinas, está com vagas abertas para pessoas com deficiência e prevê a abertura de novas oportunidades em diferentes áreas ao longo do ano. Com a campanha “Onde tem TIC, tem um toque a mais de oportunidade”, a empresa realiza ações de divulgação em canais digitais e nas estações da Linha 7-Rubi para ampliar o acesso ao mercado de trabalho e incentivar a participação nos processos seletivos. Os interessados podem acessar o site de carreiras da concessionária por meio de QR Codes instalados nas estações, onde é possível consultar as vagas disponíveis, cadastrar currículo e anexar laudo médico. As inscrições podem ser realizadas pelo site:
Link.



McDonald’s
O McDonald’s está com 75 novas oportunidades de trabalho abertas em suas unidades do Rio e Grande Rio, incluindo bairros como Barra da Tijuca, Campo Grande, Santa Cruz, Nova Iguaçu, Belford Roxo e São Gonçalo. As vagas, destinadas a pessoas com e sem deficiência, são para o cargo de Atendente de Restaurante e não exige experiência anterior. Para se candidatar, os interessados devem estar cursando ou já terem concluído o Ensino Médio. Os contratados passam a fazer parte de um programa de capacitação e desenvolvimento que contempla o aprimoramento de habilidades técnicas e comportamentais, gerando condições para que todas as pessoas possam alcançar o crescimento profissional dentro ou fora da organização.
Para concorrer às vagas, os interessados 
devem acessar o portal e realizar a inscrição online.


domingo, 10 de maio de 2026

Outono exige atenção redobrada com a saúde de pets: especialistas alertam sobre a prevenção contra parasitas e dermatites

Temperaturas mais amenas e tempo seco aumentam condições
 favoráveis para infestações silenciosas e inflamações na pele de pets.
 
Pexels
Temperaturas mais amenas e tempo seco aumentam condições favoráveis para infestações silenciosas e inflamações na pele. Um dos maiores alertas para o outono é o aumento da atividade do carrapato-estrela, elevando o risco de transmissão da febre-maculosa. 

 

Com a chegada do outono, aumenta a atividade do carrapato-estrela no Brasil, elevando o risco de transmissão da febre maculosa — uma doença grave que pode afetar tanto animais quanto humanos. Diante desse cenário, especialistas alertam para a importância de manter a prevenção contra parasitas ao longo de todo o ano¹, inclusive nos meses de clima mais ameno.

Apesar da percepção comum de que os riscos diminuem após o verão, pulgas e carrapatos seguem ativos e problemas dermatológicos tendem a se intensificar neste período. Mudanças climáticas têm contribuído para alterar a sazonalidade desses parasitas, tornando sua presença mais constante e reforçando a necessidade de uma abordagem preventiva contínua.

“Existe um mito de que pulgas e carrapatos desaparecem com temperaturas mais amenas e tempo seco, mas isso não é verdade. Esses parasitas permanecem ativos e podem transmitir doenças graves durante todo o ano”, afirma Camila Camalionte, médica-veterinária, zootecnista e gerente técnica da Elanco para Pet Health. “O outono, em especial, reúne condições favoráveis para infestações silenciosas e maior incidência de dermatites.”

Um dos principais pontos de atenção é o aumento da atividade do carrapato-estrela, especialmente na fase larval, conhecida como “micuim”. Nesse estágio, os parasitas são quase imperceptíveis e podem aderir à pele ou às roupas com facilidade, o que amplia o risco de transmissão da febre maculosa brasileira. Áreas com vegetação alta e presença de hospedeiros, como capivaras, exigem cuidado redobrado.

Após passeios, os cães podem carregar esses parasitas para dentro de casa, expondo também os tutores. A interrupção do uso de antiparasitários durante o outono é um erro comum que amplia essa exposição. Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2013 e 2023, foram registrados 2.359 casos de febre maculosa no Brasil, com aumento de 62% no período.

“Quando o tutor interrompe a prevenção, cria uma janela de risco não apenas para o animal, mas para toda a família. O controle de parasitas precisa ser contínuo e estratégico”, reforça Camila.

