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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Dia das Mães: Oito em cada 10 brasileiros acreditam que mulheres com filhos enfrentam mais obstáculos no mercado de trabalho

Pesquisa da B3 e do Instituto Locomotiva aponta, ainda, que diversidade no ambiente corporativo é importante para 81% dos brasileiros



Para a maioria dos brasileiros, os preconceitos existentes na sociedade contra grupos sub-representados acabam se refletindo em desigualdades no ambiente corporativo. É o que revela a segunda edição do estudo Iniciativas empresariais de diversidade: a visão dos consumidores, realizado pela B3, a bolsa do Brasil, em parceria com o Instituto Locomotiva. 

Oito em cada 10 brasileiros (77%) acreditam que mulheres com filhos enfrentam mais desafios no mercado de trabalho. Entre mulheres com filhos, esse número sobe para 86%, enquanto a taxa entre homens sem filhos é de 68%. 

Além disso, três em cada quatro brasileiros (74%) acreditam que pessoas mais velhas têm menos oportunidades no mercado de trabalho, e 58% concordam que as diferenças entre gerações podem gerar conflitos no ambiente corporativo. 

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, “os dados mostram que os brasileiros já percebem que as desigualdades presentes na sociedade também atravessam o ambiente corporativo. Ao reconhecer que mulheres com filhos, pessoas mais velhas e outros grupos enfrentam mais obstáculos, o país demonstra maturidade para entender que diversidade vai além da representatividade, é enfrentar as barreiras que afetam trajetórias reais. Essa consciência abre espaço para que as empresas avancem em práticas que transformam o dia a dia de quem trabalha”.
 

Diversidade como pilar estratégico no ambiente corporativo 

O levantamento da B3 e do Instituto Locomotiva apontou que oito em cada 10 brasileiros (81%) consideram importante que marcas ou empresas apoiem a diversidade entre seus funcionários. 

Quando o assunto é liderança, a percepção geral é que as empresas são pouco diversas. Ao serem perguntados sobre o perfil das pessoas que ocupam cargos de liderança nas empresas em que trabalham, as características mais citadas pelos respondentes foram: sem deficiência (88%), não pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+ (87%), brancos (87%) e homens (85%). 

O estudo também revela pontos positivos dentro das empresas. Para 68% dos entrevistados, as empresas onde trabalham trata as pessoas de forma justa, independentemente de seu histórico de vida ou de características pessoais. Além disso, 65% afirmam que sua empresa está comprometida em criar um ambiente que valoriza e incentiva a diversidade. 

“Na B3, diversidade está no centro da nossa estratégia de negócios. Como Bolsa do Brasil, queremos dar o exemplo e incentivar que outras companhias também incorporem iniciativas que promovam equidade e inclusão. Quando as companhias avançam juntas, ampliamos o impacto e contribuímos de forma mais acelerada para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, afirma Renata Caffaro, diretora de Pessoas e Comunicação Interna da B3. 

A pesquisa on-line foi realizada com 1751 pessoas com mais de 18 anos em todo o país, entre 16 de julho e 01 de agosto de 2025, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais.
  
Acesse em: B3 | Iniciativas empresariais de diversidade: a visão dos consumidores 

B3 lança guia para orientar empresas sobre as melhores práticas em diversidade e inclusão 

Considerando o papel central que os temas relativos à diversidade e inclusão ocupam dentro da estratégia de negócio da B3, a bolsa lançou, na última quinta-feira (23), a segunda edição do guia de boas práticas Investimos em Diversidade. A elaboração do conteúdo foi feita em parceria com o Instituto Locomotiva. 

A publicação tem por objetivo atualizar as práticas de DE&I, destacando tendências e iniciativas recentes; reunir perspectivas de lideranças e profissionais de mercado; compartilhar a trajetória interna da bolsa contribuindo para construção de referências para o mercado; mostrar como DE&I podem atuar como diferenciais competitivos e sustentáveis para as empresas. 

O guia está dividido em duas seções: a Agenda Atual de DE&I, com um panorama de dados e evidências da maturidade desta pauta dentro das marcas e empresas, e Boas Práticas que Fazem a Diferença, com exemplos, inclusive internos, de ações que potencializam a diversidade e equidade dentro do mercado de trabalho. 

