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sábado, 9 de maio de 2026

Os superpoderes das mães explicados pela neurociência

A mãe sempre ‘já sabia’? O beijo da mãe cura? Ser mãe é padecer no paraíso? Coração de mãe sempre cabe mais um? A mãe tem o sono mais leve? Essas perguntas emocionais têm uma explicação científica.

 

Segundo o médico Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da USP, a maternidade provoca mudanças reais no cérebro feminino — e muitas das chamadas “sensações de mãe” têm relação direta com neuroplasticidade, hipervigilância emocional e mecanismos biológicos de proteção.

“A maternidade literalmente remodela o cérebro. Existem alterações hormonais, emocionais e neurológicas que aumentam a percepção de sinais, o estado de alerta e a conexão emocional entre mãe e filho”, explica o médico que afirma que muitos comportamentos frequentemente tratados como “místicos” têm base em processamento inconsciente de informações.
 

Mãe sabe de tudo, sempre! Existe mesmo a intuição materna?

“Eu te avisei”. “Eu já sabia”. Essas frases comuns de muitas mães, é a chamada intuição materna que pode ser explicada, em grande parte, pela capacidade cerebral de captar micro sinais emocionais, comportamentais e ambientais antes mesmo que eles sejam racionalizados.

“O cérebro materno entra em um estado de vigilância extremamente sofisticado. Muitas mães percebem pequenas mudanças no olhar, na voz, na respiração ou no comportamento do filho sem sequer perceber conscientemente que captaram esses sinais”, afirma Dr. Fernando. Ele conta que isso acontece porque o cérebro passa a priorizar circuitos ligados à proteção e antecipação de risco.
 

Por que mães reconhecem o choro do filho tão rápido?

“O cérebro da mãe se torna altamente treinado para reconhecer padrões sonoros específicos relacionados ao filho. É uma adaptação biológica extremamente eficiente.” Segundo o médico, áreas ligadas à atenção, emoção e sobrevivência passam a responder de forma acelerada aos sinais da criança.
 

Mãe realmente dorme mais leve?

Sim, o cérebro materno permanece em estado parcial de alerta mesmo durante o sono. É como se existisse um sistema de vigilância constantemente monitorando possíveis ameaças ou necessidades da criança. “Essa hipervigilância ajuda na proteção do bebê, mas também pode aumentar fadiga mental e exaustão ao longo do tempo”, diz.
 

Mães sentem culpa com mais intensidade?

Sim, a maternidade também pode ampliar circuitos ligados à autocobrança e responsabilidade emocional. “Muitas mães vivem em estado contínuo de preocupação, antecipação e culpa porque o cérebro passa a interpretar o cuidado dos filhos como prioridade máxima.” Esse estado constante de vigilância emocional ajuda a explicar o esgotamento mental de muitas mulheres.
 

Beijo de mãe cura?

Sim, embora o carinho não cure fisicamente uma doença ou ferimento, o toque, o abraço, a voz e o afeto materno ajudam o cérebro a reduzir medo, estresse e sensação de dor. Isso acontece porque o cérebro interpreta o acolhimento como um sinal de segurança, estimulando substâncias ligadas ao bem-estar, como a ocitocina, e diminuindo níveis de cortisol, o hormônio do estresse. “O cérebro infantil responde profundamente ao vínculo emocional. O carinho materno ajuda a regular emoções e faz o organismo entrar em um estado de maior conforto e proteção”, explica o médico.
 

Coração de mãe sempre cabe mais um?

Sim, a neurociência mostra que existe uma explicação biológica para a enorme capacidade emocional materna de criar vínculos afetivos. “O cérebro da mãe passa por adaptações profundas ligadas ao cuidado, à empatia e à proteção. A maternidade fortalece circuitos neurais associados ao apego emocional, fazendo com que muitas mulheres ampliem sua capacidade de acolhimento ao longo da vida”, explica.

Os hormônios como a ocitocina ajudam a reforçar conexões afetivas e sensação de pertencimento, permitindo que mães desenvolvam vínculos intensos não apenas com filhos biológicos, mas também com pessoas que passam a integrar seu círculo emocional. “Do ponto de vista cerebral, afeto e vínculo não funcionam como espaço limitado. Quanto mais conexões emocionais saudáveis existem, mais o cérebro fortalece redes ligadas ao cuidado e à empatia”, explica.
 

Ser mãe é padecer no paraíso?

A maternidade pode ser uma das experiências emocionalmente mais gratificantes da vida, mas também uma das mais exaustivas para o cérebro humano. “A maternidade ativa circuitos ligados ao amor, recompensa emocional, vínculo e propósito, mas ao mesmo tempo coloca o cérebro feminino em estado contínuo de vigilância, responsabilidade e sobrecarga”, explica Dr. Fernando. Segundo ele, o cérebro materno passa por mudanças importantes relacionadas à empatia, proteção e conexão emocional, aumentando sensibilidade aos sinais do filho e capacidade de cuidado. Porém, essa mesma adaptação pode gerar fadiga mental, privação de sono, ansiedade e sensação constante de alerta. “Existe prazer emocional profundo na maternidade, mas também existe desgaste real. O problema é que muitas mulheres aprendem a romantizar o próprio esgotamento”.

Por isso que compreender a maternidade de forma mais humana e científica ajuda a diminuir a culpa e a pressão sobre mães que tentam sustentar sozinhas uma carga emocional enorme.

 

Dr. Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 15 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano.


Os superpoderes das mães explicados pela neurociência

A mãe sempre ‘já sabia’? O beijo da mãe cura? Ser mãe é padecer no paraíso? Coração de mãe sempre cabe mais um? A mãe tem o sono mais leve? Essas perguntas emocionais têm uma explicação científica.