Para reduzir esse risco, a Elanco recomenda o uso regular de antiparasitários de ação rápida, como Credeli™ (lotilaner), uma isoxazolina oral que atua contra pulgas e carrapatos, incluindo o carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), auxiliando na interrupção do ciclo do parasita antes da transmissão de doenças. O produto é indicado para cães filhotes (a partir de 8 semanas de idade e 1,3 kg) e adultos, com comprimido mastigável, pequeno e palatável.

Além dos parasitas, o outono também impacta diretamente a saúde da pele dos animais. O clima mais seco, aliado à troca de pelagem e ao maior tempo em ambientes internos, favorece o ressecamento, a descamação e a queda excessiva de pelos.

Outro problema frequente é a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP). Mesmo sem uma infestação aparente, uma única picada pode desencadear uma reação intensa em animais sensíveis, com coceira persistente, lesões e risco de infecções secundárias.

Nesses casos, o manejo adequado da inflamação é fundamental para o bem-estar do animal. Uma das opções terapêuticas é Zenrelia™ (ilunocitinib), um inibidor da enzima JAK que atua no controle das vias inflamatórias associadas à coceira, contribuindo para a melhora dos sinais clínicos.

“Não basta tratar apenas os sintomas ou apenas a causa. É preciso atuar de forma integrada, eliminando os parasitas e controlando a resposta inflamatória da pele, garantindo proteção mais ampla e duradoura”, explica a especialista.

Mesmo animais que não saem de casa devem manter a prevenção, já que ovos e parasitas podem ser transportados em roupas, calçados ou objetos.

A especialista recomenda alguns cuidados com os pets durante o período:

  • Manter o uso regular de antiparasitários;
  • Inspecionar o pet após passeios;
  • Observar sinais de coceira ou alterações na pele;
  • Consultar um médico-veterinário ao menor sinal de problema;
  • Manter o ambiente doméstico limpo e higienizado.

Segundo Roberta Paiva, gerente de marketing de Pet Health da Elanco, a conscientização é essencial para reduzir riscos ao longo do ano. “Com informação e prevenção adequada, é possível atravessar as mudanças de estação com mais segurança, protegendo os pets e toda a família”, afirma.

¹Silva, Luana Lima Fonseca Bortolini da. O impacto das alterações climáticas na disseminação de parasitoses: revisão bibliográfica. Centro Universitário de Belo Horizonte, Belo Horizonte, 2023. Disponível em: https://repositorio-api.animaeducacao.com.br/server/api/core/bitstreams/1d3721e3-b85e-4339-b4ec-4915cec6cc2f/content

 

Elanco Animal Health
www.elanco.com.br


Maio Amarelo Pet reforça alerta sobre saúde renal e bucal em cães e gatos no Brasil

O mês de maio tem ganhado relevância no setor veterinário como período de conscientização sobre a saúde renal e bucal dos pets, duas condições silenciosas que impactam diretamente a qualidade de vida de cães e gatos no Brasil.

Dados recentes da Comissão de Animais de Companhia do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) indicam que doenças periodontais atingem cerca de 80% dos cães acima de três anos, enquanto a doença renal crônica figura entre as principais causas de mortalidade em gatos idosos. O avanço dessas condições, muitas vezes sem sintomas evidentes no início, reforça a importância de ações preventivas e diagnóstico precoce.

A campanha, conhecida como “Maio Amarelo Pet”, tem como objetivo ampliar o acesso à informação e incentivar tutores a adotarem rotinas de cuidado contínuo, incluindo higiene oral adequada e acompanhamento clínico regular.

“A gente ainda trata prevenção como algo secundário, quando, na prática, ela é o que define a qualidade e o tempo de vida do animal. Doenças renais e bucais não aparecem de repente, elas evoluem em silêncio”, afirma Carla Perissé, médica veterinária.

Além do impacto na saúde animal, especialistas alertam que doenças bucais podem desencadear complicações sistêmicas, afetando órgãos como coração e rins. No caso da doença renal, fatores como alimentação inadequada, baixa ingestão de água e envelhecimento estão entre os principais gatilhos.