A 2ª edição do guia de boas práticas Investimos em Diversidade pode ser acessado gratuitamente no link: B3 | Investimentos Em Diversidade - Guia de Boas Práticas - 2° Edição.


PIX desbanca dinheiro e cartão e lidera como principal meio de pagamento no Dia das Mães em São Paulo, revela pesquisa TIM Ads

Levantamento com mais quase nove mil respostas aponta que 86% dos respondentes pretendem presentear e 65% preferem comprar em loja física

Mães cada vez mais conectadas é o que mostra a pesquisa, com participação ativa nas redes sociais

 

 Uma das datas mais relevantes para o varejo brasileiro, o Dia das Mães deve impulsionar o consumo com forte adesão aos pagamentos digitais. Levantamento da plataforma TIM Ads, realizado com quase 9 mil pessoas no estado de São Paulo, mostra que 86% dos consumidores paulistas pretendem comprar presentes na data e que o PIX já lidera, de forma isolada, as intenções de pagamento. 

De acordo com a pesquisa, 38% dos consumidores apontam o PIX como principal forma de pagamento, superando com ampla vantagem o dinheiro em espécie (17%) e os cartões de crédito (13%) e débito (14%). O dado evidencia o avanço da digitalização financeira no país e a rápida incorporação de novas tecnologias ao comportamento de um consumo cada vez mais ágil. 

Apesar da preferência pelos pagamentos digitais, a experiência presencial segue como protagonista na jornada de compra: 65% dos consumidores pretendem adquirir os presentes em lojas físicas, enquanto 41% consideram o e-commerce. Entre os itens mais buscados, os perfumes se destacam como uma das principais escolhas para a data (20%). 

"Datas como o Dia das Mães são termômetros importantes do consumo no país. Com dados em escala, conseguimos capturar em tempo real as mudanças no comportamento do consumidor, como a consolidação do PIX, e transformar esses insights em inteligência para o varejo tomar decisões mais assertivas”, destaca Leonardo Siqueira, Diretor de Data Monetization da TIM Brasil.

 

Gasto se concentra até R$ 300

No ranking de preferências, a tradição feminina prevalece. Perfumes lideram a lista (20%), seguidos por roupas (15%) e acessórios (13%). Flores e plantas também aparecem com destaque (13%) e celulares (9%). Embora as mães sejam as grandes homenageadas (55%), a data movimenta o comércio para outras figuras familiares, como avós e irmãs (16% cada).

Quanto ao investimento, o brasileiro demonstra cautela e planejamento: 54% dos entrevistados pretendem gastar entre R$ 20 e R$ 300. Já uma fatia de 25% dos consumidores planeja desembolsar valores maiores, entre R$ 300 e mais de R$ 1,2 mil.


Conectividade e comunicação

A pesquisa também traçou um perfil digital da base de consumo, composta majoritariamente por jovens – 62% entre 18 e 35 anos. O WhatsApp reafirma sua onipresença na jornada de compra e interação: é a rede social mais utilizada pelos consumidores (54%) e também a ferramenta de comunicação preferida das mães homenageadas, citada por 46% dos participantes. No campo das redes sociais, o Instagram e o Facebook (26% cada) completam o pódio de uso diário.

O TIM Ads é a plataforma de pesquisas rápidas da TIM, que aciona a base de clientes e os recompensa com bônus. A ferramenta oferece resultados em tempo recorde e pode ser usada por empresas e organizações para estudos de público, inclusive com recorte georreferenciado e por faixa etária, a fim de entender comportamentos, necessidades e validar soluções para o mercado.

 

TIM
www.tim.com.br


Dia Nacional do Turismo: Catho divulga mais de 3 mil vagas abertas no seto

banco de imagem
Data reforça a importância de um dos segmentos que mais geram empregos no Brasil e que segue aquecido com oportunidades em todo o país 


Celebrado em 8 de maio, o Dia Nacional do Turismo evidencia a força de um dos setores mais relevantes para a economia brasileira e que segue em expansão no mercado de trabalho. Atualmente, a Catho, plataforma gratuita de empregos, reúne mais de 3 mil vagas abertas em todo o país para a área de Hotelaria e Turismo, com oportunidades em diferentes níveis de experiência e regiões do Brasil. 