 

Segundo o médico Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da USP, a maternidade provoca mudanças reais no cérebro feminino — e muitas das chamadas “sensações de mãe” têm relação direta com neuroplasticidade, hipervigilância emocional e mecanismos biológicos de proteção.

“A maternidade literalmente remodela o cérebro. Existem alterações hormonais, emocionais e neurológicas que aumentam a percepção de sinais, o estado de alerta e a conexão emocional entre mãe e filho”, explica o médico que afirma que muitos comportamentos frequentemente tratados como “místicos” têm base em processamento inconsciente de informações.
 

Mãe sabe de tudo, sempre! Existe mesmo a intuição materna?

“Eu te avisei”. “Eu já sabia”. Essas frases comuns de muitas mães, é a chamada intuição materna que pode ser explicada, em grande parte, pela capacidade cerebral de captar micro sinais emocionais, comportamentais e ambientais antes mesmo que eles sejam racionalizados.

“O cérebro materno entra em um estado de vigilância extremamente sofisticado. Muitas mães percebem pequenas mudanças no olhar, na voz, na respiração ou no comportamento do filho sem sequer perceber conscientemente que captaram esses sinais”, afirma Dr. Fernando. Ele conta que isso acontece porque o cérebro passa a priorizar circuitos ligados à proteção e antecipação de risco.
 

Por que mães reconhecem o choro do filho tão rápido?

“O cérebro da mãe se torna altamente treinado para reconhecer padrões sonoros específicos relacionados ao filho. É uma adaptação biológica extremamente eficiente.” Segundo o médico, áreas ligadas à atenção, emoção e sobrevivência passam a responder de forma acelerada aos sinais da criança.
 

Mãe realmente dorme mais leve?

Sim, o cérebro materno permanece em estado parcial de alerta mesmo durante o sono. É como se existisse um sistema de vigilância constantemente monitorando possíveis ameaças ou necessidades da criança. “Essa hipervigilância ajuda na proteção do bebê, mas também pode aumentar fadiga mental e exaustão ao longo do tempo”, diz.
 

Mães sentem culpa com mais intensidade?

Sim, a maternidade também pode ampliar circuitos ligados à autocobrança e responsabilidade emocional. “Muitas mães vivem em estado contínuo de preocupação, antecipação e culpa porque o cérebro passa a interpretar o cuidado dos filhos como prioridade máxima.” Esse estado constante de vigilância emocional ajuda a explicar o esgotamento mental de muitas mulheres.
 

Beijo de mãe cura?

Sim, embora o carinho não cure fisicamente uma doença ou ferimento, o toque, o abraço, a voz e o afeto materno ajudam o cérebro a reduzir medo, estresse e sensação de dor. Isso acontece porque o cérebro interpreta o acolhimento como um sinal de segurança, estimulando substâncias ligadas ao bem-estar, como a ocitocina, e diminuindo níveis de cortisol, o hormônio do estresse. “O cérebro infantil responde profundamente ao vínculo emocional. O carinho materno ajuda a regular emoções e faz o organismo entrar em um estado de maior conforto e proteção”, explica o médico.
 

Coração de mãe sempre cabe mais um?

Sim, a neurociência mostra que existe uma explicação biológica para a enorme capacidade emocional materna de criar vínculos afetivos. “O cérebro da mãe passa por adaptações profundas ligadas ao cuidado, à empatia e à proteção. A maternidade fortalece circuitos neurais associados ao apego emocional, fazendo com que muitas mulheres ampliem sua capacidade de acolhimento ao longo da vida”, explica.

Os hormônios como a ocitocina ajudam a reforçar conexões afetivas e sensação de pertencimento, permitindo que mães desenvolvam vínculos intensos não apenas com filhos biológicos, mas também com pessoas que passam a integrar seu círculo emocional. “Do ponto de vista cerebral, afeto e vínculo não funcionam como espaço limitado. Quanto mais conexões emocionais saudáveis existem, mais o cérebro fortalece redes ligadas ao cuidado e à empatia”, explica.
 

Ser mãe é padecer no paraíso?

A maternidade pode ser uma das experiências emocionalmente mais gratificantes da vida, mas também uma das mais exaustivas para o cérebro humano. “A maternidade ativa circuitos ligados ao amor, recompensa emocional, vínculo e propósito, mas ao mesmo tempo coloca o cérebro feminino em estado contínuo de vigilância, responsabilidade e sobrecarga”, explica Dr. Fernando. Segundo ele, o cérebro materno passa por mudanças importantes relacionadas à empatia, proteção e conexão emocional, aumentando sensibilidade aos sinais do filho e capacidade de cuidado. Porém, essa mesma adaptação pode gerar fadiga mental, privação de sono, ansiedade e sensação constante de alerta. “Existe prazer emocional profundo na maternidade, mas também existe desgaste real. O problema é que muitas mulheres aprendem a romantizar o próprio esgotamento”.

Por isso que compreender a maternidade de forma mais humana e científica ajuda a diminuir a culpa e a pressão sobre mães que tentam sustentar sozinhas uma carga emocional enorme.

 

Dr. Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 15 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano.


Solidão entre jovens reforça papel da saúde social no bem-estar

Especialistas apontam a importância de conexões sociais profundas como parte do bem-estar físico e emocional

 

Por muito tempo, o bem-estar foi entendido a partir de dois pilares: saúde física e mental. Hoje, especialistas ampliam essa leitura ao incluir a chamada saúde social, que envolve a capacidade de construir e sustentar relações significativas e influencia diretamente tanto o equilíbrio emocional quanto o próprio funcionamento do corpo. 