“O tutor precisa entender que mau hálito não é normal e que alteração no consumo de água também não deve ser ignorada. São sinais iniciais de quadros que podem se tornar graves”, completa a especialista.


Dirofilariose: a doença silenciosa que compromete o coração dos cães

 

Também conhecida como "verme do coração", a enfermidade pode ser prevenida com medidas simples, incluindo o controle de mosquitos no ambiente

 

Em muitas casas, o zumbido de um mosquito é apenas um incômodo passageiro, algo resolvido com um gesto rápido ou um repelente no ambiente. Mas, para os cães, a picada aparentemente inofensiva do inseto pode ser a porta de entrada para uma doença complexa, progressiva e potencialmente fatal: a dirofilariose.

Ainda pouco conhecida por muitos tutores, a enfermidade é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que se instala no sistema cardiovascular do animal, principalmente nas artérias pulmonares e no coração. Ao longo do tempo, esses parasitas podem comprometer a circulação sanguínea, sobrecarregar o coração e desencadear uma série de alterações sistêmicas.

"O que torna a dirofilariose especialmente preocupante é o fato de ela evoluir de forma silenciosa. O animal pode permanecer meses infectado sem apresentar sinais evidentes, enquanto o parasita se desenvolve e amadurece no organismo", explica Bianca Fenner, médica-veterinária e coordenadora de marketing da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal.

O ciclo da doença ajuda a entender por que o mosquito é peça-chave nesse processo. Ao picar um cão infectado, o inseto ingere microfilárias – formas imaturas do parasita presentes na corrente sanguínea. Dentro do mosquito, essas larvas evoluem até um estágio infectante e, ao picar outro animal, são transmitidas para um novo hospedeiro. No organismo do cão, migram pelos tecidos e, ao longo de semanas, atingem a circulação, onde amadurecem e se instalam nos vasos pulmonares e no coração.

Esse processo é gradual e pode levar meses até que o parasita atinja a fase adulta. Essa evolução lenta é um dos fatores que dificultam o diagnóstico precoce. Quando os sinais clínicos surgem, em geral a carga parasitária já está bem estabelecida.

Entre os sintomas mais comuns estão cansaço fácil, intolerância ao exercício, tosse persistente e dificuldade respiratória. Em estágios mais avançados, o comprometimento da função cardíaca pode levar a quadros de insuficiência cardíaca, acúmulo de líquido e piora do estado geral do animal.

Do ponto de vista fisiopatológico, a presença dos vermes nas artérias pulmonares provoca inflamação, aumento da resistência vascular e alterações hemodinâmicas. Isso resulta em sobrecarga cardíaca progressiva, especialmente do ventrículo direito, além de comprometer a troca gasosa e a oxigenação tecidual.

O tratamento da dirofilariose é um processo longo, custoso e que exige acompanhamento veterinário rigoroso, com riscos associados à morte dos parasitas no organismo do animal.

"Não se trata apenas de um parasita presente no organismo, mas de um impacto direto e contínuo sobre o sistema cardiovascular. Por isso, a prevenção é sempre mais segura e eficaz do que o tratamento", reforça a profissional.

Diferente de outras verminoses, a dirofilariose depende exclusivamente da presença do vetor, o mosquito, para se disseminar. Isso amplia o risco de exposição, inclusive em áreas urbanas. Vale destacar que uma das espécies envolvidas na transmissão é o Aedes aegypti – o mesmo mosquito responsável pela dengue em humanos –, o que reforça a importância do controle de criadouros como medida de saúde para toda a família.

Nesse cenário, o controle ambiental é uma etapa essencial da prevenção. Os mosquitos se reproduzem em água parada, e pequenas quantidades já são suficientes para manter o ciclo ativo. Por isso, é importante eliminar recipientes que possam acumular água, como vasos de plantas, calhas obstruídas, ralos externos, baldes, lonas, brinquedos deixados no quintal e até tampas de garrafa.