As vagas contemplam cargos como agente de viagens, recepcionista, consultor de turismo, camareiro, atendente, auxiliar de hospedagem, coordenador operacional, entre outros. Há oportunidades em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina, além de posições com diferentes modelos de contratação e benefícios variados. 

O movimento acompanha o crescimento do próprio setor turístico no país. Dados do Ministério do Turismo, com base no Novo Caged, mostram que o turismo brasileiro criou mais de 86 mil empregos formais nos últimos 12 meses, ultrapassando a marca de 2,4 milhões de trabalhadores no segmento. 

Além disso, somente no primeiro trimestre de 2026, o setor registrou saldo positivo de mais de 11 mil vagas formais, impulsionado principalmente pelas áreas de alimentação, hospedagem e transporte terrestre. 

Os profissionais que desejam encontrar uma oportunidade no segmento podem acessar, de forma gratuita, o site ou aplicativo da Catho (clique aqui), cadastrar ou atualizar o currículo e utilizar os filtros de busca como localização, tipo de contrato, modelo de trabalho e salário, para encontrar a posição mais compatível. 

Não perca tempo e baixe o app grátis.


Inteligência artificial chega ao saneamento: plataforma traduz dados de todos os municípios brasileiros

 O Painel Saneamento Brasil passa a disponibilizar informações de mais de 5.624 localidades e inclui novos recursos com inteligência artificial 

 

O Instituto Trata Brasil atualizou o Painel Saneamento Brasil, plataforma que reúne indicadores sobre saneamento básico nas localidades brasileiras. A nova versão amplia a cobertura para todos os municípios do país, apresenta um novo layout e traz recursos inéditos para facilitar o acesso e a compreensão das informações. 

Criado em 2019, o Painel disponibiliza informações sobre saneamento básico e evidencia os impactos sociais, econômicos e ambientais da ausência desses serviços. O portal permite que cidadãos tenham acesso facilitado aos dados da localidade onde vivem, possibilitando ainda a comparação entre municípios e relação com indicadores relacionados à saúde, renda, educação, valorização imobiliária e impactos ao turismo, entre outros. 

Com o objetivo de alcançar todo o território brasileiro, a plataforma expandiu seus indicadores para todos os municípios do país e passou a reunir informações de mais de 5.624 localidades, incluindo municípios, estados, regiões e regiões metropolitanas. Entre as novas funcionalidades, a plataforma também passa a contar com um resumo descritivo gerado por ferramenta de inteligência artificial, alimentada com dados do próprio painel, para facilitar o entendimento da situação do saneamento em cada município. 

As informações disponíveis no Painel Saneamento Brasil são baseadas em dados oficiais trabalhados por pesquisadores que contribuem com o projeto. O Instituto Trata Brasil e seus pesquisadores utilizam exclusivamente bases oficiais públicas, reconhecidas nacionalmente, como SNIS/SINISA, IBGE e DATASUS, garantindo confiabilidade e transparência às informações disponibilizadas. 

Como acessar o Painel Saneamento Brasil? A plataforma está disponível gratuitamente por meio de site e aplicativo. Mantenha o aplicativo atualizado para acessar os dados mais recentes de todos os municípios brasileiros.

  • Site: Link
  • Aplicativo: disponível para Android e iOS

 

Instituto Trata Brasil (ITB)
Para mais informações, acesse: Link.

 

 

Inadimplência das empresas voltou a crescer e atingiu 8,9 milhões em março, revela Serasa Experian

Volume de dívidas chegou a R$ 212,8 bilhões, com cerca de 7 contas inadimplidas por empresa

 

A inadimplência entre as empresas voltou a crescer em março de 2026 e atingiu 8,9 milhões de CNPJs, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. O resultado representa avanço em relação a fevereiro e mantém o indicador próximo ao maior nível da série histórica, registrado em dezembro de 2025. 


No período, o total de dívidas negativadas chegou a 62 milhões, somando R$ 212,8 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possuía cerca de 7 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.992,97 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.431,12. Confira o detalhamento completo no gráfico e na tabela abaixo:

 



 

A economista-chefe da datatech, Camila Abdelmalack, explica que o comportamento da inadimplência reflete um conjunto de pressões que ainda não foram dissipadas: “O contingente de empresas com restrições de crédito segue elevado, refletindo a persistência de um ambiente financeiro ainda significativamente apertado. Apesar do início do ciclo de flexibilização monetária, as expectativas correntes para a taxa terminal indicam um ajuste insuficiente para promover uma reversão mais consistente das condições de crédito. O patamar ainda restritivo dos juros ao final do ciclo, aliado a spreads elevados e critérios de concessão mais cautelosos, limita a recomposição da capacidade financeira das empresas e dificulta a normalização da inadimplência no curto prazo”, explica.