“Não se trata apenas de estar cercado de pessoas, mas de vivenciar vínculos que promovam pertencimento, apoio e troca genuína”, afirma a psicóloga Rozane Fialho, CEO da Rede Psicoterapia. 

A crescente atenção ao tema acompanha mudanças no comportamento social, como o uso de redes sociais como nova forma de convivência que, embora amplie as possibilidades de interação, nem sempre resulta em conexões profundas e pode intensificar a sensação de isolamento, mesmo entre pessoas constantemente conectadas. 

Apesar da hiperconectividade, a especialista aponta que relações mediadas por redes sociais não substituem interações presenciais. “Interações espontâneas envolvem elementos fundamentais para a construção de vínculos, como empatia e linguagem não verbal. Já as relações digitais tendem a ser mais superficiais e podem intensificar comparações e sensação de inadequação”, afirma. 

Os impactos da solidão vão muito além da esfera emocional. “Quando crônica, ela está associada ao aumento de ansiedade, depressão e sensação de vazio, mas também a alterações físicas relevantes, como elevação do estresse, prejuízos no sono e até maior risco de doenças cardiovasculares”, afirma. 

O tema ganha ainda mais relevância entre jovens que deixam a casa dos pais para estudar em outras cidades, um movimento cada vez mais comum no Brasil. Segundo a psicóloga, essa fase envolve uma ruptura importante na estrutura emocional. 

“Ao sair de casa, o jovem perde uma rede de apoio já estabelecida e precisa reconstruir vínculos do zero. Existe uma ideia equivocada de que ser autônomo é dar conta de tudo sozinho. Mas, na prática, a autonomia saudável inclui a capacidade de construir e sustentar relações”, diz Fialho. 

Nesse contexto, ambientes que favorecem convivência presencial podem facilitar a criação de vínculos, especialmente entre pessoas na mesma fase da vida. É o caso de residenciais estudantis com gestão profissional, que oferecem não apenas quartos individuais ou compartilhados, mas também áreas comuns planejadas para uso coletivo, espaços de convivência e rotinas que incentivam a interação entre moradores. 

“A vida no residencial permite que o estudante veja aquele espaço como mais do que um quarto. Ele se torna ponto de encontro, de troca de experiências e de cultura”, conta Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living, que em parceria com a Rede Psicoterapia oferece consultas com valor 77% menor em referência ao valor da tabela do Conselho Federal de Psicologia para os moradores. “Nas semanas de prova, por exemplo, as salas de estudo ficam cheias. Os alunos se organizam em grupo, revisam conteúdos juntos e criam uma dinâmica de colaboração que favorece conexões profundas”, diz. 

Entre os sinais de que a solidão pode estar afetando a saúde estão sensação de desconexão, dificuldade de criar vínculos próximos, alterações no sono e uso excessivo de redes sociais sem sensação real de pertencimento. “É importante entender que solidão não é ausência de pessoas, mas ausência de conexão significativa”, diz Fialho. 

As estratégias para reverter o quadro são investir intencionalmente em relações significativas, manter vínculos anteriores enquanto constrói novos, criar rotinas que favoreçam convivência e desenvolver espaços seguros de troca. 

“Na Share, a convivência não é tratada como um elemento acessório, mas como parte da experiência de morar. A ideia não é impor interação, mas criar oportunidades para que ela aconteça de forma espontânea ao longo da rotina”, aponta Onias. “Pertencer não anula a autonomia. Pelo contrário, a sustenta”, complementa Fialho.

 

Por uma masculinidade Caetana como farol


O problema das múltiplas violências cometidas por homens, embora antigo, exige resposta urgente – a situação se agrava se acrescentarmos as categorias de raça e classe social. As vítimas são mulheres, crianças, pessoas LGBTQIA+, o meio ambiente ou até mesmo outros homens tidos como fracos.

Enquanto os homens exercem seus podres poderes, parte da sociedade faz a justa crítica de como eles se aproveitam dessa posição para redobrar seu protagonismo e denuncia que, por baixo da camada de razão e civilidade, emerge uma animalidade feroz.

Diante do questionamento, carentes de bons modelos, há também aqueles que se desorientam, leõezinhos acuados pela culpa e titubeantes quanto à própria conduta. Têm muito claro o que não fazer, mas ignoram como sobreviver na floresta.

Por outro lado, o conservadorismo preestabelece valores e mapeia lugares, naturaliza, oferece garantias diante do desamparo. Assim, a exemplo dos red pills, proliferam movimentos extremistas que ofertam uma masculinidade exuberante. Homem é fera, reina na selva, os outros devem curvar-se e obedecer.

Pesquisas indicam que, apesar de execrável, este discurso tem obtido êxito em arregimentar jovens soldados para suas fileiras e, no geral, as novas gerações de meninos são mais conservadoras que as anteriores, mais aderidas ao pior que o gênero produziu ao longo da história.

Neste cenário, os pais se perguntam como evitar que seus filhos reproduzam comportamentos tóxicos e, ao contrário, construam relações baseadas no respeito e na valorização das diferenças, que não se sintam ameaçados, se acaso a tigresa puder mais do que o leão.

É necessária a conscientização sobre o histórico e os riscos de uma masculinidade tóxica, a qual oprime inclusive a eles mesmos, pois requer a formação de uma couraça que prejudica a própria sensibilidade. Não basta, contudo, uma concepção negativa baseada no não ser, é preciso uma noção positiva que abarque os diversos potenciais do ser. Um homem que possa saber da piscina, da margarina, da Carolina e da gasolina.