Caixas d'água devem estar sempre bem vedadas, e áreas com drenagem deficiente precisam de atenção redobrada. Em ambientes externos, a limpeza frequente e o manejo adequado de locais úmidos ajudam a reduzir criadouros. O uso de telas em portas e janelas também funciona como uma barreira física importante, especialmente em horários de maior atividade dos mosquitos, como ao entardecer.

"Quando reduzimos os criadouros, diminuímos diretamente a população de mosquitos no ambiente. Isso tem impacto não só na dirofilariose, mas em outras doenças transmitidas por vetores", explica Bianca.

Ainda assim, medidas ambientais isoladas não são suficientes, principalmente em regiões com alta infestação. Por isso, a proteção do animal precisa ser reforçada com estratégias que atuem diretamente sobre o vetor.

O Vectra® 3D é um antiparasitário tópico indicado para cães que combina ativos como permetrina, dinotefuran e piriproxifen, oferecendo ação contra pulgas, carrapatos, flebótomos e mosquitos, incluindo os responsáveis pela transmissão da dirofilariose.

Ao atuar tanto na eliminação quanto na repelência dos mosquitos, o produto contribui para reduzir o contato do mosquito com o animal, interrompendo o ciclo antes que a transmissão aconteça.

"Quando conseguimos impedir ou reduzir a picada do mosquito, atuamos diretamente na prevenção da doença. Esse é um dos pilares no controle da dirofilariose", destaca a médica-veterinária.

Outro ponto importante é a continuidade da proteção. Em países de clima tropical, como o Brasil, a presença de mosquitos ocorre ao longo de todo o ano, o que mantém o risco constante e exige estratégias preventivas contínuas.

Em um cenário em que doenças transmitidas por vetores continuam avançando, a informação e a prevenção ganham um papel ainda mais relevante. No caso da dirofilariose, cada picada evitada pode ser decisiva.  



Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br

 

Bolas de pelo em gatos: o que é normal e quando se preocupar

Entenda a relação entre os episódios de vômito e a saúde digestiva, e como a nutrição pode ser a principal aliada na prevenção 

 

Para qualquer tutor de gato, a cena é familiar e um pouco preocupante: o som característico da ânsia, seguido pela expulsão de uma bola de pelo. Por ser um evento comum, muitos assumem que é um comportamento "normal" para os felinos. No entanto, especialistas alertam que, embora ocasionais, as bolas de pelo podem ser um indicador importante da saúde digestória do animal e que a frequência desses episódios é o que diferencia um processo natural de um sinal de alerta.

O ato de se lamber é um instinto fundamental para a higiene dos gatos. Durante esse processo, eles inevitavelmente ingerem pelos. Um sistema digestivo saudável consegue processar a maior parte desses pelos, eliminando-os naturalmente nas fezes. O problema surge quando esse mecanismo não funciona de forma eficiente, levando ao acúmulo no estômago e, consequentemente, ao vômito. Mas quando isso deixa de ser normal?

"A normalização do vômito frequente é um perigo. O responsável precisa ser um observador atento. A frequência e o desconforto do animal ao vomitar são os principais sinais de que é hora de procurar um veterinário e, certamente, reavaliar a dieta", afirma Flavio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e Gerente de Relacionamento Científico de PremieR. Vômitos que ocorrem semanalmente, ânsias, constipação ou perda de apetite são bandeiras vermelhas que indicam que algo precisa de mais atenção.

Frequentemente, o problema vai além do simples acúmulo de pelos. Episódios recorrentes podem ser um sintoma de que a saúde gastrointestinal do felino não está em sua melhor forma. É aqui que a qualidade da alimentação desempenha seu papel mais crítico.

"Muitos tutores não sabem, mas um alimento com alta digestibilidade é um dos maiores aliados contra as bolas de pelo. Quando o organismo do gato aproveita ao máximo os nutrientes, o sistema digestivo trabalha melhor como um todo, o que facilita a passagem dos pelos ingeridos e resulta em fezes bem formadas", explica o especialista. Um alimento de baixa digestibilidade pode sobrecarregar o sistema, tornando o trânsito do pelo mais lento e favorecendo sua aglomeração.