 

“Como se trata de um indicador de estoque, a inadimplência incorpora um acúmulo de pressões financeiras ao longo do tempo, o que torna sua reversão mais lenta. Em paralelo, o processo de desaceleração da atividade econômica tende a impactar o faturamento das empresas e dificultar a recomposição de caixa. Nesse contexto, ainda não há sinais consistentes de inflexão na trajetória da inadimplência”, complementa a economista.


 

Setores inadimplentes e perfil das dívidas

 

O setor de “Serviços” concentrou 55,5% das empresas negativadas em março. Na sequência aparecem “Comércio” (32,4%), “Indústria” (8,1%) e o setor “Primário” (0,9%). Confira o detalhamento na tabela abaixo.  

 


A decomposição da inadimplência por origem das dívidas evidencia uma predominância estrutural do setor não financeiro, responsável por cerca de três quartos do total das pendências. Esse grupo engloba, principalmente, dívidas com serviços, utilities, telefonia, varejo, securitizadoras, cooperativas e outros fornecedores ao longo da cadeia produtiva, refletindo o uso intensivo do chamado crédito comercial como instrumento de financiamento do capital de giro. Já o setor financeiro, que inclui obrigações junto a bancos, cartões de crédito e financeiras, responde por uma parcela menor, mas relevante, e permanece condicionado por um ambiente de crédito restritivo, marcado por custo elevado, spreads altos e critérios de concessão mais conservadores. Essa combinação limita a capacidade das empresas de reestruturar passivos e alongar prazos, contribuindo para a persistência de um estoque elevado de inadimplência.

 

“Uma parte importante das dívidas inadimplidas está relacionada a negociações com fornecedores e prestadores de serviços, que são amplamente utilizadas pelas empresas como forma de financiar a operação e equilibrar o fluxo de caixa. Em um ambiente de juros elevados e maior seletividade no crédito bancário, esse tipo de endividamento ganha ainda mais espaço, mas se torna mais difícil de administrar quando há acúmulo de pendências. Esse cenário acaba prolongando o processo de regularização financeira das empresas”, explica Camila.

 


Perfil das dívidas inadimplidas

 

Visão nacional 


Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes, com destaque para São Paulo (3.049.372), seguido por Minas Gerais (873.579) e Rio de Janeiro (860.493). Na sequência aparecem estados como Paraná (582.437) e Rio Grande do Sul (510.021). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões.

 


Micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas seguiram como maioria expressiva da inadimplência no país, com 8,4 milhões de CNPJs negativados em março. O grupo concentrou 56,3 milhões de dívidas e R$ 185,3 bilhões em débitos. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,7 contas negativadas, com dívida média de R$ 21.948,02 e ticket médio de R$ 3.293,51.

 

“As micro e pequenas empresas são mais sensíveis a um ambiente de crédito restritivo, pois dependem majoritariamente de linhas de curto prazo e têm menor poder de negociação. Com os juros ainda em patamar elevado e a concessão de crédito mais seletiva, essas empresas enfrentam maior dificuldade para recompor o capital de giro. Esse quadro é agravado por desafios estruturais de gestão financeira, como menor capacidade de planejamento, controle de fluxo de caixa e alongamento de passivos, o que contribui para a persistência da inadimplência”, analisa Camila Abdelmalack.

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 


Metodologia 


O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mensura o número de empresas brasileiras que se encontram em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. Essa apuração é realizada com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência. 