E por gasolina pensamos esse combustível que queima, incendeia e eventualmente explode. Há os traços agressivos, a violência típica do humano, que aflora nos homens de forma tosca, mas deve ser integrada como bruta flor do querer, do dragão tatuado no braço, calção corpo aberto no espaço. Esse desafio é especialmente traiçoeiro porque mesmo nós homens adultos nos atrapalhamos nesse processo.

Felizmente encontramos na cultura um farol que nos ajuda a navegar tão perigosa travessia. Todos os modelos são promessas falidas, então proponho o farol em sua dureza: orienta, mas buscá-lo cegamente leva ao naufrágio.

Inspiremo-nos nessa masculinidade Caetana, sensível, criativa, mas também combativa, que assume posições e luta por elas, em que a firmeza não mata a dúvida, quer resista como um calango ou se transforme, camaleão, belo como a lagarta, como quiser e puder. 

 


Daniel Lirio - psicanalista, psicólogo, mestre em Psicologia Social e autor do livro infantojuvenil “Meu pai mentiu pra mim”


Por que o amor não romântico pode ser a solução para o vazio emocional?


Vivemos em uma era de hiperprodutividade, na qual o sucesso é meticulosamente planejado, mas o preenchimento interno parece cada vez mais escasso. Cumprimos metas, seguimos roteiros sociais e acumulamos conquistas, mas, ao final do dia, uma sensação silenciosa de vazio persiste. 

A grande maioria das pessoas estão preocupados em ter que esquecem de viver e nas histórias das pessoas que acompanho há mais de 25 anos como mentora. Estamos tão ocupados em ter que esquecemos de viver. A produtividade tornou-se uma bússola externa, mas negligenciamos uma necessidade biológica fundamental: a conexão emocional profunda. 

Sob a ótica da neurociência, o cérebro humano opera com um sistema de recompensa altamente eficiente para conquistas imediatas. No entanto, esse mesmo sistema não sustenta o bem-estar no longo prazo quando não há significado envolvido. O que falta não é mais esforço, mas uma mudança de paradigma: a transição do "fazer" para o "ser". 

Desde cedo, somos condicionados a seguir uma jornada linear: estudar, trabalhar, produzir. Esse roteiro funciona como uma bússola externa, mas negligência uma necessidade biológica fundamental, a conexão emocional profunda. Quando agimos apenas para atender expectativas externas, entramos em um estado de desconexão de nós mesmos, marcado pela ausência de presença consciente. 

Já me vi exatamente nesse lugar. Em 2012, depois de acumular traumas, perdas e anos conduzindo tudo sozinha, entrei em burnout. Ao me olhar no espelho, me deparei com uma Eliane profundamente exausta, sem forças, sem disposição. Naquele momento, percebi que havia passado anos sabendo muito sobre mente, mas pouco sobre me permitir sentir. Havia fugido dos meus medos, anestesiado a alma no excesso de trabalho. E foi no silêncio forçado daquele quarto escuro que compreendi: não somos fortes por suportar tudo, mas por saber parar e se render ao essencial. 

O problema não está em "fazer tudo certo", mas em moldar a própria realidade a partir do medo da rejeição ou da busca constante por validação. Uma mente treinada, por meio de disciplina, meditação e renúncia consciente, pode desenvolver estabilidade interna e passar a sustentar um estado de paz, independentemente das circunstâncias externas ou da opinião alheia. 

O vazio que muitos experimentam é, na verdade, um sinal de carência de pertencimento e conexão. É nesse ponto que o amor não romântico se apresenta como um caminho consistente de transformação. Trata-se da capacidade de se relacionar consigo mesmo e com o mundo a partir da benevolência, sem a necessidade de performance. 

Em meu livro Amar é viver o extraordinário, defendo que o amor deixa de ser apenas algo romântico e passa a ser a base para fortalecer a autoestima, curar emoções e construir uma relação mais saudável consigo mesmo. Não me refiro a um amor ingênuo, mas ao verdadeiro: o incondicional, aquele que nos impulsiona, cura feridas e nos transforma. 

Esse tipo de amor se manifesta nas conexões humanas genuínas, que fortalecem vínculos e estimulam a liberação de ocitocina, hormônio associado ao cuidado, à segurança e à confiança. Como consequência, há um aumento da presença mental e emocional, que permite maior coerência com os próprios valores e uma experiência mais autêntica do presente.
 

Do vazio ao propósito 

O vazio não deve ser interpretado como fracasso, mas como um indicador de desconexão da própria essência. Em vez de tentar preenchê-lo com mais consumo, metas ou expectativas, é necessário escutá-lo. Pausas conscientes e práticas como a meditação contribuem para o equilíbrio emocional e para a ampliação da qualidade de vida. 

Ao considerar a neuroplasticidade do cérebro, é possível reconfigurar padrões mentais e construir novas formas de perceber e reagir à realidade. A chave desse processo está no desenvolvimento da autoconsciência. 

O amor não romântico assume, então, um papel central nessa transição. Não se trata apenas de uma emoção, mas de um estado neuroemocional - o mais poderoso que existe; capaz de promover estabilidade, clareza e consciência. Ele atua como um organizador interno, com influência direta na forma como pensamos, sentimos e tomamos decisões. 

Quando escolhemos nos amar, transformamos a nossa realidade. Aprendemos a acolher nossas dores, a perdoar nossas imperfeições e a olhar para dentro com gentileza. Essa reconexão nos devolve a energia vital e nos permite viver de forma autêntica, com propósito e alegria. Porque só o amor tem o poder de curar, transformar e nos fazer recordar o que realmente importa. 