A solução mais eficaz para o manejo das bolas de pelo é, portanto, preventiva e começa no pote de ração. Dietas formuladas com um "blend" de fibras funcionais, que combinam fibras solúveis e insolúveis de forma balanceada, são projetadas para auxiliar o trânsito intestinal. Elas agem como uma "vassoura" natural, envolvendo os pelos e ajudando a carregá-los de forma segura através do intestino para que sejam eliminados nas fezes, reduzindo drasticamente a necessidade do vômito.

Ao escolher o alimento correto, o tutor investe não apenas na diminuição de um eventual incômodo, mas na saúde completa do seu gato. 



PremieRpet®
www.premierpet.com.br
PremieRpet® Responde: 0800 055 6666 (de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30).


Obesidade canina exige mudança na rotina e acompanhamento preventivo

Sobrepeso em cães vai além da estética e pode comprometer qualidade de vida, além da saúde dos pets

 

Um levantamento realizado em 2025 pelo Dog Aging Project, em parceria com a Texas A&M University e a University of Washington, acende um alerta para a saúde dos pets: 18% dos cães avaliados foram considerados acima do peso por seus próprios tutores, evidenciando uma realidade cada vez mais presente nos lares. 

Mais do que uma questão estética, o excesso de peso está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversas doenças, como diabetes, problemas cardíacos, alterações articulares, doenças renais e distúrbios hormonais. Além disso, a obesidade pode agravar quadros já existentes, dificultando o tratamento e aumentando a predisposição a inflamações e problemas dermatológicos, impactando diretamente a qualidade de vida dos animais. 

A médica-veterinária Vanessa Barreto, da Dog Life, reforça que o problema está profundamente ligado ao estilo de vida moderno. “A obesidade em cães está associada principalmente ao sedentarismo, à alimentação inadequada e à maior permanência em ambientes internos com pouco gasto de energia. Muitos animais acabam recebendo uma ingestão calórica acima do necessário, o que favorece o ganho de peso ao longo do tempo”, explica. 

Além da avaliação clínica, a realização de exames laboratoriais é fundamental tanto para a prevenção e identificação precoce de alterações quanto para um acompanhamento mais assertivo do tratamento do sobrepeso. Entre os principais exames de rotina estão o hemograma completo, a glicemia e o perfil bioquímico, que auxiliam na avaliação geral do organismo e das funções metabólicas. Em casos de sobrepeso, também é recomendada a realização de exames hormonais para investigar possíveis distúrbios endócrinos, como alterações na tireoide. Em situações específicas, podem ser indicados exames de imagem, como a ultrassonografia, para uma análise mais detalhada do estado de saúde do animal. 

Para combater o sobrepeso, é importante adotar uma abordagem multidisciplinar. A profissional destaca algumas orientações para os tutores:

  1. Ajuste alimentar personalizado: dieta balanceada e orientada por um veterinário, garantindo o aporte calórico adequado.
  2. Controle rigoroso de petiscos: evitar excessos fora das refeições principais, já que são uma das principais causas do ganho de peso.
  3. Prática regular de atividade física: passeios e brincadeiras ajudam a aumentar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular.
  4. Monitoramento clínico contínuo: realização de exames como hemograma, perfil bioquímico e avaliação hormonal para acompanhar a evolução e ajustar o tratamento.
  5. Atenção redobrada com pets idosos: animais mais velhos exigem cuidados extras devido à maior sobrecarga em órgãos e articulações.
  6. Enriquecimento ambiental: estímulos com brinquedos e atividades que incentivem o movimento e reduzam o sedentarismo.

Essas medidas são fundamentais para promover uma perda de peso saudável e melhorar a qualidade de vida do animal.

Segundo Vanessa, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. “O acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar o ganho de peso ainda no início. Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença na saúde a longo prazo”, destaca.

Para apoiar nesse cuidado, contar com um plano de saúde pet pode facilitar o acesso a consultas, exames de rotina e especialistas, garantindo que o tutor tenha suporte contínuo no controle do peso do animal. O acompanhamento estruturado permite maior previsibilidade e segurança, transformando o cuidado preventivo na base para uma vida longa e saudável. 