 

Experian
experianplc.com

 

Da maternidade à aposentadoria: como funcionam os benefícios do INSS para mães

Conheça os benefícios disponíveis para mães no INSS e o que considerar para não perder nenhum direito 

 

O Dia das Mães costuma trazer homenagens, mas também coincide com um momento de dúvida para muitas mulheres: como manter a renda depois da chegada de um filho, especialmente em casos de afastamento do trabalho, perda de emprego ou mudança na rotina profissional. É nesse ponto que surgem perguntas diretas sobre o INSS: quem tem direito, quanto pode receber e o que muda na aposentadoria após a maternidade. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mulheres seguem com renda menor e maior presença na informalidade, o que dificulta contribuições regulares ao INSS e pode afetar o acesso a benefícios ao longo do tempo. “Em muitos casos, a mulher tem direito, mas não sabe por onde começar ou acredita que não se encaixa nas regras. Entender esses critérios com antecedência faz diferença no acesso ao benefício”, explica Thaís Bertuol Xavier, advogada e consultora jurídica do Previdenciarista.

 

Quem tem direito ao salário-maternidade em 2026? 

O salário-maternidade é o principal benefício ligado à maternidade no INSS e pode ser solicitado em casos de nascimento, aborto não criminoso, natimorto, adoção ou guarda judicial. Isso significa que o direito pode alcançar diferentes perfis, inclusive mulheres fora do emprego formal: 

·         trabalhadoras com carteira assinada

·         autônomas e contribuintes individuais

·         MEIs

·         seguradas facultativas

·         desempregadas dentro do período de graça

 

A duração, em regra, é de 120 dias.

 


Mãe desempregada pode receber salário-maternidade?

 

Uma mãe desempregada pode receber salário-maternidade. Perder o emprego não significa perder automaticamente o direito ao benefício. Na prática, muitas mulheres ainda estão protegidas pelo chamado período de graça, mesmo sem contribuir naquele momento.

 

Para ter direito, é preciso ter contribuído antes do desemprego e estar dentro do período de graça.


 

Quanto tempo precisa contribuir e qual o valor do benefício?

 

Até pouco tempo atrás, a resposta dependia da modalidade de filiação da segurada. Para contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, exigia-se o tempo mínimo de carência de 10 meses. Ou seja, eram preciso dez contribuições ao INSS antes da ocorrência do fato gerador. 

 

No entanto, com a decisão do STF, na ADI 2110, em 2024, foi declarada a inconstitucionalidade da exigência da carência. 

 

Assim, atualmente, tanto para trabalhadoras CLT, como para contribuintes individuais, MEI e facultativas, não há necessidade de comprovar um mínimo de contribuições. No entanto, ainda é necessário comprovar a qualidade de segurada.

 

Sendo assim, basta uma contribuição para ter direito ao benefício. 

 

Já o valor varia conforme o histórico:

 

·         CLT: recebe o equivalente ao salário mensal

·         autônomas: média das contribuições

·         MEI: geralmente vinculado ao salário mínimo

 

Como pedir o salário-maternidade?

 

O pedido pode ser feito de forma digital, o que facilita o acesso ao benefício. Ainda assim, erros simples continuam sendo uma das principais causas de atraso ou negativa.

 

O requerimento é feito pelo site ou aplicativo “Meu INSS” e com envio de documentos como certidão de nascimento, termo de guarda ou atestado médico.

 


A maternidade pode afetar a aposentadoria?

 

Pode. Pausas na carreira, redução de renda ou períodos sem contribuição influenciam o tempo de contribuição e o valor final da aposentadoria. Situações comuns após a maternidade impactam: tempo total de contribuição, média salarial e valor do benefício. 

 

Mesmo com interrupções na carreira, é possível manter a proteção previdenciária com planejamento e acompanhamento do histórico no INSS”, explica Thaís. Segundo a especialista, organizar essas informações ao longo do tempo faz diferença para evitar prejuízos no futuro e ferramentas como o PrevCasos, do Previdenciarista, contribuem nesse processo ao permitir que advogados recebam e avaliem os casos dos segurados, com acesso às informações em um único ambiente e possibilidade de contato para dar andamento às demandas.

 

Algumas medidas ajudam a reduzir esse impacto: 

·         contribuir como facultativa em períodos sem renda formal

·         manter regularidade, mesmo com valores menores

·         acompanhar o extrato do INSS

  

Previdenciarista

 

Preços dos alimentos e dos combustíveis puxam alta do custo de vida na RMSP, aponta FecomercioSP

Guerra no Irã afeta o resultado; acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,92%

 

Impactado pelo avanço nos preços dos combustíveis e dos alimentos influenciados pela Guerra no Irã, que acelerou a cotação do petróleo, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,72% em março. O índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), mensurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), acumula alta de 4,92% nos últimos 12 meses, enquanto nos três primeiros meses do ano há uma expansão de 2,09%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 1,88% [gráfico 1].