A solução para o vazio não está no acúmulo, mas na prática do amor como estado de consciência: uma presença atenta, uma aceitação profunda de quem se é e a coragem de viver com autenticidade. 

A verdadeira plenitude não é o resultado de uma lista concluída, mas a qualidade da presença e do amor que se sustenta ao longo do caminho.
 

Amar é viver o extraordinário. Sempre 


Eliane Sato - escritora e especialista em neurociência aplicada ao comportamento humano, com mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de lideranças e performance emocional.


Buscas íntimas revelam hábitos curiosos dos brasileiros na internet

Levantamentos apontam que o consumo de conteúdo adulto cresce no país e varia bastante entre estados e regiões 

 

O consumo de conteúdo adulto já faz parte da rotina digital dos brasileiros, mas os hábitos mudam bastante conforme a região do país. Dados de plataformas e tendências de busca mostram que estados do Norte e Nordeste lideram pesquisas mais diretas relacionadas a sexo e vídeos adultos, enquanto regiões como Sudeste apresentam um comportamento mais segmentado, com interesse crescente por categorias específicas e fantasias online. 

Hoje, plataformas adultas já aparecem entre os sites mais acessados do Brasil, impulsionadas principalmente pelo celular e pelo consumo individual. O comportamento também mudou nos últimos anos: o público deixou de buscar apenas conteúdos genéricos e passou a procurar experiências mais específicas, com interesses que vão desde vídeos amadores até categorias como “hentai”, “anal” e conteúdos em grupo. 

Estados como Pará, Maranhão e Amazonas aparecem frequentemente entre os líderes de buscas proporcionais relacionadas a conteúdo adulto. No Pará, predominam acessos diretos a plataformas populares e pesquisas ligadas a vídeos amadores e conteúdos rápidos. Já no Maranhão, as buscas costumam ser mais objetivas, com termos ligados diretamente a sexo e vídeos explícitos. O Amazonas também chama atenção pelo alto interesse em categorias segmentadas e conteúdos voltados ao público gay. 

Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o comportamento é diferente. O consumo tende a ser mais diversificado, com maior interesse por categorias específicas e conteúdos personalizados. Nessas regiões, o usuário costuma navegar mais dentro das plataformas e explorar nichos variados, o que demonstra um perfil menos imediato e mais exploratório. 

Outro detalhe que chama atenção é o avanço do celular nesse mercado. Atualmente, a maior parte do acesso às plataformas adultas já acontece via dispositivos móveis, o que tornou o consumo mais rápido, discreto e individual. O hábito também acompanha a expansão da internet no Brasil e o aumento do tempo de navegação nas redes e aplicativos. 

Para a FatalFans, uma das plataformas adultas que mais crescem no Brasil, os dados mostram que existe um comportamento muito específico em cada região brasileira. “Hoje conseguimos identificar diferenças claras não apenas no volume de consumo, mas principalmente no tipo de conteúdo que cada estado procura. O público está mais segmentado e busca exatamente aquilo que deseja assistir”, afirma Kellerson Kurtz, diretor de negócios da plataforma. 

As diferenças também aparecem quando o assunto são fantasias e preferências. Levantamentos recentes mostram que estados do Norte e Nordeste concentram maior interesse proporcional em conteúdos ligados a sexo anal e experiências em grupo, enquanto o Sudeste apresenta buscas mais pulverizadas entre categorias e fetiches variados. 

Segundo Kellerson Kurtz, o mercado adulto brasileiro deixou de funcionar de forma uniforme. “O comportamento mudou muito nos últimos anos. O usuário passou a consumir conteúdo de maneira mais personalizada, rápida e direcionada. Hoje o desejo online também muda de região para região”, conclui o diretor de negócios da FatalFans.


Ieremy
CO ASSESSORIA


Sexóloga da INTT fala sobre reconectar o corpo, autoestima e sexualidade após a maternidade

A maternidade transforma. O corpo muda, a rotina muda, as prioridades mudam. Mas, em meio a tantas descobertas e adaptações, uma parte essencial da mulher ainda costuma ser deixada de lado: a sua saúde íntima e sexual.

Durante a gestação e, principalmente, no pós parto, é comum que a mulher direcione toda a sua energia para o bebê. No entanto, especialistas alertam que esse é justamente o momento em que o autocuidado precisa ser ainda mais presente.

“A mulher não deixa de ser mulher quando se torna mãe. Pelo contrário, ela entra em uma nova fase que exige ainda mais conexão com o próprio corpo e com a sua identidade”, afirma Stephanie Seitz, sexóloga da INTT Cosméticos.


Corpo em transformação e novas necessidades

Alterações hormonais, ressecamento vaginal, diminuição da libido, desconfortos durante a relação e até insegurança com o próprio corpo fazem parte da realidade de muitas mulheres após o parto.

Segundo Stephanie, esses sintomas são comuns, mas não devem ser ignorados.

“É fundamental entender que o corpo passou por uma grande transformação. A lubrificação pode mudar, a sensibilidade também, e isso não é um problema, é um sinal de que o corpo precisa de novos cuidados”, explica.


Saúde íntima também é saúde emocional

A retomada da vida sexual após o parto nem sempre é simples. Fatores físicos e emocionais caminham juntos, e o cansaço, a sobrecarga e até a autoestima podem impactar diretamente esse processo.

“Não existe um tempo certo para retomar a vida sexual. Existe o tempo da mulher. E esse tempo precisa ser respeitado sem culpa, sem pressão e com muito diálogo”, destaca.

Para a especialista, a conexão com o parceiro e, principalmente, consigo mesma, é essencial nesse momento.