Dog Life
Link


Dia das Mães: pets envelhecem até 7 vezes mais rápido e prevenção ainda é negligenciada, alerta WeVets

Especialista reforça que a prevenção é a única forma de “comprar tempo” diante do envelhecimento acelerado dos pets

 

Enquanto celebramos o passar dos anos ao lado de quem amamos, para os nossos companheiros o relógio biológico segue um ritmo diferente. Um ano na vida de um tutor pode representar quase uma década de transformações para um cão ou gato. No Dia das Mães, a WeVets, maior grupo de medicina veterinária do Brasil, lança uma reflexão necessária: estamos cuidando da saúde deles no dia a dia ou apenas reagindo quando algo acontece? 

“O tempo deles passa mais rápido e isso muda completamente a forma como deveríamos olhar para o cuidado. Muitas vezes, o tutor só percebe que algo está errado quando o pet para de comer ou brincar, mas, em termos biológicos, isso pode significar que a doença já está em estágio avançado”, explica Carollina Marques, médica veterinária e supervisora na WeVets. 

Dados da rede mostram que a medicina reativa, aquela que acontece apenas na emergência, é mais traumática para o pet e mais custosa para o tutor. Em contrapartida, o diagnóstico precoce permite intervenções menos invasivas. 

Levantamentos da WeVets reforçam que o check-up de rotina é a principal ferramenta para identificar alterações silenciosas, muitas vezes imperceptíveis no dia a dia do tutor. Além de garantir a longevidade do pet, a medicina preventiva oferece maior previsibilidade financeira para a família, evitando que condições controláveis evoluam para situações de urgência e internações de alta complexidade.
 

Checklist do cuidado 

Para ajudar as famílias nessa jornada de conscientização, a WeVets sugere quatro pontos de observação que servem como um "termômetro" da saúde invisível:

  1. Mudança de Ritmo: Ele demora mais para levantar ou subir no sofá? Pode ser sinal de dor articular silenciosa.
  2. Hálito e Ingestão de Água: Beber água em excesso ou ter hálito forte são sinais precoces de problemas renais ou bucais.
  3. O "Peso do Tempo": O ganho de peso sutil sobrecarrega o coração e as articulações de forma acelerada.
  4. Exames em Dia: Se o último exame de sangue tem mais de 12 meses, seu pet envelheceu o equivalente a 7 anos humanos sem nenhuma revisão médica.

“Mãe de pet”: vínculo emocional impulsiona mercado e redefine relação entre tutores e animais

O Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, tem ampliado seu significado nos últimos anos com o fortalecimento do conceito de “mãe de pet”, refletindo mudanças no comportamento social e no papel dos animais de estimação dentro das famílias brasileiras.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os animais de estimação já ocupam espaço maior que o de crianças em muitos lares brasileiros, refletindo mudanças na estrutura familiar e no consumo. A relação entre tutores e animais tem se tornado cada vez mais próxima, com impactos diretos na busca por serviços especializados e cuidados contínuos com a saúde.

“O termo ‘mãe de pet’ traduz uma mudança real de comportamento. Hoje, os animais ocupam um espaço afetivo central, e isso aumenta também o nível de responsabilidade sobre o cuidado”, afirma Carla Perissé, médica veterinária.

Esse cenário tem impulsionado a procura por atendimentos personalizados e maior adesão à medicina preventiva veterinária. “Quando o vínculo é mais próximo, o tutor observa mais, percebe sinais antes e busca ajuda com mais rapidez. Isso muda completamente o desfecho clínico de muitos casos”, explica a especialista.

Além do apelo emocional, o reconhecimento desse vínculo contribui para uma mudança cultural relevante, ampliando a valorização do cuidado contínuo e da saúde animal. No varejo e nos serviços, a data se consolida como uma oportunidade estratégica para dialogar com esse público, combinando emoção e informação em campanhas que reforçam não apenas o afeto, mas também a responsabilidade envolvida na relação com os pets.