 

[GRÁFICO 1] 

Custo de vida por classe social — série histórica

Fonte: IBGE/FecomercioSP.

 

De acordo com a FecomercioSP, o cenário se intensificou em razão das pressões inflacionárias associadas ao conflito no Oriente Médio, que passou a refletir, direta e indiretamente, no orçamento das famílias da RMSP. Mesmo com o cessar-fogo, a normalização tende a ser mais lenta. No momento, a atenção se intensifica, já que os grupos de alimentação e transportes respondem por quase 45% do orçamento médio familiar, o que compromete o equilíbrio financeiro das casas e contribui para aumento da inadimplência. 


Famílias de renda mais baixa são as mais afetadas

O aumento no custo de vida está relacionado ao avanço mais intenso nos preços dos combustíveis e dos alimentos, repercutindo ainda mais nas classes de renda mais baixa, com variações de 0,93% para a classe D e de 0,86% para classe E. Para a classe A, a elevação foi de 0,61%. 

No acumulado dos últimos 12 meses, as classes de menor poder aquisitivo também foram as mais afetadas: 5,34% para classe E, e 5,22% para a classe D. Para as classes B e A, 4,57% e 4,78%, respectivamente — visto que a distribuição de despesas é mais concentrada em grupos de alta representatividade para as classes de menor poder aquisitivo [tabela 1].


[TABELA 1] 

Custo de vida por classe social — março de 2026 

Fonte: IBGE/FecomercioSP

Alta no transporte, com óleo diesel subindo 14,4%

O grupo de transporte foi um dos mais afetados quanto à elevação no custo de vida, avançando 1,47%. O óleo diesel apresentou alta de 14,4%, ao passo que a gasolina subiu 4,4% e o etanol, 1,3%. No segmento de serviços, por sua vez, as passagens aéreas apontaram aumento de 7,8%. Por faixa de renda, a expansão média foi ainda maior, com 2,77% para a classe D e 2,5% para a classe E, com variações significativas superiores às observadas nas classes de maior renda (0,83% para a classe B e 0,87% para a classe A).


[TABELA 2] 

Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo — acumulado do ano

Fonte: IBGE/FecomercioSP



No grupo de alimentação e bebidas, a alta mensal foi de 0,83%. Entre as faixas de renda, a variação chegou a 1% para a classe E e acima do 0,79% registrado para a classe A. Esse comportamento reflete, sobretudo, a elevação mais acentuada dos preços da alimentação no domicílio (0,89%) em comparação com a alimentação fora do domicílio (0,73%), componente que pesa mais fortemente no orçamento das famílias de menor renda. Em março, o feijão-carioca, com alta de 15,6%, o tomate (12,2%) e os cortes de carne — como acém (5%), alcatra (2,9%) e costela (2,3%) — foram os principais itens que encareceram nos supermercados.

Os itens eletroeletrônicos, como o microcomputador, com alta de 3,3%, e o televisor, com elevação de 2%, foram responsáveis pelo avanço de 1,13% nos artigos do lar. O grupo de habitação foi influenciado por produtos ligados a obras e reformas, como revestimento de piso e parede (2,4%), além de cimento e tijolo, também com crescimento de 2,4% — peso mais relevante para as famílias de maior renda.

Em saúde e cuidados pessoais, houve aumento tanto no varejo — em itens de higiene e beleza — quanto nos medicamentos, com destaque para hormônios (2,7%) e antibióticos (2,6%). Os planos de saúde registraram aumento médio de 0,5%, enquanto os serviços odontológicos subiram 0,2%. Para o próximo mês, a tendência é de manutenção da pressão, em virtude do período de reajuste dos medicamentos.

Na análise da FecomercioSP, a elevação recente na cotação da arroba bovina e os fatores sazonais que reduzem a oferta de alguns itens, além do encarecimento dos custos logísticos — pressionados pela alta do óleo diesel —, começa a ser repassado aos preços, o que tende a pressionar o grupo de alimentos dos lares nos próximos meses.