Dicas para resgatar o prazer e a conexão no pré e pós parto

  • Respeite o tempo do corpo
    Cada fase, gravidez e pós parto têm suas particularidades. Ouvir o corpo, respeitar limites e evitar comparações é essencial para uma retomada saudável da vida sexual.
  • Invista na hidratação íntima e lubrificação
    A lubrificação natural pode diminuir, especialmente no pós parto e na amamentação. O uso de lubrificantes e hidratantes íntimos de qualidade ajuda a trazer conforto e evitar dor durante a relação.
  • Redescubra o prazer sem pressão
    O prazer não precisa começar com a relação sexual em si. Toques, carícias, massagens e momentos de conexão são fundamentais para reacender o desejo de forma natural.
  • Inclua recursos que favoreçam a intimidade
    Produtos voltados para a saúde íntima e até brinquedos sensuais podem ser aliados importantes para explorar novas sensações e trazer leveza para o momento a dois, sempre com diálogo e consentimento.
  • Crie momentos a dois
  • Mesmo na rotina intensa, a maternidade exige muito, mas pequenos momentos de conexão com o parceiro ou parceira fazem diferença. Um tempo para o casal, ainda que breve, ajuda a fortalecer o vínculo emocional e sexual.


Autocuidado não é luxo, é necessidade

Cuidar da saúde íntima vai além da estética ou do prazer. Envolve higiene adequada, hidratação da região íntima, uso de produtos específicos e seguros, além de acompanhamento médico quando necessário.

“Pequenos hábitos fazem uma grande diferença. A hidratação íntima, por exemplo, pode ajudar no conforto diário e também na retomada da vida sexual de forma mais leve e prazerosa”, orienta.


Resgatar o feminino após a maternidade

A maternidade não precisa, e não deve, apagar a mulher que existe ali. Pelo contrário, pode ser uma oportunidade de reconexão com o próprio corpo, com o prazer e com a autoestima.

“Ser mãe e ser mulher caminham juntas. Quando a mulher se permite olhar para si, ela se fortalece em todos os aspectos, inclusive na maternidade”, finaliza Stephanie.


Não é só cansaço: a exaustão silenciosa das mulheres no pós parto que vai além da depressão

O nascimento de um filho costuma ser retratado como um dos momentos mais felizes da vida. Mas, para muitas mulheres, ele também marca o início de uma fase intensa, exaustiva e, muitas vezes, solitária.

Entre noites mal dormidas, adaptações físicas e uma avalanche de responsabilidades, surge um tipo de cansaço que não se resolve com descanso. Um esgotamento físico e mental que vai além do esperado, e que nem sempre é reconhecido.

A exaustão no pós parto não está ligada apenas à depressão. Existe uma sobrecarga real, emocional, física e social, que muitas vezes é ignorada, explica a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.

A pressão de dar conta de tudo

Cuidar do bebê, da casa, da rotina, do relacionamento, do próprio corpo e, em muitos casos, ainda lidar com o retorno ao trabalho.

A mulher, que acabou de passar por uma transformação profunda, se vê diante de uma expectativa silenciosa, dar conta de tudo, e ainda fazer isso com leveza.

Existe uma idealização muito forte da maternidade. A mulher sente que precisa ser grata o tempo todo, feliz o tempo todo, e isso gera culpa quando a realidade não corresponde a essa expectativa, afirma a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.

Além disso, há a pressão externa.

Família opinando, comparações, redes sociais mostrando uma maternidade perfeita, tudo isso contribui para um cenário de cobrança constante.

Quando o corpo e a mente entram em colapso

A privação de sono, as alterações hormonais e a responsabilidade contínua criam um ambiente propício para o esgotamento.

Mas nem sempre isso é identificado como um problema.

Muitas mulheres não percebem que estão exaustas. Elas continuam funcionando no automático, até que o corpo começa a dar sinais, explica a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.

Irritabilidade, choro frequente, sensação de incapacidade, cansaço extremo, dificuldade de concentração e até distanciamento emocional são alguns dos sinais de alerta.

Não é sobre ser forte o tempo todo

Existe uma ideia equivocada de que a maternidade exige força constante. Mas a realidade é outra.

Pedir ajuda ainda é visto como fraqueza por muitas mulheres, quando, na verdade, é um passo essencial para preservar a saúde mental.

A mulher não precisa ser uma super heroína. Esse ideal de dar conta de tudo é uma das principais causas de sofrimento no pós parto, reforça a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.

O retorno ao trabalho e a culpa invisível

Para muitas mulheres, o retorno à vida profissional intensifica ainda mais esse cenário.

De um lado, a responsabilidade e a cobrança no trabalho. Do outro, a culpa por deixar o bebê, mesmo que temporariamente.

Esse conflito interno pode gerar ansiedade, insegurança e uma sensação constante de estar em falta em algum papel.

Alertas importantes que não devem ser ignorados

Cansaço extremo que não melhora, sensação constante de sobrecarga, choro frequente ou irritabilidade, dificuldade de se conectar com o bebê ou com outras pessoas, pensamentos negativos recorrentes.

Diante desses sinais, buscar ajuda profissional é essencial.

Cuidar de quem cuida

Mais do que nunca, é preciso mudar o olhar sobre o pós parto.

A mulher não precisa provar nada. Ela precisa de suporte, acolhimento e, principalmente, de espaço para viver esse momento de forma real, sem idealizações.

Cuidar da saúde mental no pós parto é tão importante quanto cuidar do bebê. Quando a mulher está bem, tudo ao redor também se reorganiza, finaliza a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.