Dia das Mães, maternidade pet e o luto que ainda não é reconhecido


O Dia das Mães costuma reforçar imagens tradicionais de família, cuidado e vínculo. Mas, aos poucos, outras formas de maternar começam a ganhar espaço, ainda que nem sempre sejam compreendidas.

Entre elas, está a chamada “maternidade pet”. O termo pode causar desconforto em alguns contextos, justamente por desafiar uma lógica mais rígida sobre o que define uma mãe. Ainda assim, ele ajuda a nomear uma experiência vivida por muitas mulheres: a de cuidar, proteger e construir vínculos profundos com seus animais de estimação.

Na psicanálise, o conceito de maternagem já se afasta da ideia exclusivamente biológica. O pediatra e psicanalista Donald Winnicott definiu o cuidado materno como um conjunto de práticas relacionadas à proteção, ao afeto e à presença constante. Sob essa perspectiva, maternar está menos ligado à origem biológica e mais à qualidade do vínculo construído no cotidiano.

Quando esse olhar é ampliado, torna-se possível compreender por que tantas pessoas, especialmente mulheres, desenvolvem relações tão intensas com seus pets.

Historicamente, o cuidado foi atribuído ao feminino. Nutrir, acolher, zelar pelo outro, sobretudo por aqueles que não verbalizam suas necessidades, são funções que atravessam gerações como construções sociais. Não é raro, portanto, que esses gestos encontrem continuidade na relação com os animais de estimação.

São vínculos silenciosos, mas profundos. Feitos de rotina, presença e afeto. O problema é que, quando a perda acontece, esse mesmo vínculo costuma ser colocado em dúvida.

O luto por um animal ainda é frequentemente tratado como exagero. A dor é minimizada, o sofrimento é relativizado e, em muitos casos, a pessoa enlutada se vê sem espaço legítimo para expressar o que sente.

A socióloga Nickie Charles, referência nos estudos sobre relações entre humanos e animais, chama atenção justamente para esse ponto. Em suas pesquisas, ela observa que o luto por pets é atravessado por questões de gênero. Para muitas mulheres, além da dor da perda, há também o enfrentamento da deslegitimação desse sofrimento.

Nesse contexto, os rituais de despedida ganham um papel que vai além da cerimônia.

Eles ajudam a dar forma ao vínculo vivido e a reconhecer a importância daquela relação. Funcionam como um espaço simbólico de validação, especialmente quando o entorno social não oferece esse reconhecimento.

Mais do que marcar um fim, esses rituais afirmam que houve ali uma história, um cuidado compartilhado e um afeto real.

Empresas especializadas, como a Laika Funeral Pet, têm observado esse movimento de perto. Ao oferecer despedidas estruturadas e respeitosas, ajudam tutores a atravessar o processo de luto com mais acolhimento e dignidade, reconhecendo que a dor da perda não depende da espécie, mas da intensidade do vínculo.

Em um momento como o Dia das Mães, ampliar o olhar sobre o que significa maternar talvez seja também reconhecer que o cuidado, em suas diferentes formas, continua sendo um dos pilares mais profundos das relações humanas.

E que, quando ele se rompe, o luto merece ser visto, e respeitado, na mesma medida.



Natália Nigro de Sá - psicóloga, pesquisadora do luto, doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo, membro da Ekôa Vet (Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária) e cofundadora da Laika Assistência e Funeral Pet.


Outono e viagens com pets: MSD Saúde Animal alerta para o risco de carrapatos e pulgas fora de casa

 

O aumento das viagens curtas de fim de semana expõe cães e gatos a novos ambientes; proteção de longa duração é a melhor estratégia para evitar "caronas" indesejadas na volta para casa

 

O outono brasileiro é a temporada oficial das viagens curtas. Com a sucessão de feriados prolongados entre março e junho, o turismo de proximidade — destinos acessíveis de carro, como casas de campo, hotéis fazenda e litorais — ganha força. Para quem não abre mão da companhia dos pets, esse deslocamento exige um cuidado extra: a mudança de ambiente aumenta significativamente a exposição deles a ectoparasitas. 