Nota metodológica


CVCS


O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na Região Metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo. 



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Imposto de Renda 2026 exige atenção de criadores de conteúdo e aumenta risco de inconsistências com novas regras fiscais

Com prazo até maio, profissionais do digital enfrentam maior cruzamento de dados pela Receita e precisam revisar rendimentos para evitar malha fina e atrasos na restituição

 

A temporada do Imposto de Renda 2026 já começou e acende um alerta para criadores de conteúdo, infoprodutores e profissionais do mercado digital. Com o avanço do cruzamento de dados pela Receita Federal e mudanças na tributação que acompanham a reforma tributária, erros simples podem resultar em retenção na malha fina, atrasos na restituição e até autuações fiscais.

Reinaldo Boesso, CEO e cofundador da TMB e especialista financeiro, afirma que o crescimento acelerado do mercado digital ampliou a complexidade das declarações. “Muitos criadores recebem por múltiplas plataformas, têm receitas em diferentes formatos e, em alguns casos, misturam pessoa física e jurídica. Isso aumenta o risco de inconsistências se não houver controle”, diz.

Dados da Receita Federal indicam que o Brasil deve receber cerca de 43 milhões de declarações neste ano, com maior rigor na verificação automática de informações. O uso de dados de instituições financeiras, plataformas digitais e meios de pagamento ampliou a capacidade de fiscalização, reduzindo espaço para omissões.

Para quem deixou a organização para a última hora, ainda é possível reduzir riscos. O principal, segundo Reinaldo, é agir com pragmatismo. “Quem não se organizou ao longo do ano precisa priorizar três frentes, reunir todos os informes oficiais, cruzar as informações com movimentações bancárias e evitar qualquer tipo de omissão de rendimento, mesmo que pareça irrelevante.”

A declaração pré-preenchida, disponibilizada pela Receita, aparece como uma alternativa rápida para reduzir erros. A ferramenta já traz dados de fontes pagadoras, bancos e despesas médicas. “A declaração pré-preenchida reduz significativamente o risco de erro, porque parte de dados que já foram informados à Receita. Ainda assim, o contribuinte precisa revisar tudo com atenção, principalmente rendimentos extras e ganhos não recorrentes”, afirma.

No universo dos criadores, um dos principais pontos de atenção está na diversificação de receitas. Monetização por plataformas, vendas de cursos, mentorias e recebimentos via intermediadores financeiros exigem organização detalhada. Segundo levantamento da própria TMB, mais de 70% das transações no mercado de infoprodutos já ocorrem fora do cartão de crédito, com uso de boleto parcelado e outras alternativas, o que amplia a quantidade de registros financeiros a serem considerados .

Outro fator crítico é a documentação. Mesmo sem controle ao longo do ano, ainda é possível reunir comprovantes essenciais. “Informes de rendimento, recibos médicos e comprovantes de despesas dedutíveis precisam estar organizados. Isso é fundamental caso a Receita solicite comprovação depois”, explica o executivo.

Erros comuns de última hora seguem entre os principais motivos de retenção. Divergências entre o que foi declarado por empresas e o que o contribuinte informa continuam sendo a principal causa. “A malha fina, na maioria das vezes, não acontece por fraude, mas por inconsistência de dados. O sistema cruza tudo automaticamente”, afirma.

Além disso, a busca por restituição rápida pode levar a decisões equivocadas. A Receita prioriza declarações sem erros, o que reforça a importância da revisão. “Para receber a restituição sem problemas, o mais importante não é a velocidade, mas a precisão. Declarar rápido e errado pode atrasar muito mais do que revisar com calma e entregar corretamente”, diz.

A tendência, segundo especialistas, é que a digitalização e a reforma tributária ampliem ainda mais a fiscalização sobre rendimentos não tradicionais, incluindo atividades no ambiente digital. Para criadores de conteúdo, isso significa tratar a gestão financeira e tributária como parte estruturante do negócio, e não apenas uma obrigação anual.

 



Reinaldo Boesso - co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.



TMB
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.



Fontes consultadas

Receita Federal do Brasil
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br

PNAD TIC IBGE
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/17270-pnad-continua.html

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
https://www.cndl.org.br

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)
https://www.spcbrasil.org.br

Associação Brasileira de Startups (Abstartups)
https://abstartups.com.br


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