O custo invisível das mães que chegam ao topo corporativo

 Foto: champc
CO ASSESSORIA
 @niveabordinchacur
 @clinicaleger
Mulheres avançam em cargos de liderança no Brasil, mas maternidade e dupla jornada ainda dificultam o acesso ao topo

 

Mulheres já ocupam mais cargos de liderança no Brasil. O topo corporativo, porém, continua funcionando em uma lógica em que maternidade e carreira raramente custam a mesma coisa para homens e mulheres.

No mês em que o país volta o olhar para o Dia das Mães, a discussão sobre liderança feminina ganha uma camada menos visível: o peso silencioso da dupla jornada entre gestão, cuidado e performance constante. Embora as mulheres tenham ampliado presença em posições estratégicas nas empresas, o avanço ainda diminui drasticamente quando o assunto são os cargos mais altos das companhias.

Dados do IBGE mostram que mulheres ocupavam 39,3% dos cargos gerenciais no Brasil em 2022. Já o relatório Women in Business 2025, da Grant Thornton, aponta que elas representam 36,7% das posições de liderança em empresas de médio porte no país. Quando o recorte chega aos cargos de CEO, no entanto, a distância continua evidente.

Levantamento da Bain & Company mostra que a participação feminina entre CEOs das 250 maiores empresas brasileiras passou de 3% para 6% entre 2019 e 2023. O crescimento existe, mas ainda revela um afunilamento importante entre presença feminina na liderança e acesso real ao topo corporativo.

Especialistas apontam que a desigualdade não está ligada apenas à qualificação profissional, mas principalmente à distribuição da carga de cuidado dentro da vida familiar. Em 2022, mulheres brasileiras dedicaram, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, segundo dados do IBGE.

O impacto aparece diretamente na trajetória profissional. Entre mulheres de 25 a 49 anos com filhos de até 3 anos em casa, o nível de ocupação cai para 54,6%. Entre homens na mesma condição, o índice chega a 89,2%.

Na prática, mulheres que chegam a cargos de liderança frequentemente relatam uma espécie de dupla gestão permanente: a empresa e a vida pessoal funcionando simultaneamente.

Para Nívea Bordin Chacur, mãe de dois filhos e CEO do Grupo Leger, um dos maiores desafios da liderança feminina no Brasil ainda é a expectativa silenciosa de que a mulher consiga sustentar todas as áreas da vida em alta performance ao mesmo tempo. “Muitas mulheres aprendem a liderar enquanto tentam sustentar tudo simultaneamente. Existe uma cobrança silenciosa para que elas consigam performar profissionalmente sem deixar que a maternidade ou a vida pessoal pareçam afetar sua produtividade”, afirma.

Segundo ela, parte das estruturas corporativas ainda enxerga a maternidade como uma limitação operacional, e não como uma experiência que também desenvolve adaptação, resistência emocional e tomada de decisão. “A mulher em posição de liderança raramente consegue abandonar completamente qualquer uma das funções que ocupa. Isso cria um desgaste que o mercado ainda discute pouco.”

Nos últimos anos, empresas brasileiras passaram a ampliar debates sobre flexibilidade, retenção feminina, retorno pós-licença e liderança inclusiva. Ainda assim, boa parte das companhias continua estruturada em modelos tradicionais de produtividade e disponibilidade total.

O tema ganhou ainda mais força após estudos internacionais mostrarem que mulheres em cargos de liderança apresentam níveis mais altos de esgotamento profissional, principalmente pela sobreposição entre carreira, maternidade e trabalho de cuidado.

Para Nívea, o avanço feminino em posições estratégicas depende agora de mudanças mais profundas dentro das próprias empresas. “Não basta apenas abrir espaço para mulheres liderarem. O mercado precisa entender que maternidade não reduz visão estratégica, capacidade de gestão ou ambição profissional.”

Ela acredita que uma nova geração de mulheres executivas começa a mudar a forma como liderança é construída dentro das empresas brasileiras. “Durante muito tempo, mulheres chegaram ao topo tentando se adaptar a estruturas construídas por homens. A discussão agora talvez seja outra: quanto tempo o mercado ainda vai levar para se adaptar a elas?”, conclui.


Dia das Mães: carência de nutrientes e excesso de peso podem intensificar fadiga e cansaço nas mulheres

Nove em cada dez mães sentem exaustão maternal; especialista destaca nutrientes e a importância do emagrecimento aliado a hábitos saudáveis para mais disposição

 

Neste Dia das Mães, enquanto celebramos o amor e a dedicação materna, também é importante reconhecer que a maternidade envolve uma rotina intensa, que pode impactar diretamente a saúde física e emocional. De acordo com pesquisa da Kiddle Pass com a B2Mamy, publicada em 2024 pela Revista Veja, nove de cada dez mulheres brasileiras afirmam sentir exaustão maternal. Embora seja comum associar esse quadro ao estresse e à privação de sono, fatores como a alimentação inadequada e até o excesso de peso também podem influenciar significativamente na falta de energia, tornando o emagrecimento e hábitos saudáveis aliados importantes para a melhora da disposição.

 

O cansaço persistente pode ser um sinal de que o organismo não está recebendo os nutrientes necessários para funcionar adequadamente. Na prática, uma alimentação desregulada, aliada à rotina acelerada e às múltiplas demandas da maternidade, pode levar à deficiência de vitaminas, minerais e outros elementos essenciais, comprometendo o metabolismo e a vitalidade. Esse cenário, quando somado ao sedentarismo, tende a agravar ainda mais a sensação de esgotamento físico.