É comum associar a maior incidência de parasitas aos meses de calor intenso. No entanto, essa relação não é exclusiva. Mesmo no outono, quando as temperaturas se tornam mais amenas, a exposição dos pets a ectoparasitas continua sendo uma preocupação, especialmente em ambientes naturais, diferentes daqueles aos quais os animais estão acostumados no dia a dia urbano. 

"Muitos responsáveis acreditam que, por ser um período de temperaturas mais baixas, a prevenção pode ser relaxada. No entanto, é justamente nas viagens de lazer que o pet entra em contato com ambientes desconhecidos e de alta rotatividade de animais, como parques e pousadas, onde a carga parasitária costuma ser alta", explica Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.
 

O perigo da reinfestação na volta para casa

Durante as viagens, o contato do pet com pulgas e carrapatos já representa um risco importante. Além do incômodo, esses parasitas são vetores de doenças graves, como a erliquiose e a babesiose - conhecidas popularmente como doenças do carrapato - que podem comprometer severamente a saúde do animal.

No entanto, a atenção não termina no fim do passeio. Existe ainda um outro risco relevante: o que o animal pode trazer consigo na volta para casa. Um único carrapato ou pulga que "viaja" no pet pode dar início a uma infestação dentro de casa ou do apartamento. "O carrapato é um parasita extremamente resiliente. Ele pode se esconder em frestas de caixas de transporte ou no porta-malas do carro, sobrevivendo por semanas até encontrar o ambiente ideal para se reproduzir", alerta a especialista.


Checklist para uma viagem segura com o pet

Para garantir que o descanso do feriado não se transforme em dor de cabeça, a especialista preparou cinco recomendações essenciais para os viajantes:

  1. Atualize a proteção antes de pegar a estrada: Independentemente da época do ano ou do destino, o pet deve estar sempre protegido contra pulgas e carrapatos, já que esses parasitas são transmissores de doenças graves. Antes de viajar, é fundamental que o responsável confira se o ectoparasiticida do pet está em dia!
  2. Inspeção minuciosa pós-passeio: Após caminhadas em áreas de mata, grama alta ou parques, é fundamental fazer uma varredura detalhada no corpo do animal. Dê atenção especial às regiões onde a pele é mais fina e o fluxo sanguíneo é maior, locais preferidos pelos carrapatos, como entre os dedos, atrás das orelhas, nas axilas e na região da virilha. Encontrar um parasita ainda caminhando na pelagem permite removê-lo antes que ele se fixe na pele, reforçando a importância desse cuidado após cada passeio. 
  3. Higienização estratégica do transporte e do veículo: esses parasitas podem se alojar em frestas de caixas de transporte, mantas ou no estofamento do carro. Ao retornar da viagem, é indispensável limpar bem os acessórios usados pelo pet e aspirar o veículo detalhadamente. Lembre-se: sem essa higienização, esses locais podem se transformar em focos de reinfestação.
  4. Proteção coletiva em ambientes compartilhados: Viagens para hotéis pet-friendly ou encontros em casas de familiares envolvem o convívio próximo com outros animais. O compartilhamento de áreas comuns é a principal via de transmissão de pulgas e carrapatos. Certifique-se de que todos os pets do grupo estejam com a prevenção em dia. Caso contrário, um animal desprotegido pode atuar como um "reservatório", mantendo o ciclo da infestação ativo e expondo todos os outros ao risco.

Para as famílias que buscam praticidade e segurança nas viagens, a MSD Saúde Animal oferece a linha Bravecto®, referência em proteção de longa duração. Com opções que variam de duração de ação de 12 semanas até o revolucionário BRAVECTO® 365 — solução injetável de uso exclusivo veterinário que protege os cães contra pulgas e carrapatos por um ano inteiro —, a marca elimina a preocupação com o calendário de reaplicações mensais. "Soluções de longa duração são a melhor escolha para quem viaja, pois mantêm o animal protegido durante todo o trajeto e na estadia, minimizando o risco de parasitas serem levados para dentro de casa no retorno”, conclui Kathia.



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA
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