 

De acordo com o especialista em nutrologia, André Guanabara, a suplementação pode ser uma aliada importante, especialmente para mulheres com rotinas mais intensas. “A suplementação vem ganhando espaço justamente porque muitas pessoas não conseguem, na prática, manter uma alimentação equilibrada todos os dias. No entanto, ela não deve ser vista como uma solução isolada. É fundamental associar esse processo a outros pilares, como a prática regular de atividades físicas, a organização da rotina, o equilíbrio entre trabalho e descanso e a qualidade do sono. Esse conjunto de fatores é essencial para que o organismo recupere sua energia de forma consistente”, reforça o Dr. André Guanabara.

 

Os peptídeos também vêm ganhando destaque como aliados na promoção da saúde e do bem-estar. Essas moléculas, formadas por cadeias de aminoácidos, atuam em diversas funções do organismo, podendo contribuir para melhora do metabolismo, recuperação muscular, equilíbrio hormonal e até aumento da disposição. Segundo o Dr. André Guanabara, seu uso deve ser sempre individualizado. “Os peptídeos têm um potencial terapêutico interessante, principalmente quando pensamos em estratégias voltadas para energia, performance e emagrecimento. No entanto, é fundamental que seu uso seja feito com acompanhamento médico, respeitando as necessidades e características de cada paciente, para garantir segurança e eficiência no tratamento”, explica.

 

O emagrecimento saudável também se apresenta como uma estratégia importante no combate ao cansaço. A redução do excesso de peso, quando feita de forma orientada, pode melhorar o funcionamento metabólico, a qualidade do sono e até a disposição para as atividades diárias. “O emagrecimento precisa ser encarado como parte de um cuidado integral com a saúde. Quando a paciente adota uma rotina mais saudável, ela não apenas perde peso, mas ganha mais energia, melhora a disposição e reduz processos inflamatórios que contribuem para o cansaço. É uma transformação que impacta todo o organismo”, destaca o especialista.


Dentro desse contexto, o uso de canetas emagrecedoras tem se tornado uma alternativa buscada por muitas mulheres, mas exige atenção e acompanhamento profissional. “As canetas podem ser indicadas em alguns casos e têm um papel relevante no auxílio ao emagrecimento, mas precisam ser utilizadas com critério e sempre com acompanhamento médico. Elas não substituem uma rotina saudável. Para que os resultados sejam efetivos e duradouros, é indispensável associar o tratamento a mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada, atividade física e sono adequado. Sem isso, dificilmente haverá manutenção dos resultados”, alerta André Guanabara.


Saúde, disposição e qualidade de vida em pauta no evento Ciclo da Vida 

Diante desse cenário, em que a busca por mais disposição, equilíbrio e saúde integral tem ganhado cada vez mais espaço entre as mulheres, iniciativas que promovem informação de qualidade e orientação especializada se tornam ainda mais relevantes. É com esse propósito que acontece o evento “Ciclo da Vida”, no dia 6 de junho, a partir das 13h, no Teatro RioMar, em Fortaleza, reunindo especialistas da saúde para discutir temas como longevidade, equilíbrio hormonal, emagrecimento e qualidade de vida. 


Para André Guanabara, o encontro surge como uma oportunidade importante de ampliar o acesso à informação de qualidade. “Eventos como o Ciclo da Vida têm um papel fundamental ao aproximar a população de profissionais qualificados e promover uma visão mais integrada da saúde. É um momento de troca, de aprendizado e de conscientização sobre a importância de cuidar do corpo e da mente de forma contínua, especialmente em fases mais desafiadoras da vida, como a maternidade”, destaca.


Os interessados em participar podem garantir o ingresso por meio do site oficial do evento, disponível em https://ciclosdavida.com.br/, onde também é possível conferir a programação completa, os palestrantes e mais detalhes sobre a iniciativa.

 

Nutrientes essenciais 

Vitaminas do Complexo B: As vitaminas B, como B1, B2, B3, B5, B6, B9 (ácido fólico) e B12, desempenham papéis cruciais no metabolismo energético e na função cerebral. 

Vitamina C: Essencial para a saúde do sistema imunológico e também para a absorção de ferro, que é vital para evitar a fadiga. 

Vitamina D: Ajuda na absorção de cálcio, importante para a saúde óssea e pode desempenhar um papel na melhoria dos níveis de energia. 

Ferro: Essencial para a produção de hemoglobina, que transporta oxigênio para as células do corpo. A deficiência de ferro pode levar à fadiga. 

Magnésio: Ajuda na produção de energia no nível celular e desempenha um papel importante na função muscular e nervosa. 

Potássio: Importante para a função muscular e nervosa, bem como para a regulação dos fluidos no corpo. 

Zinco: Essencial para o sistema imunológico e para a produção de energia. 

Proteínas: Os aminoácidos provenientes das proteínas são blocos de construção essenciais para os tecidos musculares e a reparação celular. 

Ômega-3: Gorduras saudáveis encontradas em peixes gordurosos, nozes e sementes, que podem ajudar na redução da inflamação e na promoção da saúde cardiovascular. 

Coenzima Q10: Um antioxidante que desempenha um papel na produção de energia celular e pode ajudar a reduzir a fadiga muscular. 

Creatina: Um composto natural encontrado nos músculos que ajuda a fornecer energia rápida durante atividades de alta intensidade. 

Cafeína: Um estimulante natural encontrado no café, chá e alguns suplementos, que pode melhorar temporariamente o estado de alerta e reduzir a sensação de fadiga. 

Taurina: Um aminoácido que pode melhorar a função muscular e a resistência durante o exercício. 

Rhodiola Rosea: Uma erva adaptogênica que pode ajudar a aumentar a resistência ao estresse físico e mental, potencialmente reduzindo a fadiga.


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